O universo veio do nada?

Certa vez, um leitor me perguntou: “Não te incomoda nem um pouco acreditar que o universo todo veio do nada?”

Não, meu leitor, isso não me incomoda nem um pouco, justamente porque não “acredito” que o universo veio do nada. Eu não sei como o universo surgiu, nem “acredito” que tenha surgido do nada, pois acreditar é crer sem provas; acreditar é ter fé. Também não acredito que o universo foi criado por mágica, o que me parece algo tão absurdo quanto ter surgido do nada. Mas mesmo sem “crer” que o universo tenha surgido do nada, não dou o direito aos religiosos de caçoarem dessa hipótese, pois eles, aparentemente, querem dar a entender que a mágica divina é uma explicação mais palatável, quando não é. Não é mesmo! E, afinal de contas, no mito da Criação, diz-se que Deus criou o universo onde nada havia exceto o próprio Deus. Logo, se você admite a existência de Deus, terá que admitir, também, que ele criou o universo “do nada”.

O religioso tem a tendência recorrente de atribuir ao ateísmo uma condição idêntica ao teísmo, só que com o sinal invertido. Eles fazem isso para tornar mais fácil a tarefa de combater as ideias ateístas, uma vez que pode-se argumentar que ateus também creem em algo, só que esse algo não é o Criador. Um líder religioso pode, então, pregar o sermão do “crença por crença, fiquemos com Deus”, e seu rebanho não se importará em manter a fé que tem.

Então, ficamos assim: os cientistas têm suas hipóteses, os religiosos têm a fé, e eu não tenho nada. Entretanto, ninguém tem a resposta. Todos podem alegar ter respostas, mas é só uma alegação: não é a verdade. Não sabemos como tudo se deu. Mesmo se cientistas acompanhassem, hoje, o surgimento de um novo universo, não poderíamos concluir, com certeza plena (vale o pleonasmo), que o nosso teria surgido do mesmo modo.

O que diferencia drasticamente a ciência da fé, a meu ver, é a preguiça. Os cientistas sempre trabalharam duro para tentar encontrar “a” resposta. Ela nunca veio e, talvez, nunca venha, mas eles trabalham. O religioso não quis saber disso: inventou a dele.

As primeiras palavras da Bíblia tratam, justamente, da criação de tudo o que existe. Alguém, em algum momento, resolveu deixar escrito um dos vários e vários mitos que diversas culturas produziram ao longo dos séculos, antes da invenção da palavra escrita, e que continuaram a produzir depois dela. O que fez esse relato se juntar a outros tantos relatos e transformarem-se num único livro, que tornou-se o mais famoso do mundo, não tem o poder de fazer o mito inicial deixar de ser mito. Não importa quanto tempo passe, nem quantas pessoas acreditem nele.

 

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46 Respostas

  1. […] leitor argumentou nos comentários do meu texto “O universo veio do nada?” que só há estas duas hipóteses: ou “o universo criou-se a si próprio”, ou “foi feito […]

  2. Caralho, vocë acha mais fácil crê numa ciencia humana que diz que tudo se originou do acaso do que crê num Deus todo poderoso que te ama e se preocupa contigo? Neguin é burro pa caralho

  3. Bom, meus queridos amigos.
    Como todos aqui ja devem ter lido muitos de meus comentarios, sabem que eu conheco Deus e que eu mostro um pouco dele em minhas palavras. Porem, eu continuo a estudar, pois cabeca foi feita para pensar e nao para ser habitat de piolhos. A M. Theory é bastante interessante. Nesta conta como 11 dimensoes poderam, em algum momento M, dar origem ao universo. Mostra que houve um espaco anterior ao universo. Claro, eh so mais uma teoria interessante e bem controversa. Mas ja é teoria. Existe um documentario produzido pela BBC que explica e completa um outro, de mesma producao, sobre o LHC, o Large Hadron Collider. Bem interessante.

  4. Muito mais fácil crer num deus, né Afonso? Não precisa pensar muito (é muito mais fácil ler um livro só do que ler muitos) e apresentar evidências dele pra quê? Bobagem, é só acreditar sem nenhuma confirmação e chamar todos os outros de burros. Fácil, fácil. É confortável. E além disso, ele é fiel. A propósito, tem um belo exemplo da preocupação desse deus com os humanos: se chamava . Foi um lindo exemplo de zelo.

  5. Relaxa, Fabio…
    Sao essas pessoas que envergonham o nome do meu Deus. Querido amigo Afonso, tem certeza que é Deus que voce segue? Se sim, acredita que intolerancia esteja nos ensinamentos dele, se ele é rei da benevolencia, do Amor?

  6. Barros, voce pode me explicar esse trecho:
    “[…]só que esse algo não é o Criador.”?
    No que os ateus acreditam?
    Luz, Paz e Amor

  7. Renan o próprio deus bíblico já acaba com a imagem dele sozinho hahaha.

  8. Leo, ja viu o nivel da conversa?
    Prove… da mesma forma como estou fazendo. Se nao conseguir, Leo, observe e aprenda.

  9. Ué não estamos falando do mesmo deus que mandou matar um homem por pegar lenha ao sábado ?
    Ou por acaso é um outro ?
    Se for, não cite a bíblia.

  10. HUahuahuU!
    Desculpe a risada.
    Meu Deus nao é esse, Léo.
    Meu Deus, é Luz, Paz e Amor…
    Uniao, acima de tudo.
    So pede para amarmos o proximo como a si mesmos…
    So isso… rs.. (tarefa dificil, confesso)

  11. E para não amar mais os pais do que ele hehehe.
    Mas está usando o deus bíblico Einsten não acreditava nele hum…

  12. Acho que voce ja esta perdendo o bom-senso. rs…
    Esta tentando por a biblia no meio do assunto, mais uma vez.
    Grato, se tiver algo mais elevado.

  13. Mas você disse que segue o deus do Einstein mas ele mesmo nega as escrituras biblicas aê complica não é mesmo ?

  14. Amigo, mais uma vez…
    Nao me baseio no que Eistein acha, ele so declara que acredita num Deus criador…
    Leia os artigos ou comentarios anteriores…

  15. Escolha um post, Leo.
    Esse negocio de falar em varios posts esta te tirando dos assuntos referentes ao mesmo.
    Grato

  16. Proximo…
    rs…
    Grato

  17. Então Renan qual o seu deus ?

  18. Afonso o seu deus ama tanto que fez algo chamado Dilúvio.

  19. Isso porque os crentes tem preguica…
    ai, ai…
    Le os posts que eu ja escrevi e vais saber sobre o meu Deus.
    Grato.
    Vamos falar sobre a origem do universo…

  20. Vai lá Renan me conta qual o seu deus ?

  21. Se ele não é o bíblico qual ele é ?

  22. Nao vou, Leo…
    Nao seja repetitivo e infantil, pow… Cara chato… rsrs
    Le um pouco…
    Pouxxxaaa, vida, heim!

  23. Vamos falar de Deus, no topico Deus e o nada…
    La eu te explico…
    Vai pra la…
    Grato

  24. Vale lembrar que o mesmo deus de amor matou crianças com ursos

    II Reis 2

    23 – Então, subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns rapazes pequenos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo, sobe, calvo!

    24 – E, virando-se ele para trás, os viu e os amaldiçoou no nome do SENHOR; então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois daqueles pequenos.

    =======

    Esse é o mesmo deus que Jesus diz que já fez um Dilúvio

    Lucas 17

    26 – E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem.

    27 – Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e consumiu a todos.

    ========

    Esse é o mesmo deus que criou o mundo em 7 dias.

    E então qual o seu deus ?

  25. Vai la pro topico que fala de Deus, la eu te respondo, Crianca…rs
    Abracos…

  26. As vezes esses assunto me faz acreditar que nunca houve o começo do universo, o nada não pode ter começado a existir, o universo não pode ter saido de alguma coisa mesmo se fosse verdade essa coisa teria saido de outra.
    Se for para sai alguma coisa do nada só pode ser algum poderoso que teve a capacidade de se criar sozinho.
    Até onde vai a pergunta de onde surgiu isso?

  27. Nada envolve nada, lembrando o nada seria o que não tem ou não existe, como nosso amigo anterior disse sobre o começo pois para mim não existe.
    Imagine o nada, infinito sem começo, o transparente refletindo o transparente, deixando o começo de nada sem sentido ou lógica.
    A bíblia da sentido a vida humana que muitos de nos não temos capacidade de compreender completamente.
    Um lado Deus de outro Big Bang sendo que ambos pode certo de uma forma o qual muitos não presta atenção.

  28. Resumindo: não disse nada com nada!

    Tão fácil brincar com conceitos abstratos dos quais se tem vaga idéia e tentar dar a entender que disse algo profundo sem, no fundo, deizer algo com sentido.

  29. NADA X RAZÃO

    Vou dizer algo com muito sentido:

    “Eu sinto muito, muito mesmo!” he..he…he

    Dos sentidos humanos só um é perfeito e nos torna semelhantes ao Perfeito:
    Só a intuição é a Razão e o sentido criador capaz de dar sentido a todas as coisas, transformando assim o nada no todo.

    sds

    irmão não seja modesto torne-se um conhecido!

  30. intuição é a perfeita razão sem a ciência humana

  31. Quem se guia apenas pela intuição não vai muito longe. Nada que se faça hoje em dia com seriedade e que exija precisão pode ser feito apenas com intuição.

    E não há nada de paranormal ou sobrenatural na intuição, ela é apenas um processo do cérebro. O fato de não se saber exatamente o que aconteçe durante o processo intuitivo é o que os esotéricos e crentes usam pra dizer que intuição é algo superior e etc. No dia que se souber muito mais sobre intuição, os crentes e esotéricos vão ter que arranjar outra coisa pra chamar de divina.

  32. onde a sua ciência para, a minha intuição continua fazendo mais ciência.
    A sua ciência de hoje ja foi a a intuição de ontem, assim como a intuição de hoje pode ser a ciência de amanhã.

  33. Acham realmente necessário ou certo falarem do universo como se fosse algo lógico ou obvio.
    O ser humano é inteligente a ponto de compreender tal historia que sempre envolveu mais que lógica e ciência?
    O ser humano é burro o bastante para ser destruído pelos próprios atos.
    Baseio minha opinião tanto na religião quanto a ciência mas se tratando do universo fica alem de qualquer conhecimento humano.

  34. por isso eu disse que onde a ciencia termina começa a intuição pois ela simplesmente sabe e não depende da logica do cerebro nem da ciencia humana.

  35. onde a sua ciência para, a minha intuição continua fazendo mais ciência.

    É, eu já vi como você é produtivo em ciência. Já produziu alguns vexames.

    A intuição tem papel importante, mas não tem nada de divina. Acontece no cérebro.

  36. PREZADO FABIO
    Voce se considera uma maquina? Um amontoado de atomos formando uma maquina neurológica com personalidade unica (graças a Deus…he…he..he….ficou engraçado mais é verdade)
    Tudo isto foi formado por uma aleatoriedade qualquer sem razão, nenhum propósito, você é o que um filho da seleção natural?

  37. Somos resultado da seleção natural. Mas não há propósito divino nela. Sobrevive quem está mais adaptado às mudanças do ambiente. O acaso não domina a seleção natural, mas pode ter desempenhado um papel decisivo no surgimento da primeira forma de vida (para o horror dos crentes que abominam o acaso).

    A propósito, existem fenômenos na natureza que não tem causa, sabia?

  38. Desculpe pessoal mas ciência é teoria apenas teoria.
    A Biblia é historia da vida humana.

    Não misture as coisas. Cientista e religiosos acreditam que as coisas não acontece por acaso.

    Lembrando tanto o que acredita em Deus e o que não acredita o começo do Universo não é simples você é que não quer saber dos detalhes, se fosse simples a ciência não se baseava de teorias mesmo com todas aquela inteligência e a quantidade de trabalhos para descobrir ainda não é possível ter certeza de nada.

  39. tem razão desconhecido, pode pular do décimo andar que nao vai te acontecer nada. a gravidade é só teoria.

    idiota

  40. @desconhecido

    você sabe o significado da expressão “teoria científica”?

    acho que você fez confusão entre teoria usada no cotidiano que tem o significado de hipótese e o real significado de teoria científica

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_cient%C3%ADfica

    Cientista e religiosos acreditam que as coisas não acontece por acaso.

    o que acontece no meio científico não pode ser comparado com o que acontece no meio religioso… a ciência está aí para ser testada, falseada, analisada, melhorada, reformulada… coisa que não acontece no meio religioso, não se pode sequer questionar algum conceito teísta sem ser alvo de ataques por parte dos religiosos, não se pode falar, questionar, duvidar quando o assunto é religião…

  41. Por que o todo poderoso ficou cansado após seis dias de trabalho?

    Oiced informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.
    Fonte: por Austin Cline, do About.com
    If God Created All Existence Ex Nihilo, How did God Exist? Creation Ex Nihilo

    Gênesis 2:2: E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.

    De acordo com Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, depois de passar seis dias criando tudo na existência, Deus teve de parar por um dia, não para admirar a sua obra ou para dar alguns retoques ou adicionar algo que tinha esquecido. Não, Deus estava tão cansado, que precisou de um dia inteiro para descanso e recuperação.

    Que tipo de onipotente e divindade transcendente precisa descansar depois de seis dias de trabalho, depois de criar plantas e animais?

    O poder atribuído por judeus, cristãos e muçulmanos a seu Deus é inimaginável. É um Deus sem comparação no universo. Nunca houve igual e nunca haverá outro sequer remotamente parecido a este Deus radicalmente diferente da natureza dos seres humanos ou de qualquer outra criatura

    Por isso é um absurdo que esse Deus faça algo de tão humano: descansar após uma semana dura de trabalho. Será que Deus precisa dormir? Precisa ocasionalmente dar uma esticada, dormir que nem um urso? Ele tem um papel de rascunho para fazer rabiscos? Ele precisa se desestressar jogando videogame?

    Essas perguntas podem parecer tolas quando se trata do Deus das religiões tradicionais. Mas a afirmação de que Deus precisou de um descanso também é tolice.

    Com os deuses gregos, por exemplo, era diferente. Eles eram muito poderosos, mas não eram onipotentes ou transcendentes, porque se encontravam em um determinado local do universo e estavam sujeito às leis da física, embora de forma diferente. Eles precisavam de descanso, de comer e ocasionalmente fazer sexo.

    A descrição de deuses que necessitam de descanso faz parte das tradições mais antigas sobre divindades que não eram nem transcendente nem onipotente.

    O Deus da Bíblia – das religiões ocidentais monoteístas, enfim – é um tipo de divindade inteiramente diferente. Pelo que é descrito e apresentado, pelas suas características, não faz sentido que precise de descanso, da mesma forma que ele não precisa dormir, comer, etc.
    Muitos cristãos podem tentar a insistir que as respostas a essas perguntas são mistérios e que as doutrinas subjacentes deve ser aceita pela fé, mas a falta de qualquer explicação razoável torna isso difícil de engolir – especialmente dado o quão duro eles tentam vender este como sendo mais razoável do que ciência. Onde é que qualquer aspecto da história da criação vêm em qualquer lugar perto da precisão empírica ou razoabilidade de qualquer campo científico?
    Explicando criação ex nihilo
    O que você acha sobre a idéia da criação divina “ex nihilo”? Você concorda que esta passagem descreve algo absurdo e idiota, mesmo concedendo a existência do sobrenatural, ou se há alguma maneira de ler esta parte da Bíblia, de modo que parece sensata e razoável? Se você acha que pode fazer a história do Gênesis da criação da existência de razoável, sua solução não pode acrescentar nada de novo que não esteja nas histórias e não pode deixar de fora todos os detalhes que a Bíblia oferece.

  42. O Nada Jocaxiano

    João Carlos Holland de Barcellos

    O “Nada Jocaxiano” (NJ) é o “Nada” que existe. É um sistema físico desprovido não apenas de elementos físicos e de leis físicas, mas também de regras de quaisquer tipos.[1]

    Para tentarmos entender e intuir o NJ como sendo um “nada existente”, podemos construí-lo mentalmente da seguinte forma: do nosso universo retiramos toda a matéria, a energia e os campos que elas geram. Agora podemos retirar a energia escura e a matéria escura. O que sobrou é algo que não é o inexistente. Vamos continuar nosso experimento mental e continuar suprimindo elementos de nosso universo: agora vamos retirar as leis físicas e as dimensões espaciais. Se não esquecemos de retirar mais nada o que sobrou é um NJ: Um nada existente.

    O NJ é diferente do Nada em que normalmente se pensa. O nada em que normalmente se pensa, e que podemos chamar de “Nada Trivial” para distingui-lo do NJ, é algo do qual dele, nada pode surgir, ou seja, “o Nada Trivial” segue uma regra: ”Nada pode acontecer”. Dessa forma o “Nada Trivial”, o nada no qual as pessoas pensam ao falar sobre um “nada”, não é o nada mais simples possível, ele possui pelo menos uma regra de restrição.

    Jocax não definiu o NJ como algo em que não existe nada. Tal definição é dúbia e encerra algumas contradições como: ”Se no nada não existe nada, então ele mesmo não existe”. Não. Primeiro Jocax definiu o que seja existir: “Algo existe quando tem as propriedades que o definem satisfeitas dentro da realidade”. Assim, o NJ foi definido como algo que:

    1-Não possui elementos físicos de nenhuma espécie (partículas, energia, espaço etc.).

    2-Não possui nenhuma lei (principalmente a lei embutida no “Nada Trivial”).

    Assim, o NJ pode ter fisicamente existido. O NJ é uma construção que se diferencia do “nada trivial” por não conter a regra “Nada pode acontecer”. Desta forma, jocax livra seu NJ de paradoxos semânticos do tipo: “Se ele existe, então ele não existe”. E afirma que este nada é ALGO que pode ter existido. Ou seja, o “NJ” é a estrutura física mais simples possível, algo como o estado minimal da natureza. E também o candidato natural para a origem do universo.

    Não devemos confundir a definição do NJ com regras a serem seguidas. A definição do NJ é apenas a declaração de um estado. Se a natureza se encontrar no estado definido pelas condições 1 e 2 acima, dizemos que ela é um “Nada-Jocaxiano”. O estado de um sistema é algo que pode mudar, é diferente de uma regra que o sistema deve obedecer (caso contrário não seria uma regra). Assim, por exemplo, o estado “não possui elementos físicos” é um estado e não uma regra, pois, eventualmente, este estado poderá mudar. Se fosse uma regra, não poderia mudar (a menos que outra regra eliminasse a primeira).

    Por ser livre de quaisquer elementos, o NJ não pressupõe a existência de qualquer coisa existente, apenas a existência dele próprio, e, pela “Navalha de Ocam” [2], deve ser o estado mais simples possível da natureza, portanto sem necessidade alguma de explicações sobre sua origem. O NJ, claro, não existe atualmente, mas pode ter existido num passado remoto. Ou seja, o NJ seria o próprio universo – definido como o conjunto de tudo o que existe – em seu estado minimal. Dessa forma, podemos também dizer que o Universo (como sendo um NJ) sempre existiu.

    O NJ, assim como tudo que é entendido pela lógica, deve seguir a tautologia: “pode ou Não Acontecer”. Essa tautologia-verdade lógica absoluta- como veremos, possui também um valor semântico no NJ: permite (ou não) que coisas possam acontecer.

    Não podemos afirmar que num NJ eventos devam, necessariamente, ocorrer. Eventualmente pode não ocontecer nada mesmo, isto é, o NJ pode continuar ‘indefinidamente’ ( o tempo não existe num NJ) sem mudar de seu estado inicial e sem que nada ocorra. Mas existe a possibilidade de que fenômenos aleatórios possam decorrer desse nada absoluto. Essa conclusão segue logicamente da análise de um sistema sem premissas: como o NJ, por definição, não possui leis, isso significa que ele pode ser modelado como um sistema lógico SEM PREMISSAS.

    Devemos parar um pouco para abrirmos um pequeno parêntese explicativo: estamos lidando com dois tipos de “Nada-Jocaxiano”: o objeto físico denominado “NJ”, que era o universo em seu estado minimal, com as propriedades descritas acima, e a teoria que analisa este objeto, o NJ-Teoria. O NJ-Teoria, a teoria sobre o NJ-objeto, (este texto) utiliza regras lógicas para entendermos o NJ-Objeto. Mas o NJ-objeto, ele próprio, não segue regras lógicas, por não existirem leis a que deva obedecer. Entretanto, não creio que deixaremos escapar possibilidades ao NJ-Objeto se o analisarmos segundo a lógica clássica. Contudo, deveremos estar cientes que esta analise lógica (NJ-Teoria) poderá, talvez, limitar alguma potencialidade do NJ-Objeto.

    Em um sistema sem premissas, não podemos concluir que algo não possa acontecer. Não existem leis para que possamos tirar esta conclusão. Ou seja: não existe a proibição de que qualquer coisa possa acontecer. Se não existe a proibição de que algo possa acontecer, então, eventualmente, algo pode acontecer. Ou seja, as tautologias lógicas continuam verdadeiras num sistema sem premissas: “algo acontece ou não acontece”. Se, eventualmente, algo acontecer, este algo não deverá obedecer a leis, e, portanto, seria algo totalmente aleatório e imprevisível.
    Chamamos de Esquizo-Criações as primeiras aleatorizações do NJ. As esquizo-criações, por provirem de algo sem leis, seriam totalmente aleatórias e, se pudéssemos observá-las, parecer-nos-iam completamente “esquizofrênicas”. Claro que, com as primeiras aleatorizações, o NJ deixa de ser o NJ original por possuir algo, ou seja, o NJ se transforma. Como o NJ não é limitado por nenhuma lei, eventualmente pode também gerar leis, nas quais seus elementos – agora ele próprio – tenham de obedecer.

    Vamos mostrar como a geração aleatória de leis pode produzir um universo lógico: suponha que leis sejam geradas aleatoriamente em seqüência. Se uma nova lei é gerada e não entra em conflito com outras leis, todas podem permanecer incólumes no conjunto de leis geradas. Entretanto, se surge uma nova lei que entra em conflito com outras leis já geradas, a nova lei substitui (mata) as leis anteriores que são incompatíveis com ela, já que, por ser uma lei, ela deve ser obedecida (até que outra, mais nova, se oponha a ela). Assim, numa verdadeira “seleção natural” de leis, acabaria sobrando apenas um conjunto de leis que não fossem incompatíveis entre si, e isso pode responder a uma questão filosófica fundamental de nosso universo: “Por que o universo segue regras lógicas?”.

    Dessa forma o Nada-Jocaxiano é o candidato natural para a origem do universo, já que é o estado mais simples possível que a natureza poderia apresentar: um estado de tal simplicidade que não haveria necessidade de explicação para sua existência. E, por conseqüência lógica deste estado, qualquer coisa poderia (ou não) ser aleatorizada. Até mesmo nossas leis físicas e nossas partículas elementares.

  43. Meu cérebro se dá melhor com esse tipo de visão do universo… Nada de cobras falantes, nada de gente colocando pecado em bode… Simples.

  44. João Carlos

    era só oque estava faltando um nome para o deus acaso “Nada Jocaxiano”, só posso dizer que esse seu deus não é de nada mesmo.
    A existência da palavra nada por si só ja a torna contraditória.
    A existência do Todo não cede espaço para o seu deus do nada.
    Teoria do “nada de nada” era só o que estava faltando para não acrescentar mais nada…..he..he..he…he..he

  45. Palavras são conceitos que significam mais de uma coisa. Por certo existe um grande vazio em todo o Universo(s) e que nós chamamos de nada. Para os orientais, sábios milenares, Wuji quer dizer: ” grandeza que emerge do Nada, toda a matéria vem do Nada. Este Nada não é um simples vazio mas uma energia inocente, o Princípio Primordial ou a Fonte ou o Princípio Criador de Tudo. Deus é uma palavra desgastada pela incomprensão que temos do que ela significa. Não se trata de um ser visível. Mas uma grande força acionada pelo Amor.

  46. O “Nada Jocaxiano” (NJ) é o Nada absoluto desprovido não apenas de elementos físicos e de leis físicas mas também de regras de quaisquer tipos.[1]

    O “Nada Jocaxiano” é diferente do Nada que normalmente se pensa. O nada que normalmente se pensa, e que podemos chamar de “Nada Trivial”, para distingui-lo do NJ, é algo no qual dele nada pode acontecer, ou seja, “o Nada Trivial” segue uma regra :”Nada pode acontecer”. Dessa forma o “Nada Trivial”, o nada no qual as pessoas pensam ao falar num “nada”, não é o nada mais simples possível, ele possui uma regra.

    Jocax não definiu o NJ como algo em que não existe nada. Tal definição é dúbia e encerra algumas contradições como:”Se no nada não existe nada então ele mesmo não existe.”. Não, primeiro jocax definiu o que seja existir: “Algo existe quando tem as propriedades que o definem satisfeitas dentro da realidade”. Assim, jocax definiu o NJ como algo que:

    1-Não possui elementos físicos de nenhuma espécie. (Partículas , energia, espaço etc.)
    2-Não possui nenhuma lei.(Principalmente a lei embutida no “Nada Trivial”).

    O “Nada Jocaxiano” é uma construção filosófica que se diferencia do “nada trivial” por não conter a regra “Nada pode acontecer”. Desta forma jocax livra seu NJ de paradoxos semânticos do tipo: “Se ele existe, então ele não existe”. E afirma que este nada é ALGO que pode ter existido. Ou seja o “Nada Jocaxiano” é a estrutura física e lógica mais simples possível. E, como veremos, também a candidata natural possível para a Origem do Universo.

    Não devemos confundir a definição do NJ com regras a serem seguidas. A definição do NJ é seu estado inicial. Se a natureza se encontrar no estado definido pelas condições 1 e 2 acima, dizemos que ela é um “Nada-Jocaxiano”. O estado de um sistema, diferentemente de uma regra, é algo que pode mudar. Uma regra é algo que o sistema deve obedecer sempre, caso contrário não seria uma regra. Assim, por exemplo, o estado de “não possui elementos físicos” é um estado e não uma regra pois, eventualmente, este estado poderá mudar. Se fosse uma regra, jamais poderia mudar.

    Por ser livre de quaisquer elementos o “Nada jocaxiano” não pressupõe a existência de nada e assim, pela “Navalha de Ocam” [2], deve ser o estado mais simples possível da natureza e, portanto, sem necessidade alguma de explicações de sua origem. O “Nada Jocaxiano”, claro, não existe mais, mas pode ter existido num passado longínquo. Ou seja, o NJ seria o próprio universo –definido como o conjunto de tudo o que existe- dessa forma o Universo (como sendo um NJ) sempre existiu.

    O “Nada jocaxiano”, como tudo, deve seguir a tautologia: “Pode ou Não Acontecer”. Essa tautologia -verdade lógica absoluta-, como veremos, tem um valor semântico no “Nada-jocaxiano”: Permite (ou não) que coisas possam acontecer.

    Não podemos afirmar que num nada-jocaxiano coisas necessariamente devam ocorrer. Eventualmente pode não ocontecer nada mesmo, isto é, o NJ poderia continuar indefinidamente sem mudar de seu estado inicial sem que nada acontecesse. Mas existe a possibilidade de que fenômenos possam ocorrer desse nada absoluto. Essa conclusão segue logicamente da análise de um sistema sem premissas: Como o NJ, por definição, não possui leis, isso significa que ele é um sistema SEM PREMISSAS.

    Em um sistema sem premissas, não podemos concluir que algo não possa acontecer. Não existem leis para que possamos tirar esta conclusão. Ou seja: não existe a proibição de que qualquer coisa possa acontecer. Se não existe a proibição de que algo possa acontecer, então, eventualmente algo pode acontecer. Ou seja, as tautologias continuam verdadeiras num sistema sem premissas: “Algo acontece ou não acontece”. Se, eventualmente, algo acontecer, este algo não deve obedecer a leis, e portanto, seria algo totalmente aleatório e imprevisível.

    Jocax chamou as primeiras aleatorizações do NJ de “Esquizo-Criações”. As esquizo-criações, por provirem de algo sem leis, seriam totalmente aleatórias e “malucas”. Claro que com as primeiras aleatorizações o NJ deixa de ser o NJ por possuir algo, ou seja, o NJ se transforma. Como o NJ não é limitado por nenhuma lei, eventualmente o NJ pode gerar também leis, nas quais seus elementos devam obedecer.

    Jocax acredita que a geração aleatória de leis produziu um universo lógico: Suponha que leis sejam geradas aleatoriamente. Se uma lei não entra em conflito com outra lei, ambas podem permanecer incólumes. Entretanto, se surge uma nova lei que entra em conflito com outras leis, a nova lei substitui (mata) as leis anteriores já que por ser uma lei ela deve ser obedecida (até que outra, mais nova, lhe contrarie). Assim, numa verdadeira “seleção natural” de leis, foram sobrando apenas as leis que não fossem incompatíveis umas com as outras e isso responde a uma questão filosófica fundamental de nosso universo: “Por que o Universo segue regras lógicas?”.

    Dessa forma o “Nada-Jocaxiano” é o candidato natural para a Origem do Universo, já que é o estado mais simples possível que a natureza poderia ter. E dele qualquer coisa poderia (ou não) ser aleatorizada. Até mesmo nossas leis físicas e nossas partículas elementares.

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