Jesus Abominável (parte 2)

Os judeus elegeram Jeová — Deus — do seu panteão de deuses, quando ainda eram um povo politeísta, e se mantiveram fiéis a ele desde então. Há coisa de um milênio e meio, os árabes lançaram no mercado o seu próprio deus — Alá — , montado sobre o chassi do Deus judaico, e estão com ele até hoje. Há dois mil anos, os cristãos materializaram o antigo Deus dos hebreus na figura mitológica de Jesus Cristo e, vendo-se diante do inconveniente de precisar se sujeitar a dois deuses ao mesmo tempo, resolveram imitar vários povos antigos, acrescentaram mais um deus na cesta — o Espírito Santo — , e venderam a ideia de que os três eram um só. Mas enquanto o Deus do Antigo Testamento e o Alá dos desertos permanecem os mesmos para os seus crentes, os cristãos vêm, ao longo dos últimos séculos, esmigalhando tanto o Filho do Homem que não me admiraria se, num futuro próximo, o cristianismo começasse a minguar até se decompor por inteiro, comido pelos seus próprios vermes como o cadáver de um glutão.

No princípio… era a todo-poderosa Igreja Católica. Depois veio a Reforma e, daí para frente, os cristãos não pararam mais de reformar o Criador. Aos ortodoxos vieram se juntar os protestantes, os carismáticos, as testemunhas de Jeová, os adventistas, os mórmons, os pentecostais, os neopentecostais, os evangélicos, etc., cada um deles adorando a um Jesus Cristo diferente, e a um Deus-Pai, quando sobra tempo. O mito Jesus é tão adaptável, tão versátil e tão fácil de compor, que se o Jesus cultuado pela sua atual denominação cristã não lhe agrada, procure conhecer a boca de culto do outro lado do bairro, ou mesmo na outra esquina. O Jesus de lá pode ser melhor e mais palatável do que o seu. Se não for, funde você mesmo a sua própria igreja; divulgue as qualidades do “seu” Jesus nas redes sociais, e certamente você contará a primeira centena de fiéis em poucas semanas.

Entretanto, apesar de tamanha diversidade cistológica, uma coisa que todos esses Jesuses têm em comum é a sua natureza criminosa abominável. Jesus é um chantagista coercivo, um megalomaníaco cósmico carente de atenção que resolveu inventar esse jogo chamado vida, cujo único objetivo é nos recompensar com delícias ou nos punir com torturas eternas, dependendo de nossa disposição em aceitá-lo, ou não, como ele é. 

E é para agradar esse ser execrável que minha sobrinha é aconselhada a não bater mais na sua coleguinha de classe.

 

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16 Respostas

  1. Sempre bem escrito incisivo e implacável contra as incongruências religiosas com humor e sarcasmo!

    Muito bom, Barros.

  2. Ques textos mais absurdos você escreve, seu cocô. Sim, você é um cocô …
    Que você possa se arrepender a tempo para que Deus te perdoe por tudo que você escreve nesse vaso sanitário que você chama de blog.

  3. É preciso exclarecer que :
    Jesus Cristo , filho de um só Deus (assim como todos nós),em seus dias de vida terrena , pregou a paz entre os homens e demonstrou-nos humildade e espiritualidade acima de tudo.
    De espírito elevado, Médium Supremo mostrou-nos a cura pelo toque de mãos , o poder de uma prece e o amor ao próximo.
    Portanto ; Cristo não é e nem nunca será Deus !
    Deus,chamamos a energia criadora de todas as coisas !

  4. Filho de Deus escrevendo o tipo de coisa que esperamos de um cristão: babaquices e ofensas.
    Você pode acreditar no seu Jesus, mas o único que pode nós salvar é o meu senhor, Son Goku, Amém!

    Jesus é meio divino? Goku é meio Gorila espacial.
    Jesus ressucitou? Goku faz isso quase toda semana.
    Jesus anda sobre a água? Goku voa.
    Jesus acabou com os pecados (sem sucesso aliás)? Goku acabou com Freeza, Cell e Majin Buu.

    Converta-se já para o Saiyajinismo e seja salvo das ameaças do espaço.

    Antes que alguém me pergunte aonde eu quero chegar, é assim que eu enxergo o cristianismo, um amontoado de besteiras e mentiras.

  5. JESUS DEVE SER MUITO IMPORTANTE E TER UMA SUPER ESTIMA do SR. BARROS. POIS EM DIVERSAS POSTAGEM ELE (BARROS) SEMPRE ESTA FALANDO MAU DESSE JESUS. ” quem desdenha quer comprar” ai tem coisas, reflitam isso!

  6. Oiiiaaaaaaaaaaaaaa !!! teria o capeta se apossado do Filho de Deus?! Eu lembro quando ele começou a postar aqui no blog, ele era tão bonzinho tentando vender 3 deuses a preço de um!! e agora ja esta assim Xingando o Barros.
    SAI CAPETAAAAAA!!!!! DEIXA MEU AMIGO FILHO DE DEUS EM PAZ

  7. Barros! voce precisou criar um blog para se convencer que nao existo..

  8. Saracura, meu querido! Grande abraço!!

    FILHO DE DEUS, me explica aí essa estória de “se arrepender”. Não entendi essa parada não.

    marcos edson, sem querer você revelou uma coisa muito notória sobre Jesus Cristo: ele precisa mesmo ser “comprado”. E o que a gente não cansa de ver são pessoas dispostas a pagar por essa ilusão, na esperança de que, se não for mesmo um ilusão, receberem alguns favores ou, no mínimo, serem poupados da ameaça que paira sobre suas almas…

  9. Sérgio, eu gostaria de argumentar alguma coisa — contra, obviamente — o seu Deus, mas, caso você ainda não saiba, o Deus a que esse blog se refere é o Deus bíblico, aquele do Antigo Testamente. Esse Deus que você criou pra si é completamente desconhecido pra mim, portanto, não posso nem falar mal dele porque só você, que foi quem o concebeu, sabe alguma coisa sobre ele.

  10. Jesus: vc precisou criar um nickname para se convencer de que é realmente existe!!!

  11. Deus,chamamos a energia criadora de todas as coisas !
    Mais um Neocrente!

    Marcos edison
    (BARROS) SEMPRE ESTA FALANDO MAU DESSE JESUS. ” quem desdenha quer comprar” ai tem coisas, reflitam isso!
    Os crentes sempre estao a falar do diabo “do inimigo” – quem desdenha quer comprar” ai tem coisas, reflitam isso!

  12. “Será possível um ateu mudar radicalmente de pensamento? Pode até ser inacreditável, mas acontece. Foi o caso do historiador Armando Souto Maior, conhecido nacionalmente. Ele não só mudou de ponto de vista, quando se tornou espírita, como de comportamento. Assume que, antes de sua aceitação da teoria espírita, era pouco complacente, algo vaidoso, auto-suficiente e tinha muita dificuldade em perdoar.

    Relembra: “Fazia da ironia uma regra de conduta e do orgulho intelectual um escudo. Depois, é claro, minha personalidade sofreu grandes transformações. Naturalmente ainda tenho seqüelas do passado, mas quem não as tem? Percebi, contudo que havia dado um grande passo no meu processo evolutivo”.

    – Mas o que levou um historiador ateu transformar-se num espírita?

    – O historiador é um homem que, de certa forma, carrega sobre seus ombros as dores do mundo. Vê mais e, conseqüentemente, sofre mais do que qualquer outro profissional que questione e se espante continuamente com o ser humano. Se não tiver acesso ao Espiritismo, a atração que sentirá pelo agnosticismo ou pelo materialismo militante é então muito forte. Além disso tem vários mecanismos de fuga sempre à sua disposição, pois pode mergulhar em um tempo que não é o seu, com facilidades e técnicas especiais. Entre seu eventual alheamento, suas fugas, seus eventuais sofrimentos pessoais e desencontros com a filosofia, surgem-lhe as sedutoras propostas do ateísmo que, teoricamente, são obviamente um tanto dolorosas e ao mesmo tempo libertadoras de suas inquirições mais profundas, anestesiando-lhe seu choque diante do mundo. Não fugi à regra e percorri esta etapa.

    – O que significa Deus, hoje, para o senhor?
    – Deus é minha explicação existencial. Como Ele é a inteligência transcendente universal, sinto-me parte, embora infinitamente pequena, de sua eterna existência.

    O primeiro contato de professor Armando com o Espiritismo aconteceu quando certa vez, nos Estados Unidos, ele foi assistir a uma conferência de Carlos Campetti sobre o Livro dos Espíritos. atendendo ao convite de uma amiga, Fernanda Wienskoski. Conta que após a conferência, Campetti colocou-se à disposição do público para responder a perguntas sobre o assunto tratado. “Tentei encostá-lo no canto da parede. Ele respondeu com elegância e lógica. É claro que não me convenceu naquela noite, mas me induziu a uma posterior leitura de Kardec, onde aos poucos obtive respostas convincentes ao problema do ser, do destino e sua origem. O aspecto científico do Espiritismo deu-me o apoio de que eu necessitava para aceitá-lo como um fato transcendente na minha vida”.

    Segundo o historiador, chega-se ao Espiritismo através de três caminhos: pelo amor, pela dor ou pela necessidade intelectual de se obter uma explicação racional para transcendentes perguntas: quem somos, por que somos, de onde viemos e para onde vamos. Observa que a filosofia tentou oferecer respostas a essas perguntas e o resultado foi uma verbalização erudita não explicativa. (..)

    De acordo com o que acompanhou o historiador, a revelação da verdade espírita enfrentou – e ainda enfrenta – barreiras poderosos tais como cleros organizados de diversas crenças, com fortes motivações econômicas, antigas tradições religiosas e pautas culturais sedimentadas há séculos e completamente alheias ao conhecimento científico. Criaram-se, portanto, ‘establisments’ religiosos que, somente com o tempo serão paulatinamente modificados.

    Observou também que a fé e a ciência percorreram, ao longo da história, caminhos separados, muitas vezes antagônicos. “É com o advento do Espiritismo que esse secular desencontro está sendo atenuado, com tendência natural ao desaparecimento. William Crookes é um conhecido exemplo no século cientificista, e o superficial conhecimento que tinha do espiritismo levava-me sempre ao falacioso raciocínio de que a teoria espírita era demasiadamente bem organizada para corresponder à realidade. O homem, para mim, sempre se havia revelado um espanto de maldade, e nada indicava que tivesse sido criado por uma entidade superior, personificação de bondade e justiça. As religiões onde ela se inseria, numas mais noutras menos, eram simples portões para uma fé irracional, sem nenhum compromisso com a lógica”.

    Por fim, atesta que o Espiritismo, historicamente, contrariou interesses econômicos poderosos e suas implicações políticas. E analisa: “A Igreja Católica e as diversas igrejas protestantes, refugiadas na sacralização da Bíblia, supostamente ‘a palavra divina’, viram-se, com o Espiritismo, ameaçadas em suas posições como intermediárias entre Deus e os homens. Todos os absurdos dos teólogos medievais foram incorporados pela teologia protestante. O empirismo religioso judaico, embasado por uma tradição sacralizadora, teve também guarida no pensamento da Reforma, isso em relação ao Antigo Testamento. Em relação aos Evangelhos é visível uma grande miopia intelectual, mas em todo esse processo anti-espírita, a força econômica foi de extrema importância, alimentada pela antiga e lucrativa prática do dízimo e uso do poder social decorrente da acumulação de capital. Muito tempo ainda decorrerá antes que o Espiritismo se transforme, como já foi previsto, no grande futuro de todas as religiões.

    “Deus é minha explicação existencial… Sinto-me parte de sua eterna existência”

    “A Igreja Católica e as diversas igrejas protestantes, refugiadas na sacralização da Bíblia, supostamente ‘a palavra divina’, viram-se, com o Espiritismo, ameaçadas em suas posições como intermediárias entre Deus e os homens”

    “Muito tempo ainda decorrerá antes que o Espiritismo se transforme, como já foi previsto, no grande futuro de todas as religiões. Mas isso inexoravelmente acontecerá”.

    (FONTE: http://www.espirito.org.br)

    O ateu, sobretudo o ateu que BRIGA consigo mesmo, EVIDENCIA que Deus existe.

    Não brigue contra aquilo que está DENTRO DE SI. A sensação do nada após a morte o atormenta, Procure ENTENDER como funciona, aceitando minha sugestão: a leitura ATENTA e CRÍTICA do EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, de ALAN KARDEC.

    Se o livro não vai convencê-lo mas vai, garanto, lhe dar embasamento para você escrever menos bobagens sem nenhum fundamento…

    Você parece uma criança de birra (no caso, com Deus)…

  13. Ninguém é mais cristão do que um “ateu graças a deus”, como o Barros…. Sai do armário existencial, cara!

  14. LRCosta

    O historiador, que você tem a intenção de ser um exemplo, é mesmo, mas não da forma que você pretendeu.
    Esse homem nunca foi ateu, era um crente à procura de um credo.
    Foi no máximo um infeliz exemplo a servir de razão aos que dizem que ateus são revoltadinhos magoados. Tipos como ele usam o ateísmo como fachada para esconder suas, como diria Greg, carências.
    Ele só não tinha ainda encontrado o modelo de religião que satisfizesse de forma adequada (para ele) essas carências e que também satisfizesse algumas outras particularidades.
    Pelo teor do discurso, misturando supremacia de religiões cristãs com dominação econômica e política e interesses contrariados, não seria de espantar ele ter sido no mínimo simpatizante de alguma das vertentes do esquerdismo.
    Faz parte da ideologia misturar as duas coisas. Pelo que transparece na fala dele, precisava não só de ter um objeto de crença, mas teria que ser o objeto adequado. Nada melhor para quem se tem em alta conta como intelectual adotar uma doutrina que se dá ares cientificistas.
    Seu conselho, LRCosta, sobre não brigar consigo mesmo, teria servido bem ao historiador, mas chegou tarde, uma vez que ele encontrou o credo que buscava e ademais já morreu.

    E uma vez que você distribui conselhos não solicitados, faço a retribuição na mesma medida:

    Não seja tão pretensioso, achando que tem como saber o que se passa na cabeça dos outros, como esse comentário sobre o Barros viver atormentado pelo nada pós-morte.
    Chega a ser uma pena que não haja mesmo reencarnação; se houvesse eu diria a esse falecido historiador para adquirir algum embasamento e não sair por aí dizendo tanta bobagem sem fundamento.

  15. Tenho pena de ti, todos que se levantaram contra Deus, a princípio desfrutaram de sua misericordia, mais no fim terão que enfretar os seus juizos. quando estiver moribundo no leito da morte, a quem clamará? Se deus não existe você não esta perdendo nada, mais “se” ele se provar real (e vai provar), o que você perde?, não seja cabeça dura, é ele que tem ti mantido de pé. Ainda ha tempo para arrependimento. Se conhecese verdadeiramente a Jesus, teria outra opinião.

  16. […] Parte 2  –  Parte 3  –  Parte 4  –   Parte final  […]

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