Diga-me como você agrada Deus…

…e eu lhe direi o tipo de idiota que você é !

RITUAL RELIGIOSO XIITA

ATENÇÃO: CONTEÚDO EXTREMAMENTE CHOCANTE

CLIQUE NA IMAGEM E VOCÊ SERÁ DIRECIONADO PARA A PÁGINA ONDE O VÍDEO ESTÁ HOSPEDADO. LÁ, VAI RECEBER UM NOVO AVISO DE CONTEÚDO IMPRÓPRIO, EM INGLÊS, E A OPÇÃO DE “CONTINUAR”.

NÃO RECOMENDADO PARA TODAS AS IDADES. 

idiota

Brincando de Deus (parte 1)

engineer

Por caminhos insondáveis, durante uma pesquisa sobre Alice (a do País das Maravilhas), acabei sendo direcionado para o blog do senhor Luciano Ayan, quando li de um golpe só o seguinte trecho que encabeçava o texto:

  Quando um neo-ateu faz sua apologética, tentará arrumar contradições para Deus e a Bíblia a todo momento, mas sempre o fará com o uso de alguma fraude intelectual.

Eu achei sublime essa frase, e no mesmo instante meus olhos marejaram porque, enfim, pareceu que eu tinha encontrado o meu próprio Satanás, o general Zod que iria acabar com minha paz na Terra, porque era exatamente esse artifício que sempre atribuí ao crente. Se o autor estivesse certo, toda minha linha de raciocínio que sustenta, no fim, que Deus é apenas uma ilusão iria desmoronar em escombros radioativos, que me obrigariam a deixar esse planeta, talvez mesmo a galáxia, envergonhado e cabisbaixo, em busca de um espaço curvo ao lado de um buraco-negro, onde eu pudesse chorar eternamente a minha vergonha.

Felizmente, as frases seguintes me fizeram sorrir (literalmente) para o mundo à minha volta:

  Isso não significa que eu queira provar a existência de Deus.

Ufa! Salvo do exílio. No fundo, o crente deixa esse negócio de “provar” para os ateus; o tempo dele é usado apenas para acreditar (e ele morre tentando).

 (Aliás, demonstrar a lógica ou não de um pensamento não é o mesmo que a definir comprovação ou não da existência de Deus).

Embora absurdamente mal redigida, é possível entender o que ele quis dizer nessa declaração, quando a gente lê umas três ou quatro vezes: não importa quão bons sejam os argumentos a favor ou contra a existência de Deus, nunca ninguém vai poder comprovar que Deus não existe (que é a única coisa que preocupa o crente).

Eu li todo o texto do senhor Luciano Ayan, e descobri que ele se dispunha a esclarecer os supostos superpoderes de Deus valendo-se de uma comparação com o filme Prometeus; ou seja, ele pretendia explicar o mito específico no qual acredita usando uma metáfora elaborada sobre uma obra cinematográfica baseada num mito de uma outra cultura. Pois é.

Ele explicava, por exemplo, que a famosa onisciência de Deus poderia ser entendida se você pudesse imaginar que os engenheiros extraterrestres do filme (imagem acima) tivessem a habilidade de fazer rápidas incursões no futuro da humanidade, através de viagens no tempo.

Eu estava tão alegre por não precisar ir chorar minha vergonha próximo a um buraco-negro que resolvi fazer um comentário indolor:

 O grande problema com as alegadas qualidades de Deus, como a onisciência, é que elas tornariam Deus uma criatura infinitamente malévola e sádica. Tomando como exemplo os criadores dos humanos, no filme, imagine que eles estejam observando seus 2 primeiros filhos humanos, vamos chamá-los de Adão e Eva, brincando num jardim, onde eles, a raça criadora, teriam, por puro descuido, deixado um balde com soda cáustica bem no meio do gramado.

Dando um pulinho no futuro, eles teriam visto que as crianças teriam mexido no balde, apesar da orientação que haviam deixado para que não mexessem ali, e tinham queimado as mãos. Adão tinha levado as mãos aos olhos e gritado de dor enquanto seu olho direito era corroído pelo produto, e Eva teria quase morrido em agonia por ter comido um pouco do conteúdo do balde.

Voltando ao presente, enquanto contemplavam Adão e Eva no jardim se aproximando do balde, e já sabendo o que vai acontecer, eles apenas assistem enquanto dizem uns para os outros: “Ah, que se fodam. Nós avisamos.”.

Para minha surpresa, meu ex-general Zod me desafiou a brincar de Deus e tentar projetar um mundo melhor. Parece que a regra é essa: se eu não conseguir projetar um mundo melhor, sem mortes e sem sofrimento, por exemplo, Deus vence, digo, Deus existe.

Eu respondi:

 Pelo seu raciocínio, você só poderia considerar que uma pizza está “horrível” se fosse capaz de assar uma pizza “espetacular”.

E ele revoltou-se:

 Onde foi que eu falei isso? O que falei é bem diferente. Disse que, se você considera Deus ‘um sádico’ por causa do mundo, não consegue pensar em um mundo criado de forma diferente?

E eu:

 Lamentável que você não tenha entendido a metáfora da pizza. Na verdade, eu acho que você entendeu, mas seria desastroso demais dizer isso, daí o fingimento.

E ele:

 Pelo contrário. Exatamente pelo fato de eu ter compreendido a metáfora, é que pude te ridicularizar tão fácil.

Eu já estava mesmo de saída e postei ainda uma resposta que ele não publicou:

 Nossa! Você me ridicularizou tão rápido que eu nem notei.

Pouco depois me alertaram que ele tem mesmo esse péssimo hábito de editar os comentários de seus desafetos (ou censurá-los), de forma a parecer que está ganhando as discussões. Como o blog dele tem os comentários moderados, não achei que deveria perder meu tempo lá, e voltei pra cá para brincar de Deus.

Vou mostrar a ele, e a quem mais quiser ver, que eu, se fosse onipotente e onisciente, seria capaz de fazer o que nenhum Deus conseguiu:

Criar um mundo perfeito.

DeusILUSÃO foi temporariamente suspenso

 

O ARQUIVO PARA “BAIXAR” (não é bom nem falar aquela outra palavra em inglês que começa com d…) A REVISTA ESTEVE DISPONÍVEL AQUI NO BLOG POR TRÊS DIAS. MAIS TEMPO DO QUE JESUS FICOU SEPULTADO.

MAS TIVE QUE REMOVER TODOS OS LINKS PARA SITES DE HOSPEDAGEM DE MATERIAL PROTEGIDO POR DIREITO AUTORAL, POR DETERMINAÇÃO DO WORDPRESS.

CASO CONTRÁRIO O BLOG SERIA DELETADO.

RECEBI SÓ UMA SUSPENSÃO DE ALGUMAS HORAS.

Campeonato Mundial de Xadrez

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Pra sair da rotina

Desde sexta-feira está sendo disputado, em Moscou, o campeonato mundial de xadrez, entre o atual campeão, o indiano Viswanathan Anand, e Boris Gelfand, bielorusso naturalizado israelense (fazendo seu lance com as peças pretas, na foto acima).

Os jogos são transmitidos ao vivo pela internet, de segunda a sábado, a partir das 07h55min, hora de Brasília. Serão doze partidas no total.

Clique na foto acima para ser direcionado para o site oficial da competição.

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Cientista prova a existência de Deus e ganha prêmio

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Por Redação Gospel+ em 26 de março de 2008

Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês Michael Heller mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios. Ele montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.

Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Heller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa.

Ocorre, porém, que Heller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso.

O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Heller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.

O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Heller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus.

Segundo Heller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Heller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Heller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?”

Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Heller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido.

Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Heller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.

A caminho do céu

Michael Heller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Heller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Heller.

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Promoção Ateu&Àtoa

clique e confira

O Triunfo dos Nerds

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Quer saber o que acaba com qualquer deus? Informação específica processada honestamente.

Pessoas religiosas não são estúpidas, são apenas intelectualmente desonestas. Um cientista biomolecular com PhD em engenharia genética pode trabalhar com afinco de segunda a sábado, no seu laboratório, e ir à missa ao domingo. Acredite em mim quando eu digo que o cérebro é o mesmo, mas o uso é bem diferente.

Como uma pessoa só pode perceber que Deus é apenas mais uma invenção da fabulosa criatividade humana se tiver a decência de manter-se honestamente aberto às informações disponíveis, deixo aqui a sugestão para que você veja esses dois filmes que mostram no que uma dessas fabulosas invenções pode se transformar. Uma invenção que, felizmente, está popularizando a informação de uma maneira que sequer poderia ser imaginada, pela época em que se escrevia sobre alguém ter sido morto numa cruz e ressuscitado três dias depois, e ficava por isso mesmo: era tudo o que você poderia saber a respeito.

O Triunfo dos Nerds (imagem acima) e Piratas do Vale do Silício (abaixo) mostram tudo o que você precisa saber sobre o que possibilitou essa revolução digital que vivemos hoje: o computador pessoal.

Saiba quem foi o visionário que percebeu que o futuro da informação (e da humanidade) passaria por um “personal computer” (PC); saiba como Steve Jobs e Bill Gates iniciaram suas empresas e suas fortunas; saiba quem pirateou quem nessa história, e quem foi o autor da frase “Os bons artistas copiam; os grandes artistas roubam”.

Abaixo, cortesia do meu irmão Kleiton Barros, um pequeno passo a passo para fazer o download do filme “O Triunfo dos Nerds”, uma vez que nem todo mundo conhece o processo, e é pra isso que inventaram a internet: compartilhar informação.

1. Você vai precisar de um programa específico, chamado uTorrent, que serve para fazer esse tipo de download. Você pode baixar o programa Aqui, se for um MacUser, como eu, ou Aqui, se o seu sistema for Windows.

2. Vai precisar, também, de um “descompactador” para abrir o arquivo que o programa anterior vai baixar. Aqui você instala o Expander, para Macintosh, e Aqui, o Winrar, para Windows.

3. Agora você já pode pegar o “torrent” do filme nesse site Aqui, ou, se ele estiver offline, baixar direto Aqui.

4. Depois de baixado o arquivo torrent e descompactado, você só precisa renomear o arquivo de vídeo e o de legenda (o que tem a extensão .srt) com o mesmíssimo nome (ex.: otriunfodosnerds.avi, otriunfodosnerds.srt), colocá-los numa mesma pasta e tocar no seu player favorito.

Para ver algumas fotos sobre a “evolução” dos computadores da Apple, visite Esse site russo.

Maratona “Ateu e À-toa”

Neste próximo dia 1º de outubro ocorrerá a 2ª Grande Maratona de Posts Ateu e À-toa. Serão 24 posts em um único dia; um por hora. Ocorrerá também o sorteio de um brinde. Esperamos vocês por lá.

Att,

Equipe Ateu e À-toa.

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Novo E-mail do Blog

Barros@DeusILUSAO.com

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O blog ganhou um novo domínio <DeusILUSAO.com> e, agora, também esse novo endereço de e-mail.

Quer fazer um elogio? Uma crítica? Quer sugerir um tema? Quer me doar 10% do seu salário?

Seus problemas acabaram! Mande seu e-mail para <barros@deusilusao.com>. Todos serão lidos; e respondidos, quando for o caso.

Aproveito para agradecer — imensamente — ao leitor Paulo Roberto R. C. Júnior (cujo site, em construção, vai ser divulgado aqui, em breve) que foi quem não só me informou de que eu poderia ter um e-mail personalizado do meu blog, mas quem me orientou passo a passo a habilitá-lo.

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DeusILUSÃO.com

Novo Domínio:

DeusILUSAO.com

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Estudo diz que ateísmo vai tomar lugar das religiões

clique na imagem para ler o texto original

Do site F5 da Folha, 10/08/2011:

Carolas, tremei.

Um estudo que será publicado neste mês aponta que, quanto mais desenvolvido o país, maior o número de ateus.

Para o autor Nigel Barber, portanto, chegará o dia em que quase todo o mundo vai se declarar sem religião.

A mudança já estaria ocorrendo. A pesquisa, feita em 137 países, mostra que nas economias mais desenvolvidas o número de descrentes é  crescente.

Na Suécia, por exemplo, o índice chega a 64% da população, seguida por Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%).

Na outra ponta, países da África sub-saariana têm menos de 1% de ateus.

O autor aponta razões mercadológicas para a baixa das religiões.

Segundo ele, as pessoas procuram as igrejas para se salvar de dificuldades e incertezas da vida.

Hoje profissionais como psicólogos e psiquiatras podem perfeitamente suprir essa lacuna.

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A verdadeira história de Jesus Cristo

clique para o download

As prestações do Paraíso

Na TV, pastor inova e cria o dízimo no débito automático

por RICARDO FELTRIN 

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/924696-na-tv-pastor-inova-e-cria-o-dizimo-no-debito-automatico.shtml

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Não é por falta de criatividade que as igrejas deixarão de arrecadar dinheiro dos seus fiéis. Maior exemplo de inovação é o missionário R.R.Soares, líder da Igreja Internacional da Graça, que acaba de lançar uma nova modalidade de coleta de dízimo, por meio de débito automático em conta-corrente.

Segundo Soares divulgou em seu programa na Band, o membro da igreja poderá fazer suas doações mensalmente de forma mais prática. Para isso o fiel deve preencher um cadastro nos sites da igreja e passar seus dados bancários.

É o doador, afirma Soares, quem decide quanto quer doar. Quem se cadastrar, diz ele, ganha “um brinde de Jesus”, sem dizer o que é.

O missionário garante ainda que, se por acaso o doador não tiver saldo num determinado mês para dar o dízimo automático, ele não será debitado e “o fiel não será incluído no SPC ou no Serasa”. A doação mensal voltará  a ser debitada no mês seguinte, sem acumular a que não foi paga.

Para criar o “dízimo em conta corrente”, a Igreja Internacional da Graça firmou parceria com Itaú, Banco do Brasil e Bradesco.

“Heaven Card”

Além do dízimo automático, o pastor R.R.Soares também lançou o cartão de crédito da Igreja Internacional da Graça de Deus. Entre outras vantagens, o cartão permite pagar as compras “em até 40 dias, financiar no crédito rotativo e fazer saques de emergência no Brasil e exterior”.

Segundo a igreja, o cartão “é mais uma forma de você contribuir com as ações e obras sociais da igreja”. Além da Internacional da Graça, a Universal e a Mundial também aceitam o pagamento de dízimos e doações por meio de cartão de crédito e débito. As operações são legais.

Romildo Ribeiro Soares, 64, é cunhado de Edir Macedo (casado com a irmã de Macedo, Maria Magdalena) e co-fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Deixou o parente por suposta divergência no final dos anos 70 e criou sua própria igreja em 1980.

Sua igreja tem negócios com várias emissoras, de quem compra horários, e também é  proprietária de uma operadora de TV paga, cujos pacotes não oferecem nenhum canal que exiba cenas de violência, erotismo ou tenha linguajar chulo.

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Bíblia: literatura de sovaco

Editora especializada em Bíblias tem até uma para surfistas

Funcionários trabalhando na produção de livros religiosos na gráfica da Sociedade Bíblica do Brasil, em Barueri

Na tarde da última quinta-feira, reverendos e funcionários de uma gráfica em Barueri se reuniram para um evento sacroempresarial: a encadernação da Bíblia de número 100 milhões da Sociedade Bíblica do Brasil.

Para o presidente da organização filantrópica, o reverendo Adail Sandoval, a marca teve gosto de superavit.

Sucursal brasileira da United Bible Societes [sociedades bíblicas unidas], a Sociedade Bíblica do Brasil imprime de 30 mil a 40 mil livros sagrados por dia –ou uma Bíblia a cada três segundos.

Além da Indonésia, é aúnica das 147 sociedades internacionais com gráfica própria, em Barueri, município da Grande São Paulo. Abastece mais de cem países com salmos em português, inglês, espanhol, árabe, hebraico, latim e outras línguas.

O sucesso se deve, em parte, ao trabalho do pastor presbiteriano Rudi Zimmer, 63, teólogo com MBA em administração de empresas e, desde 2005, diretor executivo da entidade.

Funcionário de carreira, com 20 anos de casa, Zimmer situa na década de 1990 o boom do mercado editorial sacro. “A segmentação aconteceu em todas as áreas, chegando à igreja. Até lá, se fazia bíblia de qualquer cor, desde que fosse preta”, brinca.

Hoje, a Sociedade Bíblica lança 40 títulos inéditos por ano, como a “Bíblia da Família”, a “Bíblia da Mulher” e a “Bíblia do Surfista”, cuja página de abertura explica: “É para você que deseja experimentar a pura vida na presença de Deus. Boas ondas!”.

Alguns títulos são criados pela equipe do gerenteeditorial Dennis Timm, 40. Outros, comprados na International Christian Retail Show [mostra internacional do varejo cristão], feira religiosa que ocorre uma vez ao ano, nos Estados Unidos.

No site da Sociedade Bíblica, são vendidos por valores que vão de R$ 2 (“Bíblia Sagrada”) a R$ 133,90 (“Bíblia Shedd”, com capa de couro, mapas e 10 mil notas de rodapé). Em 2010, coube à “Bíblia de Estudo Despertar” (R$ 44,90) liderar o comércio, com ensinamentos baseados na terapia de 12 passos dos Alcoólicos Anônimos.

Zimmer explica que o texto sacro jamais é modificado: “A Bíblia é a mesma para qualquer público. A apresentação gráfica e os comentários é que diferem”. Edições recentes obedecem às regras do novo acordo ortográfico. Variam na tradução, que pode seguir quatro padrões.

Ainda que tenha a Igreja Católica como principal cliente, a Sociedade Bíblica não discrimina. Por ser uma organização de cunho ecumênico, produz sob encomenda para as evangélicas Renascer, Universal e Assembleia de Deus.

DIREITO AUTORAL

“Nunca entramos em política eclesiástica. Queremos apenas que o povo receba a Bíblia”, diz Zimmer.

A concorrência –que inclui as editoras Vozes, Ave Maria, Vida, Esperança e GeoGráfica, entre outras– é farta, posto que Deus não cobra direito autoral. Ainda assim, nenhum rival atingiu a marca dos 100 milhões de livros produzidos.

Fundada em 1948, a Sociedade Bíblica do Brasil se fez ampliar com farto apoio eclesiástico, sob o argumento de tornar a palavra de Deus acessível. “Pedimos empréstimos e doações às igrejas”, diz Zimmer.

Das editoras nacionais, é a única que participa da Assembleia Geral da United Bible Societies.

A última reunião ocorreu em setembro de 2010, data em que padres e pastores debateram a posição da Bíblia na era digital.

O assunto, em princípio espinhento, foi recebido com tranquilidade pelos diretores da Sociedade Bíblica do Brasil. Desde meados daquele ano, eles já vendiam a “Bíblia Digital Glow”, em três DVDs.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/921815-editora-especializada-em-biblias-tem-ate-uma-para-surfistas.shtml

O livro que nunca existiu

Texto original:  http://bispomacedo.com.br/tag/castigo-divino/

O texto abaixo tem como objetivo deixar claras as mentiras publicadas na internet a respeito deste livro por pessoas de má fé. Quero dizer também que este livro que dizem ser de minha autoria jamais existiu.

O livro que nunca existiu

Em mais um episódio que demonstra claramente a perseguição à Igreja Universal do Reino de Deus e em especial ao Bispo Edir Macedo, estão circulando pela Internet, textos que fariam parte de um livro chamado “Castigo Divino” que teria sido escrito pelo bispo com o objetivo de orientar a vida sexual das pessoas.

O texto postado na rede mundial de computadores fala de uma cartilha que se propõe a orientar o relacionamento sexual e mostra seu objetivo de satirizar e ferir a imagem do Bispo Edir Macedo. É repleto de termos chulos e tem o claro objetivo de tentar ridicularizar.

A questão é que este livro não existe. A Igreja Universal jamais publicou este título o que pode ser comprovado nas mais importantes livrarias brasileiras, que confirmam a inexistência de “Castigo Divino” em seus acervos. É mais uma tentativa espúria de se tentar atingir a imagem de um homem e de uma instituição que já enfrentaram todo tipo de perseguição e preconceito e sempre saíram mais fortes deste combate com adversários que vivem permanentemente nas trevas.

O tal guia não existe. Foi elaborado como forma de humilhar os evangélicos com suposições absurdas sobre sua vida sexual. Nestes últimos dias também, pessoas de má fé, tem disseminado estas informações por e-mail.

Busca improdutiva

A repercussão do suposto livro gerou revolta até mesmo em pessoas não evangélicas, que procuraram saber da veracidade das informações, descobrindo ser mentira. Confira um dos depoimentos, retirado do site Yahoo! Brasil (respostas):

Encontrei um blog que relata a busca de uma pessoa sobre a existência do tal livro. Eis o texto extraído do blog:

“Tem circulado na internet um e-mail com trechos de um suposto livro chamado Castigo Divino, de autoria do bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo. Eu recebi tal mensagem agora a pouco e a primeira providência que tomei foi entrar no Google e fazer uma busca a respeito do tal livro.

Para minha surpresa, não encontrei nada além da própria mensagem republicada em diversos sites (blogs e fóruns). Fiz buscas em shoppings virtuais para descobrir aonde esse livro estaria à venda, e nada. Submarino, Saraiva.com, Buscapé, até no portal da própria Igreja Universal (arcauniversal.com.br), mas nada do tal livro do bispo”.

Conclusão: o tal livro nunca existiu, a não ser na mente “fértil” e daninha de quem o criou e veiculou na internet.

Fonte: Arca Universal

Publicado por: Bispo Edir Macedo

Sem Deus no Coração

Sugestão do Leitor Hudson, mais uma coletânea de frases que explicam, detalhadamente, por que Deus é uma piada, e por que eu me sinto tão bem por não ter Deus no coração:

http://semdeusnocoracao.tumblr.com/

Eu também me revolto! Como que a gente não consegue ver sentido nas estórias relatadas na Bíblia, sobre gente voando para o céu, caminhando sobre a água, conversando com jumentas e répteis? Afffy!!

Queima eles!

By Rayssa Gon — e irmã — , uma coletânea das pérolas mais ridículas produzidas dentro das cabecinhas mais religiosas da internet: http://queimaeles.tumblr.com

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A única Resposta possível

2 – A realidade verdadeira é espiritual e é a essência última de tudo, é o PARAISO se preferir assim chamar. É um lugar onde existe a independência total das limitações impostas pelo trinômio tempo x espaço x matéria que nos tornam falíveis, limitados, perecíveis e mortais aqui nesta vida.

Esse tópico aí eu li num blog chamado RESPOSTAS. Sim, o autor tem todas as respostas que eu preciso para “estar dando” prosseguimento ao Manual do Usuário do Deus cristão que estou escrevendo.

Falar e escrever, depois que a gente aprende, é extremamente fácil, não é? E cada um fala ou escreve o que quer, o que bem lhe der na telha. Mas o que a gente transmite nessas mensagens é passível de avaliação por parte de quem as recebe. E é essa avaliação que dá crédito ou não a elas.

Por exemplo, eu nunca fui à Lua, mas “acredito” nas informações disponíveis sobre ela. Imagine, por exemplo, que eu já estivesse vivo em 1969 e ouvido os astronautas que primeiro pisaram na Lua dizerem que lá era repleto de criaturinhas mágicas, e que as rochas eram feitas de algodão-doce. Eu não iria acreditar, e talvez ninguém fosse. Para não parecerem ridículos, e para justificarem todo o dinheiro investido na missão, certamente os astronautas teriam que dar algumas provas sobre o que eles encontraram, pois ninguém iria confiar nesse achado maluco.

Mas se os astronautas dizem que lá na Lua a superfície é arenosa, que o satélite é deserto, que há abundância de tais e tais minérios, que a gravidade é muito menor do que a da Terra, eu já não acho absurdo, porque tudo parece bem coerente com o mundo em que eu vivo, com a realidade a que estou acostumado, e com o meu parco conhecimento científico. E, mesmo assim, as provas que eles trariam sem que eu pedisse corroborariam o que eles relataram.

Agora, você dizer que sabe o que vai se passar com toda a humanidade, não em um satélite, não em outro planeta, mas numa outra dimensão, não parece nada com uma “Resposta”. Aliás, só pode gerar mesmo é essa pergunta: Como você sabe disso?

Ora, nós compartilhamos o mesmo tipo de cérebro e não há nada no seu que não haja no meu. É  inadmissível você ter conhecimentos sobre uma outra dimensão que sejam inacessíveis a mim.

Daí você dá a sua “Resposta”: a fonte do meu conhecimento é a Bíblia. Ora, como o cara que escreveu a Bíblia sabia disso? A pergunta se repete e só muda de endereço. E quando você argumenta que foi inspiração divina, aí toda a sua tese desmorona, porque cada cultura tem uma inspiração divina que aponta para uma dimensão mágica diferente, governada por um criador do universo diferente. Para o seu Deus existir, todos os outros precisariam existir também. Não há por que considerar apenas o “seu” Deus verdadeiro.

Ups! Claro, há sim: a sua vontade.

Mas vontade pura e simplesmente não tem poder para criar uma dimensão mágica, embora tenha para fazer você acreditar nela; como uma criança, em 1969, que sonhasse que a Lua era toda feita de algodão-doce.

 

3 coisas que aprendi

Link para o texto original: 3 coisas que aprendi após um mês de blog

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Hoje faz um mês desde que eu comecei este blog, então decidi tirar alguns minutos para refletir sobre o que eu aprendi nesses últimos 30 dias. Desde o começo, eu postei um texto por dia, tirando os fins de semana, o que eu achei o máximo. Algumas poucas pessoas leram o que eu escrevi, o que eu achei o máximo também. E algumas compartilharam o que eu escrevi com os amigos, o que eu achei o máximo do máximo. Mais ainda, fiquei chocada ao perceber como me envolvi tão facilmente com esse processo, e como passei a valorizá-lo. Mas vou tentar resumir tudo em três observações específicas sobre esse último mês.

1. Escrever se tornou uma parte importante do meu dia

Eu espero ansiosa pela hora em que vou largar tudo pra sentar e escrever meus pensamentos. Eu mantive diários ao longo dos anos, mas era diferente. Escrever diários não requer pensamentos coerentes. É mais um processo de esvaziar o conteúdo do cérebro numa folha de papel. Isso faz parte do processo, mas agora eu preciso garantir que faça sentido. E isso é importante (para você e para mim). Isso me ajuda a organizar os pensamentos que rodopiam na minha cabeça e me dá uma sensação de paz quando eu termino. Eu posso dizer pra mim mesma, “Uau!, agora eu consegui”. Ou, “Huummm, eu ainda não encontrei as respostas, mas, pelo menos, fiz as perguntas certas”.

2. Eu não fiquei sem assunto

Para alguns de vocês, isso é uma surpresa, porque eu posso ser bem quieta às vezes. Para outros, talvez não seja, porque vocês sabem que desde o começo eu tive muito o que dizer. Estou certa de que chegará o dia em que eu vou pensar, “Sobre o que devo escrever hoje?”. Mas não cheguei lá ainda. Eu encontrei na minha visão de mundo e nos meus pensamentos oportunidades de dizer alguma coisa. Isso pode ser o resultado de ter desligado o meu “censor interno”. (Bem, ele não está completamente desligado, mas está bem mais quieto do que antes.) Você sabe: aquela voz que diz, “Você não pode dizer isso, pois alguém pode ficar muito zangado”. Ou, “Tem certeza de que quer dizer isso? O que as pessoas vão pensar?”. Ou mesmo o batido “Você não vai querer dizer isso; as pessoas podem deixar de gostar de você”.

Eu adoro o que Jon Acuff disse sobre superar esse sentimento. Eu li essa frase no seu blog alguns meses atrás e ela ainda permanece comigo:

90% perfeito e publicado sempre muda mais vidas do que 100% perfeito e emperrado na sua cabeça.

As coisas que você cria e de fato compartilha sempre vão superar as coisas que permanecem presas na sua mente, ou na sua escrivaninha, ou no seu laptop. Você pode amar as ideias que você tem dentro de você. Você pode ficar extasiado pela grandiosidade delas, mas se você não as compartilhar, isso não faz a menor diferença.”

Um momento de honestidade aqui — houve ocasiões na minha vida em que eu disse pro meu marido, “Cara, eu sou genial!”. Sério, eu sempre voltava pro mundo real rapidinho, mas o pensamento vinha na minha cabeça. E eu sei que o mundo não me acha assim tão genial, mas acredite em mim quando digo que é maravilhoso escrever um pensamento bacana e colocá-lo aqui para as pessoas lerem. Mesmo que você não ache que seja um pensamento assim tão bacana (que é o que você provavelmente acha), deixá-lo preso na minha cabeça é simplesmente frustrante.

Assim, enquanto eu tiver pensamentos na minha cabeça, vou ter alguma coisa sobre o que escrever. Porque agora eu conheço o poder de colocar meus pensamentos no papel (ou numa tela de computador) e compartilhá-los. Obrigado, Jon, por me fazer entender isso.

3. Eu REALMENTE me importo que alguém leia

Quando comecei este blog, eu disse que era apenas pelo processo. O processo sendo o ato de escrever os textos. Eu disse que não me importaria se ninguém os lesse, pois queria apenas me concentrar na ação de me expressar. Bem… eu ainda valorizo muito o processo de me expressar (veja itens 1 e 2 acima), mas eu também me importo se você lê o que eu escrevo. Adoro a sensação de que alguma coisa que eu escrevi tocou alguém — fez esse alguém pensar em alguma coisa de um jeito novo, ajudou ele a perceber que outra pessoa também sente a mesma coisa, ou o fez rir. Isso é uma forma de conexão. E eu gosto disso. Especialmente quando você me deixa saber o que você achou. Então, deixe comentários. Compartilhe os links. Dê um tweet. Pinte uma das minhas frases na lateral do seu carro. Escrever é um ato solitário. É muito bom quando você sabe que tem alguém aí, do outro lado, recebendo suas palavras.

Então obrigada por ter passado o último mês comigo. Obrigada por ler. Obrigada por compartilhar com seus amigos. Obrigada pelos seus comentários e críticas. Não estou certa se este blog satisfez as suas expectativas. Nem estou certa se satisfez as minhas. Mas isso, por si só, já é uma lição, não é? Por que isso precisaria satisfazer as expectativas de alguém? Isso é uma coisa que pode crescer em qualquer direção que queira — como as árvores, que são a minha inspiração.

Malinda Essex


Nota: Projeto Livres Pensadores

DeusILUSÃO faz parte agora do Projeto Livres Pensadores :

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Meu texto no Bule Voador

http://bulevoador.haaan.com/2011/01/11/deus-alice-e-a-matrix/

Deus [versão 3.0]

 

Deus é responsável pelo Big Bang, diz papa Bento 16

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/855860-deus-e-responsavel-pelo-big-bang-diz-papa-bento-16.shtml

 

A mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang, e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo tenha surgido por acaso, disse o papa Bento 16 nesta quinta-feira.

“O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos”, disse Bento 16 no dia em que os cristãos celebram a Epifania –a Bíblia diz que os três reis magos, seguindo uma estrela, chegaram ao lugar onde Jesus nasceu.

“Não  é preciso um Deus para criar o Universo”, diz Stephen Hawking

“Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus”, disse o papa em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro.

Papa Bento 16 disse que cristãos devem rejeitar ideia de que Universo tenha surgido por acaso; Deus seria a origem

Nas ocasiões anteriores em que o papa falou sobre a evolução, ele raramente voltou atrás no tempo para discutir conceitos específicos como o do Big Bang, que cientistas acreditam tenha levado à formação do Universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.

Pesquisadores da Cern (sigla francesa de Organização Européia de Pesquisa Nuclear, em Genebra) vêm esmagando prótons em velocidade quase igual à da luz para simular as condições que, acreditam, teriam dado origem ao Universo primordial, do qual terminaram por emergir as estrelas, os planetas e a vida na Terra — e possivelmente em outros lugares também.

Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas o papa disse que algumas teorias científicas são “mentalmente limitadoras” porque “chegam apenas até certo ponto (…) e não conseguem explicar a realidade última (…)”.

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.

“Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (…), só  podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra”, disse ele.

Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência — rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.

Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.

A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo — a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia — e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.

Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.


Empresas barram campanha ateísta

Empresas barram campanha publicitária que questiona existência de Deus

Link para o texto original para a matéria da Folha.com em 10/12/2010.

HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA

 

Empresas de mídia barraram uma campanha publicitária com dizeres contra a religião patrocinada pela Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos). As firmas se recusaram a veicular os anúncios mesmo depois de o contrato já ter sido assinado. A Atea estuda as medidas judiciais cabíveis.

As peças de propaganda, com frases como “Religião não define caráter” e “A fé não dá respostas; ela só impede perguntas”, deveriam circular em ônibus de Salvador, São Paulo e Porto Alegre pelo período de um mês. A recusa ocorreu primeiro em São Paulo e depois em Salvador, sob a alegação de que as mensagens poderiam violar dispositivos das respectivas leis de publicidade em espaços públicos. Há informações ainda não confirmadas de que a empresa de Porto Alegre também vai romper o contrato.

“As seguidas recusas de prestação de serviço são uma confirmação contundente da força do preconceito contra os ateus, e da necessidade de acabar com ele. Nossas peças nada têm de ofensivas, e o teor de suas críticas empalidece frente às copiosas afirmações dos livros sagrados de que ateus são odiosos, cruéis, maus e devem ser eliminados. Existe um duplo padrão em ação aqui”, diz Daniel Sottomaior, presidente da Atea.

As chamadas campanhas do ônibus, com mensagens ateias, tiveram início no Reino Unido em 2009 e desde então se espalharam por outros países, com resultados distintos.

Nos EUA e na Espanha, a iniciativa deu certo, provocando a esperada polêmica. Na Itália, a veiculação foi proibida. Na Austrália, a companhia responsável por anúncios em ônibus também se recusou a exibi-los.

Metade dos cerca de R$ 10 mil que seriam utilizados na campanha brasileira vem de pequenas doações e de recursos da própria Atea. A outra metade vem de um único doador paulista que prefere permanecer anônimo.

Divulgação

OUTRO LADO

A empresa de publicidade Fast Mídia, de Salvador, informou que a desistência no negócio ocorreu exclusivamente por que as peças publicitárias vão de encontro á lei municipal que regulamenta o setor.

O representante da empresa, que preferiu se identificar apenas como Amaral, disse que enviou uma minuta de contrato para a Atea apenas para análise dos termos e que recebeu, para o mesmo objetivo, as peças publicitárias.

“Acreditamos que as peças contrariavam a Lei, principalmente em trechos como os que citavam como mitos os deuses hindu, cristão e palestino” diz Amaral.

O artigo 15º da lei municipal 12.640/2000, ao qual a Fast Mídia se refere, diz que é proibida a exibição de anúncio que favoreça ou estimule qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, sexual, social ou religiosa.

A empresa de Porto Alegre, responsável pelo contato com a associação, não foi localizada para comentar o assunto até às 20h40.

 

MPF em SP questiona TV por preconceito contra ateus


03/12/2010 – Estadão.com.br

SOLANGE SPIGLIATTI – Agência Estado (Texto original.)

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo entrou com uma ação para que programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, se retrate de uma atitude preconceituosa contra ateus, veiculada no último dia 27 de julho. A TV Bandeirantes possui concessão pública e não pode ser usada para disseminar preconceito, segundo o MPF.

De acordo com o MPF, o apresentador José Luiz Datena e o repórter Márcio Campos ficaram por 50 minutos proferindo ofensas e declarações preconceituosas contra cidadãos ateus durante reportagem sobre um crime bárbaro. Em todo o tempo em que a matéria ficou no ar, o apresentador associava aos ateus a ideia de que só quem não acreditava em Deus poderia ser capaz de cometer tais crimes.

A ação civil pública, com pedido de liminar, solicita que a Rede Bandeirantes de Televisão seja obrigada a exibir, durante o programa “Brasil Urgente”, um quadro com retratação das declarações ofensivas às pessoas ateias, bem como esclarecimentos à população acerca da diversidade religiosa e da liberdade de consciência e de crença no Brasil, com duração de no mínimo o dobro do tempo usado para exibição das mensagens ofensivas.

 

Leia mais no Bule Voador

 


O que oprime mais pessoas no mundo?

clique

O papa crê no papa-móvel

O texto abaixo me chegou por e-mail, e segue aí tal e qual eu recebi:

Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.

O filho se senta sozinho no topo de uma montanha durante toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.

Ele não pode gritar por socorro para ninguém.

Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.

Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.

O menino está  naturalmente amedrontado..

Ele pode ouvir toda espécie de barulho..

Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele..

Talvez alguns humanos possam feri-lo.

Os insetos e cobras podem vir picá-lo.

Ele pode estar com frio, fome e sede.

O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele não remove a venda .

Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.

Finalmente…..

Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida..

Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.

Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos!

Mesmo quando não percebemos, Deus está olhando para nós, ‘sentado ao nosso lado’.

Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.

Moral da história:

Apenas porque você  não vê Deus, não significa que Ele não esteja conosco.

Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material.”

 

No fim do e-mail, tem uma solicitação para que você repasse o texto aos seus contatos.

E as pessoas repassam. Elas endossam e divulgam algo totalmente fora da realidade: Deus não protege seus filhos como deveríamos supor que certamente faria o índio-pai do conto Cherokee.

Aquele papo de que “mil cairão ao teu lado, dez mil à tua direita” é conversa pega-trouxa, como tudo o mais na Bíblia. Mesmo que sua fé seja um bilhão de vezes maior do que um grão de mostarda, ainda assim você estará sujeito às mesmas desgraças e tão desprotegido quanto eu ou qualquer outro crente em qualquer outro deus.

Mas se a comparação feita entre o pai do indiozinho Cherokee e Deus é falha, por que as pessoas concordam com ela? Simples: o crente é doutrinado desde a infância a aceitar coisas absurdas com a justificativa da fé, e com a ameaça de que, se não aceitar esses absurdos, estará condenado ao Inferno. Por conta disso, a mente deles fica anestesiada a certo tipo de raciocínio que uma mente livre não tem dificuldade em elaborar.

Fé é exatamente isso: aceitar o inaceitável; admitir o inadmissível; ver o invisível; desculpar o indesculpável; agarrar-se ao improvável; confiar no impossível.

– Por que o papa precisa de um papa-móvel? Deus não protege ele?

– Claro que protege. E, no momento, Deus tá protegendo ele com aqueles vidros à prova de balas…

Deixar o cérebro perceber o mundo sem fé iria levá-los à conclusão inevitável de que Deus não existe.


Brincando de “faz-de-conta”

A Igreja Universal no Chile em constante oração pelos 33 mineiros chilenos

O extrato a seguir, com meus comentários em azul, é da matéria que você poderá ler na íntegra no link acima, contribuição do leitor Dhiogo.

Em uma de suas mensagens, ele [o pastor Lúcio Monteiro, responsável pelo trabalho evangelístico no Chile] comentou que no passado, quando os apóstolos estavam presos, a igreja se unia em oração para o livramento deles. Foi nessa mesma fé que a IURD [Igreja Universal do Reino de Deus] se uniu para determinar o livramento daqueles trabalhadores. [A IURD “determinou” o livramento dos mineiros soterrados; aí, uma vez “determinado” o salvamento, eles todos esperaram pacientemente até que centenas de outras pessoas fizessem todo o trabalho.]


Debaixo de fortes chuvas, o pastor responsável pelo trabalho da IURD na região do Atacama foi à Mina San Jose, como enviado especial. Na oportunidade, foram feitas orações e também foi derramado azeite de Israel sobre a superfície da mina. [Por que o pastor derramou azeite de Israel sobre a mina? Não estou questionando o fato de ser "azeite de Israel" em vez de "azeite chileno", por exemplo, mas por que alguém derramaria azeite sobre uma montanha.

Ora, acredite: para ajudar os mineiros soterrados.

Esse pastor é considerado uma pessoa mentalmente sã, e, por incrível que possa parecer, ninguém (ou quase ninguém) deveria estranhar o fato de ele estar derramando um tempero de salada em cima de rocha pura na intenção de salvar as pessoas enterradas vivas 700 metros abaixo.

Esse tipo de atribuição de poder a coisas inanimadas era comum nas religiões pagãs das quais o cristianismo copiou vários mitos, rituais, festas e tradições. Ainda hoje, igrejas tradicionais ou recém-criadas imputam poderes sobrenaturais a todo tipo de coisa, desde crucifixos, escapulários e hóstias, até os famigerados lencinhos, travesseirinhos, fitinhas, e copos d'água dos papa-cédulas das igrejas boca de culto que infestam nossos bairros.

O pastor conversou com os familiares e orou por eles, pedindo que Deus os fortalecesse. [Será que é mais fácil do que fortalecer paredes de túneis de minas para que não desabem e enterrem cristãos vivos?]

Após 17 dias e várias tentativas frustradas de busca de algum sinal de vida dos mineiros, aconteceu o milagre. Os 33 mineiros foram encontrados com vida e saudáveis. O mundo inteiro se maravilhou diante da notícia, porque as esperanças eram nulas. [É isso: se as esperanças eram nulas e os mineiros sobreviveram, foi por conta de um milagre. E todo mundo quer agradecer a Deus por tamanha misericórdia.

Mas, ao que parece, nem sempre Deus está muito a fim de salvar ninguém: quatro anos atrás, no México, um desabamento de mina também deixou 65 mineiros soterrados em condições muito parecidas.

Sendo o México um país católico, não é de se duvidar que tenham todos orado muito por uma salvação milagrosa dos seus mineiros. Não duvide também que algum pastor local tenha aparecido por lá para derramar azeite de Israel sobre uma montanha de rocha. Mas não há nenhuma foto dele na internet. Sabe por quê? Porque Deus não deu a menor bola para as orações de um país inteiro; porque os 65 mineiros mexicanos morreram lentamente de sede e de inanição, enquanto esperavam por um resgate que nunca veio.

Ninguém faz propaganda de um produto que não funciona.]


Ide e espalhai a Boa-Nova

O seguinte é esse: (KKKKKkkk sempre quis usar essa frase!)

O blog já tem uma página de divulgação no twitter (clique na imagem mais abaixo). Quanto a esse ponto, gostaria de esclarecer duas coisas:

1. Eu não sei usar esse troço e achei uma M., diga-se de passagem. Alguém vai dizer que eu achei o twitter uma merda (ups!), uma M., porque não aprendi como ele funciona, mas eu quero logo advertir esse alguém de que… é… putz!, talvez seja por isso mesmo.

2. Mas, de todo modo, eu já me decidi a não aprender. Ponto, parágrafo.

Eu queria pedir a quem puder e quiser, que divulgue o twitter do blog no seu próprio twitter, se é que existe isso. Assim, mais pessoas vão tomar conhecimento desse nosso fórum e, consequentemente, mais pessoas virão aqui nos condenar ao Inferno.

Eu tinha ainda uma página pessoal no Orkut para divulgação do blog e contato com os leitores, mas, como me expulsaram — injustamente, claro — de todas as oito comunidades religiosas das quais eu participava ativamente,  eu resolvi aposentar esse troço também.

Para contato direto comigo, por favor enviem seus emails para barros@deusilusao.com

Essa aqui é para… a L**:

“Era uma vez um rapaz chamado Diego* que acabara de mudar-se para um prédio novo. Ele morava sozinho, tinha 28 anos na época, e apaixonou-se perdidamente pela sua vizinha de porta, Mariana**, que tinha só 13.

“Diego, no louvável esforço para não ser preso (ou apedrejado) por pedofilia, fez ‘de um tudo’ (Ugh!!) para que ninguém percebesse que ele estava louquinho para desobedecer um Mandamento que Deus esqueceu de colocar entre os Top 10, mas que estava bem claro e não passível de interpretações no artigo 217 do código penal.

“Só que o ‘ninguém’, acima, parece que não incluía a menor, visto que ela ficou sabendo das intenções ilegais de Diego na primeira semana mesmo, eu acho — digo, ele achava.

“Enfim, pra resumir a ópera, Diego, que não temia a Deus, mas que temia o homem-da-capa-preta, esperou todo um ano — 365 dias, senhoras e senhores, numa demonstração rara de caráter e de força moral — pois bem, aquele imbecil esperou todo um ano para dar o primeiro beijo na boca linda e macia de Mariana… Na escada, entre o térreo e o primeiro andar…

“Mariana se revelou apaixonada por Diego, mas achava que os pais (católicos) não iriam permitir tal relacionamento, afinal:

” — Cê tem 23 anos e eu só tenho 14!! “

“É, Diego mentiu, mas 1. ele aparentava mesmo ter uns 5 anos a menos, e 2. não tinha nada no código penal sobre mentir a idade.

“Mas surpresa das surpresas, os pais dela não foram contra o namoro e, 3 anos depois, (É. 1+1+1=3. ) Diego finalmente pôde sair com Mariana, que já estava, então, com 17. Só os dois…

“Adeus, artigo 217, adeus; não guardo de ti nenhum rancor, porque o verdadeiro culpado não foi você, e sim a minha ingenuidade de achar que o mundo não era tão traiçoeiro quanto parecia…

“O casalsinho estava indo para um “cinema” luxuosíssimo, mas, no carro, eles conversaram sobre algo que deixou Mariana furiosa.

“Ele nunca tinha visto Mariana tão furiosa daquele jeito, nem mesmo quando, certa vez, ele desobedeceu suas ordens expressas para que mantivesse suas mãos onde ela pudesse ver.

“Voltaram pra casa.

“No outro dia ele liga:

” — O que foi que houve?

“Ela não respondeu.

” — O que foi que eu disse?

“Ela não respondeu.

” — Você não quer mais me ver?

” — Não.

” — É porque eu falei que sou ateu?

“Ela não respondeu. Desligou o telefone, e Deus ganhou um inimigo.”


(*) e (**) os nomes foram alterados por razões óbvias, exceto o da Mariana.



Eles têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem.

Leitura para o fim de semana.

É só clicar na imagem abaixo que você será direcionado para uma reportagem da Folha sobre as artimanhas do “bispo” Edir Macedo para arrecadar mais dinheiro dos dizimistas. É incrível como as pessoas não se dão conta de que estão pagando pelo direito de viverem uma fantasia.


Não li, mas parece interessante.

Campanha do tijolo

Quando eu cursava o primário (hoje, ensino fundamental), a diretora da minha escola (pública) reunia todos os alunos umas duas ou três vezes por ano para declarar aberta a “Campanha do Tijolo”, o que consistia em solicitar que cada aluno, durante uma semana, levasse um tijolo para doar para a escola.

Os alunos não iriam comprar um único tijolo num depósito de construção, e sequer éramos orientados a fazer isso. Motivo? O bairro em que eu cresci era um desses chamados conjuntos habitacionais, tipo Cohab, recém-inaugurado. Em cada rua havia gente construindo, reformando a casa recém-adquirida. Resultado: quase não havia uma única rua que não tivesse material de construção na calçada. A diretora da minha escola sabia disso, obviamente, e com a cara de pau que Deus lhe deu, pedia a cada um dos seus alunos que roubasse um tijolo para ela (na verdade 5, visto que a campanha durava uma semana de aula) de forma que fosse possível aumentar a secretaria, ou murar aquela área adjacente ao prédio. Acho que ela só não nos pedia para roubar sacos de cimento por causa do peso excessivo, e porque, mesmo naqueles tempos, as pessoas não deixavam os sacos nas calçadas, junto com os tijolos.

Eu gostaria de propor mais ou menos a mesma coisa por aqui. Que cada leitor do DeusILUSÃO trouxesse um leitor novo para o blog. Poderia enviar, por e-mail, o link do site a um amigo, ou apenas o nome DeusILUSÃO, com a instrução para que se faça a pesquisa no Google.

Ou pode pedir apenas para que ele digite lá a palavra “inferno”, pois a primeira imagem* que vai aparecer dá o link do post de mesmo nome que escrevi ano passado. Legal né não, o sucesso? (rs) Qualquer pessoa do mundo que fale português e que digite a palavra “inferno” no maior site de busca que existe vai ver um de meus textos encabeçando a lista de resultados… Glória a Deus! Ou ao Diabo, no caso.

*Mudei a imagem pra causar mais impacto e o Google sumiu com minha página lá, quando fez nova indexação. Era o mesmo caso de se a pesquisa fosse feita com a palavra “paisagem”, onde o meu texto “Onde está Deus” é o primeiro na lista de resultados. Nesse não vou mexer nem atualizar, senão vai acontecer o mesmo.

Daniel Dennett – entrevista no ZERO HORA.com 01/05/2010

“Religião não é apenas um fenômeno acadêmico”

Entrevista: Daniel Dennett, filósofo, autor de “Breaking the Spell”

Há clérigos que não acreditam em Deus? Essa pergunta, que poderia ter sido o ponto de partida de uma reportagem jornalística ou de um romance, serviu de mote para um artigo científico intitulado Preachers Who Are Not Believers (Pregadores que Não São Crentes) publicado na edição de março da revista americana Evolutionary Psichology. Um de seus autores, o filósofo e psicólogo Daniel Dennett, foi a campo entrevistar homens e mulheres que, depois de uma vida inteira dedicada a comunidades de fiéis, deram-se conta de que haviam perdido a fé. O texto revela as angústias desses pregadores que, apesar da descrença, não abandonam o púlpito.

Filho de um agente de inteligência e de uma jornalista, Dennett é um dos expoentes do neoateísmo, corrente que, além de sustentar a não existência de Deus, recorre a instrumentos de comunicação de massa, como outdoors, para propagar suas ideias e promove uma crítica ácida de instituições como a Igreja Católica. O livro mais conhecido de Dennett é Darwin’s Dangerous Idea (A Ideia Perigosa de Darwin), inédito no Brasil, foi publicado em oito países e está prestes a ganhar versões em húngaro, japonês e chinês. Nesta entrevista, concedida por e-mail, ele explica suas ideias:

Zero Hora – O ateísmo está se expandindo? Por quê?

Daniel Dennett – Sim, está. Acredito que quatro livros surgidos num curto período de tempo – O Fim da Fé, de Sam Harris (Tinta da China, 2007), Deus, um Delírio, de Richard Dawkins (Companhia das Letras, 2007), Deus Não É Grande, de Christopher Hitchens (Ediouro, 2007), e meu livro, Breaking the Spell (Quebrando o Feitiço, inédito em português), encorajaram muitos ateístas a serem menos reticentes sobre suas opiniões. Isso também encorajou outros a repensar suas crenças. Duvido que muito mais pessoas tenham se tornado ateístas; penso que elas estão apenas admitindo que foram ateístas por anos.

ZH – Um mês depois do 11 de Setembro, o romancista britânico Ian McEwan escreveu: “Dissabor com qualquer religião”. O revival ateísta é um efeito colateral do 11 de Setembro?

Dennett – Duvido que o 11 de Setembro tenha muito a ver com isso, embora a resposta do governo George W. Bush ao 11 de Setembro tenha sido extremamente desordenada. Foram as insinuações de teocracia no governo Bush que me provocaram, por exemplo, a deixar de lado meus outros projetos e escrever meu livro.

ZH – A religião é, em si, má?

Dennett – Não, ou pelo menos apenas certa religião é má em si mesma. A maior parte é muito benigna, mas isso confere “coloração protetora” às variantes más, que, por serem religiões, são consideradas acima da crítica por muitas pessoas.

ZH – Imaginar que não exista religião é uma questão supérflua?

Dennett – Os Beatles já nos convidaram a imaginar isso. (O verso “Imagine… que não há religião também” é da canção Imagine, de John Lennon, e foi composta quando ele era ex-integrante dos Beatles.) Eu duvido que a religião vá simplesmente se extinguir. Penso que uma hipótese muito mais realista é que as religiões vão sobreviver se transformando em instituições mais aceitáveis.

ZH – O escândalo de abusos sexuais na Igreja Católica seria diferente se tivesse ocorrido num contexto não-religioso?

Dennett – Claro! Se, por exemplo, fosse descoberto que uma multinacional como a IBM, a Shell ou a General Motors tivessem acobertado esses crimes por seus empregados, os líderes dessas companhias estariam todos na prisão cumprindo longas penas. Penso que deveríamos julgar a Igreja Católica pelos mesmos padrões com que julgamos fabricantes de automóveis. No mínimo, deveríamos julgá-los por padrões elevados, uma vez que seus representantes têm tão extraordinárias posições de confiança.

ZH – O cientista britânico Richard Dawkins propôs a prisão do papa Bento XVI por “crimes contra a humanidade” em razão de seu suposto acobertamento dos escândalos. Qual é a sua opinião sobre isso?

Dennett – Creio que dificilmente será uma campanha bem-sucedida, mas aprovo-a de todo o coração.

ZH – Fazer campanha pelo ateísmo com anúncios em ônibus, como ocorre na Grã-Bretanha, é correto? Não seria melhor manter o debate no campo acadêmico e cultural?

Dennett –Religião não é apenas um fenômeno acadêmico. Creio que é muito saudável ter o público em geral informado sobre a variedade de opiniões sobre religião sustentadas por seus vizinhos e concidadãos. Os anúncios que vi eram de bom gosto, muitas vezes divertidos, leves. Eu os aprovo. Quem se sentir ofendido deveria ser submetido a algum tipo de ajuste de conduta. Não têm o direito de ter suas próprias opiniões mais respeitadas do que as opiniões de outros cidadãos.

ZH – Há um grande número de cientistas efetivamente engajados no ateísmo militante. O historiador britânico Eric Hobsbawm escreveu que cientistas geralmente não se preocupam com questões políticas e filosóficas, a menos que percebam algum risco a seu próprio trabalho. O senhor acredita que é esse o caso atualmente?

Dennett – Sim, cientistas têm coisas melhores a fazer com seu tempo e energia do que se engajar em atividades políticas em favor do ateísmo. Se pessoas que não acreditam em Deus mantivessem suas opiniões e práticas restritas a seus próprios grupos e não tentassem impô-las aos outros, não teríamos de nos engajar nesta atividade política.

ZH – A obra de Darwin ainda é perigosa do ponto de vista religioso?

Dennett – Não apenas do ponto de vista religioso. Há muitas pessoas na academia que não são religiosas no sentido tradicional mas que consideram a ideia da seleção natural profundamente repugnante. Isso as torna quase histericamente contrárias à aplicações do pensamento darwiniano em seus próprios campos. Isso pode se tornar perigoso.

ZH – Qual será a situação da religião na metade deste século?

Dennett – Se eu soubesse – se alguém soubesse –, não teria escrito meu livro, que apela por um novo estudo científico da religião, especialmente para nos dar uma fundação mais substancial na qual basear uma resposta a essa importante questão.


O verbo “acreditar”

No dia 02/04/2010, a Folha Online publicou o texto abaixo com o seguinte título: 59% dos brasileiros acreditam em Deus e também em Darwin.


Ao investigar as convicções sobre o desenvolvimento da espécie humana, pesquisa Datafolha mostrou que a maioria crê em Deus e em Darwin. Para 59%, o homem resulta de milhões de anos de evolução, mas guiada por um ente supremo, informa reportagem de Hélio Schwartsman publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Um em cada quatro brasileiros, porém, acredita que o ser humano foi criado por Deus há menos de 10 mil anos. Para 8%, a evolução se dá sem interferência divina.

Os índices variam segundo a classe social e a educação. Quanto maiores a renda e a instrução, maior é a parcela de darwinistas e menor a de criacionistas, que dão mais peso à ação divina.

Os resultados se assemelham aos da Europa e contrastam com os dos EUA. Segundo pesquisa Gallup de 2008, lá os criacionistas somam 44%. Os evolucionistas com Deus, 36%, e os darwinistas “puros”, 14%.

O Datafolha ouviu 4.158 pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos.

Nada a comentar sobre a pesquisa, mas sobre o título. Aparentemente, o autor quis apenas se valer de um jogo de palavras, mas incorreu num erro inadmissível para um veículo de comunicação que pretende ser visto como “confiável”: deu a entender que Deus e Darwin habitam o mesmo universo. Quis ser sagaz com seu título, mas perdeu credibilidade, pois a avaliação que seus leitores farão da sua inteligência ficará um tanto comprometida, uma vez que ele não consegue perceber a separação que existe entre duas coisas, mesmo quando estão a um universo de distância uma da outra.

Segundo o meu dicionário Houaiss (lê-se “uáis”), na sua acepção de número 1, o verbo acreditar é definido como “admitir, aceitar, estar ou ficar convencido da veracidade, existência ou ocorrência de (afirmação, entidade, atributo, fato, etc.); crer”.

Quando você diz que acredita ou não acredita em Darwin, está usando o verbo com o sentido que também teria se você dissesse que “acredita no Barros, quando ele diz que não foi o responsável pelo Holocausto”, ou que “não acredita que o Barros tenha sido o responsável pelo Holocausto”. Ou seja, você está expondo que admite a veracidade da minha negação, isto é, concorda comigo quando digo que não exterminei 6 milhões de pessoas, ou que aceita como verdade o fato de que eu não tive nenhuma participação nesse genocídio.

Quando você diz que acredita ou não em Deus, está usando uma outra semântica do verbo acreditar: “admitir, aceitar a existência de uma entidade”. Percebeu o verbo “crer” logo depois do ponto e vírgula na definição acima?

Diferentemente do que acontece no caso de Darwin, que, por acaso, viveu e morreu na mesma dimensão, no mesmo universo em que você e eu estamos agora, Deus está fora de alcance para contestações. Ele habita um mundo mágico ao qual você só terá acesso depois de morrer, após ter passado uma vida toda molhando os testículos sagrados dele com a sua saliva.

Você tem todo o direito de NÃO acreditar na Teoria da Evolução de Darwin, e vai ficar bem famoso se conseguir provar que o grande cientista estava, enfim, errado! Mas não pense que vai ser fácil. Ele dedicou praticamente toda a vida na elaboração dessa teoria, e você, por mais inteligente que seja, não vai levar menos do que isso para desbancá-lo. A menos que conte com uma ajuda divina…

Mas que eu saiba, até  agora, Deus não ajudou ninguém.


O Pai, o Filho e o Espírito Santo


A Santíssima Trindade é uma crença básica do cristianismo, mas só tornou-se dogma a partir do concílio de Nicéia (325 d.C.) que, oficialmente, reconheceu a natureza trinitária de Deus. À primeira vista, trata-se de algo bastante original, único: um só Deus, porém constituído por três Pessoas distintas, Pai, Filho, Espírito Santo. Na teoria, isto representa um mistério insondável, inacessível pela razão, somente concebível através da fé. No entanto, um exame rápido e superficial da história das religiões revela que não há nada de original neste conceito. Demonstra-se, através da história que, na verdade, o conceito de “Trindades Sagradas” aparece em várias culturas, em diferentes épocas da história da humanidade. De tal modo que se pode afirmar, sem exageros, que a Trindade cristã foi engendrada a partir de mitologias e teofanias pagãs anteriores e não da revelação divina, como advogam teólogos sectários.

Ou seja, surgiu antes e totalmente independente do credo de Nicéia, já que o conceito era corrente em toda a região mediterrânea, bem antes do surgimento do cristianismo.

Considerando-se a humanidade como um todo, nota-se que, quase sem exceção, toda religião antiga baseava-se na estrutura de uma trinca celeste, a grande maioria constituída por membros do sexo masculino, solteiros. A presença feminina em trindades sagradas é excepcional. Exemplos de trindades sagradas são encontrados entre assírios, caldeus, egípcios, fenícios e gregos. Na história mais recente, a presença de tais trindades pode ser detectada entre druidas, chineses, japoneses, siberianos, peruanos, escandinavos, índios meso-americanos, etc.

Uma das mais antigas formas de trindade sagrada é encontrada no Bramanismo, cerca de dois mil anos a.C. Brahma representa o deus supremo, o Pai, Vishnu, a Palavra Encarnada ou Criador, enquanto que Siva ou Mahesa representa o Espírito de Deus. Chineses e japoneses antigos adoravam FO, nome que davam ao seu Buda. Sua doutrina ensina que FO é único, mas tem três formas.

No Egito, uma trindade sagrada era constituída por Atmu (ou Temu), Xu e Tefnut. Esta trindade é sexualmente mista, pois Tefnut é  irmã gêmea de Xu. A certa altura de um discurso, Temu declara: “Assim, sendo eu um deus, tornei-me três”. Temu e sua irmã gêmea formam uma curiosa unidade: Xu é o olho direito da divindade e Tefnut, o esquerdo.

O filósofo ateniense Platão (c.428- c.348 a.C.) na obra Fedro apresenta outro exemplo de trindade santa, constituída por Agathon, o deus supremo ou Pai, que idealizou a criação, Logos, a Palavra e realizador da criação (Criador) e Psiqué, a alma ou Espírito. Segundo Platão, Psiqué movia-se sobre a superfície das águas e infundia vida nas profundezas da criação. A semelhança desta imagem com certa passagem do Gênesis não pode ser mera coincidência: “…e um sopro de Deus agitava a superfície das águas” (Gen 1:2).

Existem inúmeras outras referências gregas a esta concepção trinitária da divindade, algumas encontradas até em Roma, como uma que fala do deus supremo, do filho do deus e de Apolo, o Espírito [criador].  Um oráculo romano declarava que primeiro existia Deus, depois a Palavra (Logos) e com eles coexistia o Espírito. O famoso templo de Júpiter Capitulino na Roma antiga era dedicado a três divindades, porém adoradas como divindade triuna.

Os primeiros Padres da Igreja, conhecedores dessas tradições clássicas, foram rápidos no gatilho e se apossaram desse conceito pré-existente, desenvolveram-no, e regurgitaram-no como novidade recém revelada pela Providência Divina. Quando algum opositor trazia suas bases históricas à baila, eles justificavam dizendo que os conceitos antigos simplesmente antecipavam a grande revelação que o cristianismo expunha agora de maneira renovada, repaginada e “clara”. Ou seja, o mistério da Santíssima Trindade cristã: Pai, Filho (Logos encarnado), Espírito Santo.

Como dogma cristão, o conceito parece ter sido originalmente formulado pelo apologista Tertuliano (c.155-c. 220), fortemente influenciado pelo neoplatonismo vigente na época. Em seguida, foi ferozmente defendido pelo patriarca de Alexandria, Atanásio (c. 295-373) e, finalmente, decretado e imposto pelo imperador romano Constantino I, o grande (c.288-337). Com a ajuda desse trio poderoso (Tertuliano, Atanásio, Constantino) a Igreja implantou na nova religião que se formava a idéia de um Deus uno e trino. Desta maneira, conformava-se com a cultura religiosa vigente. Santo Agostinho (354-430) elevou a doutrina a um patamar mais alto ao afirmar, sem titubear, que o início do evangelho de João (Jo 1:1-4) pode ser encontrado no Fedro de Platão!

Para muitos filósofos, o sentimento de que tudo existe em tríades permeia muitos aspectos de nossas vidas, especialmente os mais transcendentais, tanto no espaço quanto no tempo como, aliás, já dizia um oráculo romano. Porém este dado pertence à humanidade, desde as épocas mais remotas. Por exemplo: passado, presente, futuro; aqui, lá e o que existe entre os dois; começo, meio, fim; espírito, mente, corpo. Isto pode levar o homem à percepção de que o indescritível, o inatingível é, em última análise, constituído de três partes, embora em essência seja uma única, indivisível realidade.


Autor: Tarciso S. Filgueiras

Fonte: http://www.mphp.org/jesus-historico/trindades-sagradas.html

Atheist College

clique na imagem para visitar o site

.

Apresento-vos o “Atheist College“, um templo virtual dedicado ao ateísmo, edificado pelo nosso leitor Fabenrik.  Vale a pena conferir.

http://atheistcollege.ning.com/

O Pátio dos Gentis*


Santa Sé convida ateus a formar parte de fundação para diálogo com os fiéis crentes.

VATICANO, 25 Fev. 10 / 04:09 pm (ACI).- O Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, DomGianfranco Ravasi, explicou que seu dicastério criou a Fundação “O Pátio dos Gentis” à qual convidaram a participar ateus e agnósticos para “renovar o diálogo entre homens e mulheres que não acreditam mas que querem caminhar para Deus”.

Assim o indicou o Prelado vaticano em declarações ao jornal dos bispos italianos, o “Avvenire”, onde também assinalou que a idéia é “primeiro criar uma rede de agnósticos ou ateus que aceitem o diálogo e entrem como membros da Fundação, e assim, ao nosso dicastério”.

Um dos fins da Fundação será estudar o “lugar espiritual” dos crentes assim como desenvolver “temas das relações entre religião, sociedade, paz e natureza”. Esta iniciativa, explica o Arcebispo, é uma resposta ao convite que o Papa Bento XVI fez em dezembro em seu discurso à Cúria vaticana para o diálogo com os não-crentes.

Dom Ravasi disse que com este projeto “queremos ajudar a todo mundo a sair da pobre concepção de acreditar e promover o entendimento de que a teologia tem dignidade científica e status epistemológico”.

Esta fundação terá uma reunião anual, a primeira das quais poderia desenvolver-se em Paris na segunda metade deste ano.

* Não sei se essa palavra foi erradamente posta como plural de “gentio” (como os tradutores bíblicos designavam os povos não israelitas = quem não acredita em Deus) que é “gentios”, ou se o autor apenas quis fazer um trocadilho com ela, chamando os ateus de gentis, mas querendo dizer “gentios”…

Países menos religiosos são socialmente mais avançados

Excelente leitura para o fim de semana…


O que seria de nossas sociedades se Deus simplesmente não existisse para grande parte da população?

Essa foi uma das perguntas que o sociólogo norte-americano Phil Zuckerman certamente tinha em mente ao dar início à sua mais recente pesquisa, que o levou a morar por mais de um ano na Escandinávia, especificamente na Dinamarca e na Suécia. Na bagagem, levava uma pergunta desafiante: como esses dois países, considerados os menos religiosos do mundo em todas as pesquisas prévias, podiam ser os que possuíam os mais altos índices de qualidade de vida, com economias fortes, baixas taxas de criminalidade, alto padrão de vida e igualdade social (em resumo, “contentment”, contentamento, satisfação, como ele chamou no subtítulo de seu livro)?

Zuckerman tinha ainda outro objetivo, mais localizado. Segundo ele, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, a maioria de seus conterrâneos norte-americanos “pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada”, ou que “sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade”. Assim, entrevistando 150 cidadãos dinamarqueses e suecos, ele quis mostrar que, mesmo sem Deus, “é possível que uma sociedade seja forte, saudável, moral e próspera”.

O resultado de sua viagem foi recém publicado em livro, pela New York University Press, intitulado “Society Without God – What the Least Religious Nations Can Tell Us About Contentment” [Sociedade sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação].

Phil Zuckerman é sociólogo, com mestrado e Ph.D. em Sociologia pela Universidade do Oregon. Atualmente, é professor do Pitzer College, em Claremont, no sul da Califórnia.

Também é autor de “Sex and Religion” (Wadsworth, 2005), “Invitation to the Sociology of Religion” (Routledge, 2003), “Du Bois on Religion” (Alta Mira Press, 2000) e “Strife in the Sanctuary: Religious Schism in a Jewish Community” (Alta Mira Press, 1999), dentre outros.

Em sua página no site do Pitzer, está publicado um dos principais artigos de Zuckerman, intitulado Ateísmo: Taxas e Padrões em que ele analisa detalhadamente diversos dados sobre o ateísmo contemporâneo (em inglês). Esse texto faz parte do livro “The Cambridge Companion to Atheism“, organizado por Michael Martin (Cambridge University Press, 2007).

A entrevista:

IHU On-Line – Como você realizou a sua pesquisa na Escandinávia? Qual foi a sua intenção e as suas principais descobertas?

Phil Zuckerman – A maioria dos norte-americanos pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada – e que, sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade. Eu quis mostrar que isso não é necessariamente verdade. Eu quis mostrar aos meus conterrâneos norte-americanos que é possível que uma sociedade seja relativamente irreligiosa e, ainda assim, forte, saudável, moral e próspera.

Há mais ou menos quatro anos, a Cambridge University Press [editora universitária] me pediu para escrever um capítulo de um livro a respeito de quantos ateus existem no mundo. Então, eu passei cerca de seis meses procurando por todas as pesquisas nacionais e internacionais que eu pudesse encontrar. No fim, as pesquisas mostraram que a Dinamarca e a Suécia são, talvez, os países mais irreligiosos do mundo. Muitas pessoas, na Dinamarca e na Suécia, dizem acreditar em Deus, mas muito poucas dão importância a essa crença. Muito poucas pessoas rezam a Deus, ou acreditam que o Deus literal da Bíblia é real, ou acreditam que a Bíblia é divina.

Esses países têm os menores índices de crença na vida após a morte, na ressurreição de Jesus, no céu e no inferno etc. Além disso, têm os menores índices do mundo em termos de participação semanal na igreja. E mesmo assim, apesar de tudo isso, estão entre as sociedades mais prósperas, igualitárias, civilizadas e humanas da Terra. Quando olhamos os níveis de sucesso social, da alfabetização à expectativa de vida, da igualdade de gênero aos padrões ambientais, da saúde à democracia, da criminalidade aos cuidados com os mais velhos e com as crianças, as nações da Dinamarca e da Suécia estão no topo da lista.

Em resumo, a Dinamarca e a Suécia provam que é possível que as sociedades sejam relativamente não-religiosas e ainda assim muito honestas e boas. Eu quis que os meus conterrâneos norte-americanos soubessem disso.

Para entender melhor a falta de religião na Escandinávia, assim como melhor compreender a cultura de lá, eu vivi na Dinamarca durante 14 meses, em 2005-2006. E, durante esse tempo, eu realizei 149 entrevistas em profundidade com dinamarqueses e suecos de todas as classes sociais. Essas entrevistas me permitiram ir mais fundo do que os dados das pesquisas e realmente tentar entender o secularismo escandinavo.

Minhas descobertas principais: dinamarqueses e suecos são, de fato, muito seculares. E, mesmo que eles não tenham crenças religiosas fortes, geralmente são muito satisfeitos. Não acreditam na vida após a morte, mas mesmo assim eles ainda levam vidas repletas e valiosas. E não acham que exista um “significado religioso último” para a vida, e mesmo assim eles ainda aproveitam o seu tempo aqui na Terra e fazem o melhor que podem com ele. Finalmente, eu tentei entender por que essas nações são tão contrárias à religião e em que sentido elas são diferentes dos Estados Unidos no que se refere à religião e à cultura política.

IHU On-Line – Em que sentido a falta de religião está ligada à satisfação das sociedades da Dinamarca e da Suécia?

Phil Zuckerman – A Dinamarca está no topo de todas as pesquisas internacionais que se referem à felicidade. A Suécia também está bem lá em cima. Os dinamarqueses e os suecos parecem ser pessoas razoavelmente satisfeitas. Isso está ligado à falta de religião deles? É difícil dizê-lo. É ainda mais difícil prová-lo. Eu não acho que uma falta de religião, por si só, faça com que os dinamarqueses e os suecos se sintam felizes ou satisfeitos. Pelo contrário, nós só temos que notar que a falta de religião ou a falta de uma conexão forte com Deus parece não levar ao desespero, à depressão, à tristeza ou à apatia. Em outras palavras, a falta de uma fé forte não causa necessariamente a felicidade, mas também não é uma barreira ou um impedimento.

IHU On-Line – Você não concorda que, de certa forma, essas sociedades alcançaram esse bem-estar social por um substrato cristão de raízes antiqüíssimas? O inconsciente coletivo cristão que acompanhou o desenvolvimento dessas sociedades não teve importância nesse sentido?

Phil Zuckerman – Definitivamente. Não se questiona que certos valores cristão, ao longo dos séculos, ajudaram a dar forma a esses estados de bem-estar social. Não se questiona que os ensinamentos de Lutero tiveram o seu papel, assim como a visão religiosa de Grundtvig [1]. Entretanto, devemos ser cuidadosos por diversas razões.

Primeiro, aqueles que construíram o estado de bem-estar social tendiam a ser democratas sociais seculares, que eram, muitas vezes, anti-religiosos. Não foram os dinamarqueses e suecos fortemente religiosos que construíram o estado de bem-estar social. Então, parece um pouco injusto dar muito crédito ao cristianismo, quando foram os dinamarqueses e suecos seculares que verdadeiramente criaram as nações modernas e prósperas da Dinamarca e da Suécia que nós hoje admiramos.

IHU On-Line – Em uma sociedade religiosa, os valores humanos estão baseados em uma concepção que vai além do próprio humano, chegando a Deus. Em que estão baseados os valores humanos em uma sociedade irreligiosa?

Phil Zuckerman – Simples: no valor fundamental da vida humana. Os dinamarqueses e os suecos têm um respeito muito forte pela dignidade humana. Eles criaram sociedades com as menores taxas de pobreza do mundo, as menores taxas de crimes violentos do mundo e o melhor sistema de educação e de saúde do mundo. Eles fizeram isso não como uma tentativa de agradar ou alcançar Deus, mas porque vêem um valor manifesto na vida humana e acreditam que o sofrimento é um mal em e além de si mesmo.

Não é necessário acreditar em Deus para acreditar na justiça. De fato, se poderia argumentar que aqueles que acreditam fortemente em Deus podem ser mais indiferentes e assumir que “tudo está nas mãos de Deus”, enquanto que os seculares sabem que a possibilidade de construir uma vida e um mundo melhores está nas mãos deles e apenas deles. Então, os dinamarqueses e os suecos contaram apenas com o seu próprio esforço – não com orações a Deus.

IHU On-Line – Podemos assumir que uma sociedade irreligiosa não é a garantia do inferno na terra. Porém, quais seriam suas principais limitações e problemas sociais? Quais seriam suas causas?

Phil Zuckerman – Nenhum país é livre de problemas. Nenhuma sociedade é livre de quaisquer erros ou fraquezas. Sim, existem problemas na Dinamarca e na Suécia. Mas eu diria que, independentemente de quais sejam esses problemas, eles comumente são piores em qualquer outro lugar. Quais limitações ou problemas podem surgir em sociedades seculares? Eu não posso dizer com certeza. Eu não tenho resposta.

IHU On-Line – Em seu livro, você afirma que uma “sociedade sem Deus não é apenas possível, como também pode ser moral, próspera e completamente agradável”. Essa é apenas uma constatação ou também uma sugestão? Sua intenção é defender e propor uma sociedade ateísta?

Phil Zuckerman – Eu não tenho nenhum desejo de propor uma sociedade ateísta. Eu acho que a religião pode ser uma coisa boa e moral. Eu acho que a religião oferece histórias e rituais maravilhosos, que os líderes religiosos ajudam as pessoas durante tempos difíceis ou nos ritos de passagem e que a religião – como qualquer criação humana – pode, às vezes, ser uma força potencial do bem no mundo. Eu não estou recomendando que as sociedades se tornem seculares. Eu estou simplesmente tentando mostrar ao mundo que o secularismo não é um mal em ou além de si mesmo, que a religião não é o ÚNICO [sic] caminho para se criar uma sociedade saudável e que precisamos reconhecer que as nações mais religiosas hoje são as mais caóticas, miseráveis e corruptas, e a tendência é que as sociedades menos religiosas hoje sejam as mais estáveis, seguras e humanas. As pessoas podem fazer o que quiserem com essas informações.

IHU On-Line – Na sua opinião, qual a explicação para a grande maioria da população que se considera religiosa em países como o Brasil? Seríamos menos “satisfeitos”?

Phil Zuckerman – Eu não sei se as pessoas são menos satisfeitas e contentes no Brasil por si sós (todo brasileiro que eu já conheci era muito feliz e satisfeito!). O que eu sei é que, no Brasil, vocês têm taxas de pobreza e de criminalidade mais altas, níveis muito altos de desigualdade, de corrupção política, um sistema de saúde mais pobre, uma igualdade de gênero mais fraca etc. Vocês têm centenas de milhares de desabrigados vivendo nas ruas, dezenas de milhares de crianças pedindo comida etc. Claro, vocês também têm Milton Nascimento e Os Mutantes. Então, quem pode reclamar?

IHU On-Line – E nos EUA mesmo, país plenamente “satisfeito” em termos sociais, como o senhor explica a grande expansão de seitas cristãs?

Phil Zuckerman – Explicar a religião nos EUA é um assunto de grande importância – e eu abordo isso no meu livro. Em poucas palavras, os altos índices de religiosidade nos EUA têm a ver com o seguinte: a religião é pesadamente comercializada e agressivamente “vendida” aqui. Nós também temos altas taxas de pobreza, de criminalidade e de desigualdade, nós também temos altos índices de diversidade racial e étnica e um excesso de comunidades imigrantes – tudo isso contribui com a nossa forte religiosidade aqui nos EUA.

IHU On-Line – Em seu livro, você diferencia o ateísmo ditatorial e o democrático, assim como a religiosidade ditatorial e a democrática. Em que se fundamenta essa diferenciação?

Phil Zuckerman – Simples: o ateísmo é forçado sobre a população ou não? Na antiga URSS, a religião se tornou virtualmente ilegal, e as pessoas que eram fortemente religiosas enfrentaram todos os tipos de punições possíveis, incluindo a tortura e a prisão. Esse também foi o caso da Albânia. E da Coréia do Norte. Se uma sociedade é regida por fascistas que impõem o ateísmo sobre uma população relutante, ele não é orgânico. É forçado. Entretanto, se olharmos os países democráticos onde a religião é simplesmente abandonada pelas pessoas livremente ao longo do tempo e sem nenhuma coerção governamental (como na Grã-Bretanha, nos Países Baixos, na Escandinávia etc.), então podemos dizer que esse é um secularismo mais orgânico, verdadeiro, livre e honesto.

IHU On-Line – Não se poderia ler em seu livro um pouco de “preconceito” com os ateus, afirmando que eles são “bons”, e um pouco de “obviedade” com os religiosos, por mostrar que eles também são humanos e têm o direito de errar, inclusive socialmente?

Phil Zuckerman – Eu não tenho certeza do que você quer dizer com essa questão. Eu não sei se os ateus são “bons”. Tudo o que eu sei é que as sociedades menos religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais saudáveis, mais morais, mais igualitárias e mais livres – e as nações mais religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais corruptas, pobres, dominadas pelo crime e caóticas. Os leitores podem fazer o que quiserem com essa informação. E eu sei que as pessoas relativamente não-religiosas que eu conheci e/ou entrevistei na Escandinávia estavam entre as pessoas mais gentis e mais humanas que eu já conheci – e tudo sem muita fé em Deus.

Notas

1. Nikolai Frederik Severin Grundtvig (1783-1782) é uma das personalidades mais importantes na história da Dinamarca. Professor, escritor, poeta, filósofo, historiador, pastor e político, Grundtvig teve grande influência na história dinamarquesa. Os escritos de Grundtvig contribuíram para o surgimento do nacionalismo dinamarquês, a formação de cultura democrática e o desenvolvimento econômico. Convertido ao luteranismo em 1810, publicou “Kort Begreb af Verdens Krønike i Sammenhæng” [A crônica do primeiro mundo], de 1812, uma apresentação da história européia em que tenta explicar como Deus se faz presente na história humana e no qual critica a ideologia de diversos expoentes dinamarqueses.  Em 1825, publicou “Kirkens Gienmæle” [A réplica da igreja], uma resposta à obra de H. N. Clausen sobre o protestantismo e o catolicismo. Para Clausen, apesar de a Bíblia ser a principal base do cristianismo, ela era uma expressão inadequada de seu sentido global. Grundtvig chamou Clausen de professor anticristão e defendeu que o cristianismo não era uma teoria para ser derivada da Bíblia e elaborada por estudiosos, questionando o direito dos teólogos de interpretar a Bíblia. Por causa disso, foi proibido de pregar pela Igreja Luterana durante sete anos. Entre 1837 e 1841, publicou “Sang-Værk til den Danske Kirke” [Obra musical para a Igreja dinamarquesa], uma rica coleção de poesia sacra. No total, Grundtvig escreveu ou traduziu cerca de 1.500 hinos. A partir de 1830, deu origem ao movimento “Folkehøjskole” [alta escola popular] da Dinamarca, que influenciou a educação de adultos nos EUA na primeira metade do século XX, por meio de um tipo singular de escola, do e para o povo. As reflexões de Grundtvig sobre educação eram norteadas por cinco idéias centrais: a palavra viva (det levende ord), iuminação para a vida (livsoplysning), iluminação do Povo (folkeoplysning), dialógo equilibrado (Vekselvirkning) e as pessoas comuns acima das educadas (folket overfor de dannede).

Mais detalhes sobre o assunto em Demografia do Ateísmo

Símbolos religiosos

Entre outras propostas polêmicas, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos sugere que haja mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos.

Como todas as culturas estão fundadas sobre religiões, pode-se dizer que onde não há religião, não há cultura. Entra numa batalha suicida o Estado que nega a presença de símbolos religiosos. Ao impedir a ostentação desses símbolos – o crucifixo, por exemplo –, o Estado brasileiro estará ignorando o passado e, com isso, a identidade do povo que pretende organizar. Não há como negar a importância central do cristianismo, sobretudo em sua vertente católica, na formação da nação brasileira.

Desde seu primeiro nome – Terra de Santa Cruz –, passando pelos nomes de suas principais cidades e dos acidentes geográficos costeiros, nomeados pelos navegantes portugueses segundo as datas do calendário cristão que vivenciavam até a multiplicidade atual de festas populares e o recorrente surgimento de novas denominações cristãs, não há como falar da história, da cultura, das tradições do povo deste País sem fazer referências aos símbolos cristãos.

Faz sentido, sim, lutar pelos direitos das minorias. No caso, os não-cristãos ou os que não professam religião alguma. Há que se considerar, porém, que o conceito de dignidade humana, com o consequente respeito à consciência e à liberdade de cada ser humano, tem sua raiz no cristianismo. A palavra pessoa, tão central em nossa civilização ocidental, nasceu no contexto dos debates teológicos dos séculos 3 a 5, que concluíram haver três pessoas na unidade do único Deus, sendo que uma delas é a pessoa divina do Filho que se fez homem em Jesus de Nazaré, o qual, portanto, é uma pessoa divina em duas naturezas, a divina, que lhe é própria, e a humana, que ele assumiu na encarnação. Na semelhança do Filho de Deus humanado encontra-se o ideal de qualquer ser humano. Ao lutar, pois, pelos direitos das minorias, não se pode menosprezar o direito das maiorias. Sobretudo quando é na religião e na cultura dessas maiorias que se funda, filosoficamente, o direito de todos.

Sem símbolos religiosos que fortaleçam a identidade cultural de nossa sociedade, haverá a substituição por outros símbolos. Os ídolos do futebol, as deusas da moda, a foto dos políticos… Novos deuses serão içados ao patamar da memória religiosa do povo: o dinheiro, o status, a moda. Serão eles a configurar a nova identidade de nossa nacionalidade?

Como não há sociedade sem religião, é ilusão imaginar um Estado neutro. A proposta filosófica e política de um Estado laico, partilhada também pelos chefes religiosos, sobretudo do judeu-cristianismo, não deve confundir-se com um Estado laicista, neutro, ateu. O direito à liberdade religiosa diz respeito à liberdade de exercer ou não determinada religião, mas não à liberdade de confrontar-se com as religiões.

Um Estado que se pretenda laico não pode negar a realidade religiosa da sociedade que organiza. A partir do momento em que passe a lutar contra a religião e seus valores e símbolos, estará instaurando um fundamentalismo antirreligioso, cúmplice do fundamentalismo religioso.

Vitor Galdino Feller

Padre e teólogo


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