A NORMAL (Pt. 2)

Pequeno-Fanático

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“Muito embora o ateísmo ainda não seja considerado uma religião, o ateu crê que Deus não existe e, portanto, ele também manifesta um certo tipo de crença.”

Na tentativa de justificar a fé religiosa, o verbo “crer” é emparelhado com o substantivo “crença” como se essas palavras tivessem a mesmíssima acepção, daí advindo a conclusão espúria de que a visão ateísta do mundo é apenas mais uma religião. O crente recorrer a um sofisma não deve ser motivo de espanto, uma vez que ele precisa se valer sempre de todo tipo de desonestidade intelectual para manter sua fé: da fraude elaborada em minúcias à mentira improvisada; do equívoco autoinduzido à inescapável ignorância; do sonho solitário à alucinação coletiva. Isso tudo para sustentar seu argumento de que ele é a coisa mais importante que existe no universo. Tão importante que, veja só: é por causa dele que o universo existe. 

A religião católica, na qual eu fui criado, é um sistema de crenças. O católico “acredita” num determinado “pacote” de coisas que é diferente do “pacote” em que acredita, por exemplo, um membro da religião conhecida como testemunhas de Jeová. Claro que esses pacotes têm muitos itens em comum, mas, se esses são postos todos pra fora, o que sobra em cada pacote é o que diferencia uma religião da outra. Mas isso é o que menos importa no momento. O que é preciso ter em mente é que ninguém pode se considerar de uma determinada religião se não acreditar no pacote completo. Alguém que acredita em Deus, na Santíssima Trindade, no Inferno, na vida eterna, mas não acredita que Jesus nasceu de uma mãe virgem, esse acabou de se excluir do catolicismo.

O futebol é considerado uma religião por muitos torcedores fanáticos. De certo, os grandes times têm seus milhões de seguidores identificados por símbolos específicos, têm seus ídolos dignos de adoração, seus milagres estampados em manchete de jornal, e cada clássico é um grande culto em que as pessoas  exorcizam seus próprios demônios num delírio coletivo, autoimpulsionado pela emoção maximizada da multidão. Entretanto, quando um torcedor fanático é solicitado a arriscar o placar do jogo, minutos antes do seu início, e responde algo como  3 x 1, ele está apenas dando um mero palpite — um chute, por assim dizer — e isso está ao alcance de qualquer outro fã menos fanático do esporte. Nesse caso, a “crença” envolvida deve ser encarada apenas como “ausência de certeza”, quando o verbo “crer” se opõe ao verbo “saber”, por uma simples questão de lógica: ele não tem poderes para adivinhar o resultado do jogo, mas “acredita” que seu time vai marcar três gols e o time rival, apenas um.

O sofisma que abre esse texto funde indevidamente a definição de crença, atrelada ao mundo religioso, com a inocente definição de crer do mundo laico, esperando induzir nos seus crentes a certeza de que o seu sistema de crenças, por mais imbecil e sem sentido que seja, não deve ser abalado por argumentos ateístas, que são apenas o produto de um outro sistema de crenças rival.

Assim, do mesmo modo que o torcedor de um time não pode simplesmente chamar para o seu próprio bando um amigo que torce para uma outra equipe, o crente não deve esperar que o ateu tenha argumentos para convencê-lo a mudar de lado e ir se confraternizar com novos irmãos na religião sem Deus do ateísmo.      

 

A NORMAL (Pt. 1)

ateu

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Muito embora o ateísmo ainda não seja considerado uma religião, o ateu crê que Deus não existe e, portanto, ele também manifesta um certo tipo de crença.”

Desde algumas poucas décadas atrás, quando o catolicismo deixou de ser a única cerveja à venda no barzinho das ilusões, e as bocas de culto se tornaram muito mais numerosas nos nossos bairros do que farmácias e padarias juntas, os empresários da fé acharam esse raciocínio perfeito para convencer os dizimistas a continuarem contribuindo, sem precisar dar ouvidos ao que viesse a sair da boca de um ateu, do mesmo modo que não precisavam levar em consideração nenhum discurso de um crente de uma outra igreja. Não é difícil de imaginar por que um evangélico jamais vai aceitar os argumentos de uma testemunha de Jeová, por exemplo, que não casam com suas próprias convicções religiosas. Se a testemunha de Jeová é substituída por um mórmon, um católico ou um ateu, o resultado é o mesmo, e mais ou menos pelo mesmo motivo. Essa é a ideia.

Tal manobra desonesta perpetrada ao longo de tantos anos tinha mesmo que dar frutos. Não por acaso, já preenchi alguns formulários online que, requisitando meus dados pessoais, apresentavam Ateus como opção a se marcar no campo Religião. Quando não vinha nesse formato, eu tinha que escolher Outros, obriga-toriamente, uma vez que a página não aceitava que o campo Religião ficasse em branco. Isso me fazia chancelar o equívoco de que “sim, eu tenho uma religião, mas não está listada aqui”.

Quase sempre eu não tinha a quem reclamar, mas quando recebi uma ficha cadastral semelhante no meu próprio ambiente de trabalho, achei que alguém me devia uma satisfação. Imprimi uma cópia do formulário, à guisa de prova, catei minha edição de luxo de Deus, um delírio, encadernado em capa dura e com a borda de cada página pintada em ouro, e saí pelos corredores, pisando forte e bufando de ódio, pronto para iniciar uma Cruzada.

Olha, eu entendo a sua questão. Mas eu acho que a pessoa que elaborou o formulário entendeu que, se o senhor marcar Ateus no campo Religião, o senhor vai estar deixando subentendido que é porque não tem religião alguma.”

Claro que “a pessoa que elaborou o formulário” poderia muito bem ter substituído Ateus ou Outros por Não tem, sem precisar deixar nada subentendido, afinal, quem fosse ler meu cadastro observaria que, no campo ‘Religião’, eu havia marcado ‘Não tem’. A conclusão me parece bem mais óbvia. O problema é que, certamente, “a pessoa que elaborou o formulário” era uma pessoa religiosa, assim como a moça do RH que me atendeu, bem como o chefe dela, meu próprio chefe e toda a mesa diretora da empresa, então… eu achei melhor voltar pra minha sala sem causar escândalos.

Inevitavelmente, eu me vi filosofando sobre o tema, e tirei algumas conclusões talvez bem originais. O primeiro dado que considerei está representado na frase que abre esse texto e que, sem dúvida, serve perfeitamente para reforçar a blindagem da mente religiosa às investidas da razão. Mas também é um exemplo perfeito de sofisma, uma palavra que tem uma das mais belas definições que se pode encontrar num dicionário: 

sofisma 1. argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.

(Houaiss)

 

continua…

 

Deus e o Pequeno Príncipe [Republicação]

Meu texto “adorável” sobre o seu Deus detestável:

 

Eu moro sozinho num planeta, igual ao Pequeno Príncipe, e nunca me preocupei com a existência de deuses. Não mesmo! As coisas no meu planeta são tudo preto no branco. Eu me preocupo com a gravidade, com vulcões, com rosas e com baobás… Nenhum deus nunca interferiu em nenhuma dessas coisas e, portanto, eu nunca me interessei por eles. Muito menos pelo seu Deus em particular.

Aí, um dia, você desce aqui nesse meu planeta com a sua Bíblia debaixo do sovaco, e em vez de perguntar qual o meu nome, ou se eu coleciono borboletas, quer saber isso:

Você acredita em Deus, Nosso Senhor e Salvador?

Ao que eu, naturalmente, respondo:

Hein?

A partir desse diálogo esclarecedor, você passa a me relatar tudo o que há na sua Bíblia, no seu livro sagrado, que é a origem do seu “conhecimento” sobre esse Deus específico. Ao final desse curso intensivo, onde eu fui informado, através de você, que, por sua vez, foi informado disso através da sua Bíblia, que foi escrita por pessoas que, segundo outras pessoas, foram informadas daquilo tudo porque foram inspiradas pelo ser supremo sobre o qual o livro supostamente fala — [respire] —, bom, eu fui informado, então, sobre os seis dias da Criação, sobre as “vontades” de Deus, sobre suas regras para me livrar do Inferno… Fui informado, também, de que algumas coisas que estão nesse livro sagrado não devem ser levadas ao pé da letra, outras sim; fui informado de que algumas coisas não se aplicam mais nos nossos dias, mas outras ainda sim; e de que algumas coisas soam erradas, são contraditórias, estúpidas, ridículas, cruéis, perniciosas, degradantes, etc., mas só porque, especificamente nesses trechos, os homens que escreveram esses tais livros sagrados não estavam 100% conectados a Deus e, tendo perdido a conexão, escreveram o que lhes vinha à cabeça, o que não nos podia fazer esperar que fosse algo que prestasse!

Enfim, depois disso, e mesmo sem ter me explicado como ou de onde tirou esse discernimento aí sobre que trechos descartar, você me repete a pergunta:

— Você acredita agora em Deus, Nosso Senhor e Salvador?

Ao que eu respondo calmamente, depois de ter avaliado como as coisas sempre estiveram funcionando perfeitamente bem sem nada daquilo: “— Eu não!”.

E, aí, você se estressa, como se estressam todos os crentes ante uma atitude assim, em que a fé simplesmente não aparece para “iluminar” tudo, como faz o sol saindo por detrás de uma nuvem densa…

Você, então, torna-se mais alterado e começa a esbravejar e a falar alto, citando inúmeros versículos bíblicos dessa mesma Bíblia que você acabou de me confessar não ser lá muito confiável. Você se estressa, se revolta e se enfurece porque eu, de repente, virei um tipo de adversário a quem derrotar, pois me recuso a não querer abandonar essa minha “condição de ateu”, que — note-se — desembarcou junto com você no meu planeta.

E como parece que não há nada que me faça ceder e aceitar o que você aceita, você se vê obrigado a inverter a lógica das coisas e a querer passar para mim toda a responsabilidade de mostrar a você que o seu Deus não existe. E quando eu lhe informo que não vou me dar ao trabalho, porque não há como provar que “uma coisa que não existe” não existe, e mesmo que houvesse eu não me importaria em fazer isso — e por que me importaria se, até ontem, eu sequer tinha conhecimento da sua crença? — , enfim, quando eu lhe informo que não compartilho da sua fé e que o seu Deus não me interessa, você descarta seu trunfo:

— Você então acredita que Deus não existe, o que o torna, também, um crente, porque também tem fé.

O “argumento” mais recorrente. A UTI que mantém Deus vivo num mundo feito de átomos. O subterfúgio engenhosíssimo do autoengano.

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Leia o meu texto completo: Fé & Autoengano

Mente aberta (fim)

fraude

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Em inglês, a palavra que corresponde à “fraude” tem som e escrita bem semelhantes: ‘fraud‘. Já quando você se refere a uma “armação”, “trote” ou “pegadinha”, o termo adequado é ‘hoax’. Digite, no Google, essa palavra junto com ‘moon landing’, ou 9/11, e você terá um mundo de motivos para compartilhar a minha desconfiança de que tanto os ataques do 11 de setembro como o pouso na Lua foram “armados”. Obviamente, você vai encontrar material bem duvidoso e muito lixo, misturado com fontes dignas de credibilidade, mas cabe somente a você, usando o seu conhecimento de mundo e inteligência, dizer qual é qual.

Há inúmeros sites, por exemplo, que justificam a necessidade da NASA em fraudar todas as imagens que obteve na Lua devido ao fato do nosso satélite está infestado de ETs. Eu também tenho meu posicionamento quanto a isso, mas a ordem do dia é manter a mente aberta, e funciona mais ou menos assim: “Eu tenho motivos para achar que Sim/Não, mas estou disposto a ver se você consegue me fazer mudar de ideia”. E, a partir daí, analisar os argumentos que o outro tiver para mostrar. 

O debate sobre o pouso na Lua ter sido ou não uma armação já dura 40 anos. As dúvidas sobre o 11 de setembro completaram pouco mais de 10. Será que o que realmente ocorreu vai ser sempre um mistério? Eu acredito que muito certamente não. Enquanto esse dia não chega, você ainda terá que avaliar por si os argumentos contra e a favor. E não há por que deixar essa tarefa para uma outra pessoa. Aliás, isso seria um atestado de imbecilidade, uma vez que nada impede que você mesmo tire as conclusões usando o seu próprio cérebro.

Interessante notar que as pessoas não têm a mente aberta para tudo. Um certo conjunto de conceitos que se atrelam a um aspecto significativo de suas vidas é vedado à qualquer tipo de alteração, e elas se comprazem em não poder mexer neles, nem ser permitido que ninguém mexa. A religião propagandeia e vende um sem-número de absurdos forjados a partir de superstições e estórias de ninar, e condiciona a sociedade a imprimir na mente de cada nova geração uma certeza impossível, imune a qualquer tipo de contestação, alheia a qualquer prova em contrário, e capaz de se manter por si, prescindindo de um mínimo de comprovação, unicamente através de um argumento que é por definição irrefutável, e que está no extremo oposto daquilo que se entende por “open-minded”.

A fé. 

 

 

Sobre o 11 de setembro

Where did this FRAUD come from?

Globo é a favor da versão oficial do 11/set

September Clues

9/11 Truth: Hollywood Speaks Out

The New Pearl Harbor

Loosing Change

9/11: The Biggest Lie

Parte 2: Mysterious Ball Object Seen Flying Over WTC

The Painful Deception Truth & Lies behind 9/11

Um míssil atingiu o Pentágono em 11 de setembro

avião se afastando da zona de impacto (0’19″)

avião se afastando da zona de impacto com  ZOOM, aos 20’45″

 

Sobre o pouso na Lua

Dark Mission: NASA moon hoax

Moon Landing: fact or fiction?

A Funny Thing Happened on The Way to the Moon

Vídeo a favor da história oficial

The Reason NASA Never Returned to the Moon

Vídeo desbanca argumentos que levam a concluir fraude

Moon Hoax Not (A favor da ida à Lua)

fim

Mente aberta (Pt. 4)

 

.mythbustersmoon_landing

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Muitas vezes ouvimos alguém narrar uma situação pela qual passou e notamos certas incongruências ou exageros no relato, o que faz vibrar no mais interior do nosso ser uma desconfiança sobre a veracidade dos fatos. Pois é justamente por causa dessas incongruências e desses exageros que muitos americanos desconfiam que o pouso na Lua foi uma farsa, e que os ataques de 11 de setembro foram um trabalho interno, como eles dizem. Eu faço coro a essas pessoas, e escrevi esses textos de forma tendenciosa, imprimindo em certas frases a essência da minha dúvida, de propósito.

Entretanto, por mais que eu esteja convencido de que o meu ponto de vista é o correto, eu não demonstro um comportamento irredutível em relação a ele. Eu sei que estou avaliando a situação com o meu parco conhecimento de mundo, e talvez essa deficiência esteja me fazendo tirar conclusões erradas. Tudo bem. Aceito isso. Só preciso agora que alguém me aponte onde está meu equívoco, mas da forma correta. O que geralmente se faz é trazer o problema para a Terra: “Como você explica que os russos nunca denunciaram a fraude?”. Só que o verdadeiro problema está na Lua.

Por exemplo, nunca foi segredo que a NASA requisitou aos estúdios da Disney a construção de diversos cenários que deveriam reproduzir fielmente a superfície lunar, de forma que os astronautas pudessem fazer seus treinamentos, e de onde teria sido fácil fazer algumas fotos e filmagens fraudulentas. Mas, não, a viagem à Lua ocorreu mesmo, eles dizem.

Sim? E como foi possível evitar que os astronautas sofressem as terríveis consequências da radiação cósmica, que deveria tê-los matado em poucos meses? Por que as fotos não mostram uma cratera por baixo do módulo lunar, resultante do empuxo de 10 mil libras que o foguete estaria direcionando para o solo durante o pouso? Como foi possível dissipar o calor de dentro do traje espacial, bem como de dentro do módulo lunar, que, expostos ao Sol, alcançariam temperaturas de quase 120 °C? Por que os sensíveis filmes fotográficos fornecidos pela Kodak não foram de forma alguma afetados pela radiação cósmica, nem pelo calor? Por que o horizonte da Lua aparenta estar tão próximo dos astronautas, se eles estavam numa região reconhecidamente plana e extensa? Como se explica a discrepância de proporção entre o módulo lunar e a paisagem em volta em fotos de uma mesma missão? Essas e mais uma infinidade de outras perguntas nunca foram satisfatoriamente respondidas. Ou, se foram, soa como “Ora, a radiação no espaço não é tão intensa como se pensava”. Sério? Onde estão os estudos que comprovam isso? Desde o fim da década de 1950, o cientista americano James Alfred Van Allen demonstrou que o espaço sofre intenso fluxo de radiação, que seria letal para um ser humano. Em outras palavras, nenhum de nós poderia ir além da órbita da Terra e esperar voltar e viver uma vida longa e cheia de saúde, como foi o caso dos pioneiros da Lua.

Mas, por fim, eles sempre arrematam: “Como você acha que a NASA iria fraudar tudo aquilo numa transmissão ao vivo?”. E aqui vem a bomba: não era ao vivo. Todas as imagens chegavam, primeiro, a uma estação na Austrália para “tratamento” (devido incompatibilidade com o sistema de tevê da época), e só depois eram reenviadas, por satélite, para o resto do mundo. 

Os ataques de 11 de setembro levantam perguntas assim, que demonstram desconfiança, suspeita, dúvida. Coisas que dificilmente ocorreriam a tanta gente se todos tivessem presenciado um fato real. Mas, de novo, ninguém está sendo intransigente. As pessoas só querem ter suas perguntas respondidas, suas dúvidas eliminadas, sua inquietação acalmada pela indiscutível paz da razão. Algo muito fácil de se fazer, se tudo tivesse acontecido como eles querem que a gente acredite.

 

 

Mente aberta (Pt. 3)

 gagarin

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No início da década de 1960, no auge da Guerra Fria, os americanos estavam muito preocupados com o avanço tecnológico demonstrado pela União Soviética. Eles haviam lançado o primeiro satélite e, agora, como informava a capa da revista Life de 21 de abril de 1961, Yuri Gagarin tinha sido o primeiro astronauta na órbita da Terra. Nada incomodava mais os Estados Unidos do que saber que os soviéticos estavam podendo ir aonde eles não podiam. A população, que havia apoiado o uso de armas atômicas na Segunda Guerra, começava a perceber que também poderia ser vítima delas, lançadas diretamente de cima de suas cabeças, pois seu maior inimigo havia conquistado o espaço.

De fato, desde 1958 os soviéticos já sabiam que era até relativamente fácil pôr um homem em órbita. O difícil era trazê-lo de volta vivo. A edição de 12 de abril de 2001 do Pravda (que significa “verdade”, em russo) revelou que Gagarin foi a tentativa que “deu certo”. E foi a décima. Os outros nove astronautas que foram lançados antes dele se espatifaram no pouso, ou foram torrados vivos durante a perigosíssima reentrada na atmosfera, ou foram fuzilados ao caírem em território inimigo. O que é mais provável é que Gagarin tenha servido apenas como garoto-propaganda do Partido, repetido a frase “A Terra é azul”, ouvida de um dos seus antecessores, e se contentado com a fama. Ou talvez não tenha se contentado o suficiente, porque, seis meses depois de seu “feito”, o avião militar que pilotava sofreu, digamos… um acidente. Seu corpo nunca foi encontrado.

Alheio a tudo isso, mas certamente empenhado em diminuir a inquietação dos americanos, o então presidente John F. Kennedy fez um discurso memorável no congresso nacional. Pouco mais de um mês depois daquela revista ter sido publicada, o mundo logo tomou conhecimento de que os Estados Unidos haviam se comprometido a pousar um homem na Lua “antes que essa década acabe”. A década era a de 1960 e, como você já deve saber, o primeiro pouso do homem na Lua supostamente se deu quase que “no último minuto do prazo”, em 20 de julho de 1969.

Ou porque o país precisava honrar a promessa feita pelo seu mais carismático líder, assassinado em 1963; ou porque era inadmissível deixar os soviéticos pensando que tinham uma tecnologia superior; ou porque eles todos precisavam de um feito que lhes levantasse o moral, depois do fiasco que estava sendo a Guerra do Vietnã; ou para justificar os 200 bilhões de dólares gastos no Projeto Apollo; ou por tudo isso junto, alguém tinha que aparecer na tevê caminhando na Lua. Mas isso era impossível naquela época, como ainda é impossível hoje.

Situações desesperadoras exigem medidas desesperadas. E foi assim que resolveram convocar um novo membro para a Missão Apollo 11.

Walt Disney.

moon hoax

 

Mente aberta (Pt. 2)

9/11 

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Na manhã de 11 de setembro de 2001, a América acordou em choque: algo aparentemente inconcebível havia acontecido. Nos primeiros momentos de estupor generalizado que envolveu até seu presidente, os americanos não estavam certos do que realmente estava em andamento. Então eles confiaram plenamente no que a mídia lhes mostrou e lhes contou. Depois que passou um pouco do choque inicial, muita gente quis voltar a olhar aquelas imagens e ouvir de novo aquela história. E aconteceu algo ainda mais surpreendente: eles se convenceram de que foram enganados.

Sem o estresse emocional para lhes embotar os sentidos e o raciocínio, as pessoas começaram a notar que as imagens que haviam visto não podiam corresponder à realidade. Cenas de um mesmo evento filmado por duas diferentes emissoras de tevê ocorriam de forma diferente. Uma aeronave em voo a baixa altura numa manhã de sol aparecia na tela como um borrão escuro, sem nenhum detalhe à vista. As pessoas na rua davam conta dos mais diferentes relatos para o ocorrido. Ninguém parecia saber ao certo o que estava acontecendo, exceto a mídia televisiva. E eles se apressaram em divulgar. Poucos minutos depois do ataque à Nova Iorque, as imagens e a notícia de que os Estados Unidos estavam sendo alvo de aviões comerciais usados como mísseis, comandados pelos terroristas de Osama Bin Laden, já tinham cruzado o oceano Atlântico e eram retransmitidas nas tevês do Velho Mundo. Mesmo antes da primeira torre desabar, telejornais europeus já mostravam animações explicando por que os prédios “poderiam” vir abaixo. Uma estranha preocupação, uma vez que arranha-céus não costumavam desmoronar devido a incêndio. 

O resultado disso foram incontáveis vídeos, depoimentos, entrevistas, relatos de pessoas apontando um sem-número de incoerências que compunham a chamada versão oficial. As tentativas das autoridades de explicar essas incoerências foram tão ou mais absurdas do que elas próprias, mas mesmo assim a maioria da população se contentou em fazer coro para ridicularizar os autores de tais “teorias da conspiração”.

Autoproteção. Ilusória, mas reconfortante. Covarde, mas necessária. Momentânea, mas eficaz. 

Outro “fato” histórico altamente significativo que gerou (e ainda gera) uma polêmica de idênticas proporções é o pouso na Lua. Será que faz sentido duvidar de um episódio de interesse global tão bem documentado? Sim, faz; partindo do princípio de que todas as evidências vieram de uma única fonte: a NASA.

Mas para entender o motivo da desconfiança, é preciso um pouco de História. Como tudo isso começou é demais para a minha abordagem, mas basta dizer que a gota d’água foi o envio, pelos russos, do primeiro homem ao espaço, para orbitar a Terra.

Disso você já sabia, não é? Yuri Gagarin, o primeiro astronauta no espaço. O que talvez você não saiba é que ele não foi o primeiro. Foi o décimo. Os outros nove morreram tentando. Mas não convinha mencionar isso na “versão oficial”.

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