Interpretareis conforme a vossa conveniência (parte 2)

<< Parte 1.

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Quando eu citei aqueles versículos bíblicos que deveriam fazer qualquer mulher decente se sentir humilhada pelo seu próprio Deus, a desculpa que aquelas mulheres que passaram na minha porta domingo me deram foi: “Ah!, mas isso é o Antigo Testamento”.

Isso significa exatamente o quê? Significa que Deus era mesmo esse canalha machista e preconceituoso, mas, depois de ter sido pai, no Novo Testamento, mudou completamente o seu modo de ser e tornou-se um amor de pessoa, digo, um amor de Deus?

É isso mesmo.

Essa desculpa-padrão de “Ah!, mas isso é o Antigo Testamento” é a mais idiota em que alguém poderia pensar, e é por isso que faz tanto sucesso entre essas pessoas que não se incomodam em acreditar que uma cobra e uma jumenta falaram com um ser humano, mostrando-se, nos dois casos, serem até mais inteligentes do que o seu interlocutor.

Em todo caso, essa é a mesma justificativa que os cristãos usam para não saírem por aí apedrejando os outros a torto e a direito: Jesus Cristo aboliu toda a antiga lei Mosaica. Isso graças a uma interpretação bem longa feita em cima de um versículo bem curtinho.

O versículo é esse, mencionado na “parte 1“:

Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido

E a interpretação é a que segue.

Uma lei pode ser estipulada em termos do que é proibido ou do que é exigido. Quem faz o que não é para se fazer, segundo a lei, assim como quem não faz o que a lei manda fazer, é, por definição, um transgressor dessa lei. Tratando-se das leis de Deus, um pecador, para usarmos a terminologia condizente.

Uma lei implica, também, numa sanção, numa pena, que se imputa a quem a transgride. Em terminologia bíblica, quem peca deve ser punido.

As punições na lei Mosaica eram, geralmente, capitais: morte por apedrejamento, decaptação, enforcamento ou fogueira, dependendo do crime. O Deus do Antigo Testamento era bem pragmático. Com ele era preto no branco: “Você foi acusada de bruxaria, ou se casou e seu marido percebeu que o membro dele te penetrou sem que você gritasse de dor? Péssima notícia: você está condenada a morrer por apedrejamento.”

Então, o processo todo envolvia lei + sanção + pecador + punição.

Aí o cristão, interpretando aquele “sem que tudo seja cumprido” do versículo mais acima, acha que Deus, que foi quem inspirou Moisés a escrever leis com aquelas punições terríveis, teve a brilhante ideia de vir ele mesmo receber a punição por toda a humanidade de uma vez só. Logo, uma vez que Jesus Cristo pagou o pato por todo mundo, recebendo toda a punição que a lei determinava ser imputada aos pecadores — individualmente — , a pena prevista na lei não poderia ser aplicada em mais ninguém, uma vez que já havia sido “cumprida” numa única pessoa: Jesus.

Simples, né?

Ou isso, ou ninguém iria acreditar que o Jesus, do Novo Testamento, e o Deus do Velho eram um só, porque, quando se trata de legislação, esses dois não se entendem:

Disse, pois, o SENHOR [Deus] a Moisés: Certamente morrerá aquele homem [pego catando lenha no dia de sábado]; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. (Números 15:35)

E disse-lhes [Jesus]: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. (Marcos 2:27)

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<< Parte 1

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27 Respostas

  1. Deviam tachar o AT. Ia ser muito mais simples…

  2. IV – Sócrates e Platão, precussores da dourina cristâ e do Espiritismo

    ” Da suposição de que Jesus devia conhecer a seita dos essênios, seria errado concluir que ele bebeu nessa seita a sua doutrina, e que , se tivesse vivido em outro meio professaria outros princípios. As grandes idéias não aparecem nunca de súbito. As que têm a verdade por base contam sempre com precursores, que lhes preparam parcialmente o caminho. Depois, quando o tempo é chegado, Deus envia um homem com a missão de resumir, coordenar e completar os elementos esparsos, com eles formando um corpo de doutrina. Dessa maneira, não tendo surgido bruscamente, a doutrina encontra, ao aparecer, espíritos inteiramente preparados para a aceitar. Assim aconteceram com as idéias cristãs, que foram pressentidas muitos séculos antes de Jesus e dos essênios, e das quais foram Sócrates e Platão os principais precursores.

    Sócrates, como o Cristo, nada escreveu, ou pelo menos nada deixou escrito. Como ele, morreu a morte dos criminosos, vítima do fanatismo, por haver atacado as crenças tradicionais e colocado à verdadeira virtude acima da hipocrisia e da ilusão dos formalismos, ou seja: por haver combatido os preconceitos religiosos. Assim como Jesus foi acusado pelos fariseus de corromper o povo com os seus ensinos, ele também foi acusado pelos fariseus do seu tempo— pois os que os tem havido em todas as épocas, — de corromper a juventude, ao proclamar o dogma da unicidade de Deus, da imortalidade da alma e da existência da vida futura. Da mesma maneira porque hoje não conhecemos a doutrina de Jesus senão pelos escritos dos seus discípulos, também não conhecemos a de Sócrates, senão pelos escritos do seu discípulo Platão. Consideramos útil resumir aqui os seus pontos principais, para demonstrar sua concordância com os princípios do Cristianismo.

    Aos que encarassem este paralelo como uma profanação, pretendendo não ser possível haver semelhanças entre a doutrina de um pagão e a do Cristo, responderemos que a doutrina de Sócrates não era pagã, pois tinha por finalidade combater o paganismo, e que a doutrina de Jesus, mais completa e mais depurada que a de Sócrates, nada tem a perder na comparação. A grandeza da missão divina do Cristo não poderá ser diminuída. Além disso, trata-se de fatos históricos, que não podem ser escondidos. O homem atingiu um ponto em que a luz sai por si mesma debaixo do alqueire e o encontra maduro para a enfrentar. Tanto pior para os que temem abrir os olhos. E chegado o tempo de encarar as coisas do alto e com amplitude, e não mais do ponto de vista mesquinho e estreito dos interesses de seitas e de castas.

    Estas citações provarão, além disso, que, se Sócrates e Platão pressentiram as idéias cristãs, encontram-se igualmente na sua doutrina os princípios fundamentais do Espiritismo.”

    “Retirado do livro EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO)

  3. A Fé Religiosa – Condição da Fé Inabalável

    6 – ” No seu aspecto religioso, a fé é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões, e todas elas têm os seus artigos de fé. Nesse sentido, a fé pode ser racionada ou cega. A FÉ CEGA NADA examina, ACEITANDO SEM CONTROLE o falso e o verdadeiro, e a cada passo se choca com a evidência da razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Quando a fé se firma no erro, cedo ou tarde desmorona. Aquela que tem a verdade por base é a única que tem o futuro assegurado, porque nada deve temer do progresso do conhecimento, já que o verdadeiro na obscuridade também o é a plena luz. Cada religião pretende estar na posse exclusiva da verdade, mas preconizar a fé cega sobre uma questão de crença é confessar a impotência para demonstrar que se está com a razão.

    7 – Vulgarmente se diz que a fé não se prescreve, o que leva muitas pessoas a alegarem que não são culpadas de não terem fé. Não há dúvida que a fé não pode ser prescrita, ou o que é ainda mais justo: não pode ser imposta. Não, a fé não se prescreve, mas se adquire, e não há ninguém que esteja impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários. Falamos das verdades espirituais fundamentais, e não desta ou daquela crença particular. Não é a fé que deve procurar essas pessoas, mas elas que devem procurá-la, e se o fizeram com sinceridade a encontrarão. Podeis estar certos de que aqueles que dizem: “Não queríamos nada melhor do que crer, mas não o podemos fazer”, apenas o dizem com os lábios; e não com o coração, pois ao mesmo tempo em que o dizem, fecham os ouvidos. As provas, entretanto, abundam ao seu redor. Por que, pois, se recusam a ver? Nuns, é a indiferença; noutros, o medo de serem forçados a mudar de hábitos; e na maior parte, o orgulho que se recusa a reconhecer um poder superior, porque teria de inclinar-se diante dele.

    Para algumas pessoas, a fé parece de alguma forma inata: basta uma faísca para desenvolvê-la. Essa facilidade para assimilar as verdades espíritas é sinal evidente de progresso anterior. Para outras, ao contrário, é com dificuldade que elas são assimiladas, sinal também evidente de uma natureza em atraso. As primeiras já creram e compreenderam, e trazem, ao renascer, a intuição do que sabiam. Sua educação já foi realizada. As segundas ainda têm tudo para aprender: sua educação está por fazer. Mas ela se fará, e se não puder terminar nesta existência, terminará numa outra.

    A resistência do incrédulo, convenha, quase sempre se deve menos a ele do que à maneira pela qual lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário sobretudo compreender. A fé cega não é mais deste século(1) . É precisamente o dogma da fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos. Porque ela quer impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: a que se constitui do raciocínio e do livre-arbítrio. É contra essa fé, sobretudo, que se levanta o incrédulo, o que mostra a verdade de que a fé não se impõe. Não admitindo provas, ela deixa no espírito um vazio, de que nasce a dúvida. A fé raciocinada, que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade: crê-se, porque se tem à certeza, e só se está certo quando se compreendeu. Eis porque ela não se dobra: porque só é inabalável a fé que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade.

    É a esse resultado que o Espiritismo conduz, triunfando assim da incredulidade, todas as vezes em que não encontrar a oposição sistemática e interessada.

    (EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, cpaítulo 19)

  4. “É precisamente o dogma da fé cega que hoje em dia PRODUZ o maior número de incrédulos”

    ESQUECE esse papo furado, alimentadp pelos hipócritas que USARAM a religião para se locupletarem e EXAMINE com ISENÇÃO a questão cristã…

    Seus argumentos são TOSCOS demais, PRIMÁRIOS ao extremo…

  5. Aliança da Ciência com a Religião

    8 – “A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana. Uma revela as leis do mundo material, e a outra as leis do mundo moral. Mas aquelas e estas leis, tendo o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se umas forem à negação das outras, umas estarão necessariamente erradas e as outras certas, porque Deus não pode querer destruir a sua própria obra. A incompatibilidade, que se acredita existir entre essas duas ordens de idéias, provém de uma falha de observação, e do excesso de exclusivismo de uma e de outra parte. Disso resulta um conflito, que originou a incredulidade e a intolerância.

    São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo devem receber o seu complemento; em que o véu lançado intencionalmente sobre algumas partes dos ensinos deve ser levantado, em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual; e em que a Religião, deixando de desconhecer as leis orgânicas e imutáveis, essas duas forças, apoiando-se mutuamente e marchando juntas, sirvam uma de apoio para a outra. Então a Religião, não mais desmentida pela Ciência, adquira uma potência indestrutível, porque estará de acordo com a razão e não se lhe poderá opor a lógica irresistível dos fatos.

    A Ciência e a Religião não puderam entender-se até agora, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente. Era necessária alguma coisa para preencher o espaço que as separava, um traço de união que as ligasse. Esse traço está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis como as que regulam o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez constatadas pela experiência essas relações, uma nova luz se fez: a fé se dirigiu à razão, esta nada encontrou de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido.

    Mas nisto, como em tudo, há os que ficam retardados, até que sejam arrastados pelo movimento geral, que os esmagará, se quiserem resistir em vez de se entregarem. É toda uma revolução moral que se realiza neste momento, sob a ação dos Espíritos. Depois de elaborada durante mais de dezoito séculos, ela chega ao momento de eclosão, e marcará uma nova era da humanidade. São fáceis de prever as suas conseqüências: ela deve produzir inevitáveis modificações nas relações sociais, contra o que ninguém poderá opor-se, porque elas estão nos desígnios de Deus e são o resultado da lei do progresso, que é uma lei de Deus.”

    (EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO)

    Caro Barros, fundamente sua descrença numa base MAIS SÓLIDA e MENOS pueril…

  6. RESUMO DA DOUTRINA DE SÓCRATES E PLATÃO

    I – O homem é uma alma encarnada. Antes de sua encarnação, ela existia junto aos modelos primordiais, às idéias do verdadeiro, do bem e do belo. Separou-se delas ao encarnar-se, e lembrando seu passado, sente-se mais ou menos atormentada pelo desejo de a elas voltar.

    Não se pode enunciar mais claramente a distinção e a independência dos dois princípios, o inteligente e o material. Além disso, temos aí a doutrina da preexistência da alma; da vaga intuição que ela conserva, da existência de outro mundo, ao qual aspira; de sua sobrevivência à morte do corpo; de sua saída do mundo espiritual, para encarnar-se; e da sua volta a esse mundo, após a morte. É, enfim, o germe da doutrina dos anjos decaídos.

    II – A alma se perturba e confunde, quando se serve do corpo para considerar algum objeto; sente vertigens, como se estivesse ébria, porque se liga a coisas que são, por sua natureza, sujeitas a transformações. Em vez disso, quando contempla sua própria essência, ela se volta para o que é puro, eterno, imortal, e sendo da mesma natureza, permanece nessa contemplação tanto quanto possível. Cessam então as suas perturbações, e esse estado da alma é o que chamamos de sabedoria.

    Assim, o homem que considera as coisas de baixo, terra a terra, do ponto de vista material, vive iludido. Para apreciá-las com justeza, é necessário vê-las do alto, ou seja, do ponto de vista espiritual. O verdadeiro sábio deve, portanto, de algum modo, isolar a alma do corpo, para ver com os olhos do espírito. É isso o que ensina o Espiritismo (Cap. II, nº 5)

    III – Enquanto tivermos o nosso corpo e a nossa alma se encontrar mergulhada nessa corrupção, jamais possuiremos o objeto de nossos desejos: a verdade. De fato, o corpo nos oferece mil obstáculos, pela necessidade que temos de cuidar dele; além disso, ele nos enche de desejos, de apetites, de temores, de mil quimeras e de mil tolices, de maneira que, com ele, é impossível sermos sábios por um instante. Mas, se nada se pode conhecer puramente enquanto a alma está unida ao corpo, uma destas coisas se impõe: ou que jamais se conheça a verdade, ou que se conheça após a morte. Livres da loucura do corpo, então conversaremos, é de esperar-se, com homens igualmente livres, e conhecermos por nós mesmos a essência das coisas. Eis porque os verdadeiros filósofos se preparam para morrer, e a morte não lhes parece de maneira alguma temível. (Céu e Inferno, I parte, cap. 2º, e II parte, cap. 1º)

    Temos aí o princípio das faculdades da alma obscurecidas pela mediação dos órgãos corporais, e da expansão dessas faculdades depois da morte. Mas trata-se, aqui, das almas evoluídas, já depuradas; não acontece o mesmo com as almas impuras.

    IV – A alma impura, nesse estado, encontra-se pesada, e é novamente arrastada para o mundo visível, pelo horror do que é invisível e imaterial. Ela erra, então, segundo se diz, ao redor dos monumentos e dos túmulos, junto dos quais foram vistos às vezes fantasmas tenebrosos, como devem ser as imagens das almas que deixaram o corpo sem estar inteiramente pura, e que conservam alguma coisa da forma material, o que permite aos nossos olhos percebê-las. Essas não são as almas dos bons, mas as dos maus, questão forçadas a errar nesses lugares, onde carregam as penas de sua vida passada, e onde continuam a errar, até que os apetites inerentes à sua forma material as devolvam a um corpo. Então, elas retomam sem dúvida os mesmos costumes que, durante a vida anterior, eram de sua predileção.

    Não somente o princípio da reencarnação esta aqui claramente expresso, mas também o estado das almas que ainda estão sob o domínio da matéria é descrito tal como o Espiritismo o demonstra, nas evocações. E há mais, pois, afirma-se que a reencarnação é uma conseqüência da impureza da alma, enquanto as almas purificadas estão livres dela. O Espiritismo não diz outra coisa, apenas acrescenta que a alma que tomou boas resoluções na erraticidade, e que tem conhecimentos adquiridos, trará menos defeitos ao renascer, mais virtudes e mais idéias intuitivas do que na existência precedente, e que, assim, cada existência marca para ela um progresso intelectual e moral. (Céu e Inferno, II parte: exemplo)

    V – Após a nossa morte, o gênio (daimon, démon) que nos havia sido designado durante a vida, nos leva a um lugar onde se reúnem todos os que devem ser conduzidos ao Hades, para o julgamento. As almas, depois de permanecerem no Hades o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida, por numerosos e longos períodos.

    Esta é uma doutrina dos Anjos guardiães ou Espíritos protetores, e das reencarnações sucessivas, após intervalos mais ou menos longos de erraticidade.

    VI – Os demônios preenchem o espaço que separa o céu da terra, são o laço que liga o Grande Todo consigo mesmo. A divindade não entra jamais em comunicação direta com os homens, mas é por meio dos demônios que os deuses se relacionam e conversam com eles, seja durante o estado de vigília, seja durante o sono.

    A palavra daimon, da qual se originou demônio, não era tomada no mau sentido pela antiguidade, como entre os modernos. Não se aplicava essa palavra exclusivamente aos seres malfazejos, mas aos Espíritos em geral, entre os quais se distinguiam os Espíritos menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que se comunicavam diretamente com os homens. O Espiritismo ensina também que os Espíritos povoam o espaço; que Deus não se comunica com os homens senão por intermédio dos Espíritos puros, encarregados de nos transmitir a sua vontade; que os Espíritos se comunicam conosco durante o estado de vigília e durante o sono. Substitui a palavra demônio pela palavra Espírito, e tereis a doutrina espírita; ponde a palavra anjo, e tereis a doutrina cristã.
    VII – A preocupação constante do filósofo (tal como o compreendem Sócrates e Platão) é a de ter o maior cuidado com a alma, menos em vista desta vida, que é apenas um instante, do que em vista da eternidade. Se a alma é imortal, não é sábio viver com vistas à eternidade?

    O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa.

    VIII – Se a alma é imaterial, ela deve passar, após esta vida, para um mundo igualmente invisível e imaterial, da mesma maneira que o corpo, ao se decompor, retorna à matéria. Importa somente distinguir bem a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se nutre, como Deus, da ciência e de pensamentos, da alma mais ou menos manchada de impurezas materiais, que a impedem de elevar-se ao divino, retendo-a nos lugares de sua passagem pela terra.

    Sócrates e Platão, como se vê, compreendiam perfeitamente os diferentes graus de desmaterialização da alma. Eles insistem sobre as diferenças de situação que resultam para ela, de sua maior ou menor pureza. Isso que eles diziam por intuição, o Espiritismo o prova, pelos numerosos exemplos que nos põe diante dos olhos. (Céu e Inferno, II parte).
    IX – Se a morte fosse a dissolução total do homem, isso seria de grande vantagem para os maus, que após a morte estariam livres, ao mesmo tempo, de seus corpos, de suas almas e de seus vícios. Aquele que adornou sua alma, não com enfeites estranhos, mas com os que lhes são próprios, ele somente poderá esperar com tranqüilidade a hora de sua partida para o outro mundo.

    Em outros termos, quer dizer que o materialismo, que proclama o nada após a morte, seria a negação de toda responsabilidade moral ulterior, e por conseguinte um estímulo ao mal; que o malvado tem tudo a ganhar com o nada; que o homem que se livrou dos seus vícios e se enriqueceu de virtudes é o único que pode esperar tranqüilamente o despertar na outra vida. O Espiritismo nos mostra, pelos exemplos que diariamente nos põe ante os olhos, quanto é penosa para o malvado a passagem de uma para a outra vida, a entrada na vida futura. (Céu e Inferno, II parte, cap 1º)

    X – O corpo conserva os vestígios bem marcados dos cuidados que se teve com ele ou dos acidentes que sofreu. Acontece o mesmo com a alma. Quando ela se despoja do corpo, conserva os traços evidentes de seu caráter. De seus sentimentos, e as marcas que cada um dos seus atos lhe deixou. Assim, a maior desgraça que pode acontecer a um homem, é a de ir para o outro mundo com uma alma carregada de culpas. Tu vês, Calicles, que nem tu, nem Pólux, nem Górgias, podereis provar que se deve seguir outra vida que nos seja mais útil, quando formos para lá. De tantas opiniões diversas, a única que permanece inabalável é a de que mais vale sofrer que cometer uma injustiça, e que antes de tudo devemos aplicar-nos, não a parecer, mas a ser um homem de bem (Conversações de Sócrates com os discípulos na prisão)

    Aqui se encontra outro ponto capital, hoje confirmado pela experiência, segundo o qual a alma não purificada conserva as idéias, as tendência, o caráter e as paixões que tinha na terra. Esta máxima: Mais vale sofrer do que cometer uma injustiça, não é inteiramente cristã? É o mesmo pensamento que Jesus exprime por esta figura: “Se alguém te bater numa face, oferece-lhe a outra”. (Cap. XII, Mateus, V: 38-42 e nº 7 e 8).
    XI – De duas, uma: ou a morte é a destruição absoluta, ou é a passagem de uma alma para outro lugar. Se tudo deve extinguir-se, a morte é como uma dessas raras noites que passamos sem sonhar e sem nenhuma consciência de nós mesmos. Mas se a morte é apenas uma mudança, a passagem para um lugar em que os mortos devem reunir-se, que felicidade a de ali reencontrar os nossos conhecidos! Meu maior prazer seria o de examinar de perto os habitantes dessa morada, e dentre eles distinguir, como aqui, os que são sábios dos que crêem sê-lo e não o são. Mas já é tempo de partirmos, eu para morrer e vós para viver. (Sócrates a seus julgadores).

    Segundo Sócrates, os homens que viveram na terra encontram-se depois da morte e se reconhecem. O Espiritismo no-los mostra continuando suas relações de tal maneira que a morte não é uma interrupção, nem uma cessação da vida, mas uma transformação, sem solução de continuidade.

    Sócrates e Platão, se tivessem conhecido os ensinamentos que o Cristo daria quinhentos anos mais tarde, e os que o Espiritismo hoje nos dá, não teriam falado de outra maneira. Nisso, nada há que nos deva surpreender, se considerarmos que as grandes verdades são eternas, e que os Espíritos adiantados devem tê-las conhecido antes de vir para a terra, para onde as trouxeram. Se considerarmos ainda que Sócrates, Platão, e os grandes filósofos do seu tempo, podiam estar, mais tarde, entre aqueles que secundaram o Cristo na sua divina missão, sendo escolhidos precisamente porque estavam mais aptos do que outros a compreender os seus sublimes ensinos. E que eles podem, por fim, participar hoje da grande plêiade de Espíritos encarregados de vir ensinar aos homens as mesmas verdades.

    XII – Não se deve nunca retribuir a injustiça com a injustiça, nem fazer mal a ninguém, qualquer que seja o mal que nos tenham feito. Poucas pessoas, entretanto, admitem esses princípios, e as que não concordam com ele só podem desprezar-se umas às outras.

    Não é este princípio da caridade, que nos ensina a não retribuir o mal com o mal e a perdoar aos inimigos?

    XIII — É pelos frutos que se conhece a árvore. É necessário qualificar cada ação segundo o que ela produz: chamá-la má quando a sua conseqüência é má, e boa quando produz o bem.

    Esta máxima: “É pelos frutos que se reconhece a árvore“, encontra-se textualmente repetida, muitas vezes, nos Evangelhos.

    XIV – A riqueza é um grande perigo. Todo homem que ama a riqueza, não ama nem ele nem ao que possui, mas a uma coisa que é ainda mais estranha do que aquilo que ele possui. (Cap. XVI).

    XV – As mais belas preces e os mais belos sacrifícios agradam menos à Divindade, do que uma alma virtuosa que se esforça por assemelhar-se a ela. Seria grave que os deuses se interessassem mais pelas nossas oferendas do que pelas nossas almas. Dessa maneira, os maiores culpados poderiam conquistar os seus favores. Mas não, pois só são verdadeiramente sábios e justos os que, por suas palavras e seus atos resgatam o que devem aos deuses e aos homens. (Cap. X, n°7 e

    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

  7. ” (…) Sócrates e Platão, se tivessem conhecido os ensinamentos que o Cristo daria quinhentos anos mais tarde, e os que o Espiritismo hoje nos dá, não teriam falado de outra maneira. Nisso, nada há que nos deva surpreender, se considerarmos que as grandes verdades são eternas, e que os Espíritos adiantados devem tê-las conhecido antes de vir para a terra, para onde as trouxeram. Se considerarmos ainda que Sócrates, Platão, e os grandes filósofos do seu tempo, podiam estar, mais tarde, entre aqueles que secundaram o Cristo na sua divina missão, sendo escolhidos precisamente porque estavam mais aptos do que outros a compreender os seus sublimes ensinos. E que eles podem, por fim, participar hoje da grande plêiade de Espíritos encarregados de vir ensinar aos homens as mesmas verdades (…)”

    Caro Barros, seja descrente mas o seja com EMBASAMENTO…

  8. IX – Se a morte fosse a dissolução total do homem, isso seria de grande vantagem para os maus, que após a morte estariam livres, ao mesmo tempo, de seus corpos, de suas almas e de seus vícios. Aquele que adornou sua alma, não com enfeites estranhos, mas com os que lhes são próprios, ele somente poderá esperar com tranqüilidade a hora de sua partida para o outro mundo.

    Em outros termos, quer dizer que o materialismo, que proclama o nada após a morte, seria a negação de toda responsabilidade moral ulterior, e por conseguinte um estímulo ao mal; que o malvado tem tudo a ganhar com o nada; que o homem que se livrou dos seus vícios e se enriqueceu de virtudes é o único que pode esperar tranqüilamente o despertar na outra vida. O Espiritismo nos mostra, pelos exemplos que diariamente nos põe ante os olhos, quanto é penosa para o malvado a passagem de uma para a outra vida, a entrada na vida futura. (Céu e Inferno, II parte, cap 1º)

  9. “(…) Sócrates e Platão, como se vê, compreendiam perfeitamente os diferentes graus de desmaterialização da alma. Eles insistem sobre as diferenças de situação que resultam para ela, de sua maior ou menor pureza. Isso que eles diziam por intuição, o Espiritismo o prova, pelos numerosos exemplos que nos põe diante dos olhos. (…)

    (CÉU E INFERNO, II parte).

    Caro Barros, fundamente sua descrença em bases verdadeiramente científicas, e não em colagens retiradas, convevientetemente por você…

  10. Caro Barros, fundamente sua descrença em bases verdadeiramente científicas, e não em colagens retiradas, convevientetemente por você…

    Chega a ser até engraçado ver uma pessoa que acredita em fábulas de uns 4 milênios atrás, e em mensagens cuti-cuti-cuti vindas de almas penadas boazinhas, pedir “fundamentação em bases verdadeiramente científicas”…

  11. O espiritismo parece ser um sistema coerente, mas no fundo é uma doutrina altamente anti-humana. Segundo o espiritismo, se sofremos é porque estamos expiando alguma culpa. Pergunto: que culpa tinha, por exemplo o menino João Hélio, que foi arrastado por centenas de metros e morreu dolorosamente? E porquê criar seres imperfeitos para fazê-los sofrer por várias existências? Para se divertir com esse jogo? Espiritismo não é melhor nem menos cruel que qualquer outra doutrina religiosa. Ainda bem que há poucos iludidos com essa idiotice.

  12. Antes do berço, na Espiritualidade, examinando as suas próprias necessidades de aperfeiçoamento terá você pedido:

    – a deficiência corpórea que induza à elevação de sentimentos;
    – a enfermidade de longa duração, capaz de educar-lhe os impulsos;
    – essa ou aquela lesão física que favoreça os exercícios de disciplina;
    – determinada mutilação que lhe iniba o arrastamento à agressividade exagerada;
    – o complexo psicológico que lhe renove as idéias;
    – o lar amargo onde possa aprender quanto vale a afeição;
    – o traço de prova que lhe impõe obstáculo no grupo social, a fim de esquecer inquietações de orgulho;
    – o reencontro com os adversários do passado, então na forma de parentes difíceis, atendendo a resgate de antigos débitos;
    – a impossibilidade temporária para a obtenção de um título acadêmico, de modo a frentar-se contra desmandos intelectuais;
    – a internação passageira em ambiente de pauperismo, de maneira a desenvolver a própria habilitação no trabalho pessoal.

    Aceite as dificuldades e desafios da existência, porque, na maioria das circunstâncias, são resposta da Providência Divina aos nossos anseios de reajuste e sublimação.

    DO LIVRO: RESPOSTA DA VIDA DE ANDRÉ LUIZ, PSICOGRAFADO POR FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.

  13. FÍSICA QUÂNTICA

    Gregg Braden, desenhista de sistemas de computação aeroespaciais e geólogo chefe da Phillips Petroleum é um cientista conhecido hoje por unir o mundo da ciência e o mundo espiritual. Vale a pena ler o que ele diz! Se você viu o documentário (DVD) de Louise Hay chamado “Você pode curar sua vida”, ele está lá também dando seus depoimentos maravilhosos.

    Você sabe que hoje a ciência já provou através da física quântica que somos energia e que estamos todos conectados através de nossa vibração? Deus é puro amor, é energia e por ser energia, não morre, não desaparece, é imortal, está em todos os lugares. E como somos a imagem e semelhança de Deus, sabemos que somos energia e hoje podemos provar isso. Somos seres espirituais e não seres feitos de matéria.

    Durante muito tempo achava-se que a menor partícula de uma célula, o átomo, era feito de matéria. Depois descobriram que na verdade a maior parte de um átomo é vácuo, então achava-se que o núcleo, que é muito pequeno, fosse material. Essa idéia caiu por terra quando através do uso de microscópios eletrônicos muito potentes, verificou-se que o núcleo de um átomo é apenas energia condensada, não é matéria.

    Mas se tudo que existe no mundo “material” é feito de um conjunto de células, estas são feitas de átomos e se um átomo de qualquer coisa não é material, então no nivel microscópico, nada é material, tudo é vibração , tudo é feito de energia condensada.

    Vivemos em um universo de vibração e nossos corpos são feitos a partir da vibração da energia que emanamos constantemente. O que você pensa sobre seu corpo e sua saúde?

    Apesar de pouco conhecida ainda, a descoberta do Grande Código Isaias nas cavernas do Mar Morto em 1946 revelou as chaves sobre nosso papel na criação. Entre essas chaves encontram-se as instruções de um modelo “perdido” de oração que a ciência quântica moderna sugere que tenha o poder de curar nossos corpos, trazer paz duradoura à nosso mundo e talvez prevenir as grandes tragédias que poderiam enfrentar a humanidade. Com as palavras de seu tempo, os essênios nos lembram que toda oração já foi atendida por Deus.

    Qualquer resultado que possamos imaginar e cada possibilidade que sejamos capazes de conceber, é um aspecto da criação que já foi criado e existe no presente como um estado “adormecido” de possibilidade.

    A física quântica já foi apelidada de Física das possibilidades por nos dizer que tudo o que imaginamos encontra-se disponível como uma das possibilidades que vamos assimilar em nossas vidas, só deveríamos “atrair” a que desejamos pelo nosso pensamento.

    Criar, atrair ou acessar???

    À partir dessa perspectiva, nossa oração baseada nos sentimentos deixa de ser “algo por obter” e se converte em “acessar” o resultado desejado, que já está criado no mundo vibracional (quântico, atômico) das infinitas possibilidades. Ou seja, nada é impossível. Quando temos um desejo sincero, este torna-se parte das nossas possibilidades futuras no nível quântico e só precisamos sintoniza-lo.

    Então já sabemos que a ciência atual consegue provar através da teoria quântica que pensamento é energia, que toda energia tem uma vibração e que a vibração cria o mundo material, nossos corpos e todo restante ao nosso redor foi e continua sendo criado através das nossas mentes coletivas.

    Também sabemos que a luz é uma fonte de energia , então, à que estão conectadas as partículas de luz? Gregg Braden diz que estamos sendo levados a aceitar a possibilidade de que existe um novo campo de energia e que o DNA está se comunicando com os fótons por meio desse campo.

  14. Amigo, ESTUDE, ANALISE, REFLITA antes de proferir suas bobagens…

  15. dorgas mano, dorgas…

  16. CIÊNCIA ESTUDA “Partícula de Deus”

    Atlas era um dos titãs da mitologia grega, condenado para sempre a sustentar os céus sobre os ombros. Aqui, Atlas é um dos quatro
    gigantescos detectores que farão parte do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, que está em fase adiantada de testes e deverá entrar em operação nos próximos meses.

    LHC é uma sigla para “Large Hadron Collider”, ou gigantesco colisor de prótons. Parece difícil exagerar as grandezas desse laboratório que está sendo construído a 100 metros de profundidade, na fronteira entre a França e a Suíça. A estrutura completa tem a forma de um anel, construída ao longo de um túnel com 27 quilômetros de circunferência.

    As partículas são aceleradas por campos magnéticos ao longo dessa órbita de 27 Km, até atingir altíssimos níveis de energia. Mais especificamente, 7 trilhões de volts. Em quatro pontos do anel, sob temperaturas apenas levemente superiores ao zero absoluto, as partículas se chocam, produzindo uma chuva de outras partículas, recriando um ambiente muito parecido com as condições existentes instantes depois do Big Bang.

    Nesses quatro pontos estão localizados quatro detectores. O Atlas, mostrado na foto nas suas etapas finais de montagem, é um deles. O Atlas, assim como o segundo detector, o CMS (“Compact Muon Detector”), é um detector genérico, capaz de detectar qualquer tipo de partícula, inclusive partículas ainda desconhecidas ou não previstas pela teoria. Já o LHCb e o ALICE são detectores “dedicados”, construídos para o estudo de fenômenos físicos específicos.

    Bóson de Higgs

    Quando os prótons se chocam no centro dos detectores as partículas geradas espalham-se em todas as direções. Para capturá-las, o Atlas e o CMS possuem inúmeras camadas de sensores superpostas, que deverão verificar as propriedades dessas partículas, medir suas energias e descobrir a rota que elas seguem.

    O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a “materialidade” do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.

    A Partícula de Deus

    O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá “materialidade” ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de “Partícula de Deus”.

    O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de “matéria ordinária”, essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.

    Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como “a coisa funciona”, mas ainda se cala quando a pergunta é “o que é a coisa”. O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas “coisas” que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.

    É por isso que se coloca tanta fé na Partícula de Deus. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante. Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura.

    Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas.

  17. O RLG não é humano, foi fabricado pela Xerox.

  18. O RLG não é humano… foi fabricado pela Xerox.

  19. O cara acreditar num deus que se fez sozinho e adquiriu poderes magicos e que existe deste sempre e que vive fora do espaço tempo é um sonhador conjecturista, se ele existe deste sempre o que ele fazia trilhões mais trilhões mais trilhões de anos antes de criar o universo, e como apareceu do nada um ser magico todo poderoso, como foi sua formação, do que ele é feito? Como ele se deu?
    A unica resposta que existe para tau pergunta é aquela irônica deus e deus pronto e acabou.
    Fora do que existe ,so existe o que podemos imaginar e sonhar, então as pessoas sonham e imaginam um deus, isto não quer dizer que ele exista e que tudo é um sonho fruto da imaginação, e por causa disso a humanidade até os dias de hoje pagaram e pagam um auto preço por tudo que é chamado deus e por tudo que é chamado religião, porque este deus que não existe é , e sempre sera um reflexo do próprio homem, externizando suas matrizes projetadas num todo poderoso.
    O resumo de tudo isso que diversas vezes e em varias religiões deus é vingativo, arrogante ,prepotente, chantagista, birrento , ameaçador e veja que todas estas matrizes existe no homem que as externizina em deus deuses e seja lá o que quer que seja.
    O que existe fora do que realmente existe, é só o que a sua imaginação pode racionalizar e não é real é só uma ilusão que tem se perpetrado durante séculos.

  20. RLG:

    O que você falou a respeito de mecânica quântica é conhecido como misticismo quântico. Eu não sou um especialista em mecânica quântica, mas posso dizer com segurança que misticismo quântico é uma descaracterização de física quântica.

    Um exemplo: no “documentário” Quem somos nós, há um físico quântico dando entrevista que, quando ele assistiu ao filme, ficou revoltado porque eles estava falando contra as ideias do filme, mas o que ele disse foi tirado do contexto para que parecesse que ele estava falando a favor delas.

    Não bastasse isso, aquela mulher que disse canalizar um deus de não sei quantos milênios atrás havia dito ao seu marido que ia curar o câncer dele com as energias dela ou sei-lá-o-quê, e o marido (é claro!) acabou morrendo por causa do câncer. Aquele pedaço que fala que a violência em Washington diminuiu por conta da meditação é falsa: a violência aumentou naquele período. Aquele experimento referenciado no filme dizendo que amor e ódio alteram a formação dos cristais de gelo foi um experimento desonesto e sem objetividade: o indivíduo tirou várias fotos e escolheu a dedo aquelas que defendiam o que ele queria defender.

    Eu poderia citar outros erros do filme.

    A mecânica quântica diz que a matéria é vazia, que matéria é energia, que os átomos não têm uma posição fixa determinada, enfim, tudo isso é verdade. Mas isso não tem nenhuma implicação com respeito a “energia do amor” ou “energia divina”, e é um abuso dizer que a mecânica quântica mostra qualquer coisa neste sentido. A ideia que nós estamos “conectados por vibrações” também não é nada do que você está pensando, pode ter certeza.

  21. […] eles, os cristãos, só por causa daquele “sem que tudo seja cumprido”, Jesus revogou todas as leis do Antigo Testamento quando se sacrificou na cruz, e passamos todos […]

  22. […] confo… on Interpretareis conforme a voss…Interpretareis confo… on Interpretareis conforme a voss…Cristiano on Interpretareis conforme a voss…Márcio on Interpretareis conforme a […]

  23. Religião (e crenças) é o casamento da desonestidade com a ignorância.
    Em pleno Séc.XXI e ainda chamam mensões-espaço-puntuais de “partículas”, e a turma do misticismo desanda para os delírios a gosto dos baixadores de fuligens-divinas.
    Os caras ainda não sabem nem a concepção de “massa”, quanto mais de “energia”; se tivessem tido um pouquinho de disposição para estudar já teriam encontrado na internet essa conceituação publicada gratuitamente para estudantes. É só digitar “Lógica Espacial, ou Lógica Estrutural do ESPAÇO”, mas é preciso pelo menos ter aprendido a ler, sem isso, nem tenta.

  24. […] > Interpretareis segundo a vossa conveniência 1 […]

  25. […] – Parte 2  : um Deus perfeito e imutável que tem leis eternas que são refeitas… […]

  26. […] eles, os cristãos, só por causa daquele “sem que tudo seja cumprido”, Jesus revogou todas as leis do Antigo Testamento quando se sacrificou na cruz, e passamos todos […]

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