Considerações sobre o Inferno [fim]

inferno

“O arrependimento é um retorno”

Metade de toda a doutrina cristã se fundamenta numa chantagem. E a outra metade, numa ameaça. Se, por um lado, Jesus acenava com uma recompensa para as pessoas que o seguissem; por outro, ele as amedrontava com a perspectiva de ir para o lugar “onde o seu verme nunca morre e o fogo nunca se apaga” (Marcos 9:48). Se, por um lado, Jesus instigava a tomarmos sobre nós o seu jugo para encontrarmos descanso para as nossas almas; por outro, ele lembrava que essas mesmas almas poderiam ranger os dentes no Inferno, se não nos curvássemos à sua divindade.

E aqueles inimigos meus, que não queriam que eu reinasse sobre eles, tragam-nos aqui e matem-nos na minha frente!”

(Lucas 19:27)

Numa de suas parábolas, Jesus se compara a um homem de “nobre nascimento” que, após ser coroado rei, vingou-se daqueles que não queriam viver sob o seu domínio. Assim era transmitido o recado, com o pequeno lembrete:

Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no Inferno.”

(Mateus 10:28)

O reino de Deus, segundo o cristianismo, é em tudo dependente do reino de Satanás. Não fosse o Inferno, a visita que Jesus fez à terra teria sido absurdamente inútil: curar, ressuscitar e juntar multidões para ouvir o que lhes aconteceria após a morte nunca foi mérito exclusivo dele. 

A missão suicida de Jesus Cristo constituía-se basicamente disso: dar às pessoas a chance de não condenarem suas almas à danação eterna. O Paraíso era um mero detalhe; apenas a consequência automática de não serem lançadas no Inferno.  

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11 Respostas

  1. Curto e grosso como sempre…

  2. Hahaha! Meu estilo é bem diferente do de Jesus, não acha? Comigo não tem nhén-nhén-nhén!

    O que você acha de um Deus que inspirou seres humanos a escreverem suas vontades e leis, e, depois, veio ele mesmo dar a tal da mensagem e dois mil anos depois ninguém ainda entendeu que porra ele tava querendo dizer?

    Os crentes frequentemente me fazem aquela pergunta-padrão: “E se, depois de você morrer, vier a se encontrar com Deus. O que diria a ele?”. Minha resposta agora é:

    Eu diria: tu pode ser muito bom em construir galáxias e mandar pragas, mas na arte da comunicação tu é um merda.

  3. Hahahahahaha.. Barros voce tem o tipo de senso de humor que eu gosto…bem, eu particularmente nem levo a existencia do deus-judaico cristão em cosideração.. Porque ele e um personagem de ficção e apenas isso.. “e o homem criou deus a sua imagem e semlhança.. E não viu que não era bom”

  4. Ótimo texto Barros.
    Inteligentemente dentro da lógica e do raciocínio. Em poucas palavras, sem muito nhén-nhén-nhén você foi conclusivo. .
    Esse papo de céu e inferno não entra mais na cabeça de quem faz uso da sua massa cinzenta e de todo complexo celular dos neurônios sadios em pleno funcionamento, principalmente na conexão do campo da percepção sensorial.
    O crente não consegue argumentar se não tiver com o apoio dos versículos bíblicos. Ai ele vem mandando enxurrada desses versículos “chavão” na inútil ilusão de que vai conseguir converter ou fazer a cabeça dos “incrédulos”, com coisa de que a gente vai acordar como a Bela Adormecida de um sono profundo com um beijo do Príncipe Jesus. Ledo engano. Pode fechar sua bíblia de papel de seda com bordas de ouro.

  5. Alyson, concordo plenamente, mas aplico esse raciocínio a todos os deuses, inclusive ao deus insondável dos deístas.

    Ana Júdice, obrigado. Jesus é o deus cristão. Sem ele, o cristianismo, obviamente, não existiria. O problema dos cristãos é que eles também precisam do Inferno. Sem ele, o cristianismo TAMBÉM não existiria.

  6. Mas concordo contigo! Jesus veio mesmo nos Salvar da Segunda Morte! Jesus veio mesmo nos Salvar do Lago de Fogo! O que você não entendeu? O que eu não entendi é como uma pessoa letrada e instruída se presta de bom grado a perder sua própria alma e ainda arrastar outras consigo! O que eu não entendi é porque você por fina força escolheu a Perdição ao invés da Salvação! Você não gostaria de ir viver para sempre no Céu? Encontrar de novo seus entes queridos que já morreram? Ao invés disso você quer ir para o Inferno? Morro e não entendo vocês! Acho que isso é puro modismo de gentinha que quer aparecer! Deus é Amor mas Deus também é justo! O seu Quinhão há de estar reservado pois a Palavra nos diz que “até os fios de cabelo de vossas cabeças já estão contados”e também que ” o machado já está posto ao pé de cada árvore que será lançada ao fogo”. Você é uma árvore que dá fruto mau

  7. ?

  8. ta fudido hien Barros
    nao sei como voce vai conseguir dormir esta noite//!!!

  9. Assim como os Dez Mandamentos são mais conselhos do que mandamentos, a existência do Inferno não é uma chantagem ou ameaça de Deus; mas sim um aviso.

    Se há dois caminhos para seguir, um do bem e da virtude e o outro do mal e do pecado; sendo que o do bem conduz ao Céu e o do mal conduz ao Inferno (“O salário do pecado é a morte”). Deus, sabendo onde ambos vão dar, nos avisa de antemão; mas não interfere no nosso livre-arbítrio.

    Veja que a Bíblia ensina, sobre o livre-arbítrio, que não cabe ao homem escolher o seu próprio destino; mas, sim, escolher entre o bem e o mal. Só que, cada caminho tem uma consequência diferente: o bem leva à vida eterna e o mal à morte eterna.

    É como se a humanidade estivesse num barco em um grande rio, onde todos estão se divertindo e fazendo festa, rumo a uma catarata e a um grande abismo. Deus age como alguém na margem que vendo onde o navio vai cair fica gritando “Saiam desse barco que ele vai para o abismo!”; muitos sequer ouvem ou prestam atenção em sua voz, por causa da festa; uns ouvem e acreditam e pulam no rio e nadam até a margem; outros ouvem, mas não querem perder a festa e ficam adiando ir para a margem; outros, também ouvem, mas têm medo de atravessar o rio; outros, ainda, ouvem falar sobre o homem da margem mas não acreditam e ficam zombando dizendo: “Vocês são loucos, estão ouvindo vozes! Esse cara não existe!”, etc.

    Santa Catarina, em seu livro “O DIÁLOGO” (que ela afirma ter sido ditado pelo próprio Deus), diz que não é Deus que manda o pecador ao Inferno; mas é o próprio pecador que, na hora do juízo e cheio de desespero e ódio, não aceita o perdão de Deus e vai para o Inferno.

    Lembrando que o Inferno não é um lugar cheio cerveja e mulher pelada não (como passam nos comerciais de TV), é um lugar terrível e de extremos tormentos; onde uma vida inteira de pecados e prazeres não vale um minuto sequer lá. Porém, o Inferno é o único lugar onde não chega a luz de Deus; então, Satanás, os demônios e os condenados preferem viver lá do que se arrepender e servir a Deus.

    OS TORMENTOS DO INFERNO (ACREDITEM SE QUISER):

    “…

    14.3.2 – O JUÍZO PARTICULAR

    Os pecadores não podem desculpar-se. Continuamente são por mim convidados ao conhecimento da Verdade. Não se corrigindo enquanto podem fazê-lo, uma segunda repreensão os condenará.

    Ela acontece no último instante da vida, quando meu Filho chamar: “Surgite mortui, venite ad judicium” (Levantai-vos, ó mortos, vinde para o julgamento)! Tu que morreste para a graça e morto chegas ao fim da vida terrena, levanta-te, aproxima-te do supremo Juiz.

    Aproxima-te com tua maldade, com teus julgamentos falsos, com a lâmpada da fé apagada. No santo batismo, ela foi-te entregue acesa; tu a apagaste com o sopro do orgulho e da vaidade do coração, usados como velas enfunadas às ventanias contrárias à salvação. O amor da fama soprava teu amor-próprio (egoísmo) e tu corrias alegre pelo rio dos prazeres mundanos; seguias a frágil carne, as incitações do demônio, as tentações. Tua vontade era um pano retesado e o diabo te conduziu pela estrada do mal, junto com ele, para a eterna condenação…

    Filha muito querida, esta segunda repreensão se dá no fim da vida, quando não há mais remédio. Ao chegar o instante da morte, o homem sente remorso. Já afirmei que ele é um verme cego por causa do egoísmo. No instante final, quando a pessoa compreende que não pode fugir das minhas mãos, esse verme recupera a visão e atormenta interiormente a pessoa, fazendo ver que por própria culpa chegou a tão triste situação. Se o pecador se deixar iluminar e se arrepender – não por medo dos castigos infernais, mas por ter ofendido a suma e eterna bondade – ainda será perdoado. Mas se ultrapassar o momento da morte nas trevas, no remorso, sem esperança no sangue ou, então, lamentando-se apenas pela infelicidade em que se acha – e não por ter me ofendido – irá para a perdição. Sobrevirá, pois, a repreensão pela injustiça e falso julgamento.

    Em primeiro lugar, a repreensão da injustiça e do julgamento falso em geral, praticados no conjunto de suas ações; depois, em particular, do último instante, quando o pecador considera seu pecado maior que minha misericórdia. Este (Mt 12.32) é o pecado que não será perdoado, nem aqui nem no além. O desprezo voluntário da minha misericórdia constitui pecado mais grave que todos os anteriores. Neste sentido, o desespero de Judas desagradou-me e foi mais grave que a sua traição. Também para meu Filho! É por causa deste (último) julgamento falso que o pecador sofre a repreensão, ou seja, porque acha que sua falta é maior que meu perdão. Este é o motivo da punição, indo sofrer eternamente com os demônios.

    A repreensão da injustiça acontece porque os pecadores sentem mais tristeza pelos próprios danos que por me terem ofendido. São injustos, no sentido de que não atribuem a mim o que me pertence e a si o que é deles. A mim deveriam oferecer o amor, a tristeza e contrição dos pecados cometidos. Mas agem no sentido oposto, só demonstrando autocompaixão e angústia pelo castigo que lhes merecem seus pecados. Como vês, são injustos. E por tal motivo são punidos por uma e outra coisa. Já que desprezaram meu perdão, com justiça mando-os ao castigo (Mt 25,41), juntamente com a escrava sensualidade e o tirano demônio, a quem na sensualidade serviam. Já que solidariamente me ofenderam, juntos serão punidos e atormentados. Os próprios demônios, encarregados por mim de cumprir a sentença de justiça, atormentá-los-ão.

    Filha, tua linguagem é incapaz de descrever os sofrimentos destes infelizes. Sendo três os seus vícios principais – egoísmo, medo de perder a boa fama e orgulho – aos quais se acrescentam a injustiça, a maldade e vergonhosos pecados, no inferno os pecadores padecem quatro tormentos principais.

    Primeiro tormento é a ausência da minha visão. Um sofrimento tão grande que os condenados, se fosse possível, prefeririam sofrer o fogo vendo-me, que ficar fora dele sem me ver.

    Segundo tormento, como conseqüência, é o remorso que corrói interiormente o pecador privado de mim, longe da conversação dos anjos, a conviver com os demônios.

    Aliás, a visão do diabo constitui o terceiro tormento. Ao vê-lo, duplica-se o sofrer. No céu, os bem-aventurados exultam com minha visão e sentem rejuvenescer o prêmio recebido pelas fadigas amorosamente suportadas (no mundo); da mesma forma, mas em sentido contrário, os infelizes danados vêem crescer seus padecimentos ao verem os demônios. Nestes, eles se conhecem melhor, entendendo que por própria culpa mereceram o castigo.

    Assim o remorso os martiriza e jamais cessará o ardor da consciência. Muito grande é este tormento, porque o diabo é visto no próprio ser; tão horrível é sua fealdade, que a mente humana não consegue imaginar. Se ainda o recordas, já te mostrei o demônio uma vez assim como ele é; foi por um átimo de tempo.

    Quando retornaste aos sentidos, preferias caminhar por uma estrada de fogo até o juízo final que tornar a vê-lo. No entanto, apesar do que viste, ignoras sua fealdade. Especialmente porque, segundo a justiça divina, ele é visto mais ou menos horrível pelos condenados, segundo a gravidade das culpas.

    Quarto tormento é o fogo. Um fogo que arde sem consumir, sem destruir o ser humano. É algo de imaterial, que não destrói a alma incorpórea. Na minha justiça permito que tal fogo queime, faça padecer, aflija; mas não destrua. É ardente e fere de modo crudelíssimo em muitas maneiras, conforme a diversidade das culpas. A uns mais, a outros menos, segundo a gravidade dos pecados.

    Destes quatro tormentos derivam os demais: o frio, o calor, o ranger de dentes (Mt 22,13). Como vês, repreendo os pecadores nesta vida por seus julgamentos falsos e injustiças; se não se corrigem, faço-lhes uma segunda repreensão na hora da morte; pela ausência de esperança e arrependimento, sobrevêm-lhes a morte eterna em indizível infelicidade!

    …”.

    FONTE: Livro “O DIÁLOGO” de Santa Catarina de Sena.

    “O PRINCÍPIO DA SABEDORIA É O TEMOR A DEUS” (Provérbios 9,10)

  10. Olá Inventor do Blog,
    Não desperdice sua salvação em Cristo. Por que você sente ódio de Deus? Pense nisso. Se você comerçar a orar ou rezar em casa, pedir a Deus que mude sua vida para melhor, orações constantes vão curando seu interior que foi magoado, destruído por alguma circunstância. Viver na graça de Deus é infinitamente melhor que se manter como revolucionário, que são sofredores. Quando temos comunhão de espírito com Deus e Jesus Cristo, não preciamos de mais nada nessa vida para sentirmos felizes. Uma pessoa que o ama e lhe quer bem.

    Deus te ilumine,

    Carlos

  11. Apoiado o Carlos da msg, é bem por aí mesmo seu Barros, eu também passei e passo dificuldades na vida (pai faleceu há 6 meses, mas nunca teve harmonia entre ele e minha mãe, imagine crescer num lar conflituoso, além disso tenho TOC, minha vida sempre foi difícl, mas o jeito é se apegar com DEUS, arrepender dos erros e procurar sempre se adequar aos mandamentos de JESUS). É, seu Barros, deixe de revolta, peça perdão a Deus e o aceitte em seu croração, para q seja aceito por ele.

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