As sacolas de Sofia (parte final)

Leia a  (Parte 1)

“Acho que precisamos mesmo encerrar nossa conversa. Não quero ser atingida por um raio.”

A tempestade já havia se aproximado o suficiente para que pudéssemos sentir o seu cheiro no ar, e um vento forte e frio, carregado de gotículas, começava a umedecer os nossos rostos.

“Preciso ir.”

“Ainda ficou pendente aquela minha declaração que você chamou de ‘tolice’.”

“Eu posso ouvir, se não demorar mais do que um minuto.”

E dizendo isso, ela se pôs de pé.

“Se não há como saber se os deuses em que as outras pessoas acreditam são reais ou não, você precisa admitir a possibilidade de que eles existam, de forma que também possa contar com a possibilidade de que o seu próprio Deus exista.”

“Isso porque eu não coloquei Deus e a maçã na mesma sacola, não é?”

“Exato. Mas não foi uma questão de escolha. Você não poderia ter feito outra coisa, porque você não sabe mesmo se Deus é real. E como essa dúvida se aplica a qualquer outro deus, se considerasse apenas o seu e outro deus qualquer, você poderia querer atribuir a Deus 50% de chances de existir, ficando os outros 50% para o outro deus.”

“Você deve ter uns trinta segundos pra concluir.”

“Se você considerasse três deuses, o seu e mais outros dois, as chances de Deus existir cairiam de 50% para 33,33%. Quatro deuses, o seu e mais três: 25%; cinco deuses: 20%, e assim por diante, diminuindo cada vez mais, à medida que outros deuses vão entrando na conta. Como as pessoas, hoje e ao longo da nossa História, já acreditaram numa infinidade de deuses diferentes, as chances do seu Deus específico existir cai para um número praticamente igual a zero, o que é uma coisa bem fácil de entender e aceitar quando você, por exemplo, considera os deuses dos outros.”

“Nosso tempo acabou.”

O céu acima de nós trovejou longamente, e Sofia levou as duas mãos ao peito.

“Acho que preciso lhe dizer que não quero ver você de novo.”

“É uma pena. A nossa conversa foi bastante… proveitosa.”

“O que você ganha semeando dúvidas?”

Nunca vou saber se isso foi mesmo uma pergunta, ou apenas uma frase de despedida; pois quando o céu se iluminou em clarões entrecortados de susto e apreensão, ela se virou e correu para bem longe da minha vida, sob a tempestade que, enfim, desabava.

Voltei àquela mesma praça durante vários domingos, no mesmo horário, e me sentei no mesmo banco, com as costas voltadas para a igreja, contemplando o mesmo horizonte com as mesmas nuvens sombrias. Mas nunca mais você me apareceu.

Não queria que você me visse como um “semeador de dúvidas”, mas como aquele velho plantando uma muda de árvore frutífera. Ele não planta a árvore para si; nem tem sequer esperança de ainda poder colher seus frutos. A árvore é para o futuro, Sofia.

E eu espero, sinceramente, que você um dia prove desses frutos, num futuro em que as pessoas parem de fabricar novos deuses, e coloquem os antigos nas prateleiras de suas bibliotecas, junto com todos os outros mitos que já criamos. Um futuro em que estaremos livres dessa crença ridícula, inútil e perniciosa num Deus imaginado, num déspota cósmico que atabalhoadamente rege nossas vidas e nosso mundo, impondo sua duvidosa moral divina à nossa própria moral humana, através de um sistema confuso de regras confusas, pelo qual pessoas poderiam ser recompensadas não neces-sariamente por serem boas, ou por terem feito o bem; e pessoas poderiam ser punidas não necessariamente por serem más, ou por terem feito o mal. Um futuro em que nenhuma dúvida será proibida; nenhuma forma de amar será pecado; nenhum conhecimento, uma maldição. 

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25 Respostas

  1. Você quis dizer “inquiridor”, certamente. É que “inquisidor” vai melhor com cristão, e eu sou ateu…

    Pelo seu raciocínio, alguém poderia achar que, se o tema da conversa tivesse sido “terremotos”, seria porque o personagem estaria “desiludido” com os terremotos…

    Mas muito obrigado pelo comentário, mesmo assim.

  2. Muito bom Barros! De uma forma elegante e inteligente mostra a dificuldade de um crédulo em encontrar um simples lugar na sacola. por impropriedades criadas, reeditadas e transformadas para fazer jus à condição de um deus, esdrúxulo e impossível de ser definido.

    Como todo crente, há uma dificuldade de responder perguntas simples para um adulto são e honesto, mas devido à “catequização” em tenra idade, fica difícil de extirpar a incongruência tácita, clara.

    Nós já colocamos os deuses e suas derivações mitológicas, supersticiosas na sacola do ilusório, junto com as seus castigos, imposições, condenações do prazer e por isso, fica a sensação de libertação.

    Os deuses ganham força apenas na mente dos crédulos e não têm utilidade fora desse “habitat”. Quando tentam mudá-los de sacola ficam uma bagunça desmesurada.

  3. Muito obrigado, Saracura, meu velho. Eu usei esse estilo de texto mais como uma experiência, e gostei muito do resultado. Me inspirei no livro O MUNDO DE SOFIA, que estou lendo pela primeira vez, embora já tendo assistido duas vezes à série norueguesa de quatro episódios, de uma hora e pouco, cada um.

    Conversei um pouco com a Luciana hoje. Fazia um tempão que não cruzava com ela, embora morando na mesma cidade. Eu disse que mencionei ela “levemente” no meu texto “As lições que aprendi com as pedras”. Espero que ela leia e se lembre do episódio…

    Grande abraço.

  4. O interlocutor de Sofia tem um belo, belíssimo sonho, contudo é possível que sonhe em vão. Sofia sente muito medo de ser livre, pois a liberdade implica tomar a vida nas próprias mãos.Talvez, para ela, seja menos traumático esconder-se por trás dessa ideia de que alguém já tomou todas as decisões de antemão; alguém a quem de fato não conhece, cuja essência é contraditória e despótica e por isso muito mais crível que seja temido que amado.
    Para que o sonho do interlocutor de Sofia se realizasse, seria necessário que ela aceitasse que seu Deus só existe dentro dos muros restritos de sua mente. E que tivesse coragem de compreender o que as paredes desses muros representam.
    Que, ao contrário do que ensinaram, esse Deus não é vida, não é liberdade, não é amor. É sim a negação de todas essas coisas. Quem sabe se Sofia chegasse a compreender a importância de ter que prestar contas apenas a si mesma, ela compreendesse também que isso não quer dizer estar à deriva abandonada e só.
    Que não é Deus algum a dar significado à vida, somos nós quem o fazemos, se aceitamos correr o risco.

  5. Shirley,

    Seus comentários enobrecem a discussão do tema! Parabéns pela contribuição e pelo elegante estilo de escrever! Clareza, concisão, inteligência, correção e boa aplicação da língua portuguesa, sem falar na contribuição de bons argumentos, bem elaborados!

    Toda vez que leio algo seu, sou beneficiado! Preciso dizer isso de novo, agradecido por profundamente, desejar escrever desse modo claro e belo

    Obrigado!

  6. A falha primordial e mais dramática do texto foi não ventilar que todos as mitologias foram mitos que as pessoas criaram por sua ignorância em relação ao Deus único que só se revelou através da da Bíblia

  7. Paulo César
    Todos os deuses são “únicos”.
    Esse deus da bíblia não é mais “único” do que os outros.

  8. […] Bufarinheiro em As sacolas de Sofia (parte… […]

  9. Paulo César.

    A falha primordial e mais dramática do texto foi não ventilar que todos as mitologias foram mitos que as pessoas criaram por sua ignorância em relação ao Deus único que só se revelou através da da Bíblia

    Meu amigo hindu diz que Brahma é o único deus. Todos os outros são mitos.

  10. Ótimos textos Barros!

  11. Eu fico aqui pensando em quanto tempo eu perdi tentando rezar.Ou nas vezes que eu acordei as 8 da manhã em pleno natal pra ir a missa do galo,ou nos cultos medonhos para qual me arrastaram.Ou nas horas passadas na frente do gorronzon…Quantas vezes eu deixei de assistir a novela pra ir a igreja?E o dinheiro que eu doei?Quando eu penso nas vigílias ou qualquer outro segundo desses meus 17 anos de vida dedicados as religiões.Minha nossa senhora do tempo desperdiçado….QUERO MEU TEMPO DE VOLTA!

  12. Por que ateu odeia crente e crente não odeia ateu?

    Pois é. Ainda hoje eu fico envergonhado de todos aqueles crentes torturados e queimados vivos em praça pública por um bando de ateus sedentos de ver eliminados os dissidentes de sua crença materialista…

    Por que ateu age como fosse religioso, querendo provar o que não pode?

    Você primeiro define o religioso como alguém que quer provar o que não pode. Só depois é que nasce a comparação equivocada de que o ateu age da mesma forma.

    No meu caso, eu nunca quis provar o que não posso provar, pois isso seria, sem dúvida, um perda de tempo. O que eu faço é mostrar para o crente que a crença dele, seu Deus, suas orações, seus milagres, tudo isso não passa de ilusão. E o interessante é que nenhum crente até hoje pôde me mostrar como — e em quê — eu estou equivocado… Se existisse uma pessoa descrente da gravidade, você acha que seria possível mostrar a ela, além de qualquer contestação, de que a gravidade terrestre realmente existe? Claro que sim, não é? E sabe por quê? Porque a gravidade existe. Não há nenhuma necessidade de ter fé.

    Por que ateu dá as costas para a Ciência?

    Eu, particularmente, é por pura falta de tempo. Pra compensar, estou comprando, pra ler depois, todos os livros que posso sobre anjos, profecias, maldições, frutos do conhecimento, livros sagrados, milagres e tudo mais do gênero, que a Ciência usa pra construir essas coisas que facilitam nossa vida.

    Por que ateu tem complexo de superiodidade?

    Bom, eu só posso falar por mim, né? Acho que o meu complexo de superioridade só pode se aplicar em relação ao crente. É que eu penso nos milhões e milhões de miseráveis que acreditam que há um Deus que os protege, que cuida deles, que ouve seus pedidos para se dar bem e tal… E penso em mim, na minha vida boa, confortável e feliz… Eu, que não tenho ninguém assim tão poderoso me ajudando em nada… Aí eu penso: porra, eu sou foda!!

  13. Quis dizer exatamente “inquisidor”, como um trocadilho, mostrando que todos os homens têm desejo de superar o outro com suas verdades.

    Então, minha querida, você foi bastante infeliz nesse trocadilho, pois nenhum “inquisidor” estava tentando superar a verdade de ninguém. A menos que, numa discussão, você considere que encher o seu interlocutor de porradas seja um excelente modo de mostrar como você tem razão e ele está errado…

    “Santa Inquisição” faz parte de um passado mais para político que cristão, todos sabem disso.

    Corretíssimo. Entretanto… En-tre-tan-to… Esse passado só foi possível por causa de líderes cristãos, liderando pessoas cristãs, apoiadas por sociedades cristãs, em nome de um ideal cristão, terem tido a força política para executar todo aquele horror abominável. Imagine uma sociedade em que alguém chegasse e dissesse:

    “Homens! Às armas!! — As mulheres não, porque elas foram criadas apenas para o nosso prazer e conforto… — Mas, homens!! Deus me revelou que temos que invadir nosso país vizinho, tomar suas terras e obrigar a todos a adorar o nosso Deus. Os que resistirem, deverão ser barbaramente torturados e queimados vivos, para servir de lição aos outros que não se curvarem ao nosso poderio militar e não fizerem o que nós estamos dizendo pra fazer.”

    O que permitiria que esse líder político realizasse o seu intento? Ora, ele não poderia fazer tudo sozinho. Seria preciso um exército de religiosos, cheios de convicções religiosas, para executar esse plano político. É uma desonestidade muito grande querer separar, numa sociedade religiosa, seus atos políticos de suas crenças.

  14. Desonestidade … Qualidade daqueles que não são honestos, íntegros. Com tanta contradição ainda no preâmbulo da política cristã, ou seja a Bíblia, não se deve esperar muita coerência, muito menos honestidade nos discursos que fazem referência a tal crença religiosa.

    …Tendem a mentira porque precisam dela. A verdade pesa e é fonte de muito desconforto. Para não morrer no vazio, criam uma fala nebulosa, cheia de aparente “conhecimento” ( não se sabe de quê… ) e assim cativam muitas mentes, que eles já denominam de almas.

    E tudo em nome de quê ?

  15. Há alguns dias uma questão tem me assombrado. Começou quando vi outro daqueles vídeos em que se exalta a importância da fé para que se alcance a famigerada salvação… Era quase um embate entre fé e (boas)ações no qual a fé já estava com a vitória garantida. O pastor, do alto de sua repugnante convicção religiosa descrevia os motivos da maior valorização da fé em detrimento até de nobres obras. Sim, ele conclui que Deus deve mesmo ser louvado acima de absolutamente tudo. Essa afirmação desumana e irracional talvez seja a causa maior subsistência das crenças em divindades monoteístas. Creia ( e louve )porque é absurdo. Sim porque sim ! Porque diabos o homem criou um deus que subjuga o próprio homem ?

    Na tentativa de tornar a fé em Deus mais humana foi-se usando além da óbvia ignorância, discursos confusos e ( talvez ) propositalmente contraditórios para a contrução de conceitos que fossem mais acessíveis, compreensíveis e compatíveis com as limitações humanas.
    Sua apresentação física mais comum ainda é a de um palestino mediano barbudo. E não é que Deus acabou se saindo a mais “perfeita” cópia do homem ? Bem, parece que nessa infame transcrição os defeitos vieram além da conta e eis que Deus é o mais desumano dos humanos. Brutal, bárbaro, cruel e poderoso. Não é sem motivos que muitos dizem temer Javé. A concepção de tal criatura na mente dos que nele creem é pavorosa. Ainda bem que tal ser só vive no mundo sobrenatural. Só mesmo lá ele reina. Distante da realidade.

  16. (…)a hipocrisia grita em ti, caro Barros, pois as pessoas perseguidas eram as mesmas que vocês, ateus, hoje chamam de “Sofias”, as que vocês afirmam que viajam no sobrenatural que não existe de jeito nenhum!

    Não entendi nada! O que você quis dizer com isso? Que eu sou hipócrita quando digo que a Inquisição perseguia, torturava e mandava matar quem não se curvasse às suas noções pré-estabelecidas de como o mundo funciona, de acordo com os dogmas baixados pelos papas? Se for isso, acho que um de nós dois leu livros falsos de História. Se não, se realmente você acha que a Inquisição perseguia, torturava e mandava matar quem não se curvasse às suas noções pré-estabelecidas de como o mundo funciona, de acordo com o que o papa dizia, então, onde eu estaria sendo hipócrita?

    Discurso de pastor. Você sabe tudo, você tem a missão de salvar almas iludidas!

    Claro que não. Um pastor só pode gritar, gritar e gritar, na esperança de que seus gritos convençam as pessoas que pagam suas contas a continuarem contribuindo. O meu discurso é o de que Deus é uma ilusão, porque tudo o que o crente usa pra se convencer e me convencer de que Deus existe eu desbanco sem demora. E posso fazer isso de um modo quase que científico. “Ah, ok, Deus te protege? Vamos fazer um teste…”; “Ah, ok, Deus atende suas orações? Que tal a gente ver se isso é mesmo verdade ou se é só ilusão sua?”; “Ah, ok, Deus executa milagres? Você topa analisar alguns deles comigo?”.

    Bola fora: os inquisidores presumiram uma verdade maior que a de Deus.

    1) Gostaria que você… digamos… discorresse mais. Você tascou um “Bola fora” com tanta convicção e, depois, pareceu tão retraída em explicar onde eu chutei essa bola, não foi?

    2) “Os inquisidores presumiam uma verdade maior que a de Deus”???? Essa merecia também uma explicação. Em todo caso, seja lá de onde diabos os inquisidores tiravam suas convicções, isso em nada anula tudo o que eu disse antes: que eles queriam impor as suas verdades aos outros pela força. Novamente, não entendi o “Bola fora”. Do jeito que está, sem você melhorar seus contra-argumentos, vai ficar parecendo que eu disse que 2 + 2 é igual a 4 e você gritou: Errado!!!

  17. “Para Fernando conceito de realidade é aquilo que ele pode tocar: dinheiro, câmbio do carro, chaves, roupa, sabonete, pasta de dente, mouse, tênis, manga, copo, chinelo, ingresso, caneta, garfo, cueca, meias, tesoura, bife, cachorro, carrinho, bola, pipa, carteira, lenço, escova, pão, travesseiro, creme de barbear…”

    Day,

    bem sabemos que você pode muito mais do que isso. Fica até parecendo que você está querendo se igualar aos tais crentes bitolados que soberbamente retrucam ” você não pode ver o vento mas ele existe… ” . Outra estranheza foi esse número grande de exemplos que você citou. Desnecessária, e tende a ser infantil uma sequência desse tipo. Tudo bem que você queira debochar do meu ateísmo que tanto se inclina para o materialismo. Nesse ponto os ateus tem a hombridade de mostrar como seus pensamentos são livres de dogmas e necessariamente não livre de erros. Enquanto que os que sorrateiramente flertam com as mais variadas formas de teísmo ou misticismo em geral, precisam de explicações difusas, nebulosas e sem sentido para explicar o mundo.

    Para entender o mundo e explicá-los aos demais, não precisamos de todo esse sofisma que muitos propoem. As ciências, que podemos definir aqui apenas como o ápice do conhecimento humano, tem nos dado muitas respostas. Muito embora possa não ( ou jamais ) existir exatidão em muitas delas, pelo menos elas se mostram muito mais razoáveis do que aquelas tidas como “menos científicas”. No fim, acho que ganham ( credibilidade ) aqueles que funcionam …

    Mas enfim, voltando a questão dos seus exemplos. Já que você reduziu meu conceito de realidade a substantivos concretos será que eu poderia imaginar que você, sendo então uma antítese de mim, teria seus conceitos de subjetividade limitados a esfera de suas crenças [ religiosas ] ? Aí então entrariam somente aquelas “coisas” de Deus como paraíso, salvação, condenação … Mas não, você sabe muito bem que temos muito em comum e que as diferenças mais importantes entre todos nós não se limita a crer ou não crer em Deus.

    E termino com duas perguntas :

    1 – Qual era o seu conceito de Deus ?
    2 – Qual é o seu conceito de Deus ?

  18. Ok! “Bola fora”
    Fui jogadora de futebol, e, graças a Deus, atacante, aquela que marcava gols, e a coisa mais gostosa é marcar gols. A melhor batedora de pênaltis. Aquela bola que ia no ângulo, aquele chute que engana o goleiro. Putz! Jamais esquecerei o que é jogar um bom futebol. Fiz muitos gols. Meu time era calçado; só meninas treinadas, com técnica e inteligência. Mas… chegou uma guria que quis disputar comigo quem fazia mais gols. Naquele momento o time acabou, porque ela, achando que seria melhor que eu, pôs tudo a perder, e eu disse: “Você, Sandra, é, para mim, bola fora!” Ou seja, aquela que, ao invés de somar, subtrai, e então, provavelmente ela achou que 2 + 2 seriam cinco.

    A sua recusa em responder as minhas perguntas mais acima, que escrevi de forma clara, e honestamente admitindo que não entendi suas proposições meio que ao estilo do Mestre dos Magos, me respondeu, de uma vez só, a todas as perguntas que eu poderia fazer a você.

    Obrigado.

  19. Day
    por que não tomorrow ?

    sou teista ,mas preciso dizer isso:

    A função do pastor é levar sua ovelhas para pastarem.
    Enquanto elas vivem felizes, comendo grama e habitam covis.
    O pastor tambem vive feliz habitando uma casa confortavel, comendo a carne das suas ovelhas.

    Uma justa homenagem a todos os falsos pastores, como o empresarios da fé, Edir Macedo , seu cunhado RR. Soares, seu ex discipulo Valdomiro e os que se identificarem com a parabola.

    sds

  20. Bom dia Day…he..he..he.he

    Não parece ! passei rapidamente por aqui e vi sua brincadeiras com o meu amigo Marcio e te ache simpática.
    Se você gosta de debater assunto filosóficos e polêmicos sobre religiões a vida e outros assunto diversos, convido a participar deste forum http://www.religiaoeveneno,org tenho certeza que ira gostara do nivel e das pessoas.
    obs. nosso amigo Marcio da umas passadas por la também .
    sds

  21. Pra vc Day

  22. Saracura
    Sou eu quem tenho de agradecer profundamente pela generosidade das suas palavras. Sou também muito grata pela acolhida aqui, quisera ter mais tempo para participar.
    Quanto aos meus comentários, acho que são resultado de mais de trinta anos de reflexão, já que meu “espírito de porco” acordou muito cedo; tento desde sempre entender a mentalidade das pessoas que precisam acreditar em alguma fórmula pronta como explicação para tudo. E sendo bem franca, faço isso por sentir uma tremenda duma indignação por essas pessoas pretenderem ter o direito de organizar o mundo conforme suas crenças (que eu entendo que deveriam ser apenas e tão somente para uso particular) e pior que isso, pretenderem ter o direito de não permitir que outras pessoas se sintam livres para prescindir de fórmulas e/ou fabricantes .
    Bom, mais uma vez, muitíssimo obrigada, grande abraço

  23. Day
    eu escrevi: ” pretenderem ter o direito” e NÃO ” que organizam o mundo”.
    Percebe a diferença? Dentro desse ‘pretenderem’ cabe:
    – querer proibir pesquisas como a de células-tronco;
    – querer proibir o casamento de homossexuais;
    – querer proibir a adoção de crianças por casais homossexuais;
    – interferir no direito garantido por lei de mulheres fazerem aborto em caso de estupro ou de risco para a gestante;
    entre outros.
    Não entendi o que suas experiências infantis tem a ver aqui (só posso supor que você esteja se referindo ás suas, já que das minhas você não tem como saber).
    Estudar Michel Foucault para quê? Já bastam todos os que o leram e absorveram como mais um mandamento, o do “coitadismo”. Assim como me considero a única responsável por meus atos, o mínimo que espero dos outros é que se responsabilizem por si; essa choradeira de “vítimas do sistema, vítimas da sociedade” só me causa tédio.
    E por último, definitivamente, ao invés de me dar conselhos, use-os por você mesma. Procure entender qual a razão que te fez, desde que você me notou aqui, ser tão agressiva comigo. Em quê eu a incomodo tanto? Não vejo você xingando mais ninguém aqui.

  24. […] Parte 6 […]

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