Dia do Ateu — não “excite” o orgulho dos outros

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Quando religiosos saem pelas ruas nas suas marchas para Jesus,  procissões e romarias, pode apostar que eles fazem isso com muito orgulho. Nesse caso, não há palavra que melhor defina o estímulo que aquelas pessoas têm para divulgar sua fé em seus deuses particulares. Lembra da definição de orgulho? “Sentimento e prazer, de grande satisfação sobre algo que é visto como alto, honrável, creditável de valor e honra”. Ora, é certo que pessoas religiosas tenham em muito alta conta a própria fé, e elas fazem questão de demonstrá-la em público porque a julgam digna de honra, e se sentem satisfeitos com essa suposta admiração alheia.

Acredito que os ateus pegaram o bonde andando e estão enveredando pelo mesmo caminho sem analisar muito a situação, quando se dizem possuidores de um “orgulho ateu”. O que nós queremos dizer para a sociedade é que somos cidadãos como qualquer outro, respeitadores e dignos de respeito; gente que trabalha, que paga impostos, que cria seus filhos, que convive normalmente em sociedade como qualquer outro cidadão de bem, e que não aceitamos mais sermos discriminados e desprezados pelo simples fato de não compartilharmos de uma crença em criaturas mágicas. Ponto.

Não queremos que a sociedade nos respeite porque somos “minoria”. Quem foi que disse que uma minoria tem que ser respeitada e protegida só porque é minoria? Queremos que a socieade nos respeite e nos aceite como somos porque somos seres humanos dignos de respeito e de aceitação. Nós não comemos criancinhas no café da manhã; nós não sacrificamos virgens em rituais sob a luz da Lua; nós não cantamos e não dançamos para agradar Satanás. Nós só não compartilhamos a mesma visão de mundo de uma considerável parcela da nossa sociedade. E queremos o direito de sermos quem somos, e de dizer o que pensamos sobre essa visão de mundo, assim como temos o direito de dizer o que pensamos sobre todas as outras.

Acho um equívoco dizer que temos orgulho do nosso ateísmo. E também acho isso perigoso, porque vai lembrar aos crentes que eles, sim, têm muito orgulho de sua própria fé.

E eles são a maioria.

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10 Respostas

  1. […] – Dia do Ateu — não “excite” o orgulho dos outros […]

  2. É isso. Eu só acho que “Dia do Orgulho Ateu” não nos serve. “Dia do Ateu” já alcançaria os nossos objetivos e não despertaria a consciência dos crentes para o seu próprio orgulho de viver a vida sonhando.

  3. Sou completamente contra qualquer dia para o ateu, sob qualquer nome, pois assim estamos agindo da mesma forma que os religiosos. Nao devemos comemorar por nao acreditarmos em bobagens, por usarmos o dom de pensar (coisa inexistente para os crentes).
    Somos ateus e vamos crescer quanto mais cresce o nivel cultural da populacao.
    Acho todos esses dias do orgulho gay, do orgulho negro, do indio, etc. Nos temos que estar acima destas palhacadas.
    Eh minha opiniao.

  4. Eu concordo, Carlos, mas como “a coisa já tá andando”, resolvi publicar esses textos explicando que não concordo com a palavra “orgulho” que aparece no próximo post que vou publicar, com a divulgação do Encontro do dia 12 de fevereiro próximo.

    Nós podemos fazer muito mais — através das redes sociais e de toda a internet (por exemplo comentando em blogs religiosos ou de grande visibilidade, quando abordarem o tema “Religião”) — sem usarmos o mesmo expediente do religioso.

    Mas é isso. Vamos ver no que dá.

  5. Você é taxativo, direto; fala linhas que o Haddammann expõe numa simplicidade paradoxal (porque tem sempre muito a dizer, e pouco tempo e paciência com fiéis-crentes, e até para com ateus de crachás fuliginosos).
    Mas o que o Pensador escreve é aproveitado rapidinho até pelo Boni (da Globo), copiado na lata pelo Jabour, plagiado à torto e à direito.
    Essa questão do orgulho, bem apontada aqui, é bem parecida com a da tal “moral”, a tal do “respeito”, do “racismo”,da homossexualidade, do imigrante.
    Ela vai até lá naquela frasezinha dissimuladinha pra embalar fudidos e mal pagos: “Só quéru é sê fêliz na farvela ôndi náisci”. (coisa linda,tudo que um cachorrinho moribundo “dog” aplaude, e outros doutrinadores de ateus fazem côro, nos bróguis de “prantão”, a gosto da Rosas lá das Cruzes, etc). “Hinos” e “coros” (como o tal do “orgulho” que sobe com odor de pântano (ou de fóssa mal cuidada) que são feitos como “luvas” para a Mídia do Reimno Nazi-Pastoril.
    Mas terá uma enxurrada de eventos a correr até que não seja mais assim … Embora elementos regedores de pasto extrapolem em seus delírios e soberbas de posses e ganâncias sobre vidas não dispostas à covardia dos jugos impostos por laias de insanos. e mesmo que nenhum “defensorzinho de direitos do animais (só dos cachorros, e de ratos de laboratório, de favelados que vivem mil vezes pior que um cachorrinho-bibelô, NÃO) e mesmo que nenhum “defensorzinho de direitos do animais (só dos cachorros, e de ratos de laboratório, de favelados que vivem mil vezes pior que um cachorrinho-bibelô, NÃO). se desarvore ao ver um baita pastor-alemão com a língua de fora e língua de “gente” colocada sobre ela, em pleno outdoor na Paulista; ou nenhum tuteladorzinho teo-governamental da família se tenha “ofendido” com a quase ascensão aos céus do atirador de Realengo e com a fabricação do “heroísmo” fardado do providencial limpador de problemas, e nenhum desses tenha tido a “rebelde” afronta de perguntar: “Porque o tal do matador de Realengo, já crescido, não foi atrás de uns no máximo 3 a 4 duma ganguezinha que o fazia de saco-de-pancada? Mas foi covardezinho com bibrinha ou outro paçoco de embustes, chorar minguas de “varão-fodão” e matar um montão de crianças que não tinham nada a ver com as surras dele? E tome grades nas escolas, e tome polícia, e tome bolsas-esmolas, e tome pastô-gerente de tráfico (Pô! Forte, né não!!! — frase do narco-traficante-divino ensinando por TV a retórica do roubo aos seus fiéis cobradores de dízimo).
    Quem gosta que se esbalde, e faça fila em procissões e passeatas de “orgulho” e “salvação”, só não venha a chegar ao cúmulo de virar excremento poluidor degenerando a Sociedade, e a fina camada de terra que temos no Planeta, pela aberração de sua “educação”.
    Porque em determinação de Sentença, não há pústula incompetente, que por altura de soberba (divina e/ou política) fique impune por desgraçar empenhos genuínos em prol de nossa satisfação de vida, como foi e é o Projeto Passos da Natureza.
    Como cortesia, por tudo que este espaço fez pelas postagens de integrantes do Clube Natureza Gleam, apreciem o post em que se vê em inédita publicação, um lúmen-fóton flagrado em exuberante beleza como outras tantas do acervo disponibilizadas pela equipa do Gleam(er)(s) Team.
    http://clubenatureza-gleam.blogspot.com/2012/01/existem-mulheres-bonitas-e-existe.html
    O título da postagem é reportativo; a cortesia está no bojo do post.

  6. “defensorzinho de direitos do animais (só dos cachorros, e de ratos de laboratório, de favelados que vivem mil vezes pior que um cachorrinho-bibelô, NÃO

    Você tem alguma coisa contra os animais, meu camarada? Não gosta de cachorro, gato ou de outros bichos? Acha que não se deve fazer nada pra dar uma forçinha pra esses seres que já foram (e são) tão maltratados? Acha que em vez de fazer campanhas pra ajudar animais deveria-se fazer campanhas pra ajudar a tirar pessoas das ruas? Qualquer um que estiver sofrendo (gente ou bicho) deve receber ajuda. Mas notei em vários de seus comentários que você parece ter algum ressentimento contra quem ajuda animais. Por que isso?

  7. Nunca viu ningué fazer nada porm pessoas que necessitam de apoio? Precisa procurar melhor. Sou a favor de ajudar pessoas e animais.

    Mas, peraí, será que essa sua revolta tem alguma coisa a ver com a tal coreografia de balé que ninguém te deixou fazer? O tal do “esmagaçamento” do projeto passos da natureza (seja lá o que isso for)? Está revoltado? Não desconte nos animais. Somos todos parentes na grande árvore genética.

  8. Agora, falar mal da Flávia Alessandra e dizer que ela é considerada “pelos homens como deliciosíssima” num tom meio pejorativo, foi demais. Daqui a pouco vai publicar outra daquelas colagens mal feitas de micreiro tentando dizer que a gata tá com o troço. Só falta isso.

  9. A propósito: a Flávia Alessandra É deliciosa!

  10. ANONY-MOUSE e Eddie,

    Não recomendo responder (eu sequer leio) os comentários sob pseudônimo Bran, Hunig, Athan3, Haddamann*. É caso psiquiátrico grave, infelizmente.

    [*] (não confundir com Adamantdog)

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