Diga-me como você agrada Deus…

…e eu lhe direi o tipo de idiota que você é !

RITUAL RELIGIOSO XIITA

ATENÇÃO: CONTEÚDO EXTREMAMENTE CHOCANTE

CLIQUE NA IMAGEM E VOCÊ SERÁ DIRECIONADO PARA A PÁGINA ONDE O VÍDEO ESTÁ HOSPEDADO. LÁ, VAI RECEBER UM NOVO AVISO DE CONTEÚDO IMPRÓPRIO, EM INGLÊS, E A OPÇÃO DE “CONTINUAR”.

NÃO RECOMENDADO PARA TODAS AS IDADES. 

idiota

Eu simpatizo com o Demônio

Porque até alguns filmes têm alma.

E eu não.

 

O Mundo de Sofia

o_mundo_de_sofia

Vi essa série adorável por duas vezes em 2009, emprestada por um colega de trabalho. Dividida em quatro capítulos com cerca de uma hora de duração cada, é absolutamente cativante desde os primeiros minutos. Como meu irmão ficou interessado em assistir, ele baixou uma cópia da internet e vi novamente com ele no fim do ano passado. Na bienal do livro que se seguiu, não resisti a um lindo volume da Cia. das Letras (abaixo) que acabei comprando para ler a história original na qual a série se baseava.

O livro tem 560 páginas e a leitura precisa ser feita sem pressa de ser concluída. O começo é bem interessante, o meio é um tanto cansativo, e o fim é arrastado e sem graça, se comparado com sua versão cinematográfica. Mas vale a pena ser lido.

Do capítulo Dois Círculos Culturais, extraí umas informações bem interessantes:

Os antigos indianos adoravam o deus celestial Dyaus. Em grego este deus se chama Zeus; em latim, Júpiter (na verdade iov-pater, ou seja, “Pai Celestial”).(p.167)

Quando os reis [israelitas] eram investidos no poder eles eram ungidos pelo povo. Por isso recebiam o título de Messias, que significava “aquele que foi ungido”. No contexto religioso, os reis eram vistos como mediadores entre Deus e o povo. Por isso é que os reis podiam ser chamados de “filhos de Deus”, e o país que governavam, de “reino de Deus”.(p.173)

Resumindo: o povo de Israel vivia feliz sob o reinado de Davi. Quando a situação ficou difícil para os israelitas, alguns profetas começaram a anunciar a vinda de um profeta da casa de Davi. Este “Messias” ou “Filho de Deus” viria para “redimir” o povo, restituir a Israel sua grandeza e fundar um “Reino de Deus”.(p.174)

E então aparece Jesus. Ele não é o único que aparece como o Messias prometido; e, como muitos outros, também ele usa as expressões “Filho de Deus”, “Reino de Deus”, “Messias” e “Redenção”.(p.174)

Os primeiros cristãos começaram então a espalhar a “boa-nova” da redenção pela fé em Jesus Cristo. Através dessa redenção, o Reino de Deus estava próximo.(p.177)

Naquela época, eram as mulheres que mais frequentemente se convertiam ao cristianismo.(p.179)

Uma questão importante dos primeiros anos depois da morte de Jesus era saber se os que não eram judeus precisavam passar pela doutrina judaica antes de se tornarem cristãos. Um grego, por exemplo, teria de observar as leis de Moisés? Para Paulo, isto não era necessário. O cristianismo era mais do que uma seita judaica. Ele se voltava para toda a humanidade através de uma mensagem universal de redenção. A “antiga aliança” entre Deus e Israel fora substituída pela “nova aliança” que Jesus estabelecera entre Deus e todos os homens.(p.179)

Uma pena Jesus, que segundo a concepção dos cristãos desceu à Terra para trazer a mensagem de Deus para a humanidade, ter se esquecido de esclarecer isso...

Sem dúvida, Paulo foi o inventor do cristianismo. Vi um documentário da BBC chamado A história de todos nós que descrevia a “boa-nova” que Paulo levou aos gregos nos seguintes termos:

E aí? Você quer aceitar Jesus e salvar sua alma, ou prefere passar a eternidade no Inferno?

Parece uma abordagem bastante imbecil, mas, vendo a coisa toda dois mil anos depois, eu posso garantir que funcionou.

 

livro-o-mundo-de-sofia-1

Leia também o meu plágio: AS  SACOLAS  DE  SOFIA.

O Deus que não estava lá

Para um ateu: imperdível.

Para um crente: intragável.

Para um agnóstico: decisivo.

:

:

NO YOUTUBE:

Parte 1 –  Parte 2Parte 3Parte 4 –  Parte 5 Parte 6 –  Parte 7 –  Parte final

TIVE QUE RETIRAR OS DEMAIS LINKS QUE DIRECIONAVAM PARA SITES DE HOSPEDAGEM POR DETERMINAÇÃO DA DIREÇÃO DO WORDPRESS, A QUE ESTÁ VINCULADO O MEU SITE DEUSILUSÃO.COM.

OBS: CONSIDERE A POSSIBILIDADE DE COMPRAR O DVD ORIGINAL.

O preço e o valor das coisas

No filme Mensagem para você, um funcionário de uma livraria mostra ao personagem de Tom Hanks um livro infantil em que o autor fez todas as ilustrações, e as colou, à mão, no volume.

 – É por isso que custa tão caro? – ele pergunta.

E o atendente responde:

  – Não. É por isso que vale tanto.

  O Sandae

Era um tempo em que sorvetes custavam centavos nos Estados Unidos. Um garoto entra numa lanchonete e ocupa uma mesa. A garçonete chega e pergunta pelo pedido.

– Quanto custa um sandae?

– Cinquenta centavos — responde a moça, mecanicamente.

O garoto tira umas moedas do bolso e as conta ali mesmo, na frente de uma garçonete cada vez mais impaciente. Quando o menino termina a sua soma, faz uma nova pergunta:

–  Tá… E quanto custa o sorvete de casquinha?

–  Custa 35 centavos — ela responde ríspida.

– Então… eu vou querer o de casquinha.

Ao acabar o sorvete, o garoto se dirige ao caixa, paga a conta de 35 centavos e vai embora. Quando foi limpar aquela mesa para um outro cliente, a garçonete viu uma coisa que inundou seus olhos. Junto do pratinho vazio, havia 15 centavos em moedas. Ela percebeu que o garoto queria e podia ter pedido o sandae, mas escolheu um sorvete mais barato só para que sobrasse o bastante para ele deixar de gorjeta.

.


Deus de Elite

Triângulo: o medo vem em ondas.


Vi esse filme aí, outro dia. Muito bom. É um suspense que, sem você perceber, te leva pra dentro duma espiral e te faz achar que ela não tem saída. Só quando o filme termina é que você vai tentar encontrar um meio pra sair daquela prisão intelectual em que ele te trancou.

Ficamos eu, meus dois irmãos, minhas duas irmãs e meu sobrinho de 12 anos discutindo uma maneira de fugir dali, enquanto os créditos subiam na tela.

Teve uma hora em que meu irmão caçula insistiu nessa pergunta:

— Mas e por que ela não faz X quando acontece Y?

A gente não conseguiu responder. Até que meu sobrinho disse algo que, de tão óbvio, só podia ser a única resposta:

— Porque, aí, não haveria filme.

É como se os humanos chegassem lá em Pandora e dissessem para o povo na’vi:

— É o seguinte, smurfs. Debaixo dessa árvore aí tem uma fonte imensa de unobtanium, um minério muito mais valioso pra nós, humanos, do que o ouro. Então, vocês vão ter que procurar outro lugar onde armar suas redes!

E o chefe deles respondesse:

— Ah, tudo bem! Eu tava mesmo pensando em mudar daqui. Você tá com pressa, ou a gente pode desocupar tudo amanhã?

E aí? Ora, e aí que adeus, Avatar!

Já imaginou se, no ato da Criação, um anjo tivesse olhado assim por cima do ombro de Deus e falado:

— Mas, Senhor, o senhor não acha melhor tirar aquela árvore dali do meio do jardim? E colocar a serpente bem longe de Adão e Eva?

E Deus:

— Caralho, anjo!! Quer me fuder, me beija, pô! Se eu fizer isso, não vai acontecer nada, seu animal! “Não vai ter filme”!

— Aaaaah… quer dizer que, com o fruto proibido… Eva e a serpente… o Senhor acha que assim vai dar um roteiro legal? Cheio de reviravoltas e com muitos pontos onde o Senhor vai poder brilhar para o estrelato? Entendi… Mas é certeza dar certo, Altíssimo?

— É 100%, anjo!

— Então senta o dedo nessa porra!!!


STIGMATA

..

Toda igreja é uma empresa. E como toda empresa, uma igreja visa lucro. Só que, diferentemente de uma empresa comum, as igrejas têm a prerrogativa de serem isentas de pagar imposto sobre seus ganhos. Algum legislador imparcial e honesto deve ter pensado: “Como querer que o Estado cobre imposto de renda dessas casas de oração que sobrevivem de esmolas?”.

Acontece que essas casas de oração sobrevivem, e bem, não de esmolas, mas da venda de ilusões, mantidas à custa de muita fraude e burrice generalizada.   

Se eu passasse a usar a minha residência para, descaradamente, vender terrenos no Céu, e se, por acaso, começasse a ganhar muito dinheiro com isso, o Poder Público certamente iria tomar uma atitude, antes mesmo de eu juntar dinheiro suficiente para comprar o meu primeiro jatinho executivo. Eu seria processado e, muito provavelmente, preso por estelionato. Mas se eu for um pouco mais esperto e pagar uns quinhentos e poucos reais para legalizar uma igreja que, segundo sua própria doutrina de fé registrada em cartório, teve a permissão de Deus para lotear o Paraíso, o Estado não vai poder se meter no meu negócio, e sequer vai ter acesso ao montante que estou arrecadando com minhas vendas.

Eu ainda vou perguntar a algum evangélico se ele saberia dizer por que a igreja-empresa que ele frequenta precisa abrir duas, três filiais em cada bairro da cidade. Acho que a resposta obrigatoriamente fará menção a essa fala do filho de Deus: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho”. Entretanto, os cristãos, que receberam esse nome porque querem dar a entender que guardam os ensinamentos de Cristo, deveriam ter seguido o exemplo do seu mestre e espalhado sua palavra não de cima de um palco imponente dentro de um prédio suntuoso, mas falando do meio do povo, ou do alto de uma montanha. 

Se Deus existisse mesmo e fosse o que o cristão acha que ele é, acredite: não haveria necessidade de templos, nem de carnês abençoados que precisariam ser pagos para construí-los. Esse foi o tema do filme Stigmata, mostrando o desespero da Igreja Católica para impedir a divulgação de um suposto evangelho onde o próprio Deus ensinava que não precisava de intermediários:

 O reino de Deus está dentro de você e à sua volta; não em prédios de madeira ou de pedras. Rache uma lasca de madeira e Eu estarei lá; levante uma pedra e Me encontrará.”

.

Um filme imperdível [documentário]

 

>
.

Rocky Balboa – versão séc. 21

.

Você não vai precisar entender o que significam as siglas UFC nem MMA para gostar desse filme. Não é uma história sobre vale-tudo. É uma história sobre os caminhos que a vida põe diante de nós, das escolhas que fazemos diante deles, e das consequências que teremos que levar para o resto de nossas vidas.

Esse não é um filme sobre um campeonato de artes marciais, nem de violência gratuita. Esse é um filme sobre algo que nenhum ser humano jamais poderia dispensar a deus algum, por maiores que fossem suas ameaças e chantagens; por piores que fossem os seus infernos.

Esse é um filme sobre amor, com um final imprevisivelmente emocionante.

.

.

“A Mentira”

Na primeira vez que contaram que o mundo todo foi alagado, e que um velhinho tinha colocado um par de cada animal dentro de uma arca, navegado por meses e meses até que a terra firme aparecesse de novo, ninguém perguntou:

  O que os leões, tigres, lobos, chacais, hienas, etc. comeram depois que desembarcaram na terra firme e tiveram que ficar por sua própria conta? (Se o casal de leões tivesse almoçado o casal de zebras não teríamos zebras, certo?)

Ninguém fez esse tipo de pergunta, pelo mesmo motivo que ninguém nunca quis saber por que diabos o pé de feijão do Joãozinho cresceu tanto daquele jeito. Não se costuma perguntar essas coisas quando a gente tá ouvindo uma fábula.

A lenda de Noé, como fábula, não tem nada de mais. O problema foi quando as pessoas passaram a acreditar nela como um relato histórico.

O que acontece quando a gente conta uma mentira? Geralmente, precisamos contar mais e mais mentiras, para sustentar a mentira original. Eu fiz a pergunta acima para um leitor do blog. Ele respondeu que os leões, tigres, lobos, chacais, hienas, etc. comeram os corpos dos outros bichos afogados no dilúvio. Sim, os cadáveres dos animais mortos na inundação tinham o mundo todo para percorrer boiando, mas acharam melhor ir atrás da arca, em comboio. E o pior de tudo: ele arrematou com essa informação que não constava dos meus livros de biologia e história da época em que eu fiz o Ensino Médio:

Antes do dilúvio, todos os animais — leões, tigres, lobos, chacais, hienas inclusos — eram herbívoros.

Talvez para sustentar a mentira de você poder colocar numa arca um lobo ao lado de um coelho, um leão ao lado de uma zebra e tal.

Mas é isso.

Se você quiser mais informações de como as mentiras operam em nossas vidas, como elas se espalham, como aumentam, e como e por que as pessoas acreditam nelas, veja esse excelente filme abaixo. A sátira à fé religiosa é só um bônus: o filme em si já é muito, muito bom.

.

O Triunfo dos Nerds

.

Quer saber o que acaba com qualquer deus? Informação específica processada honestamente.

Pessoas religiosas não são estúpidas, são apenas intelectualmente desonestas. Um cientista biomolecular com PhD em engenharia genética pode trabalhar com afinco de segunda a sábado, no seu laboratório, e ir à missa ao domingo. Acredite em mim quando eu digo que o cérebro é o mesmo, mas o uso é bem diferente.

Como uma pessoa só pode perceber que Deus é apenas mais uma invenção da fabulosa criatividade humana se tiver a decência de manter-se honestamente aberto às informações disponíveis, deixo aqui a sugestão para que você veja esses dois filmes que mostram no que uma dessas fabulosas invenções pode se transformar. Uma invenção que, felizmente, está popularizando a informação de uma maneira que sequer poderia ser imaginada, pela época em que se escrevia sobre alguém ter sido morto numa cruz e ressuscitado três dias depois, e ficava por isso mesmo: era tudo o que você poderia saber a respeito.

O Triunfo dos Nerds (imagem acima) e Piratas do Vale do Silício (abaixo) mostram tudo o que você precisa saber sobre o que possibilitou essa revolução digital que vivemos hoje: o computador pessoal.

Saiba quem foi o visionário que percebeu que o futuro da informação (e da humanidade) passaria por um “personal computer” (PC); saiba como Steve Jobs e Bill Gates iniciaram suas empresas e suas fortunas; saiba quem pirateou quem nessa história, e quem foi o autor da frase “Os bons artistas copiam; os grandes artistas roubam”.

Abaixo, cortesia do meu irmão Kleiton Barros, um pequeno passo a passo para fazer o download do filme “O Triunfo dos Nerds”, uma vez que nem todo mundo conhece o processo, e é pra isso que inventaram a internet: compartilhar informação.

1. Você vai precisar de um programa específico, chamado uTorrent, que serve para fazer esse tipo de download. Você pode baixar o programa Aqui, se for um MacUser, como eu, ou Aqui, se o seu sistema for Windows.

2. Vai precisar, também, de um “descompactador” para abrir o arquivo que o programa anterior vai baixar. Aqui você instala o Expander, para Macintosh, e Aqui, o Winrar, para Windows.

3. Agora você já pode pegar o “torrent” do filme nesse site Aqui, ou, se ele estiver offline, baixar direto Aqui.

4. Depois de baixado o arquivo torrent e descompactado, você só precisa renomear o arquivo de vídeo e o de legenda (o que tem a extensão .srt) com o mesmíssimo nome (ex.: otriunfodosnerds.avi, otriunfodosnerds.srt), colocá-los numa mesma pasta e tocar no seu player favorito.

Para ver algumas fotos sobre a “evolução” dos computadores da Apple, visite Esse site russo.

DeusILUSÃO recomenda; revista Veja aprova

A revista Veja dessa semana, na seção Artes & Espetáculos/Cinema, traz uma página inteira falando (muito bem, por sinal) de dois filmes que recomendei, recentemente, aos leitores do DeusILUSÃO:

Contra o Tempo

Moon

Contra o Tempo

Acabei de ver. Simplesmente imperdível. Mostra como o conhecimento que você adquire das coisas muda, inevitavelmente, a maneira como você vê o mundo em que vive.

Hoje muita gente ainda crê em Deus, mas já houve o tempo em que todo mundo acreditava que a Terra era plana. Ou seja: a opinião da maioria não tem o poder de mudar a realidade. 

11° Não confiarás em ninguém

Annie acabou de completar 14 anos, e conheceu alguém muito especial na internet.

.

clique para o download

A verdadeira história de Jesus Cristo

clique para o download

Moon

.

.

O filme é de 2009, e o título em português é “Lunar”. Eu vi hoje, em casa, sozinho, em tela plana, com som de cinema, imagem em alta definição e com uma bacia de pipoca com manteiga do lado. Mas queria ter visto no cinema, na estreia. O que diabos eu estava fazendo em 2009 mesmo que perdi isso? Mariana… A menina de 14 anos por quem eu me apaixonei, mas com quem só consegui namorar depois que ela fez 18.

E aí eu vi esse filme hoje… e achei que eu seria a pessoa certa praquele tipo de trabalho: passar três anos sozinho na Lua, com a única função de coletar e mandar pra Terra cápsulas com minério lunar de onde se produz energia limpa para o planeta inteiro. O cara fica lá sozinho; a única companhia é a do robô que, no começo, me fez achar que era apenas mais uma daquelas histórias em que a máquina assume o controle e se rebela, como a Skynet do Exterminador, ou o Hall de 2001, ou como os seres humanos que viraram o rosto pra Deus, o nosso criador… rssrsss Um criadorzinho bem fajuto, é verdade, mas…

Então… o cara na Lua tá lá, sozinho com o robô… e sofre um acidente… e a partir daí eu vi uma história bem tocante e original. Como poucas. A gente vive sempre com a ilusão de posse… A gente “acha” que possui um carro, uma casa, um amor, um emprego… Mas tudo é mesmo só mais uma ilusão. As únicas coisas que a gente tem, goste ou não, são a consciência de quem somos e as memórias de quem fomos.  E até isso ainda pode ser tirado da gente. 


O Deus que não estava lá [edição completa]

Onde está Deus?

Você já brincou de “Onde está Wally?” ?

Pois bem, esse aqui é quase a mesma coisa. Você vê, aí  acima, a foto de uma paisagem copiada da internet. Nada de especial nela, exceto o fato de ser uma foto muito bonita. Mas o que quero dizer é que é uma foto comum, sem nenhum efeito especial, sem montagem, etc. Ou seja: não estou fazendo uma pegadinha. Estou fazendo uma pergunta: onde está Deus na foto?

Espero que algum religioso possa responder. Infelizmente, esse jogo é vedado aos ateus. Só o verdadeiro crente poderá ver o Wally, digo, Deus. E aí, uma vez avistado, gostaria que escrevessem umas duas ou três linhas nos comentários, para que todos possam saber quem o achou, onde e como.

Se ninguém aparecer com uma resposta, eu serei obrigado a concluir uma dessas três coisas:

1) ou os religiosos estão apreensivos com esse teste e não querem se arriscar a passar vergonha num blog de um ateu;

2) ou os religiosos que avistaram Deus na foto não estão dispostos a colaborar comigo no meu teste, mesmo que confiantes de que não vão  “passar nenhuma vergonha”, visto que estão seguros de sua fé e saberão defendê-la;

3) ou ninguém está lendo o meu blog, e as 600* visitas/dia que o blog recebe, em média, são apenas de gente que abre o site, olha, balança a cabeça e fecha a página.

Confesso que só ficarei um pouco decepcionado se confirmada a hipótese (3).

* ano: 2011


Deus é onipresente: está, o tempo todo, em toda parte. Ele deve, então, estar na foto acima. Obrigatoriamente. Olhe de novo. Com calma.

Você não me diz onde Deus está na foto? Mas, mesmo assim, eu sei que você o vê. Talvez você só tenha se ofendido com a minha brincadeira do “Onde está Wally?”. Talvez você não tenha achado conveniente o teste que propus; talvez não queira colaborar com um ateu que parece estar querendo caçoar da sua fé. Ou talvez você só não saiba expressar em palavras que o vê, nem consiga explicar como o vê, nem por quê. Eu entendo. Mas acho que poderia ser algo assim:

Eu vejo Deus em cada pixel dessa foto digital. Deus não só está em cada coisa, como Ele “é” cada coisa. Deus está na nuvem branca, na grama verde, na terra marrom-avermelhado, no céu azul… Veja essa beleza. Veja essa perfeição. Esse equilíbrio. Essas cores. O mundo parece uma pintura feita por mãos habilidosas. Sem Deus nada disso nem mesmo existiria. Você me pergunta onde Ele está? Eu te respondo: Ele está em tudo.

Você  concordaria comigo que, se viesse de um crente, essa seria uma resposta, pelo menos, aceitável? Provavelmente, não é? Mas dizer que Deus está em tudo é apenas retórica; não tem nada a ver com a realidade. O Deus onipresente não aparece na foto porque ele não está mesmo lá. Dizer o contrário não muda isso.

“Sim, mas os átomos de nitrogênio também não aparecem na foto e, ainda assim, estão lá.”

É mesmo. Só que os átomos de nitrogênio não escreveram um livro dizendo que se parecem comigo (ou, antes, que eu me pareço com eles), nem que fizeram todo o universo em 6 dias, nem que podem interferir na minha vida, ou me recompensando ou punindo. Eu não estou interessado nos átomos de nitrogênio. Eu estou interessado em ver um Deus que as pessoas dizem que está em todos os lugares, mas que é como se não estivesse.

E ele não está lá porque é uma ilusão, como as cores. Uma nuvem não é branca. A grama não é verde. O céu não é azul. Assim como as cores não existem, Deus não existe. É preciso um cérebro para interpretar diferentes comprimentos de ondas de luz como sendo cores diferentes; mas as cores mesmo não fazem parte das coisas. Mas se, ao longo da sua vida, para onde você olha, você vê cores, isso lhe “imprime” no cérebro a ilusão de que as cores existem, e você vai acabar se convencendo de que o céu “é” azul, quando não é. Até mesmo o próprio céu, que se nos apresenta como “algo”, na verdade, não é absolutamente nada. O nosso cérebro é facilmente iludido pelos nossos olhos e, muitas vezes, vê o que nós pensamos que vemos ou queremos ver.

É preciso um cérebro humano para “ver” Deus. É por isso que ele é onipresente: ele vai estar sempre onde você estiver; você vai vê-lo onde quer que olhe, mas não porque ele esteja lá, e sim porque você está.

Deus está por trás dos seus olhos, dentro da sua cabeça. Por isso ele não aparece na foto.


O vento também não pode ser visto, mas pode ser sentido, e suas manifestações são claramente percebidas. Isso é prova suficiente de que o vento existe. Dá-se o mesmo com Deus.

Eu concordo em parte com essa proposição. E é a parte sobre o vento. Este sim é fiel: produz sempre os mesmos efeitos e tem sempre a mesma explicação. Com Deus a história é bem outra.

Seu Josias era um vigoroso senhor, apesar dos 87 anos de idade: um crente fervoroso, um cristão praticante, temente a Deus, devoto desde a mais tenra idade, leitor e estudioso da Bíblia, enfim: você já entendeu. Ele teve a bisnetinha de 8 anos sequestrada, arrancada das mãos dos próprios pais. Ao saber disso, seu Josias imediatamente passou a orar a Deus para que protegesse sua bisneta e para que a devolvesse sã e salva ao seu lar. Ele clamou a Deus para que interviesse em seu favor e, fora o susto da ação dos bandidos, para que tudo voltasse a ser exatamente como antes.

Seu Josias (coitado do velhinho) chorou escondido, sofreu calado, mas ele tinha fé em Deus; tinha tanta confiança em que tudo iria acabar bem que se tornou até o mais apto para lidar com a situação. Toda a família estava desesperada, mas seu Josias se manteve forte e seguro de que nada de mal iria acontecer, e a sua certeza era contagiante e confortou a todos.

Felizmente, algumas horas depois do sequestro, a família recebeu um telefonema de uma outra família dizendo que a menina havia sido deixada à  sua porta e passava bem, e, então, eles todos foram buscá-la, em carreata, e se inteiraram, pelo próprio relato da criança, de que os sequestradores a haviam deixado ali, sem mais nem menos, e ido embora. Ela estava assustada, mas nada de mal lhe havia acontecido.

Enquanto seu Josias voltava para casa com seu clã e com sua bisnetinha bem apertada nos braços, ele não parava de agradecer a Deus por ter ouvido suas orações.

Ora, que outra explicação haveria para isso? Viu só como Deus existe e atende às preces dos seus filhos? Que pai vai dar pedra a um filho que lhe pede pão, não é?

É. Pois é.

Só que não foi isso o que aconteceu. Na verdade, um policial havia presenciado o sequestro e acionou, de imediato, uma patrulha motorizada que estava nas redondezas, que saiu na perseguição do carro descrito pelo policial informante. O carro foi interceptado, os bandidos reagiram à bala, houve troca de tiros, e eles foram mortos e a menina resgatada com vida, mas, tendo sido alvejada, acabou ficando tetraplégica.

Dias depois do ocorrido, seu Josias contemplava sua bisneta na cama da sua casa. Oito anos de idade, uma vida toda pela frente e ela iria ter que vivê-la assim: deitadinha numa cama ou sentada numa cadeira de rodas, mexendo só a cabecinha, dependendo dos outros para tudo e qualquer coisa. A sua princesinha.

“Por que, meu Deus?”

Seu Josias, eu sinceramente não sei, embora desconfie que Deus tenha ouvido suas preces pela metade. Mas alguém terá uma explicação sim. Não tenha dúvida. Talvez Deus esteja só “testando” a sua fé e tenha usado a criança para isso (que, diga-se de passagem, não teria nada a ver com o peixe). Talvez Deus esteja punindo o senhor por alguma coisa, ou punindo os pais da menina, ou punindo a menina, ou sei lá quem. Talvez isso faça parte dos planos de Deus, que, obviamente, ninguém sabe quais são, nem por que diabos teria que envolver, obrigatoriamente, o sofrimento de uma criancinha por toda sua vida. Talvez um monte de coisa que não vem ao caso agora, porque não foi isso o que ocorreu de verdade.

O que houve, de fato, foi que o seu Josias só soube de novo de sua bisneta quando a polícia encontrou o corpo dela, alguns dias depois, num terreno abandonado a dezenas de quilômetros de distância da sua casa. Os exames iniciais, ainda no local, indicavam que a criança havia sofrido várias formas de violência sexual e que fora morta por espancamento, como atestavam os vários hematomas, dedos e dentes quebrados.

Ao saber, enfim, do paradeiro da bisneta e das condições em que o corpo dela fora encontrado, um velhinho vigoroso, apesar dos seus 87 anos, não aguentou mais ficar de pé e sentou-se, silenciosamente, no chão. Dos seus olhos arregalados, fixos no nada à sua frente, escorriam filetes contínuos de lágrimas grossas. Ele estava como que anestesiado pela dor e pelo desespero, e não conseguia parar de imaginar sua bebezinha, sua bisnetinha de 8 anos sendo estuprada por vários homens, sendo sodomizada, pervertida, humilhada… Nem conseguia se livrar da visão da morte terrível que havia sido reservada à criança: apartada da família, desorientada, sozinha em meio a estranhos, indefesa, inutilmente encolhida enquanto era chutada repetidas vezes por animais em forma humana.

Mas o que mais o atormentava, o que mais lhe doía no peito e mais lhe apertava a garganta era imaginar em que a sua bonequinha deveria estar pensando enquanto recebia os golpes repetidos, enquanto chorava seu último choro, enquanto sangrava seu sangue inocente e experimentava, na agonia dos momentos finais, toda a brutalidade do mundo e toda a dor de uma vida de uma só vez.

A sua criança, seu Josias, que sempre corria pros seus braços antes que alguém a alcançasse para lhe dar umas palmadas…


Diz o tolo no seu coração: “Não há Deus”.

(Salmos 14:1)


O texto anterior foi baseado num caso real, ocorrido, há pouco tempo, numa cidade vizinha, embora envolvendo uma menina de 4 anos de idade, e não oito. Esse tipo de barbárie não é nada raro na sociedade brasileira, infelizmente.

Eu escrevi a história daquele jeito porque achei bem provável que o crente que a lesse — e enquanto a lesse — passaria pelos seguintes estágios:

1. Até o trecho em que tudo termina bem: “Deus-Pai atendeu às preces de um filho. É isso o que acontece quando se trilha o caminho do Senhor. Não estamos sozinhos: Deus é por nós”.

2. Quando a história diz que a menina ficou tetraplégica: “Deus escreve certo por linhas tortas. Houve uma intervenção divina que trouxe consigo uma lição que apenas não compreendemos, mas que faz parte do plano de Deus”.

3. Quando tudo acaba mal: “O ser humano, ao se desviar do caminho de Deus, é inspirado pelo Diabo e usa seu livre-arbítrio para fazer coisas das mais terríveis”.

O meu argumento aqui é o seguinte:

O crente sempre encontrará uma maneira de dar crédito a Deus pelo que acontece de bom, assim como encontrará meios de desculpá-lo pelo que acontece de ruim.

Agora veja a contradição desse artifício: se, na hipótese (3), supõe-se que Deus não fez nada para salvar uma criança inocente porque os homens, desviados do caminho e inspirados pelo Diabo, tinham livre-arbítrio e decidiram fazer o mal, por que ele se meteu na hipótese (1), quando os sequestradores, seguramente desviados do caminho e inspirados pelo Diabo, também deveriam estar usufruindo do seu livre-arbítrio?

Resposta: porque Deus é apenas um carimbo que se põe nas coisas boas, quando elas acontecem. Se não acontecem, então se põe outro carimbo em cima e não se pensa muito a respeito.

Outro dia, um senhor apareceu no Jornal Nacional sendo entrevistado logo após terem encontrado os corpos de sua mulher e de dois filhos que foram soterrados dentro de seu barraco após um deslizamento de terra provocado pelas chuvas. Ele disse algo como “Graças a Deus que consegui salvar meu filho mais novo, porque, do contrário, eu teria perdido toda a minha família. Não teria me sobrado ninguém”. Não espere que algum religioso, numa situação idêntica, vá dizer que foi graças a Deus que a mulher e dois filhos morreram no desespero da asfixia, sob o barro e a lama que lhes caiu em cima enquanto dormiam. Não mesmo. O carimbo “Deus” tem uso bem específico.

Noutra notícia, na mesma edição, mostrava-se os moradores de uma cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul, castigada pela seca, orando a Deus e pedindo o fim da estiagem. Eu, talvez, pudesse perguntar a essas pessoas por que elas oravam a Deus por chuva se foi o próprio Deus que, supostamente, “mandou” a seca. Se ele “mandou” a seca e não a chuva, por que alguém deveria pedir o contrário? Lê aqui por quê:

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

(II Crônicas, 7:14)

Deus quer que as pessoas “se humilhem”? Que rastejem para ele pedindo o que ele poderia dar de boa vontade? Se Deus existisse realmente, seria um chantagista mesquinho com sérios problemas psicológicos, desde carência afetiva, passando por necessidade de autoafirmação, até à esquizofrenia pura e simples.

Os povos nórdicos antigos acreditavam que os trovões que anunciavam as chuvas eram provocados pelo martelo do deus Thor, que rasgava os céus montado numa carruagem puxada por cabritos. Quando vinha a seca e muitos morriam de fome por causa das colheitas perdidas, as pessoas culpavam os duendes por terem roubado o martelo de Thor, que ficava, assim, impossibilitado de produzir o trovão e as chuvas.

Ocorre hoje, como sempre ocorreu, a mesma coisa com relação a Deus. As pessoas oram, clamam, pedem, acreditam e, se acontece o que era esperado, o que foi pedido, ah!, então foi Deus. Se acontece em parte, foi porque Deus quis assim, não ia dar tudo de mão beijada, tinha outros planos, ad infinitum. Se acontece o pior, justamente aquilo que se pedia, em oração, para que não ocorresse, aaaahh…, não culpe Deus: foi o Diabo, foi o livre-arbítrio do ser humano, é um sinal do fim dos tempos, ad infinitum.

O tolo diz em seu coração que não há Deus? Não: o tolo diz que há. Se você, crente, for um pouquinho, só um pouquinho honesto consigo mesmo, vai acabar por concluir que as coisas acontecem como se não existisse Deus algum.

E se existir, estaremos todos em maus lençóis, porque ou Deus é um cientista e somos sua experiência, ou é uma criança e somos seus brinquedos.

_____________________________

O DEUS QUE NÃO ESTAVA LÁ (o filme)

Assistir pelo YouTube:

Parte 1 –  Parte 2Parte 3Parte 4 –  Parte 5Parte 6 –  Parte 7 –  Parte final

Download pelo 4shared:

Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4



O lado escuro da Lua…

Às vezes as coisas são piores do que você pode imaginar. Às vezes, são melhores.

Eu já publiquei, há algum tempo, um post sobre esse filme sueco, que teve o título em português traduzido para “Deixe Ela entrar”.

….   .   . – ..   .- -.   – -  .           ….   .   . – ..   .- -.   – -  .          ….   .   . – ..   .- -.   – -  .

clique na imagem para ler o post

….   .   . – ..   .- -.   – -  .           ….   .   . – ..   .- -.   – -  .          ….   .   . – ..   .- -.   – -  .

Ele está sendo refilmado pela indústria americana e pode chegar por aqui até o fim do ano:

….   .   . – ..   .- -.   – -  .           ….   .   . – ..   .- -.   – -  .          ….   .   . – ..   .- -.   – -  .

clique para ver o trailer

….   .   . – ..   .- -.   – -  .           ….   .   . – ..   .- -.   – -  .          ….   .   . – ..   .- -.   – -  .

A heroína é a mesma do filme abaixo, sobre como as heroínas deveriam ser, se não fosse quase impossível amá-las assim.

….   .   . – ..   .- -.   – -  .           ….   .   . – ..   .- -.   – -  .          ….   .   . – ..   .- -.   – -  .

….   .   . – ..   .- -.   – -  .           ….   .   . – ..   .- -.   – -  .          ….   .   . – ..   .- -.   – -  .

Mas o amor sempre persiste. E resiste. E surpreende. Como esse filme que vi hoje. Duas vezes.

“Lolita. Luz da minha vida. Fogo na minha carne.”

Senhoras e senhores membros do júri, olhai este emaranhado de espinhos:


“Deixe Ela entrar”

clique na imagem para ler a resenha

Talvez poucas pessoas já tenham ouvido falar desse filme.

Deixe ela entrar” (Låt den rätte komma in, Suécia, 2008) é uma história de vampiro como você nunca viu, mas é, também, uma história de amor como você nunca viu. Se lembrou do vampiro galã de  ”Crepúsculo/Lua Nova”, que parece mais uma mistura de Super-Homem+Neo+Homem Aranha, esqueça! Grande parte das histórias se tornam mundialmente conhecidas não porque sejam boas, ou as melhores, mas  apenas por uma questão de marketing bem feito.

Como a Bíblia.

Porque é preciso ter medo

01h50min pelo horário brasileiro de verão. Acabei de chegar do cinema, onde fui ver Atividade Paranormal e estou escrevendo o post dessa terça-feira para ser publicado sem revisão. Os erros não serão corrigidos.

Não estou escrevendo cansado e com sono para dizer se o filme é bom ou ruim, se vale ou não o ingresso. Não sou crítico de cinema. E também não aconselho ninguém a ir ou a deixar de ir ver um filme por conta das críticas que os críticos de cinema escrevem.

Eu estou escrevendo cansado e com sono apenas para dizer que eu senti medo. Mas somente porque foi justamente para isso que eu fui ao cinema: para sentir medo. Se eu não estivesse a fim de me apavorar com os registros em vídeo caseiro de uma assombração, eu teria ficado aqui mesmo. Se eu fui, e se fui para sentir medo, precisei entrar no jogo.

E o jogo é relativamente fácil de se jogar. Basta acreditar que existem demônios, forças sobrenaturais, outras dimensões, tudo aquilo com que a minha doutrinação católica impregnou meu cérebro durante a minha infância. Essa parte continua comigo e ativá-la não é muito difícil: é só fechar os olhos à realidade. E tendo feito isso, o filme se encarregou do resto.

Felizmente, eu posso dizer que a minha condição normal é a de olhos abertos. Um ateu é um “buda”, alguém que está “desperto”. Não fosse isso, eu estaria em maus lençóis, porque, atualmente (e temporariamente), estou dormindo num prédio isolado, velho e sombrio, cheio de escadas, sem mais ninguém no mesmo andar, e sem ninguém no andar de baixo, e sem ninguém no andar de cima. Um lugar perfeito para fantasmas e demônios. Mas… desde que me descobri ateu, nunca mais vi esse tipo de coisa. Nada de sombras, nada de vultos, nem barulhos estranhos, nem ninguém para puxar meu pé no escuro…

Apreciar um filme como Atividade Paranormal é pra mim uma experiência religiosa, porque eu sinto, de novo, o que significa “acreditar”, o que significa “crer”. E, assim, passo a entender mais e melhor os crentes cristãos e os religiosos como um todo, pois eles vivem uma vida inteira dentro de um filme de terror, assombrados por demônios, fantasmas, castigos, pecados e punição. Uma vida amaldiçoada, que eles não veem a hora de deixar para entrarem numa outra.

Eu, ateu; eu, desperto; eu, que rejeito o Deus cristão; eu, que não aceito Jesus Cristo como meu salvador; eu, que renego o Espírito Santo e que cometo o único pecado que não é passível de perdão; eu vivo uma vida maravilhosa, sem medo, sem demônios, sem fantasmas e sem infernos.

Morram de inveja!

Eu nego o Espírito Santo

O Deus que não estava lá

Em maio último, eu escrevi uma série de três textos com esse mesmo título: O Deus que não estava lá. Nos comentários, o leitor Spy disponibilizou um link para se fazer o download desse documentário excepcional de Brian Flemming, que havia inspirado o título da minha série. Eu garanti o meu.

Na época, o DeusILUSÃO contava apenas com 150 visitas diárias. Como, agora, a média das últimas duas semanas está em mais de 400 acessos/dia, acho que é um bom momento para divulgar, de novo, esse filme sem igual, que mostra a ilusão de Deus de um ângulo inusitado, e a farsa da religião de uma proximidade desconcertante.

Dessa vez, foi o leitor Matheus Sisdeli que fez a gentileza de fornecer o link para o vídeo legendado online: O DEUS QUE NÃO ESTAVA LÁ, de Brian Flemming.

Para um ateu: imperdível.

Para o crente: intragável.

Para quem está em cima do muro: decisivo.

.

.

.

Nota: Quem quiser baixar o filme para o HD, os links estão nos comentários abaixo. Cortesia do leitor Bruno.

Não precisamos de nenhum deus

little Miss SUNSHINE

Você já viu esse? Se ainda não, clique na imagem acima para maiores detalhes.

Pequena Miss Sunshine. Um filme não só muito, muuuito bem feito, mas que mostra de uma maneira comovente a realidade e a beleza das nossas vidas comuns. Sem super-heróis, sem efeitos especiais, sem chance de ter uma parte 2.

Depois de ter ido vê-lo no cinema, na estreia e em uma outra ocasião; depois de tê-lo alugado umas 2 vezes, comprei meu próprio DVD por R$ 19,90 nas Americanas. Não apenas por ser um filme muito bonito, muito emocionante, envolvente e tal — daqueles que você põe para uma visita assistir e assiste junto, com prazer — , mas porque ele mostra de uma forma marcante como as pessoas precisam de uma outra coisa, em vez de Deus e deuses.

Coração Satânico

Capa do DVD

Capa do DVD

ERRATA:

Aí no capítulo [19] da série De olhos bem fechados, eu misturei lembranças de dois livros perturbadores, que, fugindo do padrão, resultaram em filmes tão bons quanto os textos que os inspiraram: O Exorcista e Coração Satânico, cujo título original é Angel Heart (o nome do protagonista).

Na verdade, as assinaturas dos demônios (imagem abaixo) estão no livro Coração Satânico.

Quem notou o erro foi meu irmão, Kleiton Barros, que foi quem me mostrou o fascínio por trás das figuras demoníacas, e quem me fez perceber que os anjos são apenas uns almofadinhas baba-ovo sem a menor graça.

E eu havia escrito TV Evangélica, mas o programa dos palhacinhos estupradores de mentes é do Canal da Esperança.


assinaturas demoníacas

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 223 outros seguidores

%d bloggers like this: