De olhos bem fechados (16ª parte)


Como se Deus não existisse – parte final

E a resposta é: o método de doutrinação empregado, que, em não aproveitando o potencial que tem, em não sendo bem elaborado e mantido, gera crentes covardes, adoradores de um Deus que precisa ser desculpado sempre que não se manifesta, e que, por isso mesmo, permite que seja afixado lá no subconsciente deles um aviso bem útil que diz: “Pode acreditar; só não exagere…”.

E isso ocorre por conta de uma falha inerente ao processo: o “campo de força” que a fé cristã exerce sobre o cérebro dos seus fiéis é potente, mas tem um limitado raio de ação.

Coloque um clipe metálico sobre uma mesa e aproxime, por cima dele, um pedacinho qualquer de um ímã. Um ímãzinho vagabundo, pequenininho, qualquer um que tenha em casa. Você vai observar que o clipe vai se arremessar em direção a ele e vai ficar grudado. O seu ímãzinho vagabundo consegue gerar uma força que suplanta outra que toda a Terra está exercendo sobre o mesmo clipe, em sentido contrário.

Não é interessante? Um planeta inteiro perder um cabo de guerra para um comparativamente microscópico pedaço de matéria? Pois perde mesmo.

Mas repita essa experiência mantendo o ímã suspenso a uns 30 centímetros acima do clipe, à altura de uma régua escolar. Ele não vai se mover: o campo magnético gerado pelo ímã não o alcança, e aquela força que havia vencido o cabo de guerra contra a gravidade terrestre deixa de existir. Mas mova o clipe para cima, por centenas de quilômetros, e solte-o, e ele vai cair, vai ser puxado para baixo, pois ainda estará dentro do campo de atuação da força gravitacional, uma força muito mais… “onipresente”.

O processo doutrinatório da fé cristã, que não condiciona eficazmente seus fiéis, gera no cérebro infantil em que a crença em Deus é instalada um “campo” semelhante ao do ímã: forte, a ponto de vencer a força da razão, mas muito limitado.

A fé, a crença em Deus só funciona sob determinadas circunstâncias, em determinados lugares e em condições específicas, enquanto o crente se mantém dentro do seu estreito campo de atuação. Lá dentro, Deus atende às suas preces; lá dentro, Deus protege você; lá dentro, você ainda se arrisca a esperar por ajuda divina, por uma intervenção que lhe salve a vida.

Mas, como pedacinho de ímã que é, se você se afastar um pouco desse campo, se não estiver nas condições necessárias, se não se enquadrar nos parâmetros exigidos, se não preencher todos os requisitos, a fé que você tem em Deus não vai mais conseguir inspirar aquela força que te fazia acreditar no que te ensinaram, e você vai ficar sujeito apenas à força superior e dominante da razão, que vai te levar a agir como se Deus não existisse.

É possível notar a falha do processo doutrinatório cristão e enxergar com mais clareza a covardia dos atos, a hipocrisia do pensamento, e a farsa em que vive o crente no Deus judaico, quando se compara com a fé incondicional demonstrada pelos seguidores do deus da religião que mais cresce no mundo, cujos homens-bomba, antes de detonarem os explosivos que seguramente os arremessarão nos braços de suas virgens, costumam gritar para o mundo uma mensagem de despedida que dá um testemunho insuperável da sua fé, e que autentica de forma incontestável a sua confiança:

“Allahuh Akhbar” — Alá é grande!


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