Inferno [edição completa]


A consciência da dor

Se você segurar uma agulha na posição vertical com a ponta voltada para cima e pousar suavemente seu dedo indicador sobre ela, vai ter, no ponto de toque, uma sensação parecida com a de uma queimação. Se repetir a mesma experiência com a ponta de um lápis de cera, não sentirá a mesma coisa. Sabe o que isso quer dizer? Quer dizer que, quando você pousou seu dedo sobre a ponta da agulha, o emaranhado quilométrico de nervos que percorrem todo o seu corpo, se juntam na coluna vertebral e vão, em forma de cabo, até a sua cabeça soou um alarme que em bom português significa: “Ôôôpa!!!”. As terminações nervosas na ponta dos seus dedos mandaram um aviso para o seu cérebro dizendo que aquela situação era uma situação de risco. Os nervos não têm como saber que é você mesmo que está segurando a agulha e que não vai querer se ferir. Eles têm duas missões na vida que cumprem muito bem. Uma delas é dizer para você que alguma coisa está errada. E parece uma coisa bem errada para eles colocar sua pele em contato com um objeto que pode facilmente penetrá-la.

A dor é um mecanismo de defesa do corpo. Pessoas portadoras de uma doença rara chamada de síndrome de Riley-Day não sentem dor e morrem jovens. Por quê? Porque elas não percebem quando há algo de errado com o próprio corpo, nem evitam coisas que podem feri-lo.

Quando você, conscientemente, pousa seu dedo na ponta de uma agulha, o sistema nervoso trabalha servindo à função tátil. Mas ele envia aquela sensação de queimação ao cérebro dizendo “Não tô gostando disso! Melhor afastar a mão daí...” e o cérebro responde “Ah, deixa quieto. Esse bocó tá só fazendo uma experiência idiota que viu num blog. Tá tudo bem…” E o seu dedinho vai continuar onde está. Mas se você mantiver seu dedo no ar, fechar os olhos e pedir para outra pessoa espetá-lo com a agulha, vai presenciar algo fascinante: o mesmo sistema nervoso que conversou com o cérebro, informando a situação e dando conselhos, não vai esperar ordens superiores dessa vez. Ele vai assumir o comando, como num motim, e vai afastar a mão por conta própria. É a segunda função que ele cumpre divinamente bem. O Chefão Cérebro só vai tomar conhecimento do que houve muitos milésimos de segundo depois. Isso se chama de ato reflexo.

Sob tortura, seu corpo teria que se comportar diferente, pois é de se supor que um torturador providenciasse meios de não deixar você escapar. O ato reflexo não surtiria efeito e o cérebro, que é programado para esperar que ele funcione, não iria entender o que estaria acontecendo. Ele, o cérebro, adotaria, então, uma medida extrema de defesa: se desligaria. Um desmaio, nesses casos, é a tentativa desesperada do computador que temos dentro do crânio de reiniciar o sistema na esperança de que o ato reflexo volte ao normal e faça o que tem que fazer: manter o corpo longe da fonte causadora da dor.

Se você, algum dia, se matricular numa escola para torturadores, vai aprender duas coisas no primeiro dia de aula. A primeira, que você deve produzir dor num nível suportável, abaixo do limite que faz o cérebro desligar. A segunda, que você pode torturar alguém sem causar dor. Mantenha um preso político acordado por quatro dias e ele vai dizer tudo o que lhe perguntarem, desde que lhe prometam que vão deixá-lo dormir.

Mas o interessante (se é que se pode chamar assim) é que uma escola de tortura teria motivos políticos, onde se incluem os motivos militares, para existir. Esse meio, embora execrável e inaceitável, é, digamos assim, “entendível”: Eles torturam para obter informação. Seria como uma arma de guerra.

Na visão de uma pessoa comum da nossa sociedade, normal, sã, não haveria como ser, também, “entendível” a tortura por causa de um crime. Esse tipo de coisa pertence ao passado tenebroso da nossa espécie.

Seria preciso um ser muito muito doente, com um parâmetro de moral muito abaixo da quase totalidade daqueles que a sociedade atual mantém nas prisões, porque são nocivos para a coletividade, para entender como aceitável a ideia de torturar alguém por causa de um erro.

Mas há quem ache que tal ser existe e que um lugar onde pessoas vão ser eternamente torturadas por causa de um crime tão medonho quanto o de não amá-lo não só foi criado por ele, como faz parte de seu plano divino.

Eu, se fosse religioso, preferiria acreditar num deus que não houvesse criado algo como o Inferno, pois um que assim tivesse feito, se existisse de fato, seria um monstro terrível que a nossa mente limitada não teria como imaginar, mas, certamente, não seria um que se prestasse a cumprir promessas.

Por que um deus que não se importará em torturar eternamente uma parte de suas crias haveria de se importar em não decepcionar a outra parte?


Os anjos que auxiliarão Satanás na sua divina tarefa de torturar os condenados… Divina sim! Por que não?! Esqueceu que faz parte do plano divino? Se faz parte do plano, é divina também. Pois bem, aqueles anjos… você alguma vez pensou neles?

Por que eu estou me referindo aos demônios como anjos? Mas, minha querida, não reza a lenda que eles eram anjos que seguiram Lúcifer, que se rebelaram contra Deus e foram expulsos do Céu? Você pode chamá-los do que quiser, mas eles foram criados como anjos. Criados por Deus… não esqueça disso também, porque vai ser muito importante. E, se você leu meus textos iniciais sobre esse assunto, deve estar se perguntando, até hoje, como é que os demônios ganharam asas de morcego e ficaram feios, se, como anjos, eles eram bonitos e tinham asinhas de pombo…

Mas a questão é que andei pensando um pouco sobre aqueles anjos… criados por Deus… Não dá para saber que arranca-rabo houve no Céu, mas o fato é que eles foram expulsos. Não foi assim? Pelo menos foi o que me disseram quando eu era uma criancinha indefesa e morria de medo de demônios. Mas se esses anjos seguiram Lúcifer e deixaram o Céu… o que eles pretendiam, para onde iriam, o que fariam sem a permissão e o aval do Todo-Poderoso? Que eu saiba, nada.

Lembra daquela dúvida do texto O guia do mochileiro do Inferno?: Deus teve a ideia do Inferno no momento da Criação ou só depois?

Percebeu como é relevante? Se Deus planejou o Inferno desde o começo, ele precisaria de alguns “funcionários” não é? Será que os anjos foram expulsos mesmo, ou foram criados como demônios desde o início? Já pensou? Deus criando seres que seriam exímios torturadores? A imagem do Deus bonzinho some na hora, não acha?

Então, ele criou o Inferno depois e aproveitou os anjos malvados? Tudo bem. Só que eu gostaria muito que alguém me explicasse por que esses anjos rebelados iriam, depois, fazer parte do plano de Deus torturando almas… Não é estranho? Muito mais provável que eles tivessem mandado Deus catar coquinho do que resolvido participar de qualquer coisa comandada por ele. Eles já não haviam se rebelado? Se fosse para continuar recebendo ordens, teriam ficado no Céu! Será que Deus os ameaçou de alguma forma para que eles entrassem no plano? Tipo: “Ou vocês fazem como eu digo, ou acabo com a sua raça!!” A imagem do Deus bonzinho vai pras cucuias de novo, né não?

Vou deixar você com essas questões e voltar à minha. (Mas não as deixe de lado, senão o Inferno desmorona…)

Pois bem… os anjos… Independetemente do que tenha havido no Céu, ou de quando o Inferno tenha sido criado, o que eu pensei sobre eles foi o seguinte: por que eles iriam querer torturar almas? Ou nossos corpos físicos? [Espero que tenha seguido meu conselho e lido os textos sugeridos n’O guia do mochileiro do Inferno. Essas questões foram apresentadas nesses textos.] Por que eles iriam querer habitar o Inferno, atormentar as pessoas na Terra e ficar esperando o Juízo Final para terem, por toda a eternidade, quem torturar?

Por mais que você não goste de mim; ou mesmo que você me deteste, ou me odeie; mesmo que eu tivesse feito uma coisa muito ruim para você como ter te dado um fora, ou te roubado uma namorada, eu sou capaz de apostar que você, uma criatura imperfeita, um “reles” mortal, não iria querer me torturar por causa disso. Por que criaturas celestiais haveriam de querer?

Muita coisa a explicar para manter o Inferno de pé, não é mesmo?


Arrependimento é desejar não ter feito uma coisa. Ou desejar tê-la feito. Por definição, só se pode ser acometido de arrependimento quando já é tarde demais.

Já  pensou se eu estiver errado sobre Deus? No que será que eu vou pensar durante as primeiras horas que passarei no Inferno? Será  que vou pensar no dia em que escrevi essas linhas que você está  lendo e que falam justamente sobre isso, sobre no que eu estaria pensando? Se eu fizer um esforço e me imaginar lá dentro depois de tudo consumado, depois que eu descobrisse, já tarde demais, que tudo o que eu sempre achei que fosse fantasia era real enfim, eu acho que saberia exatamente no que estaria pensando. Se acontecer assim, provavelmente será, também, a última coisa em que vou pensar.

Óbvio que o Inferno não é lugar para arrependimento, nem reflexões. Aparentemente, não haverá tempo para isso e não vejo como uma pessoa (ou alma) sendo torturada vá conseguir pensar no que quer que seja além da dor. Deus construiu o Inferno para ser um local de tortura, de punição extrema — dor extrema. Lembra do ranger de dentes? Faz ideia de quanta dor uma pessoa teria que estar suportando para que seus nervos começassem a entrar em curto-circuito de tal forma que não conseguissem mais comandar certos músculos como os que mantêm o controle dos maxilares? Não, você não faz ideia. Felizmente para você.

Deus não quis, simplesmente, destruir a parte podre da sua criação imperfeita como um arquiteto que joga no lixo o projeto que não ficou bom. Ele quis que ela sofresse. E quis que sofresse uma dor extrema e ininterrupta. Eternamente. Que Deus bonzinho! Eu fico comovido!

Mesmo que você consiga me explicar quando Deus criou o Inferno; se os anjos rebeldes eram anjos mesmo, ou se foram criados, desde o início, como demônios torturadores; mesmo que consiga me convencer dos motivos que Deus, sendo todo-poderoso e bom, teve para construir um lugar assim como parte de um plano divino que envolvia um mundo imperfeito, criaturas imperfeitas, falhas, dúvidas, erros e sofrimento; mesmo que você me convença de que esse plano divino não era uma chantagem de um deus carente e sem escrúpulos; você não vai poder, se for honesto o suficiente, deixar de concordar comigo numa única coisa: exatamente sobre o que eu vou estar pensando antes que minha punição eterna comece. Meu primeiro e último pensamento no Inferno.

Quando finalmente tudo estivesse concluído; enquanto estivesse vendo todos os demônios se aproximando para dar início a algo que eu saberia que nunca, nunca mais teria fim, eu acho que só poderia ter a lamentar, de uma forma desesperadoramente conformada, por ter tido a má sorte de ter nascido num universo sob as regras de um deus tão inconcebivelmente carente, mau e injusto.

Carente porque parece que ele sempre teve uma necessidade doentia de ser amado, adorado, venerado, bajulado. Mau porque criou o Inferno, onde os que não satisfizessem essa sua carência seriam punidos para sempre. E injusto porque, admitindo-se que eu sou sua cria, se minha mente não o entendeu, não o percebeu e não o aceitou, quando tantas outras, agora entendidas como perfeitas, não tiveram dificuldade nisso; se meu cérebro não se convenceu das pistas que ele deu de sua existência; se entendeu como tolice aquilo que os que foram salvos entenderam como sagrado; se viu apenas fantasia onde outras mentes viram a verdade; se meu cérebro, que foi um projeto dele, veio com defeito, a culpa, obviamente, não foi minha.


O Inferno dos gregos era vizinho do seu Paraíso e ficavam perto do centro da Terra. Depois que as pessoas ganharam um pouco mais de discernimento, perceberam que isso era fantasia: não havia um Hades sob nossos pés. O que as religiões passaram a dizer então? Que o Inferno ficava numa outra dimensão, num outro mundo. E, a julgar pelo padrão grego, deve ser coladinho com o Paraíso também.

A vantagem de dizer que o Inferno (ou o Céu) fica numa outra dimensão é muito óbvia para mim. Seria o mesmo que eu ser pago, hoje, por fazer previsões de coisas que fossem ocorrer no século 23. Se eu estou feliz com o pagamento e você com as previsões, dane-se o resto! E me parece ser assim que a coisa funciona no mundo religioso.

Sendo o Inferno em outra dimensão, eu não teria, obviamente, como imaginá-lo, pois meu cérebro só dá conta das coisas “desta” dimensão. Pois muito bem! Só que tortura, dor, sofrimento, fogo, enxofre, ranger de dentes… tudo isso parece bem familiar, não parece? Ora: a sociedade religiosa idealizadora do Inferno que incutiu no cérebro das pessoas essa ideia, não tendo como imaginá-lo de outra forma, apenas o construiu com coisas do nosso próprio mundo, uma vez que, assim como eu, não era capaz de concebê-lo num mundo imaterial. Pela autoridade com que a religião sempre se impôs na vida das pessoas, elas apenas foram informadas de que era assim e ponto final. Nada de perguntas a respeito. Seus padres diziam: “Creia que é assim e tema. Isso basta ao nosso propósito.”

E que propósito! Uma chantagem tão bem feita que já dura dois milênios. E o chantagista foi Jesus Cristo em pessoa. Antes dele, as pessoas não precisavam se preocupar com o Inferno. Algumas temiam o Hades, mas isso é um mito grego esqueceu? Daí, de uma hora para outra, Deus desceu em forma de homem e disse: “Bom, gente. Eu fiz umas… tipo… alterações nas regras do jogo.”

Mas o religioso que aceita de bom grado essa chantagem é o mesmo que me pagaria um bom dinheiro pela minha previsão de que haveria um terremoto devastador em 25 de abril de 2294. Ele não se importa mesmo em imaginar o Inferno; não está nem aí para entender como uma alma vai ser torturada, ou ranger seus dentes; nem vai querer saber onde fica, nem quando Deus o criou; nem por que os anjos torturariam as pessoas que fossem para lá. Não. Isso não é necessário. Não é necessário para os propósitos das religiões. Para a sua chantagem funcionar, as religiões só precisam que o religioso tema o Inferno.

E ele teme. Ponto.


A “salvação” de que tanto se fala nos sermões das igrejas, na pregação do Evangelho, nos livros religiosos e na sua doutrina é a salvação do Inferno.

O crente parece encarar a vida como uma barca furada num rio repleto de crocodilos. Quem teve a “infelicidade” de nascer, tem que procurar rapidinho um meio de se salvar.

O crente quer ser salvo e para isso é preciso aceitar a Bíblia como a palavra de Deus, amá-lo acima de tudo, “aceitar Jesus como seu salvador”, etc. Obviamente esquecendo-se do fato de que foi Jesus mesmo quem o colocou nessa barca furada. Ou melhor: foi Deus, mas Deus é Jesus, não é? Enfim: ele não quer ir para o Inferno; ele quer ser “salvo”. Se para ser salvo ele precisa amar a Deus, ele vai amar a Deus. Isso me parece uma lógica bem linear. Não culparia ninguém por fazer o que quer que fosse para se ver livre de uma sessão de tortura. E se você me dissesse que essa sessão de tortura iria durar para sempre se você não amasse um determinado deus, então eu entenderia você por querer amá-lo.

E entenderia o seu medo de enxergar nisso uma chantagem absurda; como entenderia, também, sua bajulação, sua puxação de saco e tudo o mais que você precisaria fazer para agradar essa criatura que você acredita ser o autor da chantagem.

Mas uma pessoa religiosa não vai pensar nesse tipo de coisa desse jeito, assim como um bêbado não vai pensar no processo que o mantém embriagado. O bêbado aproveita os efeitos do álcool, como o religioso vive os efeitos da religião. A diferença, a meu ver, é que o primeiro se embriagou por que quis, enquanto que o segundo foi forçado.

Tudo foi uma questão de tempo e doutrinação. Se você tivesse nascido na Rússia, estaria falando perfeitamente bem o russo antes dos 5 anos de idade. Se tivesse nascido na China, o mandarim. O cérebro não vai querer saber que língua estão disponibilizando para ele aprender. Ele só vai tratar de aprendê-la, porque precisará dela para se comunicar com os demais para poder sobreviver. Foi assim que ele foi programado pela evolução. E se existe um outro tipo de linguagem que a sociedade em que ele está inserido usa e está lhe impondo desde o berço, ele vai assimilá-la da mesma forma: “O quê? Deus? Céu? Inferno? Salvação? Tenho que acreditar nisso? Tudo bem.”

O grande problema é que, à medida que as pessoas vão crescendo e se instruindo, começam a perceber, num nível quase que inconsciente a princípio, que aquilo tudo é apenas uma invenção, como tantas outras invenções que elas se acostumaram a ver. E aqui entra o grande trunfo. A fé.

É preciso ter fé em Deus. Mas é preciso ter fé, também, em que você está numa barca furada num rio repleto de crocodilos. Para se ter fé na Salvação é preciso, antes, ter fé no Inferno.



Clique Aqui para ler todos os meus textos sobre o Inferno.

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17 Respostas

  1. Simplesmente genial !!!!
    Eu só acrescentaria que na verdade os “demônios” iriam é se aproveitar da ajuda das almas humanas e formariam um exército para destruir deus, ao invés de torturá-los segundo a vontade de seu próprio “inimigo”…..

    Muito bom !!!!!!

  2. Você já escreveu algum texto falando sobre a reencarnação ? Principalmente a dos moldes espíritas ??
    Essa eu gostaria de ver…
    Abraços

  3. Excelente texto, parabéns! A parte explicando porque deus é injusto foi a melhor de todas, na minha opinião. É realmente uma das figuras mitológicas mais canalhas já inventadas.

  4. Barros, novamente o texto está ótimo. Como sempre incisivo, “bem na jugular”, haha. Continue assim. E faço questão de reforçar o pedido do Leonardo: por favor, manda aí pra gente um texto abordando o absurdo da reencarnação espírita… Seria super interessante, pois os seguidores deste tipo de doutrina – via de regra – costumam dizer que ciência e espirtismo andam juntos, complementam-se, que o espiritismo pode ser provado através da ciência (que absurdo!). No mais, continue sempre assim, redigindo textos claros, objetivos, que sempre fecham o ciclo de raciocínio. Abraço!

  5. Muito bom!!!

    A religião,e conseqüentemente a idéia de ”Deus”, saíram da minha vida muito tardiamente,eu já fui um pouco católica,um pouco evangélica,um pouco espírita…
    Eu só fui começar a tomar consciência que a tal ”crise de fé” que eu estava passando nada mais era do que estar despertando para a verdade,aos 23 anos!
    Sendo que o processo todo se iniciou aos 20!
    Quer dizer,levou tempo demais!
    Foi doloroso ver que tudo que eu amei não passava de uma mentira,mas foi necessário!
    Prefiro essa” verdade amarga” do ser humano morrer e acabar de vez,do que essa mentira torpe da Bíblia.

  6. Obrigado pelos elogios. São sempre muito bem-vindos e sempre me surpreendem… rsrs

    Quanto a falar sobre o Espiritismo, não sei se me atreveria, porque sou completamente ignorante a respeito dessa brincadeira. Mas vi nesse último fim de semana o filme Nosso Lar e, talvez, eu faça um comentário a respeito em breve… sobre aquela lan-house no Céu.

  7. esse texto sobre o inferno é simplesmente estrogonóficamente perfeito!

    esse e A Chantagem Suprema e o Post Inominável!

    Barros essas versões completas RULEZ!!!

    Um Abração!

  8. Colocação magnífica!
    O Inferno é mais uma ferramenta mitológica usada para explorar o potencial que alguns tem de crer em coisas infundadas. Ele não é só uma explicação religiosa para a pergunta “para onde iremos?”; mas também uma ameaça a todos os que ousarem desafiar a veracidade de todas as outras respostas que a religião provê. Dentro do Cristianismo o Inferno nada mais é do que o resultado de uma imensa falta de criatividade. Como a Bílbia não apresenta nenhum castigo imediato (pelo menos no Novo Testamento), os líderes religiosos cristãos lançaram mão de teorias fantasiosas já usadas há muito tempo por outras civilizações. Meu blog: http://historiaereligionis.wordpress.com/

  9. Meu caro, já ouviu falar em livre arbitrio? Pois é, todos têm livre arbitrio… Inclusive os anjos que desceram para o inferno com Lucífer. Lucífer era o braço direito de Deus e queria mais, muito mais. Invejoso. Deus nunca criou um escravo, NUNCA. Ou seja, Lucífer e todos nós somos livres para acreditar no que quisermos… Como você não acredita nEle, ou não acredita no inferno. Deve ser dos trouxas que acreditam que uma explosão criou a Terra e os seres vivos. Se foi a explosão, por que não existem mais terras? Enfim.

    Todas as respostas do seu texto são: LIVRE ARBITRIO.

    Deus não criou o inferno e não sabia que um dia ele existiria, afinal Lucífer não era um robô programado para virar o demônio em tal dia, tal hora. Deus não tem controle – porque ele não quer – dos anjos, humanos, etc. Se não quiser segui-lo, não siga… Mas vai pagar por isso.

    O Inferno foi criado por Lucífer, na descida à terra.

  10. Ah, tá. Então o “seu” Deus (cada crente tem um só dele, você sabe, né?) não é onisciente… Legal. Interessante é que na minha Bíblia, que, lógico, deve ser diferente da sua, um tal de Jesus diz algo como “apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos!”.

    E livre-arbítrio se escreve com hífen, e é uma desculpa bem esfarrapada (além de desesperada) para manter você na ilusão de que um ser supremo está brincando de casinha no nosso universo.

  11. Sr. Aron outras terras existem sim !! nós apenas não temos o meio de transporte adequado para viajar para la.

    Assista no youtube : voyage to pandora

    Os cientistas ja estão trabalhando no combustivel para isto.

    E aqui no blog na parte de videos ali em cima em uma das abas assista tb a ciencia me salvou.

    Depois vc me fala !! falou?

  12. Aron já leu isso :

    E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; 2 Tessalonicenses 2:11

    Puxa olha que malandro o seu deus enviando mentiras para induzir pessoas ao “erro” tsc tsc tsc.

  13. Caro amigo ateu,

    Li alguns de seus textos.

    Sou um cara cristão, formado em Curso Superior de Computação, estudo muito, sobre
    muitas coisas, inclusive física, biologia, etc. Só para você não achar que está falando com um
    leigo, posso lhe adiantar que sou muito bem sucedido e sempre fui um dos
    melhores alunos e profissinais em minha carreira. Eu não creio em Deus apenas porque como herança
    cultural, pois eu sou muito questionador e eu creio porque mergulhei fundo nas minhas dúvidas e sai com
    a minha fé viva.

    Digo-lhe que já tive as mesmas dúvidas que você, porém, busquei a Deus de todo o coração
    e elas foram resolvidas.

    Respeito o teu ponto de vista, mas perceba que você não está simplesmente sendo um ateu, que
    responde “não” quando alguém pergunta se acredita em Deus ou na Bíblia; que simplesmente expõe alguns
    argumentos quando a mesma pessoa pergunta “Por que?”. Você está sendo um militante incansável contra o Deus
    da Bíblia, o mesmo Deus que creio e que para mim é o Verdadeiro.

    Se eu creio neste Deus e estiver errado, não
    corro risco algum, mas se você estiver errado, não digo que irá para o inferno, não é isto, mas você
    estará contrariando gravemente aquele que morreu e ressuscitou por ti. Isto é, no mínimo, muito triste.

    Cada um tem a sua oportunidade, uns aceitam e outros não. Acho muito estranho que você não se limite em
    ser um ateu, mas seja um soldado feroz, usando todo o tipo de blasfêmia e escárnio contra algo que você
    nem acredita. Pra que perder todo esse tempo? Pra quê colocar o Deus da Bíblia em evidência?

    Ainda faz com que se espalhe as tuas idéias. Saiba que o que você faz muito se assemelha a uma religião.

    Não se esqueça que o os erros que as religiões cometem, já foram advertidos pela Sagrada Escritura, como por exemplo:
    “Não adorar imagens” (Igreja católica) “Surgirão falsos profetas, que farão de ti negócio, lobos devoradores”
    (Algumas igrejas evangélicas com critérios de arrecadação duvidosos).

    Deus fala conosco de diversas formas.

    Outra coisa é o grande equívoco em duvidar da Bíblia apenas usando o termo “foi escrito por mãos humanas”, pois
    um livro de medicina que instrui sobre uma cirurgia é tão verdadeiro e também “foi escrito por mãos humanas”. Veja
    as profecias, busque mais profundamente, não tire conclusões precipitadas na primeira dúvida… A Bíblia é um
    livro espiritual, ela não pode ser interpretada ao pé da letra. Jesus quando disse: “Derrubai este templo e em três dias
    o levantarei”, os escribas se escandalizaram achando que falava do templo de Salomão, mas ele falava do seu próprio corpo.

    Pare apenas um dia na sua vida, e peça, ainda que não acredite, que se Deus existir que transforme os teus pensamentos,
    que se revele a ti. Se você buscar o Altíssimo, o encontrará, tenha a certeza.

    Talvez você seja uma pessoa que ainda se tornará a pupila dos olhos do Todo Poderoso e ai daquele que contra ti se levantar…

    Grande abraço amigo e que Deus o abençoe, mesmo não crendo Nele, pois a Sua Existência independe da crença de quem quer que seja.

  14. Ei Jardel, desculpe a intromissão, mas você está enganado ao apresentar esse “raciocínio” furado:

    «Se eu creio neste Deus e estiver errado, não
    corro risco algum, mas se você estiver errado, não digo que irá para o inferno, não é isto, mas você
    estará contrariando gravemente aquele que morreu e ressuscitou por ti. Isto é, no mínimo, muito triste.»

    Você sim, corre sério risco, por não ser muçulmano. E se o verdadeiro deus for Alá?

    Você sim, corre sério risco por não arrancar corações de pessoas vivas no alto de uma pirâmide. E se o verdadeiro for o grande deus dos astecas, que deve estar furioso com a suspensão dos sacrifícios humanos? E se…

    Você sim corre sério risco por não reconhecer Shiva, Aton, Zeus, Mitra, Osteranem Anhangá, nem fazer ofertas aos orixás.

    Você sim corre sério risco se sua visão do que é deus estiver errada e o deus “mais forte” for de outro time. Corre sério risco por supostamente adorar o deus bíblico mas não seguir à risca seus mandamentos sádicos (do Antigo Testamento, mas também do Novo — vide escritos de Saulo)…

    A chamada “Aposta de Pascal” é completamente furada. Ateus não vêem nenhuma razão de que seu deus em particular seja mais real do que qualquer outra das divindades criadas pela imaginação humana. “Quando você entender porque não crê nos deuses dos outros, entenderá porque não cremos no seu.”

    Até mais,
    Hudson

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