O que precisa ser dito sobre deuses (parte 1 de 5)

.\

Autor: Caio L. Aidar — paulistano, 24 anos, e desde os 17 se interessa por Ciências e Filosofia.

Visto que a discussão sobre a hipótese de deuses existirem ou não é algo recorrente em nossas vidas, seja numa conversa de bar, seja num debate promovido em uma grande universidade, decidi fazer algumas considerações sobre o tema. Ao fim deste ensaio, a pessoa que crê em algum deus poderá considerar o ateísmo como uma posição muito razoável ou, sendo otimista, a semente da dúvida será plantada em suas reflexões. Pelo menos são essas as sinceras intenções do autor.

Em primeiro lugar, devemos observar que, em uma discussão sobre a existência ou não de deuses, o ônus da prova é de quem afirma a existência, e não de quem a nega. Àqueles que estão familiarizados com o ceticismo, ou aos estudiosos do Direito, a observação pode parecer óbvia, mas, para grande parte das pessoas, a questão de qual das partes deve ser incumbida de provar o que diz, quando falamos sobre deuses, não é tão clara assim.

Se João alega que Pedro é ladrão, cabe a João fornecer evidências concretas para provar tal afirmação. Pedro simplesmente negará a autoria do roubo, e não precisará apresentar evidências para provar que o crime não aconteceu. Com a hipótese da existência de deuses a ideia é a mesma: cabe àqueles que afirmam que deuses existem fornecer evidências sobre sua existência. Aqueles que negam a existência de seres como deuses não precisam fornecer evidência alguma sobre a inexistência destas entidades.

O raciocínio que determina essa condição é bem simples: para que se prove a existência de um deus, basta encontrá-lo, em quaisquer que sejam as condições. Para que se prove a inexistência de um deus, a tarefa é bem mais complexa: é necessário vasculhar cada canto do Universo para, só depois do fim da busca, poder afirmar que nada foi encontrado. Negativas universais são praticamente impossíveis de se provar, daí o fato de o ônus da prova recair, obviamente, em quem afirma a existência. Negar que seja verdadeira uma hipótese esdrúxula, improvável e, muitas vezes, que não se pode falsear (não podemos confirmá-la, nem refutá-la) é sempre a posição padrão. Sendo assim, é totalmente desnecessário buscar evidências para sustentar a posição de negação.

Contudo, diversos argumentos ateístas foram desenvolvidos para tornar praticamente impossível a hipótese da existência de seres com as características comumente atribuídas a deuses. Não há, aqui, espaço e nem é a intenção deste ensaio desenvolver tais argumentos, mas, apenas para citar um deles, podemos mencionar o “Problema do Mal”, que faz desaparecer a hipótese de um deus bondoso e onipotente, como, por exemplo, o Deus da mitologia cristã.

Em segundo lugar, devemos repassar rapidamente os três principais argumentos usados por aqueles que creem em algum deus e, aceitando o ônus da prova, tentam demonstrar racionalmente — e não por meio da fé — a existência da divindade na qual acreditam. São eles: (1) O Argumento Cosmológico; (2) O Argumento Ontológico; e (3) O Argumento Teleológico. A intenção é demonstrar como estes três argumentos, que aparentemente parecem coerentes e bem estruturados, são tão inválidos, quando devidamente analisados do ponto de vista lógico, quanto os argumentos visivelmente mais simples.

.

PARTE 2/5

PARTE 3/5

PARTE 4/5

PARTE 5/5

.

Anúncios

37 Respostas

  1. Começou bem. Parabéns.
    Só imagino estranho uma grande Universidade promover discussão sobre a existência de Deus. Acho a mesma coisa que discutir a existência do Pato Donald.

  2. Olá, Carlos! Tudo bom? Eu gostei bastante do texto do Caio: bem fluido e bem alinhavado!! Só tive que dividir em 5 partes, porque acho que ia assombrar os leitores se eu tivesse publicado todo o texto num só post. Mas vale a pena ler todos os outros a seguir.

    Grande abraço.

  3. Barros, você está dando uma colher de chá para o Caio ? O Bule Voador também tem isso …
    Quem sabe se um dia eu tomar vergonha na cara, digo coragem e começar ( e terminar ) o meu próprio texto/artigo eu não tenho uma chance aqui também ?

  4. Creio que autor deste texto, apesar de escrever bem, não é advogado, se engana quando diz que o ônus da prova é de quem afirma a existência de Deus.

    O CPC afirma que, em uma demanda, o ônus da prova pertence às duas partes.
    “Os parágrafos I e II do Art. 333 do CPC instituem o ônus da prova para autor e réu, respectivamente. Enquanto o parágrafo único do mesmo artigo institui regras para disposição entre as partes do ônus da prova.
    Assim sendo, fatos constitutivos são os fatos afirmados na Petição Inicial pelo autor, cabendo a ele prová-los. Em contrapartida, ao réu cabe provar a existência de fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor.”

    Diz também, “não se precisa provar que o crime não aconteceu.” Pergunto: para que servem os álibis?

    Quero lembrar, também, ao autor que no exemplo dado por ele sobre “PEDRO e JOÃO”, os ATEUS podem ser qualquer um dos dois, podem ser os acusadores. O que segundo ele mesmo deveria, neste caso, apresentar as provas da não existência de Deus.

    Para reflexão: http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/02/ceticismo-tem-limites.html

  5. Nossa caro amigo Antonio, em vez de usar a filosofia ou o jargão erudito para “cegar”, como muitos teístas fazem, preferiu usar o Direito. Tudo bem. Opção dele. Ocorre que este que vos escreve não errou quando citou o exemplo de uma suposta acusação de roubo, e isso é bem fácil de concluir, a não ser que você esteja amarrado a alguma crença confortadora, doutrinada desde a mais tenra idade. Vejamos: você está confortavelmente dentro de sua casa e, como que por mágica, uma pessoa completamente maluca começa a berrar na porta de sua residência, alegando que acabou de ser roubada em, digamos, dez mil reais, e que o autor do crime é você. Diante da encrenca, uma viatura da polícia estaciona. Digam: quem deve provar alguma coisa neste caso? Não vamos entrar em pormenores como “Bem, o policial poderia pedir pra revistar sua casa e, indiretamente, você está ‘tendo de provar algo'”. Vamos falar objetivamente. De quem é o ônus? Não precisa ser muito esperto para concluir que é de quem alega o roubo. Qualquer policial sensato diria: “Ok, você está aí parado, alegando que este senhor o roubou, mas como você prova isso? De onde veio o dinheiro? Existem testemunhas? Algum circuito interno filmou o roubo? Existe, de fato, algum tipo de evidência que leve a crer que o roubo aconteceu?”. Não existindo prova alguma, como exatamente ocorre em nosso exemplo hipotético, o sujeito que estava tranquilamente em sua casa não precisará agir. Basta sentar e aguardar o acusador esgotar todas as possiblidades. Com a hipótese da existência de deuses, a ideia é a mesma: como veremos nos outros textos, não há evidências de que deuses existam. Sendo assim, nós, ateus, apenas temos de perguntar ao teísta “Pois bem, como você sustenta sua alegação de o deus X existe?”. Se ele não o fizer, simplesmente não há motivos para que nos acreditemos. É bem simples: negativas universais não se provam, o ônus é de quem afirma a existência. Qualquer coisa além disso é pura manobra teísta desonesta.

  6. Fernando, acho que o Barros não está dando “colher de chá”. Nós nem nos conhecemos. É verdade que o Bule Voador, outros sites de teor cético e diversos livros desenvolvem estas reflexões que estou fazendo. Não inventei a roda. Ocorre que, quando comecei a pesquisar sobre ateísmo, fui encontrando tudo por partes, era uma verdadeira colcha de retalhos. Imaginando que devem existir por aí várias pessoas passando pela mesma situação, tentei apenas resumir os pontos mais importantes relativos ao tema de forma clara e objetiva, para facilitar a vida destes “novos ateus”. A intenção foi apenas essa E, claro, escrevi ao meu estilo. Abraço.

  7. Apenas para completar a palestra em Direito do meu amigo Antonio, a única situação de que tenho conhecimento em que o ônus é daquele que está sendo acusado está no Código de Defesa do Consumidor. Se você estacionar seu carro num destes estacionamentos pagos e, ao sair, alegar que 5 mil euros foram furtados do porta-luvas, o ônus fica para o responsável pelo estacionamento. Pode parecer estranho, mas é assim. Se algum advogado aparecer por aqui, seria interessante explicar o porquê disso.

  8. E só um esclarecimento: eu disse que o policial poderia pedir para revistar a residência. Teoricamente, ele só poderia fazê-lo com um mandado judicial ou em flagrante delito. Como o exemplo não apresenta estas duas hipóteses, acho eu que, tecnicamente, a revista não seria possível. Melhor esclarecer isso, antes que o Antonio o faça antes. :)

  9. Essa idéia teísta de que o ônus da prova da inexistência de deus cabe aos ateístas não me surpreende, está em sinergia com o resto de suas idéias ilógicas… estranho seria se eles usassem a lógica e chegassem a conclusão sozinhos que realmente o ônus nesse caso é deles…

    Abraço
    Cristiano

  10. Grande Caio!

    Sabe que gosto muito dos ateus, principalmente aqueles como você, o Barros e outros tantos que frequentam este Blog. São inteligentes e teem senso de humor. Me fazem rir por uma característica muito peculiar que possuem: quando encurralados, no bom sentido da filosofia, procuram desesperadamente qualquer buraco que apareça à frente pra se enfiar, jamais porém, dão os “braços à algema” kkkk.
    Esta caracterítica me faz lembrar muito um outro grupo de pessoas. Sabe quem? Os crentes. Estes, ao menos fundamentam sua fé cega e burra na bíblia e na estupidez das teologias. E vocês em que fundamentam sua convicção? Apenas no jargão desgastado do “Não Existe?” Alguem já lhes disse que esta forma de pensar também é um tipo de fé igualmente ilógico, patético etc? Não é mesmo Cristiano? Já que acabou de comentar acima.

    Abraços!

    Em tempo Caio, para de falar sobre aspectos do Direito se não vc vai se complicar mais ainda. kkkk

  11. Caio, só pra complementar minha fala, vai uma para reflexão:
    http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/04/aos-ateus.html

  12. Vou me complicar? Que curioso… Você poderia começar apontando onde me compliquei até agora, em vez de apenas retirar de contexto meio artigo do Código de Processo Civil, copiar e colar aqui. Porque foi exatamente isso o que você fez: usou um artigo do Código de Processo Civil para estabelecer a questão de quem é ônus da prova, hahahahaha… Você não explicou o porquê de o ônus da prova ser dos ateístas (e nem conseguira fazê-lo de modo correto, porque é simplesmente impossível). Também não explicou por que motivo, no meu exemplo sobre o roubo, o acusado teria o ônus da prova. E acho EXTREMAMENTE estranho você dizer que eu estou me apoiando apenas em frases como “Não existe”. Você, de fato, está lendo os posts? Percebeu que todos os argumentos anêmicos que tentam provar a extistência de deuses estão sendo desmontoados por meio de uma análise lógica? Das duas uma: ou você não leu, e neste caso devo concluir que você é alguém MUITO displicente, ou você leu, mas “fingiu” que não leu, fingiu que não sabe que as refutações às “provas teístas” estão sendo feitas; neste último caso, só posso concluir que você é desonesto. Grande abraço.

  13. Caro Antonio

    Se para você nossos pensamentos são ilógicos, ou você não sabe o que ser lógico ou você está mal intencionado

    Como sou um eterno otimista e fâ do ser humano vou considerar a primeira opção

    Além disso, tenho certeza de que “quase” todas nossa alegações fazem sentido para você, tirando claro a famosa e mais contestada idéia ateísta que rola por aqui, o famoso “vir do nada”

    Essa idéia é contestada apenas porque nosso cérebro funciona comparando as coisas, como não conhecemos mais nada que veio do nada, não conseguimos conceber tal idéia… ai entra o truque da turma do sobrenatural… é só dizer que deus sempre existiu e pronto, não precisamos quebrar a cabeça com isso mais… isso sim é usar a lógica

    Mas tirando tudo isso, saiba que entendo você, o pensamento ateu é simples para o cérebro, mas é complexo em uma sociedade, existem muitas implicações, sejam elas sociais, familiares e pessoais… tenho certeza que a quantidade de ateus “enrustidos” é muito, mas muito maior do que a de crentes convictos

    Imagine um cara que criou os filhos seguindo a tradição familiar de uma hora para outra falar aos filhos que tudo isso é uma bobagem, imagine ainda seu filho pequeno falar na escola que deus não existe… os impactos dessas mudanças podem ser dolorosos… e como isso não muda a nossa conta bancária (a menos que você seja um pastor) o status quo persiste…

    Como dica para que você entenda mais o nosso pensamento, e não conitnue com essa idéia de que não temos lógica, assista a séria COSMOS, ela está gratuitamente disponível na internet, no endereço http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=573:programacao-maratona-cosmos-03-a-19-de-janeiro&catid=71:destaque

    Da uma olhada especial no episódio “O Limiar da Eternidade”, em um momento ele fala sobre a nossa percepção do universo, e de como existe a possibilidade de que essa nossa percepção de que o universo sempre existiu seja um truque dimensional, vale a pena…

    Abraço

  14. Fernando, o Bule já publicou dois textos meus. Fiquei muito satisfeito. Quando tiver um texto, pode mandar também! Abraço

  15. Caio, sem estresse, não há necessidade de se aborrecer e me atribuir adjetivos que não possuo. Li seu texto sim, não sou mal intencionado muito menos desonesto, já disse que você escreve bem, muito melhor do que eu por sinal. Mas, não apresenta nem fundamenta, como todos os ateus, as bases filosóficas da sua tese (ateísmo). Em que se fundamenta o ateísmo? Quais são os aspectos filosóficos que explicam tamanha convicção? Além das críticas á estupidez das teologias, com razão, diga-se de passagem, além de dizer ”não existe”, além de negar, obstinadamente, os fundamentos do teísmo, o que mais você tem para sustentar a “FÉ Inabalável” de vocês? Por isso eu disse que se fundamenta apenas no “não existe”.

    Você apontou três argumentos de sustentação do teísmo (as teologias, a cosmologia e a ontologia), e argumenta, muito bem, demonstrando que são insuficientes para provar a existência de Deus. Concordo plenamente contigo, apesar de serem bons indícios, excluindo obviamente as teologias, não constituem provas.
    Negar um fato ou uma realidade, simplesmente, NÃO GARANTE A VERACIDADE DE OUTRO como quer você e todos os ateus. Será que pensam que minando as colunas de sustentação do teísmo blindam as colunas do ateísmo? Primeiro terão que mostrá-las, o que nunca fizeram.

    Você e todos os ateus ignoram que, a inexistência ou impossibilidade de provas não garante a inexistência de um Crime, fato ou realidade, e, não torna inocente o suspeito, quando muito, pode garantir-lhe a impunidade. Obviamente que este princípio se adéqua perfeitamente à questão teista. Assim sendo, se não se pode provar a existência de Deus, por óbvio e lícito, também, não se pode negar. Logo, a incoerência esta na negação(ateísmo).

    Você se complica, também, quando deixa claro que não aceita os preceitos CPC como regra para o nosso embate(ateísmo x teísmo), não sei por que, afinal quem falou em linguagem jurídica primeiramente: “ônus de provas”, “Direito”, “crime”, foi você.

    Caio, sem crises. rsrs

    O dia em que o conhecimento absoluto dominar suas dúvidas e as minhas deixarão de existir:

    http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/04/o-fim-dos-misterios.html

    Abração!

  16. Caro Cristiano,

    Assisti ao vídeo “Limiar da eternidade” entre os que você me recomendou, não conhecia este episódio, mas conheço a série Cosmos apresentada, pelo canal Discovery. Também leio muito os documentários científicos sobre cosmologia nos diversos jornais da Net. Confesso a você que, no momento, não me lembro de nada que nada me fascina mais que a cosmologia dada a sua beleza, grandeza e mistérios. Creio que a cosmologia poderá, no futuro, responder as dúvidas deste debate. A ciência já avançou muito nessa área, mas, as principais dúvidas persistem.

    Veja que as informações podem ser apropriadas pelas pessoas de forma totalmente diversa. Para mim, os mistérios e a beleza da cosmologia reforçam a possibilidade “DEUS”, para você, diminui ou elimina de vez. Já pensou se os ateus tivessem que vasculhar cada canto desse universo medido em trilhões de anos luz para provar que Deus não Existe? Kkkk . O Caio e você são espertos, por isso não querem o ônus da prova não é mesmo?

    Em relação ao problema que você apontou sobre o que dizer para os filhos, vivo este conflito, Quando digo a eles que as estórias da Bíblia são mitologias, quando mostro suas incoerências e mentiras há quem tente me contrariar.

    Abraços Cristiano,

  17. Antonio,

    é verdade sim que não existem certezas absolutas, mas por toda a história surgiram alegações de divindades dos mais diversos tipos e a medida que evoluímos no âmbito cientifico fomos descartando a veracidade de todas.

    não é lógico afirmar q o Deus descrito na bíblia é baseado em um monte de mitologia e supertição e em seguida criar ou Deus p/ se adequar a q vc acredita nem nenhuma evidencia.

    p/ simplificar o debate proponho q vc faça uma alegação afirmando qual o Deus(es) q existe e as evidencias q comprovam essa alegação, não precisam ser todas p/ não tornar isso muito extenso, apenas as mais importantes. então analisaremos se essas evidencias podem ou não serem refutadas.

    Depois de não achar evidencias q comprovem a existencia de Deuses (apenas caso se eu estiver certo) discutiremos o pq de acreditar em um Deus sem evidencias.

    ZaGar

  18. Antônio, geralmente o ateísmo se refere aos deuses mitológicos inventados pela humanidade (com muito mais enfase no deus judaico cristão ocidental) no afã de explicar os fenômenos naturais incompreendidos e as origens de tudo metendo-os nas lacunas. Uma simples análise lógica descarta a veracidade dessas estórias contadas em livros sagrados.
    Seja lá o que for que deu suporte e origem ao nosso universo ainda está longe de ser entendido por nós que só navegamos entre hipóteses e suposições difíceis de serem provadas verdadeiras ou falsas.
    Quanto ao ônus da prova, geralmente quem faz uma alegação deveria prova-la verdadeira, cientificamente falando, quem quiser prova-la falsa também poderia investigar correndo também o risco de certifica-la como verdade ao fim das investigações.

    Abraços!

  19. Antonio

    Sinceramente cara, você acha mesmo que o ônus da prova recai sobre nós?

    Vou te dar um exemplo então…

    No seu blog, você escreveu “Planejador Inteligente para a odisséia humana na terra”…

    Essa afirmação pode sem dúvida ser caracterizada como uma afirmação sobrenatural, mesmo que não se enquadre como

    uma afirmação religosa ela não se baseia em algo que possa ser observado por todos e comprovado de maneira

    inequívoca

    Você acha que é isso é verdade, eu acho que isso é uma bobagem…

    Como decidir quem tem o ônus da prova????

    Eu e você conseguimos chegar a conclusão facilmente de que o ser humano é o mais interessado nisso certo?, digamos

    que se você perguntar qual das opções as (Existir significado e não existir) pessoas preferem, 100% dirão que

    preferem que exista realmente esse significado

    Assim, vamos deixar de fora um pouco o ser humano nessa discussão, para sermos isentos, não vamos utilizar nada que

    tenha vindo de nós, nesse caso o que nós resta? Apenas lançar mão de exemplos no nosso mundo real que corroborem ou

    não com essa afirmação

    Acredito que essa é a maneira eu que os céticos fazem para separar idéias que são loucuras, desejos, etc…

    Te dou 7 argumentos observáveis que pensei rapidamente que não tenham vindo de relatos de um ser humano que indicam que não há propósito celestial

    Se embaixo desses 7 você colocar um argumento que não tenha vindo de um ser humano que corrobore com a sua idéia vou considerar que nossa conversa foi construtiva, beleza?

    1 – A idade dos planetas e do universo passa a impressão clara de que não temos nenhuma influência em seus acontecimentos, na verdade em uma escala de 100% no tempo total seriamos desconsiderados…

    2 – a vida e a morte na terra não segue nenhuma lei, nem padrão, não há vida longa aos bons ou justos, nem algo de qualquer tipo, a natureza se mostra implacável, apenas sobrevivendo os mais fortes (evolucionismo)

    3 – Não há na história do ser humando nenhum registro ou evidência que aponte para uma inteligência, algo que tenha sido criado e não construído ao longo do tempo (Falar que uma paisagem linda só pode ser feita por um criador inteligente não vale)

    4 – Tudo que se tem hoje sobre o sobrenatural foi criado/inventado a muito tempo, hoje não vemos mais nenhum milagre, nenhum messias novo que através de ações sobrenaturais inicie novas idéias religiosas, seria porque hoje não seria mais possível enganarmos os outros?

    5 – Ninguém foi capaz de ganhar o desafio paranormal de US$ 1.000.000 de Randi…http://brazil.skepdic.com/randi.html

    6 – Várias idéias que apontavam para um causa paranormal ao longo da história a ciência acabou mostrando que eram bobagens, desde nossa posição no cosmos até a causa de doenças como a epilepsia

    7 – Drogas já provaram ser um bom início para idéias um tanto quanto fantasiosas

    É com base em pensamentos comparativos como os que escrevi acima que chego a conclusão se algo é bobagem ou não… quando penso nos argumentos acima, sua idéia não se sustenta, logo chego a conclusão que o ônus da prova é seu…

    Coloque um argumento impessoal ai em cima que corrobore com sua afirmação, ai sim o ônus da prova será meu… e te digo mais, se seu argumento for convincento não terei nenhum problema em dizer que estava equivocado e que realmente você tem razão…

    Abraço
    Cristiano

  20. Preciso acompanhar debate!!!

  21. […] ser dito sobre d…Ateu de Barro em O que precisa ser dito sobre d…simonviegas em O que precisa ser dito sobre d…Cristiano em O que precisa ser dito sobre d…Márcio em O que precisa ser dito sobre […]

  22. […] O que precisa ser di… em O que precisa ser dito sobre d…O que precisa ser di… em O que precisa ser dito sobre d…Cristiano em O que precisa ser […]

  23. […] O que precisa ser di… em O que precisa ser dito sobre d…O que precisa ser di… em O que precisa ser dito […]

  24. ZaGar,

    Depois de muito tempo, finalmente, cheguei a um acordo com os ateus em relação ao deus bíblico, todos sabemos quem é ele, e como ele é.

    A questão agora é fazer os ateus admitirem a POSSIBILIDADE de um Deus de Verdade, um Deus que possa ser ou explicar a origem de tudo.
    Entretanto, há menos de dois anos quando comecei a participar deste blog e ao mesmo tempo construir o meu , tenho dito que, sobre esse tema, ninguém pode ter certeza absoluta de nada, nem do ateísmo nem do teísmo.
    Nenhuma das duas hipóteses pode ser descartada totalmente, não temos conhecimento suficiente para legitimar nenhuma delas.

    Ultimamente, tenho pensado na possibilidade do ateísmo ser uma crença fundamentalista dada a falta de flexibilização nas posturas, sem provas, de seus adeptos. Chegam ao ponto, lamentável, de se acharem acima do bem e do mal e, se recusarem à obrigação de apresentar provas do que afirmam.

    Sobre sua solicitação para que eu identifique o Deus a que tenho me referido, veja o que eu tenho a lhe dizer:

    Às vezes penso que Deus pode ser uma civilização que já esteja de posse do CONHECIMENTO ABSOLUTO, a que tenho me referido.

    Às vezes penso que o CONHECIMENTO ABSOLUTO que estamos construindo ao longo de milhões de anos de evolução e mais alguns milhares, quem sabe, que ainda virão, possa depois de um determinado estágio, se transformar, ou ser, o próprio DEUS.

    Às vezes penso que pode ser uma inteligência superior que acessaremos de alguma forma.

    As vezes penso que Deus somos nós mesmos, por algum motivo, fazendo uma espécie de regressão ao seu próprio passado para compreender o seu próprio desenvolvimento e evolução ou para reciclar-se de alguma forma.

    Confesso que não tenho conhecimento para conceituar essa possibilidade chamada DEUS.
    Este é um MISTÉRIO oculto pela falta de conhecimento. Pelo conhecimento, ainda, não construído, por enquanto. E, só será desvelado pela evolução.
    Tenho uma espécie de convicção que chegaremos lá.

    Uma verdade precisa ser dita: essa falta de conhecimento e respostas sobre Deus não legitima o ateísmo, nem pode ser usada como fundamento para sustentar o pensamento ateu como eles tem feito. :http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/04/alicerces-do-ateismo.html

    Todas as críticas que fazemos a Deus se dão, com razão, pela falta de explicações à questão do mal e do sofrimento na vida dos seres humanos e dos animais.

    Para essa questão, no entanto, eu tenho uma explicação. Está em:http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2011/05/resumo-de-uma-nova-teologia-para.html

  25. Márcio

    Concordo cem por cento com seu pronunciamento, é sempre coerente. Pensamos de formas parecidas.

    Sobre a última parte da sua fala, precisamos descobrir um jeito de convencer o Caio, o Cristiano e cia que ficará mais bonito para o ateísmo, admitir que precisam provar o que dizem.

    Grande abraço.

  26. Antonio, costumo ver alguns teístas com argumentos péssimos pela net, mas você, de fato, me surpreendeu. Inverter o ônus da prova é algo raro de se ver hoje em dia, um erro grotesco, ainda mais quando um texto didático foi escrito explicando o porquê de o ônus ser daqueles que alegam a existência. Você diz que o ateísmo não tem base, e você provavelmente está apenas brincando. O ateísmo, além de refutar todos os argumentos dos teístas (ou seja, quando estamos adotando a perspectiva de ateísmo cético), ainda desenvolve excelcentes argumentos que tornam praticamente impossível a hipótese da existência de um deus (aqui, quando estamos adotando a perspectiva de ateísmo crítico). A mera refutação já seria necessária para demonstrar o fundamento lógico sob o qual se apoia o ateísmo. Mas, para piorar a vida dos teístas, o ateísmo crítico desmonta, com facilidade, a ideia de um ser divino. A impossibilidade lógica da onipotência em sí, da própria onipotência com a onisciência, da onisciência com o livre arbítrio, a ausência de sentido para a criação, o Problema do Mal, o Problema da Imperfeição, o Problema das Múltiplas Religiões, a noção do quão improvável um deus é, devido à sua alta complexidade – todos estes são argumentos que invalidam a hipótese da existência divina. Se você não os conhece, deveria conhecê-los, antes de postar bobagens, como dizer que “o ateísmo não tem base”. Se você já os conhece, deveria ter um pouco de bom-senso e simplesmente não dizer coisa alguma. Mas parece que você prefere a terceira opção: “prefiro dizer bobagens, sem qualquer justificativa racional, apenas para tentar empurrar goela abaixo dos outros minha ideia infantil de deus”. Não desenvolvi o lado crítico do ateísmo neste pequeno ensaio, exceto na última parte, que será publicada dia 04, em que falo um pouco sobre a improbabilidade devido à complexidade. E não, meu caro, não é razoável concluir que uma ideia seja verdadeira apenas porque não pode ser falseada. Também comentarei um pouquinho sobre isso na última parte. Penso que basta. Respondarei algo a você se perceber algum questionamento pertinente. Aos seus comentários toscos, reservo meu silêncio. :)

  27. Antonio, agora estou começando a achar que você está brincando… Ou eu sou muito ruim em me expressar… Você realmente acha que estou tentando provar algo a você?

    Só tentei lhe mostrar que apenas acharmos ou querermos é pouco…

    Não enxergar veracidade ou plausabilidade no que alguém prega não significa empurrar guela abaixo dessa pessoa uma verdade que seja inversamente proporcional ao que ela afirma…

    Você está equivocado

    Em tempo, aceito a possibilidade de que algo ou alguém criou o universo, mas para discutirmos isso precisamos abdicar de todo conhecimento sobrenatural adquirido por pessoas sem nenhum senso de ciência…

    PS: Não me veja como um inimigo, ateus não tem inimigos, isso é coisa dos seguidores dos hebreus…

    Abraço
    Cristiano

  28. Antônio, as provas é que reforçam uma hipótese seja ela qual for, o método científico exige isso, o propositor da hipótese deve se munir de todas as provas e evidências que puder recolher para construir uma hipótese viável, difícil de ser refutada. Alegações puras e simples sem bases comprobatórias, podem ser facilmente refutadas por outras alegações contrárias, e não se pode exigir dessas grandes contraprovas já que aquelas não o fizeram provar satisfatoriamente.
    Quero dizer que não se pode exigir da base ateísta (no sentido não religioso) grandes contraprovas sobre uma hipótese mal provada pelos teístas.
    Primeiro os teístas devem alicerçar muito bem suas hipóteses sobre bases lógicas e racionais, isso é uma condição desejável que só fortaleceria o argumento principal. Isso é válido para qualquer proposição hipotética.
    Aí sim os ateístas teriam material viável para refutar apresentando provas contrárias.
    Simplesmente dizer: ”deus existe” é tão sem sentido quanto dizer: ”deus não existe”. Ambas são frases inócuas que não dizem nada de concreto.
    Tanto faz se eu fizer qualquer uma dessas alegações, a busca de provas pelo sim ou pelo não levarão sempre à um único resultado, ou ele existe ou não existe já que as duas condições são impossíveis.
    Só que quando se trata de uma hipótese tipo deus, ela parece ser apenas metafísica, ficando só no campo das especulações mentais já que aquilo que a ciência nos mostra concretamente sobre o universo não alcança o cenário pré-universo. Isso é, qualquer coisa que tenha ocorrido antes fica apenas no alcance de nossa imaginação que pode formular umas tantas hipóteses viáveis e lógicas, assim como outras tantas baboseiras sem sentido e ilógicas. Lembrando que mesmo uma argumentação absolutamente impecável e elegante na razão não é necessariamente verdadeira só porque é lógica. Provas e evidências é que elevam a hipótese à categoria de real, segundo o consenso geral e científico, se tornando então uma teoria.
    O conceito ”deus” sobre o qual todos se debatem foi criado por nós mesmos ao longo das eras, reunimos um monte de atributos desejáveis, supervalorizados, contraditórios entre si e nomeamos-lhos ”deus”. Oras! Não sabemos absolutamente nada sobre os eventos que originaram o nosso universo, nem sabemos se há outros universos. Como podemos saber com certeza algo sobre a ”coisa”, ou mesmo se havia uma ”coisa” responsável pelos eventos?
    Amigo, até agora tudo é uma brincadeira de especular.
    Só que temos o direito, dado pelo bom senso, de chutar pra escanteio as especulações esdruxulas demais.

    Especular sobre o desconhecido é maravilhoso não?! Por aqui, só o ser humano é capaz disso. Talvez a ”coisa” tenha especulado sobre um universo…e ele se formou! Hahaha!

    Abraços!

  29. Cristiano.

    Vou responder uma a uma suas perguntas:

    PRIMEIRA: Tenho certeza que, não só vocês ateus devem provar o que pensam e dizem sobre o tema, como qualquer um que se pronuncie e queira legitimar o que diz.

    SEGUNDA: Você pega uma frase minha: “Planejador inteligente para a odisséia humana na terra”, (essa afirmação refere-se a possibilidade de que “Deus” seja, inclusive, uma civilização que já tenha atingido o conhecimento absoluto a que tenho me referido e para onde caminhamos). http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/06/conhecimento-absoluto.html

    Você diz que, por não poder ser provada, é uma bobagem religiosa, sobrenatural etc. Eu digo que você está totalmente enganado, não tem nada de espiritualidade ou religião: É uma afirmação ou uma hipótese filosófica de natureza científica, Apesar de não poder ser provada, no momento.
    Vou te mostras porque: Os Gregos, há 3000 anos mais ou menos, cogitaram sobre o átomo. Nada podia ser provado, não era religião, não era espiritualidade. Era filosofia pura, como eu faço agora acerca de muitas coisas que afirmo.

    Você sabe que a filosofia pode anteceder em milênios a ciência. Sabe também que muitas hipóteses científicas, não podem ser provadas, por muito tempo. Argumentei, na resposta ao Caio que, a inexistência ou impossibilidade de provas não invalida a hipótese.

    TERCEIRA: você reúne sete argumentos tentando mostrar a ausência de sobre-naturalidade vinculada ao ser humano de dentro pra fora e de fora pra dentro, também, que toda a dinâmica do universo ocorre automaticamente segundo leis próprias e casuais. Não entendi sua intenção. Honestamente, você não deixou claro, pelo menos pra mim, o que pretende com esta questão. Mas, seu foco é o ônus da prova.

    Assim, pra resumir, eu gostaria de saber quem falou pra você e o Cristiano que a tendência preferida ou majoritária entre duas ou mais hipóteses contraditórias sobre a mesma realidade, tem a obrigação de apresentar a prova de sua autenticidade, e que as demais, ficam isentas da mesma obrigação?
    Onde está escrito isto? Quem falou? Se me mostrarem poderão me convencer. Se não me mostrarem desconfiarei da honestidade de vocês.

    Abraços.

  30. Marcio.

    Você apresentou um posicionamento corretíssimo, em sua totalidade, sobre a questão numa parte você fala: “Simplesmente dizer: ”deus existe” é tão sem sentido quanto dizer: ”deus não existe”. Ambas são frases inócuas que não dizem nada de concreto”.

    Desdo começo da minha participação neste Blog tenho dito que as duas afirmações tem o mesmo peso em relação a verdade absoluta, que ninguém conhece.

    Difícil é fazer algumas pessoas entender isto. Por um lado é muito bom, a resistência faz evoluir a argumentação.
    É assim que avançamos.

    Realmente, filosofar, é uma fantástica forma de buscar a verdade.

    Grande abraço Márcio. Até breve.

  31. Caio,

    Retiro de público minhas suspeitas sobre sua honestidade intelectual, já que respondeu aos meus questionamentos sobre o ateísmo e, as respostas foram as que eu esperava que fosse.

    Quanto à questão de quem tem ônus da prova, deixa pra lá. Não é a essência da discussão.

    Quanto a declarações de natureza pessoal, digo que faz parte do calor do debate, sem mágoas, sem estresse. kkkk

    Abraços!

  32. Antonio

    Não consigo em minha ignorância desvincular o “Planejador inteligente para a odisséia humana na terra” dos deuses que criamos e simplesmente chamar isso de “filosofia” ou “possíveis civilizações avançadas”… se essa é sua intenção realmente não entendi… me pareceu que essa odisseia tem sim um motivo sobrenatural tal qual o espiritismo tem…

    Meus exemplos simplesmente foram para te mostrar que o que podemos observar no universo conspira contra essa sua ideia e não a favor… mas de novo se você me der um argumento que corrobore com essa sua ideia ficarei satisfeito…

    E de novo voltamos ao ponto central de meu último post… sua idéias de “sentido maior” tem o interesse do ser humano por algum tipo de eternidade, que seria nosso maior desejo… já no exemplo dos gregos, eles provavelmente chegarão a essa conclusão por observação, ao começarem a observar que em nosso mundo algumas coisas são construídas a partir de objetos menores, como lhe disse essa observação é isenta de nossos desejos e mesmo não possível de comprovação a época, corrobora com a ideia deles… então é tudo que lhe peço, algum argumento que mesmo que não possa ser provado ainda indique que seu pensamento tem fundamento…

    Mas é isso ai, sempre que discuto com quem acredita no sobrenatural as acusações de que um não entende nada do que outro diz começa rapidamente

    Mas acredito que até nesses casos é possível aprendermos alguma coisa…

    Abraço
    Crisitano

  33. Cristiano,
    Permita-me dizer, você é emocionalmente equilibrado, pode ter certeza, não o considero meu inimigo, nem ninguém deste blog.

    Continuarei te dando altas prensas, não vai espanar qualquer hora dessas. kkkk

    Abraços!

  34. Cristiano,

    Este post acima refere-se aos seus comentarios anteriores, não ao último, Ok.

    Abraço

  35. Cristiano,

    O início do seu último post é muito oportuno para que eu explique minha forma de ver a questão da “espiritualidade”. Pra mim não existe mundo “espiritual” no sentido tradicional, religioso. Penso que existe vida após a morte sim, mas uma vida mista podendo ser material ou não, totalmente sustentada pelo CONHECIMENTO ABSOLUTO a que tenho me referido.

    Veja o que penso sobre nascimento e morte por exemplo em: http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/05/o-nascimento-e-morte-no-futuro.html

    Também veja como penso o futuro da relação entre a ciência e a religião :http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/01/convergencia-da-ciencia-e-religiao_10.html

    Veja também como penso que se dará esta transição em:
    http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/02/feliz-ano-novo.html assim caminha a humanidade)

    Cristiano você pede para que eu apresente algum fundamento para o que digo, vou lhe apresentar com muito prazer:

    Meus fundamentos estão, em especial, dentro de uma percepção, própria, que tive analisando as diversas formas de apresentação da antropologia, aplicando-a, à evolução humana, mais especificamente, à questão do desenvolvimento da ciência, da tecnologia somadas aos efeitos do conhecimento resultante cumulativo em progressão geométrica, considerando o passar do tempo.

    Tenho uma espécie de convicção ou certeza que o resultado disso será o acesso ao CONHECIMENTO ABSOLUTO, a que tenho me referido:http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/06/conhecimento-absoluto.html

    Abraços Cristiano.

    Antonio Ferreira Rosa.

  36. Márcio

    Para mim tudo se resume em evolução ciência e conhecimento acumulado. Esta é realidade que vivemos. Não é uma questão de fé, é uma questão de percepção.

    Minha “TEOLOGIA” é a teologia da ciência e do conhecimento, estes dois aditivos são anexos da naturaza humana e, nos tornarão transcendentais:

    Não lhe parece um tanto quanto óbvio? Veja:
    http://antonioferreirarosa.blogspot.com.br/2012/05/creio-no-conhecimento.html

  37. […] O que precisa ser di… em O que precisa ser dito sobre d…saracura2 em O que precisa ser dito sobre […]

Deixe um comentário:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: