Eternidade [edição completa]

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A lembrança mais forte que tenho do período em que estava sendo doutrinado para me plugar à Matrix é a da representação artística do Paraíso impressa na capa de uma revista chamada A Sentinela, mantida e publicada pela religião denominada Testemunhas de Jeová. Era um desenho em preto e branco muito bonitinho que mostrava uma paisagem com montanhas ao fundo e com um terreno levemente ondulado em primeiro plano, gramado, cheio de árvores e de flores, com dois casais, um de adultos e o outro de idosos, sorrindo enquanto olhavam duas criancinhas afagando a juba de um enorme leão.

Não lembro quem me explicou que aquilo era o Paraíso, mas lembro que me disse que era um lugar muito bonito, onde sempre era dia, com um clima eterno de primavera; onde as pessoas estariam sempre sorrindo, sempre felizes; onde não haveria nenhum sentimento ruim, nem dor, nem morte, e até mesmo onde as feras seriam como bichinhos de estimação.

O meu cerebrozinho infantil ficou fascinado com aquilo. Claro que ficou. Os religiosos usam, mais ou menos, as mesmas técnicas que os pedófilos para seduzirem as crianças, só que o abuso que eles cometem, geralmente, se restringe ao nível mental.

Mas o caso é que a ilusão da Vida Eterna é algo muito próximo daquela cena do chá do livro As Aventuras de Alice no País das Maravilhas. Alguém apresenta um tipo de situação que só faz o mínimo de sentido se você considerar apenas aquele momento, como quando eu olhei o desenho a primeira vez, sem se preocupar com passado e futuro, com causa e efeito, e, mais importante de tudo, sem fazer perguntas.

A ideia da Vida Eterna desmorona por completo ao som de frases que terminam com um ponto de interrogação.

Talvez por isso mesmo que eu posso quase apostar que o crente comum não conseguirá lembrar de ninguém discutindo o assunto; como não conseguirá lembrar de nenhum livro, nenhum filme, nenhum sermão, nenhuma comunidade no Facebook falando sobre a Eternidade, sobre a Vida Eterna. Sou capaz de apostar que ele nunca se pegou pensando nisso, nunca parou para racionalizar o que seria viver para sempre; nunca tentou se imaginar vivendo no Paraíso, no lugar que espera ter como prêmio o direito de morar depois de morto, e pelo que pauta toda sua vida.

Não é algo um tanto quanto estranho? Viver uma vida toda sob regras rígidas para alcançar a graça, o direito, a recompensa de ir para um determinado lugar sobre o qual nunca se pensou a respeito, tendo-se, no máximo, uma ideia estática do que seja esse lugar, como uma visão de um desenho numa revista? Você passaria 10 anos que fosse da sua vida trabalhando de sol a sol para conseguir economizar dinheiro para comprar um apartamento do qual você não sabe nada, nem nunca procurou saber, e do qual só viu um desenho em preto e branco? Provavelmente não. Mas os crentes agem assim. Eles querem morar no Paraíso, mesmo nunca tendo parado para pensar sobre o assunto, sobre como será viver lá. Claro que eles não estão com nenhuma pressa e, se são acometidos de alguma doença que pode se complicar e levá-los à morte, e, portanto, mais rapidamente para o Céu, eles, como todos nós, tratam de adiar essa viagem.

Se eu pudesse voltar no tempo para encontrar de novo aquela pessoa que me explicou o que era o Paraíso, eu gostaria muito de pedir para ela responder umas poucas perguntas que aquele mesmo cérebro que ela estava, então, seduzindo, acabou por formular depois que se tornou imune às investidas desses abusadores infantis. Serão esses questionamentos que eu vou passar a expor nos textos que seguem.

Eu vou fazer algo que, se não fosse surtir justamente o efeito contrário por atiçar a curiosidade das pessoas, o papa faria questão de proibir:

Eu vou racionalizar a Eternidade.


Eu acho a visão esteriotipada que as pessoas fazem da Vida Eterna algo muito engraçado, para não dizer ridículo. Supõe-se que, na Eternidade, a vida será sempre vivida ao ar livre, numa eterna manhã primaveril de domingo, onde as pessoas andarão sorrindo para o vento, vestidas em camisolões folgados de cores claras, descalças, pisando num chão de nuvem, ou num chão de grama de um mundo-jardim, felizes da vida e sem nenhuma preocupação. Nada de contas a pagar, nem dor de barriga, nem reuniões de condomínio, nem frustrações, nem desejos, nem ambições, nem inveja, nem raiva, nem emoção, nem surpresa, nem medo, nem decepções, nem tortas de limão, nem sexo, nem tv, nem… epa!, peraí. Tem certeza de que Vida Eterna não é o mesmo que Morte Eterna? Ah, tá bom: tem diferença. Ok.

Vamos, então, fazer algo que, acho eu, você nunca havia feito antes: racionalizar a Eternidade.

A primeira coisa que preciso supor é que as pessoas entrarão na Eternidade com um corpo físico. Alguém poderia ser contrário a essa suposição, mas veja: o Inferno também faz parte da Eternidade e lá as pessoas, obrigatoriamente, terão de volta seus corpos, visto que Deus o projetou para as pessoas serem torturadas com torturas físicas. Logo, será preciso um corpo físico cheio de juntas, pontos sensíveis e com um sistema nervoso tinindo para poder dar conta de todos esses estímulos. Não dá para imaginar um espírito sentindo dor e rangendo os dentes dá? Não, não dá. Assim, admitindo-se que Deus tem sempre o mesmo peso e a mesma medida, já que uns passarão a Eternidade com o seu corpinho no Inferno, não tem por que não imaginar que acontecerá o mesmo com os que forem agraciados com o Paraíso.

Muito bem: depois do Juízo Final, os que forem salvos terão também seus corpos de volta. Mas, admitindo-se que uma beata que morreu aos 96 anos tenha tido vários corpos físicos durante a sua vida — já que ela foi um bebê, uma menina, uma moça, uma mulher adulta, uma senhora, uma velhinha —, com qual deles ela entrará na Eternidade?

Você  já havia pensado nisso?

Será  que a velhinha de 96 anos terá de volta apenas o corpo com o qual encontrou a morte? Seu “último” corpo? Assim, eu deveria supor que haverá muitas criancinhas e muitos bebês no Paraíso, ou seja, aqueles que morreram ainda bebês ou em tenra idade e foram salvos. Deve então haver algum tipo de serviço de babá no Céu? Sim, porque alguém terá que tomar conta desses bebês eternamente, pois eles morreram com corpos e mentes de bebês e vão se comportar de acordo. Aliás, o fato de estarem no Paraíso não fará a menor diferença para eles. Fará diferença apenas para os outros que poderão se distrair com as suas gracinhas. E me causa arrepios imaginar um Deus que criou uma Eternidade onde alguns dos seres que lá habitarão — no caso, os bebês — serão enfeites vivos que servirão apenas para o deleite dos outros que, por sorte, tiverem a consciência da própria existência e condição. Algo que os bebês certamente não têm e nem terão. Na Terra, isso seria apenas uma fase da vida, mas, na Eternidade, isso seria tudo que eles poderiam ser: enfeites vivos eternos.

E você  não acharia desconfortável, minha leitora, depois de ter morrido velhinha, bem velhinha, com seu corpinho decrépito, passar toda a Eternidade olhando aquelas curvas perfeitas, aquelas peles lisinhas, aqueles rostos graciosos, aqueles peitos firmes das mocinhas que morreram na “flor da idade”? Ou devo supor, também, que o corpo físico que habitará o Paraíso terá um cérebro um tanto quanto alterado, um tipo de versão atualizada do software que temos hoje, que não permitirá que as pessoas sintam certas coisas, como inveja e saudade? Você terá que concordar comigo que mesmo a pessoa mais íntegra, bondosa e pura da Terra, vez ou outra, pode sentir uma pontada de inveja, mesmo por motivos bobos, de outra pessoa, e saudade de um tempo em que era mais bonita e mais nova. E, aqui entre nós, a velhinha de 96 anos que mencionei não estaria assim diante de um motivo tão bobo e, além de tudo, teria todo o tempo da Eternidade para ser abordada por aqueles sentimentos mundanos.

Logo, começamos a concordar que quem habitará o Paraíso terá  seu corpo de volta, mas terá algumas partes do seu cérebro modificadas, apagadas ou seja lá o que Deus tenha que fazer para que aquela velhinha não venha a ficar aborrecida com a má sorte de, por ter vivido 96 anos na Terra, ter que carregar, por toda a Eternidade, um corpo murcho, enquanto umas tantas fulaninhas tiraram a sorte grande porque viveram só uns 17 anos e vão desfrutar, para sempre, de um corpinho perfeito. Se Deus não atentou ainda para esse detalhe, acho bom alguém mandar-lhe um e-mail, pois eu me atrevo a dizer que conheço um pouco as mulheres e isso poderá ocorrer sim, caso nada seja feito.

Sendo a alma feminina eterna, como se supõe que sejam todas as almas, esse resquício de despeita terrena entrará com Elas no Paraíso e Deus, certamente, terá problemas de novo.

Será  que ele já se esqueceu de Eva?

Bom, uma vez que o sexo é sempre encarado com restrições (quase um tabu) pelas religiões aqui na vida pré-Juízo Final, eu posso supor que as coisas não irão mudar no Paraíso. Claro, deixemos o Islã de fora desse raciocínio, pois Alá reserva 72 virgens para os que morrerem mártires, ou seja, aqueles que passarem toda a vida se policiando para não terem nem mesmo pensamentos impuros acerca do corpo feminino — motivo pelo qual as mulheres dos países muçulmanos têm que se cobrir da cabeça aos pés — e tiverem a sorte de, ainda virgens, morrerem numa situação gloriosa, tal como tentando atravessar um arranha-céu com um avião de passageiros. Esses sim poderão desfrutar de um bacanal eterno no Paraíso. A menos que Alá esteja aplicando uma pegadinha divina, tipo: quando o mártir chegar no Céu ele diga: “A única restrição que imponho é que todas as 72 continuem virgens. Em todos os sentidos e possibilidades…”

Mas em se tratando das religiões cristãs, creio que vale meu argumento de que o sexo no Céu será proibido, visto que os representantes de Deus quase que querem proibi-lo já aqui na Terra. Assim eu suponho que o corpo físico que viverá a Vida Eterna não terá mais essa necessidade humana, e estendo o raciocínio para concluir que também não terá uma série de outras necessidades, porque seria muito esquisito imaginar uma CEASA ou um sistema de esgoto no Paraíso. Então, já que as pessoas não terão essas necessidades físicas, qual a finalidade de viver eternamente com esse corpo físico? Por que carregar uma carcaça material se você não vai poder usá-la?

O quê? A minha leitora religiosa pensou em “perfeição”? Seria o máximo de perfeição viver para sempre com um corpo físico que nunca morreria, nem sentiria dor, nem nenhuma necessidade física? Será que ela estaria esquecendo dos bebezinhos engatinhando no Paraíso, sem a menor noção de onde estão nem do que está acontecendo, precisando eternamente de alguém para cuidar deles e servindo apenas de enfeites, de bichinhos de estimação? Ou da nossa beata de 96 anos que estaria começando a ter saudade do corpinho que tinha quando jovem, que bem que poderia estar com ela, como aconteceria de estar com as ninfetinhas que ela veria por lá? Isso seria o seu modelo de perfeição? Para mim, seria um modelo de ‘nonsense’. Isso não faz o menor sentido.

Daí  alguém poderia argumentar que o raciocínio estava errado desde o começo: o Paraíso será habitado pelos espíritos apenas, não pelos corpos físicos das pessoas salvas. O Inferno sim, mas aí é porque os condenados precisariam sofrer as torturas eternas que o Todo-Bondoso Deus preparou para eles.

Nesse caso, então, teríamos que o Céu seria habitado apenas por espíritos, certo?… Certo???

Tá. Mas você, por acaso, não estaria esquecendo que os espíritos dos que forem salvos teriam que dividir, assim, o Paraíso com Jesus, Maria, sua mãe, e o profeta Elias, então os únicos com corpos de carne e osso como o meu e o seu? Jesus subiu ao Céu com seu corpo físico e Elias foi arrebatado, tudo segundo a Bíblia; Maria ascendeu ao Céu segundo o dogma católico. E faltou mencionar, claro!, o Espírito Santo que é, logicamente, espírito, e, por fim, Deus, que pode ser matéria e espírito, fazendo a ponte entre esses dois mundos, essas duas dimensões assim criadas: a dos corpóreos e a dos antimatéria. Nossa, que salada!

De um jeito ou de outro, a coisa toda ainda fica com cara de puro ‘nonsense’. E para quem ainda não entendeu, em bom português, ‘nonsense’ é uma estória sem pé nem cabeça!


Depois do Juízo Final, as pessoas ainda terão livre-arbítrio?

Foi por ter livre-arbítrio que Eva resolveu dar ouvidos a Satanás e não a Deus acerca de provar do fruto proibido. Foi por ter livre-arbítrio que Adão resolveu dar ouvidos a Eva e não a Deus sobre o mesmo assunto. Essa desobediência em série deixou Deus tão contrariado que os dois foram expulsos do Éden. Veja você: os primeiros seres humanos, recém-saídos do forno, com o barro ainda quentinho, já usaram a prerrogativa do livre-arbítrio para fazer bobagem, causando problemas a si próprios e deixando Deus estressado. Ele deve ter, já por essa época, visto isso como um mau presságio.

Foi se valendo do livre-arbítrio que os humanos que vieram depois de Adão e Eva cometeram e acumularam tantos pecados que Deus achou por bem recomeçar a humanidade praticamente do zero, e inundou toda a Terra com o dilúvio. Mas não adiantou nada. As pessoas continuaram a usar seu livre-arbítrio para cometerem mais e mais pecados a tal ponto que Deus — já percebendo que teria que continuar, talvez para sempre, com esse negócio de genocídio (o que não seria nada bom para a sua reputação) — acabou por bolar um plano maluco pelo qual, gerando um filho numa mortal para que fosse barbaramente torturado e morto depois que sua paternidade divina fosse revelada, todo mundo tivesse um tipo de salvo-conduto contra despejos e dilúvios até o dia do Juízo Final.

Mas e depois?

Porque, se você pensar direito, um ser humano com livre-arbítrio no Paraíso não seria em nada diferente de um ser humano (ou dois) com livre-arbítrio no Jardim do Éden. Essa concessão divina não deu certo lá, não deu certo na Terra e nada garante que vá dar certo no Paraíso. Será que Deus insistiria em deixar sua obra-prima com esse privilégio e correria o risco de, depois, precisar inundar o Céu, ou fazer um “Juízo Final 2 — A Missão” ?

Então ficamos com isso: ou os habitantes do Paraíso terão ainda a prerrogativa do livre-arbítrio ou não terão.

Se não tiverem, você terá que concordar comigo que o Céu não é lugar para seres humanos; no máximo, versões robotizadas daquilo que nos acostumamos a chamar de pessoas. Se você se considera um dos que serão salvos, o que quer que chegue de você lá para lhe representar como membro da Eternidade, seja o que for essa nova criatura, meu amigo, minha amiga, ela não será você.

Se sim, se todos os salvos que habitarão o Céu puderem decidir o que fazer e o que não fazer, você vai precisar mudar a sua ideia do que seja Paraíso porque, muito provavelmente, será um lugar propenso a conflitos, intrigas, delitos, dissidências e tudo o mais com que estamos acostumados por aqui. E não adianta querer me lembrar que Deus estará no comando porque serei obrigado a lembrá-lo de que ele também estava no comando no Jardim do Éden…

E olha que lá eram só dois para ele tomar conta.


Supõe-se que Deus seja onisciente. Sendo assim, eu posso afirmar que, um segundo antes de ter estalado seus dedos para dar início à Criação, Deus já sabia que tudo daria errado. Ou seja, que Adão e Eva o desobedeceriam no Éden; que toda a raça humana teria a mácula do pecado original; que teria que afogar quase todos os seres vivos da Terra; que precisaria enviar Jesus Cristo para nos absolver do pecado; que haveria um Juízo Final e que uma grande parcela dos seres que ele estava prestes a criar iria sofrer torturas eternas no Inferno. E mesmo assim ele continuou. Estalou seus dedos divinos e deu início ao processo.

Se eu soubesse que algo que fosse fazer não iria dar certo e o fizesse assim mesmo, aposto que você poria a culpa em mim pela minha obra mal feita, não na obra em si. Por que ninguém aplica o mesmo princípio a Deus? Ora, porque ele nos deu livre-arbítrio. A culpa não é dele pela coisa toda ter desandado.

Discordo desse raciocínio. Ele sabia que sua obra iria incluir um Juízo Final e que pessoas iriam para o Inferno; e se iriam para o Inferno por causa do livre-arbítrio ou o que quer que fosse, ele também saberia o motivo. O fato é que ele não se importou com isso. Criou tudo assim mesmo.

Já  me lançaram o contra-argumento de que se eu for para o Inferno será  porque eu “quero”, pois, para ser salvo, bastaria “aceitar Jesus Cristo”. Simples assim. Mas não é essa a essência da minha proposição inicial. O que estou querendo que você entenda é que, independente de A ou B aceitar ou não Jesus e, devido à sua decisão, ir para o Céu ou para o Inferno, consumado o Juízo Final, pessoas serão salvas e pessoas irão para o Inferno. Meu argumento é o de que Deus sabia disso e não viu nenhum problema.

Como se ele tivesse pensado:

É… no fim das contas, só as Testemunhas de Jeová habitarão comigo o Paraíso pós-Juízo Final. Tudo o mais vai ter que ir pro incinerador… Mas que se dane! Lá vai.

– Pluft!

Então eu só poderia concluir que Deus estava interessado apenas na parcela de sua obra que seria salva. Ele criava uma coisa que sabia que iria se estragar em parte, mas dava-se por satisfeito com a parte que poderia aproveitar. E Deus moraria com eles no Paraíso pela Eternidade. Gente escolhida a dedo, que o amou, que dispôs do livre-arbítrio para seguir seus mandamentos. Ou seja, gente de confiança. Enfim, companhia.

Gênesis, capítulo 1, versículo 0:

“Deus, de saco cheio de sua completude, da vacuidade do Nada e de não ter o que fazer nem com quem conversar, resolveu acabar com sua solidão.”


Imagine que tudo já foi consumado e você foi salvo. Meus parabéns! Bem-vindo à Vida Eterna.

Mas e agora? O que você acha que fará no Paraíso?

Se você me disser que vai passar toda a Eternidade com a bunda numa nuvem tocando harpa para Deus, eu lhe asseguro que, talvez muito antes de passar o primeiro bilhão de anos, você irá se pegar pensando algo como: “O que será que as pessoas estão fazendo no Inferno…?”

Se os religiosos supõem que os que forem salvos estarão vivos na Eternidade, é de se esperar que eles “façam” alguma coisa lá para que possam receber o adjetivo de “vivos”. E se eles ainda conservarem seus cérebros humanos, mesmo que numa versão atualizada do software, devo supor que essa alguma coisa deva ser “prazerosa”. Então, o que essas pessoas terão para fazer durante toda a Eternidade? para ocuparem suas mentes, suas vidas? num lugar onde tudo será perfeito, sem necessidades, sem desafios, sem preocupações, sem problemas?

Eu não sei. E você, religioso ou não, também não sabe, como também não sabiam nenhum dos autores do livro sagrado dos cristãos. Por isso que tavez você só encontre na Bíblia referências ao Paraíso e à Vida Eterna na mesma configuração que o Chapeleiro Louco apresentou sua condição à Alice, ou do modo como uma leitora comentou um texto meu publicado na semana passada em que dizia que com os salvos seria assim, e com os condenados seria assado (eita! meu primeiro trocadilho): algo estático, que só faz o mínimo de sentido enquanto ninguém resolver pensar a respeito.

Paulo, em II Coríntios, começou de forma bastante interessante o capítulo 12 prometendo que iria passar a discorrer sobre “visões” e sobre “revelações” do Senhor acerca de um homem (supõe-se que estivesse falando dele mesmo) que fora arrebatado ao Paraíso, mas, talvez tendo esbarrado naquelas mesmas perguntas e concluído que não conseguiria inventar nenhuma resposta satisfatória que não estragasse seus textos, esperou apenas 3 versículos para dizer que não era lícito contar tais coisas ao homem (12:1-4). E a história seguiu por outro caminho. Alguém aí lembrou-se de Alice de novo?

Mas é fácil entender por que não podemos lidar com a Eternidade. Nossos cérebros, pelo pouco que o conhecemos hoje, evoluíram para “funcionar” em função do tempo. Praticamente tudo o que fazemos tem uma data para começar e uma expectativa de fim. Mesmo que não demos conta disso, o nosso cérebro trabalha com um “relógio interno”, igualzinho aos computadores, e todos têm a mesma frequência, já que a expectativa de vida humana, na melhor das hipóteses, gira em torno de um século. As nossas ações são cronometradas por esse “clock”.

Se eu estou estudando russo uma hora por dia durante cinco dias por semana, meu cérebro projeta uma estimativa de que eu atinja um nível intermediário no domínio desse idioma para daqui a, digamos, três anos, com uma possível data para terminar meu curso para daqui a, espero, seis anos. Caso eu quisesse antecipar minha viagem à Rússia em pouco mais de uma década, precisaria estar falando russo dentro de quatro anos, o que me obrigaria a aumentar meu ritmo de estudo. Isso tudo porque sei que tenho menos de um século de vida. Mas se eu disser para o meu cérebro que eu disponho de toda a Eternidade para aprender, ele não vai saber o que fazer: estudar russo uma hora por dia, ou uma hora a cada trilhão de anos, ou a cada sextilhão de séculos? Na Eternidade, não vai fazer diferença. Mas meu cérebro precisaria de uma resposta antes de começar a tarefa porque é assim que ele trabalha. E como eu não teria, acho que ele iria “travar” exatamente como os computadores travam.

Então, ficamos com isso: não dá para racionalizar o que as pessoas terão para fazer e ocuparem suas “vidas” na Eternidade porque os nossos cérebros não estão “configurados” para trabalhar (mesmo hipoteticamente) com a noção de tempo infinito. E se a gente forçar muito ele vai travar. Já se você disser que a Vida Eterna será uma vida completa em si mesma, perfeita, repleta de glória e exaltação ao Senhor, será o mesmo que não dizer nada; uma tentativa tola e infantil de querer aparentar saber a resposta quando, na verdade, se é tão ignorante quanto qualquer um sobre o assunto. Acho que essa é a maneira que os religiosos encontraram de pular todo o processo de racionalização — que, como vimos, não adiantou nada mesmo nesse caso — para poderem ir, sem demora, para a parte do “Se você não aceitar Jesus, irá para o Inferno”.

Isso só me faz pensar que os escritores sagrados, embora não tendo conseguido responder aquela mesma pergunta sobre o que as pessoas vão ter para fazer na Vida Eterna, pelo menos, encontraram uma maneira bem eficaz de fazer seus leitores acreditarem nela assim mesmo: a coação.

Assim sendo, você pode, como eu, ignorar essa ameaça (também sem fundamento) e entender a Vida Eterna do mesmo modo como você entende o País das Maravilhas de Alice. A outra opção seria acreditar nela porque um livro muito antigo, escrito por várias pessoas que viveram numa época de superstição e ignorância muito maior do que as da nossa, diz que ela existe. Mas você teria que acreditar cegamente nisso, ou seja, sem racionalizar.

Ou isso, ou Ctrl Alt Del.


Na Eternidade, as pessoas lembrarão da sua vida passada? Lembrarão quem foram? Lembrarão da Terra?

Eu digo a você, com toda a sinceridade, que se eu fosse salvo, por melhor que se me apresentasse o Paraíso e por pior que a vida neste planeta, às vezes, pareça ser, eu levaria boas lembranças daqui. Muitas coisas eu faria questão de lembrar, e teria saudade de outras tantas. E acho que o mesmo se aplicaria a você.

Mas será que isso seria assim? Será que seria “permitido”? Será que as pessoas no Paraíso teriam, pelo menos, a memória da vida terrena preservada? Será que poderiam ter saudade de certas coisas, de lembranças boas, de amores adolescentes, de aventuras, de lugares?

Eu também não sei responder essa; nem você sabe, nem o papa, nem ninguém.

Mas ora!, até aqui, nós só podemos dizer que esse processo de racionalização só nos deixou com mais dúvidas — em número e qualidade — do que as que tínhamos inicialmente sem fazer nenhuma pergunta. Só dá para concluirmos que sabemos agora muito menos do que antes, o que não ajuda em nada nem nos leva a lugar algum, certo?

Errado.

Houve um tempo em que as pessoas acreditavam que a Terra era plana — porque parece ser plana — e que era o centro do universo com o Sol e a Lua girando ao redor e as estrelas coladas num teto celestial — porque é assim que parece. Quando o ser humano, por seu próprio esforço e competência, vislumbrou o que estava além das aparências, deparou-se com uma infinidade de outras perguntas.

Uma Terra redonda, infinitesimal, vagando num espaço repleto de outros mundos, outras luas, outros sóis, com uma infinidade de galáxias, acenava com a desconcertante conclusão de que a fração microscópica de conhecimento que ele havia tão trabalhosamente adquirido só serviu para aumentar, na razão inversa, a sua própria noção de quanto era ignorante.

Mas todas essas novas dúvidas trouxeram de bônus uma assombrosa certeza que nenhum cientista, nenhum sábio, nenhum filósofo, nem eu, nem você, nem ninguém jamais deveria pensar em recusar:

Eu sou ignorante acerca de um Universo muito, mas muito maior do que eu imaginava!


“Qual a coisa mais importante da vida? Uma pessoa com fome diria: ‘o alimento’. Uma pessoa com frio diria: ‘o calor’. Com todas as suas necessidades atendidas, o ser humano precisa de algo mais. Os filósofos dizem que precisamos saber quem somos e a razão da nossa existência.” (do livro O Mundo de Sofia)

Mas existe entre nós uma grande parcela de seres humanos que não precisam mais perder tempo com essas filosofias… Eles já têm as respostas. Todas elas. E mesmo se — ou quando — a resposta não parece, efetivamente, uma resposta, ele continuará crendo que ela está ali, no seu livro sagrado, escrito pelo ser supremo que criou tudo: ele pensará que apenas não consegue endentê-la ou identificá-la.

O crente crê. No meu Houaiss (uáis) mastodôntico, a única acepção desse verbo em que ele é plenamente intransitivo está sob a rubrica Religião, com o significado de “ter fé”. Essa intransitividade exclusiva confirma para o crente o que lhe ensinam desde o berço: crer, apenas, basta. Nem mesmo a gramática exige um complemento. Por que, então, pedir explicações?

O crente crê na Vida Eterna. E o verbo transitivo, além do objeto indireto, pede indiretamente uma quantidade infinita de fé. Mas isso ele tem, porque ele quer o Paraíso, embora não entenda nem possa entender o que seja isso. Ele não sabe se haverá, realmente, uma Vida Eterna; por isso ele crê. Crer significa ter fé, e fé significa ser ignorante sobre algo, porque se você não fosse ignorante, se você soubesse, não precisaria acreditar.

Eu poderia escrever que a ignorância é a fonte de todas as perguntas, mas as religiões ensinam que o bom crente é o que acredita sem questionar, e que, quanto mais absurdo for aquilo em que você acredita sem fazer perguntas, mais merecedor da Vida Eterna você será. Um engodo que, segundo Richard Dawkins, é um dos mais devastadores efeitos da religião para o cérebro humano: “ensinar que é uma virtude ficar satisfeito em não entender”.

O crente não entende nem o Paraíso nem a Eternidade, mas quer passar a Eternidade no Paraíso. Ele não sabe se terá livre-arbítrio no Céu, nem se terá necessidades, vontades, desejos; não sabe como será viver lá, o que vai fazer, se será realmente uma “vida”; ele não sabe se será ele mesmo que vai estar lá, se terá memória da vida que passou na Terra, ou se vai precisar passar por uma lavagem cerebral; não sabe se vai viver com seu corpo físico ou apenas em espírio. Nesse caso específico, o livro sagrado fala em corpo glorificado, o que dá no mesmo para mim: não responde nada.

Mas eu sou ateu. Existe um ticket de entrada para o Inferno com meu nome impresso em maiúsculas. Deus sabia disso já um segundo antes de estalar seus dedos mágicos. Ele não deve ter se importado, depois, em escrever nada nesse livro para me responder o que quer que fosse.

Se Deus existe e eu for parar no Inferno, é porque eu sou parte da sua obra que não deu certo. Uma prova viva e incômoda da sua imperfeição e incompetência divinas. Alguém que se atrevesse a dizer tal coisa; alguém que se prestasse a racionalizar algo que deveria ser aceito sem questionamentos e acabasse por concluir que Deus estava mesmo só cansado da solidão; alguém que desconfiasse que Deus, sabendo-se Todo-Poderoso, resolveu criar uma raça terrena de semi-iguais apenas para ter para quem se exibir não mereceria mesmo nenhuma consideração ou idulto.

Fico muito lisonjeado em pensar que, antes do primeiro dia da Criação, antes de detonar o Big Bang, Deus tenha pensado em mim, mesmo que tivesse sido algo como:

Barros, não considero você uma boa companhia nem para um fim de semana, quanto mais para a Eternidade… Você vai para o Inferno.

– Senhor Deus, isso é “queima de arquivo”. Uma atitude típica de um criminoso, ou, ao que parece, de um Deus mesquinho, exibido e incompetente.


Felizmente, para mim, a ameaça divina que paira sobre a minha cabeça me causa tanto terror quanto a ideia de ser mordido por um vampiro. A Eternidade, no Inferno ou no Paraíso, é, assim como Deus, uma invenção humana e só sobrevive por causa da fé, da vontade de querer acreditar.

As pessoas de fé acham que entendem tudo sobre Deus e sobre a Eternidade, mas somente enquanto não fazem (ou enquanto ninguém faz) perguntas a respeito. Porque, então, tudo se apresentaria como um grande absurdo. E quando surgem respostas, ou não respondem nada, ou tornam apenas o absurdo ainda mais evidente.

Para manterem sua fé, as pessoas religiosas precisam, a todo custo, evitar tais ponderações. Por isso a conveniência de acreditar cegamente, e essa cegueira as impede de admitir que o seu Deus, o Paraíso, a Eternidade, anjos, demônios, milagres e tudo o mais, só existem nas páginas de um livro antigo. Mas é graças a essa cegueira intelectual que elas podem continuar acreditando e, em fazendo isso, continuar a manter Deus vivo em suas mentes e em suas vidas, e, com ele, a esperança de viver para sempre num mundo encantado, num País das Maravilhas, numa outra dimensão, repleta de tudo que se possa imaginar de bom e com infinitas possibilidades, desde poderem pisar num chão de nuvem até a chance de terem um leão no jardim para brincar com as crianças.

A alternativa que elas têm ao sonho encantado da Eternidade seria se render à possibilidade sem graça de que um dia, simplesmente, vão deixar de existir.

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29 Respostas

  1. Barros, adorei o texto. Ele me fez lembrar de uns crentes que vieram outro dia na minha casa para me me venderem ingressos para o “paraíso”. Na mesma hora eu perguntei: Deixa eu ver se entendi, você quer que eu me converta a uma religião que matou milhões de inocentes, para que quando eu morrer eu vá para o céu pra ficar bajulando Deus pela eternidade, num lugar sem sexo, sem álcool e sem rock n’ roll? FORA DA MINHA CASA!!!!!!! Tá de sacanagem… O paraíso ou o inferno é o HOMEM quem constrói!

  2. Pois é, rapaz… Nem me fale! Todo domingo de manhã vem aqui em casa uma legião de testemunhas de Jeová, e eu tenho que me controlar pra não ser rude, porque eu não gosto de ser rude com ninguém. Mas dá raiva ver de tão perto como as pessoas podem ser intelectualmente tapadas.

  3. Tudo bem, Barros, você até tem uma certa dose de razão. Se calhar, não existe nada para além do véu. Mas sentimo-nos realizados com essa perspetiva? Ou, simplesmente, habituamo-nos?

  4. Barros, se a vida eterna não existe, se não há um lugar para onde o corpo ou o espírito vá depois da morte, por que é que quando peço a intercessão de um parente falecido para algum problema da minha vida me sinto respondida? Autosugestão? Nada que a psicanálise não explique? Mas é que eu me sinto muito melhor!

  5. Maria, seus parentes mortos não podem interceder de nenhuma forma para lhe ajudar a resolver seus problemas. Talvez eles nem ajudassem mesmo quando estavam vivos!

    Considere o seguinte:

    A) Você tem um problema sério pra resolver, aí você pede ajuda sobrenatural de um parente morto. Veja só o que pode acontecer:

    1) você se esforça, trabalha duro, concentra toda sua atenção e dedicação até resolver o tal problema;

    2) enquanto você executa (1), acaba encontrando uma ou mais pessoas que te ajudam a encontrar a solução do problema, ou te apontam o caminho certo para resolvê-lo;

    3) o problema não pode ser solucionado e você se vê obrigada a “passar” por ele, de forma que, de um jeito ou de outro, algum tempo depois, o problema foi superado, embora não tenha sido eliminado; e

    4) uma combinação de todos esses fatores.

    B) Eu tenho um problema sério pra resolver e NÃO recorro a nenhum parente-defunto. Sabe o que pode acontecer? A mesma coisa.

    Qual a diferença entre A e B? Você foi ingrata com os vivos que te ajudaram, incluindo você mesma; e desonesta ao dar os créditos a uma pessoa morta.

  6. Está sendo muito duro, Barros. Quando eu peço auxílio aos entes falecidos ou a Deus é porque não tenho outros recursos. Mas, passando adiante, fui corrida mesmo agora de um site de T.J. onde entrei apenas há dois dias por acaso. Os meus dois primeiros comentários ainda foram postados mas o terceiro recebeu duas críticas horríveis de dois participantes e o dono do blog mandou-me embora mas, como eu fui educada, recomendou-me estudar um tema denominado «Satanás é uma pessoa real?». O assunto em que eu dei a minha opinião nem sequer tinha a ver com este tema. Apenas me limitei a fazer uma pequena exposição sobre o tema em foco que era se Jesus era o princípio, mais ou menos assim, até me esqueci de tão abalada que fiquei.
    Realmente, o fundamentalismo cristão é muito perigoso. Deviam pensar que eu estava possessa! Eu nem sequer conheço as doutrinas das T.J.

  7. Está sendo muito duro, Barros.

    Se eu apenas concordasse que os fantasmas de seus entes queridos respondem do além aos seus pedidos de socorro, eu estaria sendo gentil?

    e o dono do blog mandou-me embora

    Vai ver você não foi gentil, ou seja, não disse amém para as ilusões deles também… rsrsrsrsrs

  8. Acho que o Barros, então, devia ter se tornado Testemunha de Jeová; já que, se não me engano, eles não acreditam nem na alma espiritual e nem no Inferno propriamente dito. Para eles, o Paraíso será aqui na Terra mesmo e apenas os 144 mil eleitos (lógico, somente os membros da T.J.) irão para o Céu; sendo que os condenados à morte eterna, simplesmente, deixarão de existir em vez de sofrerem para sempre no Inferno.

    Além disso, também não acreditam na Santíssima Trindade; pois, para eles, Cristo não é Deus, mas sim o Arcanjo Miguel; e o Espírito Santo é apenas uma força, uma energia impessoal e inconsciente de Deus; etc.

    Isso faz com que os Testemunhas de Jeová não sejam considerados cristãos por outras denominações cristãs; pois, não acreditam que Jesus também é Deus, junto com o Pai e o Espírito Santo.

    O que não entendo é como alguém intelectualmente honesto ainda consegue ser Testemunha de Jeová, mesmo após eles terem falhado diversas vezes nas suas profecias sobre o fim do mundo. Sendo que a própria Bíblia afirma que se um profeta profetizar algo em nome de Deus e tal profecia não se concretizar, então, não devemos acreditar neste falso profeta.

    É por isso que, com milhares de religiões e seitas existentes no mundo, cada uma pregando uma doutrina diferente e contraditória das demais, não podemos escapar da seguinte conclusão lógica:

    – Ou todas elas são falsas; ou, então, apenas uma pode ser verdadeira!

    E se tem uma religião no mundo com chance de ser verdadeira é, justamente, a Igreja Católica; pois, podem falar o que quiser dela, menos dizer que ela não é a religião cristã mais antiga do mundo; e, pelo visto, somente nela ocorrem milagres permanentes autênticos comprovados pela própria Ciência.

    Não é a toa que o grande Rui Barbosa, anti-católico em sua juventude, após muitos estudos, vai dizer ao fim da vida: “Estudei todas as religiões do mundo e cheguei a seguinte conclusão: Religião, ou a católica ou nenhuma!”.

    Lembrando que, dentre todos os grandes fundadores das religiões, o único que afirmou ser Filho de Deus Vivo e Verdadeiro foi Jesus Cristo; e ele provou isso através do cumprimento das antigas profecias bíblicas sobre sua vinda, dos seus milagres e da sua ressurreição (a qual deixou, como prova, estampada no Santo Sudário).

    E se insisto tanto no estudo de profecias e milagres é porque a única forma de sabermos se um suposto profeta ou doutrina religiosa vem mesmo de Deus ou não, é através de profecias e milagres autênticos; pois, estes são como que a assinatura de Deus para comprovar sua existência, sua Igreja e sua verdadeira doutrina.

    E se tem uma coisa que a Bíblia e a Igreja de Cristo estão cheias é de profecias e milagres autênticos!

    Por isso, ainda insisto:

    Querem saber se Deus realmente existe e qual a verdadeira religião?

    ESTUDEM OS GRANDES MILAGRES E PROFECIAS DA IGREJA DE CRISTO E COMPAREM COM OS DAS DEMAIS RELIGIÕES!

  9. D.R.

    Se a sua religião é, segundo você, a que tem mais chances de ser verdadeira por causa dos seus “milagres”, então o que tem a nos dizer sobre todo o conteúdo deste texto sobre a “eternidade”, já que segundo o mesmo, foi a sua religião a grande inventora de mais essa crença infundada?

  10. A MULHER DO APOCALIPSE E OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ:
    ——————————————————————————–

    Certa vez, discutinho com um colega Testemunha de Jeová, que fazia de tudo para me converter, perguntei a ele quem era a mulher do Apocalipse (Capítulo 12), vestida de sol, com a lua embaixo de seus pés, coroada de estrelas, etc.?

    Como a tradução da bíblia dos TJ é bem diferente da católica e das demais denominações cristãs, eu imaginei que o texto do Apocalipse era bem diferente da minha bíblia.

    Porém, para surpresa minha, o texto até que estava bem parecido e mantinha praticamente o mesmo sentido.

    Bom, como lá fala que “a mulher deu a luz a um varão que foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono e que governará as nações com vara de ferro”, perguntei a ele se, para os Testemunhas de Jeová, aquela mulher não seria Maria; já que o varão a quem a mulher deu a luz se refere claramente a Cristo?

    Ao que, absurdamente, ele me respondeu que, para os Testemunhas de Jeová, aquela mulher do Apocalipse não se refere à Maria; mas, sim, a uma “ORGANIZAÇÃO ANGÉLICA”!

    Não sei de onde os Testemunhas de Jeová retiraram essa tal de “Organização Angélica”; mas, depois do que ele me disse, parei de discutir religião com ele. Pois, percebi que o problema não era de traduções diferentes da Bíblia, mas de interpretação e falta de honestidade intelectual mesmo por parte dos teólogos daquela seita.

    Ou seja, eles preferem adulterar todas as regras da lógica, da exegese e da interpretação de textos do que admitirem que aquela mulher é Maria. Caso contrário, se eles admitirem que a mulher do Apocalipse é Maria mãe de Jesus (como qualquer um com o mínimo de conhecimento bíblico e de honesta capacidade de intelectual pode facilmente concluir), teriam que admitir também que Maria é nossa rainha e nossa mãe.

    Pois, o próprio texto do Apocalipse diz que o grande dragão (Satanás) deixou a mulher e foi fazer guerra aos seus outros filhos (em algumas traduções: ao resto da sua semente ou ao resto da sua descendência, etc.).

    E quem são os outros filhos da mulher; ou seja, da Virgem Maria?

    São os irmãos de Jesus que os protestantes acreditam existir?

    Não, o próprio Apocalipse responde:

    SÃO AQUELES QUE GUARDAM OS MANDAMENTOS DE DEUS E DÃO TESTEMUNHO DE JESUS!

    Portanto, a própria Bíblia prova que a Virgem Maria é Nossa Rainha e também nossa Mãe; como sempre ensinou o Magistério da Igreja Católica e como há muito tempo os protestantes vêm negando!

    Mesmo porque, se Jesus nos deu até seu Pai do Céu como nosso pai também; por quê não daria sua Mãe da Terra como nossa mãe também?

    E assim se dá também com os demais pontos polêmicos da Bíblia (como a intercessão e veneração dos santos, o uso de imagens, os ‘irmãos’ de Jesus, o Purgatório, a Santíssima Trindade, etc.); onde, se estudarmos a fundo, veremos que o Magistério da Igreja Católica é que está com a razão.

    Por isso, quanto mais estudo, chego a mesma conclusão de Rui Barbosa quando disse que religião, ou a católica ou nenhuma!

    “Conhecereis a VERDADE e a VERDADE voz libertará” (J.C.)

    “Eu sou o caminho, a VERDADE e a vida” (J.C.)

    “… a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da VERDADE” (1 Tim 3,15)

  11. E se tem uma religião no mundo com chance de ser verdadeira é, justamente, a Igreja Católica;

    Agora virou uma competição!? Por que vocês não põem os “Deus” de vocês pra sair na porrada? O último a ficar de pé é o Deus verdadeiro.

    Ou, então, faz que nem o profeta Elias. Bota um monte de lenha no chão e ora pra Deus acender a fogueira. Quem acender primeiro vence.

    Palhaçada!

  12. Anônimo, esses crentes de programa que frequentam o Deusilusão não costumam comentar os textos. Eles querem é pregar!!!

  13. Bem, aqui vai uma coisa q nada tem a ver com o texto, mas vou escrever mesmo assim. É DE UMA DESONESTIDADE INTELECTUAL INCRÍVEL MISTIFICAR QUAISQUER PROCESSOS, SEJAM ELES NATURAIS, FÍSICOS OU SOCIAIS. ISSO É UMA CARACTERÍSTICA DEPLORÁVEL DE MENTES LIMITADAS, QUE, A DESPEITO DE SUA IGNORÂNCIA, JULGAM TER CONHECIMENTOS ABSOLUTOS SOBRE MECÂNICA QUÂNTICA, COSMOLOGIA E BIOLOGIA. DIZER “FOI DEUS” COMO RESPOSTA A TUDO QUE NÃO SE CONHECE É UM INSULTO A INTELIGÊNCIA PRÓPRIA E ALHEIA.
    EM ÚLTIMO CASO, COMO CHARLES CHAPLIN, POR SIMPLES QUESTÃO DE BOM SENSO, NÃO ACREDITO EM DEUS. EM NENHUM.

  14. Anônimo,

    não estou querendo fazer apologia gratuita ao catolicismo. Porém, existe um fato concreto no mundo que não deveria ser ignorado ou desprezado por quem quer que seja:

    Com milhares de religiões existentes no mundo, somente numa delas, a Igreja Católica, ocorrem (literalmente) milhares de milagres autênticos (muitos dos quais comprovados pela própria Ciência) que comprovam sua veracidade e sua doutrina.

    São mais cem milagres eucarísticos no mundo que comprovam o Sacramento da Eucaristia e mais de dois mil corpos e órgãos incorruptos de santos católicos (que destilam água ou óleo e exalam perfume durante séculos) que comprovam a doutrina da vida eterna; além de muitos outros espantosos milagres.

    Estranhamente, a única religião fundada por aquele tal Jesus que dizia ter vindo do Céu e ser Filho de Deus.

    Pesquise você mesmo por grandes milagres permanentes de outras religiões do mundo (mesmo cristãs) e compare com os da Igreja Católica; e veja quais deles já foram investigados ou passaram pelo crivo da Ciência.

    Ainda não consegui confirmar a veracidade de tal afirmação; mas, segundo o Pe. Quevedo, há também milagres permanentes autênticos na Igreja Anglicana e Ortodoxa, como corpos incorruptos de santos; porém, somente até antes do cisma com a Igreja Católica.

    Será que somente os sacerdotes inescrupulosos da Igreja Católica é que são capazes de enganar ou comprar os mais diversos cientistas e especialistas das mais diversas áreas científicas, que já investigaram os milagres da Igreja?

    Cientistas como: Richard Kuhn (Prêmio Nobel de Química), Phillip Callaghan e Jody Brant Smith (cientistas da NASA), Dr. Aste Tonsmann (Centro Científico da IBM), Dr. Javier Torroella (consultor da OMS), Dr. Enrique Graue (um dos mais competentes oftalmologistas da América), etc.; que estudaram o MILAGRE DA IMAGEM DE GUADALUPE; que, numa única ‘cajadada’, converteu mais de 8 MILHÕES DE ÍNDIOS mexicanos sem derramamento de sangue!

    E tais como: Dr. Raymond Rogers (famoso químico de Los Alamos com mais de 40 artigos publicados com peer review), competentes físicos (como os do ENEA e da NASA), cientistas das mais diversas áreas da equipe do STURP, químicos, botânicos, médicos, anatomistas, legistas, microscopistas, etc.; que estudaram e ainda estudam o SANTO SUDÁRIO, o objeto mais estudado pela ciência em toda a história e considerado por muitos o QUINTO EVANGELHO (tamanha a semelhança com os relatos dos evangelhos canônicos)!

    E tantos e tantos outros!

    Se você ou alguém aqui ainda não viu, assista o excelente documentário do History Channel “GUADALUPE: UMA IMAGEM VIVA” que conta a fascinante história e também os principais estudos realizados na Imagem de Guadalupe, com entrevista de pintores, astrônomos, físicos e até do Dr. Aste da IBM:

    E, também, o excelente e sério documentário do Discovery Channel “O MISTÉRIO DO SANTO SUDÁRIO” e sua continuação “O SUDÁRIO DE TURIM” que entrevista cientistas envolvidos no estudo do Santo Sudário e está bem imparcial e dentro de tudo o que já estudei sobre o assunto:

    E para quem quiser se aprofundar mais no estudo dos milagres da Igreja Católica, vale a pena também ler os livros “Milagres – A Ciência Confirma a Fé” e “Os Milagres e a Ciência”, do Pe. Oscar Quevedo.

    Meu raciocínio é muito simples: Se Jesus não existiu ou não ressuscitou e nem fez milagres quando veio ao mundo, muito menos agora. E, portanto, todos (repito: todos) os milagres da Igreja fundada por ele têm de ser falsos; caso contrário…

    Quanto ao artigo sobre a Eternidade, pretendo sim comentá-lo melhor depois; já que o texto é muito extenso.

  15. Com milhares de religiões existentes no mundo, somente numa delas, a Igreja Católica, ocorrem (literalmente) milhares de milagres autênticos (muitos dos quais comprovados pela própria Ciência) que comprovam sua veracidade e sua doutrina.

    Mais um comediante…

  16. Eu vi o vídeo da imagem “viva”. Hilário.

    Agora veja isso. O cara tá se encontrando todos os dias com a mãe de Deus, conversando com ela frente a frente, e, então, um dia, ele falta ao encontro porque teve que ir procurar UM MÉDICO para um tio doente… Rsrsrsrsrsrsss que falta de fé do caralho!

    E mais: o que a mãe de Deus veio fazer aqui na Terra? Revelar alguma coisa importante? Fazer um milagre global, de forma que ninguém no mundo estaria livre de não tomar conhecimento dele? Viria trazer alguma mudança drástica ao nosso mundo, pela qual todos saberiam que algo de sobrenatural aconteceu ali? Viria a mãe de Deus se revelar de uma maneira inequívoca para os homens?

    Não, gente. Ela só veio pedir que fizessem “uma casinha” pra ela.

  17. Aos 01:55 o padre relata isso:

    E aí a Virgem disse: ” — Juan Diego, eu te rogo, te suplico, eu, a Virgem Maria, mãe do Deus querido para quem nós todos vivemos, o criador do homem e dono de tudo o que existe, senhor do céu e da terra. Eu te envio ao bispo. Fale para ele que eu quero uma casinha, aqui, no campo, para que eu possa mostrar o que é o amor, o que é ternura, o que é compaixão, o que é bondade, o que é paz, o que é verdade, o que é justiça!”.

    #SeEuFosseJuanDiego eu teria respondido:

    “Com todo respeito, a dona não acha mais prático, então, aparecer diretamente pro bispo?”

  18. Barros,

    você pode até achar engraçado, isso é fácil; quero ver é você trazer pelo menos um milagre de cada grande religião do mundo, exceto a católica, que tenha sido investigado e passado pelo crivo da Ciência.

    Pode até ter sido por falta de fé, por humildade, ou sei lá o quê, que o índio foi procurar um médico; mas o fato é que seu tio (que já estava desenganado) foi milagrosamente curado.

    O quê a Mãe de Deus veio fazer aqui na Terra?

    Nada menos do que o milagre de converter cerca de 8 milhões de índios, que não queriam aceitar a religião católica, sem derramamento de sangue. já que os conquistadores espanhóis estavam querendo convertê-los à força!

    Não importa se Maria preferiu aparecer para o índio em vez do bispo; mesmo porque, o milagre era para converter a nação indígena ao catolicismo. O que importa é se há uma minúscula cena do milagre nos olhos da imagem (em tríplice imagem) e, ampliando mais ainda, nos olhos do índio que está dentro do olho da imagem. O que importa é se a imagem mantém a temperatura de um corpo humano (tanto no inverno como no verão), se tem pulso, batida de coração. O que importa é se a pupila do olho da imagem reage à luz ou não. O que importa é se a constelação da imagem corresponde ao dia e hora do milagre. Etc. Pois, tais características da imagem são IMPOSSÍVEIS de terem sido feitas por mãos humanas; não só naquela época, como até nos dias de hoje.

    Ou seja, o que realmente importa é se o milagre da Imagem de Guadalupe É AUTÊNTICO OU NÃO!

    E quem tem competência para comprovar isso, não são leigos como nós, nem fanáticos religiosos, nem ativistas céticos, nem ex-mágicos, nem palpiteiros de plantão, nem padres e teólogos e nem mesmo a Igreja; mas somente a CIÊNCIA!

  19. D. R. Mas e claro! Voce tem toda a razao.. A virgem que deu a luz deveria mesmo ter aparecido aos indios e os convencido a aderirem ao catolicismo… Fazendo com que eles perdessem boa parte de sua identidade cultural ao serem subjugados pelos espanhois conquistadores.. Isso sem contar as doenças que por ventura pegaram deles.. So um brinde extra.. Sem qualquer custo adicional… E claro que ela poderia ter aparecido aos conquistadores e os feito desistir de querer destruir os indios.. Evitando mortes de ambos os lados e ainda por cima mostrando que era errado querer destruir algo so porque era diferente.. Mas pra que não e? E como dizem… A historia e contada sempre pelos e para os vencedores..

  20. DR

    “O quê a Mãe de Deus veio fazer aqui na Terra?
    Nada menos do que o milagre de converter cerca de 8 milhões de índios, que não queriam aceitar a religião católica, sem derramamento de sangue. já que os conquistadores espanhóis estavam querendo convertê-los à força!”

    Se os nativos não queriam se converter; se a improvável mãe de Deus usou de artifícios para convencê-los, onde foi parar o famoso livre arbítrio? Percebe que esse livre arbítrio de livre nunca tem nada?

    “Pois, tais características da imagem são IMPOSSÍVEIS de terem sido feitas por mãos humanas.”

    São impossíveis até o momento em que se descubra como foram feitas. Por mãos humanas, claro.

  21. Anônimo,

    já conhecia esses artigos do Ceticismo Aberto; mesmo porque gosto sempre de ver “os dois lados da moeda” antes de tomar juízo sobre algo.

    Sobre o Milagre da Imagem de Guadalupe, toda a argumentação do artigo se baseou numa foto digitalizada de baixa resolução; quando, na verdade, a resolução do olho da Imagem de Guadalupe original é absurdamente alta; haja vista, que foi possível ampliar (PASMEM) a imagem do índio (dentro do olho da Imagem de Guadalupe) e descobrir o reflexo que tinha no olho dele. Isto é REALMENTE INCRÍVEL!!!

    “…

    Não podendo os computadores trabalhar sobre a superfície rústica e sinuosa da tilma –exigem uma superfície lisa–, o Dr. Aste tirou muitas fotografias. Os olhos da Imagem medem de 2 a 5 milímetros de altura por 3 a 7 milímetros de comprimento. O computador, dividiu nas fotografias cada milímetro quadrado em 1.600 até 27.778 micro-quadradinhos, e depois ampliou, segundo o que se pretendia, de 30 até 2.000 vezes (!!!) cada micro-quadradinho. Nas fotografias computadorizadas os olhos ficavam de enorme tamanho.

    MAIS SURPRESAS: – O espanhol com a mão na barba e o índio sentado, por estarem no extremo mais externo do semicírculo, ficavam mais perto do observador. O computador só podia ampliar os olhos do índio, porque o espanhol estava meio virado. E… em ambos os olhos!, em tripla imagem!, em relevo!, em cores!, os computadores comprovaram toda a cena de outro ângulo! Corresponde a figuras microscópicas na pequeníssima pupila da Imagem Guadalupana…

    Ampliaram 3.500 vezes as pupilas dos olhos do Bispo, que na Imagem é de um milímetro. Num espaço correspondente a uma quarta parte de um milionésimo de milímetro na Imagem, vê-se a figura do índio Juan Diego mostrando a tilma com a figura da
    Virgem de Guadalupe!

    E o olhinho de Juan Diego também refletia uma figura: a cabeça de um homem de nariz aquilino, o bispo!

    José Aste Tönsmann tivera muitos motivos para perder o sono.
    Em fim, fica colossalmente ridícula a escapatória dos… céticos. Mesmo com a tecnologia atual, quem pintaria em um grosseiro ayate figuras da dimensão, da precisão e detalhes daquelas contidas nos olhos da Senhora de Guadalupe?

    … “.

    FONTE: http://institutodeparapsicologia.com.br/?portfolio=analise-dos-olhos-por-computadores

    Aliás, pelo que eu saiba, Phillip Callaghan, além de entomologista também é biofísico e especialista em imagem infravermelha e, junto com Jody Brant Smith, eram sim cientistas da NASA. E Richard Kuhn, Prêmio Nobel de Química, realmente analisou as fibras do tecido e afirmou que não havia corante de origem animal, vegetal ou mineral.

    Outra calúnia que muitos ‘apologistas’ céticos inescrupulosos espalham por aí é sobre a não existência do índio Juan Diego. Saiba que, durante o processo de canonização de Juan Diego, a Santa Sé reuniu nada menos do que 500 (!!!) documentos probatórios sobre sua existência:

    “…

    Um dos especialistas, o Pe Fidel González, sublinhou a importância do códice em língua asteca “Nican Mopohua” que recolhe “de maneira literária mas também histórica” a intervenção de Nossa Senhora de Guadalupe. Trata-se da principal fonte documental indígena.

    Mas há outras fontes que depõem no mesmo sentido como o “Inin Huey Tlamahuizoltica” (foto ao lado), o “mapa de Alva Ixtlixóchitl”, o “Inin Huey Tlamahulzoltzin”, o testamento de Francisco Verdugo, o “Códice Florentino”, o testemunho de Fernando de Alva, e o “Códice Escalada”, recentemente descoberto contendo um “atestado de óbito” do Santo príncipe.

    Já os documentos espanhóis são mais numerosos e autorizados. O mais antigo é do segundo arcebispo de México, D. Alonso de Montúfar (1554-1573). Os Papas, desde Gregório XIII (1572-1583), concederam indulgências e privilégios à ermida.

    …”.

    FONTE: http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/2012/12/sao-juan-diego-vidente-de-guadalupe-foi.html

    Vale a pena ler o artigo por completo para desmascarar de vez essa calúnia. Vale a pena também ver a entrevista que o jornalista Naldo Gomes fez com o Pe. Quevedo sobre a Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe:

    http://gomesnaldo.wordpress.com/2010/02/27/nossa-senhora-guadalupe-parapsicologia-padre-quevedo-jornalismo-freelance/

    Se você ainda não viu, aconselho a você e a todos assistir o imperdível documentário do History Channel “GUADALUPE: UMA IMAGEM VIVA”, que indiquei antes; pois, ali, eles esclarecem muitos fatos e entrevistam pintores, astrônomos, físicos e o próprio Dr. Aste da IBM que fez a análise computadorizada dos olhos da imagem. Inclusive, fala sobre os estudos de Kuhn, Callaghan e Smith.

    Vale a pena ver esse vídeo também:

    Na verdade, o Santo Sudário, a Imagem de Guadalupe e outros supostos milagres da Igreja Católica são levados tão a sério pela Ciência Moderna que, recentemente, o ENEA (Agência Nacional Italiana para a Energia e as Novas Tecnologias) reuniu nada menos do que 40 (!!!) CIENTISTAS E PROFESSORES de diversas especialidades e países – EUA, França, Áustria, Canadá, Dinamarca, Alemanha, México, Israel, Polônia, Espanha e Itália – para estudar os aspectos químicos, físicos, mecânicos e médicos das mais famosas imagens “aqueropitas” (quer dizer, não feitas por mãos humanas), a saber, o Santo Sudário de Turim, o manto ou “tilma” de Guadalupe e o Véu de Manoppello:

    http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/2013/04/o-veu-da-veronica-2-o-que-dizem-os.html

    Penso que se o Barros, você e outros céticos radicais não acreditam em Deus e não confiam na Igreja, deveriam pelo menos acreditar e confiar na Ciência. Agora, se nem a entrevista com cientistas de verdade envolvidos no estudo dos milagres da Igreja podem convencer vocês, não serei eu a poder fazê-lo!

  22. Alyson

    Não é impressionante como os crentes tem sempre de arrumar desculpas capengas e fazer racionalizações absurdas em tudo que diz respeito a Deus?

    Não teria sido muito mais eficiente e menos cruel se Deus e a família inteira tivessem se revelado desde sempre aos nativos das Américas, assim eles não teriam tido que passar pela conversão forçada? E não teria sido muito menos perverso se não tivessem “fabricado” tantos seres humanos com essa disposição desmesurada para a cobiça e a crueldade?
    Mas não; é muito mais divino assistir de braços cruzados ao genocídio e depois mandar alguém da família pra fazer uns truques mambembes com pedaços de pano, é tão amoroso e justo isso, não é mesmo?

  23. Eu ja soube de gente que “viu” jesus e a virgem em pao bolorado e cu de cachorro.. Eu não me surprendo com mais nada

  24. Alyson e SSRodrigues,

    mais uma vez, não interessa o porque Deus fez esse milagre, o porque escolheu o índio, como fez, etc. e tal, o que importa é se o milagre É autêntico ou NÃO!

    Por acaso, a Ciência já comprovou e a Igreja já aprovou algum desses “milagres” da imagem de Jesus e da Virgem Maria em pão torrado ou embolorado, em frutas, em vidraças de janela, etc.?

    Vocês ateus, além de não crerem em Deus, ainda o ficam julgando e querendo dar opinião como Deus deveria agir para acreditarem e gostarem dele. Se Deus existe, somos nós que temos que nos submeter humildemente a Ele e não Ele a nós!

    Deus, então, deveria abrir mão da verdade e da salvação dos homens para respeitar a identidade cultural daqueles índios, respeitar a sua cultura? Como faz hoje o Governo Brasileiro e a FUNAI que faz vista grossa para a cultura indígena de enterrar crianças defeituosas ou gêmeas ainda vivas? Respeitar uma cultura de morte que chegava a sacrificar milhares de pessoas num único dia?

    VEJAM QUE HISTÓRIA INTERESSANTE:

    ” …

    O cristianismo chegou ao México com os conquistadores. Guerreiro e religioso, o povo asteca convivia com a morte na prática de seu politeísmo.

    Entre tantas lendas, acreditavam que os deuses Céu e Terra
    geraram os deuses Lua e Estrelas. Mas um dia Tonantzin, a deusa Terra, enquanto caminhava pelo deus monte Tepeyac, ficou grávida, concebendo o deus Sol. É por isso que o Sol nasce na Terra e não no Céu, como a Lua e as Estrelas. As deusas Estrelas não gostam do deus Sol, por ser filho adulterino de Tonantzin e Tepeyac. E a cada dia o deus Sol sob o ataque das deusas Lua e Estrelas, vai apagando-se pouco a pouco até cair totalmente vencido no final do dia, deixando o horizonte manchado do vermelho de seu sangue.

    O filho adulterino de Tonantzin e Tepeyac, desangrando-se quase totalmente, deixa o horizonte coberto com seu sangue. Durante a noite, apesar de governada pelos deuses Lua e Estrelas, o DEUS SOL NA ESCURIDÃO PODE REFAZER-SE GRAÇAS AO SANGUE DAS JOVENZINHAS SACRIFICADAS EM HOMENAGEM A ELE pelos astecas. FORTALECIDO, o SOL é capaz de SURGIR NOVAMENTE e clarear o dia.

    Com a dominação espanhola, os sacrifícios humanos foram proibidos. O topo da pirâmide onde se celebravam os sangrentos sacrifícios foi destruído, e no seu lugar foi construída a Igreja de Santiago, ainda hoje conservada.

    Mas continuavam vivos os mitos religiosos entre o povo. Os missionários esforçaram-se muito para que os astecas descobrissem e aceitassem o verdadeiro Deus, criador do sol, a terra, a lua e as estrelas. Mas poucos se convertiam. A idolatria estava arraigada neles. No “Colóquio dos doze apóstolos franciscanos com os sábios astecas”, estes não aceitaram que suas tradições religiosas fossem extintas: “E agora nós devemos destruir a antiga regra de vida?”

    A Nova Religião. Poucos anos depois, em 1531, “a antiga regra de vida” ia ser abandonada espontaneamente. Oito milhões de índios pediriam o batismo católico, por amor a uma jovem Rainha que um deles disse ter visto no monte Tepeyac. A jovem Rainha vestia as cores com que a rainha dos astecas se vestia nas grandes festas.

    E a jovem Rainha não era deusa. Era superior aos “deuses” sol, lua, estrelas, porque com eles se ornava. Mas estava em adoração ao fruto do Seu ventre. Usava o cinto de arminho que a rainha dos astecas usava quando estava grávida.

    Quem seria o Menino que a jovem Rainha esperava? Sobre o peito levava um broche com a Cruz de Cristo, tal como estava nos estandartes dos conquistadores espanhóis.

    “Presidindo” a vestimenta de rainha, a Cruz de Cristo, reproduzindo em tamanho pequeno a forma e círculo, como estava nos estandartes dos conquistadores.

    Os missionários franciscanos, batizavam até 15 mil índios por dia onde hoje está a linda igreja de “El Pozito” (o Poçinho).
    Toda a nação asteca, como um só homem, batizou-se e fez-se instruir na religião que veio com aquela jovem Rainha. Ela “pode ser chamada com todo o direito a Primeira Evangelizadora da América”, frisava João Paulo II, em 6 de maio de 1990.

    O índio, hoje São Juan Diego, não podia saber que o lugar, no Tepeyac, onde ele estava tendo a visão da jovem Rainha era exatamente o centro geográfico, milimetricamente, o umbigo de todo o continente americano. Símbolo de que a Senhora desejava ser também Rainha das Américas. E de fato, em 1945, Pio XII interpretava este simbólico de suposto desejo de Nossa Senhora de Guadalupe, declarando-a “Imperatriz de todas as Américas”.
    … ”

    Viram que história triste e emocionante?

    Na sua ignorância, dia após dia, eles sacrificavam as jovens porque acreditavam que o Sol brigava com a Lua e as estrelas e, no entardecer do céu avermelhado, o Sol perdia sangue; e que, se não fizessem isso, o Sol iria morrer e não nasceria no outro dia; então, o mundo ficaria nas trevas para sempre.

    Por isso, a Imagem de Guadalupe converteu tantos índios ao cristianismo de forma tão pacífica; pois, ela era um verdadeiro códice para os nativos (que os colonizadores espanhóis não conseguiam entender); como, por exemplo, ela pisando sobre a deusa Lua que eles tanto temiam!

    FONTE:

    http://institutodeparapsicologia.com.br/?portfolio=quem-e-nossa-senhora-de-guadalupe

    http://hypescience.com/ritual-asteca-grotesco-e-revelado-apos-50-cranios-serem-encontrados-em-local-de-sacrificio/

    Agora, o questionamento do porque Deus não ter feito isso antes, é realmente pertinente. Também já havia pensado nisso antes; de fato, Deus ter esperado a Igreja chegar ao México para catequizar os índios e fazer tal milagre é realmente um mistério; assim como a conversão de outros povos, exceto os hebreus.

    De alguma forma, Deus age no mundo através da sua Igreja!

    Mas, o que Deus faz ou deixa de fazer, como faz e porque faz, não cabe a nós julgar; pois, é Ele o senhor da história!

  25. D.R. em dois momentos separados por alguns milímetros de entrelinhas:

    Agora, o questionamento do porque Deus não ter feito isso antes, é realmente pertinente.

    Ah, então é pertinente!?

    Mas, o que Deus faz ou deixa de fazer, como faz e porque faz, não cabe a nós julgar;

    Ah, não é mais pertinente…

    É disso que se alimenta a fé. O crente de programa pensa: Porra, mas isso é ridículo/absurdo/nojento/imoral/etc, mas vem de Deus então foda-se!

  26. Barros,

    nós não temos como saber os desígnios de Deus e porque Ele age dessa forma.Talvez, isso tem a ver com o mistério da iniquidade.

    Um ser superior pode se rebaixar a um ser inferior; porém, um ser inferior não pode se elevar a um ser superior. Deus é infinito e nossa mente é finita; por isso, nós não podemos compreendê-lo totalmente; a não ser aquilo que Ele quiser nos revelar. Aliás, se pudéssemos, Ele não seria Deus.

    Por isso, nossa única opção é confiar nele!

    O importante, é saber se Deus existe ou não e se os milagres da Igreja são autênticos ou não! Depois, sim, veremos se Deus é bom e justo ou não!

    Parece que vocês neo-ateus não deixam opção para Deus: ou Ele não existe; ou, se existe, é mau, injusto, tirano e perverso. Assim, fica difícil!

    Aliás, penso que se Deus não fosse realmente bom, justo e paciente, vocês ativistas ateus já estariam todos fulminados!

  27. Sobre a Eternidade, realmente, talvez sabemos mais como é o Inferno do que como é o Céu; pois, além de alguns trechos bíblicos, há algumas revelações celestes sobre o Inferno, como o livro O DIÁLOGO de Santa Catarina de Sena, os sonhos de Dom Bosco, as revelações de Santa Faustina, a Aparição de Fátima, etc.

    Sobre o Céu, há também algumas “pistas” bíblicas, como as Bem Aventuranças, a parábola de rico Erpulão e do pobre Lázaro, o versículo que fala que “Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam”, a descida da Nova Jerusalém celeste no final de Apocalipse, a promessa de um corpo glorioso semelhante ao de Cristo que não mais se cansa, adoece ou morre, etc. Dom Bosco, em um de seus sonhos proféticos, também relata um pequeno vislumbre do Céu; indicando que é algo muito maior e esplendoroso do que sequer podemos imaginar:

    http://jupec.com.br/o-sonho-de-dom-bosco-parte-1-ceu/

    Deus, sabiamente, nos deixou o Céu como um “presente surpresa”. Se Deus tivesse revelado tudo de uma vez, talvez, não estaríamos aqui discutindo até hoje sobre os mistérios de Deus, da Bíblia, da Igreja e da Vida Eterna após a morte.

    Mas, o que mais importa não é o lugar onde iremos após a morte, mas com quem vamos passar a Eternidade. Um filho que ama seus pais de verdade, não importa se mora num condomínio de luxo ou numa favela, o que ele quer é viver junto deles. Assim, também, é para o cristão; ele espera é viver a Eternidade junto com Deus e com Cristo, não importando o lugar.

    Já vi uma excelente comparação relacionando a vida após a morte com o nosso nascimento aqui na Terra; onde a mãe Terra é como se fosse um grande útero materno em que nós brevemente esperamos para o novo nascimento para a verdadeira vida que nos espera na Eternidade; assim como nós nos acostumamos a viver no útero de nossa mãe e nos assustamos e choramos quando nascemos neste mundo, assim também nos assustamos com a passagem da morte para a nova vida no Céu.

    Porém, nós não podemos imaginar a vida eterna com esse corpo frágil, pesado, limitado e cansativo que nós temos aqui neste mundo; senão, é realmente difícil imaginar viver eternamente; embora, muitos que endeusam a Ciência moderna estão esperando que ela consiga criar a vida eterna aqui mesmo na Terra; como bem mostrado no filme de ficção “O PREÇO DO AMANHÔ sobre as consequências de tal possibilidade; inclusive, parece que já há um projeto do Google relativo a isso.

    Devemos lembrar que na Eternidade já não estaremos mais limitados ao espaço e ao tempo; por isso, não faz sentido especular que o nosso corpo glorioso no Céu será igual ao corpo que tínhamos ao morrer aqui na Terra. Se isso fosse verdade, imagina quem amputou um membro ou nasceu deformado!? É provável que o corpo glorioso que teremos após a ressurreição da carne (que a Bíblia fala que será semelhante ao de Jesus ressuscitado) possa assumir a idade e até mesmo a aparência que quisermos. Haja vista que Jesus, após a ressurreição, aparecia com outras feições, atravessava paredes e aparecia e desaparecia em qualquer lugar; e em algumas aparições a santos da Igreja, Jesus aparece na forma de criança em vez de adulto; e, também, nas aparições da Virgem Maria (que também já ressuscitou na carne e foi assunta ao Céu) pelo mundo, ela costuma assumir as feições típicas do povo local para mostrar que ela é Mãe de toda a humanidade e de todos os povos.

    Sim, no Céu já não há mais livre arbítrio; já que lá só se entra santo (por isso, existe o Purgatório) e todos fazem por vontade própria a vontade de Deus. Assim, como no Inferno é impossível fazer o bem, já que lá não chega a luz de Deus que é fonte de todo o bem.

    Não devemos confundir livre arbítrio com liberdade ou, pior, com libertinagem; o livre arbítrio que Deus nos deu nesta vida é a liberdade de escolher entre o bem e o mal; se buscarmos nos afastar do mal e procurarmos o bem, nos tornamos templo de Deus (fonte de todo bem) e viveremos com Ele por toda a eternidade; caso contrário, nos tornamos templo do Demônio (fonte de todo o mal) e viveremos com ele por toda a eternidade. Ou seja, quem vai para o Céu perde o pouco de mal que havia em si e quem vai para o Inferno perde o pouco de bem que ainda tinha.

    Lembrando que, no livre arbítrio, não existe a possibilidade de não seguir nem Deus e nem o Demônio e de escolher deixar de existir após a morte. Ou escolhemos um ou outro como deus de nossa vida e com eles passaremos a Eternidade!

    Se isso foi uma aposta entre Deus e o Demônio (tipo um jogo de xadrez onde nós somos as peças) ou se faz parte da Justiça Divina (onde o Satanás nos acusa dia e noite diante de Deus), não adianta ficar perdendo tempo reclamando; gostemos ou não, temos que aceitar humildemente a nossa condição de criatura e seguir as regras que foram impostas a nós.

    É difícil entrar pela “porta estreita” da salvação em vez da “larga porta” da perdição? Sim, é! Mas não impossível! Basta mirar para a vida eterna e não apenas para esta vida passageira. Mesmo porque, o pecado é uma mera ilusão; pois, o passado não importa e sim o que sentimos no presente e o que sentiremos no futuro!

    Por acaso, alguém pode viver do sabor da comida que comeu no dia anterior ou dos prazeres mundanos que viveu na juventude? De que adianta os prazeres pecaminosos desta vida passageira se vivermos o presente eterno no sofrimento e na dor do Inferno?

    Não, não penses que ser ateu (ainda mais um ativista) é tão digno e prudente quanto ser um cristão. Pois, o cristão, se estiver certo, tem tudo a ganhar; e, se estiver errado, não tem nada a perder; enquanto que um ateu, ao contrário, se estiver errado, tem tudo a perder (a própria alma); e, se estiver certo, não tem nada a ganhar.

    Pois, se Deus não existe e nem a vida após a morte, então, tudo terá sido em vão: nossas vidas, nossos estudos, nossos trabalhos, nossas virtudes e nossos pecados, nossos prazeres, nossas alegrias e sofrimentos, nosso suor e lágrimas, nossas lutas, nossas esperanças, nossos sonhos… Assim como, será em vão toda a história da grande epopeia humana; pois, cedo ou tarde, se não houver uma intervenção divina, ela deixará de existir!

    Por isso, acreditemos ou não e gostemos ou não, o fato é que, exista Deus ou não, Ele sempre foi e sempre será a nossa ÚNICA E ÚLTIMA ESPERANÇA de uma vida eterna após a morte e de um futuro para a humanidade!

    Portanto, em vez de só ficar especulando sobre se Deus é justo ou não e sobre o que nos espera após a morte, procuremos saber se Ele existe de fato ou não através do estudo das profecias e dos milagres da sua Igreja. Pois, se Deus existe, é justo que nós é que temos que nos submeter a Ele e não Ele a nós; e é bom ouvir o que o Magistério da Igreja tem a nos ensinar!

    “Conhecereis a VERDADE e a VERDADE vos libertará” (J. C.)

    “Eu sou o caminho, a VERDADE e a vida…” (J. C.)

  28. É provável que o corpo glorioso que teremos após a ressurreição da carne (que a Bíblia fala que será semelhante ao de Jesus ressuscitado) possa assumir a idade e até mesmo a aparência que quisermos.

    É. Realmente é muito provável.

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