Cientista prova a existência de Deus e ganha prêmio

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Por Redação Gospel+ em 26 de março de 2008

Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês Michael Heller mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios. Ele montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.

Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Heller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa.

Ocorre, porém, que Heller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso.

O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Heller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.

O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Heller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus.

Segundo Heller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Heller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Heller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?”

Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Heller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido.

Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Heller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.

A caminho do céu

Michael Heller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Heller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Heller.

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19 Respostas

  1. Farei alguns comentários sobre essa descoberta fantástica (que nem passou no Fantástico) num próximo texto…

  2. Quem quiser que acredite. Há malucos pra tudo. Até entre os que dão prêmios. Os cientistas formados por faculdades Adventistas dizem muito pior e continuam sendo cientistas!… Os que contam as estórias e os que dão prêmios. Abç

  3. O sr. Keller , como todo criacionista (ou seria fã do D.I.?), tenta de TODAS as formas “encaixar” deus na ciência. Pena q tem algumas coisas q quebram o conceito dele:

    1 – Uma das regras da ciência: JAMAIS usar o sobrenatural p/ explicar a ciência (e vice-versa). A ciência é um clube universal onde todas as pessoas (seja a crença q for ou a falta dela), tentam ajudar a melhorar o nosso meio.

    2 – Já notaram q todo “furo” ou falta de explicação, entra deus??? Será q eles ñ tem algo deles próprios? Algo original? ¬¬

    3 – Teologia da Ciência……..Sempre querendo por seus dogmas na ciência. Daqui a pouco, teremos Teologia Pornô, Teologia Robótica, Teologia Mecatrônica, Teologia Geográfica, Teologia Computadorizada, Teologia de Marketing……..

    4 – ….Aproveitando o gancho da 3 e o “Instituto Copérnico”, desde qndo é necessário se livrar da religião??? Vejam a parte 1.

    5 – Einstein, caro Keller? Interessante, posso usar tbm p/ quebrar seu conceito?
    “A religião do futuro será onde deus estará além de dogmas e teologias” Einstein
    Sr. Keller, Einstein deve estar muito envergonhado de vc estar mantendo o q ele acha inútil. ¬¬

  4. Oba! quer dizer que usar o deus das lacunas como ciencia agora dá premios eh?

  5. Existe lacuna, Resolvido: Coloca Deus no lugar e está tudo explicado.
    Continua igual, como Deus não existe, a lacuna continua e o teólogo ganha premio por resolver nada.

  6. Bom dia Barros

    O nome do cara tá errado, é MICHAEL HELLER, e ele é padre, com está abaixo:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Heller

    Isso explica essa doidera de “Teologia da Ciência” que ele inventou..mas uma tentativa de enfiar o deus nas lacunas onde se tem dúvidas…isso é típico de religiosos mesmo.

    E a Fundação Templeton tem um diferencial para tentar ser melhor que os prêmios dados aos cientistas de verdade:

    “O valor monetário do Prêmio Templeton é ajustado de maneira que exceda o montante dado pelo Prêmio Nobel, uma vez que Templeton sentia que a “espiritualidade era ignorada” nos prêmios Nobel”

    Abçs

    Adinan

  7. Obrigado, Adinan, pela informação. Mas eu copiei e colei como tava lá no site original.

  8. Pra financiar esse Prêmio Templeton fica fácil…é só pedir uma ajudinha para algumas igrejas do Brasil…

    rsrsr

    abçs

  9. Barros,

    Essa fundação Templeton já tentou provar que orações funcionam e se deu mal. Agora esse padre quer encaixar deus nas entrelinhas, só para constar mas não provar. O tal aí falou que era deus e pronto, ganhou o prêmio…..é engraçado, mas por uma destas os religiosos contam vitória, com um padre sem escrúpulo e honestidade!

    o interessante é que a partícula deus não tem medida, não aparece, não tem previsão, nao se encaixa nas teorias, justamente o que a ciência tanto combate: idéias sem nexo

  10. Não entendo patavinas de Física, quem dirá Física Quântica. Mas bom senso eu conheço e considero-o uma excelente ferramenta para detectar inconsistências (para não dizer delírios). Muito bem, esse Keller, ou Heller, usa um argumento que supostamente validaria sua teoria, o fato de não haver explicação e/ou indicação para o que haveria antes do átomo primordial; decreta então que isso é a validação da existência de Deus. Pergunto eu então, seguindo a mesma linha de raciocínio: o que existia antes de Deus? Um outro Deus, ainda mais poderoso? Em termos de falácias, essa justifica um grande prêmio…

  11. Aliás, acho que os nossos cientistas estão perdendo tempo. Eles bem que poderiam dar todas as respostas para todas as perguntas, na ação de deus. Claro que voltaríamos à idade da pedra, porque já era assim naquela época, mas dá menos trabalho e agora, DÁ ATÉ PRÊMIOS!… UAU!!!

  12. É tão ‘cientista’ quanto o ‘ministro’ da Pesca que “não sabe nem colocar uma minhoca em um anzol” (hoje, no Google notícias). Só ficamos estatalados é com a indiferença dos Cientistas para com esse tipo de aberração. Interessante é que recentemente um Cosmólogo afirmou categoricamente “pode até haver lugares para (enfiar) deus, mas na Cosmologia não é o lugar parra isso”.
    Estão FALINDO A CIÊNCIA, assim como já está quase totalmente falida a Sociedade Humana; e quem vai botar a cara para encarar?

  13. Anotem, sublinhem e frisem:

    Organismos com a covarde prepotência de forjar “deus” (espíritos, divindades) ou escorar-se nisso burlando a Justiça inerente ao contexto ambiental dos conceitos da Conjuntura do Universo expõem-se à fulminação irremediável por suas nocividades; não importa o tamanho e o delírio e soberba de suas presunções.

  14. Eu não sei se notaram que o Big Bang é uma elucubração. É uma projeção matemática. “Ah, o universo se expante para o futuro. Então se contrai para o passado. Ah, e daí, depois de tanto encolher, ele deve chegar a um ponto de energia que ixprodiu!!!”.
    Uma das coisas mais intragáveis para nossa mente engolir é a mecânica quântica. É terrivel por na cabeça, é terrível explicar, não é nada intuitiva, vai contra o senso comum … e funciona. E é toda baseada em evidências.
    Criar um mito escatológico — tem a ver com início e fim, mas também tem a ver com merda — é a coisa mais fácil do mundo: Gênesis e Apocalipse, Big Bang e 2012 … Os gregos já faziam isso antes do Jeovésio existir.

  15. Possivelmente deus é quântico e não bíblico!

  16. O prêmio da Fundação Templeton é maior que o Nobel por uma razão: seu fundador queria passar o recado de que a teologia era mais importante que qualquer outra empreitada intelectual. Ou seja, há uma agenda religiosa. A Fundação Templeton, apesar disso, não apóia idéias como o DI e, de fato, financia pesquisa científica básica (e pelo que li, não interfere nos resultados das pesquisas). É um negócio um pouco esquisito.

    Os esotéricos da Nova Era se apossaram de conceitos científicos e os usam até hoje para tentar legitimar suas visões místicas do Universo e ganhar uns trocados. Pra mim, a Templeton faz coisa muito parecida, mas com uma diferença: ela dá dinheiro em troca. Agora, eu fico me perguntando: será que compensa mesmo?

  17. Já falei e repito: O BIGBANG foi um peido divino. Daí surgiu o universo -a partir fe um buraco negro. Desculpe-me a franqueza mas já tá enchendo o saco. Cientista que prova a existência de deus!?

  18. É engraçado como os teólogos sempre tentam dar credibilidade a seus argumentos invocando a ciência. Nunca vi cientista tentando dar credibilidade a seus argumentos valendo-se de conceitos criacionistas.

  19. “Através de leis da física e da filosofia”
    hahahahahahaha 1º lugar no ranking das bobagens da internet!!
    2º entre no site do prêmio templeton e vc verá que o prêmio ECUMÊNICO, dado as pessoas que fazem trabalho que de alguma forma enaltece o cristianismo.
    portanto, quanto o autor diz se tratar de um prêmio científico ele está agindo de maneira tendenciosa, mentindo para tentar enaltecer uma ideia religiosa, forjando um caráter científico!!

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