Qual o sentido da vida? (parte 2)

o que é isso?

O principal requisito para dar uma resposta certa é ter entendido a pergunta direito. Quando alguém se questiona sobre o sentido da vida, pode ter certeza de que não está falando genericamente. Não se está interessado no sentido da vida em si mesma, o que envolveria, por exemplo, considerações sobre a vida de uma lagartixa. O único sentido que nos importa é o da nossa própria vida, que, aí sim, eu posso generalizar para cada um de nós. E por que esse especismo? Porque, no nosso planeta, pelo menos, apenas o ser humano é capaz de se incomodar com aquela pergunta. 

A outra coisa que eu preciso entender é que se a minha consciência requer uma resposta sobre qual seria o sentido da vida, isso já implica que eu intuitivamente reconheço que a minha vida tem um sentido, embora ainda não o identifique. Tal constatação traz a reboque um outro questionamento: o que é esse tal de “sentido”?

Se eu fosse tomar emprestado a definição das ciências naturais, a resposta àquela pergunta inicial seria extremamente fácil: o sentido da vida seria do nascimento para a morte, assim como o sentido de um carro poderia ser da direita para a esquerda, e o de um corpo em queda livre é de cima para baixo. Mas esse seria um sentido para a vida compartilhado com a lagartixa, o que me obriga a descartar a noção matemática da palavra, por conta daquele especismo com o qual estou comprometido.

Seria preciso, então, recorrer às outras acepções da palavra sentido: significado e explicação. Qual o significado da vida? Eu não sei. Qual a explicação para a vida? Eu não tenho.

Mas eu disse que tinha a resposta para a pergunta Qual o sentido da vida?. Sendo assim, é preciso concluir que o equívoco foi não perceber que a palavra sentido não é o x da questão, e sim a expressão “fazer sentido” que nela está implícita. Aquela pergunta, na verdade, requer um pedido de explicação sobre o porquê de eu ser tão mais “especial” do que uma lagartixa, a ponto de estar me questionando sobre uma coisa dessas que uma lagartixa certamente jamais se questionaria. 

lagartixaEis o “x” da questão.

Esqueça a lagartixa e olhe bem para a imagem que abre esse texto. Eu sei que você sabe o que é, e para que serve, mesmo que nunca tenha usado um desses. Sem dúvida você não sabe “tudo” que se poderia saber acerca dessa peça, mas você certamente sabe o essencial, assim como sabe o essencial sobre uma lagartixa.

Agora imagine que esse engenhoso utensílio viaje no tempo e acabe sendo encontrado por alguém há dez mil anos, numa época em que não se conheciam os metais, nem garrafas de refrigerante, nem rolhas de cortiça. Essa pessoa poderia querer usar esse pequeno artefato de várias formas: como enfeite amarrado ao pescoço, como um cetro de poder, como um objeto de adoração, como um quebra-nozes, como peso para uma rede de pesca. Mas se algum de seus pares viesse lhe perguntar o que seria aquilo, e com qual propósito havia sido “criado”, o feliz possuidor desse curioso artigo poderia passar o resto de sua vida tentando, mas não seria capaz de dar a resposta certa.

Uma pessoa que viveu há dez mil anos, mesmo se tivesse essa ferramenta nas mãos, jamais poderia entender o que para nós é compreensível apenas através de sua imagem. Para nós, “aquilo” faz sentido; para ele, não.

Assim, quando entendemos a pergunta direito, a gente já está pronto para trilhar o caminho que leva à resposta certa. Saber qual o sentido da vida significa saber o que ela é, como foi “criada”, e para que serve.

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51 Respostas

  1. Olá. Eu vejo isso de uma forma muito simples, tanto que não precisarei me estender muito. O sentido da nossa vida seria o mesmo da lagartixa se ela raciocinasse e entendesse como nós, o que se passa com ela – OBJETIVAMENTE – e não fantasiosamente.
    Somos apenas animais, como todos os demais do nosso planeta, com um cérebro mais evoluído. Essa é a ÚNICA diferença. Tudo o que você conceber para eles encaixa-se perfeitamente para nós, porque, pelo simples fato de sermos mais evoluídos, não deixamos de ser animais: Nascemos, crescemos, nos reproduzimos, ficamos doentes e morremos. Tudo igual. Tudo igual.
    O que a gente pensa sobre isso e como a gente age, por causa disso, importa apenas no cérebro que faz a diferença racional, mas biologicamente, não há diferença. O que você imaginar para você, está apenas dentro do seu pensamento. Um milhão de coisas podem ser, que não te darão um dia sequer a mais de vida. Você pode fazer tudo para viver muito, e um avião cair na sua cabeça. Até isso…
    Abç.

  2. Alfredo, eu o respeito pelo fato de ser escritor. É um dom, mas nem sempre bem aproveitado, o que não é seu caso. Se me permite, vou observar alguns pontos de sua dialética (?) que não me convém, entretanto, defendo seu direito de pensar e se expressar.

    “Olá. Eu vejo isso de uma forma muito simples, tanto que não precisarei me estender muito. O sentido da nossa vida seria o mesmo da lagartixa se ela raciocinasse e entendesse como nós, o que se passa com ela – OBJETIVAMENTE – e não fantasiosamente.”

    R – O senhor atesta, honestamente, que somos mais evoluídos que as lagartixas. Isso é bom, e não denota soberba e nem complexo de superioridade na natureza,

    “se ela raciocinasse e entendesse como nós, o que se passa com ela – OBJETIVAMENTE – e não fantasiosamente.”

    R – Não consigo conceber a ideia (sonho e imaginação) de que seria possível uma lagartixa ter consciência de si e de seu habitat. Por isso o senhor usou advérbio de condição: “SE”.

    “Somos apenas animais, como todos os demais do nosso planeta, com um cérebro mais evoluído. Essa é a ÚNICA diferença.”

    R – Essa única diferença nos deu condições de fazermos medicina, ciência, astronomia, música, poesia, patenteando muitas invenções úteis, como o telégrafo, o telefone, o celular, a internet… essa “única diferença” faz de nós um animal meio homem, no caso.

    ” Tudo o que você conceber para eles encaixa-se perfeitamente para nós, porque, pelo simples fato de sermos mais evoluídos, não deixamos de ser animais: Nascemos, crescemos, nos reproduzimos, ficamos doentes e morremos. Tudo igual. Tudo igual”

    R – Nem tudo encaixaria assim, Alfredo. Não existe sofrimento e nem alegria como as nossas. Eles não organizam, digamos, casamentos, não são políticos, não votam, não se divorciam… e não pensam a respeito do Universo, e nem de onde vieram e por que estão aqui. Quanto à efemeridade da vida, isso sim, temos em comum. O diferencial é que nós, homens, geralmente não nos conformamos em morrer por nada, tipo virar comida para insetos e vermes debaixo da terra.

    “O que a gente pensa sobre isso e como a gente age, por causa disso, importa apenas no cérebro que faz a diferença racional, mas biologicamente, não há diferença.”

    R – Biologicamente a diferença é enorme. Já provaram que nosso cérebro é semelhante ao universo. Uma espécie de conexão, e nisso você é bom, pois admiro sua capacidade de invadir o Cosmos, com habilidade e segurança, o que faz de você um herói ante os religiosos que estacionam, dando as costas para a ciência.

    ” O que você imaginar para você, está apenas dentro do seu pensamento. Um milhão de coisas podem ser, que não te darão um dia sequer a mais de vida. Você pode fazer tudo para viver muito, e um avião cair na sua cabeça. Até isso…”

    R – Essa noção de finitude me parece sensacional. Uma reflexão de mortalidade. Muito profundo. seja o homem religioso ou não, ele acaba, morre e fim. Isso traz o sentimento niilista, a ganância humana pela liberdade que, no fim das contas é belo porque é o homem aprendendo a voar sozinho. Como estudiosa, não poderia deixar passar esse pensamento. Desculpe a invasão, mas foi bem aproveitada.

    Abraço.

  3. D, faz um favor pra mim. Escreva um nome qualquer, pelo menos com 4 letras, para podermos imaginar que estamos dialogando com alguém e não com algo. Ok? Faz isso por mim.
    Vou contestar o seu texto amanhã, se me permite. Hoje já passei da conta. bjs.

  4. ela anônima se encaixa bem no texto a ser analisado, ela fez a menção dela, contestando a do alfredo, baseando em suas crenças pessoais , filosófias etc … Se a lagartixa pudesse faria o mesmo. E porque a lagartixa teria que ser contextada , só seria por razões de superioridade de alguém que julgou ser melhor e tem melhor resposta que a lagartixa,.

  5. Alfredo, meu nome é Daisy :) Aguardo sua contestação ansiosamente ;) Beijos..

  6. Ateu atento,

    Apenas uma análise da natureza. Sem crenças. Amo animais, porém sei que somos diferentes, mas não superiores, ao contrário, deveríamos cuidar da natureza. Outro dia, homens mataram 17 golfinhos. Não somos superiores, somos patéticos por não usarmos o poder de controlar e administrar a natureza.

  7. perguntar qual é o sentido da vida , pra mim é o mesmo que perguntar qual é o sentido da cor azul..

  8. Entendi. Boa!

  9. Daisy,

    Não entendo, por mais que eu me esforce, porque os ateus não se perguntam:

    * O que nos proporcionará o diferencial da inteligência?

    * Onde nos levará a jornada evolutiva?

    * Porque, entre todos os animais, todos sujeitos às mesmas condições de existência e evolução, só um primata, entre centenas de outros, desenvolveu a inteligência?

    * O “nada” poderia produzir alguma coisa, principalmente, seres inteligentes?

    * Por trás de tudo não haveria a “mão” de um “planejador inteligente” da nossa aventura na terra?

    Abraços.

  10. Antonio,

    Todos eles, sem exceção, já se fizeram essas perguntas. Depois desistiram. Cientistas já provaram que temos no cérebro uma função justamente de indagar o sentido das coisas. Está na genética. Nem que sejam seres de outro planeta, de outra galáxia, mas que há uma inteligência criadora, há, caso contrário nada existiria, pelo simples fato de que somos efeito e não causa. Quando estudei cosmologia, em teologia cristã, o professor ensinou que temos a necessidade de explicar a origem da matéria. Poderíamos encetar uma série infindável de retrocessos, supondo que há uma fileira interminável de causas, sem jamais chegarmos a uma causa primária – mas isso é simplesmente contrário à razão.

    Abraços.. Bom domingo!

  11. Daisy,

    Você disse:

    “””Todos eles, sem exceção, já se fizeram essas perguntas. Depois desistiram. “””

    Concordo plenamente contigo, entretanto essa posição deles significa retrocesso e não avanço do entendimento e da razão, depois de milhões de anos de evolução….

    É como negar a dinâmica da ciência e do conhecimento na qual estão inseridos como agentes ativos; por isso não entendo o comportamento obsessivo deles pelo “NÃO EXISTE NADA APÓS A MORTE”…

    Bom domingo pra você….

  12. Olá Daisy
    Você entendeu bem o que eu escrevi, certamente, mas discorda de certos pontos, e eu pretendo contestar você, explicando melhor o meu ponto de vista.
    Apesar do SE que você apontou na frase relacionada à capacidade da lagartixa, escreveu:
    “Essa única diferença nos deu condições de fazermos medicina, ciência, astronomia, música, poesia, patenteando muitas invenções úteis, como o telégrafo, o telefone, o celular, a internet… essa “única diferença” faz de nós um animal meio homem, no caso.”
    Expliquei que essas diferenças estão apenas no nosso cérebro e nas coisas que o nosso cérebro pode desenvolver, mas isso é completamente independente do objetivo da nossa vida, dos fatos biológicos que poderiam interferir nela. Pergunto: O que tem a ver uma coisa com a outra? Você pode mudar a sua vida biológica por causa dessas coisas? Que objetivos essas coisas acrescentariam na sua vida válida, senão apenas, o que está e ficou no cérebro, nos seus pensamentos e suas emoções? Se você ligar um telégrafo na sua perna viverá mais quantos anos? Rsrsrs.
    Expliquei na frase: “Tudo o que você conceber para eles (os animais) encaixa-se perfeitamente para nós”. Nascer, viver, morrer etc. e você contestou:
    ”Nem tudo encaixaria assim” e mencionou: “sofrimento, alegria, casamentos, políticos, voto, divórcio, e o não pensar a respeito do Universo, e nem de onde vieram e por que estão aqui”…
    Eu expliquei que “O que a gente pensa sobre isso e como a gente age, por causa disso, importa apenas no cérebro que faz a diferença racional, mas biologicamente, não há diferença.” – e você me disse que “Biologicamente a diferença é enorme. Já provaram que nosso cérebro é semelhante ao universo.” – E o que tem isso a ver com o objetivo da vida, senão apenas está influindo no nosso cérebro? Alguém até hoje passou dos 130 anos? Aí seria uma influência física! Algo cobiçado como objetivo.
    Eu te expliquei: “O que você imaginar para você, está apenas dentro do seu pensamento” – Ou seja: O que isso acrescentou na sua vida OBJETIVAMENTE? Nada!
    Alguém aqui tem como objetivo de vida manipular o sofrimento ou a alegria, votar, ser político etc? Eu considero isso apenas como uma manifestação cerebral, que traz reações cerebrais e fantasias mentais, mas nunca influem na sua vida OBJETIVA. Se é um objetivo, é apenas um objetivo mental. Foi o que eu disse. Foi essa a diferença que eu mencionei.
    O meu objetivo de vida mental é viver, simplesmente, da melhor maneira possível, e isso se dará apenas no meu cérebro e não no meu corpo biológico. Seria uma inutilidade eu malhar na academia, ficar um touro e depois apodrecer debaixo da terra. O que aconteceu? Nada! Ficaram apenas no meu cérebro, as reações de vaidade, alegria, entusiasmo etc. Só no cérebro. Porque, no meu corpo, na biologia do meu corpo, eu nada acrescentei. Assim não vejo isso como um objetivo de vida diferente e válido.
    Esse trechinho da sua postagem: “e nem de onde vieram e por que estão aqui” – mencionando que os animais não alcançam esse estágio de raciocínio, pertencem exclusivamente à sua fantasia. Já mencionei isso. Nada vai mudar para nós, saber de onde viemos e por que estamos aqui. Aí, você pode fantasiar a vontade, porque não há respostas lógicas, salvo as respostas mentais sem nenhuma objetividade. Foi deus etc. E mesmo que, você conseguisse essas respostas, não justificaria tentar alterar seus objetivos de vida, porque o seu fim continuará sendo a morte cerebral, e o resto você já sabe.
    bjs

  13. Alfredo,

    Você é um homem, um escritor de muito valor. Escreve bem, muito articuladamente. Só percebo algo, digamos, pouco racional. Você fala como se fosse a sua, a ideia perfeita para o ser humano. No entanto, estou muito interessada em suas conclusões. Eu soube que você tem alguns livros, inclusive um que foi um sucesso. Gostaria de lê-lo.

    Mas vamos lá.

    “Se você ligar um telégrafo na sua perna viverá mais quantos anos? Rsrsrs.”

    R – O fato de perecermos não prova que não somos criaturas de um criador. A mortalidade nada tem a ver com a eternidade. Se o parâmetro para provar Deus fosse vivermos eternamente (aqui), há muitos séculos o homem teria deixado de acreditar em Deus. Ou seja, ainda que mortais e passageiros, todos nós pensamos; e creio que pensar seja uma lógica de eternidade. Quem poderia esquecer kant ou Descartes?

    “Eu expliquei que “O que a gente pensa sobre isso e como a gente age, por causa disso, importa apenas no cérebro que faz a diferença racional, mas biologicamente, não há diferença.” – e você me disse que “Biologicamente a diferença é enorme. Já provaram que nosso cérebro é semelhante ao universo.” – E o que tem isso a ver com o objetivo da vida, senão apenas está influindo no nosso cérebro? Alguém até hoje passou dos 130 anos? Aí seria uma influência física! Algo cobiçado como objetivo.”

    R – Mas exatamente pela ciência descobrir a semelhança do cérebro humano com o universo, é que nos leva a pensar na eternidade. Se apenas se tratasse de evolução natural, nenhuma espécie vivente saberia chegar ao ponto de tal questionamento que você coloca muito bem: Se vivemos, no máximo, 130 anos, nada faz sentido. Porém olhar a grandeza do universo mostra exatamente o contrário. Tudo tem que fazer sentido. Nascer, viver, envelhecer e morrer. Mas sem propósito seria algo totalmente ilógico, Alfredo. Somos apenas nós que pensamos a respeito. Logo, somos “algo” interligado a uma Mente sim! Isso é razoável. Nós, de certa forma, não aceitamos o nosso fim.

    “Eu te expliquei: “O que você imaginar para você, está apenas dentro do seu pensamento” – Ou seja: O que isso acrescentou na sua vida OBJETIVAMENTE? Nada!”

    R – Mas a questão, Alfredo, é justamente subjetiva, para não dizer metafísica. Não se trata de mim, mas da humanidade que sempre quis saber as respostas. Um gato não pergunta sobre sua vida, sua essência e seu futuro. Entretanto, nós sim.

    “Alguém aqui tem como objetivo de vida manipular o sofrimento ou a alegria, votar, ser político etc? Eu considero isso apenas como uma manifestação cerebral, que traz reações cerebrais e fantasias mentais, mas nunca influem na sua vida OBJETIVA. Se é um objetivo, é apenas um objetivo mental. Foi o que eu disse. Foi essa a diferença que eu mencionei.”

    R – Alegria, sofrimento, dor, prazer, tristeza, amor, raiva, inveja… são manifestações subjetivas. Egos, coisas que existem dentro do nosso “eu”. Poderia ser chamado “mente sutil”, ou alma. O objetivo é real, contudo, não invalida o subjetivo. “Fantasias mentais”, no caso, seriam características de competência da psiquiatria. Todavia, sentir algo metafísico, sobrenatural, cabe a outros estudos também considerados científicos, ainda que pouco prováveis. Digamos que sejam experiências individuais, mas jamais irreais ou de cunho psiquiátrico.

    “Esse trechinho da sua postagem: “e nem de onde vieram e por que estão aqui” – mencionando que os animais não alcançam esse estágio de raciocínio, pertencem exclusivamente à sua fantasia. Já mencionei isso. Nada vai mudar para nós, saber de onde viemos e por que estamos aqui. Aí, você pode fantasiar a vontade, porque não há respostas lógicas, salvo as respostas mentais sem nenhuma objetividade. Foi deus etc. E mesmo que, você conseguisse essas respostas, não justificaria tentar alterar seus objetivos de vida, porque o seu fim continuará sendo a morte cerebral, e o resto você já sabe.”

    R – Entendo e admiro seu ponto de vista. SEU ponto de vista. Se a verdade fosse essa, eu choraria para o resto de minha vida, por Sócrates e Platão. Aliás, o amado Sócrates disse que “sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”; e também disse que “todo o meu saber consiste em saber que nada sei”. Contudo, Alfredo, um pensamento que me cala, é a mente do Sócrates, naquela época, deixar para nós que “quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.”

    Percebo que você é um sábio. Você escreve, tem seus livros. Todo escritor deixa sua digital, sua alma em seus escritos que são pensamentos livres. Mesmo você não crendo em Deus, saiba que, exatamente por isso, Ele existe. Ou então seria esse Deus um romântico revolucionário, e maldito até. Falo muito sério. Quando um homem ateu, sério, e escritor chama a atenção para tantos questionamentos, a mim me parece a mais sublime prova da existência de uma Inteligência. Não sei se me expressei bem. O que quero dizer é que Deus – existindo – certamente admiraria homens que, cansados de mistérios, dignam-se a negá-lo. De qualquer forma, Ele está em nosso meio. E, deixo para ti, amigo, mais um pensamento do velho Sócrates: “A verdade não está com os homens, mas entre os homens.”

    Obrigada por compartilhar suas experiências, Alfredo. Somente assim crescemos, ainda que cada qual para um lado específico.

    Beijo e boa noite.

  14. Antonio,

    “Daisy,

    Você disse:

    “””Todos eles, sem exceção, já se fizeram essas perguntas. Depois desistiram. “””

    Concordo plenamente contigo, entretanto essa posição deles significa retrocesso e não avanço do entendimento e da razão, depois de milhões de anos de evolução….

    É como negar a dinâmica da ciência e do conhecimento na qual estão inseridos como agentes ativos; por isso não entendo o comportamento obsessivo deles pelo “NÃO EXISTE NADA APÓS A MORTE”…

    Bom domingo pra você….”

    R – Querido amigo. A raça humana já passou por várias eras, questionamentos, guerras, disputas culturais, escravidões, sistemas falhos, mortes, erros. E sempre, desde a idade medieval, bem como o nazismo, ficamos, de certa forma, descrentes. Entretanto, a questão, hoje, é que os novos humanistas querem tirar do mapa nossas memórias. E, pior, querem atribuir os erros históricos às religiões. A meu ver, criticar tais religiões – como disse GREG, os caras da TV – é bastante saudável socialmente. Contudo… A via política que estão construindo poderá ser bombardeada (sic); não por estarem errados em jorrar as maldades, canalhices, roubalheiras e a obtenção das vidas do povo com mentiras religiosas, mas por transformarem em política as vidas humanas. Existe um radicalismo nesse movimento, porém, antes isso do que nada. Da mesma forma que políticos roubam de nós a nossa riqueza, líderes religiosos inescrupulosos roubam dos cidadãos o direito de pensarem e obterem uma caderneta de poupança, ao invés de “devolverem” dízimos, ofertas, e mais e mais. Os (neo) ateus exageram, xingam, gritam e ofendem, mas garanto que isso trará resultados. Claro que não concordo com muitas coisas, aliás, odeio o discurso deles, entretanto, são o grupo que tive coragem de denunciar uma cambada de lobos ladrões. Claro que o povo deve ser instruído em todos oa âmbitos, principalmente no político. Somos, ainda, colonos, e a Corte é capitalista e religiosa. Mas nada disso evidencia que nada há após a morte. Esta questão é pura, e deve continuar sendo respeitada por todos. Afinal, nada podemos provar – por enquanto -, mas experiências são individuais. Espero que possamos nos respeitar, até porque nada somos diante desse maravilhoso e inexplicável universo. ;) Boa noite. Bj

  15. Daisy

    Depois do primeiro contato nada amistoso contigo, você esta me surpreendendo; escreve muito, rápido e bem; é muito coerente na sua linha de pensamento, tem muito conteúdo… sucesso nessa dura empreitada argumentativa, já que o pessoal aqui do blog não gosta de pensar de outra forma que não seja aquela que aponte para o: “NADA EXISTE APÓS A MORTE; A MORTE É O FIM DE TUDO”. rsrsrsr…

    Boa noite.

  16. Bom, Daizy.
    Sinto muito não estar com disponibilidade para responder a você adequadamente. Passei hoje, todo o dia tentando, mas a internet está ruim. Estou trocando na Net para a OI.
    Então vai ser curtinho mesmo.

    Alfredo,
    Você é um homem, um escritor de muito valor. Escreve bem, muito articuladamente. Só percebo algo, digamos, pouco racional. Você fala como se fosse a sua, a ideia perfeita para o ser humano. No entanto, estou muito interessada em suas conclusões. Eu soube que você tem alguns livros, inclusive um que foi um sucesso. Gostaria de lê-lo.
    De fato, a minha ideia é a perfeita e nem um pouco irracional. Eu me baseio no caminhão de experiência que tenho, para fazer as minhas colocações. Muita experiência, experiência demais, para dar com o pau, uma experiência incrível, sustentada pela minha inteligência acima da média (já medi). Então eu falo de cima de um pedestal, e pra mim, todos os que discordam de mim, são tolos e não sabem o que dizem. É bom a gente dizer o que pensa, mesmo correndo o risco de perder os amigos. É isso aí.
    Primeiro que esse negócio de deus já me cansou. Ou você prova que deus existe, ou não toca mais no assunto comigo. Falar coisas sem fundamento eu defino como abobrinhas. Então mostre as suas cartas ou saia do jogo.
    Tem nada de eternidade. Não estou abordando o assunto eternidade. Você pode pensar à vontade, escrever livros e fazer filmes. NÃO VAI PROVAR QUE ETERNIDADE EXISTE. Assim vou mudar de assunto.
    Nascer, viver, envelhecer e morrer. É isso aí. Isso é tudo. Você pode fabricar os seus conceitos fantasiosos à vontade, mas não vai sair disso. Tem nada a ver cérebro com Universo, semelhantes apenas na complexidade e na matéria prima. Não se chega a nenhuma conclusão olhando um ou outro. Fantasias são liberadas. Chute à vontade.
    Você não aceita o seu fim. Eu aceito o meu pacificamente. E você não prova o contrário.
    Claro que a humanidade sempre quis saber as respostas, e encontrou a maioria delas;. Aquelas que foram possíveis, cabíveis e lógicas. Saiu disso, é imaginação fértil. Também tenho a minha.
    Fatos metafísicos, existentes, vamos admitir, não acrescenta o que você pretende. É apenas mais um detalhe qualquer do ser humano. O cérebro ainda nos é desconhecido.
    Eu conheço os limites da minha ignorância, mas não estão aqui pertinho, podes crer… Acho que você vai chorar… Filosofias… filosofias… Sócrates já morreu faz séculos. Nós estamos em outra era. Eu estou em outra era. Dispenso as filosofias antigas. Tenho as minhas bem mais atualizadas. Se ele nada sabia, eu acredito. Não sabia nem 1/10 do que eu sei. Garanto isso. Acho que posso botar centézimo… Ainda bem que não sou juiz.
    “Mesmo você não crendo em Deus, saiba que, exatamente por isso, Ele existe.” – Virou filósofa agora ou apenas mentirosa?
    Deus? Nem romântico, revolucionário, e nem maldito. Apenas não existe.
    “Quando um homem ateu, sério, e escritor chama a atenção para tantos questionamentos, a mim me parece a mais sublime prova da existência de uma Inteligência.” – Acho que agora, baixou o santo… Santo jogador de futebol. Sabe o nome de algum?
    “O que quero dizer é que Deus – existindo – certamente admiraria homens que, cansados de mistérios, dignam-se a negá-lo”. – Não melhorou.
    “Ele está em nosso meio” – Agora você já passou da conta. Não debato com crentes fanáticos nem irracionais.
    Guarde as frases de Sócrates pra você. Eu tenho as minhas muito melhores e não sou retrógrado.
    Não pretendo mais debater com você, porque você fugiu da racionalidade e eu não discuto fantasias. Acho que cada um tem a sua e fim de papo.
    Beijão.

  17. Antônio Ferreira.
    Os ateus não se perguntam? Dificilmente um ateu não aborda um assunto qualquer em suas meditações.
    Muitas coisas, entretanto, pertencem às incógnitas perenes, cuja resposta não nos parece lógica e racional.
    Por exemplo a primeira: “O que nos proporcionará o diferencial da inteligência?”
    E quem vai responder a isso? Daqui a milhões de anos, se existirmos até lá, alguém poderia dizer como será a nossa inteligência, e aquilo que alcançamos? Se é para fantasiar (chutar bem chutado) nós deixamos para os religiosos. E se não existirmos mais nessa era, não há o que responder.
    Sua segunda pergunta: “Onde nos levará a jornada evolutiva?”
    Ora… Uma pergunta descabida, porque os ateus sequer têm a pretensão de ser adivinhos. Quem vai perder tempo com isso? Se você aceitar num chute meu, diria que vai nos levar ao infinito. Rsrsrs…
    Essa outra aqui: “, entre todos os animais, todos sujeitos às mesmas condições de existência… etc”
    Equívoco seu. Todos os animais têm inteligência. Uns mais outros menos e foi a necessidade evolutiva que determinou qual deles seria mais capaz. E a evolução da inteligência não é aritimética, mas geométrica: 1, 2, 4, 8,16, 32,… 32.000.000.000, 64.000.000.000… etc. Quanto mais inteligência, mais rápido ela evolui. Esse fator somado à necessidade evolutiva nos trouxe até aqui e nos levará ao infinito que eu mencionei.
    Sua pergunta: “O “nada” poderia produzir alguma coisa, principalmente, seres inteligentes?”
    Quem disse que o nada produz alguma coisa? Se existimos, viemos de alguma coisa. O que era, é problema seu.
    E onde você queria chegar com essa lenga-lenga: “Por trás de tudo não haveria a “mão” de um “planejador inteligente” da nossa aventura na terra?

    Você foi bem claro quando escreveu “haveria”. Está lidando com uma hipótese. Não posso discordar porque hipóteses são teorias pessoais. Cada um tem a sua. A minha não é essa. Eu não vejo por que haveria tal ser inteligente. Quem conhece bem astronomia, como se formam as galáxias, as estrelas, como elas colidem, se auto destroem, explodem, acabam… tem certeza ABSOLUTA de que isso não foi planejado. Quem tem conhecimento das doenças aqui na Terra, entre os seres humanos, terá a acertada impressão que ninguém jamais faria isso de propósito. Construir e depois destruir?…
    Então, amigo. Corta essa! Ponha os pés no chão e a cabeça nos livros. Use o seu cérebro!… abc

  18. Alfredo,

    Garanto-lhe que não estou aborrecido com a forma pouco educada com que você se referiu aos meus comentários; assim, espero que não fique aborrecido, também, com a franqueza meio dura que vou usar contigo…

    Digo-lhe quando, porém, não se conhece a solução de um problema, e, a priori, ignora-se ou nega-se, “quaisquer”, hipóteses relativas à solução do mesmo, em nome da insolubilidade, não é sinal de coerência muito menos de sabedoria…

    Digo mais, a “soberba é o cavalo da estupidez”… por isso te digo, se juntarmos a sua capacidade de pensar sobre as grandes questões da humanidade, mais a minha, ainda assim não se compara, nem de longe, a de um cara que viveu há três mil anos, numa sociedade quase tribal, chamado SÓCRATES…

    Desculpa a franqueza, mas, não dá pra filosofar com alguém que se julga estar sobre um “pedestal”; neste mundo tão cheio de dúvidas milenares sobre o tema em questão, mas, atualmente, cheio de possibilidades e alternativas, face aos novos tempos, conhecimentos e tecnologias…

    Antonio.

  19. Alfredo, na verdade também acho perda de tempo esses debates infindáveis. Obrigada por sua honestidade nas respostas. Eu não posso mesmo provar nada, apenas sentir, e isso é pessoal, de fato.

    Valeu!

  20. Antonio,

    Tudo na vida é questão de amadurecimento. Obrigada por suas palavras. Quanto ao Alfredo, preferi deixar por menos, mesmo pensando exatamente como você. O que ele falou sobre Sócrates, só me levou a duas conclusões: ou ele não conhece ou ele já ouviu falar, mas não leu os diálogos de Platão e/ou Xenofonte. Sócrates, sendo o fundador da filosofia ocidental jamais estaria ultrapassado. Através de Platão e Xenofonte, e também das peças de Aristófanes, temos acesso a esse filósofo que é, ATÉ HOJE, uma ferramenta usada em várias discussões, no mundo todo. As contribuições de Sócrates, via Platão, nos campos da epistemologia (ou teoria do conhecimento) e lógica, são valiosas e, por muito tempo, eram única referência na filosofia. Sua metodologia são alicerce para os filósofos ocidentais.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Epistemologia

    Em sua biografia explica-se sua maiêutica:

    “Conta-se que um dia Sócrates foi levado junto à sua mãe para ajudar em um parto complicado. Vendo sua mãe realizar o trabalho, Sócrates logo “filosofou”: ‘Minha mãe não irá criar o bebê, apenas ajudá-lo-á a nascer e tentará diminuir a dor do parto. Ao mesmo tempo, se ela não tirar o bebê, logo ele irá morrer, e igualmente a mãe morrerá!’

    Sócrates concluiu então que, de certa forma, ele também era um parteiro. O conhecimento está dentro das pessoas (que são capazes de aprender por si mesmas). Porém, eu posso ajudar no nascimento deste conhecimento. Concluiu ele. Por isso, até hoje os ensinamentos de Sócrates são conhecidos por maiêutica (que significa parteira em grego).”

    Poderia escrever tantas coisas mais, porém não creio que a galera aprecie filosofia.

    Abraço :)

  21. Só um pequeno detalhe a respeito dos filósofos seculares: Eu não disse que eles erraram ou deram a sua colaboração à humanidade. Eu digo que estou além deles. Absorvi todos os seus ensinamentos e acrescentei mais uma tonelada dos meus. Portando não tentem comparar, o que eu sei com o que eles sabiam. É o mesmo que tentar comparar o brilhante Santos Dumont, com o projetista da Discovery. Tenham dó!
    Querem sentir o sabor da minha filosofia?
    “A VERDADE TEM LÓGICA”. Foi colhida em um dos meus livros por um leitor que me dedicou-a. Meus livros tem milhares de filosofias de ponta, muito além da grande maioria do presente e do passado. Está no pico da pirâmide. Sou soberbo mesmo. Eu posso e me garanto.

  22. Leia-se: Eu não disse que eles erraram ou NÃO deram a sua colaboração à humanidade.

  23. ““A VERDADE TEM LÓGICA”

    Isso não é filosofia. Seria, digamos, sofisma? A maior beleza da filosofia é a falta de lógica. A saber:

    Filosofia (do grego Φιλοσοφία, literalmente «amor à sabedoria») é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação lógica, a análise conceitual, as experiências de pensamento e outros métodos a priori.

    “Sou soberbo mesmo. Eu posso e me garanto.” Isso tem lógica?

    R – Prove, Alfredo, uma vez que você nem sabe o que é Filosofia.

    Abraço

  24. “Só um pequeno detalhe a respeito dos filósofos seculares”

    Você conhece algum filósofo que não seja secular, Alfredo?

  25. “É o mesmo que tentar comparar o brilhante Santos Dumont, com o projetista da Discovery. Tenham dó!”

    Com todo respeito, onde estaria a lógica nessa sentença proferida por você?

  26. Seu teste de QI que resultou numa elevada inteligência, poderia ser – apenas uma hipótese – um sintoma de “Complexo de superioridade”:

    Porque…

    Complexo de superioridade refere-se a um mecanismo subconsciente de compensação neurótica desenvolvido por um indivíduo como resultado de sentimentos de inferioridade. Os sentimentos de inferioridade deste complexo específico são freqüentemente despertados por rejeição social, possivelmente como resultado da desatenção do indivíduo para com a higiene pessoal, má aparência ou baixa inteligência quando comparada a de outrem. A expressão foi criada por Alfred Adler, como parte de sua escola de psicologia individual.

    Sorry, mas quando você faz questão de enfatizar sua “inteligência superior”, cientificamente, veio em minha pequena inteligência essa possibilidade. ;)

  27. Estou disponível para fazer quantos testes você quiser, e aos 71 anos, ainda boto você no chinelo. Nem precisa de muito teste. É só verificar as coisas que você ainda acredita. As mesmas dos Sumérios há 5 mil anos. Putzz!!! Que falta de inteligência!…
    Se você não consegue nem entender a comparação que fiz com Santos Dumont!… Sequer consegue raciocinar…

    Filósofo que não seja secular? Claro! Eu!… E daí o que é que tem?

  28. Precisa ver se você é só filósofa ou afinal é psiquiatra também Se você não é eu sou as duas coisas. Você precisa realmente se consultar…

    Não adianta… Olhe pra cima que você me verá no pedestal. Lamento.
    Pra mim, todo religioso não raciocina. Uns por lavagem cerebral, outros por incapacidade mesmo…

  29. Pra ajudar você a raciocinar: O brilhante Santos Dumont equivale-se aos seus filósofos do passado e o projetista da Discovery, assemelha-se a mim um pensador do presente (e muitos outros que exitem aos montes por aí). Você ainda quer comparar Platão ou Sócrates comigo? Tá na cara que não tem inteligência!…

  30. “Estou disponível para fazer quantos testes você quiser, e aos 71 anos, ainda boto você no chinelo. Nem precisa de muito teste. É só verificar as coisas que você ainda acredita.”

    – Caro Alfredo, onde você está vendo disputa aqui? Assim como há ateus muito inteligentes e instruídos, também há religiosos teólogos e teóricos muito inteligentes. A humanidade não está divida em homens ateus e homens religiosos; mas entre os de boa vontade e os canalhas, que não deve ser seu caso, espero.

    “As mesmas dos Sumérios há 5 mil anos. Putzz!!! Que falta de inteligência!…”

    – Por favor, não concorda que não prejulgar as pessoas seria uma grande prova de inteligência? Então por que o senhor me julga sem nem mesmo conhecer-me? Não sou religiosa; isso pareceu bem neurótico de sua parte, me perdoe.

    “Se você não consegue nem entender a comparação que fiz com Santos Dumont!… Sequer consegue raciocinar…”

    – Com efeito, comparar Santos Dumont com Sócrates, ou é algo brilhante demais (que não alcancei), ou é loucura mesmo.

    “Filósofo que não seja secular? Claro! Eu!… E daí o que é que tem?”

    – Peço desculpa. Entendi “secular” em outro sentido. Mas, definitivamente, o senhor não é um filósofo, simplesmente porque filósofos bebem nas fontes platônicas. E nesse caso o senhor mesmo provou que não é filósofo. Porque se fosse saberia que a filosofia ocidental é baseada no estudo de pensadores gregos que viveram nos séculos IV e V aC.: Sócrates, Platão e Aristóteles. No entanto, povos tão antigos quanto os gregos, como os chineses, hindus, persas, índios americanos, hebreus, árabes e africanos já tinham grande cultura e pensamentos filosóficos.
    Os chineses, por exemplo, criaram uma filosofia profunda sobre a oposição e a existência das coisas, o chamado Yin e Yang. Entretanto, a cultura ocidental incorporou as tradições GREGAS, e tem uma tese a respeito do pensamento filosófico: teve início no século VI aC. e o primeiro filósofo foi Tales de Mileto.

    O que é um filósofo para o senhor? Para quem estuda filosofia, um filósofo é aquele que dedica-se a investigar e a questionar com profundidade e rigor metodológico a essência e a natureza do Universo, do homem e de fatos e conceitos como pensamento, consciência e razão. Estuda as grandes correntes do pensamento e a obra dos filósofos. Desenvolve pesquisas, dá aulas e presta consultoria em instituições científicas, artísticas e culturais.

    Mas, se não me engano, o senhor só se envolve em questões político-religiosas, que chamam por aí de neoateísmo.

    “Precisa ver se você é só filósofa ou afinal é psiquiatra também Se você não é eu sou as duas coisas. Você precisa realmente se consultar…”

    Não sou filósofa e nem psiquiatra, apenas leio muito porque escrevo e crio personagens, daí minha necessidade de entender um pouco de cada coisa. Não acredito que seja um psiquiatra, pois a premissa desse profissional é a ética, ou seja, jamais um psiquiatra me exporia em público, dando diagnósticos ou aconselhamentos, sem qualquer embasamento científico – consulta.

    “Não adianta… Olhe pra cima que você me verá no pedestal. Lamento.
    Pra mim, todo religioso não raciocina. Uns por lavagem cerebral, outros por incapacidade mesmo…”

    Admiro sua coragem em manter esse complexo de superioridade. Muitos podem realmente vê-lo em um pedestal, mas – lamento – eu não, de forma alguma o vejo superior, a não ser na idade, pois é bem mais velho do que eu, e não é ofensa, tá? Apenas uma reflexão (constatação). Repito: Não sou religiosa, mas acredito em Deus, e isso é um direito meu, como ser o senhor ateu. E nada de generalizar com esse papo de “lavagem cerebral”. Eu era agnóstica e há pouco tempo me interessei pela Bíblia e outros estudos religiosos. Mais uma vez o senhor me prejulgou, fato que ocorre erroneamente com pessoas soberbas e arrogantes que não percebem que o outro é também digno de respeito, assim como o respeito, espero, no mínimo, um retorno razoável.

    “Pra ajudar você a raciocinar: O brilhante Santos Dumont equivale-se aos seus filósofos do passado e o projetista da Discovery, assemelha-se a mim um pensador do presente (e muitos outros que exitem aos montes por aí). Você ainda quer comparar Platão ou Sócrates comigo? Tá na cara que não tem inteligência!…”

    Obrigada por querer me ajudar a raciocinar, mas não há necessidade, não diante desses disparates que o senhor escreveu. O que tem a ver Dumont com Sócrates?! Meus filósofos do passado?!

    Não, jamais quererei comparar Platão e Sócrates com o senhor, pelo simples fato de ser algo insano e impossível, por mais que seu QI seja “superior”.

    Espero que essa conversa não saia do campo do debate, pois levar para o pessoal é deselegante, e sem razão.

    Obrigada por responder e boa noite.

    Abraço..

  31. Essa mulher copia tudo do Wikipedia! Devia pelo menos citar a fonte ou botar as aspaspq assim como tá ela parece passar que o texto é dela

  32. Acontece que VÁRIOS textos meus estão, não só na Wiki como em vários sites e nem sempre levam minha assinatura. Como não é um lugar de simpósio, tanto faz citar a fonte, até porque não copio apenas, eu SEI porque estudo. ;) Mas se vc faz questão posso citar as fontes sim. Se me conhecesse saberia que há milhares de pensamentos meus por aí sem assinatura; as pessoas vão nos sites, copiam e ainda dizem que são delas. O que vc quer dizer com isso? Fala sério!

    E não preciso desse “sermão”. As definições acima são globais, não são teses e nem teorias, são conceitos conhecidos em todas as escolas filosóficas. Preciso botar aspas para dizer que a filosofia é socrática no ocidente? Vá procurar o que fazer. E por que não se indentifica?

  33. Entretanto, se eu escrevesse mal e porcamente, aí sim seria um engodo, pois quereria passar por escritora, contudo, Anônimo, como escrevo bem não procede sua acusação. Por falar em acusação, você já leu “O Julgamento” de Sócrates? Aposto que não escreveria essa bobagem aí.

  34. Se você quiser posso te dar links de pensamentos meus sobre a relação dos sofistas atuais e os advogados, por exemplo, que foi, inclusive premiado. Essa maldita falácia, esses truques bobos para derrubar o oponente é uma coisa deveras cansativa. Fui!

  35. “Essa mulher copia TUDO do Wikipedia! Devia pelo menos citar a fonte ou botar as aspaspq assim como tá ela parece passar que o texto é dela”

    Você leu mesmo o que escrevi? Com exceção das definições (universais), todas as respostas são a MINHA opinião. Mas escreva mais, gostaria de degustar sua dialética e sua escrita, bem como sua opinião, mas tem que ser própria e não repetições de papagaios pragmáticos. ;)

  36. Mais uma coisa, Anônimo: Lá em cima – agora que lembrei – eu dei a fonte da Wiki para o Antônio, sobre filosofia socrática. Acho que já sei quem é você, por duas razões: se não me conhece, não se daria ao trabalho de tentar (apenas tentar) me desestruturar, então me conhece e não gosta de mim, daí se esconder como anônimo. Nesse caso eu diria que é pura covardia.

  37. A conversa foi boa… Só lamento a sua convicção atravessada e sem nenhuma base lógica. Uma pessoa lúcida e inteligente, no mínimo, ficaria calada quanto a isso, mas escrever “Mesmo você não crendo em Deus, saiba que, exatamente por isso, Ele existe.” ou “Ele está em nosso meio” – Joga qualquer conversa no ralo. Aí, o seu caso é mesmo ler a Bíblia e ficar por lá. Tem muita filosofia na Bíblia… Reparou? Tão velhas quanto o seu ídolo mor. Eu fico por aqui.
    Beijos e adeus.
    Alfredo Bernacchi

  38. Sem referir a ninguém em particular mas, a todos que participam deste tipo de debate, achei oportuno lembrar uma percepção recente que tive:

    “UMA GRANDE PROVA DE IGNORÂNCIA É A PRESUNÇÃO A PRIORI, DO CONHECIMENTO MÁXIMO SOBRE UM TEMA, ESPECIALMENTE, QUANDO POLÊMICO”.

    Obviamente sou daqueles que acreditam que chegaremos ao “CONHECIMENTO ABSOLUTO”, num futuro distante, obviamente.
    Acredito que isso será possível porque, penso que “OS MISTÉRIOS COM QUE CONVIVEMOS HÁ CENTENAS DE MILHAR DE ANOS, SÃO FINITOS, E NÃO INFINITOS”; assim, com o passar do tempo, os “mistérios” estão diminuindo, portanto, à medida que a humanidade se afasta do “CONHECIMENTO ZERO” (ignorância absoluta), se aproxima do CONHECIMENTO ABSOLUTO (ignorância zero).

    Entretanto, hoje, estamos longe desse absolutismo do conhecimento; quem se acha o dono da verdade, quem acha que atingiu o apogeu do saber, “JÁ CAVOU SUA SEPULTURA NO CEMITÉRIO DO OBSOLETISMO”…

    Esta “carapuça” serve pra todo mundo, no tocante a mim, porém, fica o registro desculpante da autocrítica, se assim me comportei em algum momento…

    Antonio Ferreira Rosa.

  39. Antônio Ferreira Rosa, o seu equívoco consiste em não perceber que muitos “mistérios”, quando desvendados, suscitam mais perguntas do que as que se tinha antes, aumentando ainda mais o número dos mistérios a desvendar.

  40. Seu conhecimento absoluto, assim como Deus, é uma ilusão. Um delírio.

  41. Alfredo,

    Saiba que também gostei da conversa. Jamais havia conhecido alguém como o senhor. E não é que eu só leia a Bíblia e Platão. Leio muitos autores. Ontem mesmo estava lendo sobre o genial físico teórico Stephen William Hawking que afirmou que Deus não existe, e que o Universo não precisou de ninguém para existir. Eu não fico estagnada (essa sua mania de prejulgar hehe). Venho a esse blog para colher opiniões, e não impor a minha; ou o senhor já leu de mim algo do tipo: “Ateus endemoninhados, irão queimar no inferno! Arrependam-se pois Jesus está voltando”! De fato, algumas citações eu deveria ter informado a fonte, porém Sócrates não disse que Deus está entre os homens, mas a “Verdade está entre os homens”. O senhor não prestou atenção, talvez porque viva “armado”, achando que quem não é ateu é crente bíblico, é para brigar.
    Continuo achando válida sua postura, embora me deixe estupefata, principalmente por suas opiniões quanto à filosofia socrática.
    De qualquer forma, valeu. tenha uma boa vida.
    Beijo e abraço sinceros.

  42. Eu não tenho o conhecimento absoluto. Quem dera! Mas eu sei MUITO! Principalmente aquilo que eu estudei MUITO, que eu pesquisei MUITO, e testei MUITO e concluí com ABSOLUTA SEGURANÇA. Nisso, nessas coisas, eu não sou modesto. Eu passo certeza! Estou colocando meu nome no fogo. Deus não existe, Jesus Cristo não existiu, espíritos ou almas não existem, Moisés não existiu e vai por aí a fora. TONELADAS DE MENTIRAS. Os homens mentalmente ou culturalmente despreparados, (porque não estudaram esse assunto) vivem na fantasia e morrem na fantasia. São bons em matemática, filosofia, artes… E daí? Problema de quem?
    O chato é que essas pessoas querem vir aqui, discutir um assunto o qual não sabem. Apenas ouviram falar! É dureza, não é?… Aí, eu tenho que dar uma sacaneadazinha, não acham? Pra ver se eles se mancam e vão estudar o assunto. Só pra isso… Eu não disse para acreditar em mim, mas para conferir por si mesmo, se o que eu disse é ou não é verdade.
    Pois é… mas aí, o cara vai à igreja perguntar ao pastor, ou vai tirar suas dúvidas na Bíblia… P que P!… E pior é que ele volta!… KKKK…
    Com a mesma ladainha… hehehe…

  43. Antonio,

    “UMA GRANDE PROVA DE IGNORÂNCIA É A PRESUNÇÃO A PRIORI, DO CONHECIMENTO MÁXIMO SOBRE UM TEMA, ESPECIALMENTE, QUANDO POLÊMICO”.

    Até mesmo na ciência as coisas mudam. Não sei se já ouviu falar, mas até a idade dos dinossauros está dividindo cientistas, pois foi descoberto, pelos cientistas da Universidade de Montana uma “bomba”: com um super microscópio, encontraram substâncias que podem ser resíduos de sangue (!).

    Eles escreveram o relatório e esta é uma parte:

    “Um pedaço fino de um osso de T. rex tinha uma cor âmbar por debaixo da lente do meu microscópio. . . o laboratório encheu-se de murmúrios de incredulidade, pois eu tinha focado algo dentro das veias que nenhum de nós tinha verificado antes: objectos pequenos e redondos, em vermelho transluzente com um centro escuro. . . Células vermelhas sanguíneas? A forma e a localização sugeria que fossem, mas células sanguíneas são basicamente água e não poderiam estar preservadas num tiranossauro de 65 milhões de anos. . . ” (?)

    (Se quiser deixo o link lá no seu blog)

    Então, como disse o Barros, a cada descoberta, mais perguntas surgem. Mas, por outro lado, no meu lado pessoal de crente em Deus, eu penso que um dia TUDO será revelado. Mas é bem subjetivo, é fé.

    Beijo!. (Assisti um vídeo em seu blog e li algumas coisas)

  44. Só mais uma coisa então Alfredo,

    Se o senhor diz, com tanta convicção, que Deus não existe (entenda por Deus uma causa, um criador, uma fonte, sei lá), mas se o senhor tem tanta certeza terá que provar; é assim que funciona, pois, que eu saiba, estamos todos no campo das teorias (científicas, históricas, antripológicas…), com exceção dos que realmente creem na Bíblia. Outra contradição em seu ser: “Eu não tenho o conhecimento absoluto”. Nesse caso não pode afirmar uma verdade absoluta. É por demais contraditório. Seria tudo relativo? Nesse assunto, como disse o Antônio, tão polêmico, a relatividade das verdades estão pipocando. Parabéns pelo senhor ter descoberto, para si, a sua verdade. Cada cabeça uma sentença. Quem sabe eu, em dado momento, por experiência individual, não passe a descrer e me torne ateia? Enquanto isso prefiro acompanhar a ciência e confiar em meu interior. Ah, só para conferir, se se referiu a mim, não me senti sacaneada não. Como disse, sua figura é-me bastante interessante. :)

  45. Conserto: “a relatividade das verdades ESTÁ pipocando”

  46. Ta vendo ai lindona?! vc é murinho tb!!

  47. Sabe o que é, lindão… A verdade é que não podemos provar que Deus existe, por mais que haja tantas evidências diante da nossa cara humana e pequena, é subjetivo demais, então não devemos sair por aí afirmando-o, por outro lado, o absolutismo da verdade não existe. Já disse que não sou praticante, mas acho muito pouco provável eu deixar de acreditar em Deus enquanto origem de tudo ;)

    Beijo! (não consegui acessar o face, apareceu um nome lá, mandei mensagem, é vc?)

  48. Lindona não sei se eu passei certo mas é este aqui (la no face)

    mascarenhas650@hotmail.com

    Não sei mexer muito com aquilo não!! só olhar fotos rrss

  49. Ó! Add no msn, tá, Adam?

  50. Lindona a ultima vez que vou falar; porque se não isto aqui vai virar site de lazer rrrrss e aqui não é pra isto.

    Voce pode adicionar este e-mail aqui : antoniodonisete@yahoo.com.br no teu hotmail que da certo; é este MSN que eu mais uso; o outro quase não entro.

  51. […] Parte 2 […]

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