Quem pergunta quer saber…

Eu sou membro da comunidade “Eu amo e acredito em Deus” no Orkut. Foi lá que me fizeram essas perguntas: “Qual o propósito do seu blog?”, “Por acaso você acha que vai mudar o mundo?” 

Achei a primeira pergunta bem inteligente e a segunda bem bobinha. Mas vou responder ambas, só que não hoje, nem amanhã. Vou preparar o texto com cuidado e, talvez, só publique na quarta-feira. Isso porque as estatísticas do blog mostram um maior número de acessos na segunda-feira e mais para o fim da semana. Então, eu não vou mais me apressar para publicar um texto, na terça, que só vai ser lido no sábado. E, também, vou dar mais atenção à qualidade dos meus textos do que à quantidade. Vou escrever quando estiver inspirado e não apenas para manter o blog com um texto diário. Durante a semana, vou explicar melhor isso. De mais a mais, é só o leitor, leitora, adicionar o blog ao seu leitor de RSS. E, caso ainda não use esse serviço, essa seria uma boa oportunidade para aprender. 

Eu recomendo a comunidade citada acima para crentes e ateus. É de lá que tiro muitas ideias para escrever aqui no blog. É um poço sem fim de inspiração. Se bem que, talvez, não seja sem fim, uma vez que já estão apregoando aí o fim do Orkut. Nessa matéria, fala-se que o Orkut está em franca decadência, com míseros 500 mil usuários ativos por mês.  

Isso faz sentido. “Eu amo e acredito em Deus”, por exemplo, tem mais de 2 milhões de membros. Se, digamos, 50% deles visitassem a comunidade diariamente e, desses, 50% resolvessem criar um novo tópico, seriam 350 assuntos novos a cada minuto. Ou seja, você criaria um determinado tópico e, alguns minutos depois, quando fosse procurá-lo novamente para ver as respostas, teria que navegar por páginas e mais páginas de tópicos recém-criados até achar o seu… Seria maçante, logo não iria dar certo.  

Entretanto, não é isso que acontece. Às vezes os tópicos ficam inalterados por vários minutos. Ninguém escreve nada. Ninguém? Numa comunidade de mais de 2 milhões de membros? É. Esse é o ponto. Eles não estão lá. Acho que as pessoas se tornam membros apenas para aumentar o número de comunidades que têm no perfil, ou porque gostaram do nome ou da foto da comunidade, ou por qualquer outro motivo. Mas elas não participam. 

Acontece o mesmo com os adeptos das religiões. O ser humano é um animal social e muita gente se diz pertencente a uma determinada fé, mas só por dizer mesmo e para colher os benefícios que o convívio social — resultado, em parte, dessa autorrotulação — sempre traz consigo. Eles querem, de certa forma, se sentir protegidos, acolhidos; querem ser vistos como pertencentes a um determinado grupo, como fazendo parte de algo maior.  

Mas eles também não estão lá.


3 Respostas

  1. E eu acho que isso é válido para qualquer outro rótulo… todos nós nos valemos disso para o convívio social, e existem pessoas que se valem do rótulo de ateístas, inclusive, para isto também. Mas a diferença está em apenas usar um rótulo imposto ou ter consciência disso e realmente “participar” (isso vale para todos os rótulos também – eu, por exemplo, sou chamada de nerd por alguns amigos XD)

  2. […] os motivos iniciais que me levaram a fazer o que estou fazendo nesses dois posts: Quem pergunta quer saber & 2 perguntas, 3 respostas. Hoje, entretanto, percebo o quanto a internet pode maximizar as […]

  3. […] eu disse no post Quem pergunta quer saber, é uma pergunta bem bobinha, do tipo daquela outra “Quem você gostaria de ser se pudesse ser […]

Deixe um comentário:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: