deus Não É GRANDE

Alguns trechos de Deus Não É Grande de Christopher Hitchens. Clique na imagem do livro para ler o primeiro capítulo. 

“Ela [a fé religiosa] nunca morrerá, ou pelo menos não enquanto não superarmos nosso medo da morte, do escuro, do desconhecido e dos outros.” p.23

“Freud destaca o ponto óbvio de que a religião sofria de uma deficiência incurável: era excessivamente fruto de nosso próprio desejo de fugir da morte ou de sobreviver a ela.” p. 100

“A pessoa que tem certeza, e que alega mandato divino para sua certeza, pertence à infância de nossa espécie.” p. 21

“O Velhor Testamento (…) apresenta a mulher como sendo clonada do homem para seu uso e conforto.” p. 59

“O livro sagrado em uso há mais tempo – a Torá – ordena ao praticante agradecer a seu criador todos os dias por não ter nascido mulher.” p. 58

“[A religião é] Violenta, irracional, intolerante, aliada do racismo, do tribalismo e do fanatismo, baseada na ignorância e hostil à livre reflexão, depreciativa das mulheres e coerciva para com as crianças.” p. 60

“A religião vem de uma época da pré-história humana em que ninguém (…) tinha a menor idéia do que estava acontecendo. Vem da infância assustada e chorosa de nossa espécie e é uma tentativa infantil de atender a nossa inescapável necessidade de conhecimento, bem como de conforto, garantia e outras necessidades infantis.” p. 66

“Hoje muitas religiões se apresentam a nós com sorrisos insinuantes e mãos estendidas, como um comerciante melífluo em um mercado. (…) Mas temos o direito de lembrar como elas foram bárbaras quando eram fortes e estavam fazendo uma oferta que as pessoas não podiam recusar.” p. 69

“(…) até recentemente os cristãos podiam simplesmente queimar ou silenciar qualquer um que fizesse perguntas inconvenientes.” p. 110

“Todas as religiões tomam o cuidade de silenciar ou executar aqueles que as questionam (e eu prefiro ver essa tendência recorrente como uma prova de sua fraqueza, e não de sua força).” p. 119

“Os museus da Europa medieval, da Holanda à Toscana, estão abarrotados de instrumentos e equipamentos nos quais homens santos trabalharam com afinco para descobrir por quanto tempo poderiam manter alguém vivo enquanto era tostado.” p. 200

“Dado o que foi revelado nas cidades modernas recentemente, causa arrepios pensar no que acontecia durante os séculos em que a Igreja estava acima de críticas.” p. 208

“O que é possível afirmar sem provas também pode ser descartado sem provas.”

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15 Respostas

  1. Mantive nas citações a sua ortografia original.

  2. Mais um livro de palavras sábias desprovidas do obscurantismo que é a existência de um Deus, este, cheio de imperfeições. Todos estes questionamentos simples, diretos, inteligentes nos enriquecem de como melhor pensar. Deus precisa existir como consolo das nossas limitações? não..mas é muito importante fundar religiões, deixar a ignorância pairando no ar, inebriando os incautos , presos a dogmas sem sentido e terríveis. Não temos medo!

  3. Concordo com você, Saracura. Um livro como esse, ao contrário do “livro santo”, não incita ninguém a matar ninguém, não faz apologia da coerção, não institui a educação pelo medo, nem pela repressão, não é racista, nem sexista, enfim, não traz todas as coisas terrivelmente contrárias à moral, aos bons costumes e ao bom senso de modo geral como a Bíblia faz, e é visto pelo crente como malévolo, como uma coisa de Satanás. E eles nem passam perto. Talvez com medo de descobrirem a verdade.

    É por isso que a Igreja, de uma forma geral, faz questão de que os crentes se recolham a um mundo de fantasia que ela se prontifica em fornecer. Exatamente como a Marlene Mattos fazia antigamente com a Xuxa: até as matérias de jornal que a Xuxa “poderia” ler eram previamente selecionadas… afinal, ao que parece, não queriam ver a “Rainha dos Baixinhos” de baixo astral.

    A Igreja faz a mesma coisa com o crente — com a conivência deste, claro: “Não, esse livro, não. Você vai acabar descobrindo toda a verdade. Melhor não lê-lo.”

  4. Pleno século XXI e ainda permanecem os cordeirinhos do Senhor Deus. Como pode? Não consigo assimilar….enão quero assassinar ninguém….abraço

  5. […] séc. 21Midinho aliciando as criançasDeus é uma drogaA Divina Revelação do InfernoAntes do Fimdeus Não É GRANDEBlasfêmia (parte 2)Onipotente mesmo é? […]

  6. Religião continua tão poderosa que até a FOX tem horário pago por um desses pastores sabidões e com ligação direta com o deus.
    Concordo plenamente com a observação de que a religião vem da pré história humana e se pensarmos na infantilidade dos adoradores veremos que, como as crianças, o sentimento de piedade é desconhecido. O que querem é justiça a qualquer preço. E justiça truculenta porque divina.

  7. ACABEI DE LER ALGUMAS FRASES DO LIVRO,
    E ESTOU ADMIRADO
    1-COM ESSA INTELECTUALIDADE VAZIA!
    2-COM A REVOLTA DESSE FRACOTE!

  8. parece que vc é q está revoltado, ionaldo, só tá usando caixa alta. sabe o que isso significa?

  9. Sobre CHRISTOPHER HITCHENS (traduzido do inglês)

    Christopher Hitchens foi um escritor e um orador com um estilo incomparável, comandando um vocabulário e uma série de alusões literárias e históricas muito mais amplo do que ninguém que eu conheço. Ele era um leitor cuja amplitude de leitura foi, simultaneamente, tão profunda e abrangente a ponto de merecer a palavra um pouco abafado “aprendeu” – exceto que Christopher era a pessoa menos abafado aprendi que você poderia conhecer.
    Ele era um homem cujo nome se juntou, na história do movimento ateísta / secular, com os de Bertrand Russell, Robert Ingersoll, Thomas Paine, David Hume.

    Ele era um debatedor que iria chutar o recheio de uma vítima indefesa, mas fez isso com uma graça que desarmou o adversário, ao mesmo tempo. Ele não foi enfaticamente da escola que acha que o vencedor de um debate é aquele que grita mais alto. Seus oponentes poderia ter gritado e gritou. Na verdade eles fizeram. Mas Hitch não precisava gritar, para que ele pudesse confiar na sua palavra, sua lógica de fatos e alusões, seu generalato comandante do campo do discurso, e os relâmpagos bifurcados de sua sagacidade.

    Christopher Hitchens era conhecido como um homem de esquerda. Mas ele era muito complexo um pensador para ser colocado em uma dimensão esquerda-direita única. Ele era um one-off: inclassificável. Ele poderia ser descrito como um contestador exceto que ele especificamente e corretamente negado o título. Você nunca sabia nada o que ele diria sobre até que você o ouvisse dizer isso, e quando o fez, ele diria que tão bem, e voltar-se tão completamente, que se você quisesse argumentar contra ele é melhor você estar na sua guarda .

    Ele foi reconhecido por todo o mundo como um intelectual público de liderança do nosso tempo. Ele escreveu muitos livros e inúmeros artigos. Ele era um viajante intrépido e um repórter de guerra de valor do sinal. Mas ele tinha um lugar especial no afeto de ateus e secularistas como o intelecto líder e estudioso de nosso movimento. Um adversário formidável para o pretensioso, dos confusos ou intelectualmente desonestos, ele era um amigo gentilmente incentivando aos jovens, o tímido, e aqueles provisoriamente sentindo o seu caminho para a vida do livre-pensador e não certo onde ele iria levá-los.

    Ele era inspirado, energizado e nos incentivou. Ele nos fez aplaudi-lo quase que diariamente. Ele até gerou uma nova palavra – o hitchslap. Não foi apenas o seu intelecto que admirava: era também a sua combatividade, o seu espírito, sua recusa em face ignóbil compromisso, sua franqueza, o seu espírito indomável, sua honestidade brutal.

    E na própria forma como ele olhou para sua doença no olho, ele incorporou uma parte do caso contra a religião. Deixe isso para os religiosos para mewl e queixar-se aos pés de uma divindade imaginária em seu medo da morte; deixá-lo a eles passam a vida em negação de sua realidade. Hitch olhou-lo diretamente nos olhos: não negá-lo, não cedendo a ele, mas enfrentá-lo diretamente e de forma honesta e com uma coragem que inspira a todos nós.

    Antes de sua doença, era como um autor erudito, ensaísta e orador, espumantes devastador que este cavaleiro valente liderou a acusação contra as loucuras e mentiras da religião. Durante sua doença, ele acrescentou uma outra arma para seu arsenal e os nossos – talvez a arma mais formidável e poderoso de todos: o seu carácter muito se tornou um símbolo notável e inconfundível da honestidade e dignidade do ateísmo, bem como do valor e da dignidade da ser humano quando não aviltado pela tagarelice infantil da religião.

    Cada dia de sua vida em declínio, ele demonstrou a falsidade do que a maioria dos miseráveis ​​de mentiras cristã: que não existem ateus nas trincheiras. Hitch estava em uma trincheira, e ele lidou com isso com uma coragem, uma honestidade e uma dignidade que qualquer um de nós seria, e deve ser, orgulho de ser capaz de reunir. E, no processo, ele mostrou-se ainda mais merecedores de nossa admiração, respeito e amor.

    Grande voz da razão, da humanidade, de humor. Grande voz contra a hipocrisia, contra a hipocrisia, contra o obscurantismo e a pretensão, contra todos os tiranos, incluindo Deus.

    Read more: http://translate.googleusercontent.com/translate_c?hl=pt-BR&rurl=translate.google.com.br&sl=en&tl=pt&u=http://www.belfasttelegraph.co.uk/opinion/richard-dawkins-illness-made-christopher-hitchens-a-symbol-of-the-honesty-and-dignity-of-atheism-16092299.html&usg=ALkJrhjsEhf5edDD0VOki6E1KoshqNnsdQ#ixzz1gbeE1Re7

  10. […] Hitchens, em Deus não é grande, deu a seguinte definição de […]

  11. Quero usar o poema, que adiante seguirá, de Mário Quintana, grande poeta gaúcho (meu ex-vizinho), brasileiro, que por muitos foi amado e por outros nem tanto.

    Dos Milagres:

    O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
    Ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo…
    Nem mudar água pura em vinho tinto…
    Milagre é acreditarem nisso tudo!

  12. O Barros
    nunca consegui ler esse livro todo, NAo tenho ele
    se vc tiver ele digitalizado, pdf, doc ou o que for, tem como me mandar por email??

    ate mais
    mais uma serie otima esse MEnte Aberta, mas pra mim nao é novidade, sempre gostei de historia e ja tinha contato com essas informaçoes!
    acho que fica bom esses assuntos no blog!
    tambem ja estudei muito sobre dissonancia cognitiva, onde ela atua muito mesmo é na religiosidade sem duvida!

  13. Greg, não tenho em mídia, não, mas acho que não deve ser difícil de encontrar ele em pdf nesses sites de compartilhamento. E a ideia é chegar mesmo na religião, mas, sabe como é… a gente vai escrevendo, escrevendo… hehehehe

  14. po Barros , to buscando esse livro na net mas nao acho ele inteiro! – so partes dele!
    valeu , ate mais

  15. gostaria que todos tivessem acesso ao livro em pdf

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