Quem escreveu os Evangelhos? [1]

Minha tradução do artigo Who wrote the Gospels? Hint: it wasn’t Matthew, Mark, Luke, or John [Quem escreveu os Evangelhos? Dica: não foi Mateus, Marcos, Lucas ou João], de Gary Greenberg, no livro EVERYTHING YOU KNOW ABOUT GOD IS WRONG. [Tudo o que você sabe sobre Deus está errado], páginas 114 a 123.


judas

 

“Quem escreveu os Evangelhos?” pode parecer uma pergunta bem estranha. Pegue qualquer Novo Testamento e ele lhe dirá, logo no início de cada Evangelho, quem foi seu autor. Lá encontramos que os autores dos Evangelhos foram, pela ordem em que aparecem, Mateus, Marcos, Lucas e João, os quais foram elevados à santidade. A tradição da Igreja também nos diz que Mateus e João foram dois dos doze apóstolos, que Marcos foi um secretário do apóstolo Pedro, quando ele pregou em Roma, e que Lucas foi companheiro do apóstolo Paulo. (Paulo não foi um dos doze apóstolos, nem companheiro de Jesus.)

Em suma, essa tradição da Igreja alardeia quase um elenco estelar de escritores com uma boa alegação para uma quantidade razoável de credibilidade histórica, autores que foram ou testemunhas oculares, ou íntimos de testemunhas oculares da missão de Jesus e suas consequências. Infelizmente, toda essa informação está quase certamente errada.

Cada um dos quatro Evangelhos foi escrito anonimamente. Nenhum nome de autor aparece em nenhuma das primeiras cópias desses textos, sejam elas  parciais ou completas (até pelo menos o séc. V), e nenhum dos autores dá qualquer informação pessoal sobre si. O Evangelho de Mateus, por exemplo, refere-se ao apóstolo Mateus em terceira pessoa, mostrando que o autor e o apóstolo não eram a mesma pessoa.

O Evangelho de João, em 21:24, uma passagem que muitos acadêmicos consideram ser uma adição ao texto original, feita posteriormente por um autor diferente, alega como fonte do Evangelho alguém conhecido como o “Discípulo Amado”*, mas não diz que pessoa era essa. Por toda parte no texto encontram-se várias referências aos atos deste “discípulo amado”, mas em lugar nenhum o autor do Evangelho de João dá qualquer dica de que ele e o “discípulo amado” eram uma e a mesma pessoa. Enquanto o Evangelho de João claramente faz a distinção entre Pedro e o Discípulo Amado, e obviamente rejeita qualquer conexão entre o Discípulo Amado e Judas Iscariodes, não nos dá qualquer evidência direta sobre qual dos apóstolos ou outros discípulos de Jesus nós podemos identificar como sendo este indivíduo específico.

Se qualquer um dos doze apóstolos ou um de seus mais próximos tivesse escrito sobre as atividades de Jesus, seria de se esperar que tal texto tivesse se tornado um clássico instantâneo nos círculos cristão, largamente copiado, difundido, e citado, e seu autor frequentemente mencionado pelo nome por outros escritores cristãos (mesmo se o nome daquele discípulo não tivesse aparecido no texto). Contudo, com base em escritos dos primeiros quatro séculos do cristianismo, parece que até os últimos anos do séc. II, acadêmicos cristãos não tinham a menor ideia de quem havia escrito os Evangelhos. Foi só por essa época que alguns cristãos eruditos começaram a associar esses quatro Evangelhos com a tradicional identificação dos autores. Mas esses que fizeram tal identificação ou utilizaram fontes não confiáveis, ou simplesmente declararam essa identificação como correta sem qualquer prova que validasse a alegação. Antes desse tempo, os escritores cristãos aparentavam ver esses quatro Evangelhos genericamente como sendo as “memórias” dos apóstolos, sem qualquer atribuição específica, e identificados pelas características do texto, tal como, por exemplo, “os Evangelhos das genealogias” (referindo-se a Mateus e Lucas.)

Devemos notar, também, que esses não eram os únicos Evangelhos circulando entre os cristãos. Nos primeiros dois séculos do cristianismo, tem-se indicação de mais de trinta diferentes Evangelhos, muitos falsamente atribuídos ou aos apóstolos ou a outra pessoa mencionada nos Evangelhos tributados a eles. Entre os mais importantes desses outros Evangelhos, primeiramente devido à sua curta distância temporal dos acontecimentos, estavam o Evangelho de Pedro e o de Tomás. O evangelho de Tomás pode ter sido altamente popular nos círculos cristãos gnósticos e pode ter sido largamente distribuído nas comunidades cristãs. O Evangelho de Pedro foi amplamente difundido na Síria e, aparentemente, lido como escritura em algumas igrejas. Para o fim do séc. II, ele veio a ser visto como possivelmente contendo alegações heréticas sobre Jesus e perdeu o prestígio nos círculos pré-ortodoxos. A maioria dos acadêmicos dataria a autoria desses dois textos nos primeiros anos do séc. II, ou, talvez, nos últimos do séc. I, com alguns acadêmicos argumentando que um ou outro foi escrito antes dos quatro Evangelhos canônicos. 

A falsificação de Evangelhos e cartas e outros escritos atribuídos aos apóstolos e a outras figuras do tempo de Jesus parece ter sido alguma coisa de indústria caseira nos círculos cristãos durante os primeiros séculos. Vários documentos falsificados conseguiram até entrar no Novo Testamento. A maioria dos estudiosos versados no Novo Testamento acreditam que aproximadamente metade das cartas atribuídas a Paulo não foram escritas por ele, nem foi a Segunda Carta de Pedro escrita por Pedro, nem Jude escreveu Jude, nem James escreveu James**. As cartas de Paulo que os acadêmicos reconhecem como autênticas incluem I Tessalonicenses, Gálatas, Filêmon, Filipenses, I e II Coríntios, e Romanos. Essas sete cartas paulinas parecem ser os mais antigos escritos cristãos conhecidos, geralmente datadas dos primeiros anos da década de 50 do séc. I. 

 

* “Beloved Disciple” no original; na minha bíblia das Edições Paulinas traduziram como ‘aquele discípulo’. Cap.21, verso 24: “Este é aquele discípulo que dá testemunho destas coisas e que as escreveu; e sabemos que é verdadeiro o seu testemunho.”

** Segundo o leitor Rafael Romão, Jude, em português, corresponde a Judas Tadeu e James, a Tiago. Nos links abaixo, da Wikipedia, você pode conferir isso modificando o idioma para inglês, onde essa correspondência é feita:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%B3stolo
http://en.wikipedia.org/wiki/Apostle_%28Christian%29

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31 Respostas

  1. Barros, se não me engano, em português, James é conhecido como Tiago.

  2. Rafael, eu, realmente, não verifiquei a correspondência de Jude e James. Mas se, depois, você tiver como verificar isso com certeza, eu edito o texto com os nomes correspondentes em português. Muito grato.

  3. Encontrei referências na Wikipedia, mas não verifiquei em outras fontes.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%B3stolo
    http://en.wikipedia.org/wiki/Apostle_%28Christian%29

    Se alterar o idioma (na lateral esquerda da página), para inglês, verá que as referências a James (no inglês) são as mesmas a Tiago (no Português).

    No artigo em inglês tbm é possível verificar que “Jude” e “Judas Tadeu” também se referem à mesma pessoa.

  4. kkk…quem segue essa tal biblia,ta perdido,alias PERDIDA (!!) imagine voce :

    As mulheres tem de ser submissas aos vossos maridos. – I Pedro 3:1
    Os maridos devem permitir que as suas mulheres, que são de um sexo mais frágil, possam orar. – I Pedro 3:7

    Porque a mulher é submissa ao homem?Porque está na bíblia,seja pelo Pedro,Joao…Efesios,Genesis,Leviticos…
    Ai que horror! Não sei como nesses tempos atuais, seu(de Pedro) ”prestigio” ainda circula!!

  5. Sra. Nadia até tú? distorcendo a biblia igual a Sra que escrveu Jesus o charlatão.
    Aqui vai o versiculo na integra;

    Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.

    Não tem nada ver com o qeu vc interpretou!!

    Pelo contrário esta dizendo qeu se os homens não tratarem bem as mulheres nem as suas orações vão ser recebidas imagineo resto então.

  6. *Devido estar tarde,e as diversas ”conotações” do conteúdo eu vou durmir agora,…zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

  7. Pois é… a ”biblia” fala, cada coisa, ou os anonimos falam cada coisa.
    A biblia cita que existem unicórnios…mas aí surge a desculpa da ”embromeneutica”, digo, hermeneutica, e assim vai…

  8. pois eu acredito que quem escreveu os evangelhos foi
    um Discípulo Amado.
    E vc aham que quem escreveu os quato evangelhos de mateus,joão,marcos e lucas:??????????/?
    satsopser em joao 21:24.

  9. pois eu acredito que quem escreveu os evangelhos foi
    um Discípulo Amado.
    E vc aham que quem escreveu os quato evangelhos de mateus,joão,marcos e lucas:??????????/?
    satsopser em joao 21:24.

  10. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

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  11. Sra. Nadia até tú? distorcendo a biblia igual a Sra que escrveu Jesus o charlatão.
    Aqui vai o versiculo na integra;

    Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.

    Não tem nada ver com o qeu vc interpretou!!

    Pelo contrário esta dizendo qeu se os homens não tratarem bem as mulheres nem as suas orações vão ser recebidas imagineo resto então.

  12. ilmara,

    Pegou o bonde andando.Já foi discutido por várias pessoas que quem escreveu é uma icógnita…..só ler post anteriores….A bíblia é cheia de contradições justamente por isto, não combinaram a história..

    Não existe quem escreveu e nenhum apóstolo deixou registrado. Muito tempo depois alguém disse que alguém falou que alguém tinha ouvido uma história, as vezes repetida de contos pagãos mais antigos…

  13. […] vai te inspirar a conduzir a discussão. E, sobre os Evangelhos, vale a pena dar uma lida nessa tradução que fiz, em que uma avaliação minuciosa revela que os seus autores eram apenas dois, e que não […]

  14. […] Quem escreveu os Evangelhos? […]

  15. QUEM ESCREVEU OS EVANGELHOS?

    Não antes do terceiro século supunha-se ou acreditava-se que os livros compondo o Novo Testamento eram inspirados.

    Devemos lembrar que havia grande número de livros, de Evangelhos, Epístolas, Atos e entre estes, os “inspirados” eram escolhidos por homens “não-inspirados”.

    Entre os “Pais do Cristianismo” havia grandes diferenças de opinião sobre quais seriam os livros inspirados; havia muitas discussões cheias de ódio. Muitos livros que hoje são considerados espúrios, eram tidos nos primórdios como divinos, e alguns dos hoje considerados inspirados eram considerados espúrios. Muitos dos antigos cristãos e alguns dos pais repudiaram o Evangelho de João, as Epístolas os hebreus, Jade, James, Pedro e a Revelação de São João. Por outro lado, muitos deles tinham os Evangelhos dos hebreus, doe egípcios, os Ensinamentos de Pedro, os Pastores de Hermas, as Epístolas de Barnabé, o Pastor de Hermas, a Revelação de Paulo, as Epístolas de Clemente, o Evangelho de Clemente como livros inspirados, igualáveis aos melhores.

    De todos esses livros e de muitos outros, os cristãos escolheram quais os “inspirados”.

    Os homens que fizeram a seleção eram ignorantes e supersticiosos. Eram crentes convictos no miraculoso. Pensavam que doenças podiam ser curadas colocando-se sobre o paciente um lenço que supunham ter pertencido a um apóstolo, ou os ossos de um morto. Acreditavam na fábula de fênix, e que as hienas mudavam de sexo todos os anos.

    Seriam os homens que fizeram a seleção há muitos séculos, inspirados? Seriam eles ignorantes, supersticiosos, estúpidos e maliciosos mais qualificados para julgar a “inspiração” que os estudantes do nosso tempo? Por que teríamos de seguir suas opiniões? Não poderíamos nós mesmos escolher?

    Erasmo, um dos líderes da Reforma declarou que a Epístola aos hebreus não havia sido escrita por Paulo, e negava a inspiração do segundo e terceiro livros de João, e também da Revelação. Lutero tinha a mesma opinião. Declarou James ser uma Epístola de palha e negou a inspiração da Revelação. Zwinglio rejeitou o livro da Revelação e até Calvino negou que Paulo fosse o autor de Hebreus.

    A verdade é que os protestantes não concordaram com quais os livros que eram inspirados até o ano de 1647, na Assembléia de Westminster.

    Para provar que um livro é inspirado você precisa provar a existência de Deus. Deve provar também que esse Deus pensa, age, objeta, tem fins e meios. Isto é um tanto difícil.

    É impossível conceber um Deus infinito. Não havendo conceito de um ser infinito, é impossível dizer se todos os fatos que sabemos tendem a provar ou não a existência de tal ser.

    Deus é uma suposição. Se a existência de Deus é admitida, como poderemos provar que ele inspirou os escritores dos livros da Bíblia?

    Como pode um homem estabelecer a inspiração de um outro?
    Como pode um homem estabelecer que ele próprio é inspirado?
    Não há como provar o fato da inspiração. A única evidência é a palavra de alguns homens que não poderiam de maneira alguma saber sobre a questão.

    O que é inspiração?
    Usaria Deus o homem como instrumento? Usaria-o para escrever suas idéias?
    Tomaría ele posse das nossas idéias para destruir nosso arbítrio?

    Eram esses escritores controlados parcialmente, de modo que seus erros, sua ignorância e seus preconceitos foram diminuídos pela sabedoria de Deus?

    Como poderíamos separar os erros do homem da sabedoria de Deus? Poderíamos fazer isto sem sermos nós mesmos inspirados? Se os escritores originais eram inspirados, então os tradutores deveriam também sê-lo, e também as pessoas que nos dizem o significado da Bíblia.

    Como pode um ser humano saber que ele é inspirado por um ser infinito?
    Mas de uma coisa podemos ter certeza: um livro inspirado deveria de todas as maneiras exceder todos os livros já escritos por homens não inspirados. Deveria estar acima de tudo, deveria conter a verdade, cheio de sabedoria, beleza.

    A BÍBLIA VERDADEIRA

    Por milhares de anos vem o homem escrevendo a Bíblia verdadeira, que vem sendo escrita dia a dia, e que nunca acabará enquanto o homem tiver vida. Todos os fatos que sabemos, todos as fatos registrados, todas as descobertas e invenções, todas as máquinas maravilhosas com rodas e alavancas que parecem pensar, todos os poemas, cristais da mente, flores do coração, todas as canções de amor e alegria, de sorrisos e lágrimas, todos os dramas do mundo da imaginação, todas as maravilhosas pinturas, milagres de forma e cor, de luz e sombra, de maravilhosos mármores que parecem falar e respirar, os segredos revelados pelas pedras e estrelas, pela poeira e pelas flores, pela chuva e neve, pelo gelo e chama, pela corrente de vento e areia do deserto, pela altura da montanha e profundeza do mar.

    Toda a sabedoria que prolonga e enobrece a vida, tudo o que evita ou cura doenças, ou conquista a dor todas as justas e perfeitas leis e regras, que guiam e dão forma às nossas vidas, todos os pensamentos que alimentam as chamas do amor, a música que transfigura, captura e encanta as vitórias de corações e mentes, os milagres que as mãos têm conquistado, as mãos destras e ágeis daqueles que trabalham para mulheres e crianças , as histórias de feitos nobres, de homens bravos e úteis, de amorosas esposas de fé , de insaciáveis mães, de conflitos pelos direitos, do sofrimento na luta pela verdade, de tudo de melhor que os homens e mulheres do mundo já disseram, pensaram e fizeram ao longo de todos os anos.

    Esses tesouros da mente e do coração essas são as Sagradas Escrituras da espécie humana.

    Deixe-me fazer uma pergunta aos sacerdotes:
    Como vocês podem ser tão maus em defender esse livro?

  16. prezado Oiced

    Então o que é — ou poderia ser denominado — um guia moral?
    A resposta mais curta possível consiste de apenas uma palavra: inteligência

    R: Negativo inteligência e julgamento da moralidade baseada em apenas nos falhos 05 sentidos humanos é o resultado de uma falsa e equivocada moral humana.

    A verdadeira moral que conduz a felicidade é: “ Ame a todos sem distinção, amigos e inimigos, simpatizantes afins ou divergentes, faça a eles apenas o que desejar que eles te retribuam.”

    Almejamos conhecer as estradas e os caminhos que foram percorridos pela mente humana

    R: poderia começar conhecendo e corrigindo os seus próprio erros, assim já estará contribuindo muito com um mundo melhor!

    Todas essas religiões são incompatíveis com a liberdade intelectual

    R: se voce liberta um burro do seu julgo ele deixará de ser um burro? E pelo seu desejo expontaneo não voltara ao seu cativeiro, se la ele se sente bem e se sente alimentado, cada um tem na vida o que faz por merecer.

    Emitir sua opinião sincera sobre Jeová, Maomé ou Cristo é muito pior do que caluniar maliciosamente seu próximo. Questionar ou duvidar de milagres é muito pior do que rejeitar fatos conhecidos.

    R: voce tem todo o direito de questionar a procura da sua verdade, porem não pode querer construir a sua verdade falando mentiras , levantando falsos testemunhos. Desvirtuando ensinamentos cristãos muito acima daquilo que voce considera como sendo um exemplo para a moralidade humana, nem tem o direito de denegrir quem quer que seja apenas baseado na fé do seu achismo pessoal.

    Não basta ser honesto, generoso e prestativo; não basta seguir as evidências, os fatos. Além disso, é necessário crer. Essas doutrinas são inimigas da moralidade, elas subvertem todas as concepções naturais de virtude.

    R: Nisto eu concordo com você! Só acrescento que mais importante que crer para algumas religiões é mais importante contribuir financeiramente. Antigamente o ceu era conquistado ataves da força da espada, hoje é através da força do dinheiro.

    Somente os obedientes, os crédulos, os bajuladores, os ajoelhadores, os submissos, os que não questionam — os verdadeiros crentes —, são considerados morais, virtuosos.

    R: Isto é um pensamento humano e não divino. Deus olha o que você faz e não o que você acredita!

    , e que uma fé inquestionada será recompensada com a eterna bem-aventurança

    R: eu tenho fé em tudo aquilo que Deus já me deu e continuará pela minha fé me dará muito mais.

    Deus é uma suposição. Se a existência de Deus é admitida, como poderemos provar que ele inspirou os escritores dos livros da Bíblia?

    R: Simples faça uma media dos pensamentos sociais dos tempos bíblicos, onde a escravidão era considerado um coisa normal, e descubra que Moisés foi inspirado por Deus a fazer leis que beneficiava e amenizava a escravidão humana, o beneficio do descanso no sábado, dar carta de alforria em alguns casos de violência contra os escravos e outros benefícios aos que se encontravam na posição de escravo de humanos.
    Numa época de espadas Jesus ensinou a amar e perdoar seus inimigos, este pensamento é muito superior as mesquinharias humanas até nos dias de hoje, se voce os pratica na integra parabéns voce é um cristão na pratica e tem mais fé do que eu! Mas voce acha que Jesus deveria voltar para ensinar que não devemos substituir as antigas espadas, por armas de fogo, voce acha que ele seria bem recebido, por crentes e descrentes fanático como os ateus ? Voce consegue distinguir as palavras de jesus que o eleva muito acima dos mesquinho pensamentos humanos?
    Usaria Deus o homem como instrumento? Usaria-o para escrever suas idéias?

    R: Sim!

    Tomaría ele posse das nossas idéias para destruir nosso arbítrio

    R: Claro que não! Ele não tira o seu livre arbítrio quando escreve seus textos querendo induzir outros homens a pensarem como você! É assim também que homens vivos e mortos se induzem em pensamentos de erros e acertos, mas se aprenderem ouvir o sábio jesus dizendo, amem-se e perdoem seus inimigos então caminharam juntos para um mundo melhor.
    Por milhares de anos vem o homem escrevendo a Bíblia verdadeira, que vem sendo escrita dia a dia, e que nunca acabará enquanto o homem tiver vida
    R: Engano seu, se o homem usa sua ciencia para construir essa perola que voce poeticamente descreveu se continuar sendo moralmente insano e pisando e destruindo todas elas, sua ciencia não sera transformada em consciência o que sera motivo da sua auto destruição.
    “ mestre veja como enormes estas pedras do templo” : Em verdade vos digo que todas essa pedras humanas serão derrubadas, pois Eu Sou a pedra angular que predominará. (Doutrina Divina)

    Esses tesouros da mente e do coração essas são as Sagradas Escrituras da espécie humana.

    R: nisto tudo voce esta com a razão, mas o seu orgulho arrogante ainda desconhece a intuição divina que liga o homem a Deus, sem isso nada disso seria possível, a não ser na mente do orgulhoso se ele conseguisse se auto criar se fazendo um deus de si mesmo.

  17. Vanderlei ninguem consegue viver isto ai qeu vc disse não amando inimigos! pelo menos não do jeito que os crentes interpretam.

  18. Aff qeu frase mal feita esta minha
    Corrigindo ;

    Ninguem consegue viver amando inimigos ; pelo menos não do jeito que o crentes interpretam.

  19. Tsc tsc Tsc Vanderlei defendendo a bíblia mesmo dizendo que só 30 páginas dela são reais ? Hahaha.

  20. Gente, às vezes me pergunto como pode 2/3 da humanidade do terceiro milênio pode acreditar numa teologia criada há mais de 5000 anos, por civilização tribal, imersa em profunda ignorância? Como as religiões conseguiram transformar uma mitologia tão absurdamente desprovida de coerência e razão em uma paradigmática e dogmática teologia? Como pode a humanidade de hoje, acreditar em mitos como Demônio e Inferno?

  21. Antônio,
    Sua consternação é também a nossa, assim como a dificuldade de explicá-la…podemos aproximar…

    Um conto infantil sendo levado a sério!

  22. ANTONIO

    simples extremismo de crenças uns não acreditam em nada outros acreditam em tudo o certo seria bom senso em o meio termo coerente.

    feliz natal!

  23. Vanderlei sem o fanatismo a sua crença não chegaria ao Espiritismo por exemplo, pois Jesus e derivados já teriam sido revelados mitos antes hehehe.

  24. Saracura e Vanderlei, Obrigado por se manifestarem sobre meu comentário. Boas festas para vocês.
    Gente, quando se nega a existência do demônio e do inferno, tira-se a coluna de sustentação das maiores religiões conhecidas e praticadas em todos os tempos, principalmente o cristianismo e o islamismo, cuja teologia é construída e fundamentada na crença de que Deus tem um adversário, um rival chamado Demônio e o paraíso tem uma antítese chamada inferno.
    por mais paradoxal que possa parecer, não e a fé, a forma e a natureza do relacionamento com Deus, não é a valorização nem a prática dos dos atributos Divinos, tais como o amor a caridade, a solidariedade, a tolerância com os que pensam diferentemente, que constituem a essência e o foco destas religiões mas, a crença no Demônio e seu reino chamado Inferno. Tamanha é a obsessão que, acreditam que Deus se fez homem e veio à terra morrer crucificado para nos “salvar”do demônio e do Inferno.
    Será que se Deus quisesse, realmente, que acreditássemos na história que se conta de Jesus, hoje, mais de dois mil anos depois, não teria feito com que as coisas ocorressem de forma clara, menos duvidosa e mais lógica? Será que se, realmente, Jesus tivesse ressuscitado o fato não teria sido registrado pelos historiadores ou autoridades da época? Como pode uma pessoa com os atributos de Jesus passar em branco pelo seus contemporâneos e pelo seu tempo, tendo sua História registrada quase 100 anos depois? Ao que se parece a suposta ressurreição de Jesus não convenceu nem mesmo a totalidade de seus apóstolos e muito menos os judeus, personagens e testemunhas oculares de toda a História. Será que se as coisas tivessem ocorrido como se descreve, os judeus, realmente crucificariam Jesus? Quem, em sã consciência, condenaria a morte uma pessoa que ressuscitava mortos; Transformava agua em vinho; Curava cegos de nascença; Curava paralíticos de nascença; Curava leprosos às dezenas; Transformava mão ressequida em mão normal? A coerência a lógica, a natureza humana, a antropologia, normalmente aponta para uma realidade oposta: uma pessoa com tais atributos naquela época e, inclusive hoje, seria endeusada totalmente e, protegida pela maioria. Jamais morta barbaramente, por ordem institucional, sem nenhum defensor ou aliado de peso que pudesse defende-lo. Não há como não ver tudo isto como uma grande fantasia paradigmatizada e dogmatizada pelo obscurantismo do tempo, e da agnorância de uma humanidade desprovida de conhecimentos e carente de subterfúgios para acreditar em um destino melhor que a realidade conhecida e desfavorável de uma época longa, sombria e apavorante chamada Idade das Trevas.
    Uma coisa é certa, o tempo e a evolução representada pelo gradativo domínio do conhecimento científico, além de novas teologias coerentes com a verdadeira natureza de Deus, libertarão a humanidade de todos os seus enganos e teologias opressoras, do passado.
    Meus parabéns a quem concorda comigo e meus respeitos a quem discorda. Muito obrigado a todos e boas festas.

  25. Oiced Mocam.

    Parabéns pelo seu artigo: “Quem escreveu os Evangelhos?”E, em especial pelo artigo: a “A bíblia verdadeira”

    Pelo visto você conhece muito da antropologia humana.
    A humanidade precisa de pensadores como você.

    Eu tenho uma teoria bastante coerente, lógica e inédita, para a Odisséia humana na terra.
    Creio que ainda vou partilha-la com você.

    BOAS FESTAS!!!

  26. “A VERDADEIRA MISSÃO DE JESUS NA TERRA”

    Quem leu o artigo que publiquei a alguns minutos a traz poderá dizer que detesto Jesus Cristo. Não é verdade. Saiba como vejo a missão de Jesus na Terra.
    Numa época em que a humanidade era extremamente primitiva e cruel; Numa época em que a vida humana não tinha nenhum valor e, era tirada inclusive por puro divertimento em espetáculos públicos, legalizados pelo próprio estado. Numa época em que a escravidão era uma coisa tão normal que o escravo não tinha direito nem mesmo a própria vida e era considerado desprovido até mesmo de alma. Jesus veio ao mundo como qualquer outro ser humano, porem como uma nobre missão: “Veio trazer uma recomendação de PAZ , entre os homens. Veio trazer a maior solução de todos os tempos para as dificuldades naturais da humanidade em sua ODISSÉIA TERRENA: a SOLIDARIEDADE a CARIDADE e o AMOR entre os seres humanos.
    Esta foi a verdadeira missão de Jesus na Terra. Jamais foi morrer crucificado para salvar alguém. A humanidade nunca esteve perdida, mesmo por que demônio e inferno são apenas mitos da mente humana primitiva.

  27. […] vai te inspirar a conduzir a discussão. E, sobre os Evangelhos, vale a pena dar uma lida nessa tradução que fiz, em que uma avaliação minuciosa revela que os seus autores eram apenas dois, e que não […]

  28. […] Quem escreveu os Evangelhos? […]

  29. Hill, comecei a ler. Parece bem interessante! Obrigadaço!!

  30. Existem duas teorias
    – hipótese 1) Marcos foi escrito primeiro; depois Lucas e Mateus foram baseados em Marcos e e um outro documento chamado “Q”
    – hipótese 2) Marcos, depois Mateus baseado em Marcos e finalmente Lucas baseado em Mateus

    http://quem-escreveu-torto.blogspot.pt/2012/06/fontes-para-os-autores-dos-sinopticos.html

    Abraço

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