Homem invade igreja na Paraíba, destrói imagens sacras, sofre infarto e morre!

Publicado em 11.05.2011, às 08h20  NE10 notícias  e Folha da Paraíba

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Um homem invadiu uma igreja na cidade de Catingueira, no Sertão da Paraíba, destruiu as imagens sacras e depois teve um infarto e morreu. O crime ocorreu nessa terça-feira (10). Edmílson Jovino também agrediu o padre. As informações são do jornal Folha da Paraíba. Segundo informações do padre Fabrício Dias Timóteo, o Círio Pascal e as imagens sacras do Cristo Crucificado e de Nossa Senhora de Fátima foram destruídas após a novena. “Ele estraçalhou logo de imediato um ventilador de pé. Ele pegou a haste desse ventilador e veio em minha direção quando me reconheceu como padre. Ele tentou me agredir com esta haste, eu me defendi, mas ele ainda conseguiu me dar um soco”, disse o padre. Após invadir e destruir imagens sacras, Edmílson foi até a Praça da Matriz, onde foi capturado por populares e, em seguida, entregue à Polícia. Logo em seguida, ele começou a passar mal e morreu. “Segundo o parecer de alguns médicos, houve um infarto, um problema cardíaco fulminante”, disse o padre Fabrício Dias. Por enquanto, a igreja permanece fechada até que seja feito o ato de desagravo que também pode ser chamada de ato de reparação. Ainda não se sabe se as imagens sacras vão ser restauradas ou subtituídas.

A gente não sabe o motivo, devido ao iníco das invetigações, mas, talvez possa tratar-se de mais um fundamentalista cristão, que não aceita os rituais de outra religião, um alucinado por algum culto. Pode-se supor que o indivíduo ficou deslumbrado com  uma eventual guerra às imagens, proferidas em algum sermão. É possível, pelas características da atitude.Vamos ver o resultado disso! Percebe-se sua abominação pelas estátutas! he!he!he!. Posso até vislumbrar, como é de fato comum, algum católico aparecer, para afirmar que deus o puniu com a morte, por vilipendiar as estátuas! O que é trágico,porque o homem morreu de enfarte, causado pelo acesso de ira, raiva das imagens. Ou você leitor acha que tem chance de ser um Ateu louco?Vamos ver o que vai dar!

Abração, saracura do brejo.

O Apocalipse. Fim Da Terra. Os Céus! (3)

Do livro “O Fim da Terra e do Céu” de Marcelo Gleiser

…Em muitos casos, os sinais do Fim, ou a punição divina, vêm dos céus, seja através de objetos celestes jogados pelos deuses sobre nossas casas e terras, seja através de uma misteriosa escuridão em pleno dia ou de dilúvios que afogam todos, menos alguns privilegiados. Em textos apocalípticos mais extremos, objetos caindo dos céus anunciam o fim de toda a vida na Terra, o fim dos fins, que trará a paz eterna aos virtuosos e o sofrimento eterno aos pecadores.

A ciência, desde as suas origens, também inspirou-se nos céus e em seus mistérios. De Platão a Einstein, muitos dos maiores filósofos e cientistas de todos os tempos dedicaram-se ao estudo dos céus, não apenas por razões práticas, mas pela tentativa de elevar a mente humana para aproximá-la da do Criador, o “Grande Organizador Cósmico”. Eles acreditavam que o conhecimento do mundo natural levaria a humanidade a uma esfera moral superior; com isso, a busca por esse conhecimento tornou-se um projeto apaixonado, que merecia a devoção de uma vida inteira. Grande parte das superstições e dos medos causados peor misteriosos fenômenos celestes foi anestesiada pelo acúmulo do conhecimento científico. Mas mesmo com todo esse progresso, ou, talvez, devido a ele, vários  outros desafios e mistérios apareceram e continuarão a aparecer. Um cientista pode considerar essa permanência do desconhecido como uma consequência da inextinguível criatividade da Natureza – ou, mais cinicamente, como uma expressão das limitações da razão humana. Já uma pessoa religiosa pode atribuí-la á natureza infinita de Deus.

Por absoluto respeito aos “Céus” inatingíveis, os religiosos sempre tiveram admiração, ao ponto de considerar a morada dos deuses. Nada mais óbvio de perceber que o final deveria sair dali. Os céus caindo, as Estrelas queimando, o Sol apagando, Chuva caindo sem parar e por aí vai. Os mitos sempre surgem dessa incapacidade e meios de perscrutar o universo. Raios e trovões eram de deuses, o Mar, o Sol e ainda hoje, quando não se tem explicação, o mito vem primeiro, pela simplicidade da criação, pela falta de conhecimento estas lacunas são preenchidas facilmente pela pseudociência.

Apocalipse. Fim da Terra. Armagedon! O Tempo e Morte (2)

Do livro de Marcelo Gleiser “O Fim da Terra e do Ceú”, cap I, “Os céus estão caindo”

Nós somos criaturas limitadas pelo tempo. Nossa vida tem um princípio e um fim, um período finito de tempo que nos apressamos a dividir em segmentos iguais – anos, meses, dias – na vã esperança de que, por meio dessa contagem, possamos, de fato, controlar sua passagem. Mas, desdenhando nossos esforços, o tempo sempre vence no final: nós envelhecemose ,sem saber quando ou como, morremos. Esse fato, que muitos desprezam como óbvio, outros como demasiado perturbador e outros, ainda, como muito deprimente, é um dos aspectos mais fundamentais de nossa existência. E, como espero convencer os leitor desse livro, também um dos mais maravilhosos. É ele que dá significado ao que é ser humano.

A morte faz com que nos apeguemos à vida com todas as forças, inspirando nossa constante busca por algo que transcenda a passagem do tempo. Nós criamos incessantemente, ou um quadro, ou uma família, ou um teorema matemático, ou uma nova receita, de modo que algo permaneça no mundo após nossa partida, algo que vá além da simpes memória de nossa existência na mente de amigos e parentes: memórias se esvanecem de geração em geração. Há alguns anos, quando explorava cantos empoeirados e esquecidos do sótão dos meus pais, encontrei os álbuns de fotografias de meus avós paternos, recheados de memórias amareladas de parentes, amigos e de suas festas, momentos congelados de um passado já distante. “são todos fantasmas agora”, disse meu irmão Rogério, em seu estilo peculiarmente sarcástico….sentindo-me como elo perdido em uma corrente que une quatro gerações, fechei os álbuns com a triste sensação de haver perdido parte de minha própria história, agora enterrada em fotos de pessoas que não consigo reconhecer. Quem afirmou que ter filhos é uma forma garantida de imortalidade?

…eu não estava tentando conhecer melhor os meus parentes; as fotos e as cartas poderiam ter me auxiliado nisso. O que eu realmente procurava era me conhecer melhor por meio deles. Queria que eles me ajudassem a responder perguntas que não posso responder, a escolher quando estou confuso, que eles me apoiasse os caminhos que tomei na vida….Mas estas pequena verdades não são suficientes; não devemos esperar que nosso passado venha a definir por completo nosso futuro. A vida e as lições dos parentes já falecidos podem nos guiar e apoiar em muitos momentos, mas somos nós os únicos responsáveis por nossas escolhas. E, mesmo quando estamos rodeados por aqueles que amamos, mesmo quando tudo está indo relativamente bem, podemos nos sentir profundamente sós.

Nós buscamos significado, ajuda, companheirismo. Precisamos de algo além de lembranças e sonhos: precisamos de esperança. Talvez, se fôssemos capazes de transceder as limitações de nossa curta vida, de exister em um realidade sobrenatural, pudéssemos até suspendera passagem do tempo. E, quem sabe, se conseguíssemos de alguma forma ludibriar o tempo, não poderíamos nos reunir mais uma vez com aqueles que deixaram este mundo? Quando suspendemos a passagem do tempo , quando nos tornamos imortais como os deuses, a vida e a morte passsam a coexistir, e os mortos podem então caminhar o lado dos vivos. Para isso nós criamos o infinito e o eterno, dedicando-nos de corpo e alma à nossa fé, qualquer que ela seja. A fé consola e justifica. Inspira a todos nós: o pintor, o professor, o cientista, o padre, o advogado, o porteiro. Como escreveu o norte-americano Saul Bellow: “Somos todos atraídos para a mesma cratera do espírito – para sabermos quem somos e por que somos, para descobrirmos nossa missão, para buscar a graça”.

Aqui o autor começa citando a implacável morte e o inexorável passar do tempo, sem solução.Os parentes que se foram, o desejo que falar com eles.E, a vontade de  que fosse diferente, mas não é. Daí surge  condição de necessitarmos de esperança, queremos transcender à morte ao tempo. Daqui podem surgir muitas especulações, inclusives deuses e milagres…

O Ateu e o Enganado

I
Eu que sou Ateu humanista
Pratico meu altruísmo
Abominando o egoísmo
Admiro o cientista
O músico, poeta ou artista
Não posso ser tipificado
Como bandido malvado
Por apenas não crer num deus
Thor, Shiva, Mitra ou Zeus
Mitos, milhões já criados
II
Quem confunde o Ateísmo
Com desvio de personalidade
Foi alienado em tenra idade
Perdeu o seu racionalismo
Investido em moralismo
Porque foi ludibriado
Por mestre mal intencionado
Pela inversão dos valores
Ou ensinamentos “impostores”
No âmago, impregnado
III
Quem já não foi criticado
Por pensar bem diferente
Mas com clareza inerente
A um sábio bem letrado
Que da ciência tem retirado
O supra-sumo da coerência
Os argumentos da boa essência
Sobre os fatos naturais
E os crentes com teses tais
Que são mera excrescência
IV
Como podem sobreviver
Tal nível de ignorância
Parece que vivem na infância
Do conhecer e do saber
Nem fazem por merecer
Ter cérebro grande e sadio
Pra avultar em desvario
Fé, bobagem, alienação
Fomentada em profusão
Na mente de qualquer “pio”
V
Pro pastor, Ateu é inimigo
Por ser claro na afirmação
Expondo a sua enganação
o que cultua é um perigo
É um truque, do bem antigo
De tirar grana do oprimido
Ignorante e desguarnecido
Por ser preso na armadilha
Estufa o bolso da quadrilha
Ás vezes é até merecido!
VI
Religião, o clube notório
Só enseja arrecadação
Pro esperto, que com razão
Apropria-se do mais simplório
Sem mesura, o tal inglório
Compra casa, bens, aviões
Só com promessa e sermões
Passando-se “iluminado”
A gastar todo o apurado
da venda das ilusões
VII
Agora se nós mostramos
Todo o engodo e a sujeira
A farsa cruel e rasteira
Com o diabo nós estamos
Cordão do bem, já cortamos
E pra glória do “Senhor”
Façam o que manda o Pastor
Vade-retro satanás
Guerra ao ateu, entrarás
Ateu é ímpio, malfeitor!
 
Saracura do Brejo

O Apocalipse. Fim da Terra. Armagedon! Medo(1)

Do livro de Marcelo Gleiser “O Fim da Terra e do Céu”

Durante toda a história da humanidade, a passagem do tempo sempre foi vista com um misto de fascínio e terror. Como todos os seres vivos, nós nascemos, atingimos a maturidade, procriamos e morremos. Mas, aparentemente, apenas nós temos consciência de nossa mortalidade. Essa consciência é uma bênção e uma maldição. Na tentativa de produzir um legado que, esperamos, sobreviva à nossa curta vida, nós criamos obras de arte e teorias, temos filhos e ajudamos aqueles que sofrem necessidades. No entanto, indiferente às nossas criações e paixões, a morte continua a causar desespero, lágrimas e gritos contra a injustiça, comprovando nossa derrota final diante da onipotência da Natureza em criar e destruir.

Para ailiviar o medo da morte e da dor de perder uma pessoa amada, as religiões do Leste e do Oeste tranformam o fim da vida em um evento que vai muito além da mera incapacidade de um corpo continuar a funcionar. Algumas designam a vida e a morte como estapas igualmente importantes de um eterno ciclo de existência, enquanto outras prometem a vida eterna no Paraíso para aqueles que seguirem seus preceitos. em geral, a transição entre a morte e a eternidade é marcada por eventos extremamente dramáticos, cataclismos de proporções horrendas, que balançam a própria estrutura da Terra e dos céus. Os Druidas acreditavam em uma sucessão de eras, que terminavam, cada uma, queando os céus caíam sobre a cabeça deles; o masdeísmo acreditava no dia do julgamento Final, quando aqueles que seguiram uma vida moral e digna seriam abençoados com a vida eterna, ao passo que os fracos de espírito seriam destruídos por dilúvios de fogo e metais derretidos. O último livro do Novo Testamento , o Apocalipse, anuncia a futura destruição da Terra e do firmamento, perpetrada por uma sucessão de desastres cósmicos, incluindo colisões com “estrelas flamejantes”, o obscurecimento do Sol, da Lua, que se tingirá de sangue, e a queda das estrelas.

Na maioria dos casos, essas religiões forjaram uma profunda relação entre fim do tempo – quando “deus” ( ou deuses) irá determinar o destino de cada um de nós por toda a eternidade – e a destruição da ordem cósmica. Em consequência, os céus, que servem de canal de comunicação ativa entre Deus e as pessoas, foram ( e ainda são) observadosao mesmo tempo com  esperança e temor, já que os “sinais” do fim poderiam aparecer a qualquer momento.

Eis um breve relato inicial que denota o  grande medo das pessoas e a consequente criação de mitos sobre os céus caindo, apenas para deixar o povo perplexo, com temor e fiel a um determinado credo. Vê-se que este entendimento não é novo. Outros povos anteriores começaram a entender a morte e mistificá-la para tornar a vida suportável, ou permitir uma tranquilidade ao homem. No caso do homem moderno, ele se desvia um pouco com arte, música, ciência, filhos, compreensão e ajuda aos semelhantes como forma de amenizar a morte certa. Nos textos posteriores veremos que a alusão a deuses e prolongamento da vida pós morte é uma constante no decorrer da civilização antiga. Alguns relatos bíblicos são cópias de mitologia mais antiga ou influência de culturas anteriores. O fato de ter chegado até nós não tem o condão de tranformar em verdade, apenas pela repetição de rituais antigos, mas é apenas uma assimilação e transmissão cultural.

Saracura do Brejo

O Medo de Não Ser Nada

 

É fato costumeiro em discussões sobre religião - quando isso é possível -  o espanto proporcionado quando explicitamos que a falta do deus não afeta nossa vida, quando expomos que apenas fazemos parte mortal- como ser- do universo, ou apenas pedaços que não tem sua proteção, apadrinhamento. Nossa vida nada mas é que a vida de um cão, uma barata, um besouro – nascemos, vivemos e morremos, sem muita vantagem a não ser compreender a própria morte! Quando as pessoas resolvem, por um momento, aceitar a proposição, ficam desnorteadas, aflitas: “Então a vida não faz sentido assim! Não podemos apenas viver e morrer! Há de existir algo a mais!”. Já nos acostumamos a reações dessa natureza. Já compreendemos que a vida não precisa ser uma novela com final feliz e que somos os mocinhos protegidos.

As pessoas não querem morrer, não querem ser frutos do acaso.  Querem ser o centro do Universo, das atenções e com um Ser poderoso vigiando-as. Enganar-se faz bem aos seus egos, mas que só mostra que não são tão fortes assim, porque a necessidade de um deus já é uma fraqueza. Ao adotar essa “Força Superior” estariam desejando fugir da simplicidade e “crudelidade” indiferente da vida, do universo.

Sempre quando alguém me pergunta sobre minhas convicções religiosas, mostro que os deuses das “lacunas” não são necessários e que a vida não precisa ser um romance com final feliz. Até mesmo no decorrer dela possíveis reveses e sortes vão surgir de forma aleatória. Ninguém deseja ter uma doença grave, mas nenhum deus nos livra, ninguém quer nascer cego, mas pode nascer mesmo assim. Tantas doenças incuráveis existem ainda! Eu poderia nascer rico ou pobre, ou aleijado, ou morrer em tenra idade, nascer siamês. Tudo é possível. Então, não há uma regra definida sobre isso e nos resta viver a vida como ela própria nos presenteou e como humanos valorizando todos e os tornando iguais: seres pensantes, viventes e mortais!

Numa certa ocasião, uma moça me chamou atenção para o que, segundo ela, era presente de deus: a vida, o ar, o mar, dizendo que o seu deus deu tudo isso para eu viver. O problema é provar que deus tem uma fábrica de universos, de vidas, de mares, aí a coisa enrola, porque fazem uma afirmação, para em seguida dizer que tem fé nisso! Engraçado, eu faria a mesma afirmação de que foi o Sapo-doido-voador quem me deu tudo isso! Esqueceu, a referida, quem deu as doenças, as bactérias, a morte, a injustiça, maldade e por aí vai. Eu preferia que não me desse nada! Seria melhor, mas viemos de homens, de matéria e do universo, que sempre existiu e sempre existirá, pulsante ou não. Ele é o nosso deus, mas que não está nem aí para nossa vida sexual, nem se morremos ou nos transformamos.

Fazer estas colocações já são dífíceis por parecer trágico, mas a vida não nos revela tão cheia de surpresas indiferentes aos nosso desejo? Anos de exploração com explicações bonitas, colocando-os no centro e dada uma proteção inacreditavelmente sonhada, deixou o povo impossibilitado de questionar a realidade em que vive.

Matar um deus, que soa tão perfeito, acalentador das dificuldades, amenizador das vicissitudes, o pai, o herói, não é tarefa muito fácil. Retirar toda a proteção, assim sem dar nada em troca só deve soar como loucura dos ateus. No entanto, mais uma vez, não propomos troca quando falamos da realidade, no máximo mostramos que a liberdade faz bem e que a humanidade pode se ajudar, em detrimento de deuses loucos e inexistentes.

Fazer passar o efeito da droga das religiões é necessário uma clínica de recuperação poderosa, mas quando nos abstemos da sua prática, jamais voltamos a nos inebriar com idiotices dessa natureza. Daí tiramos que é difícil existir Ex-ateu. É um caminho sem volta, mas o caminho que nos faz melhor, por nós mesmos, sem um guru ou protetor por trás disso.

Saracura do brejo

Religião faz Mal

Sempre deixei claro, apesar desta contribuição ao blog ateu, que não somos contra os religiosos de qualquer denominação ou credo. Há uma condenação prévia dos crentes pelo simples fato de combatermos as idéias ultrapassadas e a impossibilidade da existências de deuses. No entanto, temos razão e estamos sendo sinceros quando falamos que não sentimos deuses, nem suas existências conseguem se “encaixar” nas explicações científicas, estas comprovadamente explicitadoras do fenômenos naturais.

Não adianta dizermos que o exercício de culto é perfeitamente aceitável, quando este se restringe aos seus respectivos templos, porque os adeptos não aceitam não fazermos parte. Tenho observado um falso entendimento de que estamos cerceando o direito de exercício religioso, entretanto, ocorre o contrário, nós nunca seremos contra as escolhas, apenas desejamos que suas escolhas não interfiram nas nossas vidas.

Vi um depoimento do Dr. Dráuzio Varela, justamente sobre isso. A igreja não erra em cobrar os seus afiliados um postura virtualmente cristã, bíblica. O que enoja é justamente que a própria igreja seja contraditória em acatar crimes e pensar no aumento de fiéis e sentir-se dona das “almas” de todos os cidadãos. Outro fato envolvido na questão religiosa é sua influência e dominação dos políticos, que não ousam criticá-la, temendo perder os votos da maioria da população. Esta dominação desproporcional influencia diretamente nossas vidas perpetuando atrasos e atravancando progressos científicos.

Aí que a religião faz mal. Não só pelos fundamentalistas, mas, no meio democrático pela dominação dos palanques e políticos que jamais intentam contra padres, pastores, igreja, religiões com medo de perder o voto dos crédulos,  mais ainda não permitindo o progresso humanístico, científico e cultural do nosso povo.

Então somos obrigados a obedecer às leis votadas e emendadas por políticos descompromissados com os direitos da população, apenas para agradar ou não ferir os dogmas ultrapassados das religiões. Somos ateus, mas querem nos enfiar sua convicções que nao têm sentido para nós.

Citando um exemplo do prefeito de Jaboatão dos Guararapes-PE, que no carnaval, atendendo ao seu eleitorado claramente religioso, já que é evangélico, proibiu bebidas e a permanência das pessoas depois da meia-noite! Chegou a ser engraçado, os agentes perseguindo os vendedores de bebidas e instituindo o toque de recolher em pleno carnaval! Apenas para agradar a maioria que é cristã evangélica. Apesar de não gostar muito do carnaval, achei uma interferência absurda no direito das pessoas de curtirem esse feriadão. Quando questionado, o prefeito afirmou se tratar de uma medida para evitar violência, mas na verdade, era para satisfazer seus eleitores e pastores.

Outra maneira de a religião fazer mal é nao avisar aos crentes que aquele exercício trata-se apenas de uma realização mitológica, uma reedição de dogmas ultrapassados da idade do bronze. Deveriam avisar que as curas são aleatórias e que não abandonem seus respectivos tratamentos médicos, porque eles não tem poderes pra fazerem novos órgãos! Seria correto afirmar que o seu deus jamais vai estar ali por se tratar de um ser ilusório, sem vida nem forma, apenas uma alegoria para tratar o bem e o mal. Causa males nas mentes das pobres crianças indefesas que não conseguem discernir as verdadeiras intenções por trás daquele culto cheiro de horrores.

Queridos crentes! Enquanto o exercício de culto de suas religiões se mantiverem no seus respectivos Templos estaremos aplaudindo suas escolhas, desde que depois não tente usar suas lavagens cerebrais para arrebanhar mais contribuintes! Fariam um grande benefício à humanidade que as lições aprendidas nos seus cultos não sejam comentadas já que se trata de algo mitológico e parte da alucinação a que se permitiu injetar.

Não queiram que estes dogmas invadam as mentes de crianças despreparadas, ou que nos importunem com sua mitologia barata! Sigam os seus deuses!Falem em línguas “estranhas”, gritem, recebam seus demônios, Façam encenações no palco,Inventem presença dos deuses, curtam as músicas, orem, emocionem-se, mas façam o um favor de encerrar  esse transe  ali mesmo, no final do culto até no pagamento dos seus 10%.

Saracura do Brejo

O Sincretismo Nosso de Cada Dia


 

Amigos! Apesar  de sermos um país de maioria católica e evidentemente cristã, tenho observado um sincretismo arraigado na cultura e tantas superstições que às vezes não dá pra definir a que religião pertence o praticante. Sabemos que as religiões africanas e minorias  têm um histórico de perseguições e condenações por parte das religiões dominantes.

Para os religiosos, quando se trata do culto de outra religião, há uma condenação explícita como se as outras fossem uma prática demoníaca. Neste ponto, nós ateus somos absolutamente abertos e aceitamos todas as religiões, mesmo sabendo que se trata de um culto ao nada, os deuses.

Pois bem. Não deve ser estranho a todos nós conhecimento de pessoas que tem seu credo e mesmo assim sentem-se inclinadas a exercerem algum tipo de ritual pertencente à religião estranha.

Católico não é evangélico, que não é espírita, que não é umbandista que não é budista, mas o que mais se vê é a ritualização cruzada dessas religiões apenas para aumentar a “sopa” de ritos desnecessários e maçantes, mas que envolve os poderes do outro mundo!

O mais engraçado é ver uma condenação exacerbada das práticas dos outros, mas quando a situação aperta, não relutam em utilizar as práticas antes criticadas.

Sempre presencio fatos dessa natureza. O caso de uma senhora, católica,de classe média, moderada, educada,  que recorreu aos préstimos de um ritual religioso, segundo ela, “de mesa branca” para curar a filha de um mal que a psicologia naturalmente tem a resposta: hiperatividade – pra mim poderia ser mesa de qualquer cor, mas branca pro imaginário, sugere paz. Quando falam “mesa branca” querem dizer um ramo do espiritismo, que não é a “magia negra”. Pra mim uma bobagem total, porque a única diferença é uma mentalização  de que aquela “macumba” é pro bem! Há!ha!ha!-

Pois me contou, a referida, que o banho de sais e ervas do pai-de-santo ( parecendo o personagem “painho” do Chico Anisyo, que atendia ao povo fumando um charuto e vestindo o tradicional branco dos babalorixás), curou a menina dos males da “trelosidade” natural de certas crianças. O que é mais engraçado é que a cura não ocorreu imediatamente e sim ao longo dos anos, que normalmente poderia ocorrer quando da interação com outras crianças e o próprio amadurecimento.

Então, uma católica, moderada, utilizando os préstimos da umbanda, espiritismo ( aqui não dá pra diferenciar totalmente), para curar algo que a Super Nani poderia resolver, ou seja a psicologia, o tratamento adequado. De uma vez só ela jogou no lixo todos os conhecimentos do Jung e Freud, resumindo a cura num simples banho de sais, ervas e orações.

Eu então perguntei que sais seriam estes pra que eu os utilizasse numa posterior situação de filhos “impossíveis”, tal foi o espanto quando ela respondeu que aquele “catimbó” só serviria na condição de concentração e fé e ainda à mercê dos espíritos “amansadores” de criança!Existem os espíritos de criança soltos por aí e o ritual expulsou aqueles que incentivavam a “danadice”.ha!ha!ha!ha!ha!ha!ha!ha!

Eu não poderia deixar de contar essa piada que me faz rir quando da lembrança. Tive um fato semelhante com meu filho, quando em tenra idade, a mãe, católica, espírita, seja lá o que for, o levou com um ano de idade pra “benzedeira”. Eu fui naturalmente a contragosto e fiquei afastado, de certa forma, indignado. Então a senhora, em percebendo a distância e a minha relutância em se dirigir, tascou um vaticínio: “-Esse menino é de Oxóssi, não crê em nada!”. Claro que ela adivinhou, porque eu fazia gestos negativos, a tal leitura “quente”! Imagine que se eu fosse espírita já sairia dali imaginando que a mulher tem super poderes!

Acho que a impregnação dessas crendices é tão arraigada na nossa cultura que as pessoas ainda têm medo de “macumba”, “catimbó”, “caboge”, “ebó”, “trabalho”, “despacho” e isso afeta de tal maneira a considerarem a possibilidade de terem efetividade. Até os evangélicos crêem em maldições demoníacas e em “trabalhos” feitos na praça de outras religiões, ditas macumbeiras. E o que é pior, utilizam os mesmo rituais para “limparem” os seus seguidores, denotando com isso que as pessoas são suscetíveis a “demônios”. Há!ha!

Minha mãe tinha a mania de colocar dinheiro embaixo da estátua do Buda! Coçava a barriga dele, pra ele trazer felicidade. Só que ela é católica, fervorosa! Também foi a sessões espíritas assistir a minha avó, baixar no terreiro – de mesa branca!ha!ha!

Aqui em Pernambuco, o presidente do Time do SPORT foi obrigado a pagar R$ 5.000,00, por um boi que deveria ser oferecido em holocausto para tirar o time da fase ruim. Realmente depois dessa história o time melhorou, mas perdeu algumas partidas, o que não há correlação de causa e efeito. Imagine isso na Bahia! Só haveria empate! Há!ha!

Não quis me aventurar nas superstições que tanto aludimos por ter anteriormente falado a respeito.

Felizes somos nós ateus. Não recebemos espíritos, não ficamos possessos, não somos “obsediados”, não realizamos rituais macabros, não sofremos tentações e nenhum praga nos atinge! E quando temos um filho com problemas o levamos ao psiquiatra, psicólogo. Quando adoecemos o levamos ao médico e não ao curandeiro! Não pagamos os 10%, não ofertamos bodes, bois, carneiros, para imolação. Somos de livre pensar e agir e nada desse suposto time de espíritos nos afeta e nem nos causa males. É tão bom saber que estas bizarrices não existem! Não tememos deuses nem demônios, todos fruto da loucura religiosa.

Saracura do Brejo

Deuses, Escudos Inexistentes!

Olá amigos! Estou de volta. Para as conjecturas possivelmente cristãs, eu não morri! Não sofri nenhum atentado, nenhum mal chegou à minha tenda. Nenhuma seta voou de dia e me atingiu o peito. Não sofri a mortandade que eventualmente tenha assolado ao meio dia. Nenhuma praga me atingiu e continuo a não habitar o esconderijo dos altíssimos e  nunca descansei  à sombra de nenhum onipotente! Especulações surgem, entretanto diante de tantos acontecimentos catastróficos, eu ateu, não fui atingido pela fúria vingativa de nenhum dos milhões de deuses que os homens ousaram criar. Pois foi justamente por falta de tempo, dedicado a projetos pessoais que me afastei  temporariamente do nosso viciante “deusilusao”.

Por mais óbvio que possa parecer o nosso cotidiano, sendo ateu ou xintoísta, alguns religiosos tentam transformar possíveis reveses absolutamente normais da nossa vida, em resultado da ira do seu deus sobre nossas cabeças independentes. Sempre surgem problemas por esta afirmação absurda e tresloucada : não saberíamos como provar quais deuses realmente seriam os causadores da “maldade”. Os “irmãos” se prestam a alardear: se ateus não obtiverem um bom resultado num concurso, foi castigo divino; Se tivermos um furúnculo, foi deus quem mandou; Uma dor na coluna, foi presente de deus. Sabe aquela vizinha gostosa que não te dá  bola? Foi deus te sacaneando! Se não acertamos os números da loteria, foi deus quem não quis; Se sofremos algum acidente ou perda de um ente querido, foi obra do divino! A coisa transcorreria como se dos deuses gastassem mais energia praticando o mal que promovendo a bondade entre os crédulos! Há!Ha!Ha!

Podemos ter muita sorte e conquistas, mas isto parece não ter relevância na restrita mente religiosa. Seria estabelecer uma ditadura espreitadora apenas do mal de quem não crê. Como se ao ateu não fosse permitido algum mal em toda sua vida, sob pena de aludir isso a um deus! Por mais que procuremos indivíduo livre de problemas, jamais encontraríamos um ser apenas que não tenha passado por alguma tristeza, revés, azar ou existisse alguém com todos os seus anseios atendidos.

Basta fazer um breve retrospecto  e veremos que todos sem exceção, tem sempre uma parcela de inexoráveis sofrimentos ao longo da vida pregressa.

Catástrofes no Japão, tornados nos EUA, horrores numa Escola do Rio, nos EUA, todas essas mortes, naturais ou não, são permitidas por algum deus? Lembro do depoimento de uma avó, evangélica, chorando e perguntando porque deus fez aquilo com aquela adolescente, nos inunda de tristeza e indignação, porém nos abaliza sobre a inexistência de ser divino.

Se eu acreditasse num deus, e se essa catástrofe ocorresse comigo, naturalmente eu abandonaria esse deus ausente naquele exato momento. Que culpa os adolescentes tem para morrer assim? Por que não existem deuses para salvarem pessoas tão jovens e cheias de sonhos? Por  quê não salvou os evangélicos? Mesmo achando que deveria salvar todas suas criaturas!

Aí que resulta o grande problema da religião e dos religiosos. Quando pastores tentam provocar o terror, para os casos do não pagamento do  dízimo, ou do afastamento da igreja, infligindo medos e incitando violência e pragas na vida dos “desviados”, a ponto de tudo ser castigo, estão esquecendo de se incluir no exemplo, contradizendo seus próprios ensinamentos de que a vida com deuses só trará bem!

Mas a história é outra. Acidentes, catástrofes e desgraças podem ocorrer com qualquer ser. Não existe proteção divina que funcione no mundo real. Basta olhar a sua volta ou se inteirar dos acontecimentos diários. Crentes ou não, morrem , sofrem, reclamam, lutam, tem sonhos, são torturados, salvos aleatoriamente…

Imaginem que um ônibus lotados de evangélicos tombou na estrada e morreram  cinco pessoas dos quarenta presentes. Um dos sobreviventes relata que foi a mão de deus quem o salvou. E quanto aos cinco falecidos, foram os “pés” de deus que os chutaram?

A opção sensata de ser ateu não é para ser rebelde, mas apenas por nos fornecer bons subsídios para as explicações da vida. Se imaginarmos que exista um deus ele seria um assassino cruel, sanguinário, totalmente indiferente aos apelos humanos e à justiça! Como já falamos, não existe catástrofe apenas para ateus, nem doenças apenas de ateus. Todos estamos inseridos nos acontecimentos bons ou ruins da possibilidade humana, a mercê dos desvios de personalidade, dos erros, das injustiças, do acaso. A morte e a desgraça podem rondar sua tenda, irmão! O escudo divino financiado pelos 10% aos dirigentes ou a leitura de um livro qualquer, não oferece a proteção divulgada com emoção nos cultos, apenas se traduz no ardil institucionalizado e autorizado, onde não se permite racionalmente, um questionamento ou crítica

Quanto de catástrofe será necessário para despertar os “irmãos” do sonho delirante do deus temperamental? Já não bastam os exemplos vividos? Será que nunca perceberam que suas orações nunca foram atendidas, nem respondidas? Será que não percebem que o fato de “existirem” apenas nas suas mentes, é o mesmo que não existir na vida real? Suas emoções quando em comunicação com estes seres são apenas conjecturas íntimas, da sua própria mente e não externa?

Saracura

História da Vida Real. Deus Ausente para Todos

A história a seguir foi enviada por um leitor Anônimo, pela qual me interessei. Conta-nos sobre as dificuldades da sua vida, momentos trágicos, sua mudança ao ateísmo e até momentos bons, revelando sua história , única e interessante. Considero importante os relatos reais que nos revela a verdadeira face da vida, com seus desdobramentos humanos mais realistas, com gama diversificada de questões a analisar, para nosso proveito.  Houve pequenos cortes, algumas pequenas correções, mas ainda restou um texto longo respeitando a escrita original. Reflitam, e tirem suas conclusões e comentem.

 

Bem, tenho 37 anos ,cearense, nascido 13 de junho em Baturité.Minha história de descrença inicia-se por volta dos 17 anos, com muito conflito dentro de casa. Minha família toda formada no catolicismo.Nos primeiros anos de infância fui forçado a fazer a primeira comunhão; achava estranho o ser humano acreditar em uma pessoa que não se apresenta, apenas aparece na boca delas  e na bíblia, mas isso era questionamento de uma criança.Tinha muito medo de entrar no local onde era ensinado o catecismo.Não sei explicar o porquê! Por vezes eu fugia das aulas e, como resultado, não cheguei a cumprir o ”sacramento” da primeira comunhão  na infância, só a fiz aos 18 anos, ainda assim obrigado por minha mãe. Ela alegava que as coisas não davam certo na minha vida devido à falta da “comunhão”. Mas eu ficava calado quanto à questão de não acreditar. Causava muito aborrecimento. Nessa época, minhas duas tias eram do grupo Shalon da paz, que na verdade parece um prostíbulo, só tinha “puta” e “veado”, mas isso é irrelevante na minha história; eu ia pro Shalon com elas para degustar o churrasco realizados nos encontros. 

Aos 19 anos, questionava muito a respeito das minhas duas tias serem virgens e puritanas, no entanto, sofriam e sofrem muito, ao passo que as putas e vadias que eu conhecia tinham uma vida mais feliz e conseguiam tudo que queriam. Nessa época, um vizinho que é devoto de São Francisco de Assis e “raparigueiro”, criou atrito com a minha tia mais nova. Todas as vezes que ela vinha do trabalho ele assediava-a, mas com palavras de baixo calão. Um dia, perdi a paciência e a coisa ficou feia: fomos aos socos; foi uma briga horrível, mas o motivo não era só esse, tinha um história de um “som” que eles ligavam na madrugada e que aborrecia bastante. Essa família também é extremamente cristã ,a ponto de o patriarca usar um crucifixo de ouro em volta do pescoço,de quase 15 cm. Tem uns dois filhos com prostitutas e quem cria é a mulher legítima, uma mulher que se diz evangélica, ora se comportando como macumbeira, ora católica, algo meio absurdo.

O filho mais novo desse senhor cegou-me o olho esquerdo, com algo que portava nas mãos, no ano de 2005. Justamente um cristão me fez perder a visão de um olho. No fórum, foi uma tortura. O agressor não compareceu até a terceira intimação. Na quarta, ele apareceu mas o juiz já estava do lado dele. Pelo fato de saber que eu era ateu, perdi a causa. Além de cego do olho esquerdo o infeliz do agressor ainda disse “– Louvado seja o nosso senhor Jesus Cristo!”.Daquele momento até hoje tenho a plena certeza que Jesus não existe e nem tampouco Deus, dada a crueldade dos fatos reais. 

Voltando no tempo, aos 21 anos fui para o seminário aberto. O nome era CASAM ,em Messejana,Fortaleza-CE. Lá por volta de 1994, mesmo sem tanta convicção de que deus existia, buscava um motivo para acreditar. Nessa época, participava dos famosos grupos de falsidade, os grupos de oração. Eu ia ao “Queremos deus”; se fosse hoje eu diria : “Queremos dinheiro”. O nosso responsável era gente boa,o Paulo. Tinha o padre Zé Maria,homem vivido e perseguido pela própria Igreja Católica e regime militar, embora gostasse de cachaça, era boa gente pois fazia o possível para ajudar as pessoas. Lembro-me que um dia fomos fazer um exorcismo numa favela, no Lagamar. Ao chegarmos, o cara tava deitado e babando. O padre Zé olhou para mãe dele e disse – “Senhora,se seu filho deixar de fumar maconha ele não verá o demônio”,eu bolei de rir da palhaçada. O maconheiro pulou e disse: “-Epa! Num to “lombrado” não! Não uso isso!”.A mãe dele disse que era satanás. Naquele momento entendi que era mais viável para ela culpar satanás do que admitir a culpa por não saber criar o filho. Aí percebi que é mais prático colocar a culpa em um ser imaginário.

Nesse convívio no seminário, descobrimos muita sujeira da própria igreja. Sabíamos que um Prior Dom Beh estava se escondendo em “messejana”.Dom Beh tinha sido denunciado pela revista Veja, porque obrigou a “rapazeada” de Pernambuco a praticar sodomia com ele. A Arquidiocese de Pernambuco pediu a  Dom Aloísio Lorscheider e Dom Aldo Pagotto, para esconder a historia em “Messejana”. Fato que gerou mal-estar , provocações e transferência do Padre Zé, por ter criticado e chamado Dom Beh de afeminado. Diante destes fatos escabrosos, afastei-me passando a assumir união com minha namorada. 

Aos 32 anos, entrei em depressão por conta da perda da visão. Ao entrar em depressão, ocorria-me a especulação do motivo de tantos fatos ruins acontecerem comigo. Minhas tias diziam que isso se dava pela perda da minha fé, mas entendi estarem enganadas, pois mesmo na época de professar veementemente a fé, até com execução de promessas, não havia resultados de graça alcançada. Durante a minha depressão tive a chance de conhecer muitas coisas que antes era tabu na minha família, como: macumba, espiritismo, evangelicismo, cartomante, catolicismo Ortodoxo,satanismo.

No auge da depressão eu não tinha mais porque ficar nesse mundo louco e cheio de contradição. Tomei 85 comprimidos, sendo levado por ambulância, e tendo parada cardíaca por 30s, até o para-medico usar o desfibrilador. No hospital, ao perceber que não havia morrido, bateu-me o desespero .O médico que me atendeu ameaçou-me com internação psiquiátrica, caso houvesse outra tentativa de suicídio. Fingi que tudo estava bem, depois disso. Os psicólogos que cuidavam de mim eram mais loucos do que eu. Dr. Fernando tentou fazer-me de cobaia, mas não deixei. Ele tinha um papo de moral religiosa. Descobri que ele tinha caso com a mulher de um amigo dele! Havia outro médico, Dr. Remo. Esse afirmou que eu não tinha jeito, era caso de internação, sendo que ele mesmo enloqueceu e a última notícia era que havia falecido. Quanto ao Dr. Fernando, o todo poderoso, matou um cara atropelado por imprudência no trânsito. De doutor passou a assassino. Depois que vi que não teria jeito e teria que conviver com todos os falsos,mentirosos ,hipócritas decidi viver no meio deles, mas ferrando-os. Comecei a estudar informática, por conta própria ”no peito e na raça”.Outro mundo cruel! Raro encontrar um técnico honesto! Difícil encontrar técnico que faça a coisa por paixão. Informática foi minha solução, minha salvação, minha paixão. É praticamente minha religião!

 Ser um profissional dessa área me fez melhor. Encontrei diversos trabalhos, no setor público, trabalhei em duas universidades, passando em concurso público. Isso tudo sem força de nenhuma “entidade” divina, mesmo com todas as dificuldades relatadas. Ninguém percebeu, quando da prestação de serviço ao Estado, que eu era cego, além do que fui aprovado em todos os exames, inclusive psicológicos. O motivo de minha saída foi justamente a discriminação pelo meu ateísmo e sua hostilidade diante do meu conhecimento na área. 

 

Deus está morto, mas sua “alma” perturba alguns

Amigos. Enquanto as idéias ultrapassadas que permeiaram o imaginário coletivo, como deuses, milagres, dogmas religiosos são abandonadas em nome de uma percepção mais racional, mesmo assim, parecem deixar uma lacuna nas mentes despreparadas, submissas por anos de alienação. O vazio diante do super-herói pressupõe aos despreparados, a tristeza, a fraqueza, o pessimismo, em contrapartida à presença, na antiga crença, do deus “faz tudo”, “pode tudo”. As pessoas se sentem órfãs desse pai poderoro. O problema é que a vida e o mundo não necessariamente é uma novela com o próprio homem como protagonista, ator principal, levado ao desfecho de final feliz, a vida eterna. As pessoas preferem uma fantasia à realidade. Como mostra um trecho do livro “Tratado de Ateologia”, de Michel Onfray quando diz:

Não desprezo os crentes, não os acho ridículos nem lastimáveis, mas desespera-me que prefiram as ficções tranquilizadoras das crianças às certezas cruéis dos adultos. A fé que tranquiliza em vez da razão que preocupa – mesmo ao preço de um perpétuo infantilismo mental: eis uma operação de presdigitação metafísica a um custo monstruoso!

A credulidade dos homens supera o que se imagina. Seu desejo de não enxergar a evidência, sua avidez por um espetáculo mais divertido, mesmo que pertença à mais absoluta ficção, sua vontade de cegueira não conhece limites. Antes fábulas, ficções, mitos, histórias para crianças do que assistir à revelação da crueldade do real que obriga a suportar a evidência trágica do mundo. Para conjurar a morte o homo sapiens a exclui. A fim de resolver um problema, ele o suprime. Ter que morrer diz respeito apenas aos mortais: o crente, o ingênio e tolo, “sabe” que é imortal, que sobreviverá á hecatombe planetária…  

 Mesmo depois de perceberem os absurdos dos dogmas, das incoerências do livro sagrado, da falta de ingerência de  um deus na vida cotidiana,  por falta de compreensão de que a vida não é esse filme feito por seus deuses, as pessoas não admitem o vácuo do “pai” todo poderoso criando “forças superiores”, “espíritos de luz”, “almas protetoras”, ou “algo que nos protege” . Eu já ouvi diversos comentários de pessoas desiludidas com  religião que comenta: “-Eu acredito numa Força Superior Universal, que fez tudo”. O abandono das crenças, religiões nem sempre vem acompanhado do abandono das ilusões e aceitação da realidade nua e crua. Do livro citado retiramos:

A retração das tropas judeo-cristãs não modifica em nada seu poder e seu império sobre os territórios conquistados, conservados e administrados por elas há quase dois milênios. A Terra é uma aquisição, a geografia um testemunho de uma presença e de uma infusão ideológica, mental, conceitual, espiritual. Mesmo ausentes, os conquistadores continuam presentes pois conquistaram  os corpos, as almas, as carnes, os espíritos da maioria. Seu recuo estratégico não significa o fim do seu império efetivo…sem o padre nem sua sombra, sem os religiosos nem seus turiferários, os indivíduos permanecem submissos, fabricados, formatados por milênios de história de dominação ideológica…Decerto mais gente não acredita na transubstanciação, na virgindade de Maria, imaculada concepção, existencia de inferno, Paraíso, Purgatório…Onde reside o substrato católico? Na idéia de que matéria, o real, o mundo não esgotam a totalidade. De que “alguma coisa” reside fora das instâncias explicativas dignas desse nome: uma força, uma potência, uma energia, um determinismo, uma vontade, um querer. Depois da morte? Não, certamente nada, mas “alguma coisa”…”alguma coisa” transborda da série lógica. O espetáculo do mundo: absurdo, irracional, ilógico, monstruoso, insensato? Certamente não…”Alguma coisa” deve existir que justifique, legitime, faça sentido. Senão…

  Tudo isso advém do fato da não aceitação humana do verdadeiro,  pelo medo do conhecimento, da ciência reveladora, ocasionados pela perda dos seus super-heróis e o desejo cego pela eternidade. Essa fuga tem seus desdobramentos deletérios à mente humana: afasta o homem dele mesmo, da razão e direciona toda a energia para seres sobrenaturais, até mesmo gerando sacrifícios e sua própria destuição. A impregnação religiosa durante os milênios de perseguições castigos e dogmas absolutos, tornaram as pessoas restritas, enjauladadas no mundo ilusório, sem que se apercebam da forçada limitação. Mais um pequeno trecho do livro acima:

A religião torna-se portanto a prática de alienação por excelência: supõe a separação do homem de si mesmo e a criação de um mundo imaginário no qual a verdade se encontra ficticiamente investida. A teologia, afirma Feuerbach, é uma “patologia psíquica”, a que ele opõe sua antropologia apoiada num tipo de “química analítica”… 

  Então, mesmo que o abandono de certos dogmas seja de crucial importância para ser “livre pensador”, mais afeito a questões racionais e coerentes, ainda assim os resquícios de um  período de dominação pelas superstições permanecem nas mentes restritas. O medo do real, da morte, da falta de um final feliz do episódio existencial os tornam escravos de idéias obtusas, contraditórias, porém acalentadoras. Não admitir a crudelidade do mundo, a efemeridade da vida, a ausência do paternalismo divino, fazem certos seres voltarem a criação de ilusões para a satisfação pessoal. Fugir da realidade não faz o homem melhor, apenas denota sua incapacidade perante as vicissitudes, transferindo para o sobrenatural, mesmo ilusório, o preenchimento dos fatores da  sua impotência natural.

Saracura do brejo  

 

O Crente renega a Fé quando tem Ciência

 

 

 

 

 

 

No tempo de ignorância, seja pela fé cega, seja pelo incipiente como também por  insipiente  estágio de conhecimento científico, pessoas acreditavam indubitavelmente que os céus eram a morada dos deuses. Lemos isso no texto “Mentes pré-históricas”, do Barros. Qualquer manifestação natural como relâmpagos, trovões, fotometeoros, cometas, estrelas cadentes, mudança de clima, eram frutos da vontade e animosidade divinas. Algumas religiões alimentavam a idéia e o medo de que o céu poderia cair sobre nossas cabeças. Pelo inalcançável céu, vislumbravam batalhas de deuses e manifestações esdrúxulas que, de forma “mitológica”, fomentava-se a lacuna das explicações do mundo natural, conforme os parcos conhecimentos de ciência e seus fatos reais. A impossibilidade de alcançar as alturas, a impotência perante os fenômenos naturais avassaladores e o sentimento de pequenez do homem num céu visível e grandioso, ratificaram as alusões a seres super-poderosos, representativos do preenchimento das  fraquezas humanas. O fim do mundo viria do céu, o “Armageddon”, sob a batuta de um deus sedento de morte! Embora catástrofes se originem da terra (terremotos, erupções,tempestades) e do mar (tsunamis, maremotos), nada mais sensacional que uma destruição vinda do desconhecido, da “morada” dos deuses, os céus.

É possível que nosso fim parta do céu. Apesar das explicações mitológicas, como preliminar de qualquer especulação de descobertas, o que vem do céu representa um perigo possível. Somos bombardeados diariamente por “pedacinhos dos céus”, ou poeira cósmica,  de neutrinos que traspassam nossa Terra, a meteoritos que sobram do impacto na atmosfera. Registros de asteróides que impactaram a Terra estão por toda a parte. Uns pequenos, outros gigantescos e alguns escondidos, transformados pela dinâmica força das intempéries e erosões ao longo dos tempos. Atribuem-se a estes impactos a extinção dos grandes répteis e mudanças climáticas importantes já em eras bem recentes. Temos impactos de 65 milhões de anos, de 50.000 anos e bem recentes e marcantes como o de 1908, além dos milhões de meteoritos que rasgam os céus diariamente. O Brasil mantém os pedaços de colisões recentes. Bendengó-BA, o mais famoso e muitos no interior de Minas Gerais .

A possibilidade de impacto vindo do céu é um fato. Com o conhecimento científico moderno já podemos afastar a hipóteses da vontade dos deuses. Junto com as descobertas astronômicas e não mais “astrológicas” das lendas e relatos catastróficos, vem o estudo das causas e possíveis soluções para um suposto impacto de dimensões “apocalípticas”.  O que diferencia a ciência da religião é justamente o foco de ação e a resposta tecnicamente exequível para solução do problema. Enquanto religiosos que tem fé, rezam e pedem aos seus respectivos deuses a proteção requerida, esperando uma resposta “aleatória”, senão inexistente, a ciência trabalha com o afinco para descobrir as causas e aplicar o remédio de qualidade e na dose certa.

Nas horas de desespero, nenhum deus atende e nenhum religioso realmente crê nos poderes do seu super-herói. Como já devida e exaustivamente debatida, a fé parece servir para convencer terceiros, embora não convença ao próprio crente. Na prática, o crente despreza os poderes dos seus deuses. Ele nunca vai correr o risco de ficar só com a fé. Por via das dúvidas, usa as técnicas materiais de que dispõe, e para não desmoralizar por completo – porque já jogou no ralo a sua fé – inventa que deus deseja a ciência, que deus gosta dela e que ”usa” os homens. Como se deus estivesse com preguiça, ecomomizando suas mágicas, seus truques, aparentemente tão descomplicado de usar! O que é mais absurdo é a falta de previsão deste deus para uma catástrofe qualquer. Quado lemos seus livros sagrados, prometem bizarrices e maldades e morte de toda espécie, mas não preveem  com clareza a natureza e a data de ocorrência. Apenas dizem que “algo catastrófico” acontecerá com quem não crê, numa data qualquer, no fim dos tempos e não sabendo como! Como se alguém previsse que alguém vai morrer, numa época de não sei o quê! Pronto. É vidente!

As possibilidades de impactos são variadas, mas são reais. Dependendo do tamanho localização, velocidade, forma e composição do objeto, varia-se a forma de agir contra a colisão. Se um objeto “pequeno” de uns quinhentos metros de diâmetro viesse ao encontro da Terra, em alguns meses, nada poderíamos fazer, devido a sua pouca possibilidade de detecção e a rapidez do “encontro”. Se um asteróide, ou cometa  maior ( um ou dois quilômetros) fosse descoberto para colidir em um ou dois anos, aí seria realmente muito complicado nossa saída. Até mesmo um asteróide gigantesco, descoberto décadas antes da colisão, seria uma desafio enorme para a ciência afastá-lo da órbita terrestre. A ciência tem conhecimento sobre a origem destes bólidos, de cinturões de asteróides a cometas errantes, elementos desviados da trajetória pela gravidade dos planetas, que podem atingir nossa órbita, alguns sem prévio aviso. Destas colisões podem ter surgido os elementos iniciais da vida, “com seus vapores regeneradores reanimando o Universo e alimentando o mundo moribundo”, como disse Newton, sobre a “dança da renovação que permeia o cosmo”. Assim como podem ter trazido a semente da vida, ainda transformam o mundo e podem nos aniquilar! Seriam estes os próprios deuses? Pode ser, mas se o forem, não estão nem aí pra nossa vida, nem ouvem nossas preces.he!he!he!

Diante destas possibilidades “apocalípticas” e possíveis, seria interessante saber de um crente o que ele faria. Será que rezaria para mudar os “desígnios” divinos, já que crê que deus tenha feito isso? Caso se construísse um refúgio subterrâneo – para livrar-se dos efeitos do impacto – com estocagem de alimentos, ele recusaria a proposta em detrimento do poder de deus? Se fosse um dirigente, podendo usar os recursos científicos, abdicaria das propostas de desviar o asteróide, por crer na ação divina? Esperaria o tal do “arrebatamento”, que é subir aos céus sem morrer? Faria a corrente da Galáxia divina, comprando seu deus com bens terrenos? Xingaria seu deus por ter mandado mais uma eficiente máquina de morte?

Tendo um mínimo de coerência e se utilizando de ciência, o crente  se iguala a um ateu. Deuses não satisfazem suas necessidades.Esperar pela resposta impossível dos céus, não é lá muito eficaz. Quando tomam remédio, quando preferem uma cirurgia, ou quando recorrem aos préstimos das descobertas científicas, simplesmente remetem os deuses aos seus lugares de origem: das ilusões e mitos. Quando abandonam a reza e se utilizam das descobertas tecnológicas, os crentes estão jogando seus deuses no lixo, mesmo que não percebam ou se recusem a aceitar esse fato.

Criam um “armageddon” ilusório, mas para o “armageddon” real, que não é de natureza divina, a ciência sempre procurará a resposta ou solução factível, material, humana.

Saracura do brejo

 

 

Como Forjaram o Deus Cristão.

 

 

 

 

 

 

 

Na edição de novembro a revista Super-Interessante traz uma especulação sobre a trajetória de Javé, que resultaria mais à frente no Deus Judaico-cristão. O enfoque pela revista é bem interessante por trazer um viés histórico, sem a paixão e o fundamentalismo do crente. Apesar de não concordar com as conclusões colocadas como dúvida e procura por algo, de que estamos perdidos na tentativa de provar porque estamos aqui, a  reportagem desmistifica a criação do deus único desde quando ele era só mais um no panteão daqueles povos.

Pesquisadores revelam que Javé, o grande personagem da bíblia, nõ foi visto sempre como um deus único.Antes do livro sagrado, ele era só mais um entre muitas divindades.     

   Os deuses, antes divinos, variados e humanos, deram lugar a um deus único.Essa transformação, fruto de fatos históricos, estes anteriores à bíblia,  promove Javé, de um deus simples e hierarquicamente inferior, a um deus total. Mesmo no seu panteão ele não era o maioral. Pela compreensão histórica  seria como um deus grego de baixa potência (Cupido), fosse promovido a um “Zeus”.

Nos primórdios da civilização os deuses eram as forças naturais. Aqui se compara a infância dos deuses:

… Deus era uma criança. Uma não, muitas: um deus era chuva, outro o Sol, mais outro o trovão..os deuses eram as forças por trás de uma natureza inexplicável para os primeiros humanos da Terra. Facetas de divindades borbulhavam em cachoeiras, galopavam com os cavalos selvagens, voavam com o vento, escondiam em cada rochedo, bosque, duna do deserto. E do deserto veio a que daria origem a deus pra valer. 

 Segundo o autor, a espiritualidade é muito presente no instinto humano. A idéia de tentar prever fatos, de detectar as intenções pode se aplicar a fenômenos da natureza, como chuva, trovões, tormentas. Cada fenômeno de tão poderoso vem a ser, na idéia destes humanos primitivos, as ações e desejos das divindades escondidas. São o que consideram a “infância” dos deuses, comprovada por registros de mais de 30 mil anos. São representações daquilo que veem: seres como humanos e animais. híbridos com corpo de um e cabeça de outro. Esta representação só é abandonada quando os animais se tornam pouco importantes, ao se estabelecerem em locais, com o advento da agricultura há 10 mil anos, no Oriente Médio.

Apesar de manter o controle das forças naturais, com a sofisticação social da criação de cidades, a espiritualidade tomava outro rumo. Desta vez teríamos um culto mais focado na personalidade humana. Com a criação da escrita, a sofisticação aumentava. O estilo da mitologia grega, de habitantes do olimpo tomava corpo. Aí surge Javé. Como um deusinho que começou de baixo.

Era uma divindade dos desertos do Sul. Junto com seus pouco súditos chegaria à pulsante Canaã, domínio do deus El, o altíssimo. Ao lado do soberano, a mãe de divindades e homens, Asherah, senhora de tudo o que é fértil, e seu sucessor Baal, o deus que dava chuvas àquelas paisagens áridas…eles só não imaginavam que Javé tramava a destruição deles.

 Pesquisadores de todas as áreas então, procuram por pistas da vida pregressa de Javé. Até na bíblia sugere a origem do Javé, nas terras de Teiman e Pairan. Ainda, estudiosos veem por registros egípcios, “Javé dos Sashu”, que Javé era de fora, beduíno, um nômade. Teria vindo e se incorporado ao panteão cananeu. Registro arqueológicos da cidade de Ugarit, destruído em 1200 aC, dão a idéia de quais deuses existiam. Há o pai dos deuses e dos homens, o idoso, o bondoso, o barbudo El; sua esposa, Asherah, a filha Anat; o filho adotivo Baal, deus da guerra e da tempestade, que morre, ressuscita e derrota as divindades malignas Yamm (mar) e Mot  ( a morte).  veremos que o deus El guarda semelhanças nas promessas de farta descendências dos chefes tribais, com o mesmo desejo de Javé. Vemos então uma absorção, uma infiltração desse Javé beduíno no rol dos deuses destas tribos.

Devido a personalidade forte de Javé, construído na mitologia do personagem, começa a tomar o espaço das divindades dos antigos cananeus. Um dos textos poéticos mais antigos até que a própria biblia, salmo 82, comenta sobre uma reunião de um conselho divino, para questões de importância. Lá nesta Câmara dos deputados divinos, já faz referência a Javé como o deus total. Ele simplesmente se rebela contra os outros e manda praga pros deuses reinantes, como que os condenando à morte. Historicamente é complicado prever em que momento Javé passa efetivamente a impor sua vontade perante os outros deuses, considerando a mitologia religiosa. Acham que tem concordância com a consolidação de Israel como povo distindo dos demais Cananeus. Como fatalidade ao pensamento nacionalista dos judeus, que queriam unificação e identificação próprias, a escolha de um deus representaria a união, a unicidade.

Neste momento, há uma espécie de sincretismo de Javé com os deuses Baal e El. Baal e Javé são associados a vulcões, tempestades, como guerreiros invencíveis que moram em montes. Baal em Zafon e Javé no Sinai. Baal havia triunfado sobre o deus do mar, mas os textos da bíblia atribuem a Javé. De qualquer forma, Javé usa o mar contra o inimigo do povo Hebreu, o faraó. Então esse deus passa a se confundir com a própria história do povo de Israel. Definitivamente Javé toma o Trono que era do deus El. Também dizem que tomou a mulher dele!

A última resitência da antiga assembléia divina parte de Baal. Sem pestanejar, Javé o elimina. Asherah tem o mesmo destino trágico. Daqui por diante ele estará sozinho nos céus. E alcança a serenidade. Hora de fazer as pazes com a humanidade. E um sacrifício.

  Agora Javé goza de poder e glória. Então, numa reforma instituída por Josias (649 – 609 a C), rei de Judá, fica historicamente marcada a virada pra deus único. A Nação das tribos de Canaã tinha sido dividida em dois reinos: de Judá e de Israel. Como israel tinha sido conquistado pelos Assírios, Josias como rei de Judá, desejando a unificação sob a religião, adotou o deus único Javé e por decreto passou a destruir altares de outras divindades, como El, Baal, Asherah. Essa expulsão definitiva de Baal explica  o episódio do bezerro de ouro durante a passagem dos Israelitas pelo deserto. Foi a própria invenção do monoteísmo. Compara-se tal feito histórico da espiritualidade com a  adoção, pelo imperador Constantino, do cristianismo como religião oficial, anos mais tarde.

Agora o deus adotado por Roma não é mais dos israelitas, mas da humanidade inteira. Para os crentes, ele criou o mundo, o homem. Andou meio catastrófico no Antigo Testamento, mandando pragas, enviando castigos, até matar quase toda a humanidade. O guerreiro Javé vai se tranformando na entidade transcendental como vemos. Sua divinização é completada com a reencarnação em Jesus. Em vez de pragas, ira, dilúvios ele resolve livrar a  humanidade, sacrificando-se. Aí fica mais bonzinho, sua ira é amenizada, aplacada. Porém, continua no mundo ilusório da espiritualidade e mitologia. Lá sobrevive mesmo com as contradições e impossibilidades.

Chegamos a concluir que o deus judaico-cristão é uma criação de uma vontade de  um povo do deserto, por questões históricas e eventuais,  de unificar seu reino, projetando a vontade na mitologia salvadora. Nada existe de extraordinário e inédito nisso. Foi apenas mais um deus no mundo das divindades, assimilando toda uma gama de poderes de outros deuses, constantes do sincretismo e absorção da cultura vigente. Em algum momento, antes destes povos do deserto, Javé não existia. Também como nunca existiu em civilizações mais antigas e de outras regiões. Este deus é tão específico da região que nos ensinamentos claramente falam que o povo escolhido é o da Palestina. Por questões históricas, de conquistas, eventuais, este deus foi parar na cultura de muitos povos e hoje toma-se como único. Seus deus é para o povo do deserto, mesmo que se trate do âmbito da fantasia!

Saracura do brejo

 

O Problema é o medidor da Fé!

 

 

 

 

 

 

 

 

Amigos. Temos observado em textos e discussões anteriores fatos notáveis da fragilidade do poder divino. São falhos e desonestos. Estes fatos foram bastante discutidos, mas parece que os crentes não querem aceitá-los, sob pena de ter suas convicções, a priori, destruídas. Dependem destas condições esdrúxulas para tornar sobreviventes os absurdos dogmas religiosos.  Falo da recorrência do religioso a uma desculpa, que chamo de blindagem, quando não encontra guarida nos fatos verídicos, ou reais.Vejamos!

Em qualquer área de atuação humana tem lá seus enganadores e espertos que trabalham simplesmente para um propósito, valendo-se do nosso pouco conhecimento nesta referida matéria de atuação. Já coloquei exemplos de como empresas enganam, como propagandas nos contagiam com mentiras, como pesquisas direcionadas nos afastam da verdade, de bancos a empresas de cosméticos que tem lá suas enganações. Umas mais amenas, outras escancaradas, mas que tem um objetivo claro, normalmente a obtenção de lucro fácil através da conquista pelo “marketing” ou até mesmo pelo estelionato. Mas para tudo isso, temos nossas defesas. Podemos descobrir, podemos nos valer da ciência e do conhecimento para nos livrarmos destes charlatões.

Mas quando nos deparamos com problemas muito técnicos, então ficamos a mercê da condição ética de quem vai solucionar nossos imbróglios. Imagine que sua TV deu pane e o técnico diz que foi apenas uma “impedância” estranha ao circuito! Não podemos estudar o problema, podemos mandar pra outro técnico que poderá dizer que um dos Capacitores, ligados ao CI(circuito integrado) da imagem, queimou. E não temos como saber, porque afinal ele vai desmontar e fazer o que quiser. E se o carro enguiçou, o mecânico diz que a bronca é no relé da ignição, também fica difícil saber, para quem não entende. Mais uma vez temos que confiar nestes profissionais. Se contratamos advogado ele tende a dizer que a causa está amparada numa lei qualquer. Como vou saber se está com a razão? E médico? Normalmente nos consultamos com dois, três, diferentes porque nos preocupamos com nosso bem-estar.

Mesmo com tudo issso, o fato de estarmos reféns da honestidade do avaliador, ainda podemos saber o resultado da intervenção, se ele foi ou não eficaz para a solução do caso. poderiam ter-nos enganado no valor da consulta ou orçamento, mas pelo menos poderemos saber se foi realmente resolvida  a bronca. Muito embora, ainda poderia surgir alguém tão desonesto ao ponto de por a culpa nos procedimentos da própria pessoa, para explicar o porque do não funcionamento, já depois do conserto. Acontece com quem não dá garantia dos serviços prestados.

Agora partamos para as religiões. Elas surgem já com algo definitivamente absurdo que é creditar nossa existência a um deus, invisível, que detém nossos corpos, além de imputar-nos uma dívida – pecado – mesmo sem termos feito nada e sem nunca ter comunicado da sua boca, que diabo de erro cometemos. Alguém numa époa remota, onde poucos sabiam ler ou escrever,  ouviu falar que certa pessoa  tinha contado uma historinha, para, passando por gerações, então escrever um livro que representaria a verdade, mesmo que algumas vezes só servissem para povos mais antigos, ignorantes, maldosos, preconceituosos e atrasados. E este livro mesmo imutável, atravessou épocas sem contar as conquistas sociais e cientificas.

Então, está escrito no livro que o Deus – serve o da sua região- obra milagres. Basta cumprir alguns procedimentos, rituais, deixando de lado uns crimes sujeitos a pena de reclusão – como matar homossexuais, o filho, invadir terras matando os moradores, estuprar virgens…- e então o próprio deus agirá para modificar as forças da natureza. Estamos aqui falando de tudo: curar, parar o Sol, Fazer sumir doenças, criar olhos, pernas, braços, desfazer efeitos de doenças estabelecidas, sem a utilização de equipamento nenhum, só com o pensamento, às vezes um toque e pronto.

Por esta possibilidade maravilhosa de fazer mágicas benéficas ao ser humano, poderíamos resolver todos os problemas insolúveis para a ciência, nos dias atuais. Em vez de hemodiálise, porque não fazer nascer um novo rim no paciente? Em vez de especialista em reprodução, porque não fazer um útero novinho e zerado, pronto para geração? Tomar insulina é bobagem diante da magia de fazer o pâncreas funcionar! Tem um parente esquizofrênico? Pode deixar, os neurônios defeituosos serão substituído pelos do Einstein! Pressão alta com remédio? Nada. Seus problemas acabaram! Chegou o revolucionário magic milagrator revolution Tensimetric. Basta uma reza e tá tudo bem, pode comer sal.

Pois bem. Tudo está definido para a humanidade não ter mais nenhum problema, nem de saúde, nem financeiro, nem psicológico. Mas então dando uma passada nestes cultos milagrosos, onde se cura de AIDS à doença de Chagas, e o que vemos é uma grande mentira. No exemplo do último texto, um rapaz se achando curado, acabou morrendo da doença! E quanto às doenças sem cura como Lúpus, AIDS, esquizofrenia, pelo que vimos, ainda não houve nenhuma cura.

Para os crentes que não foram curados, para as doenças que não foram debeladas, para os problemas que não foram resolvidos,  surge o paroxismo da desonestidade, agindo sobre as mentes coitadas, sofridas e necessitadas:    ATRIBUIÇÃO DA CULPA AOS PRÓPRIOS DOENTES! Semelhante às empresas inidôneas que não ofercem garantias para o conserto, o pastor “curandeiro”, utiliza do mais absurdo e claro proceder torpe, vil. Com isso estão livres para os casos que nunca darão certo. Para qualquer resultado negativo, a culpa foi da pessoa que não teve FÉ. Então os casos de cura natural pelo organismo é creditada ao poder divino – estes são poucos. E aqueles que não tem solução, foi a própria pessoa que não atingiu um nível de FÉ suficiente para a consecução do desejo. Por isso se eximem de realizar curas nos hospitais!

Mas como mediremos a FÉ? Deveríamos entrar na justiça para sabermos se a fé é boa, total ou é pouquinha. Porque do jeito que está  é moleza. Quando houver qualquer melhora, isso foi deus, e se não houve, foi falta de fé. além desta maneira absurda, ainda tem uma segunda maior saída para, pelo menos explicar as mortes e sofrimento alheio: dizer que deus quis isso para aquele ente! E ele sendo o dono, pode tudo. E ainda dizem que não podem zangar-se com ele, porque o referido ainda vai julgar sua morte, podendo levá-lo ao inferno. Então ninguém questiona!

Portanto, os crentes coerentes poderia cobrar um aparelho de medição de fé, para saber de antemão se serão ou não curados. Assim evitaria de passar pelo constrangimento de ir a um culto errado, pagar o dízimo à igreja errada, ou até mesmo tentar se submeter a tanto ritual contraproducente. Instituindo o medidor, ou um pastor que afere  a fé pela mente, então poderíamos saber se a cura iria funcionar; agora tentar na pura sorte e depois receber a culpa, não dá.

Estas absurdidades surreais e impossíves são criações dos religiosos, que de tanta infantilidade, é motivo de piada para alguém com um mínimo de inteligência. Quando não rimos, nos escandalizamos. E assim que transcorre a vida dos pobres coitados que se sujeitam a entrar numa determinada igreja, pagar o dízimo e ser ludibriado com promessas de um deus ausente, onde os milagres a ele atribuídos são de natureza aleatória e difícil, confundindo-se muitas vezes com efeito placebo. Se o placebo curasse em todas as situações, doenças tidas incuráveis, aí seria milagre. Infelizmente nunca ocorreu até hoje um milagre assim. James Randi continua dando U$ 1.000.000,00 para quem demonstrá-lo.

Da maneira que os crédulos realizam seus supostos milagres, eu mesmo poderia ser um deus, desde que recorrendo às mesmas condições do deus adotado. Quando não der certo, a culpa é do coitado que não tem fé. E se existir um crente com muita fé, afirmaremos que deus resolveu matá-lo porque está precisando dos seus préstimos no céu! Pronto, mais uma saída sensacional. Porque a  desonestidade é tamanha, que essas saídas são apenas uma forma sobrenatural de explicar que o sobrenatural nao funciona na realidade! Ainda por ser sobrenatural, não está sujeita às condições de provas humanas, não sendo permitido nenhuma tentativa de refutação! Então não há lugar para “medidor de fé”, Medidor do poder divino”. Pronto, foi completada a esperteza!

abração

Saracura do brejo

 

 

Por Fatos como este Sou mais Ateu! Surpreendente Ignorância e Exploração

Notícia retirada do BLOG do Jornalista Paulo Roberto Lopes (Paulolopes Weblog) http://e-paulopes.blogspot.com/ que nos deixa estupefato! Leia, reflitam e comentem! Para esta notícia:   http://e-paulopes.blogspot.com/2010/10/pastor-continua-explorar-filha-de-6.html

Pastor continua a explorar filha de 6 anos com a omissão das autoridades

 

 

  

 

  

 

 

 

 

Para Alani, não existe o Estatuto da Criança

O MP (Ministério Público) de São Paulo informou recentemente que ia notificar as emissoras Record e SBT por explorar imagens de crianças portadoras de deficiências. No ano passado, o Ministério Público do Trabalho acusou a SBT de explorar o trabalho infantil, de Maísa, então com 6 anos. Hoje, a menina apresenta um programa para crianças, e não mais aparece no do Sílvio Santos, destinado a adultos.

Até agora, Alani, 6, não mereceu a mesma atenção as autoridades, e ela continua sendo explorada como milagreira pelo seu pai, o pastor Adauto Santos, da Igreja Pentecostal dos Milagres, da periferia do Rio de Janeiro. O pastor leva a filha aos cultos desde quando ela tinha um ano. Aos três, a menina começou a ser usada para fazer milagres. [ver vídeo abaixo].

A igreja fez um site para “missionarinha Alani” onde diz que quando “ela louva ou toca [as pessoas] como suas mãos, o sobrenatural tem acontecido: paralíticos andam e cancerosos e aidéticos são curados”.  Do lado de fora da igreja, há fotos da menina com as mãos estendidas e cartazes nos quais supostos deficientes estão se livrando de muletas e de cadeiras de roda.

O pastor Santos admitiu ao jornalista Roberto Cabrini, do programa Conexão Repórter, do SBT, que a filha tem atraído ultimamente mais fiéis para a igreja e que as ofertas têm aumentado, “mas não muito”.

Também entrevistada pelo Cabrini, a menina disse tudo o que o seu pai gostaria que ela dissesse. Falou que acredita ter o poder de cura, que gosta do que faz, que não deixa de frequentar a escola, que faz a lição de casa direitinho etc.

Ela falou que na escola – cursa o primeiro ano do ensino fundamental – se relaciona normalmente com as amiguinhas, com naturalidade, de igual para igual.

Mas antes de o programa Conexão Repórter ir ao ar na semana passada, Época publicou que Alani é  tratada na escola como a “menina superpoderosa”, numa alusão ao desenho animado de três meninas irmãs com poderes extraordinários.

Sandra, a mãe de Alani, disse ao programa do SBT que é uma alegria ter uma filha que recebeu de Jesus o dom de fazer milagre, deixando entendido que não se opõe à participação da menina nos cultos.

Contudo, pela reportagem da Época, em uma determinada época ela chegou a pedir a Santos que mantivesse a menina longe da igreja, o que ocorreu por três anos. Mas o pastor acabou trazendo-a de volta, reforçando o suposto dom de milagre da filha.

Santos costuma contar a história de que Alani começou a fazer milagre já no útero da mãe, que teria se livrado de miomas graças ao poder das mãozinhas da menina. De acordo com a revista, o pastor disse que, quando sua mulher estava grávida de Alani, as pessoas, ao tocar na barriga dela, “sentiam coisas estranhas” e “começavam a chorar”.

A psicóloga Rose Araujo não tem dúvida de que a menina foi condicionada pelo pai a agir como milagreira. Ela disse que a Alani pode ter traumas quando der conta de que não possui dom algum ou ao tentar provar  pelo resto da vida que de fato é uma pessoa com poderes divinos.

No site da  igreja, há em vídeos depoimentos de pessoas que afirmam que obtiveram cura por intermédio da Alani. Se esses vídeos forem levados a sério, Alani já proporcionou mais milagres do que Jesus no decorrer de todo o Novo Testamento. Os “curados”, como ocorre em outras igrejas evangélicas, são pessoas pobres que não conseguem cuidar  de suas doenças pelo sistema de saúde governamental, o SUS, e muito menos comprar remédios.

Em seu programa, Cabrini mostrou um rapaz que, ao ser tocado pelas mãos da menina, acreditou estar curado de um câncer que, segundo os médicos, tinha se espalhado pelo corpo dele. “Quem me curou foi Jesus por intermédio de Alani”, afirmou o rapaz, que foi abraçado por parentes emocionados. Dias depois, ele morreu.

Para casos como esse, Santos recorre ao argumento que todos os pastores usam: só se curam as pessoas que têm fé o bastante. Ou seja, o rapaz não obteve a cura por culpa dele mesmo.

A própria Alani parece não ter tanta fé, se é que se pode exigir tal coisa de uma criança, porque, quando brinca com suas bonecas, ela as cura não com o toque de suas mãozinhas milagrosas, mas com injeções e remédios.  A menina disse que quando crescer quer ser médica e talvez porque deseja curar de verdade as pessoas.

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) protege crianças como a Maísa, mas não como Alani, porque as autoridades temem ser acusadas de discriminação religiosa.
Por isso Alani corre o risco de não ter salvação.

Com informação do Conexão Repórter, Época e do site da Igreja Pentecostal dos Milagres.

Explorada desde os três anos. Pra que serve o ECA?

 

 

Como surgem as Religiões.

Contribuição do leitor e agora colaborador Oiced Mocam

Como tudo começou – a primeira religião e os primeiros deuses

     A origem da Religião e o primeiro Deus, são assuntos de controvérsia. Provavelmente, a primeira atitude religiosa do homem foi o naturalismo religioso, isto é, a adoração de objetos e fenômenos da Natureza. A seguir, em vez do culto do objeto físico passou a reverenciar o espírito ou a alma do objeto ou fenômeno.

       Mas a teoria mais aceitável, parece ser a seguinte:
     
       Suponhamos que morreu o chefe de uma tribo, que em vida foi um  líder temido. Mas depois de morto, passou a ser ainda mais temível, porque seu corpo-sombra ficou invisível e ninguém sabia quando iria atacar as infelizes criaturas que por ventura lhe caíram em desagrado. Para cair nas boas graças dele, fazia-se necessário cativá-lo com muitos presentes e orações. Ele era um espírito terrível e poderoso. Trovejava e relampejava (na tempestade), ocorriam eclipses, trazia doenças e mortes aos que lhe desagradavam e assegurava a vida aos recém-nascidos. O homem primitivo, naturalmente, não suspeitava que o ato sexual tivesse relação com a produção de uma nova vida.        
        Além disso, esse poderoso espírito-sombra controlava ainda alguma coisa de misterioso que pairava no ar: a Sorte.  Às vezes ele vinha ajudá-los, outras vezes, não vinha. Um dia dois amigos partiram para a caça ou à batalha: um morria e outro se salvava. A sorte fora favorável a um e desfavorável a outro. Por quê ?  Talvez por causa de um ato importante que um deles praticara ou deixara de fazer. Mas quem podia afirmar ? Ora, havia sábios na tribo que se propunham descobrir esse mistério e se tornaram peritos na previsão da Sorte, mágicos Sagrados, e, por fim Xamã – uma mistura de bruxo, feiticeiro e sacerdote. Passaram a informar o que se devia fazer ou deixar de fazer para conseguir a graça aos  olhos do seu chefe-sombra, seu Deus e obter uma dose razoável de boa sorte. Esses sacerdotes deviam ser rigorosamente obedecidos, pois a desobediência se pagava com a morte.
      Os primeiros deuses foram os espíritos gloriosos dos chefes mortos quando esses tinham alguma sensibilidade especial. Fincaram no solo um poste, ou uma pedra, no lugar do encontro, e disse para o homem-animal: esteja aqui na próxima vez que a luz que muda (a Lua) estiver redonda, e nos encontraremos de novo. O marco era uma espécie de presente misterioso para entrar em contato com Ele. Passaram a ajoelhar-se e orar diante Dele e matavam seus semelhantes que se recusassem a acreditar Nele. Os vestígios arqueológicos mostram que os corpos eram sepultados junto a ornamentos, armas e comida, o que demonstra que nossos antepassados não encaravam a morte como um fim definitivo.
       O homem passou a reverenciar o espírito ou a alma do objeto ou fenômeno. Possivelmente, foi durante um desses longos períodos (para ele) de espera, que o homem-animal achou que, se ele trouxesse algo para o local do encontro e deixasse ali um presente, talvez o Visitante fosse induzido a descer do céu um pouco antes da época marcada, e assim ele poderia pedir um conselho ou resolver um problema antes da data marcada.  Foi assim que o homem tinha feito o seu primeiro sacrifício e oferendas.
      Passou também a venerar os animais que caçava e que eram foram simbolizados em pinturas rupestres e pequenos entalhes. O sacerdote começou a vestir a pele dos animais e se adornava com cornos de animais. Tentava, como acontece ainda hoje com o Homo sapiens, obter boas caçadas e um destino próspero para a tribo através de promessas e magias. Surgiu assim a primeira e a pior profissão do mundo.
      Foi nesse período animista que surgiu a adoração e o culto dos antepassados: dos deuses manes, como diziam os romanos. A divinização do espírito, duplo ou alma das coisas e dos antepassados, foi o passo seguinte, um pouco mais abstrato, na evolução religiosa.
      Na ilha isolada do Oceano Pacífico, a Ilha de Páscoa temos um exemplo muito claro da cultura Rapa Nui, com as enormes esculturas de pedra – os – moai. O culto ao homem pássaro. O ritual era realizado entre os competidores, quando o primeiro homem apanhava um ovo e retornava a ilha com ele intacto. O vencedor era recebido com festa e como semideus. O homem-pássaro era considerado “intermediário” dos deuses durante seu reinado. Os monumentos megalíticos, foram erguidos na Idade da Pedra, e encontrados também em diferentes regiões da Europa.
         Em Stonehenge, Salisbury, Inglaterra, encontramos um famoso círculo de pedras enormes, no meio de um imenso campo verde, monumentos formados por enormes blocos de rocha. Acredita-se que seja tão antigo quanto as pirâmides do Egito.

     Os nórdicos achavam que o mundo começara num embate no gelo, do calor contra o frio. Para os gregos os deuses viviam numa montanha, assim como para os  indianos. Na África o povo acha que o mundo veio do grande ovo cósmico, como também alguns chineses. O homem pré-colombiano achava que viemos do milho. Outros de argila, da madeira, do barro ou do sopro divino;

      Seja qual for o ritual, ou a teologia que envolve, o homem-animal ainda procura induzir seus deuses a descerem do céu para ajudá-lo – ou no caso dos que são reconhecidos como Santos por seus companheiros, meramente pelo prazer de sua companhia. Essa última prática é chamada de Misticismo, e é muito apreciada entre os seres humanos já que o verdadeiro Místico não busca qualquer  recompensa – ele se acha pura e simplesmente “em amor com o Deus”. O homem confundiu  suas idéias com o sobrenatural, e daí não saiu da magia, supertição ou religião,  até hoje!
     
        Das culturas  primitivas , lentamente resultaram novas idéias e o homem passou da infância do barbarismo das religiões politeístas, para o jardim da infância da civilização até a chegar a Disneylândia com homens bomba da religião monoteísta da civilização atual.  Foi desse modo que, a princípio, o homem ignorante criou um Deus de acordo com sua própria imagem até os nossos tempos.
        Sob essas infelizes circunstâncias desenvolveram-se duas castas. Os que assumiram o lado legislativo do homem-animal,  conforme a idéia do seu irmão do Céu, tornaram-se líderes religiosos e formaram a classe dos sacerdotes. E os que assumiram o lado administrativo da idéia do homem-animal, incutido pelo Irmão do Céu – aqueles que se tornaram controladores e líderes pela força e formaram os seus exércitos.  Estava feita a união entre Igreja e Estado com privilégios para ambos, para conquistar uma massa de rebanho, sem força, individualidade ou autonomia, através de uma moral massificadora de fracos e de escravos que através de regras limitam o ser humano.
      
       Nas aulas de religião passaram a ensinar que Deus tinha criado o mundo e muitos se contentaram com isso. Mas e o próprio Deus quem criou? Teria ele se criado a partir do nada absoluto? Dificilmente ele poderia ter criado a si mesmo, sem antes possuir um “si mesmo” através do qual pudesse criar. Se Deus sempre existiu, Ele tinha que ter tido um começo.
       Então dizem os sacerdotes ao povo: Em nossas transes (visões e alucinações) e por meio de nossas orações e nossos sacrifícios para vocês (e algumas vezes de vocês), entramos em contato com o Céu e Ele nos fala. Foi isso o que ele disse, e vocês devem obedecer a mim a Ele e ao filho único JC. A maior parte disso sai diretamente de nosso subconsciente sacerdotal, mas não importa. Eles conseguem o poder pelo qual anseiam, principalmente apresentando um ritual destinado a impressionar os crédulos – uma forma de hipnotismo de massa. E, em parte, em nossos dias mais civilizados eles conseguem seguidores, prometendo o inferno e a danação eternos aos que discordam deles e a salvação através do arrependimento.
        O sacerdote passou a ser olhado como uma pessoa capaz de construir uma ponte sobre as águas, ou espaço, existente entre a Terra e a morada do além. Os sacerdotes declararam-se capazes de se comunicarem com  essas entidades e colocaram-se na posição de organizar e transmitir conselhos, leis, regras, regulamentos, promessas e até de fazer profecias. A crença de que era possível transmitir o poder de comunicação levou à criação das Ordens Sagradas adaptadas em seus objetivos em diferentes épocas.  Moisés subiu no monte Sinai e falou diretamente com Deus. O arcanjo Gabriel visitou  Maomé em sua caverna.
        O próprio Papa é chamado Pontífice termo derivado da palavra latina que significa ponte (pons), porque se supõe que ele atue como elemento de ligação entre o Céu e a Terra, entre o Altíssimo e a Humanidade. A idéia da ponte aparece em outros lugares nas religiões da humanidade, no sistema escandinavo, onde na ponte do Arco-Iris, a passagem celestial por sobre a qual os valentes guerreiros que morriam em combate eram levados para o Vahala, onde desfrutavam da companhia dos deuses.

          Até mesmo o famoso psicanalista austríaco Sigmund Freud (1856-1939), em seu livro Totem and Taboo (Totem e Tabu), tentou explicar a origem da religião. Freud explicou que a mais primitiva religião surgiu do que chamou de neurose e temor ligada à figura do pai. Espelhado no que o pai representava quando criança, desesperado em busca de proteção e que não virá da sociedade que o cerca, o homem se volta para aquela figura plena de força (uma entidade): onipotente, amoroso, porém duro.  Teorizou que, como se dava no caso de cavalos e gado selvagens, na sociedade primitiva o pai dominava o clã. Os filhos homens, que tanto odiavam como admiravam o pai, afirmava Freud, “estes selvagens canibalistas comiam a sua vítima”. Mais tarde por causa do remorso, eles inventaram ritos e cerimônias para reparar a sua ação. Segundo a teoria de Freud, a figura do pai virou Deus, os ritos e as cerimônias passaram a ser a mais primitiva religião.
         Na presença real de Cristo na eucaristia,  bebem, comem, digerem e defecam o corpo de Cristo, transformar vinho em sangue e pão em carne, passou a ser a  comunhão, tradição praticada em muitas religiões. Crença absurda e espantosa! E, afinal de contas, por que não? Se Deus pôde criar o mundo, seria bobagem prender-se as detalhes.
       Entre tantos livros geniais , Freud escreveu: “O Futuro de uma Ilusão”, um estudo sobre como a religião é subproduto da Civilização. Discorre acerca do desamparo do ser humano diante das forças da Natureza.
      
      Sem qualquer conhecimento sobre o que realmente foi dito e feito pelos verdadeiros mestres da Humanidade (os avatares-Buda, Jesus, Krishna.,..), crentes de fé cega, seja pela condição miserável de suas vidas, seja por falta de acesso a outros escritos que confrontam as versões “oficiais” desses credos, nem suspeitam que tais doutrinas, longe de promoverem a elevação espiritual do ser humano, ocupam-se em tomar para si o monopólio da Verdade, produzir mentiras metafísicas, acobertar crimes contra a Humanidade, promover guerras contra os opositores de suas convicções, impedir o avanço do conhecimento e do autoconhecimento (pois, com a iluminação interior e exterior, suas tramas falaciosas viriam à luz), entre outros delitos do mesmo cunho.
      Não faltam no mundo seitas e religiões que abrigam em seu seio a pior espécie de homem, os piores assassinos, os maiores corruptores dos mesmos valores que fingem defender: a vida, a honra e a dignidade. Dos pedófilos da cristandade aos radicais do Islã, ainda resta um cortejo de falsos milagreiros teatrais, profetas do fim do mundo, santos dos últimos dias, gurus de Rolls-Royces, corretores das moradias celestiais, sacerdotes do capital ilícito, não faltam homens cuja indecência , perversidade e ambição se escondem sob o manto sacerdotal.
         Apesar de alguns exemplos valiosos e meritórios que tivemos no cristianismo. E não faltam multidões de fiéis e incautos, que sofrem a usurpação de seus bens ou que são iludidos com o fato de que foram tocados por uma encarnação divina e se deixam enganar com bênçãos e milagres.
       
       Lucrécio, via  “a religião como uma doença derivada do medo e como fonte de tristeza incalculável para a raça humana”.
       Para Nietzsche, o cristianismo representa uma moral dos fracos, pois valoriza o servilismo, a humildade, a aceitação, o conformismo com um tipo de sofrimento que só retrai, submete.
       Nas palavras de Bertrand Russsel e sua crítica s religião institucional: “ A igreja é perniciosa não apenas no que diz respeito à intelectualidade, mas também à moralidade”.
         
          E assim começaram as confusões mentais da sociedade, a idolatria e o apego a imagem  acerca de Deus imaginário benevolente que escreveu ou ditou um dos nossos livros oferecendo o Paraíso, o céu, o “além-túmulo”, o inferno, purgatório.
         O mito do “pai nosso que está no Céu” – Deus ( o nascimento virginal de Jesus, seus milagres, e sua ressurreição) e no qual bilhões ainda acreditam, assim como recorrem  a magia negra, cartomancia (tarôs), necromancia (consulta aos mortos), adivinhos, astrólogos, para saber a sorte,  o futuro e receber ajuda de primitivas formas de adoração e crenças em qualquer coisa.

Deuses se assemelham. São Ilusões Com Poderes Sobre-Humanos

 

 

 

 

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Para os deuses o tempo não existe. São inventados exteriormente à passagem do tempo, cuja existência não se faz sentir ao passar, mas é tão inexorável  para os seres, coisas e para o universo. Deuses também são criações com poderes mágicos, advindos da faculdade de provocar curas milagrosas. Como prerrogativa básica de um deus encontramos também a característica básica de não ter nascimento e também não ter um fim. Se quiser criar um deus, super-poderoso, super-homem, terá que constar estas características cruciais, sem as quais não poderá ser chamado de divino, como também não irá concorrer com os deuses antigos, gregos, egípcios, africano, indiano e outros. Ninguém que seja um criador decente de um deus, vai querer as crianças discutindo que o deus dos seus pais não tem um destes poderes. Seria utrajante!

Que relações podemos encontrar entre essas características básicas? Apenas a projeção do desejo humano num ser mitológico, para solucionar suas impossibilidades e fraquezas, dada sua impotência diante da morte, do envelhecimento e da doença, sofrimento. Porque o homem não consegue se desvencilhar da fatalidade, ele tenta criar a solução, mesmo que uma ilusão, sonho, lenda.

Parece unanimidade. Não existe grupo étnico, cultural que não tenha criado um deus. Associam a estes a criação do mundo, das plantas, animais, acidentes geográficos, sempre com uma força absurdamente sobre-humana. Desde a existência do homem, esta tem sido a tônica. Com uma variação cultural ou assimilaçãos de mitos, sempre lá haverá um super-herói com poderes para nos livrar do mal, da morte, doença, amém!

Para criar um ser divino, basta a imaginação. Os mitos são conforme os costumes, a cultura e superstições regionais, são forjados com o que tem à mão. Então, basta incrementar com histórias fabulosas, extraordinárias, tragédias e lições de moral, crime, castigos e será confeccionado a novela sagrada. vejamos exemplos:

1-Os nórdicos achavam que o mundo começara num embate no gelo, do calor contra o frio;

2-Para os gregos os deuses viviam numa montanha, assim como para os  indianos;

3-Na África o povo acha que o mundo veio do grande ovo cósmico, como também alguns chineses;

4-O homem pré-colombiano achava que viemos do milho. Outros de argila, da madeira, do barro ou do sopro divino;

Há muitas variações para explicar a origem do universo, conforme o lugar e cultura, no entanto, há uma projeção em força e poder , das fragilidades e desejos puramente humanos. As relações com os deuses são um misto de sentimento humano, raiva, vergonha e também de interações esdrúxulas, complicadas. Um hora os deuses dão a energia para a vida, noutra eles tem a cólera,a vingança. Vemos inundações, terremotos, pragas, guerras, como sendo ato das emoções divinas, nem sempre tão bondosas. Punições são bem frequentes e sempre constando o fim do mundo, das narrativas astecas às indianas, influenciadas por características de seus costumes.

O mito, sejam de deuses ou de superstições muitas vezes misturam-se na história. Muitos relatos são passados por gerações, com variações diversas, revelando um modo de agir ou se misturando aos costumes. Nem sempre são escritos, mas muitos se propagaram devido a registros escritos de poetas épicos como Hesíodo e Homero – mitologia grega. Outros, como o cristianismo, não tem muitos registros além de não ter concordância com a história. Mas assim são cultuados, mesmo que os relatos de personagens nunca tenham existido.

Um fator a incrementar as histórias de deuses é a assimilação de outras culturas. Os gregos foram absorvidos pela cultura romana. É o sincretismo religioso que houve com os africanos do candomblé/umbanda e a religião católica. Estas assimilações que estão em qualquer das religiões existentes.

Além disso, há  cópia de mitos passados -  utilizados para ornamentar os relatos – em muitas religiões. O cristianismo claramente copiou idéias oriundas de épocas mais remotas e de outras religiões. Veja se alguém já ouviu isto:


O humano Manu salvou o deus avatar em forma de peixe Vishnu. Depois apareceu a Manu e pediu que ele construísse uma grande arca e guardasse um monte de sementes dentro dela para escapar de um dilúvio.  (uns 1000 aC)

O deus Osíris engravida a virgem Ísis, esta dando à luz Hórus. Hórus lutou 40 dias no deserto. Hórus foi batizado por ANUP e tinha 12 discípulos.

Mitra nasceu em 25 de dezembro,de uma virgem,  também teve 12 discípulos, morreu crucificado, ressuscitou ao 3º dia. Era chamado a “Verdade e a Luz”. Veio para lavar os pecados da humanidade. (1200 aC);

Krishna nasceu em 25 de dezembro, de uma virgem, uma estrela avisou sua chegada, fez milagres, morreu e ressuscitou. (900 aC);

Dionísio, nasceu de uma virgem, foi peregrino, tranformou água em vinho, “alfa e ômega” era chamado, ressuscitou. 500 aC;

 

Muitas explicações simbólicas, alegóricas nos dão a idéia da criação do homem e do mundo. O homem ora vem do barro, ora da água, do sal, do milho. Em gêneses: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seu nariz o fôlego da vida, e o homem se tornou ser vivo”. Mas este relato é bem parecido com as de outras, nas culturas gregas, asiáticas, ioruba. Os mitos são partilhados pelas diversas regiões e povos.

Os deuses seriam heróis para os adultos. Com poderes e vida infinita. Criamos e ficamos debaixo de suas neuroses e sob sua proteção, às vezes vacilante. Quando não encontramos correspondência na vida para suas atitudes, criamos outros personagens e situações para “encaixar” na vacância da coerência. Um dos maiores problemas que advém dessa criação dos deuses é justamente colocar a humanidade como protagonista deste filme de ficção. Neste caso, mentes esquecem que o absurdo é absurdo, que o impossível é impossível e tenta-se provar com todos os métodos não científicos, apaixonado e com emoção exagerada,  que estão inseridos na trama do romance mitológico.

Muitas destas historinhas se mantém em quase todo mundo. O cristianismo, como todas as fábulas da bíblia, não só viceja, mas penetra na sociedade de muitos países de tal forma a interferir na vidas dos cidadãos, social e politicamente. Tudo porque uma crença vinda do oriente médio, feita para alguns poucos da palestina e adjacências, foi proclamada religião oficial pelo poderoso Imperador Constantino no ano 312. De império a império, de conquista a conquista, invasões e imposições religiosas, essa tal religião cristã chegou aos mais distantes povos, chegando ao Brasil pela colonização e mais tarde com a vinda de missionários pregadores evangélicos. Pode fazer a pergunta mais difícil a um crente: Por quê ele crê no deus Cristão e não no da Índia. Vai enrolar, tentar fugir da pergunta mas não vai responder o certo: crê apenas porque passaram de gerações até chegar no crente, dizendo que seria a correta e não que deus desceu à Terra e se apresentou.

O que diferencia das demais religiões? Das características do deus poderoso, invisível, irascível catastrófico, nada. É apenas mais uma religião e o seu deus só mais um criado pelo povo do deserto. As histórias contadas pelos seus seguidores carregam seu relativismo cultural, costumes, como qualquer outro credo. A única diferença é que pela catequização de grande parte da população e a não compreensão de que se trata de mitos e eventos imaginados para vencer as fragilidades humanas, torna esta como sendo a correta a que deveria ser professada.

O fato de um deus da Índia e do Egito, ter os mesmo poderes do deus cristão, seria de se esperar que todos os deuses do mundo sejam bastante parecidos. Então eu poderia dizer que todos tem o mesmo direito, de culto de adoração. Mas aí vem a doutrinação ao longo de muitas gerações de ignorantes e pastores impedindo que as pessoas tenham suas escolhas, impedindo que as pessoas pensem, sob o efeito da droga religiosa e das ameaças.

Deuses são todos iguais. São fruto da criação humana. São fruto do desejo de não morrer e não sofrer e ser protegido em qualquer momento e lugar. O desejo da vida eterna fez o homem criá-los, com todos os ritos e sacrifícios e manias divinas.

Se foi o homem quem criou os deuses, não posso afirmar que o meu é melhor. Porque nunca teríamos o embate de forças dos milhares de deuses, que não existem e só podem ser sonhados, imaginados em alucinações.

 

 

Religiões querem o Poder sobre todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um assunto fartamente debatido nas últimas semanas nos traz às claras a gana desmesurada de religiosos de tentar influenciar pela política. Isso não só ocorre nos votos direcionados do rebanho manobrável, como também no entendimento  dos teístas, de que há a necessidade de terem participação na câmara e no Senado Federal. Justamente os poderes que votam, propõem e discutem as leis, que servirão para todos os brasileiros. Embora se considere que no Brasil este direito dos religiosos de exercerem mandatos  é a própria  consolidação do regime democrático de direito, não se traduz este exercício, para o bem comum e satisfação da sociedade brasileira. O que temos visto, como já discutido anteriormente, é um notório desejo de ingerência, quase  sempre sectária, por parte dos cristãos e teístas, para satisfazerem seu eleitorado, implantar seus dogmas como leis e discriminar boa parte dos brasileiros, além de atravancar o progresso das instituições e das leis em nome dos seus ensinamentos antiquados. Faz vergonha os projetos de lei de iniciativa dos religiosos. Da mesma forma que propõem leis de favorecimento tão somente aos seus cultos, discriminando os diferentes credos, ainda barram projetos importantes para o bem coletivo da sociedade brasileira. O projeto que previa penas para discriminação de opção sexual, foi duramente combatido. As pesquisas com células-tronco embrionárias foi combatida veementemente pelos católicos, mesmo assim foi liberada pelo STF.

Não estou querendo julgar os processos pura e simplesmente pelo lado teísta e ateísta, mas sim discorrer sobre a relevância e abrangência e utilidade pública. A minha preocupação é justamente querer que o Estado brasileiro seja, de fato, laico. Quando um deputado propõe que sua bancada evangélica, cristã, espírita ou qualquer outra não vote em tal lei porque feriria seus princípios religiosos, não está separando efetivamente o exercício democrático do mandato e sim  favorecendo a sua denominação ou credo. Será que, só porque diz no seu livro sagrado que homossexuais devem ser combatidos, então eles tem que tornar isso uma lei? A constituiçao é clara quanto aos direitos dos cidadãos. Devemos ter a liberdade de consciência e de crença. Mas também a não crença é garantida. Se vivêssemos sob a batuta das incoerências religiosas estávamos em piores condições. Não dá mais para viver na época em que se pedia autorizaçao para publicar descobertas científicas, sob o pretexto de que algumas leis prejudicaria os ensinamentos cristãos. Aconteceu com Galileu, que teve várias publicações vetadas, ou modificadas o título, por ordem do papa Urbano VIII. Nem seria fácil listar as inúmeras decisões absurdas de quando a igreja mandava efetivamente em tudo, sob a pena de escrever um livro de dez mil páginas. Posso dizer que coitados como Giordano Bruno morreu apenas por proclamar que o universo é infinito; pessoas foram mortas por serem consideradas bruxas; queimaram livros considerados hereges. A Inquisição foi um marco, mas houve outras perseguições em nome de religiões, credos e ideologias. Todas absolutistas, opressoras e com grande penetração na política e no Estado.

O grande problema do crente é querer se infiltrar em tudo. Esta necessidade de estar em tudo e em quaquer lugar chega a ser ridículo para os evangélicos. Tem o pagode de Jesus, sertanejo cristão, mpb do Senhor, banda gospel, Marcha para Jesus – com trios elétricos, em imitação às “micaretas” . Só falta criar as “garotas de programas” divinas, os “bandidos em cristo” -o presídio tem muitos desses- “segura o tchan de Jesus”, as gostosas em cristo, na cadeia os “estupradores divinos” e os pedófilos sagrados. este último já existem em quantidade! Além disso, a moda agora é estar no poder. Incrustrados no legistativo, para ter benefícios materias e se perpetuarem nas benesses da “vaca profana”.

Voltando à questão, a laicidade tão custosa aos pensadores e implantadas na Revolução Francesa, parece ser a conquista mais perseguida pelos religiosos. Eles não aceitam não terem mais o controle dos desejos e das ações da população, sob o julgo e paternidade dos seus deuses. É desejo deles de controlar tudo, da obrigação de doar ao comportamento sexual, de como se vestir e viver longe do conhecimento e cultura. Não aceitam que o rebanho diminua, com isso a arrecadação, o esquecimento e a perda da capacidade de manobra e submissão. Como podemos separar estas influências sem entrarmos na restrição dos direitos dos próprios religiosos? Simplesmente exercendo o secularismo justo. Não queremos acabar com as igrejas e dogmas e religiões, esta droga do povo – pelo menos para aqueles que não se desvencilham dela. Queremos que estas manifestações sejam exercidas com toda emoção e  afinco necessários nos seus cultos, igrejas, templos, mas que não sejam empurradas nas nossa mentes ou nos obrigue a ouvir a aceitar seus dogmas como verdadeiros, ou como únicos. Eu particularmente, gosto do assistir a execução dos ritos religiosos, como sendo de natureza cultural, como arraigada na mente, memória, que perfazem sua cultura. Acho bonito os toques do candomblé, umbanda, afoxé, mararatus, as danças, o ”rebolado” sensual,  mas não me envolvo emocionalmente e espiritualmente, como dizem, até porque não sinto as emanações dos deuses em mim. he!he!

Se uma sociedade em que religião, seja qual for, detenha o poder sobre as pessoas, já priva aquela da liberdade. Não queremos ficar enclausurados nas idéias ultrapassadas e de ritos sem sentido, só para agradar justamente em  quem não cremos. No ateísmo, que é apenas a falta de deuses, exercemos bem esta liberdade. Alguns como eu, proclamam a ciência como solução e liberdade em todos os sentidos. Condenamos o preconceito e a discriminação e procuramos conceber a  ação da  humanidade para a própria humanidade. Tendo dito antes,  a energia deve se gasta para o ser humano e não para os deuses! Todas as minorias tem seu papel e seus direitos que esbarram quando ferem os direitos alheios, embora essa fronteira seja difícil de definir. No caso de religião, eles não tem limites e não tem bases científicas, justas  para descobrir a verdade acima das paixões. Não se importam com os direitos e garantias individuais mesmo que  consubstanciadas na carta magna, desde que os favoreçam. Não medem esforços para emendar a constituição para exorbitar a seu favor.

Eu gostaria que os tais valores cristãos - que se depender da bíblia nem são valores pra mim – fossem um exercício de foro pessoal. Que entendam os cristãos que existem milhões de entes com pensamentos diferentes, de crenças diversas e que não querem se submeter aos desíginios do deus judaico-cristão. Que as leis devem ser feitas para  atender ao universo das pessoas bem maior que o seu “nicho” evangélico. Que a sociedade quer determinar para os seus, o entendimento plural e justo de viver socialmente , condignamente e com liberdade de escolha. Isso é um desejo para qualquer outra crença que pacificamente conviva entre nossa sociedade.

Viva a iberdade! Viva a educação! Viva a ciência! Viva as diferenças!Viva o Estado Laico e justo!

Saracura do brejo

 

 

Cada Vez mais Ateu e Convicto! (republicação 2)

I 

Ao tentar criar um espaço    
de pluralidade e discussão
Aos delirantes e aos da razão
Causou-se um certo embaraço
Mas deixou a essência, o traço
Do dito sábio, original
Com propriedade, o estendal
De tantas áreas, revelado
No conhecimento, nos projetado
Acrescentando ao nosso cabedal 
  
II
O “deusilusão” tem revelado
Nos ramos da mente humana
Áreas diversas no qual se explana
As mentes sãs que  tem visitado
E o êxito tem-se logrado
Pois é, de fato, o objetivo
É a graça, é o incentivo
Da dinâmica a perdurar
E assim sendo,  renovar
Ser “blog” legal e inventivo
  
III
Sociólogo, andou comentando
Membros ilustres da psicologia
Das letras, física e engenharia
Piloto, médico, ou “se formando”
E mentes se vão libertando
Das garras da ignorância
Dada esta tal “inoperância”
De descobrir a verdade
Obnubilada  pela impossibilidade
Dos dogmas terem relevância
 
  IV
Já aventamos comentários
Se deus tem uma existência
tudo dele é uma incoerência
pois se existe, é um sicário
facínora, perverso, salafrário
indiferente à humanidade
só pressupõe desonestidade
injustiça e tanto desmando
sob os males, está fraquejando
merecia um “HAITI” de maldade?
 
 V
Se reportarmos a um milagre
Como se  ocorrência,existisse
Não em mente dos que mentissem
Mas na do cético que consagre
Exclua os “cabeça de bagre”
Dos crentes inescrupulosos
Arrogantes, rotos, mentirosos
Sempre vítimas, a arregimentar
Pra muito melhor arrecadar
E os torná-los poderosos
 
 VI
No mundo, nunca se viu
Crescer membros de amputados
Estes, por deus discriminados
Deles, pena nunca sentiu
E o crente ainda cria um ardil
Pra tanta desumanidade
Diz: - Deus não quer, de verdade!
Prover peça de reposição
Assim  só prova a omissão
Do seu deus, com a caridade!
  
 VII
Por mais que surja proposta
Pra enfiar deus na “goela”
Inconsistência, mais se revela
Somos loucos? E a resposta?
Escancarada à mostra
De dizer, deus não é nada
Criação de mente enganada
Não interfere no universo
Só se for grande e perverso
Fábula  farsa alucinada
 
 Saracura do brejo
 
 
 
VIII 

Deus é o ópio e mal-feitor
Estorvo o entorpecente
Provoca males em gente
Cedo, incrustrado com fervor
Corrói a mente com ardor
A ponto do difícil “extirpar”
Do âmago do ser, expulsar
Tornar livre o “ser pensante”
E o racional, ser relevante
Uma vida nova, ressuscitar
   
IX 
 Não há nenhuma equação
Que prove os poderes divinos
Nem o proceder malinos
Ousaram entrar em ação
Tudo é criado é imaginação
Na mente do alucinado
E só pra ele é revelado
Os atos sobrenaturais
Sem comprovar, atos tais
Passando desacreditado
  
X
Dessa forma é que age o crente
Expondo a sua teoria
Repetindo em demasia
Que fé tem poder inerente
Ao deus, arrebanhador de mente
Mas não passa de uma sugestão
Fé cega, a bitolação
Que os remete à loucura
Não reage, não traz cura
A tremenda alienação
 
  XI
Analisando certos comentários
Sobre deus, não surge advento
Só amolação e juramento
De tanta bobeira, são hilários
Os crentes e seus sectários
Nos fazem bem mais ateus
De tudo que falam em deus
Infantil, irreal, improvável
Sem nexo, nada respeitável
Subsídios melhores: - os meus!
 
 XII
E assim vem transcorrendo
Com mais firmeza e noção
Ser ateu é iluminação
A batalha, estamos vencendo
Ser livre, é bem estupendo
Jogar mitos na lixeira
Deus, sacis e rezadeira
farinha do mesmo saco
tenho vergonha se fui fraco
outrora crido em tal “leseira”
  
XIII
Se onipotente deus cristão
Fosse o dono do universo
Duvido se fosse disperso
Deixar-me livre da sua ação
Morreria eu, de antemão
De desafiar o poderoso
Mandar-me-ia ao tinhoso
Pro quinto do seu inferno
morte e sofrer eterno
teria eu, fim pavoroso
 
XIV
Mas a maldade insolente
Ataca em qualquer ser
A morte, todos vão ter
Desde o pagão ao mais crente
Ao covarde, ao mais valente
Sofrem infortúnios ou desgraça
Deus nunca deu ar da graça
Tirar dos pios,  desventuras
Doar dádivas sem mesuras
Morte é certa, nunca passa!
 

“Sou ateia e sinto-me discriminada. Pronto, falei.”

O Título acima é um resumo do relato sincero e notável retirado do blog    http://www.suzanaherculanohouzel.com/, nos dando belo exemplo de um depoimento ateu, sem medo de expor idéias, mesmo que polêmicas. A dica foi dada pelo nosso leitor Fábio Paiva, que sempre nos brinda com ótimos comentários, sem deixar de elogiar os comentaristas colaboradores e assíduos, dhiogo, Leo, vikernes,  stranger, ADAM, Daniel, Icarus,  Carlos, Doug, No_faith, cujas discussões nos tem ”inundado” de argumentações interessantíssimas. Agradeço aos que nos visitam,  ainda que não deixando  recados. Então vejamos que belo texto desta também  linda e inteligente senhora!

 

Pouco importa o que Dilma e Serra de fato pensam sobre aborto. Em campanha, eles dirão o que o povo brasileiro deseja ouvir – e não os culpo nem um pouco por isso. Se o que o povo deseja ouvir é que o(a) futuro(a) chefe de nosso Estado teoricamente laico é temente a Deus e aos valores das religiões católica e evangélica, assim será. Por quê? Porque, no nosso país, ser ateu é feio. Ateus não são confiáveis. Ateus não podem ser chefes de Estado nem devem confessar em cadeia nacional sua não-crença, como minha mãe bem me advertiu lá no começo da minha carreira de declarações públicas (“Olha o Fernando Henrique, até ele passou a falar em Deus!”).

Segui o conselho de minha mãe por dez anos, resignada e crendo que, de fato, pouco deveria importar para os outros se eu pessoalmente acreditava ou não em Deus ou seguia alguma religião em particular. Mas agora, irritada ao ver os jornais e as campanhas políticas dominadas pelo discurso religioso, resolvi que não me calo mais: sou ateia, sinto-me discriminada por causa de minha crença na não-existência de um Deus (nem de vários), e agora vou fazer ativamente campanha em prol do respeito à não-crença.

Crenças são produto do cérebro: modelos internos que criamos para explicar acontecimentos sistemáticos, não importa se baseados em evidências ou não, dentro dos quais nossos valores e experiências de vida se encaixam, e que nos ajudam não só a explicar eventos quanto a predizê-los, o que por sua vez ajuda a orientar nossas ações. Pessoas diferentes creem na bondade dos homens (ou na sua maldade intrínseca), na pureza das crianças, em guardar dinheiro na poupança, creem no governo, em educar-se muito e sempre ou em fazer o bem ao próximo.

A crença em Deus, em particular, resolve muitas questões de uma vez só: para começar, todas aquelas em que não conseguimos identificar um agente responsável pelos acontecimentos. A colheita foi boa? Deus quis. Foi péssima? Obra Dele, também, por algum de seus desígnios. Surgiu um câncer? Desapareceu sozinho? Nossos olhos e ouvidos internos são estruturas complexas e aparentemente improváveis? Obra de Deus.

Uma alternativa é aceitar que cânceres, dilúvios, seres altamente complexos e tantas outras coisas simplesmente acontecem, sem um Agente identificável. São obra do Acaso, ou da Natureza, ou de algum outro agente ainda não identificado. Para mim e meus colegas ateus (ou agnósticos: não vejo diferença prática entre uns e outros, assim como não vejo diferença entre crer na inexistência de Deus ou não crer na Sua existência), essa é nossa crença. A crença em um Ser superior, portanto, é tão boa quanto qualquer outra crença, posto que são crenças, justamente: nem melhor, nem pior.

E no entanto, não temos liberdade para dizer que não cremos em Deus, ou que acreditamos em debates (sobre o aborto ou o casamento gay, por exemplo) que NÃO envolvam a religião. É devido à imposição de Deus, crença aparentemente compulsória nesse país, que tem-se o nojo que anda o jornal O Globo e, nojo dos nojos que deixou minha ínsula absolutamente revoltada, a revista Veja da semana passada (digo isso somente agora, tarde demais para que meu repúdio gere curiosidade e os ajude a vender exemplares).

Pois cansei de ser discriminada. Quero ter direito à liberdade de exercer minha não-religiosidade e a não ser considerada pior do que os religiosos por não crer em Deus. Defendo os direitos dos religiosos de curtirem suas crenças em paz, e acho o máximo conhecer a cultura, os valores e as particularidades de judeus, muçulmanos e tantos outros – mas está na hora de os não-religiosos também terem a sua não-crença respeitada.

E respeito começa pela não-imposição de valores. Assim como não desejo que todos os brasileiros abandonem suas crenças particulares, repudio ardentemente a imposição de valores católicos ou evangélicos ou de qualquer outra religião à política e aos meus direitos civis. Quero um Estado laico de fato: que respeite a diversidade de crenças, incluindo aquela na inexistência de Deus, e não tome decisões pautadas por religião alguma. Não acredito em Deus, mas acredito no ser humano, acredito em fazer o bem, e acredito que nossa liberdade tem que ter limite onde nossas crenças e ações começam a interferir na liberdade dos outros.

E a partir de agora, podem ter certeza que vou responder com todas as letras toda vem que me perguntarem, em cadeia pública ou em particular: sou ateia. Não acho necessário invocar um Deus criador, onipresente e onisciente para explicar o mundo, nós mesmos ou nossas ações, não acredito que ele exista, e creio que ele de fato não existe. Faço o bem porque acredito em fazer o bem e acredito nas pessoas, e não por temor a um Deus. E não acho que eu seja uma pessoa pior porque minha vida é pautada em valores que não incluem um Deus. Pronto. Assim vou fazer minha parte pela liberdade de expressão religiosa *e* não-religiosa. Inclusive porque, como Fernando Pessoa bem escreveu, não ter Deus é um Deus também…

Utilidade Pública

Amigos do Deusilusao. Tempos atrás publiquei um texto sobre discriminação http://deusilusao.wordpress.com/2009/11/18/preconceito-e-ignorancia-teista/ , Texto esse que foi lido pelo  Dr. Telmo Kiguel coordenador da ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria. Este senhor interessou-se pela matéria aqui publicada, porque segundo disse ao Barros, representa um mal a ser combatido. Sentimo-nos orgulhosos do alcance das idéias do blog, em se tratando de um eminente estudioso e defensor dos direitos dos cidadãos. Aproveitando o espaço que me foi confiado quero publicar o aviso do encontro do Projeto Discriminação, cuja divulgação e realização se dará pelos profissionais da ABP. Quem desejar poderá assistir a este encontro em Fortaleza-CE. Mais  importante  ainda é divulgarmos estas idéias, porque além de sermos discriminados, ainda somos contra qualquer tipo de discriminação seja ela de credo, cor, raça, escolha sexual.

Segue-se abaixo:

em pdf:   III_ENCON..[1]

 

site da ABP:     http://www.cbpabp.org.br/

e em cópia do documento acima:

 

Deus deseja sua desgraça. (Um papo estranhíssimo!)

 

Estava eu na fila de um banco, quando fui abordado por uma figura estranha, de gravata e com um livro marron nas mãos. Um pequeno resumo da conversa estranha:

-Olá, como vai sua vida? O senhor tem algum problema? – perguntou  de sopetão, o sujeito a mim.

-Sim, claro. Mas tudo dentro da normalidade. E quem não tem? – respondi com um sorriso

-Pois é. Eu conheço alguém que resolve qualquer problema. Qualquer coisa. Até doença grave. O senhor tem alguma coisa?

-Eu, não! Pelo contrário. Sou desportista. Gosto de academia,futebol, voley, de praia, andar, correr, bicicleta, viver, amar, tomar umas. Por quê?

-Nada moço. Acho que o senhor está na vida mundana. O senhor gasta muito tempo com o corpo. Não pode beber também não, meu líder proíbe!

-Certo- falei educadamente, mas com vontade de rir. Mas é meu corpo que me leva a tudo. Também gosto de estudar, ler aprender e não vejo problema em beber socialmente. O senhor não gosta destas coisas, ver praia, as moças de biquini, praticar esportes, estudar, ler, aprender? Afinal pra que serve a vida?

-he!he!he! O senhor é muito engraçado. Mas não podemos olhar pras outras garotas, muito menos de pouca roupa e depois elas são a ferramenta de satanás para tentar. O senhor me desviou a atenção. Eu queria salvar sua vida mostrando minha igreja e meu senhor. Devoto toda minha vida a ele e tem sido uma Glória e queria que o senhor conhecesse a bênção. Ele tem operado milagres na vida das pessoas.

-Está certo. Mas não preciso ser salvo, afinal eu teria que estar numa fria. Estou bem. Não preciso de ajuda, nada fiz de mal a ninguém, nem a mim. Já faço minha contribuição à caridade. Não me interessa mesmo saber sobre o seu mestre, não preciso dele.

-Aí que o senhor se engana. Precisa sim! Estou vendo que o diabo tomou conta da sua vida e só quer destrui-lo. Ele faz o senhor pensar que está bem, mas pelo visto o senhor está em maus lençóis! Veja que nem conhece o senhor dos senhores! Cuidado! Pode até estar possuído e nem sabe!  Precisa amarrar o coisa ruim.

-Mas eu estou bem. Minha vida transcorre normal. Faço caridade, já disse. Tenho meu emprego, minha família, meus amigos. Não sei porque preciso realmente conhecer o seu líder – respondi educadamente.

-É pra ele salvar o senhor, que pensa que não precisa dele. Já nascemos pecadores, precisando de ajuda.Olha vá à minha igreja, lá o pastor vai mostrar a verdade. Estamos em campanha para salvar almas pra Jesus, por isso aproveitei pra perguntar aqui nesta fila. Lá em Timóteo…

-Olha amigo! Não quero ser salvo. Estou feliz com minha vida e nao quero conhecer o seu mestre. Nem sei onde ele mora. Se ele quiser que apareça, mas já avisando que não quero trocar minha vida pela sua! Pelo que vejo o senhor vive numa prisão. Pra minha vida ficar melhor, só conseguindo aquela lancha que é meu sonho. Mas isso nem é assim impossível, só difícil. Se ele quiser me agradar, peça pra ele mandar um iate de 200 pés pra mim, tá? Mas que tenha uma dedicatória de próprio punho.

Dito isso, o cara começou a fazer aquelas orações pedindo pela minha alma, porque o diabo tinha me possuído. Ele rezava, orava e ficava olhando pra mim para ver se o diabo saía do corpo. he!he!he! No final ele quis deixar aqueles santinhos com uma tal de palavra. Eu aceitei e joguei no lixo, logo em seguida. Fui exorcizado mais uma vez! ha!ha!ha!

Esta historinha revela bem o que pensa o crente. Primeiro tentam nos colocar como pecadores, coitados, num inferno. Acho que deus precisa de pessoas em péssimas condições. Não é à toa que o presídio está cheio de crentes. Duvido que alguém resolvido financeiramente seja convertido.Um Bill gates, Eike Batista, um milionário qualquer não precisa ser salvo. Tem que estar ferrado. Se não estiver, inventam que estamos numa pior com demônios no corpo e precisando de ajuda. Depois tem o tal do pecado que ele empurram que temos, mesmo sem termos feito nada.

Pobres coitados que perdem tempo tentando converter um ateu. Suas vidas são vigiadas, trabalham de graça prum  pastor qualquer e nem sequer percebem isto. No final a renda da igreja vai para as mãos do líder. As ovelhas se prestam apenas para dar os 10% e serem enganadas, mas o pastor que tem a comunicação divina, diz que deus está feliz com aquilo. Pronto já é motivo pra felicidade dos idiotas.

Saracura do brejo

Falácias da Lógica e Retórica (2)

Dando continuidade à dismistificação dos procedimentos falaciosos, dos quais se utilizam os crentes e políticos, exponho mais uma gama deles, sobre os quais discorre o físico Carl Sagan, o grande defensor da ciência:

-Non sequitur -Expressão latina que quer dizer “não se segue”. “nossa Nação prevalecerá, porque deus é grande”. Mas quase todas Nações querem que isto seja verdade. Na formulação alemã era “Gott mil uns”. Com frequencia, os que caem na falácia “non sequitur” deixaram simplesmente de reconhecer as possibilidades alternativas;

-Post hoc, ergo propter hoc – “aconteceu após um fato, logo foi por ele causado”. O arcebisbo de Manila diz: “-Conheço uma moça de 26 anos que aparenta sessenta porque ela toma pílula anticoncepcional”. “antes de as mulheres terem o direito a votar, não havia armas nucleares”;

-Pergunta sem sentido – “O que acontece quando uma força irresistível encontra um objeto imóvel?” Mas se existe uma força irresistível, não pode haver objetos imóveis;

-Exclusão do meio-termo, dicotomia falsa – considerando apenas os dois extremos num continuum de possibilidades intermediárias. “Claro, tome o partido dele. Meu marido é perfeito; eu estou sempre errada”. “Ame seu país ou odeie-o”. “Se você não é parte da solução, então é parte do problema”;

-Curto prazo versus longo prazo - subconjunto da exclusão do meio termo, mas muito importante. “Por quê explorar o espaço ou fazer pesquisas de ciência básica, quando temos tantas pessoas sem teto?”;

-Declive escorregadio, relacionado à exclusão do meio-termo – “Se permitirmos o aborto nas primeiras semanas de gravidez, será impossível evitar o assassinato de um bebê no final da gravidez, ou inversamente”. “Se o Estado proíbe o aborto até no nono mês, logo estará nos dizendo o que fazer com os nossos corpos no momento da concepção”;

-Confusão de correlação e causa – “Um levantamento mostra que é  maior o número de homossexuais entre os que tem curso superior do que entre os que não o possuem. Portanto, a educação torna as pessoas homossexuais”. “Os terremotos andinos estao relacionados com as maiores aproximações do planeta Urano. Então, o planeta Urano é a causa dos terremotos”;

-Espantalho – caricaturar uma posição para tornar mais fácil o ataque. “Os cientistas supõem que os seres vivos simplesmente se reuniram por acaso – proposição que ignora  idéia darwiniana onde a natureza se constrói guardando o que funciona e jogando fora o que não funciona”. “Os ambientalistas se importam mais com anhingas e corujas pintadas do que com gente”;

-Evidência suprimida ou meia verdade -  ”Uma profecia espantosamnte exata e muito citada do atentado contra o presidente Reagan é apresentada na televisão – mas foi gravada antes ou depois do evento?”.O mais importante ficou de fora;

-Palavras equívocas – “A separação dos poderes nos EUA especifica que não se pode travar uma guerra sem um declaração do Congresso. Mas o presidente detem o controle da plítica externa e o comando das guerras. Então podem criar guerras com outros nomes, “ações policiais”, “incursões armadas”, “ataques de reações protetores”, “pacificação”, “salvaguarda dos interesses americanos”;

 

Falácias mais comuns ou perigosas da lógica e da retórica (1)

Religião e política utilizam de falácias para justificar proposições contraditórias. Carl Sagan lista algumas delas, que de tão repetidas, até já conhecemos. Estas assertivas tem o papel de enganar e enrolar para não mostrar a verdade e enganação é matéria de político e religioso! Vejamos algumas:

-Ad hominem - expressão que significa “ao homem”, quando atacamos o argumentador e não o argumento. ex: Tal pessoa é fundamentalista, portanto não levamos a sério sua objeções a determinado assunto;

-Argumento de autoridade - O presidente Nixon deve ser reeleito porque tem um plano secreto para por fim à guerra no Sudeste Asiático – mas como era secreto, o eleitorado não tinha meios de avaliar os meritos do plano. O argumento se resumia a confiar em Nixon porque era presidente: um erro como se veio a saber depois; Deus tem um plano secreto para você, tão secreto que ninguém sabe – outra bobagem;

-Argumento das consequêncis adversas - deve existir um deus que confere castigo e recompensa, porque se não, a sociedade seria mais desordenada e perigosa, ingovernável. Já vimos que a sociedade se regula;

-Apelo à ignorância - a afirmação de que qualquer coisa que não se provou ser falsa deve ser verdade. O ônus sempre caberá a quem afirma. Com isto posso criar as mais absurdas idiotices;

-Alegação especial - frequentemente para salvar uma proposicção em profunda dificuldade teórica.Como um deus misericordioso pode condenar as gerações futuras a um tormento interminável, só porque, contra suas ordens, uma mulher induziu um homem a comer uma maçã? alegação especial: você não conhece a doutrina sutil do livre-arbítrio. Como pode haver um pai, filho e um espírito santo igualmente divinos na mesma pessoa? Alegação especial: você não conhece o mistério da santíssima trindade. É resposta para quase tudo. Não tendo resposta plausível, diga: você não conhece os desígnios misteriosos de deus!;

-Seleção das observações – também chamada enumeração das circusntâncias favoráveis, ou, segundo Francis Bacon, contar acertos e esquecer fracassos. “Um Estado se vangloria do presidente que gerou, mas se cala sobre os seus assassinos que matam em série”. “Crentes enaltecem as bondades e os milagres de deus, mas esquecem que ele supostamente mandou matar crianças, velhos, mulheres, enviando pragas apenas por sua carência afetiva”;

-Estatística dos números pequenos - falácia aparentada com a seleção das observações. “dizem que uma dentre cinco pessoas é chinesa. Como é possível? Conheço centenas de pessoas, e nenhuma delas é chinesa”. “tirei três sete seguidos. Hoje à noite não tenho como perder”;

-Compreensão errônea da natureza da estatística – “O presidente Eisenhower expressando espanto e apreensão ao descobrir que metade de todos os norte-americanos tem inteligência abaixo da média”;

-Incoerências – “prepare-se prudentemente pra enfrentar o pior na luta com um potencial adversário militar, mas ignore parcimoniosamente projeções científicas sobre perigos ambientais, porque elas não são “comprovadas”. “atribua a diminuição de vida na antiga União soviética aos fracassos do comunismo há muitos anos, mas nunca atribua a alta taxa de mortalidade infantil dos EUA ao fracasso do capitalismo”. “Considere razoável que o Universo continue a existir para sempre no futuro, mas jugue absurda  possibilidade de que ele tenha duração infinita no passado”;

 

 

Fé ajuda.

 

Contribuição do leitor e colaborador Carlos Mello

Fiquei impressionado com a atitude de alguns mineiros chilenos, que ao saírem da cápsula de resgate, de forma inconcebível para quem pensa racionalmente, rezaram em agradecimento a deus por serem salvos. AGRADECER??? Agradecer o que? Pois, pelo que eles acreditam, foi deus que os colocou lá, é a mesma coisa que alguém com câncer, ficar curado e agradecer a deus pela cura.

Deus, que é onisciente, ou seja: sabe tudo o que acontece e acontecerá (dogma cristão),  faz uma baita sacanagem com eles, soterrando-os, e ainda agradecem. A intenção dele era matar todos aos poucos (o que não é novidade em se tratando de deus), então porque em vez do esforço feito, não ficaram rezando pela infinita bondade? Será que sinceramente eles acreditam na tal divindade? Se acreditam porque não confiaram nela?  Quanta incoerência.

Qual a explicação para tamanha insensatez?

Temos que entender que a maioria são pessoas simples que sofreram lavagem cerebral desde o nascimento o que deixa, quando se trata de religião, uma cegueira em relação à racionalidade dos fatos, esta catequização fica tão enraizada na mente, que torna quase impossível imaginarem que não exista o deus que lhe incutiram.

Na situação em que se encontravam, para eles, o mais razoável seria acreditar que o amigo imaginário, que sempre lhes foi ensinado ser possuidor de um imenso amor, estaria pensando neles, claro que o anjo da guarda já tinha falhado. Aqui está a parte mais admirável desta lavagem, pois a parte ruim fica completamente esquecida e só a parte boa, e que aparece, é atribuída a deus.

As orações realizadas foram importantes pra eles, acho até que foi fundamental para manter a sanidade mental do grupo, sem dúvida que ajudaram.

Mas e se eles fossem um grupo de ateus o que teria acontecido? Exatamente a mesma coisa, isto porque a ajuda através da reza é exatamente nenhuma, é só psicológica. Ateus teriam fé na tecnologia, e os crentes no seu amigo imaginário, mas na realidade estavam sendo salvas por coisas bem terrenas.

Com isto dá para se ter uma idéia da resistência que os crentes tem de aceitar o mundo como realmente é, e quanto tempo seria necessário para fazer uma geração pensar de forma racional.

Resumindo: Temos que fazer um trabalho de conscientização em cima dos jovens e dos que estão “saindo do armário”, desta forma acredito que o ateísmo vá crescer uns 5% ao ano. Então dentro de poucos anos, e com a vantagem de os ateus serem bem mais inteligentes, teremos chance de livrar a humanidade dessas fantasias medievais.

Carlos Mello.

Vejam Notícia de 10/10/2010. no blog tudoglobal, enviado pelo Barros.

 

Serra diz que não governará para judeus, budistas, islamitas, mulçumanos, umbandistas, ateus e agnósticos

O candidato do PSDB, José Serra, foi rigorosamente claro no seu programa de televisão e rádio, no retorno do horário eleitoral gratuito para o 2º turno das eleições: “VOU GOVERNAR PARA OS CRISTÃOS BRASILEIROS”. A declaração, contundente, dita pelo líder tucano, foi vista e ouvida em áudio e vídeo e reforçada em texto de caracteres, para que ninguém tenha dúvida do seu compromisso.

José Serra assume, assim, uma posição governamental contrária aos sentimentos e direitos de uma enorme população brasileira que não professa qualquer fé cristã. Fica contra, portanto, a milhares de judeus, mulçumanos, budistas, islamitas, umbandistas e tantas outras manifestações religiosas que estão incorporadas à vida brasileira, quase todas resultantes da presença de milhares e milhares de asiáticos e africanos que vieram ajudar a construir o Brasil.

Por outro lado, a posição firme de José Serra em dizer que “será presidente dos cristãos”, agride toda uma população irreligiosa que vem crescendo fortemente no Brasil, como os ateístas, os agnósticos, deístas e teístas- sem religião, que têm o direito tanto à crença quanto à descrença.

Sendo o Brasil um país laico, pode alguém que se dispõe a governar seu povo adotar postura unilateral em favor de um grupo, por mais forte que seja esse, em detrimento de minorias qualificadas como judeus, budistas, islamitas, umbandistas, ateístas, agnósticos e tantos mais que são nossos irmãos brasileiros?

Será que na cabeça brilhante do Serra passa que os não-cristãos brasileiros não são cidadãos, que não têm direitos, não merecem respeito e tratamento igual? Não seria isso um estúpido preconceito e intolerância inaceitável ? Será que já não basta os horrores, as perseguições por que já passaram e continuam passando, mundo afora, judeus, mulçumanos e umbandistas, particularmente estes, aqui no Brasil?

Querer transformar a discussão política – que interessa e diz respeito a todos os cidadãos brasileiros e às relações internacionais do Brasil com o resto do mundo-, numa questão religiosa, que vai do aborto à exclusão dos não-cristãos, constitui, sobretudo, um desrespeito à Constituição Brasileira, que, além de estabelecer, nos “Direitos Individuais”, o livre exercício de qualquer opção religiosa, fixa, igualmente, que o Brasil é um país laico.

O menos ruim desse horário eleitoral gratuito é que os candidatos se expõem, tiram a máscara, desnudam-se diante do eleitor. Serra vem dando conotação religiosa ao tema aborto, escondendo o forte componente moral que a questão impõe e o flagrante problema de saúde pública, já deixado de lado por ele, quando ministro da Saúde, mesmo diante da posição publicamente favorável defendida por Dona Ruth Cardoso, ex-primeira dama do País.

Seu objetivo nítido é de confundir a opinião pública, na tentativa de prejudicar sua concorrente, a presidenciável Dilma Roussef. Com isso, presta um desserviço à Nação, descamba de vez e perde totalmente o censo, ao declarar que só governará para os cristãos. Será que estaríamos restaurando o imperialismo religioso e preparando a volta da “santa inquisição”?

Minha opinião: A população ignorante está decidindo o voto. Há uma pregação contra as minorias para angariar os votos dos evangélicos, que são claramente contrários às outras religiões. Não sabem, estes políticos, que uma parte considerável da população é agnóstica, atéia ou pertecentes a minorias  que, tendo mais esclarecimento e sendo ofendida tão claramente, dará sua resposta nas urnas. Será que nestas minorias não vivem cidadãos decentes? Não acredito que estejam dizendo a verdade, mas este vale-tudo eleitoral, mostra a falta de escrúpulos dos candidatos, como se não houvesse limites. Vale matar a própria mãe para ganhar as eleições, porque depois o povo esquece, é assim que pensam! Muitos dos marketeiros são declaradamente ateus, mas por uma conveniência política da busca aos votos dos evangélicos, os fazem proferir o desrespeito às escolhas dos cidadãos esclarecidos.

Para que serve Oração?

Alguns cristãos acreditam que o seu deus já determinou tudo no universo, desde um bater de asas de uma libélula, à quantificação de grãos de areia do Saara. Então deus imaginou, avaliou, editou, revisou e finalmente ”publicou” nos anais celestes o livro da vida de todos, o seus respectivos destinos.  Isso representa mais uma prerrogativa de um deus que se preze, ter uma tal de onipotência aliada à onisciência e onipresença. Já vimos que diante destas três características a oração não teria sentido, sem colocar em dúvida um desses poderes. Entretanto, o crente insiste que deus já sabia de tudo e que comanda o destino de qualquer evento no universo. Isso suscita muito mais dúvidas que respostas.

Pensando nesta questão e utilizando um modelo científico, uma fundação religiosa chamada TEMPLETON, embora tendenciosa a crenças divinas, resolveu patrocinar um grande experimento para comprovar o poder das preces.

Então, grupo de pacientes foram divididos aleatoriamente em grupo experimental (que recebeu preces) e o grupo de controle (que não recebeu preces). Nem os pacientes, nem os médicos ou enfermeiros, nem os autores do experimento podiam saber quais receberiam as orações. Aqueles que faziam as preces experimentais tinham de saber o nome dos indivíduos, por quem estavam rezando, mas foi dito apenas o primeiro nome do paciente e a primeira letra do sobrenome.Isso já resolveria o problema, afinal como se supõe, deus é bem esperto e saberia qual o destinatário da oração. O padrão do duplo-cego foi adequadamente realizado.

Não pareceu, a princípio, uma pesquisa muito séria, mesmo assim a fundação torrou 2,4 milhões de dólares, sob a liderança do Dr. Herbert Benson, cardiologista. Foram 1802 pacientes monitorados em seis hospitais, todos que haviam submetidos a cirurgias de ponte de safena e/ou mamária. O grupo ”1″ recebeu preces e não sabia, o outro  “2″ não recebeu preces e não sabia ( controle) e o grupo “3″ recebeu preces e sabia que estava recebendo. A comparação entre “1″ e “2″ testaria a eficácia das preces e o grupo “3″ testaria os possíveis efeitos psicossomáticos de ter conhecimento das preces.

Feitas as orações por congregações e três igrejas e os resultados publicados no American Heart Journal de abril de 2006.

Não houve diferença entre os pacientes que foram alvo de preces e os que não foram. Quanta surpresa. Houve diferenças entre aqueles que sabiam que estavam recebendo preces e aqueles que não sabiam se estavam ou não estavam. Mas ela foi para a direção errada. Aqueles que sabiam ser beneficiários de preces sofreram um número significativamente maior de complicações do que aqueles que não sabiam.

Estaria deus contra-atacando para desaprovar a pesquisa? Parece mais provável que fosse a ansiedade de desempenho. “Será que estou assim tão doente que recrutaram equipe de oração?

A partir dos resultados, os teólogos preocupados com a colocação da questão ao ridículo, começaram a inventar objeções, as mesmas que vemos nas respostas teístas. Colocar a culpa nos homens e dizer que deus não gosta de ser provado ou ainda que deus só atende a preces feitas com bons motivos. Será que não seria um bom motivo mostrar pela ciência que ateus estão errados? Outros teólogos defenderam que aquilo era desperdício de dinheiro porque as influências sobrenaturais estão, por definição, fora do alcance da ciência, mas a fundação que financiou o estudo, já havia entendido que o suposto poder de intercessão estaria dentro do alcance da ciência. Claramente os religiosos tentaram encontrar um subterfúgio para descaracterizar ou desviar dos resultados, apenas para continuarem a propagar a mentira da oração. De fato, não abalou a crença dos fiéis.

Mas se o resultado atestasse, por acerto ou por algum erro de aferição, a veracidade do poder das orações? Será que alegariam que pesquisas científicas não valem em questões religiosas? Claro que não!

Estamos cansado de ver os exemplos. Queremos evidências. Mostramos as impossibilidades teístas, mas o que ouvimos é panfletagem, fuga do resposta, enrolação e, mesmo que soe absurdo, a pessoa diz:

“-Pode parecer louco isso, mas temo deus e o amo. Sei que não tem sentido, sei que é meio surreal, mas tenho fé, mesmo que deus não apareça!”

Por isso é complicado discutir com crente “xiita”, fundamentalista. Aquele que não aceita a clareza das explicações e dizendo apenas que “é assim e pronto!”. Fui convencido de que o crente de “manada”, o que crê levado pela multidão, este sim merece minhas palavras. Porque mesmo diante de evidências tácitas, o xiita não assimila, não aceita. Foi o que ocorreu com a divulgação dos resultados desta pesquisa. Simplesmente não aceitaram e continuaram a dizer que, para eles, a oração sempre funcionou e funcionará porque eles tem fé. Pronto!

Nem precisaríamos desta pesquisa para entender que preces não são atendidas. Os deuses morreram. As orações direcionadas a eles são o desejo de magia, o desespero, o derradeiro recurso de quem não tem mais saída, mesmo assim como último ou como desejo sobrenatural, não se traduz na eficácia desejada. É uma tentativa vã , impossível, mais ainda convencê-los de que não funcionará.

Saracura do brejo

 

Aos crentes com carinho: inconsistências! (Republicação)

I
Se sou líder de uma “igreja”
Que adota um deus “bufão”
Não me cabe admoestação
Por roubar, com tal destreza
Biltre, detentor da “realeza”
Engano o pobre e o tolo
Assalto-os sem pena, com dolo
Tiro do “bobo”, que merece
E as graças que pede, por prece
Digo que deus vai repô-lo
 
II
O chefe de uma denominação
Como queiram, os “bitolados”
Coitados, enganados, enjaulados
Na ditadura da punição
São líderes que têm a unção
De serem “os Iluminados”
Mas são apenas inclinados
A cometer pilantragem
Usam de tal malandragem
Pra sugar os desavisados
  
III
Pastores assim, se comportam
Imaginem os seguidores!
Do bem, são uns impostores
Com vida ética, não se importam
Mas um deus reto, exortam
Desejando a nós, a “leseira”
Só que no fundo a “tonteira”
Não se mostra, ter lisura
Nem ética a propositura
São hipócritas a vida inteira!
 
 
IV
Pra bobagem ter conseqüência
Sem ter que provar um fato
Só basear o relato
Na bíblia de incoerência
Há quem veja pertinência
No livro santo dos crentes
Que só ateus tem suas mentes
Sem crer nos versos ilusórios
E seus atos e fatos inglórios
Não vêm torná-los tementes
 
 
V
Basta querer questionar
Suas idéias improváveis
Absurdas e inimagináveis
Que o crédulo não faz provar
Só faz deus carente, amar
E ter medo do inexistente
Mesmo que soe incoerente
Apenas pra sermos domados
De pensar sermos privados
Nunca sermos independente
 
VI
Há uma hipnose coletiva
Reeditada em cultos
É só usar os atributos
Com sua prerrogativa
De mandar de forma ativa
Ordenando sua manada
A agir condicionada
Doando e preso a seu mestre
E assim fica inconteste
Pra sempre a “droga” implantada!
 
 
 
 
 
 VII
Só basta este espaço ler
Respostas dos bem “cristãos”
A nós ateus “seus irmãos”
Desejando-nos,  o  perecer
E pragas pra nos deter
De ser livre e um “ser pensante”
E não ser um “hesitante”
Crer no seu deus ditador
Que faz mal e traz a dor
E um inferno horrorizante!
 
VIII
Se existisse o tal do deus
O crente assim, não agiria
Pragas, não prometeria
Aos incrédulos ou aos ateus
Só seríamos filhos seus
Não teríamos sofrimento
Nem males do juramento
Viriam ao nosso viver
Só benesses e prazer
Vida, paz,  divertimento
  
IX
Mas que tem-se observado
Que o crente diz, mas não crê
Quando há de recorrer
Aos deus puro iluminado
Opta pela ciência, o legado
Compêndio conhecimento
Da descoberta e invento
por séculos de rigor científicos
que só se tornaram prolíficos
deixando o “divino” “ao relento”
 
 
X
Ninguém queira entender
A mente dos que acreditam
Nem leis inúteis que ditam
Pra manada obedecer
Num momento vão saber
Que seu pai celestial
Tido supremo e maioral
Não tem razão de existir
Nem força que o faça agir
Mostrando o potencial
 
  
XI
Quando o crente é levado
A agir como um ateu
Então, ato ímpio cometeu
Ou em deus tem desacreditado
Não serve a eles o “ditado”
Dos versos de tal “infância”
Nem tem tanta relevância
Viver em tal repressão
Mas não têm força de “ação”
Livrar-se da ignorância
 
XII
Se quer um sonho, um desejo
Bastaria um breve “pensar”
E deus iria materializar
Já que é matéria, o ensejo
Pelo menos, assim vejo
Que o sonho de realização
Nunca é “ iluminação”
É poder,grana e riqueza
Do deus não querem a pobreza
É melhor a “ostentação”
 
XIII
Pra quê pastor, com jatinho
De luxo, aos céus cruzar
Não bastaria, deus criar
Duas asas de “anjinho”
Pro cara voar sozinho
Livrando o meio ambiente
Mostrando o poder inerente
Ao deus super-poderoso
Regozijando em bondoso
À sua causa e à do crente.
 

Não preciso temer deuses ou amá-los. Bactérias são bem mais importantes

 

Até a presente data nenhum crente conseguiu explicar porque suas histórias sagradas são tão mentirosas. Coisas como o mundo ser criado há 6000 anos, morcegos serem chamados de aves, em algum momento os bichos ganham fala, não terem previstos nos livros sagrados os dinos, que a mulher veio da costela de Adão, que o Sol parou sua trajetória para favorecer um temente a deus e uma infinidade de relatos hoje facilmente tidos como impossíveis.

Além de todas essas infantilidades que já serviram para manter o rebanho, hoje nem tanto, há o fato interessante e fundamental para a total inserção na absurda crença: temer a deus e também amá-lo. Umas das aberrações mais propagadas pelos teístas apenas para oferecer ao seus deus judaico-cristão a blindagem necessária contra as críticas. Seria um processo interessante para dar certa invulnerabilidade ao deus impossível. Ou seja, já previam que com o tempo e acesso ao mínimo conhecimento iriam surgir elementos contraditórios o suficiente para refutar as historinhas religiosas e a  própria existÊncia divina.

Ensinam os crentes que deus é amor, mas que criou um inferno só pra torturar seus filhos. Lindo né? Ele criou um secretário, e permite sua existência, só pros assuntos de natureza expiatória. De vez em quando, os dois combinam uma torturinha qualquer, até mesmo aos tementes a deus, apenas para um teste. Além disso, o livro sagrado quer que as pessoas amem este deus, assim mesmo doente mental. Seria como se uma vítima de um estuprador, amasse o réu, ao mesmo tempo que sentisse medo dele! Absurdo? Assim é o deus.

Ainda bem que o blog deusilusão vem a esclarecer aos coitados crentes que essa história não é verdadeira. Não haverá nenhum mal a nenhuma pessoa, que porventura não consiga  amar e temer ao mesmo tempo seu deus perverso. Até agora nenhum ateu sofreu com esta praga divina. Por mais que os crentes nos mandem pragas, até hoje nenhuma chegou à nossa tenda. O que tem havido são coisas perfeitamente possíveis a todos, portanto dentro da normalidade. Não surgiram doenças exclusivas de ateus, nem pragas sobrenaturais. As doenças e mazelas que sofremos são perfeitamente explicáveis e tratáveis pela ciência. Mesmo as catástrofes naturais como furacões, tempestades tem afetado a todos indistintamente. Doenças como gripe, resfriado, zoonoses, doenças contagiosas também são absolutamente normais em todos os seres.

Grande parte das doenças das quais  somos acometidos são causadas por bactérias, fungos, vírus. E nem temos como nos esquivar destes seres microscópicos. Além do número incrivelmente exagerado deles, convivemos em contato físico com os mesmos além de ofertarmos uma boa alimentação em óleos, minerais. Somos o supremo centro de sua alimentação. Falando apenas das bactérias presentes na nossa pele. Além de existirem muitos nas nossas tripas, orifícios nasais, cabelos, cílios, nadando nos nossos olhos, perfurando o esmalte do dente.

Nosso sistema digestivo abriga mais de 100 trilhões de micróbios de mais de 400 tipos.Alguns lidam com açúcares, outros com amidos, outros atacam bactérias. Alguns como as espiroquetas parecem só gostar da nossa companhia e para nada servem. Na verdade as bactérias são, em suma, uma grande parte de nós. Do ponto de vista da bactéria, somos uma parte bem pequena delas.

Nós, seres inteligentes, achamo-nos o tal por produzirmos antibióticos e desinfectantes,  pensando com isto que vamos banir estes seres. Não creiam nisto amigos! Bactérias não fazem cidades nem tem vida social interessante, mas elas estarão presentes quando o Sol explodir. Este é o planeta delas e só vivemos porque elas permitem! Elas são nossos deuses!

Elas progrediram por bilhões de anos sem nós. Não conseguiríamos sobreviver um dia sem elas. Elas processam nossos resíduos e os tornam novamente utilizáveis: sem sua mastigação diligente nada apodreceria. As bactérias purificam nossas águas e mantém produtivos nossos solos. Sintetizam vitaminas em nossos intestinos, convertem os alimetnos ingeridos em açúcares e polissacarídeos úteis e declaram guerra aos micróbios estranhos que descem por nossa garganta.

Dependemos totalmente das bactérias para extrair o nitrogênio do ar e convertê-lo em nucleotídeos e aminoácidos úteis para nós. Trata-se de um feito prodigioso e gratificante. Fornecem o ar  que respiramos e a atmosfera estável. Elas surpreendentemente prolíficas. Algumas produzem uma nova geração em menos de dez minutos. Com esta velocidade, uma única bactéria produziria mais descendentes em dois dias do que o número de prótons do universo. Imaginem que se tiver nutrientes, uma única célula bacteriana produziria 280 bilhões de indivíduos em um só dia. Cerca de uma vez em 1 milhão de divisões, elas produzem um mutante.  Pode ser uma mudança arriscada mas devido a isto adquirem uma capacidade de se esquivar de um ataque de antibiótico. Sua longevidade depende disso e ainda da capacidade de compartilhar informações com outras bactérias. Qualquer bactéria apanha pedaços de código genético de outra bactéria!!! Qualquer mudança que houver no mundo adaptativo bacteriano pode se espalhar para outra.

Mas nem tudo são benesses. Faríamos a mesma pergunta se fosse a bactéria um deus: Por quê em algum momento da nossa vida, os micróbios gostam tanto de nos prejudicar? Que satisfação extrai de nos provocar febre, desfigurar-nos em ulcerações ou de nos matar? Se morrendo não seremos mais hospedeiros, qual o benefício?

A maioria é neutra e benéfica aos seres humanos. No todo, apenas cerca de um em mil é patogênica. Na verdade, alguns benignos podem ser perigosos em determinadas situações. Tornar o hospedeiro doente traz benefícios ao micróbio. Os sintomas ajudam a espalhar a doença. Vômitos, espirrros e diarréia são métodos excelentes para um hospedeiro sair e se posicionar a fim de invadir outro. A estratégia mais eficaz é obter a ajuda de um colaborador móvel. Os mosquitos são adorados pelos agentes infecciosos por injetarem diretamente no sangue, onde podem trabalhar imediatamente antes que a vítima se defenda. Malária, febre amarela, dengue, febre do Nilo, doença do sono, encefalite e uma centena de outras menos conhecidas. É uma sorte que o agente da AIDS não esteja entre elas. O HIV é dissolvido pelo metabolismo do mosquito. No dia em que uma mutação permitir ao vírus contornar essa limitação, estaremos em apuros.

Além da diferença básica entre os deuses e os microorganismos, os primeiros frutos do  imaginário os útlimos reais,  ainda notamos que os seres microscópicos não são entidades calculistas. Eles não se importam com você, tanto quanto você não liga quando milhões são exterminados por sua higienização, no banho. O único momento em que seu bem-estar prolongado tem importância para um patógeno é quando ele o mata bem e rápido demais. Se eles o matarem antes de conseguir pular fora, poderão morrer também. Muitas doenças sumiram tão misteriosamente quanto surgiram. Eficiência demais não é um bom negócio para um organismo infeccioso.

Vivemos uma luta diária contra esse poderosos deuses pequenos. Eles que estão aqui há bilhões de anos, sempre inovando nos aspectos genéticos e nós tentando criar mecanismos para deter o seu avanço. Não podemos nos livrar deles. Na nossa garganta vivem alguns do tipo streptococcus que não nos causa mal a não ser uma inflamação, mas se cair noutra região, tranformam-se nos comedores insaciáveis de carne. Podemos destestá-los e respeitá-los, mas não podemos nos livrar deles. Amamos os que nos causam os benefícios de produzir nosso alimento no intestino, mas tememos que alguns destes possam nos causar algum desequilíbrio e assim uma infecção qualquer. Ao mesmo tempo, amamos e os detestamos e não podemos prever suas atitudes aleatórias ou evolucionistas.

Somos mais inteligentes, maiores, mas somos impotentes diante da capacidade benéfica ou mortal dos nossos colaboradores. Não adianta rezar pra eles. Não adianta pedir em oração, assim como não adianta a corrente do bem-estar. Também não se pode pedir perdão. Nenhum cântico os emocionam. Eles não condenam ninguém ao inferno nem dão passe pro céu. Não são subornados por 10%. Não são sensíveis a pedidos, questionamentos, emoções ou chantagens! Estes são os verdadeiros deuses do mundo, mas que não se preocupam com nossa vida sexual, nem nos dá livramento. Podemos esperar o bem ou o mal, conforme a sorte! Quando eles querem, nem sempre podemos demovê-los da intenção de transmitir seus genes, nem podemos ter ingerência sobre suas mutações. Eles simplesmente surgiram antes da humanidade e permanecerão mesmo depois dela! Eles simplesmente são e serão e nenhum deus muda isso!

Saracura do brejo

O Papa deseja uma Cruzada contra os Ateus

Diante dos olhares do mundo e da rainha Elisabeth II, o papa Bento XVI numa visita de quatro dias ao Reino Unido em setembro, envolveu-se em nova polêmica, além da cobrança de ingressos para suas missas. Abriu a cruzada contra o secularismo, chegando a comparar os ateus aos nazistas.

Mesmo em nossos tempos, podemos relembrar como o Reino Unido e seus líderes se levantaram contra a tirania do nazismo, que desejava erradicar Deus da sociedade e negar sua humanidade comum a muitos – especialmente aos judeus.(…)

“Ao refletirmos sobre as lições do extremismo ateísta do século 20, não nos esqueçamos nunca de como a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública leva a uma visão truncada do homem e da sociedade e, assim, a uma visão reducionista e uma pessoa e de seu destino.”

“Hoje o Reino Unido se esforça para ser uma sociedade moderna e multicultural. Nessa exigente empreitada, espero que possa manter seu respeito pelos valores tradicionais e pelas expressões culturais que formas mais agressivas de secularismo hoje já não dão valor ou até não toleram”

“A evangelização da cultura é tudo o que há de mais importante em nossos tempos, quando uma ditadura do relativismo ameaça obscurecer a verdade imutável da natureza do homem, seu destino e sua bondade final”

Então exortou a rainha a não permitir que o fundamento cristão seja ofuscado. Há um aumento considerável de britÂnicos não adeptos de qualquer crença religiosa, segundo pesquisa, o número de ateus subiu de 31% para 43% de 1983 a 2008. Então o papa se referia a uma espécie de ateus “com fervor quase evangélico, eles estão tentando excluir todas as formas de religião da esfera pública”. “estes ateus querem abandonar a moralidade tradicional e começar a montar um ataque direto à religião, quase sempre à igreja católica”

Afirmou que o secularismo significa o “desparecimento de deus na cultura”, negação das raízes cristãs da civilização européia e à rejeição das verdades morais fundamentais afirmada pela fé. Afirmou que pessoas  buscam excluir a crença religiosa no discurso público, privatizá-la ou “pintá-la” como se fosse uma ameaça à igualdade e a liberdade.

Vejam amigos! O papa se meteu a “esculhambar” os ateus em público e isso é considerado normal. Comparar ateus com nazistas para dar crédito à pregação.Imaginem se eu utilizasse do mesmo expediente para falar mal da igreja! E ainda se apoiando na Rainha que é anglicana, simplesmente uma ruptura do catolicismo, para permitir o casamento de Henrique VIII. Abriu uma guerra contra os ateus, mas como se trata de religião, pode tudo! Por fatos como esse é que somos chamados de radicais, intolerantes, perversos, quando na verdade só dizemos assim: “-Ei, não me converta, sou ateu!”. Fui chamado de intolerante porque não creio num deus e falei que todos os deuses são iguais, são criações humanas.

Criou-se uma idéia de que criticar o deus a religião é um crime, mas criticar a falta disso é legal e bonito! Então precisamos mostrar estas incoerências. Porque a religião está presente na cultura ela já se torna a mais correta? Por causa disso só agora sabemos dos crimes cometidos pelos padres, bispos e cardeais  ou funcionários religiosos.Para a igreja não se podia denunciar padres! Agora podemos. O papa está tão p. da vida com a perda da credibilidade que quer partir pro ataque. Os crimes praticados pelos papas, parentes e afins na administração do Vaticano sempre foram “abafados”, por serem considerados super-poderosos, intocáveis, porque se investiam de autoridade divina. Essa  mesma que quer ter o bispo Silas para não ser criticado!

E nós somos os culpados de quase tudo. Só faltou o papa dizer que os padres pedófilos eram ateus! Não vemos ateus criando cruzadas contra religiosos desta forma. O próprio conhecimento nos leva ao ateísmo sem necessidade de guerra contra religiões. Só podemos pedir ao povo que estude, conheça leia e veja as opções. A humanidade já perdeu muito com guerras santas, cruzadas, invasões. Já queimou livros de hereges, já assassinou gente inocente e cientistas em nome de religiões. Se o povo tiver um mínimo de conhecimento, não cairá no erro novamente! Tanto que houve protestos veementes contra a visita. O papa ficou sabendo das denúncias quando era cardeal e não foi verificado tanto empenho em punir, na época. Ficou quietinho para não explodir o escândalo.Será que tem autoridade ética para conclamar o povo contra o secularismo?

Não acreditamos em deuses mas não atacamos crianças, não assassinamos, não inicamos nenhuma guerra “ímpia”, não queremos o mal da humanidade, não financiamos o nazismo, não oferecemos as bênçãos aos regimes totalitários, não vendemos indulgências, não nos escondemos no crime, não queimamos inocentes…

Saracura

 

O Poder dos Evangélicos

Queridos amigos.Com muita preocupação vejo a política e os poderes constituídos pelos cidadãos sendo invadidos por questões religiosas, quando na verdade preconiza a nossa constituição que o Estado deveria ser laico, sem a interferência ou benefício a qualquer religião. No exercício de suas atribuições públicas não deveriam recorrer a dogmas religiosos, nem utilizar o poder para favorecimento do seu credo. Na prática, não agem os religiosos de forma isenta. Basta dar uma passada nos seus projetos enviados à Câmara e ao Senado. Tem de tudo para favorecer tão somente suas crenças. De isenção de imposto para quem constrói um templo, à criação de “passaporte diplomático” aos líderes de uma igreja – este já foi aprovado e está vigorando, por incrível que pareça. Lutam contra a lei de direitos humanos esta que  impede a discriminação de opção sexual  ao tornar crime, como de fato já é, a discriminação de homossexuais. Veto total às experiências com células-tronco, e posicionamento de antemão contra as discussões sobre o aborto. Não aceitam nem discutir o assunto. A não aceitação de outros credos e o voto contra a união de pessoas do mesmo sexo e a caracterização da homossexualidade como um desvio psicológico, passivo de tratamento. Este é o pensamento dos religiosos, que ainda veem a escolha sexual como um doença. Pois foi um dos projetos enviados por eles que apontaria para uma solução do considerado “problema” numa sessão de “descarrego”. Acreditam nisto? Pois estes são os projetos mais importantes dos nossos amigos crentes.

Uns “pingados” projetos na questão social, raramente, mas o grosso das suas propostas miram na maior exposição junto ao seu reduto eleitoral para uma eventual reeleição. Então ficam sempre presos a questões de ordem religiosa do eleitorado, esquecendo e desconhecendo aquelas de natureza geral, benéfica aos brasileiros.

Enquanto Alagoas sofria com enchente, lá estava um deputado querendo que recursos fossem enviados para a igreja aplicá-los, como se a igreja fosse reduto de honestos!

O que mais causa admiração é o desconhecimento dos evangélicos e sua fácil manipulação. Basta um pastor divulgar que uma candidata falou que nem deus tiraria sua vitória, notícia falsa por questões óbvias- porque nenhum candidato pode se intitular ateu ou desafiar deus- que eles votam no outro concorrente. Não sabem os religiosos que no mundo moderno a religião é restrita aos seus templos e suas práticas separadas do Estado. Em todos os países desenvolvidos e com respeito aos seus cidadãos é assim que funciona. França, Dinamarca, Suécia, Noruega.

Aqui em Pernambuco, numa cidade vizinha que faz parte da região metropolitana, Jaboatão dos Guararapes, por ter 39% do eleitorado evangélico, os votos foram direcionados à candidata Marina Silva, pelo simples fato de ela ter assumido a condição de evangélica. É bem verdade que a candidata é ética, mas será que ela que já foi da teologia da libertação e tinha outros projetos, não “converteu-se” para angariar votos? Ela já foi a favor de homossexuais, já duvidou da existência de deus, caso relatado outro dia, mas só o fato de ter assumido que é evangélica, já mereceu o voto. Não quero dar uma conotação política ao texto, mas como a senadora Marina , caso eleita, iria conseguir apoio para o seu projeto verde? Imagine enfrentar a bancada dos latifundiários, dos empresários, dos desenvolvimentistas e por aí vai. Por não está claro os direitos e garantias individuais do povo no seu projeto, eu não votei em Marina. Porque sou a favor das minorias, dos direitos civis, da separação do Estado e Igreja, a favor da discriminalização do aborto.

Então como fiel da balança, a candidata é cortejada por todos os candidatos, que agora querem por no seu projeto de governo uma cláusula mais verde, ou prometer participação no governo. Política não tem regra, não tem inimigos, nem divergências eternas, podendo se transformar a qualquer tempo em algo do seu agrado.

E ainda temos que admitir que as eleições praticamente se resumiram à pendência puramente religiosa. Os evangélicos levaram ao segundo turno por serem manobrados e decidirão as eleições conforme uma postura, ou simpatia de um concorrente. Até agora pendentes ao candidato Serra, por ainda resvalar a tal da mentira da internet “…nem deus me tira no primeiro turno”, mentira claramente política atribuída à candidata Dilma.

Estamos vendo que o povo não sabe o que é governar. Suas escolhas pautam-se por boatos, dada a indecisão, que sirva de base à escolha, que possam justificá-lo. Se pensassem um pouquinho veriam que nenhum candidato , mais nenhum mesmo, pode ser ateu, ou tenha dúvida da existência do deus, sob pena de perder a eleição. Um estuprador tem mais credibilidade que ateu, no Brasil, dada a ignorância e doutrinamento. Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição em São Paulo porque disse que era ateu. Depois foi aconselhado pelos marqueteiros a se instalar no catolicismo e ir à missa para dar um ar de verdade. Dito e feito, conseguiu ser presidente. O que pesa nos dirigentes evangélicos é o medo de perder o controle do rebanho. Eles querem dominação em tudo. Querem ter o direito de proferir aberrações na TV, como a que fez o Datena, sem ser responsabilizado por isto. Eles já tem o direito de culto garantido na constituição, mas querem fazer do país um culto Estatal, com plenos poderes de insultar os homossexuais, mulheres e de outras crenças sem serem punidos.

Uma notícia ruim é o números de evangélicos vem crescendo, mas a boa é que este crescimento se dá na camada menos escolarizada. Quanto há educação há a tendência maior de terem religião só como um encontro social. Mas temos que verificar que eles tem voto, embora influenciáveis demais.

Só posso me preocupar porque os projetos dos crentes tendem apenas a oferecer a eles mesmos direitos e garantias e isenções que o cidadão comum não tem direito. E os próprios evangélicos nem se preocupam com questões éticas, foram vários os processos de desvios de dinheiro por parte da bancada de evangélicos. Não são imparciais, querem mais pra eles mesmos e o resto que se dane. Como eu vou ter direito a passaporte diplomático por ser , colaborador do Deusilusão, um blog de ateus? E eles queriam o direito só pra evangélicos e católicos, mas a lei serve para todas as denominações e crenças, do candomblé ao espiritismo. Para citar um exemplo, nas Forças Armadas admitem um líder espiritual que se chama Capelão, mas só admitem Católicos e Evangélicos, quando na verdade era pra ter líder capelão do espiritismo, do candomblé e de todas as outras. É uma discriminação com os outros!

A bancada de evangélicos só não mandou um projeto tornando crime ser ateu porque a constituição não permite. É a nossa salvação!

Por isto amigos eu defendo tanto a educação. Além de tornar a humanidade melhor, ainda nos protege desta idéias da idade média, porque a idéia religiosa é subjugar as pessoas, tirar nossas conquistas, queimar nossos livros, torná-nos a serviço de um mestre inescrupuloso, de nos levar ao fundamentalismo cristão, ou nos colocar contra a própria humanidade!

Saracura do brejo

 

 

O Falso Brilho dos Milagres…

Anais do Livro: “Deus não é Grande” de Christopher Hitchens.

As filhas do sumo sacerdote Anius transformavam o que quisessem em trigo, óleo em vinho. Atalida, filha de Mercúrio, ressuscitou diversas vezes. Esculápio ressuscitou Hipólito. Hércules resgatou Alceste da morte. Heres retornou ao mundo após passar uma quinzena no inferno. Os pais de Rômulo e Remo eram um deus e uma vestal virgem. O Paládio caiu do céu na cidade de Tróia. O cabelo de Berenice se tornou uma cosntelação.(…) Dê-me o nome de um povo em meio ao qual incríveis prodígios não aconteceram, especialmente quando poucos sabiam ler e escrever. 

Voltaire, Questões sobre os milagres

Uma antiga fábula fala do surgimento de um fanfarrão que estava sempre contando a história de um salto realmente fantástico que ele tinha dado na ilha de Rodes. Aparentemente, nunca tinha visto salto em distância tão heróico. Embora ele nunca se cansasse da história, o mesmo não podia ser dito da platéia. Finalmente, quando ele mais uma vez tomava fôlego para contar a história do grande feito, um dos presentes o fez calar dizendo rispidamente: “Hic Rhodus, hic salta”. (Aqui é Rodes, salte aqui!)

De certa forma, assim como profetas, videntes e grandes teólogos parecem ter morrido, também a época dos milagres parece ter ficado em algum ponto de nosso passado. Se os religiosos fossem sábios, ou tivessem confiança em suas convicções, deveriam aplaudir o eclipse dessa era de fraude e invocação. Mas a fé, mais uma vez, se desacredita se mostrando insuficiente para satisfazer o fiel. Acontecimentos ainda são necessários para impressionar os crédulos. Não temos dificuldade de identificar isso quando estudamos os médicos-feiticeiros, os mágicos e os videntes de culturas antigas ou remotas: obviamente uma pessoa esperta que primeiramente aprendeu a prever um eclipse e depois a utilizar esse acontecimento planetário para impressionar e assustar sua platéia. (…)

Com tudo isso, é surpreendente como parecem banais alguns dos milagres “sobrenaturais” de hoje. Como nas sessões espíritas, que cinicamente oferecem tartamudeios do além para os parentes do morto, nada realmente interessante é dito ou feito.

O autor exemplifica que o desejo de voar, de ter asas, a inveja dos pássaros originou fantasias para o homem neste sentido!O desejo do poder, do sobrenatural.

A levitação também tem um grande papel na fantasia cristã, como confirmam as histórias da ascenção e da assunção. Naquela época o céu era visto como uma tigela e o clima comum, fonte de grandiosidade ou intervenção. Dada essa visão pateticamente limitada do universo, o acontecimento mais trivial parecia miraculoso, enquanto um acontecimento que realmente nos impressionaria – como o sol para de se mover – parcia apenas um fenômeno local.

Supondo que o milagre é uma mudança favorável da ordem natural, a última palavra sobre o assunto foi escrita pelo filósofo escocês David Hume, que nos deu o livre arbítrio. Um milagre é uma perturbação ou interrupção do rumo esperado e estabelecido das coisas. Isso pode envolver qualquer coisa, desde o sol nascer no oeste até um animal de repente começar a recitar versos. Muito bem, então o livre arbítrio também implica decisão. Se você parece estar testemunhando tal coisa, há duas possibilidades. A primeira é que as leis da natureza  foram suspensas (em seu benefício). A segunda é que você está equivocado ou tendo um ilusão. Assim, é preciso avaliar a probabilidade da segunda em comparação com a probabilidade da primeira.(…)

Os milagres diminuíram em seu impacto espantoso desde os tempos antigos. Mas ainda, aqueles oferecidos mais recentemente foram um tanto mal-ajambrados. A famosa liquefação anual do sangue de San Gennaro em Nápoles, por exemplo, é um fenômeno que pode ser ( e tem sido) repetido por qualquer mágico competente. Grandes “mágicos” seculares como Harry Houdini e James Randi demonstram facilmente que levitação, andar sobre o fogo, descobrir água e entortar colheres podem ser conseguidos em condições de laboratório, de modo a revelar a fraude e proteger o consumidor desatento de ser enganado. De qualquer forma, milagres não confirmam a verdade da religião que as pratica: Aarão supostamente derrotou os mágicos do faraó em disputa aberta, mas não negou que eles também podiam realizar maravilhas. Porém, não tem havido uma ressusreição há algum tempo, e nenhum xamã que afirme poder fazê-lo concordou em reproduzir seu golpe de uma forma que pudese ser desafiado. Assim, precisamos perguntar a nós mesmos: a arte da ressusreição morreu? Ou estamos confiando em fontes duvidosas? (…)

(…)Aplique isso aos dias de hoje, em que algumas vezes é dito que estátuas de virgens ou santos choram ou sangram. Mesmo que eu não pudesse facilmente apresentar a vocês pessoas que conseguem produzir esse mesmo efeito em seu tempo livre usando banha de porco e outros materiais, ainda me perguntaria por que uma divindade deveria se satisfazer em produzir um efeito tão insignificante.

O autor mostra que com um mínimo de raciocínio se consegue mostrar as fraquezas do “milagre”, usando a navalha de OCKHAM. Mesmo para aquelas oportunidades em que as leis da natureza são aparentemente suspensas de uma forma que não oferece contentamento ou consolo evidente. E diz mais:

Tragédias naturais não são violações das leis da natureza, e sim parte de suas inevitáveis flutuações, mas sempre foram utilizadas para impressionar os tolos com o poder da desaprovação de “deus”. Todos os livros sagrados falam com excitação de inundações, furacões, raios e outros fenômenos. Após o terrível tsunami da  Ásia em 2005, e depois da inundação de Nova Orleans em 2006, homens bastante sérios e instruídos como o arcebispo de Canterburry foram reduzidos ao nível de camponeses bestificados ao agonizarem publicamente sobre como interpretar a vontade de deus na questão. Mas, se a pessoa faz a suposição simples, baseada em um conhecimento absolutamente certo, de que vivemos em um planeta que ainda está esfriando, tem um núcleo fundido, falhas, rachaduras em sua crosta e um sistema climático turbulento, então simplesmente não há necessidade de tal ansiedade. Tudo já está explicado. Eu não consigo entender porque os religiosos relutam tanto em admitir: isso os livraria das perguntas fúteis sobre porque deus permite tanto sofrimento. Mas aparentemente esse incômodo é um pequeno preço a pagar para manter vivo o mito da intervenção divina.

Vamos irmãos, mostrem-nos uma ressureição, uma regeneração de membro “amputado”, um “arrebatamento”, uma levitação demorada sobre o Saara, uma cura de um cego, a “regeneração” de uma cabeça decepada, dar “voz” ao meu cachorro, ”mula” ou ramster, uma transformação de água em vinho, uísque, vodka, na hora, ou a cura do sofrimento dos doentes, os números da “sena” para 10 concursos. Não vale esses milagrezinhos pequenos. Por quê só vemos curas de “dor-de-cabeça”, caroços não vistos, cura da ansiedade, curas mentirosas? É difícil usar a “navalha de Ockham?

Abração

Saracura do brejo 

 

 

Autoridade Espiritual. Que Diabo é Isto? Esperteza, veremos!

A gente encontra cada coisa! Leiam estes comentários de crentes sobre algo tão absurdo quanto eficaz destinado à obediência cega ao seu respectivo pastor. Eles gostam de proclamar esta tal autoridade. Uma maneira de subjugar os incautos astuciosamente, blindando aqueles com poderes “divinos” de não poderem ser criticados! Vi uma apresentação do pastor Silas Malafaia sobre esta “opressão” total aos direitos de pensar diferente .  Costuma citar Josué como sendo um exemplo que seguiu autoridade. Vejam alguns comentários de crentes e os respectivos versículos:

Um exemplo de seu funcionamento foi quando os israelitas lutaram contra os amalequitas:

“E fez Josúe como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amalaque prevalecia.” [Êxodo 17:10-11].

Muitas vezes Deus honrou as intercessões de Moisés em favor de Israel. A profundidade da preocupação de Moisés pela nação é demonstrada quando ele se colocou entre ela e a ira de Deus:

“Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito.” [Êxodo 32:32].

Arão também intercedeu pelos israelitas quando a ira do Senhor se acendeu contra eles:

“E estava [Arão] em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga.” [Números 16:48].

Jesus demonstrou que a autoridade é uma posição de responsabilidade ao liderar seus discípulos e prover para eles. Em João 17, Jesus expressa sua aplicação desses princípios:

Josué respeitava a autoridade de Moisés e via seu poder no primeiro versículo. No segundo exemplo e no terceiro passa a idéia de que a figura com esta autoridade pode se defender até da ira divina! Reprovando os castigos divinos! Vamos a outro entendimento:

Pois bem. Na apresentação do pastor Silas ele fala:

 ”…é o revestimento de poder e de autoridade da parte de deus , sobre uma pessoa para que ela realize o propósito de deus. E esta autoridade não se obtém numa faculdade de teologia,nem mestrado, nem doutorado, não é da escolha da pessoa, mas é de soberania de deus. É deus quem institui esta capacidade. O espírito santo distribui como ele quer, este poder. Então teremos profetas, pastores, evangelistas, escolhidos por deus. Então Josué reconheceu Moisés com autoridade, com estas quatro características:  1º- Josué era obediente a Moisés – não admito que alguém tenha desobediência ao pastor, não aceito que a autoridade dada por deus ao pastor seja questionada por alguém no meio da platéia.Isso não pode!; 2º- Josué servia a Moisés. 3º- As pessoas querem estar sempre junto da autoridade espiritual. Tem prazer na sua companhia; 4º-Não se participa de conspiração contra o pastor. Levante contra pastor, não pode…  ”.

Os exemplos dados pelo sabido Silas sempre remetem à subserviência incondicional à sua figura como pastor. Ele comentou que certa vez foi pregar nos EUA e lá um grande empresário foi recebê-lo no aeroporto e se manteve às ordens dele. O próprio Silas ficou admirado e perguntou porque ele agia assim. Então o senhor, um empresário de sucesso, disse que era honra servir a um homem de deus que reconhecia autoridade e que seria abençoado por isto, deixando celular e esclaredendo que o mestre poderia chamá-lo a qualquer hora., pelo que o “poderoso” Silas falou:

“-Este homem conhece quem tem autoridade! Na igreja tem gente que se esconde para não servir, mas não devemos agir assim, porque devemos seguir Josué  que não era qualquer um, era comandante das tropas do deserto e, mesmo assim se curvava diante de Moisés

É de matar de rir! A toda hora o pastor coloca que ninguém pode questioná-lo, apenas deus, porque ele tem o poder desta “autoridade” dada pelo divino e ainda faz empresários de sucesso se ajoelhar diante dele!!! E quer se comparar a personagens bíblicos, sobre quem pensa e admira o poder inerente! Conta o exemplo de servilismo à sua personalidade como pastor, quando em Minas Gerais houve uma “briga” para ver quem levaria a figura para o culto! Vejam que tentativa de se auto promover à custa do povo despreparado! Na platéia todos estavam, penso eu, com medo, diante de tanta imposição.

Conta uma piadas sem graça sobre a vergonha de o povo sentir quando se está servindo ao mestre espiritual, e este povo  de tão absorto na hipnose autoritária, eloquencia e discurso em tom de briga, gritante, que eles riem das piadas idiotas. Então fala que aquela pessoa do pastor não é uma qualquer é algo escolhido divinamente. he!he!he! Diz que a pior coisa que crente pode fazer é conspirar contra algum pastor. Nenhum crente pode questionar nada, porque isto é trabalho de deus. ” Se você quer desgraça, quer derrota, se dar mal, então conspire contra alguém de autoridade espiritual. Tu vai ver o que vai acontecer com tua vida! Eu conheço gente que morreu, conheço gente que teve família destruída. É a pior coisa do mundo!Contra alguma autoridade espiritual só outra autoridade para dominar pela força divina “ .

Conta o caso que pessoas que queria conspirar contra Moisés e que este lançou uma praga e o chão se abriu e engoliu os amotinados! Então conta umas bobagens sobre alguém falando de procedimentos execráveis de pastor,com os quais não concordam, no que ele adverte: “-Cale a boca e saia da igreja, mas não podem criticá-lo, porque ele é uma autoridade! O pastor é a autoridade máxima na Terra nomeado por deus. Mas se você obedece a esta autoridade, vai conseguir muitas vitórias! E pode receber o dom da autoridade espiritual também”

Vemos um exemplo de  medo de ser criticado e ao mesmo tempo a auto promoção com poderes sobrenaturais, onde nada pode ser contrariado. Arrogância aos montes! Prepotência em querer sem importante à força da ignorância popular! Depois ameaça com desgraças, ponto chave para terem medo de questionarem.  Quer mostrar que o pastor pode “derramar” poder sobre alguém para vencer qualquer batalha! Aquele tipo de rito  de colocar as mãos sobre a cabeça e “jorrar” poderes  mágicos! Tem um outro vídeo – não está nesta série- que ele diz que se um Governador de algum Estado estiver ali sentado, tem que servir como ovelha diante dele! E que a única coisa que deus não perdoa é desobecê-lo!É brincadeira?

Num certo ponto ele começa a criticar a mulher que não se submete à autoridade do homem! Que há mulher que falta dar “tapa” na cara de homem. Se são assim como vão obedecer à autoridade espiritual? Cúmulo do machismo, o cara! 

Então colegas, o vídeo pode ser visto no youtube (Pastor  Silas Malafia – Autoridade espiritual 1 ao 7). Não sei se conseguem ver todos os cinco, que é pura bizarrice! Eu tive um misto de nojo, riso, raiva porque é esdrúxulo e safado por demais!! Para o bem da humanidade tive que ver tudo e publicar mais esta pérola! Há notória necessidade de ser bajulado e nunca ser criticado, usando dos artifícios da dominação, da condenação com desgraças, morte, imposição do medo e ainda colocando o próprio  deus  serviço da idéia!

abração

Saracura

 

 

Ateísmo não é Crime, a Intolerência, sim!

Realmente não consigo entender os teístas. No seu livro sagrado vemos parábolas, lições de moral, exercício de humildade, defesa dos fracos e oprimidos, e ainda denotando que o reino dos céus pertecem a estes e aos pobres e o perdão sendo uma regra basilar. O seu deus foi pobre, pregou toda uma humildade, apontou que devem dar a outra face sem reagir, mostrou toda uma gama de atitudes pacíficas, considerando apagadas as violências e crimes do antigo testamento, para uma vida de paz ( nas palavras dos crentes). Pois tudo é bonito, legal, registrado, imutável se não fosse por um detalhe da mais alta importância:  estas leis morais, atitudes de bem conviver, só existem na teoria, porque me parece que o crente deseja que os outros, terceiros,  cumpram sua prática, mas eles próprios fogem disso, como o bode da água!

Não querem ser humildes, adoram a riqueza, o poder.A avareza é uma regra nesse meio. São apegados ao dinheiro como se fosse a solução das suas mazelas. Não acreditam nos milagres, pois correm pros médicos. Não querem seguir o exemplo do mestre quando se trata do perdão. Tolerância, pra eles é repressão aos ímpios. Ira, inveja são uma constante nas suas atitudes.

Pois é. Posso citar vários exemplos de amigos crentes com quem tenho  oportunidade de trabalhar e de tão notáveis procedimentos que me apetece relevância em citá-los. Trabalhou comigo um irmão, do tipo “xiita”, que não deixava os filhos assistir  TV, que dizia amém para o crescimento da relva. Era bem conhecido, este rapaz, por ser avaro, ao ponto de juntar moedinhas de 10 centavos e fazer questão do troco de 5 centavos. Tentava economizar até o do cafezinho, comia os restos que ficava na copa, de tão magro parecia o Visconde de sabugosa com anemia! Vivia para economizar e fazia de tudo pra se dar bem. Lembro-me de uma vez que comprou um veículo de outro amigo e para espanto geral, realizada a compra, veio cobrar nada mais que as “tampinhas dos pitos” dos pneus, ao vendedor, dizendo que estava faltando as “peças”. Foi um sufoco para quem vendeu, porque durante um ano, depois da venda, ele queria que o rapaz pagasse todos os defeitos advindos do uso. he!he!he! Alegava o indigitado, que deus era tudo, que todo o erro era do homem. Pois bem. Um dia, viu-se envolvido num inquérito por ter utilizado os serviços do trabalho em prol de seu benefício. O chefe muito perverso, querendo encontrar um culpado, ansiando o desfecho, fez pressão, quando então  ele me pediu para elaborar a defesa do caso, necessitando minha sugestão de uma tese que o livrasse. Eu fiz a defesa e consegui descaracterizar o crime aludido a ele. As gravações ajudaram na prova e o colega  foi inocentado! Nao sou gênio neste assunto, apenas encontrei a saída e o furo observando o material.

Depois disso ele passou a alardear que deus o havia salvo de uma armadilha do diabo! Sim, ele me agradeceu, mas colocou o mérito justamente no deus que não o ajudou…he!he! Legal, não? Não sei porque ele não pede para deus curar a mulher dele, coitada, que tem lúpus e só vive em crise. O caramarada teve a ousadia de mudar pra Brasília, por dinheiro, não se importando com a saúde da própria mulher! Continuou avarento! Entenda o povo de deus!

Tem mais. Sempre os colegas de trabalho, indagam-me, nos momentos de pouco serviço, já que é plantão, questionando-me sobre meu ateísmo e fazem perguntas até pertinentes, às quais tenho o maior prazer em responder. Então, num dia comum, estava eu discutindo sobre Sodoma e Gomorra, sobre uma passagem que mostrava a pressão da população para sodomizar os anjos – há traduções diferentes, huma bíblia tem “conhecer”, noutra “sodomizar”, mas no versículo seguinte há a explicação – quando invadiu a conversa um desse crentes da assembléia, bem radicais, sem a mínima educação, já que não foi convidado ao diálogo, começou a gritar e perguntar onde aquilo estava escrito, porque não aceitava a explanação. Eu, em atenção à pergunta dele e sendo educado, abri a bíblia “on line” e mostrei-lhe uma que apareceu da wikipédia, que ele rechaçou, veementemente e notoriamente alterado. Então mostrei outra versão da bíblia e li os versículos: GENESIS 19

4 -E antes que se deitassem, cercaram a casa, os homens daquela cidade, os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros.

5 -E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos.

6 -Então saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si,

7 -E disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal;

8 -Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram homens; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for aos vossos olhos; somente nada façais a estes homens, porque por isso vieram à sombra do meu telhado.

Há um problema com a palavra “conheçamos”, porque no outro versículos Ló roga pra não fazer-lhes mal. Ora, conhecer só pode ser algo ruim e a cidade de Sodoma e Gomorra era famosa pela prática de sexo anal, então concluimos que desejavam mesmo sodomizá-los. E o Ló ofereceu suas filhas para salvar os homens enviados de deus. Mulheres! Caso tenham um mínimo de entendimento, vejam o papel da mulher: nada valem na bíblia.

Então diante das provas apresentadas, o crente fundamentalista começou a ameaçar, a dizer que não aceitava que eu discutisse a bíblia porque eu era ateu e que, dali em diante, ele como funcionário mais graduado, estava proibindo  a minha boca de falar de religião. he!he!he! Com que direito? No desconhecimento dele, ainda mais que eu não pregava pra ele e sim respondia a um amigo, ele como “superior” poderia proibir alguém da livre manisfestação e livre pensamento? Que absurdo! Eu disse que a proibição era ilegal e que, no  máximo eu nao discutiria com ele,  respeitando o direito de quem não deseja o diálogo.

Nestes termos, pergunto onde está a tolerância do religioso? O cidadão acima achou-se no direito de  manobrar meu desejo de falar o que bem entender. E fez ameaças e ficou nervoso, mesmo eu chamando atenção para a coerência, porque não estávamos nos digladiando e sim discutindo um entendimento de uma alínea da bíblia. A constituição me dá o direito da liberdade de pensamento, mas a mente restrita do fundamentalista a desrespeita e, por ver um ensinamento desmistificado ou mostrada a incoerência,  parte para o ataque com desespero e violência. O outro amigo me foi solidário e me sugeriu esquecer o assunto e não mais discutir, salvando uma guerra santa de imbecilidade.

Então as palavras pregadas pelos próprios crentes não surtem o efeito neles mesmos. Cometem crimes em nome da defesa inescrupulosa da fé, e se tem a possibilidade da perseguição, nem hesitam em usar deste expediente. Por isto, quando vejo as pessoas pregando tão boazinhas, entendo que aquelas plavras não servem pra eles, de pura hipocrisia são direcionadas para nós, terceiros que não fazem parte da sua alienação, objetivando ludibriar-nos!

Saracura

Eu Quero ir pro Inferno!Posso escolher?

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         Um dos grandes problemas que advém do doutrinamento religioso é a impossibilidade do direito de escolha do cidadão comum. A vontade de querer acrescentar mais “alienados” ao rebanho chega ao paroxismo da chateação. Quando estão nas ruas, não pedem licença. Empurram panfletos sem perguntar se aceitamos. Não resta opção, senão o “lançamento” da linha dos três metros na próxima cesta de lixo, dos papéis de pregação! As vezes, com boa vontade, até lemos para conferir as bobagens proferidas. Parece que os pastores abrem um concurso da cooptação de mais “idiotas”. Pregam em qualquer lugar. Até na praia já vi, dia de domingo, uma espécie de invasão de seres estranhos, de saias longas, umas magras, outras robustas, parecendo umas “matronas” italianas,daquelas que seguram o rolo de massa,cabelos com “coque”,pernas cabeludas, algumas moçoilas que, mesmo com certa beleza, nos passa uma idéia de repressão contra  a sensualidade feminina, como se usassem uma “burca”.Roupa padronizada,  parecendo uma Marina Silva! Acham eles, que a pouca roupa é um pecado, quando na verdade deveria-se pensar diferente. Por quê  a nudez, ou semi-nudez  tem que ser ”demonizada”, afinal, se a maldade está na mente das pessoas? Pasmem com aquelas pernas tão peludas! Conseguem imaginar como ficam outras áreas mais escondidas? Sabe amigos, com todo o respeito, tenho curiosidade de perguntar sobre depilação com esse povo. Até pensei um dia: “como seria interessante ”irmãos” brincando na areia, no mar, de biquini, ou mesmo de “short”, queimando ao sol, jogando voley, frescobol, ou apenas tomando uma água, guaraná na sombra do guarda-sol, de forma natural, sem seus ridículos trajes, mesmo ainda sendo crentes. Na verdade, isso varia para cada denominação, como se alguém recebesse uma ordem para isso e outros as dispensassem. Não há consenso na “palavra” de deus!

A sanha de conseguir mais adeptos parece ser uma regra pétrea da ” constituição” religiosa. Não se contentam, são sendentos de mais gente. E o que significa esse mais? Mais dinheiro, mais famílias, mais adeptos e alienção. Não respeitam lugares, não pedem licença, não pensam no direito dos outros de ter suas crenças, querem dizer que o caminho sério é a “evangelização” das pessoas, mas apenas para a igreja dos próprios. Soa engraçado porque sempre criticam, como um erro,  pertencer a outra corrente religiosa, mas o deus é o mesmo! ha!ha!ha! Como aquela piada em que o padre querendo cobrar mais, expõe as três opções de pagamento pela missa: tem a de R$10,00 a de R$50,00 e a de R$100,00, mas logo adverte que a missa de R$10,00, não vale nada! Fica esta idéia de avaliar a crença mais abençoada. he!he!he!

Quando alguém fala que já é cristão, católico, evangélico de outra denominação, mórmon, adventista, ou outra diferente da sua, limitam-se a pedir para que venham conhecer o melhor e verdadeiro lugar de “cristandade”, porque a sua crença  não é a correta. Mas todos já não sãos cristãos? Será que a oração daquela igreja tem mais poder que a de uma outra? Deus, o ET, costuma baixar mais vezes no seu templo? Há mais curas em tal lugar?  Talvez o que pode pesar é uma ter mais música, mais alegria, ou ter o pastor ou padre mais simpático! Mas neste caso, está-se mudando por causa humana do espetáculo, não da presença mais forte do deus!

Se falarmos que somos espíritas, umbandistas, do candomblé, xintoístas, budistas, aí o discurso muda um pouco. Primeiro tentam desqualificar que se está no lugar errado, que é prática errônea. Depois, usando a tática política, de mansinho pedem que vá aos seus cultos. A pessoa até vai e faz o mesmo convite, que soa como  um xingamento, porque os crentes rechaçam a idéia, por se considerarem os perfeitos ”em cristo”. Rio muito desta expressão, porque é ridículo, “em cristo”. he!he!

Mas nós não desejamos ser salvos. Não queremos ir para o céu improvável, nem acreditamos em infernos criados pelos deuses perversos. Gostaria que não fossem à minha casa pedir pra que eu ouça a “palavra”, dizendo que é de deus, mas não mostrando o sistema de comunicação que prove isto. Então apontam a bíblia, e quanto a isso nós já temos muitas informações. Uma bobagem total. Não aproveitamos  muita coisa neste livrinho antigo. Posso até ter inveja de um líder religioso chamado Salomão. O camarada tinha umas 700 esposas e umas 300 concubinas. Ah! Neste caso quero ser Salomão, porque tem escrito e é lícito. Não para as mulheres usadas, mas para o esperto Salomão.

Se tem um inferno, é pra lá que vou. Lá estarão todos os cientistas, com quem meu espírito, alma, vai conversar bastante. Se é que os espíritos dos mortos tem também o mesmo conhecimento que tinham em vida. Imaginem, topar com filósofos e cientistas, Einstein, Kant, Spinosa, Platão, Maxwell, Pascal, Planck. Não sei quais são ateus, mas uma parte estará lá. Não tenho medo do inferno, afinal de contas quem vai sofrer mesmo é minha “alma”. Ela que se dane, eu já estarei morto para sempre, deixe-a ser torturada. Fico curioso de saber como se tortura mesmo uma alma. Mas posso tentar imaginar com a minha mente restrita. Uns “diabinhos” se reúnem para puxar os testículos da “alma” até esticar uma centena de metros. Alguém deve estar sentindo esta dor só de falar….depois eles arrancam, logo após extirpam os órgãos da “alma”. Isso durante um tempo. Mas e depois? Juntam os pedaços e vão torturando de novo até a eternidade. Acho que os diabinhos vão desistir logo, porque quem vai trabalhar são eles, e depois de tanto estica, puxa, cola, eles ficarão entediados. De qualquer forma vou perguntar aos crentes se eles podem me dizer, na prática, como se faz isso, porque  segundo eles,  irei pra lá.

Mas os crentes não desejam que escolhamos. Eles pensam que somos iguais a eles, que tem medo do deus todo poderoso. Os pastores deixam as ideáis de que deus vai te “capar”, vai te esfolar, vai-te estuprar, mandar pragas, trazer sofrimento. O mesmo deus que manda a tal da “graça”, “glória”, coisa que ainda nao entendi muito bem, é o mesmo que esgana vivo. Não nos deixa opção, senão descaracterizar esta grande mentira divina, de deus e inferno. Ainda ficaria uma dúvida crucial sobre inferno: para qual inferno mesmo eu irei junto com todos os ateus? Porque existem infernos das outras religiões e então queria ver os deuses na queda-de-braço, disputando minha alma e dos meus amigos ateus! Muito esquisito isso, mas tudo é surreal nas religiões.

E tem mais complexidade. Vamos dizer que eu cumpra quase todos os ditames ditatorias do deus deles. Não tem refresco? O castigo é o mesmo? Ah! então eu vou pecar sem medo, porque não há moderação, nem “pesagem” da gravidade dos crimes. Ainda tem a dificuldade de saber qual deus me julga. Como é bom ter mais 10% que os irmãos! Eles dizem: -É pecado! Como é bom tomar umas, socialmente! Falam: Isso é crime para deus! Como é bom praticar com sua parceira, o sexo animal, selvagem, com liberdade! Advertem: -Isso é fornicação! Então, queridos crentes, o bom mesmo é pecar!

Ninguém vive sem pecado, como desvio cristão, nem mesmo os cristãos. Quem me disser que conta a verdade na totalidade das vezes, já está mentindo! Imaginem uma prima gordinha, feiinha a coitada, pergunta o que acha da forma dela., será que você responde forma de “melancia”? De “baleia”?, ou tenta amenizar? Mentimos, às vezes, por educação. Na frente do chefe chato, perseguidor, incompreensível, você fala suas impressões? Você esconde, mas tomando um chopp com amigos, você destila seu veneno! O que não podemos é pecar prejudicando. Vivemos em sociedade e temos direitos e deveres, vontades, mas obrigações também. De qualquer forma quando você passa num concurso, você simplesmente deixou para trás 90% da concorrência, ou mais, para se beneficiar. Como vive num país capitalista e o total de grana circulante tem um valor, que dividido pela população dá uns R$1.000,00 por mês, então se ganha mais estará  sendo injustamente favorecido! Friamente é assim que funciona, mas ninguém quer doar. Mas não vamos mudar o enfoque, porque humanismo secular e preocupação com o outro não é o forte dos religiosos. São mesmo egoístas em favorecer os seus, preconceituosos, sectários, corporativistas e fazem tudo em troca de algum favor divino: graça, paraíso ou livramento do inferno.

Atenção religiosos! Não quero pertencer à sua igreja. Não quero ser salvo! Não acredito em deuses! Não invadam minha casa, para mostrar o impossível! Quero que minha alma vá pro inferno mesmo e está tudo bem! Podem mandar minha passagem! Não me amolem! Não preciso de um deus para ser bom! Não faço doações pensando em recompensa! Cumpro minhas obrigações sociais e a Constituição! Não preciso de conversão para mudar de vida, se eu quiser mudar de vida! Sou a favor do Estado e política separada de religião, assim como países decentes! Sou contra um livro antigo querer implantar idéias ultrapassadas, enquanto a modernidade evoluiu! Sou a favor das experiências com células-tronco, em benefício da ciência, vindas de qualquer material! Sou a favor da união de pessoas do mesmo sexo! Sou a favor do exercício de todas as crenças e credos, desde que respeitem as leis de poluição visual e sonora! Sou a favor do serviço social obrigatório em hospitais de câncer, para todos terem humildade em ajudar e ver as mazelas “in loco”! Gostaria se saber qual deus levará minha alma pro seu repectivo inferno!

Alguém mais deseja ir comigo ou tem medo? he!he!he!

saracura

Só Religião Engana? -Não, mas o Conhecimento nos Salva!

Mostrar a falácia da Religião é bem fácil. Os pastores se dizem porta-vozes dos deuses – ninguém pergunta como é essa comunicação – e eloquentemente destilam culpas, pecados, deveres, desgraças, para depois enveredar para o desfecho da obrigação do rebanho de  manter a contribuição em dia, ser eternamente grato pelo seu deus não derramar sua fúria, ou enviar o convite preferencial ao inferno para os que desviarem das palavras do mestre, ditas pela boca do dirigente religioso.Tudo acontece com um deus caladinho, omisso, escondido, sumido, sem força, mas apenas o bastante, nas palavras do pastor, para uma comunicação mental, sobrenatural com a mente iluminada do sabichão.

Já discutimos que a manutenção do rebanho de imbecis se dá pela total ignorância. São tolos, não conseguem entender, não leem, não entra nas suas mentes uma idéia, que não sejam de fácil entendimento, simplória, forjada de proprósito pelos espertos, de preferência maniqueísta, porque facilita o doutrinamento pelo medo:  obediência e punição, morte e vida eterna, maldade e bondade, céu e inferno. Daí surgem explicações esquisitas como compreender “deus” como bondade e ateísmo como maldade, falta de deus com falta de humanismo. Significados absolutamente errôneos divulgados nos redutos dos despreparados: os templos.

Texto anteriores fizemos menção veemente ao desejo da educação e aprendizado como forma de libertação. A utilidade do conhecimento dos fatos, das leis naturais, físicas, nos tranforma e nos deixa mais preparados para enfrentarmos nossa adversidades. E percebam que não faço aqui apologia a ateísmo, religiões, ou ideologias. Falo da liberdade de pensar, de ter sua próprias impressões idiossincráticas da vida. Porque a mente é única e só quem pode pensar como você mesmo, é você. Então com conhecimento, tem-se uma vida melhor. Mesmo para aqueles que desejam continuar participando do patrocínio do “clube da igreja”, é de valor ter a crítica científica sobre os contos mitológicos da bíblia. Tem a possibilidade de entender pela geologia, física, química, ecologia, geografia, genética, ou outra ciência o quanto o conto está sendo ilusório ou infantil. Não estou desejando que o crente se afaste da igreja, mas que compreenda como funciona a realidade do mundo. Não sou um ateu tão radical, muito embora eu entenda que nada daquilo que dizem nas igrejas faz sentido. Eu mesmo, não pagaria 10% para ouvir mentiras, mas poderia gostar do “show” de música que sei que há nestes cultos. Então, eu poderia escolher pagar pela música, caso eu gostasse.

Deixando de lado a religião, quero direcionar o olhar para algo do cotidiano das pessoas. Falei sobre conhecimento, sobre educação e enlevei sua absoluta importância para uma vida melhor. Muitas vezes, por desconhecimento, também por intenções escusas, somos enganados. Somos bombadeardos diariamente com propagandas mentirosas, falaciosas a respeito de quase tudo que usufruimos. Propaganda de Tv escondendo os riscos, mostrando só o lado bom, cosméticos prometendo rejuvenescimento, paisagens lindas com fumantes em aventura, cursos de línguas mágicos, tantos os exemplos que seria difícil enumerá-los. É que, às vezes, não sabemos qual o verdadeiro objetivo dos enganadores. Eles são dissimulados, espertos, astuciosos, maliciosos, de tal maneira que muitas vezes nem sabemos que nos enganam.

E então, os enganadores, assim como os pastores, utilizam técnicas psicológicas, treinamento. Somos bombardeados por eles, numa batalha que seria desleal se não tivéssemos a vacina do conhecimento. Muitas vezes nos permitimos a enganação, mas pelo menos sabemos como funciona.

Só para citar alguns exemplos:

- Num financiamento, empresas embutem o tal do TAC (taxa de abertura de cadastro), taxa de risco e IOF, na tabela de cálculo de prestações, e só falam em taxa nominal, quando na verdade desejamos a taxa efetiva real…eu sempre ando com minha HP, nestes casos e calculo para ódio da vendedora;

- Financiamento de casa. Cláusula de Arras, em que se devolve, em caso de desistência o valor do sinal. Para isto, os espertos colocam o maior valor no sinal para numa possível desistência embolsar o dinheiro. É lei, mas ninguém fala sobre isso;

- Alimentos ditos light, diet. Não colocam os efeitos colaterais para doenças.Muitas vezes tem mais sódio e são contra-indicados para certas pessoas;

- Empresas criam cosméticos(ex. uma tal de FOREVER LIVING), á base de “babosa”, Aloe Vera, que cura da AIDS, Câncer a coqueluche. Divulgam testes científicos mentirosos, quando na verdade não tem licença para ser remédio.Até hoje, só existe um teste como cicatrizante, mas colocado in loco na pele, não de ingerir babosa. É o concorrente da igreja. Dizem curar tudo, mas são só cosméticos. No caso destas empresas, elas estão pensando no lucro proporcionado pelos usuários, uma espécie de pirâmidade maquiada que eles não admitem,em pesquisa, só 0,01% realmente ganha!!!;

- Remédios, extratos, pós para emagrecer existem aos milhares. Prometem emagracer, mas envenenam fígado, rins e são como uma bomba. Até emagrecem, mas os efeitos não são nada bons.O caso de Herbalife. Não tem licença de remédio, mas de “suplementos alimentares”.  Não podem ser comercializado assim, mas as pessoas querem vender, parece que isso que importa;

- Difícil encontrar uma oficina que seja idônea. Se não entende, você chega e eles querem trocar o carro todo, desde acessórios até peças que não precisam de substituição;

- Terapias vendidas como solução para seus problemas diários, como de vidas passadas, regressões. Imaginem os personagens que surgem, princesas, serviçais do rei, mas nunca mendigo, doente de hanseníase, limpador de “bosta” de cavalo. Tem quem acredite nesta idiotice;

- E a cura pela pirâmide que era sucesso na década de 80! Um tia minha com câncer ficou meses debaixo de uma pirâmide metálica para diminuir o sofrimento, mas não adiantou, ela morreu. Enganaram muita gente com isso nesta época;

- Lembrando de pirâmide, tem as correntes onde uns arregimentam amigos, fazendo o lucro dos primeiros e assim enganar o povo bobão, que colocar dinheiro nisto;

- Horóscopos sendo divulgados em jornais como a mais absoluta verdade! É espantoso que exista isso;

- Esoterismo sendo vendido como ciência. Chega a ser engraçado toda uma gama de procedimentos, como andar de mão fechada, para não absorver “energia negativa”, coisa que não existe na ciência. Existe energia, mas essa história de dizer que é bom ou ruim é puramente pessoal;

 

Posso passar o ano discutindo estas bobagens que sao reveladas como corretas, ou ainda em nome de um lucro fácil, não se importando com a desgraça do cidadão comum. Várias empresas de corrente e Marketing multi nivel, só estão pensando em movimentar dinheiro, dando uma parcela pequeníssima aos bobos, onde os cabeças ganham, mas a empresa é beneficiária da maior parte. Dentre os exemplos a desonestidade sempre está envolvida na obtençao do lucro fácil de fazer o povo de bobo e muitas vezes se passando de bonzinhos. Esta parece ser a regra! O objetivo de tudo está à margem, a parte mostrada é a alegria, simpatia, direcionando o foco para o efeito psicológico positivo para se chegar ao intento.

Mais uma vez enfaticamente enalteço as vantagens do conhecimento. Se soubéssemos que funcionam assim, poderíamos escolher melhor nosso emprego dos recursos. A conclusão é que o saber é o notório antídoto para o engodo, que não se mostra enganoso a princípio, mas que revolta quando se chega ao entendimento dos fins escusos.

saracura

 

 

 

A Religião Sustenta-se Sob a Ignorância e Estupidez!Teístas não Admitem a Ciência!

“A compreensão humana não é um exame desinteressado, mas recebe infusões da vontade e dos afetos; disso se originam ciências que podem ser chamadas “ciências conforme nossa vontade”. Pois um homem acredita mais facilmente no que gostaria que fosse verdade. Assim ele rejeita as coisas difíceis pela impaciência de pesquisar; coisas sensatas, porque diminuem a esperança; as coisas mais profundas da natureza, por superstição; a luz da experiência, por arrogância e orgulho; coisas que não são comumente aceitas, por deferência à opinião do vulgo. Em suma, inúmeras são as maneiras, e às vezes imperceptíveis, pelas quais os afetos colorem e contaminam o entendimento.”

Francis Bacon, Novum Organon (1620)

 

É triste constatar que a preguiça mental é fator relevante a ”idiotizar”  a sociedade moderna, inclusive em países desenvolvidos. A escolha do sobrenatural em detrimento de explicações científicas dá-se pela escolha do caminho mais fácil. Estamos atrás do mais fácil, não do mais profundo! Uma parte significativa da população mundial passa sua efêmera vida crendo em deuses, mitos, poderes psíquicos, pseudociências e ignorando pequenos entendimentos, descobertas, básicos, simples para entender o mundo à sua volta. No Brasil, além dos analfabetos, vicejam os anafabetos funcionais, que leem e não compreendem e aqueles que apesar de saberem ler, não tem o conhecimento mínimo de ciência, tão fervorosamente buscada e entregue na forma de publicações, livros. O brasileiro detesta ler, lê pouco ou prefere lixo, que é de mais fácil entendimento! Estou falando de um universo de 80% da população absolutamente despreparada! São pessoas que não sabem que o último dinossauro morreu antes do homem; não sabem que antibióticos matam bactérias, mas não vírus; não sabem que o homem moderno tem só alguns milhares de anos; não sabem o que é teoria da evolução; não sabem que existem partículas menores que átomos;  creem em homeopatia; creem que ainda somos o centro do mundo; pensam que a Terra é uma esfera perfeita! Sem falar que somos mal colocados em conhecimentos de matemática, química, geografia e história.

Em certos países desenvolvidos esta estatística é também elevada. Nos EUA mais de 60% da população pensam que os homens brincavam com os “dinos”. Mais de 70% da população não sabem sobre antibióticos. Saem-se bem em testes e pesquisas sobre conhecimento, países como Canadá, Japão, Finlândia, Coreia do Sul. O desconhecimento abre o espaço para que as religiões enganem o povo, que doutrinado desde cedo, não mais consegue livrar-se da droga implantada. Esta é a prova do  fundamentalismo e religiosidade presente nos EUA atual. Nem precisamos falar que no Brasil igrejas são criadas todo dia, e evoluem do barracão de zinco, às catedrais luxuosas em poucos anos. A ignorância presta este serviço. Ela é o pilar da existência de tantas denominações, cada qual com sua maneira bizarra de arregimentar mais fiéis e continuar o ciclo vicioso. Coexistem ignorantes e estúpidos neste meio. Também coexistem a maladragem, pilantragem, criminalidade, espaços vislumbrados por mal intencionados que enxergaram um meio de fertilidade para a execução das suas maldades.

Por falta de conhecimento e desta impregnação teísta que pergunto  se é possível ter um discussão produtiva, enobrecedora, com pessoas neste nível de conhecimento. Como podemos elaborar respostas para seres que não tiveram um mínimo de educação, que não leram sobre ciência, genética, química, física, matemática, filosofia, matérias cruciais para o entendimento da modelagem explicativa do funcionamento das leis naturais, distante das paixões das pseudociências?

Em nossas discussões neste blog, tenho presenciado em várias oportunidades, idéias não compreendidas, ou desprezadas, desvio ou  fuga do cerne da pergunta por  falta de capacidade de julgamento, discernimento ou ignorância total sobre o tema. Os teístas se utilizam muito do desvirtuamento dos rumos da pergunta. Perguntas são permitidas de todas as matizes. Explicações necessitam de um mínimo de entendimento ou de coerência para evidenciar o argumento. O que temos lido ultimamente são “crentes” tentando explicar ciência, modernidade, com um livro ultrapassado, cheio de superstições esdrúxulas, e ainda sem nunca terem lido um autor versado na questão inquirida. Não se vê os teístas respoderem que leram filosofia, física, química, genética, só leem bíblia e o que o pastor manda. Também é fato  os crentes sempre recorrerem a experiência pessoal, sentimento, emoção para explicar a ausência dos seus deuses, opinião que nada vale ou acrescenta ao conhecimento. Sentir emoção não explica o funcionamento das coisas, não revela a regra natural. Coisa simples como discutir sobre como se concebeu que o seu deus é o correto, dentre os milhares existentes, é um tortura para os teístas. Não admitem que são apenas suposições imaginárias, parecem fugir da resposta clara, dizendo que foram invadidos pela “graça” divina do deus da região! Admitir que a Bíblia não  serve para a atualidade seria fácil, com um mínimo de senso de humanismo, mas os crédulos não aceitam a idéia, mesmo sabendo que na sociedade moderna não pode haver escravos, mulheres tem os mesmos direitos, assassinatos não são permitidos em nome da vontade doentia de um deus. A tolerância parece não ser uma virtude nos teístas. Não aceitam outros credos e ainda desejam que todos vivam sua imbecilidade intrínseca, desejando igualdade na “burrice” e não a altivez da sabedoria.

Por estes motivos é que a verdade parece não ser o objetivo dos teístas e que nossas respostas coerentes com a realidade não estão sendo postas à prova, analisadas, verificadas e sim simplesmente desprezadas ao lixo. Não estão, os teístas, valorizando os bons argumentos e sim procurando a todo custo implantar o regime escravagista da ignorância, utilizando de desonestidade apenas para arregimentar mais adeptos. Porque as respostas infantis sobre explicações da vida dada por um crente, causa-nos vergonha. Talvez tenha crédulos que desejam apenas uma busca para amenizar a fatalidade da morte, um desejo de ser filho do super-herói, desejo da imortalidade, mas  a fantasia não deixa de existir, e a grande massa de ignorantes quer mesmo é nos dominar com algo tão absurdo e infantil, quanto ilusório. O problema nem é o fato de poder causar males ou não, mas o fato de ardilosamente nos desviar do caminho do conhecimento, da verdade, tão custosamente introduzida por experiência acumulada, de cientistas devotados toda uma vida, a nos deixar um legado, continuamente repassado para diminuir o sofrimento, provocando um melhor bem-estar da curta vida humana. Até a ciência pode ser usada contra a humanidade, mas não devemos abandoná-la e sim coibir ações iníquas, criando soluções para isto, porque o desejo de conhecer é imperativo na mente sã.

Só temos que aceitar que a verdade às vezes pode ser mais cruel que a fantasia. A ilusão nos é mais consoladora, ás vezes, mas não significa que seja correto pregá-las como verdade! Enquanto buscamos a verdade, os teístas tentam fugir dela por diversos motivos, sob a égide do Império da ignorância, preguiça mental, falta de leitura.

Abração,

Saracura

O Povo Adora Ser Enganado? Da “Salvação” Religiosa aos Espíritos, Super-Poderes e Falácias Sobrenaturais

Não sai da moda, as pseudociências e mentiras do imaginário popular. De tão impregnadas no dia-a-dia, não nos causa mais admiração, estupefação. Mitos, superstições, contos religiosos, folclore, todos frutos  férteis do imaginário,  que nos vem à tona irresponsavelmente sugeridos como sérios, confundindo mentes frágeis, despreparadas para diferenciar as fantasias impossíveis da realidade plausível.

Com qual das “falácias” vocês se afinam? Há tantas de tão variada natureza, porém com a mesma essência de portar os super-poderes ou mágicas além do alcance humano comum! Que tal novelas  filmes espíritas, mostrando um mundo etéreo em tom de branco e azul? Vida depois da morte? Curas espirituais? Operações do outro mundo? Vai querer um pouco de Esoterismo? Leituras de Auras, de mãos, videntes, força de cristais, energia de pirâmide? Então, vai de abdução ou sexo com ET?

Ah! E um tarô, cai bem?Búzios, cigana vidente? Acertei? Tem mais! Telepatia, levitação, astrologia, horóscopo, mau-olhado, rabdomancia, profecias de Nostradamus, quiromancia, numerologia. Já ouviram falar nestas bobagens? Suponho que sim para quase a totalidade!

Porque estas práticas estão no nosso dia-a-dia, nos jornais, revistas, novelas, filmes. Invadem nossa vida, puxando-nos para a imbecilidade! Vendo umas reportagens na revista Veja de 15/09/2010, sobre alusão ao espiritismo me fez constatar o quanto somos bombardeados por mitos medievais. Pelo menos tem um relato do James Randi, na mesma reportagem, sobre o fundo de U$ 1.000.000,00 para quem provar qualquer tese mirabolante sobrenatural.Até agora ninguém ganhou o prêmio. Um fato ocorrido em 1988, ocorreu-me, que traduz por si, o quanto as pessoas gostam de “magia” e poderes!

Em 1988, jornais revistas e estações de rádio e TV começaram a divulgar uma notícia:

CARLOS : Em Breve na Austrália!

Aqueles que o viram, jamais esquecerão. O jovem brilhante vai perdendo o pulso até a fronteira da morte. De repente, como uma explosão, o pulso acelera mais rápido e forte que antes! A força vital invade novamente seu corpo, mas a entidade no corpo não é mais o jovem José Luiz Alvarez, de 19 anos, ceramista que enfeita com sua arte, casa de milionários americanos. Seu corpo fora invadido por “Carlos”, uma alma antiga de conhecimento e inspiração. A canalização de outro espírito tornou-o um fenômeno, a figura dominante da Nova Era. segundo um crítico cético: “É o primeiro e único caso de um canalizador que mostra provas físicas tangíveis de mudança misteriosa na fisiologia humana”. Depois de 170 destas pequenas mortes, “Carlos” deu ordens para visitar a Austrália, “a antiga Terra nova”, para uma revelação especial. Carlos já previu que em 1988, muitas catástrofes assolarão o mundo, dois importante líderes morrerão, e no fim do ano, os australianos verão o nascimento de uma estrela que mudará os rumos da vida futura da Terra”

Então alardearam pelos meios de comunicação sobre a vida de José Alvarez. Um jovem que sofreu um acidente, om 17 anos, que depois de recuperado não era mais o mesmo. Dele saía uma voz diferente! Procurou um psiquiatra que  constatou que José estava “canalizando” uma entidade chamada Carlos, quando aquele entra em estado de quase morte. Descobriu que “Carlos” era um espírito desencarnado de 2.000 anos, que invadiu há tempo na Venezuela, em 1900 um corpo de outa pessoa que morreu precocemente aos 12 anos de queda de cavalo. Alvarez foi localizado por Carlos, por um cristal de poder e o confere poderes da sabedoria das eras.

Com estas apresentações, vinha uma propaganda das apresentações de José em Nova York, teatro na Broadway, entrevista á radio WOOP, para comprovar do suposto fenômeno americano da Nova Era.Um artigo de Jornal da Flórida dizia: “NOTA DE TEATRO: prorrogação da apesentação de “Carlos” por pedidos. De um trecho de guia de TV: ” A ENTIDADE CARLOS: Esse estudo revela os fatos por trás de uma das personalidades mais populares e controversas da atualidade”.

Nem precisa dizer que de cara já foi um sucesso. Chegaram a Sydney, José e seu empresário em primeira classe, limusine, ocupando as melhores suítes da cidade. José deu entrevista, vigoroso, dominador, instruído, trajado com um medalhão dourado. Todos os canais de TV queriam Alvarez.No Today show foram entrevistados pelo apresentador George Negrus, que fez algumas perguntas céticas e racionais, sensibilizando-os. Então eles lançaram maldições contra o inquiridor. O empresário encharcou-o com um copo d’água, fazendo a maior baixaria .No dia seguinte, manchete de primeira página: “Explosão na TV:Água contra Negrus”, gerando polêmica com comentários populares de que haveria maldições! Quando um cético demonstrou que a pulsação de Alvarez era um engodo, afinal, pode-se quase para-la colocando uma bola de borracha na axila apertando-a, ele simplesmente terminou a entrevista, ofendido! Veio uma apresentação no Teatro Dramátido da òpera de Sydney, que estava lotado. A multidão eufórica, extasiada esperando o show. Entrada franca para se afastar fraude, fez a demonstração de quase morte, pulso parado! Aparentemente perto da morte! Ruídos guturais, platéia emocionada, admirada, quando o corpo adquiriu a força novamente, radiante, altivo, mas fluindo humanismo, espiritualidade, era o “Carlos”. As pessoas entrevistadas após o show , confessaram comoção e encantamento.Um sucesso Total!

No dia seguinte, produtores do “Sixty Minutes” revelava que o caso “Carlos”, que fizera tanto sucesso, não passava de uma brincadeira do começo ao fim! Acharam interessante a idéia de criar um personagem, guru, curandeiro da fé, para enganar o público, convidando o criador, o famoso mágico e cético James Randi. Tudo foi ensaiado, a baixaria na TV, foi para atrair a mídia. O jovem Alvarez foi treinado. O mais incrível é que as pessoas não aceitaram que era realmente uma fraude pregada em peça. Diziam que o “Carlos” era verdadeiro e que sabia quase tudo do guru e que acreditavam nele! O mais engraçado é que James Randi inventou até a cidade onde ele nasceu, num estado que não tinha este distrito, era apenas uma maneira de provar a mentirinha! Tudo foi inventado, criado, forjado e o povo sem querer aceitar a verdade!

 

Este relato comprova que mentes são influenciadas. Como é fácil enganar o público. As pessoas são propensas a seguir algo, adoram o sobrenatural. Se este personagem permanecessem mais um pouco, poderia até trazer curas milagrosas como as que vemos nas sessões espíritas e nas igrejas. Ele venderia àgua benta, lágrimas santas engarrafadas, óleo sagrado, cristais de poder e se tornaria rico. Apareceriam vários depoimentos de “graças” alcançadas. Mesmo que ele apenas fizesse o seu “truque”, sem as curas, pessoas sentiriam-se melhor assistindo ao espetáculo, que é o efeito placebo provocado na quase totalidade dos que tem fé. Podem melhorar, se dizerem curadas, momentaneamente, mas não se curam definitivamente. A esperança pode até liberar substâncias, que efetivamente causem algum bem ao paciente, mas curar deliberadamente a todos, não é possível. O fato de funcionar para um, dentre milhões, não significa que o benefício da “aleatoriedade”, ou bem-estar irá funcionar como mágica!

Será que não existe um “Carlos” enganando você neste momento? Ou tem outro nome? Jesus, André Luiz, Xico Xavier? O homem do “Rá!”, do óleo do suvaco da cobra?

A Religião é uma Farsa em Forma de Instituição

Não falo propriamente dos males causados ao longo da história, permitida, acatada, imposta, de notável poderio, como instrumento de controle de incautos, atitudes que envenenaram e envenenam quase tudo na breve vida da humanidade.

Não volto o olhar para o fanatismo, aos crimes, massacres, assassinatos em nome de alguma denominação ou de um deus específico. Nada de “xiita”, Fundamentalismo, nem nas desavisadas mentes infantis corrompidas. Não estou considerando no texto, as agruras dos provos dominados, de terras invadidas, culturas destruídas pelo novo credo do conquistador. Nada de catastrofismo, apena algo simples trivial, mas de importância. Sobre aqueles assuntos já discorremos muitas vezes. O que são mesmo igrejas?

Imaginem que outro dia tive uma revelação! Um ser Estraterreste me confidenciou, em sonho, que eu deveria criar uma associação! Fui escolhido! Arregimentar pessoa para fundar uma cooperativa chamada “Babação do Ovo Ceslestial do ET maioral, Dono do Universo”. Na constituição desta Sociedade sem fins lucrativos, viveremos adorando este ET, sob a minha liderança, assim como foi-me dada a total ingerência dos recursos financeiros. Coube a mim proclamar os Dogmas. Ele me entregou 10 leis básicas a cumprir. Só deveríamos nos submeter aos seus ditames e mais nada e quem não acreditar nele, ele reserva um lugar de horrível sofrimento, em algum lugar do universo, mas só depois da morte! Lá ele teria um secretário para assuntos de “danação”, sofrimento e  expiação. Quem ousasse falar o nome de outro ser sobrenatural, como esse tal de “Jesus”, seria barbaramente torturado no fim dos tempos, quando ele visitar a Terra. Na verdade ele está de férias, noutra galáxia com sua trecentésima noiva, por uns 2.000.000.000.000 de anos, curtindo a praia, então anda ocupado, mas ele vem!!! Caso alguém pergunte porque ele nunca aparece nesta curta vida humana!

Não só virá, como também de vez em quando dá uma olhada e manda um milagre, sempre usando os terrestres!

Na cooperativa teriam várias seções, onde se realizariam curas milagrosas de AIDS a hemorróida ou bicho-de-pé, aftas, doenças de Chagas! Como ele é dono do universo, não aceita quem não o adora! Para essas atitudes ele vira bicho, vira o “Diabo” e não tem pena! Este ser é mesmo poderoso.Ele nasceu há mais de 2.000.000 de anos, do amor entre uma “Nebulosa” virgem com seu pai, Demônio conquistador! A fecundação ocorreu pelo “sopro” de poeira cósmica dourada do seu pai na Nebulosa!! Eu sei que é difícil mas todos têm que acreditar nisto e pronto! Nada de recorrer a ferramentas cientìficas para provar algo superior, surrealista, metafísico que é! Não procurem provas porque ele não se deixa aparecer a não ser no meu sonho! Cuidado! Se você estiver desconfiando dele, seu lugar estará reservado no sofrimento, num futuro, só depois da morte e para sempre. Também não adianta ser bonzinho, tem que crer e me dar os 10%. Temos que acreditar neste ser  que nunca vemos, não tem provas da existência, não é permitido provar e onde nenhuma ciência consegue penetrar. Basta utilizar uma regra, aquilo que acharmos que é bom diga que pertence ao ET maioral, aquilo que entedermos ruim diga que é do acessor dele para assuntos de sofrimento! Lembre-se para tornar a coisa real emocione-se, finja que ele conversa com ele, fale que qualquer sorte, foi do referido e faça tudo para que todos pensem igual a você. Nada de ciência, escute só o que eu digo! Eu sou a verdade e pronto, porque recebo as vozes do ET. Para tudo repita “ETeleluia”, “ETamém”, que ele gosta…tem um monte de neuroses que ficaria muito difícil explicar por aqui, como sacrifícios de animais, apedrejamento de adúlteras….venha à cooperativa que ensino, mas pague os 10% primeiro.Uma mensagem dele! -Sim Senhor! Eita!!! Ele acabou de me falar para insistir neste ponto… e mandou dizer que, quem quiser que prove  que não é verdade o que me foi revelado!

 

A historinha acima revela bem o como funciona o exercício da religião. Algo sem fundamento, sem nexo, onde pessoas se reúnem para participar de um clube de discussão, que os tornam importantes, mas que o motivo primordial da criação do grupo, não faz o menor sentido, o mentor todo poderoso nunca aparece e os diálogos se dão para discutir sobre  a mente desse “algo” ser improvável,  que não reclama os direitos autorais, nem mostra seus poderes infinitas vezes alegados.

As pessoas podem questionar que se sentem bem, mas sentir-se assim não é prova de que existe este ser poderoso. Bastaria criar um clube com o dinheiro honestamente aplicado, com objetivo de estudar, ler, aprender ofícios,dentre as milhares de opções.

As vezes, alegam que os 10% servem para filantropia, entretanto, só uma parte ínfima vai pra esse fim, o grosso do dinheiro é para manter a organização e sustentar os donos do negócio. Porque deus pode tudo, mas não faz dinheiro! Bastaria pra isso doar ao Hospital do Câncer da sua cidade, fato bem mais louvável e profícuo!

Mas e os espetáculos, as músicas, os sermões e toda aquela encenação? Ora tudo isso seria possível com a contribuição para um clube qualquer, poderiam cursar teatro, chamar cantores e estaria resolvido.

Mas e a aceitação da morte? É algo simples porque todos vão morrer. Todo crente vai morrer. Ninguém vive para sempre! Até agora não apareceu ninguém que tenha ressuscitado, voltado do mundo dos mortos, nunca!

E quanto às pragas? Acabei de mostrar que eu posso criar um deus qualquer, que manda pro seu inferno quem não crê nele. Qual é o certo? E se o ET for o deus do universo? Ou você crê em todos ao mesmo tempo, ou não vai adiantar nada, porque os deuses não vem à Terra disputar na “porrinha” quem é o maior deus!

A verdade é que se paga para ser enganado. Promete-se um produto, mas não se cumpre a palavra, porque toda hora é necessário inventar um subterfúgio para livrar das promessas, ou então adia-se a “Graça” para o fim do mundo! É propaganda enganosa porque o produto nunca chega! Quando atingimos nossa liberdade de pensar, longe destes mitos, vemos que tudo se resume a isso! É uma farsa porque só uma parte daquilo que os “crentes” pagam volta efetivamente a seus préstimos. A grande massa, como disse, serve apenas para o usufruto do dono, do pastor, e com o “restinho”, ele faz o show e dá umas palestra de “auto-ajuda” pros coitados! Paga-se para ouvir a palavra do deus invisível que deixa um livro obscuro, que elege um povo no oriente médio e esquece de todos, planeja botar no fogo o restante da população e paga-se ainda para NUNCA ver uma regeneração de um órgão amputado e para ver as encenações mentirosas de curas de doenças incuráveis, que ele mesmo, senhor magico do impossível, supõe-se, criou porque é dono de tudo!

E o Papa Pariu!!!

Quebrando a sequência de textos da série “demônios”, algo para distração. Espero!

 Baseado em comentário do médico  Kléber Matias, Editorial do Diário de Pernambuco, 10/08/2010. Documentário Discovery sobre os papas.

 A Igreja Católica, enquanto detentora do poder, do conhecimento e até dos desígnios dos cidadãos, em certa época remota, sempre foi de esconder os crimes, sujeiras, conspirações e toda uma ordem de proceder absolutamente indecorosos e inescrupulosos para um mínimo de teor moral. Os papas podiam ter filhos, amantes, usavam o poder para  satisfazer seus torpes desejos e neuroses e ainda perpetuar suas famílias e amigos nos cargos de importância, tais quais certos parlamentares brasileiros. Simplesmente chafurdavam na lama nojenta, crentes da blindagem hermética do Vaticano às mais sórdidas atitudes.

Vendo um documentário na Discovery, deu-me fomento para este texto, fornecendo-me mais um subsídio para a prova dos procedimentos e desmandos papais ao longo da história. Não estou falando da perpetuação de famílias no poder, acobertamento de crimes, que foi uma constante no proceder clerical, mas algo que a igreja sempre negou, queimando documentos referentes a esta questão, um tanto estranha, porém bem mais hilária! Entretanto, ficaram alguns registros históricos em desenhos e relatos.

A igreja sempre viveu de mentiras. A maior delas, inventar deuses para nos impor condições e sacrifícios e nos ter como subjugados, prostrados, a mercê de suas vontades! Vejamos o que a igreja tentou abafar, segundo historiadores:

 

Uma autora norte-americana, Donna Woolfolk Cross, conta-nos que existiu uma extraordinária mulher chamada Joana, cujo maior sonho era ser papisa. Baseado em registro antigos documentados, o livro traça um romance desta personagem. Confirma como versão verídica, o historiador Francês Maurice Lacharte, em “Os Crimes dos Papas”.

Joana nasceu na aldeia de Ingelheim em 28 de janeiro de 814, no dia da morte de Carlos , o grande, Imperador do Sacro Império Romano. Filha caçuça de uma saxã que adorava deuses nórdicos e de um sacerdote cristão autoritário e ortodoxo. De notável inteligência, soava à sociedade machista, uma aberração e um perigo, considerando que nesta época,  não era permitido à mulher, conhecimento nem propriedades, nem direitos, nem saber ler. Joana “desvirtuou” todo o costume, tornando-se extremamente culta, fugindo de casa para estudar na Catedral de Dorstadt. Usou de artimanha, ao assumir a identidade do seu irmão, quando este veio a morrer, ingressando no mosteiro beneditino de Fulda, com o nome de Johanes Anglicus. Perseguida por sua interpretação mais aberta dos textos canônicos, foge para Roma para brilhar como intelectual e médica. Sua sorte veio, por contar com a confiança do papa Sérgio II, passando a tratá-lo, dada sua debilitada saúde.

Quando o papa morre e assume o papa Leão IV, segundo relato teria sido envenenado, Johanes Anglicus, padre então, é eleito/a para suceder Leão IV. E de fato assume com o nome de João VIII, conhecido posteriormente como  “papa populi”, papa do povo. Joana, embora papa,  teve uma grande paixão, seu amante Conde de Gerold, amor desde a adolescência, que era justamente reponsável pela segurança papal.O conde chegou ao cargo por meios obtusos! E o grande imblóglio: ela engravidou!

Então, durante uma procissão, no Dia do Santo da Rogação, o “papa”, papisa, passa mal e  entra em trabalho de parto, dando à luz,  um natimorto, diante da perplexidade da população, treinada para considerar a mulher um ser incompleto, sujo, sem valor! Imaginem a consternação de todos, vendo seu papa dando a luz na rua! Uma bruxaria! Coisa do demônio! Castigo Divino!

A igreja então procurou apagar dos anais, qualquer alusão ao papa Joahnes, alegando também que não houve tempo para a assunção do referido cargo por este papa, pondo a culpa nos protestantes reformistas, a invenção da história.

O mais engraçado é que justamente depois da suposta existência da papisa (853/855 d.C.), foi instituído o “exame da cadeira”, um utensílio vazado como um vaso sanitário, inventado para que examinasse manualmente seus órgãos genitais. Todos os sucessores de Joana até século 16, passaram por este constrangimento de apalpação dos órgãos, para comprovar não se era roxo, mas se pelo menos existia um órgão masculino! Ha!Ha!Ha!

A estátua de João VIII permaneceu ao lado de outros pontífices na Catedral de Siena até 1601, quando Clemente VIII ordenou sua “transformação” em papa Zacarias, só no nome! O busto permaneceu com seus traços femininos! A igreja sumiu com todos os registros.

Pelo apurado, foi mais uma forma de enganar o povo, escondendo e queimando indícios e forjando histórias. Fica muito difícil dar total veracidade aos fatos, defender-se ou saber exatamente o que houve nesta época, mas por tudo que sabemos hoje, não se deve duvidar da possibilidade de causar males e esconder a verdade, salvando a pele dos seus, numa cumplicidade que nos remete aos padres e bispos, religiosos pedófilos. Quantas mentiras! Quantos livros queimados! Quantos segredos! Tudo para esconder a verdade dos fiéis.

Dá vontade de mandar esses nojentos e a igreja ”PRO PAPA-QUE-PARIU”!

Abração,

Saracura

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