3 coisas que aprendi

Link para o texto original: 3 coisas que aprendi após um mês de blog

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Hoje faz um mês desde que eu comecei este blog, então decidi tirar alguns minutos para refletir sobre o que eu aprendi nesses últimos 30 dias. Desde o começo, eu postei um texto por dia, tirando os fins de semana, o que eu achei o máximo. Algumas poucas pessoas leram o que eu escrevi, o que eu achei o máximo também. E algumas compartilharam o que eu escrevi com os amigos, o que eu achei o máximo do máximo. Mais ainda, fiquei chocada ao perceber como me envolvi tão facilmente com esse processo, e como passei a valorizá-lo. Mas vou tentar resumir tudo em três observações específicas sobre esse último mês.

1. Escrever se tornou uma parte importante do meu dia

Eu espero ansiosa pela hora em que vou largar tudo pra sentar e escrever meus pensamentos. Eu mantive diários ao longo dos anos, mas era diferente. Escrever diários não requer pensamentos coerentes. É mais um processo de esvaziar o conteúdo do cérebro numa folha de papel. Isso faz parte do processo, mas agora eu preciso garantir que faça sentido. E isso é importante (para você e para mim). Isso me ajuda a organizar os pensamentos que rodopiam na minha cabeça e me dá uma sensação de paz quando eu termino. Eu posso dizer pra mim mesma, “Uau!, agora eu consegui”. Ou, “Huummm, eu ainda não encontrei as respostas, mas, pelo menos, fiz as perguntas certas”.

2. Eu não fiquei sem assunto

Para alguns de vocês, isso é uma surpresa, porque eu posso ser bem quieta às vezes. Para outros, talvez não seja, porque vocês sabem que desde o começo eu tive muito o que dizer. Estou certa de que chegará o dia em que eu vou pensar, “Sobre o que devo escrever hoje?”. Mas não cheguei lá ainda. Eu encontrei na minha visão de mundo e nos meus pensamentos oportunidades de dizer alguma coisa. Isso pode ser o resultado de ter desligado o meu “censor interno”. (Bem, ele não está completamente desligado, mas está bem mais quieto do que antes.) Você sabe: aquela voz que diz, “Você não pode dizer isso, pois alguém pode ficar muito zangado”. Ou, “Tem certeza de que quer dizer isso? O que as pessoas vão pensar?”. Ou mesmo o batido “Você não vai querer dizer isso; as pessoas podem deixar de gostar de você”.

Eu adoro o que Jon Acuff disse sobre superar esse sentimento. Eu li essa frase no seu blog alguns meses atrás e ela ainda permanece comigo:

90% perfeito e publicado sempre muda mais vidas do que 100% perfeito e emperrado na sua cabeça.

As coisas que você cria e de fato compartilha sempre vão superar as coisas que permanecem presas na sua mente, ou na sua escrivaninha, ou no seu laptop. Você pode amar as ideias que você tem dentro de você. Você pode ficar extasiado pela grandiosidade delas, mas se você não as compartilhar, isso não faz a menor diferença.”

Um momento de honestidade aqui — houve ocasiões na minha vida em que eu disse pro meu marido, “Cara, eu sou genial!”. Sério, eu sempre voltava pro mundo real rapidinho, mas o pensamento vinha na minha cabeça. E eu sei que o mundo não me acha assim tão genial, mas acredite em mim quando digo que é maravilhoso escrever um pensamento bacana e colocá-lo aqui para as pessoas lerem. Mesmo que você não ache que seja um pensamento assim tão bacana (que é o que você provavelmente acha), deixá-lo preso na minha cabeça é simplesmente frustrante.

Assim, enquanto eu tiver pensamentos na minha cabeça, vou ter alguma coisa sobre o que escrever. Porque agora eu conheço o poder de colocar meus pensamentos no papel (ou numa tela de computador) e compartilhá-los. Obrigado, Jon, por me fazer entender isso.

3. Eu REALMENTE me importo que alguém leia

Quando comecei este blog, eu disse que era apenas pelo processo. O processo sendo o ato de escrever os textos. Eu disse que não me importaria se ninguém os lesse, pois queria apenas me concentrar na ação de me expressar. Bem… eu ainda valorizo muito o processo de me expressar (veja itens 1 e 2 acima), mas eu também me importo se você lê o que eu escrevo. Adoro a sensação de que alguma coisa que eu escrevi tocou alguém — fez esse alguém pensar em alguma coisa de um jeito novo, ajudou ele a perceber que outra pessoa também sente a mesma coisa, ou o fez rir. Isso é uma forma de conexão. E eu gosto disso. Especialmente quando você me deixa saber o que você achou. Então, deixe comentários. Compartilhe os links. Dê um tweet. Pinte uma das minhas frases na lateral do seu carro. Escrever é um ato solitário. É muito bom quando você sabe que tem alguém aí, do outro lado, recebendo suas palavras.

Então obrigada por ter passado o último mês comigo. Obrigada por ler. Obrigada por compartilhar com seus amigos. Obrigada pelos seus comentários e críticas. Não estou certa se este blog satisfez as suas expectativas. Nem estou certa se satisfez as minhas. Mas isso, por si só, já é uma lição, não é? Por que isso precisaria satisfazer as expectativas de alguém? Isso é uma coisa que pode crescer em qualquer direção que queira — como as árvores, que são a minha inspiração.

Malinda Essex


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7 Respostas

  1. Por nada.

  2. Olá, Albert. Obrigado pelo comentário. Você sabia que E=mc2 não é mais uma equação? Acabei de descobrir isso aqui… rabiscando um livro de poemas… Não, eu não leio poemas… Pessoas como eu não leem. Mas, sim, eu dizia… pois é: a velocidade da luz não é constante. Vou fazer os cálculos de novo, mas eu descobri que a luz sofre uma aceleração randômica ao contornar buracos negros…

    Ou isso, ou colocaram alguma coisa na minha caipiroska!

  3. sabe que eu mais admirei lendo seu texto,?
    foi o fato de saber que vc EXISTE e pertence.

  4. Interessante…

    Não é que parece mesmo?! rsrs…

    Já escrevi muita coisa parecida, não foi??

    Fui lá no blog dela. Não consegui entender uma única linha!!! Obrigada por já trazer traduzido! rs.

    Bjus!

  5. Olá, Beth Amorim; pois é, achei bem parecido com você, por isso que deixei o link lá no teu blog.

    Olá, Renato, obrigado pelo comentário.

  6. Gostei de seus textos, sr Barros. Escreve bem. Tem talento pra ser um pregador da “palava” kkkk sou evangélico, no entanto admito q realmt há inúmeros problemas técnicos na bíblia, e principalmente mt falta de sinceridade nas mensagens religiosas. O q mais gosto no ateísmo é a franqueza, apesar de crer q Deus existe sim. Desejo sinceramente q um dia vc cogite aceitar Jesus .

  7. Poooxa, Josmar…

    Achei tão bacana a forma como você começou a escrever, elogiando o trabalho do Barros, transparecendo simpatia.

    Tinha que terminar dizendo desejar que um dia ele pense em aceitar Jesus?

    :)

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