666 [Republicação]

666

Lúcifer era o mais belo dos anjos, o preferido de Deus. Ambicionando ser mais do que já era, ele revoltou-se contra o Criador e liderou uma terça parte dos anjos numa rebelião que acabou expulsando-os a todos dos céus.

Lúcifer, o Anjo Caído. Satanás. O Diabo.

Acredito que essa estória, que pretende dar conta do surgimento do arqui-inimigo do Todo-Poderoso (como diabos um ser todo-poderoso pode ter um arqui-inimigo?)… bom, acredito que a estória é do conhecimento de todo mundo. Eu só queria saber como os cristãos tomaram conhecimento dela, já que a mensagem de Deus para eles, a Bíblia, não fala nada a respeito da origem do ser que assumiu a administração do Inferno. 

Como minha conta do DeusILUSÃO, no Twitter, ia chegar ao tweet número 666, eu quis comemorar esse… “evento” com um texto sobre Satanás, a besta e seu número maldito.  Pedi, então, para os leitores do blog me informarem onde eu poderia encontrar, nos textos bíblicos, passagens relacionadas ao tema. 

Dos livros sugeridos, faço os comentários a seguir.

Jó 1:7 É apenas o relato da aposta que Deus fez com Satanás acerca da devoção de Jó. Os dois combinam que tipos de sofrimento devem ser impostos a Jó pra ver quanto ele aguenta sem praguejar contra o Senhor. Deus ganhou a aposta; Satanás não saiu perdendo nada; e Jó só se fodeu na estória.

1Pedro 5:8 Descreve tão somente uma advertência que Pedro faz aos cristãos sobre o Diabo estar sempre à espreita.

Ezequiel 28:12 a 19 Aparentemente, os cristãos leem aqui uma suposta “origem” de Satanás, sua revolta contra Deus e sua expulsão do Céu. Na verdade, o narrador está se referindo ao rei de Tiro, nessa passagem. Não tem nada a ver com o Diabo. 

Isaías 14 Começando-se o versículo 12 com “Como caíste do céu”, e terminando o 14 com “ao mais profundo abismo”, acredito que eles entendam como outra referência ao Anjo Caído, mas o texto começa falando dos “opressores de Israel” e não muda o foco em nenhum momento, sendo, portanto, a esses opressores a que se referem os versículos acima.

Até aqui, pelo menos, nada na Bíblia explicando o surgimento do Diabo que pudesse se comparar ao Episódio I, de Guerra nas Estrelas.

Apocalipse 12:4 Refere-se à terça parte das estrelas do céu que foram lançadas para a Terra pela cauda da besta. Provavelmente é daí que os cristãos tiraram aquela estória da rebelião de Lúcifer (nome que me disseram que não é mencionado na Bíblia em parte alguma). Mas no próprio livro de Apocalipse, no primeiro versículo do seu primeiro capítulo, João diz que o que ali está escrito é sobre as coisas que irão acontecer “brevemente”. É uma profecia, então; não é a narrativa sobre a origem de nada.

Apocalipse 13:18 Num texto absolutamente sem sentido, como deve-se esperar que sejam todas as descrições de sonhos, é onde se menciona o número de uma das bestas, porque, na verdade, há duas delas. E esse tal número vem, desde então, inundando o imaginário de gente que é fascinada por mistérios.

Isso me levou a concluir que tudo que eu sei e que você sabe sobre um Lúcifer que desafiou Deus e foi arremessado para a Terra com a terça parte dos anjos, foi só uma outra lenda inventada bem depois do Criador ter mando botar um ponto final na sua mensagem para seus macaquinhos de estimação. O que os cristãos fizeram foi juntar um monte de retalhos do seu livro sagrado, atribuindo a eles o sentido que bem queriam, e criar mais uma fábula para explicar a origem de um dos seus personagens mais centrais, mas que não pôde ser contemplada na fábula principal.

E o número 666 é só uma ilusão para distrair os bestas.


* VICARIUS FILII DEI, em latim, quer dizer “vigário filho de Deus”, e é  um dos títulos atribuído aos papas.

666

Anúncios

30 Respostas

  1. Concordo com o que foi escrito. Realmente, esses versículos de que se servem as igrejas para justificar a existência de um ser maligno não têm cabimento. E são tão poucos comparados com a bíblia toda. Satan mudou o sentido com o passar do tempo e foi personificado como Diabo quando na verdade ele foi um colaborador de Deus no livro de Job. Como é que Deus faz um acordo com um anjo caído?Só quem não lê a bíblia como eu fiz durante muitos anos é que pode continuar a acreditar nessa história.

  2. Se nós substituíssemos na Bíblia “Satanás” (“Belzebu”, “demônio” ou o que for) por “espírito maligno” que provém de Deus (como em 1Sm 16:23), esse novo personagem não faria falta. Não haveria nenhuma alteração para a doutrina bíblica. Deus permaneceria o que sempre foi; a mensagem de Jesus permaneceria a mesma; e a saga do povo judeu também. Só os maus cristãos que não gostariam disso, pois não poderiam mais “evangelizar” com a estratégia das ameaças: “se você não se entregar para Jesus, vai para o inferno!”, e mais baboseiras parecidas. 

  3. Por que, então, a inclusão, do nada, desse personagem? A explicação é simples: o exílio babilônico.A palavra “Satanás”, denotando um ser pessoal do qual provém o mal, só aparece, no Antigo Testamento (AT), nos livros de 1Crônicas, Zacarias e Jó. Os dois primeiros foram escritos após o exílio do povo judeu na Babilônia. Há uma discussão em torno da datação de Jó. O povo judeu, quando retornou para Israel com a permissão de Ciro, o rei persa, no ano de 538 a.C., trouxe consigo muitos costumes dos persas, inclusive doutrinas religiosas. A religião dos persas, o Zoroastrismo, influênciou sobremaneira o Judaísmo e, por conseqüência, o Cristianismo, que deriva dele.

  4. Maria, de acordo com a própria Bíblia, não houve nenhum anjo caído. Satanás é uma lenda dentre todas as outras das quais se compõe a Bíblia.

    Mgo28, dei uma lida nos versos que você indicou e só vi confirmada a tese de que o Inferno cristão, cujo diretor-presidente é Satã, é só mais uma lenda do cristianismo.

  5. Sabe que criou Satanás e o Inferno?

    A Igreja Católica.

  6. Pessoal,
    no centro umbanda e na magia negra, Satanás e seus demônios são bem reais.

    E olha que eles não possuem nenhum evangelho para usar esses seres para persuadir os outros à sua fé.

  7. Caro Mgo28.
    Em Salmos 109:6 também cita Satanás.
    Na verdade, desde Gênesis em 3:14,15 ele é citado em conexão com a antiga serpente de Ap 12:9.
    A influência de satanás é notória hoje com a decadência do homem.

    Esse foi um dos motivos de Jesus ter vindo a Terra:
    “…Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” 1Jo 3:8.

  8. O diabo vermelho chifrudo com pes de bode é nada mais do que a fusão de várias outras mitologias. Recomendo esse ótimo texto que resume bastante sobre a origem do tinhoso:

    http://www.porco-pimenta.blogspot.com/2013/04/a-verdadeira-historia-do-diabo.html

  9. Pessoal,
    no centro umbanda e na magia negra, Satanás e seus demônios são bem reais.

    Seu preconceito só não é maior do que a sua ignorância.

    Nos terreiros de macumba o que se vê são manifestações de supostos espíritos e entidades comparáveis aos santos do catolicismo. As manifestações são reais, porque se dão através de pessoas reais. Mas, assim como todas as supostas manifestações de Deus, é puro engodo e ilusão.

  10. centralsanadreas, eu vou ler o texto. Vai ser muito útil. Obrigado.

  11. Sou da mesma opinião, Barros. Não há nenhum anjo caído porque era impossível Deus ter feito um acordo com ele depois da queda só para testar a fé de Job. Segundo E.P.Sanders, no seu livro «A verdadeira história de Jesus», Satanás «ganhou uma dimensão maléfica durante o cativeiro na Babilónia, tornando-se, praticamente, um segundo deus, um deus mau.
    Durante o cativeiro na Babilónia, os judeus passaram a ser completamente monoteístas. Antes, pensavam que o seu deus era superior mas não negavam completamente a existência de outros deuses. Uma religião que defende que só existe um deus tem dificuldades em explicar o mal. Face à coexistência real do bem e do mal, algumas tradições religiosas postularam a existência de duas divindades opostas. O judaísmo deve, provavelmente, a ideia de um poder maligno, oposto a Deus, ao zoroastrismo».

  12. Barros
    Frequenta uma um mês e depois você me fala.

  13. No século VI a.C, século em que os judeus foram levados em cativeiro para a Babilônia, o Zoroastrismo já era a religião dominante em todo o império persa. Foi provavelmente adotada pelo fundador desse império, Ciro, o Grande (549-29). As inscrições nos túmulos de seus sucessores, todos citados na Bíblia (Dario, Xerxes, Artaxerxes I), comprovam a adoção da fé zoroastriana.

  14. Foi o Zoroastrismo que os judeus encontraram quando chegaram cativos na Babilônia. Foi lá que aprenderam a crença em um “Ahriman”, um diabo pessoal, que, em hebraico, eles chamaram de “Satanás”. Por isso que seu aparecimento na Bíblia só ocorre nos livros pós-exílio.É só comparar 2Samuel 24:1 com 1Crônicas 21:1: são duas passagens que tratam do mesmo fato, mas a primeira foi escrita antes do exílio e a segunda, depois do exílio. No primeiro, se lê: “Tornou a ira do Senhor a acender-se contra os israelitas, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e de Judá”. No segundo, se lê: “Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel”. Parece mais do que evidenciado que Satanás não é um conceito original da Bíblia, e, sim, introduzido nela. Não passa de um elemento cultural incorporado.

  15. Tom escreveu:

    Barros
    Frequenta uma um mês e depois você me fala.

    Falar o quê? Que vi lá um bando de gente cantando, rodopiando e falando como se estivesse possuído por um espírito? E daí que pessoas gostem de se vestir de branco, dançar rodopiando e falar como se tivessem sido possuídas por seres de outra dimensão?

    Os crentes católicos adoram comer massinha de pão e fingir que é um pedaço do corpo de um de seus deuses. E daí? Cada um com a loucura que melhor lhe agrada.

    Eu também tenho as minhas.

  16. Mgo28, muito valiosas essas informações.

    Maria, qual a sua religião? Se você não acredita em Satanás, não pode ser cristã, certo? Ou tem denominações cristãs que não creem no Diabo. Eu, sinceramente, não duvido.

  17. É Barros,

    Assim como um louco não rasga uma nota de cem reais, você não se arriscaria passar um mês em um centro de macumba.

    Parabéns pelo seu instinto de sobrevivência.
    Enfim, você está evoluindo.

  18. Barros,

    Como você é supersticioso: acreditas que, simplesmente pelo fato de não participar de uma cessão espírita, seria poupado por Satanás.

    Acontece que a artimanha mais eficaz de Satanás contra os incautos é a cegueira espiritual. Com ela, o indivíduo desacredita da existência de Deus e do próprio diabo. O que facilita sua atuação em indivíduos desse calibre.

  19. Olá, Barros. Não tenho religião. Sou cética mas não renego Jesus. Entendo-o como alguém que teve uma perspetiva diferente de Deus. Deve haver denominações que não dêem importância ao diabo e assim é que deve ser. Quem pensa muito no diabo acaba por cultuá-lo.

  20. Mgo 28., muito interessante essa comparação entre os dois textos.

  21. Tom, alguém que participe nessas sessões de macumba acaba por ter o seu comportamento influenciado pelos outros participantes. É como um contágio. Se você viver durante muito tempo em contacto com gorilas irá andar como eles e adotar as mesmas expressões faciais.
    No terreiro de macumba, o espírito toma conta de si, isto é, a autosugestão tem muito poder. O demónio não está lá, você é que cria o demónio.

  22. Além dessas, há muitas outras passagens na Bíblia que se referem, direta ou indiretamente, a Satanás. Aliás, no primeiro livro da Bíblia, o Livro do Gênesis, já há uma referência ao demônio na figura da serpente falante. Até o último livro da Bíblia, o Apocalipse, que vai esclarecer (em Ap. 12) que o dragão (Satanás) que persegue a mulher (Maria, a nova Eva) e seus filhos (aqueles que guardam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus) é a ANTIGA SERPENTE.

    Isso mostra que a Bíblia, mesmo sendo escrita por diversos autores em diferentes séculos, tem uma linha de coerência do começo ao fim; e que não devemos tentar interpretar Gênesis e outros livros da Bíblia de forma totalmente literal; e, ainda, que a revelação de Deus aos homens foi feita aos poucos ao longo da história.

  23. Barros, sempre li seu blog mas nunca comentei, devo dizer que seus textos são muito bons e em alguns deles você até se subestima como escritor. Eu li em algum lugar que eu não lembro, que essa origem do antagonista de deus é baseado nos livros de folclore judaico, talvez o livro de Enoch, que também cita Lilith, a primeira mulher de Adão. Em outra fonte, o nome Lúcifer(que é de origem latina, não hebraica) seria bispo que em virtude sua oposição ao arianismo(conceito cristão da consubstancialidade) foi exilado, o nome do cidadão: São Lúcifer!
    Para mais informações, vide a nossa tão mal compreendida wikipedia lusófona.

  24. Na verdade, o número 666 de Apocalipse não se refere a Satanás (o dragão) e muito menos ao Papa (que, na verdade, se trata de um cargo da Igreja Católica); mas a um homem em específico.

    Essa afirmação de que o número 666 se refere ao Papa como o “Vigário Filho de Deus” foi uma calúnia inventada pelos Adventistas e não tem fundamento; já que o Papa nunca recebeu esse título e sim “Vigário de Cristo”:

    “…

    A senhora Ellen G. White, foi precisamente a pessoa que inventou que “o Papa é o número 666” e, portanto, o anticristo.

    Mas como chegou a essa conclusão?

    Seu ódio pela Igreja Católica foi à motivação para inventar uma mentira tão bem estruturada, que à primeira vista, parecia ser a verdade e muitas pessoas foram enganadas por este estratagema (até hoje milhares ainda o são).

    Para chegar a essa conclusão, ela disse aos seus ingênuos seguidores que o livro do Apocalipse falava da “besta”, e que o mesmo livro sagrado atribuía um número a ela, o 666.

    Ela declarou que, como dizem os católicos sobre o Papa: “Vicarious Filii Dei”, então dever-se-ia atribuir um valor em algarismos romanos sobre esse título papal.

    Com efeito, logo apareceu um padre católico que investigou essa idéia absurda e descobriu a artimanha da Sra. Ellen Gould White. Ele surpreendentemente aplicou o mesmo método ao nome da própria Ellen G. White e encontrou também o 666 bíblico.

    Um dos erros mais grotescos da Sra. White estava em afirmar que o nome do Papa era “Vigário Filho de Deus”, quando na verdade é “Vicarious Christi”, ou seja, “Vigário de Cristo” o que é totalmente contrario a afirmação falsa dessa senhora.

    Mas há mais: Ela manipulou os números para provar o 666, por exemplo, quando diz: “Vicarious”, o “i-u”, ela acrescentou maliciosamente como sendo 1 + 5, onde quem sabe um pouco de algarismos romanos está ciente de que o valor de “I-U” (IV em romano), é de 4 e 5.

    É por isso que ela sempre sustentou o seu “argumento” verticalmente. Se ele tivesse sido apresentado horizontalmente, teria exposto a sua fraude.
    “.

    FONTE: http://exadventistas.blogspot.com.br/2010/08/desmistificando-o-666-e-revelando.html#.UkRYcNKUR6E

  25. Quanto ao APOCALIPSE, a interpretação da Igreja Católica é bem diferente da interpretação das igrejas protestantes/evangélicas; por exemplo, ela não acredita no milenarismo e acredita que muitas passagens do Livro do Apocalipse já aconteceram. Penso que sem um profundíssimo conhecimento de teologia e história é praticamente impossível tentar interpretá-lo por conta própria.

    Apesar do autor parecer meio arrogante e ser mal educado com os protestantes, a melhor interpretação que já vi sobre o Apocalipse foi no site do Cris Macabeus.

    Não sei se essa é a interpretação oficial da Igreja Católica e onde o apologista conseguiu tantas informações, mas é realmente bem convincente e parece que se encaixa perfeitamente com os fatos históricos:


    BESTA (FERA) DO APOCALIPSE

    Bem, por esses textos, podemos afirmar que o anticristo era um espírito maligno e que esse espírito maligno agiu na Besta (fera) segundo ordens de satanás naquele momento em que São João escreveu o Apocalipse, naquela geração como Jesus profetizou. Só falta agora saber quem era essa Besta, vamos observar as suas características e provar que se tratava do Império Romano desde Otávio Augusto até Domiciano, mas você poderá até me perguntar, o por que só é contado o Império Romano desde Otávio Augusto até Domiciano e não os outros Imperadores posteriores?

    A resposta é Simples; porque São João narra a história de Jerusalém desde o domínio Romano por volta de (63 A.C) até a sua destruição com o Imperador Tito Flavius e o fim daquela dinastia com o irmão de Tito Flavius, o último imperador da dinastia Flavius chamado Domiciano.

    São João começa a narrar os fatos com a tomada de Otávio Augusto volta de (31 A.C), ele fora o primeiro imperador de Roma.

    Obs:

    *Quando Otávio toma o pode em Roma, auto se proclama Augusto que significa Divindade Sagrada.

    “1. Foi-me dada uma vara semelhante a uma vara de agrimensor, e disseram-me: Levanta-te! Mede o templo de Deus e o altar com seus adoradores. 2. O átrio fora do templo, porém, deixa-o de lado e não o meças: foi dado aos gentios, que hão de calcar aos pés a Cidade Santa por quarenta e dois meses.” (Apocalipse capítulo 11)
    Perceberam que São João estava narrando exatamente o inicio da BESTA?

    Vamos ver exatamente as características dessa BESTA e assim provar que se tratava do Império Romano.

    “1. Vi, então, levantar-se do mar uma Fera que tinha dez chifres e sete cabeças; sobre os chifres, dez diademas; e nas suas cabeças, nomes blasfematórios.” (Apocalipse capítulo 13)

    Observem duas características interessantes sobre a BESTA (fera):
    A primeira característica dessa Besta é que ela se levantava do mar, mas que mar era esse? Simples a resposta; se tratava do (mar mediterrâneo), era pelo mar que o Império Romano entrava na cidade de Jerusalém.

    A segunda característica é que ela possuía (10 chifres e 7 cabeças), interessante isso, parece coisa de outro mundo, mas São João estava apenas se referindo aos (10) Imperadores Romanos desde de Otávio proclamado Augusto a Tito Flavius, sendo assim, desses (10) Imperadores apenas (7) obtiveram os seus reinados, ou seja, dos (10) chifres (simbolizam poder) só (7) foram cabeças (simboliza autoridade) do Império Romano. Em Apocalipse (17) diz que desses (7) reis (5) já haviam caído e um estava em atuação, outro (7º) que viria duraria pouco tempo para vir um (8º) REI que era um dos (7) anteriores, assim esse (8º) REI iria para perdição.
    “9. Aqui se requer uma inteligência penetrante. As sete cabeças são sete montanhas sobre as quais se assenta a mulher. 10. São também sete reis: cinco já caíram, um subsiste, o outro ainda não veio; e quando vier, deve permanecer pouco tempo. 11. Quanto à Fera que era e já não é, ela mesma é um oitavo (rei). Todavia, é um dos sete e caminha para a perdição” (Apocalipse capítulo 17)

    Parece difícil de interpretar isso, mas com um pouco de entendimento histórico podemos observar que São João escrevia isso no momento em que (VESPASIANO) era Imperador de Roma, sendo assim, ele ordenar que seu filho Tito Flavius (aquele sétimo Rei que viria depois e duraria pouco tempo) destruísse o Templo e a cidade de Jerusalém, mas vamos entender isso dentro da história.

    1º) São João diz: Existiam (10) reis, mas só (7) obtiveram reinados, entre a dinastia JULIUS e a dinastia FLAVIUS existiram (3) Imperadores (GALBA, OTON E VITÉLIO), tais Imperadores não obtiveram autoridade em Roma porque não tiveram um ano de reinado, sendo assim, os (3) imperadores não foram cabeças do Império Romano, na verdade eles perderam seu poder em uma guerra civil dentro de Roma que durou um ano (Entre os reinados de Nero e Vespasiano)

    2º) São João diz: (5) reis já tinham caído, (ele se referia ao fim da dinastia JULIUS) que foi de Otávio Augusto e terminou no reinado de CEZAR NERO.

    3º) São João diz: Um rei ainda estava em ação, (ele se referia ao inicio da dinastia FLAVIUS) com o Imperador VESPASIANO, no qual teria derrubado os 3 Imperadores que não receberam os seus reinados, GALBA, OTON E VITÉLIO.

    4º) São João cita: Um rei que deveria vir, mas que ao receber o seu reinado (duraria pouco tempo), ele se referia a TITO Flavius filho de VESPASIANO e que foi comandante na destruição do Templo, esse Imperador chamado TITO FLAVIUS durou apenas (2) anos em seu reinado, das (7) cabeças ele foi o que durou menos.

    5º) São João diz: Quando cair o (7º) rei viria o (8º) que era um dos (7) anteriores, mas caminhava para perdição, porque era a Besta que já não existia; ele se referia a (Domiciano), esse imperador era conhecido como um novo CEZAR NERO no qual também proclamou uma perseguição aos Cristãos, sendo assim, os Cristãos julgavam ele como sendo um novo Nero, mas São João diz que ele (caminhava para perdição), isso porque ele seria o fim da dinastia FLAVIUS e o fim da Besta do Apocalipse após a destruição do Templo, Domiciano foi assassinado sem deixar herdeiros.

    Estão ai os (10) chifres e as (7) cabeças, o (8º) REI e a chamada BESTA DO APOCALIPSE.

    Ainda têm algumas particularidades sobre essa BESTA (fera); por exemplo:

    São João diz: “vi uma Besta que dava seu poder a outra Besta e que essa primeira Besta teria sido curada de morte”.

    “3. Uma das suas cabeças estava como que ferida de morte, mas essa ferida de morte fora curada. E todos, pasmados de admiração, seguiram a Fera 11. Vi, então, outra Fera subir da terra. Tinha dois chifres como um cordeiro, mas falava como um dragão. 12. Ela exercia todo o poder da primeira Fera, sob a vigilância desta, e fez com que a terra e os seus habitantes adorassem a primeira Fera cuja ferida de morte havia sido curada” (Apocalipse capítulo 13)

    Bem, essa BESTA (fera) se tratava de (Caio Calígula), o terceiro rei, por um tempo ele ficou enfermo e do nada ele se curou quando todos davam como certa a sua morte, fatos narrados por Flavio josefo e Euzébio de Cesaréia; a outra Besta (fera) no qual São João se referia se tratava de (Herodes Agrippa), ele recebeu total poder de Caio Calígula para perseguir os Santos Apóstolos, foi assim que São Tiago irmão de São João fora martirizado.

    Outra particularidade sobre a Besta é quando São João cita que a imagem da Besta era adorada.

    “No mês seguinte esse felicíssimo imperador caiu gravemente enfermo, porque tendo deixado sua maneira sóbria de viver A doença, porém, começou a diminuir e a notícia espalhou-se imediatamente, levando a alegria até os extremos da terra Quando souberam que o imperador tinha recobrado completamente a saúde, parecia-lhes ter com ele recobrado a própria e a sua primeira felicidade. Não se tem recordação de alegria mais geral; parecia que se tivesse passado num momento, de uma vida selvagem e rústica a uma vida doce e sociavel, dos desertos para as cidades e da desordem para a ordem, pela felicidade de se estar sob o governo de um chefe tão benévolo e legítimo.” (Flavio Josefo História dos Hebreus Livro único capitulo II)

    Assim Caio Calígula se proclama semi-deus e ordena que coloque a sua imagem em todos os templos.

    “3. Um dos embaixadores alexandrinos era Ápion, que havia caluniado muito os judeus dizendo, entre outras coisas, que viam com maus olhos o honrar a César, pois enquanto todos os que estavam submetidos à soberania de Roma construíam altares e templos a Caio e em tudo o mais o equiparavam aos deuses, somente os judeus achavam indigno honrá-lo com estátuas e jurar por seu nome.” (História Eclesiástica de Euzébio de Cesaréia livro capítulo II livro V)

    “2. Extraordinariamente caprichoso era o caráter de Caio para com todos, mas muito especialmente contra a raça judia, à qual tinha um ódio implacável. Nas cidades, começando por Alexandria, apoderou-se das sinagogas e encheu-as de imagens e estátuas com sua própria figura (pois ele que permitia a outros erguê-las, também as erigia por seu próprio poder), e na Cidade Santa o templo, que até então saíra intacto por ser considerado digno de toda inviolabilidade, foi por ele transformado em seu próprio templo, chamando-o: Templo de Caio, Novo Zeus Epifano.” (História Eclesiástica de Euzébio de Cesaréia livro capítulo II livro VI)

    Para satisfazer as suas alucinações, Caio Calígula (primeira Besta), da o poder a Herodes Agripa I (segunda Besta), Agripa faz guerra aos Santos, e Caio Calígula usa de sua influencia com Agripa para colocar a sua imagem dentro do Templo de Jerusalém, assim se cumpre a profecia de que.

    A segunda Besta fazia com que a primeira Besta fosse adorada através de sua imagem.

    “Caio, cognominado Calígula, sucedeu a Tibério e pôs Agripa em liberdade, deu-lhe ainda a tetrarquia de Filipe, que havia falecido, e o fez rei” (Flavio Josefo História dos Hebreus capítulo XVI, livro II A Guerra dos Judeus , parágrafo 163)

    “14. Seduziu os habitantes da terra com os prodígios que lhe era dado fazer sob a vigilância da Fera, persuadindo-os a fazer uma imagem da Fera que sobrevivera ao golpe da espada.

    15. Foi-lhe dado, também, comunicar espírito à imagem da Fera, de modo que essa imagem se pusesse a falar e fizesse com que fosse morto todo aquele que não se prostrasse diante dela” (Apocalipse capítulo 13)

    Outra grande questão é quando São João cita o nome da Besta dando o numero de (666), ele usou o nome grego de CEZAR NERON, pois ele queria identificar a Besta com um nome de crueldade contra os Cristãos e todos nós sabemos que NERO foi o Imperador mais cruel e em seu reinado ele proclamou um massacre aos Apóstolos e Discípulos, assim que São Paulo e São Pedro foram martirizados.

    Apocalipse 13

    “17. e que ninguém pudesse comprar ou vender, se não fosse marcado com o nome da Fera, ou o número do seu nome. 18. Eis aqui a sabedoria! Quem tiver inteligência, calcule o número da Fera, porque é NÚMERO DE UM HOMEM, e esse número é seiscentos e sessenta e seis” (Apocalipse capítulo 13)

    Importante ainda observar que o designando pelo número (666), João queria insinuar a fragilidade e caducidade de tal perseguidor, ou perseguidores em geral da Igreja, pois no simbolismo antigo dos números, (6) é símbolo de precariedade, visto que equivale a (7) símbolo da perfeição menos 1.

    Conclui-se: Kaiser Neron em grego, NVRN RSQ em hebraico:

    N V R N R S Q
    50 + 6 + 200 + 50 + 200 + 60 + 100 = 666.

    …”.

    FONTE: http://macabeus.rede.comunidades.net/index.php?pagina=1622691068

  26. Lúcifer” era o nome de um deus babilônico. Era a “estrela matutina” no mito babilônico, e filha de Júpiter na mitologia grega. Esse nome só aparece em Isaías. É o nome latino para o planeta Vênus, o objeto mais brilhante do céu, excetuado o sol e a lua. Em algumas traduções, lê-se, em Isaías 14:12: “Como caíste do céu,Lúcifer, tu que parecias tão brilhante ao romper do dia?” Em outras, lê-se “estrela da manhã”. É uma passagem que se refere à queda do rei da Babilônia, e não a uma revolta de anjos no céu, como querem pensar muitos.No original hebraico, lê-se: “O Helel, filho deShahar“. Shahar era um deus babilônico do amanhecer, e Helel(“brilhante”) era o filho dele, a estrela matutina, também chamado de Vênus. Shahar teve um irmão gêmeo chamadoShalem, que era associado ao crepúsculo e o aparecimento de Vênus à noite. Jerusalém quer dizer “Casa de Shalem”, nome que vem da adoração do planeta Vênus como uma estrela da noite. A idéia de “Siga em paz ” ou “A paz esteja com você” se originou de histórias de Vênus que adentra à noite o mundo dos criminosos. “Shalem” tornou-se “Shalom” (o famoso cumprimento judaico) com o passar do tempo.Em certos momentos, Vênus pode ser visível de manhã, mas não visível à noite. Assim, várias culturas antigas davam dois nomes diferentes para Vênus. Um para o aparecimento matutino, ou estrela matutina, e outro diferente para o aparecimento à noite, ou estrela vespertina. Para os chamados “magos”, os planetas eram fontes místicas de luz que se moviam pelo céu diferentemente das estrelas. Assim, inventaram mitos sobre eles, deram-lhes nomes. Os “magos do oriente”, citados em Mt 2:1, vieram a Jesus justamente por causa dessa tradição.Johannes Kepler descobriu que, no ano 7 a.C (provável ano de nascimento de Jesus), Júpiter e Saturno encontraram-se em conjunção planetária na constelação de Peixes. Tal constelação encontra-se no fim de uma velha e no começo de uma nova trajetória do sol, daí ter tido grande valor para as culturas antigas, pois viam nisso o começo de uma nova era. Para os judeus, influenciados pela cultura astronômica dos babilônicos, Peixes se tornou o signo do Messias (aquele que viria para salvar o povo cativo). Foi por isso que magos do oriente, provavelmente de ascendência judaica, vieram para a terra de seus ancestrais, para conhecer o rei que nascia.

  27. Dr

    A respeito do número 666, no próprio livros de Apocalipse 13.18 está escrito:

    “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.”

    Aquele quem?

    Aquele que vivenciar os acontecimentos da época citada, que ainda não aconteceu.

    Não adianta especular. Esse número já foi visto no nome de um papa, imperador romano e até mesmo de um pastor. Mas isso é pura ignorância e perda de tempo.

    Só quem ´presenciar e viver os acontecimentos descritos no texto é que saberá que será esse indivíduo. Uma coisa já esta bem clara: será um homem.

    Sobre as características deste homem, o texto fornece muitos detalhes. Entre outra, ele virá em seu próprio nome e não o de Deus. Proferirá blasfêmias contra Deus e assim por diante.

  28. Tom,

    o Livro do Apocalipse é realmente difícil; por isso, penso que sem um profundo conhecimento bíblico, teológico e histórico é quase impossível tentar interpretá-lo!

    Também sempre pensei (sem fundamento bíblico, teológico e histórico; não sei se sob influência de conhecidos evangélicos) que se tratava de acontecimentos futuros e sobre o Juízo Final.

    Mas, quando li a interpretação desse tal de Cris Macabeus, realmente, parece que faz mais sentido e bate muito com os fatos históricos.

    Veja que, como o próprio artigo do Barros informa, o primeiro versículo de Apocalipse diz:

    “Revelação de Jesus Cristo, que lhe foi confiada por Deus para manifestar aos seus servos o que DEVE ACONTECER EM BREVE.” (Ap. 1,1)

    e

    “Escreve, pois, o que viste, tanto as coisas ATUAIS como as FUTURAS.” (Ap. 1,19)

    Ou seja, tais passagens dá a entender que muitas coisas já estavam acontecendo no tempo da profecia e outras iriam acontecer em breve.

    Outras passagens do Apocalipse, ao explicar a simbologia, falam explicitamente de reis da época:

    “… São também sete reis: cinco JÁ CAÍRAM, um SUBSISTE, o outro AINDA NÃO VEIO; e quando vier, deve permanecer pouco tempo. Quanto à Fera que ERA E JÁ NÃO É, ela mesma É um oitavo (rei). Todavia, é um dos sete e CAMINHA para a perdição. Os dez chifres que viste são dez reis que AINDA NÃO RECEBERAM o reino, mas que receberão por um momento poder real com a Fera.” (Ap.17. 10-12)

    Ou seja, tais passagens dá a entender, claramente, que se tratam de reis passados, atuais e futuros em relação ao tempo da profecia e não aos tempos de hoje. Mesmo porque, praticamente, já não existem mais reis no mundo e sim presidentes.

    Portanto, “Aquele quem?” é mais provável que se refira a alguém daquela época mesmo e não dos dias de hoje. Mesmo porque, o alfabeto atual e os nomes de hoje não têm mais um valor numérico como naquela época.

    Lembrando que o estilo profético do Apocalipse é muito semelhante com o de Daniel; que também fala sobre grandes bestas; que, na verdade (como o próprio Daniel esclarece depois), são reinos daquela época.

    VALE A PENA LER “AS 2300 TARDES E MANHÃS DO PROFETA DANIEL”:

    http://macabeus.no.comunidades.net/index.php?pagina=1622752793_04

    É bem provável que João (sob inspiração divina) tenha de ter escrito neste estilo por causa que os cristãos da época viviam sob intensa perseguição do Império Romano; e, portanto, tais profecias não poderiam ser feitas às claras, já que se tratavam de reis do Império Romano.

    Parece que o Livro do Apocalipse foi escrito pouco antes da destruição do Templo de Jerusalém pelo Império Romano e é possível (como argumenta o Cris Macabeus) que ele profetize também tais fatos.

    http://macabeus.no.comunidades.net/index.php?pagina=1622666378_07

    http://macabeus.no.comunidades.net/index.php?pagina=1622666378_02

    http://macabeus.no.comunidades.net/index.php?pagina=1623197213_01

    Tanto é verdade, que os cristãos só não foram massacrados juntos com os judeus durante a destruição de Jerusalém pelo Império Romano, por volta do ano 70 d.c, porque lembraram das profecias de Cristo e fugiram da cidade:

    “Quando virdes que Jerusalém foi sitiada por exércitos, então sabereis que está próxima a sua ruína. Os que então se acharem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade retirem-se; os que estiverem nos campos não entrem na cidade. Porque estes serão dias de castigo, para que se cumpra tudo o que está escrito. Ai das mulheres que, naqueles dias, estiverem grávidas ou amamentando, pois haverá grande angústia na terra e grande ira contra o povo. Cairão ao fio de espada e serão levados cativos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos pagãos, até se completarem os tempos das nações pagãs.” (Lucas 21,20-24)

    Veja que o próprio Cristo disse que não passaria aquela geração sem que tudo isso acontecesse.

    Isso mostra bem que não devemos tentar interpretar a Bíblia de forma totalmente literal e por conta própria; pois, muitas passagens são simbólicas e de difícil interpretação. E mostra, também, o quão prejudicial foi e é a doutrina do Livre Exame da Bíblia, proposta por Martinho Lutero (que, aliás, arrependeu-se amargamente disso; porém, tarde demais), onde se defende a ideia de que qualquer pessoa leiga pode interpretar livremente as passagens da Bíblia; mesmo sem muita capacidade intelectual e sem nenhum conhecimento bíblico, teológico e histórico!

    É um absurdo ver como há tantos pastores hoje em dia, muitos semi-analfabetos, interpretando de forma arbitrária as passagens da Bíblia; cada um pregando uma coisa diferente e todos se dizendo inspirados pelo mesmo Espírito Santo. Quando a própria Bíblia afirma que a legítima interpretação da Bíblia, sob inspiração do Espírito Santo, cabe somente ao Magistério da Igreja fundada por Cristo e não a qualquer pessoa comum!

  29. “Woe to you, oh earth and sea
    For the devil sends the beast with wrath
    Because he knows the time is short
    Let him who hath understanding reckon
    The number of the beast for it is a human number
    It’s number is six hundred and sixty six”

    IRON MAIDEN, desde 1975 dando utilidade aos mitos idiotas.

  30. O diabo é fogo mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Deixe um comentário:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: