Bento XVI me xingou!!

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Vossa Santidade poderia explicar por que a Campanha da Fraternidade desse ano trata de aquecimento global, preservação do planeta, meio ambiente, etc.?

Irmãos e irmãs do Brasil… Deus, em sua infinita sabedoria… fez-nos um mundo/

Vossa Excelência acredita em Deus?

Mas claro que nós acreditamos em Deus.

Nós quem? Eu só tô vendo Vossa Eminência aí.

O papa fala por si e por Deus, meu filho… E nós entendemos o teor da sua pergun/

Foi Deus quem sugeriu o tema da Campanha desse ano?

A Campanha da Fraternidade desse ano/

Por que não apenas pedir aos fiéis para rezar para a poluição ir embora, para a temperatura do planeta diminuir meio grau?

Meu filho, Deus/

O aquecimento global foi uma surpresa para Deus? Digo, ele, sendo onisciente, não já teria que saber que isso ia acontecer? E se sabia, e tendo deixado isso acontecer — visto que ele também é onipotente e poderia não ter deixado… — , não poderíamos supor que o aquecimento global faz parte do plano de Deus? Quem sabe Deus tá querendo começar o Apocalipse e Vossa Magnificência tá atrapalhando…

Deus, em sua infinita sabedoria e bondade, fez-nos um mundo repleto de marav/

Vossa Reverendíssima não acha desconcertante interferir no cronograma do criador do universo? Sim, porque se Deus é o que os católicos pensam que é, tudo o que está acontecendo com o planeta, seja consequência ou não do nosso livre-arbítrio, já fazia parte do plano divino. Se está acontecendo, é porque era pra acontecer. Era “a vontade de Deus”…

Meu filho, não nos é dado a nós conhecer os/

A menos que se veja isso assim: Deus sabia do aquecimento global, e fazia parte do plano dele uma Campanha da Fraternidade, no início da segunda década do terceiro milênio, que apelasse para o bom-senso das pessoas, em vez de apelar para sua fé. Não seria o cúmulo do absurdo Deus esculhambar o que ele mesmo, como Jesus, literalmente se matou para incutir na cabeça das pessoas? Assim, toda aquela história de mover montanhas com um grão de fé vai pro saco, né não?

Meu filho, nunca antes na história desse país/

Não é um risco demasiado grande sugerir aos católicos que só a fé em Deus não basta, e que eles têm que fazer alguma coisa no mundo real mesmo? Tipo assim… como se Deus não existisse?

Dieser Hurensohn er sieht wie Fausto Silva aus!

Vossa Concupiscência está me xingando?

E você entende alemão, é? Valha-me, Deus!!



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4 Respostas

  1. Er sieht wie Fausto Silva aus; em verbos Trennbare, a partícula vai pro final da frase…

  2. Thanks!!! Já corrigi.

  3. Mensagem do Papa ao Mundo

    Povos de todo o mundo! Anuncio hoje a mais dramática mensagem de todos os tempos do Papado. Dirijo-me a todos os povos, particularmente, aos religiosos e especialmente aos líderes de todas as crenças. O mais terrível dilema que todas as Igrejas têm vivido será agora dissipado. Por mais de dois mil anos, ou melhor, ao longo de milênios, todos nós, líderes religiosos, temos falado de divindades, deuses, santos, anjos, espíritos; temos falado de outro mundo, céu, paraíso, inferno, demônio; temos falado de pecado, castigo, sacrifício, purgatório, salvação, condenação, ressurreição, outra vida.
    Mas, há longas eras temos estado sujeitos às mais terríveis pressões, advindas do próprio interior das Igrejas. Temos refletido sobre o dilema aterrorizante que pesa sobre todas as cabeças dos líderes religiosos. Nossos mais caros segredos e mistérios voltam-se agora contra tudo que temos pregado. Temos construído doutrinas religiosas apoiadas sobre as angústias, os medos e fragilidades humanas. Temos explorado todas as compulsões e fraquezas do homem, como a sua esperança num Transcendente, gerada sobretudo pela inconformidade diante da morte; temos nutrido o autoengano, que resulta de nossa necessidade de crer e de ter referências; temos reforçado velhas tradições primitivas; temos valorizado a inércia dos comportamentos; temos utilizado a fé como fator de poder e de dominação de povos; e como freio e controle das sociedades; temos usado a paixão natural das pessoas pelo fantástico; utilizado sua necessidade por uma predestinação; e usado também seus tormentos pessoais. Temos pregado que a ética só pode advir das crenças; temos afastado o homem de sua perspectiva terrena, em favor de um mundo transcendente; temos afastado o sentido da vida na terra e projetado todo o significado da existência para o além. Utilizamo-nos da precariedade dos conhecimentos, a fim de que mais facilmente pudéssemos alcançar nossos propósitos. Abafamos a ciência, os cientistas, os estudiosos, os avanços da civilização, o progresso, as riquezas; temos laborado no obscurantismo, na repressão e na intolerância. Operamos em fraudes, tramas, conspirações, mistificações, adulterações. Herdamos poderes fraudulentamente, como o resultante da Doação de Constantino, um documento que se revelou falso e que teria outorgado à Igreja Romana poderes para nomear os monarcas da Europa, com todos os benefícios daí decorrentes, e que foi por nós utilizado por longos séculos.
    E temos forjado muito. Forjamos a divinização de um homem – Jesus Cristo – que provavelmente nem existiu, pois os evangelhos que lhe dão existência não passam de fábulas. Forjamos sua crucificação, a revelação, os milagres, a beatificação, a santificação; vendemos indulgências, relíquias sagradas e lugares em um céu; recriamos rituais, preces, liturgias, símbolos, comemorações, solenidades, celebrações, tudo para seduzir as multidões. Forjamos o Santo Sudário, a Aparição de Fátima, de Lourdes, da Iugoslávia, de Santiago de Campostela e outras centenas. Como outros também forjaram um Jeová, um Adonai, um Moisés, um Deus e um Messias; forjaram um Alá e seu Mensageiro, o Maomé; forjaram o hinduismo, o bramanismo, o zoroastrismo, o xintoísmo, o espiritismo e muitas outras crenças, milhares. Todos nós místicos, supersticiosos, religiosos, forjamos em todo o mundo livros santos – o Velho Testamento, Torá ou Pentateuco, o Novo Testamento, O Evangelho da Verdade (não canônico), o Alcorão, o livro do Hinduísmo e do Brahmanismo (Upanishads), os Vedas (Dhammapada) dos Budistas, o Zendavesta (ou Avesta), o livro do Taoísmo, o livro d’A Cabala, O Livro do Espiritismo e muitos outros. Todos são fábulas, mitologias, lendas e logros. Com a precariedade de seus primitivos registros, mais as barreiras lingüísticas, a ignorância e limitações de seus autores, decifradores, intérpretes, tradutores, reprodutores, recriadores, mais as fraudes, as mistificações, as omissões, as adições, com todas essas restrições – afirmamos – a verdade presente nestes textos é apenas residual.
    Agora pedimos perdão à Humanidade pelas desgraças disseminadas. Milhões morreram-nos vários séculos das Cruzadas, da Inquisição, das Guerras Papais, das lutas religiosas. Outros milhões morreram em decorrência dessas lutas, com a desestruturação das sociedades, com as epidemias geradas e outros flagelos. Lutas onde milhões morreram crucificados, estripados, degolados, queimados, lapidados, afogados, esquartejados, estrangulados, esfolados, escorneados, enterrados, serrados, flechados, amputados, escardeados, enclausurados, eviscerados, flagelados, penitenciados, mutilados, espetados, decapitados, enforcados, apedrejados, sangrados, envenenados, torturados, martirizados, pisoteados, esmagados; ou por sede, fome, fogo, dor, espada, espontões, grilhões, martelo, lança, cravos, animais, estilete, machado, foice, ferramentas, amarras, porretes, bordões, vara, água fervente, precipício, pente de ferro, cutelo, canhão, armas diversas.
    Mas, tudo foi em vão. Deus, como todas as divindades, são todos criações nossas desde tempos imemoriais, quando surgiu o fetichismo, o animismo, a astrolatria, o politeísmo e finalmente o monoteísmo. Agora voltemos nossas forças para nosso próprio mundo. Esqueçamos o transcendente, que só existe em nossas imaginações viciadas. Harmonizemos nossa existência. Devotemos toda a nossa inteligência em favor do humanismo, da solidariedade, da fraternidade, da grandeza, da magnanimidade, da liberdade, da prosperidade, do progresso. Contemplemos a vida como uma dádiva do Universo, que é eterno e mutável. Façamos renascer todos os valores que ficaram adormecidos por tanto tempo, esmagados pela idéia primitiva de que o sentido da vida estaria em outro plano. E vivamos aqui a vida, que é única.
    João Paulo Pio Leão Gregório

    O texto em destaque trata-se de uma obra ficcional, já publicada e não deve ser confundido com o recente episódio da renúncia do Papa Bento XVI.
    Publicado no livro “O Pastor Rebelde” de Assis Utsch.

    Disponivel também na Web, em:
    http://irreligiosos.ning.com/profiles/blogs/mensagem-do-papa-ao-mundo

  4. Interrompeu tanto o Bentão que ele chegou brabo no Vatica e resolveu chutar o balde kkkkkkkk

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