Jesus: o Deus que saiu pela culatra

As religiões cristãs simplesmente substituíram o Deus do Antigo Testamento, que era uma divindade monstruosamente intragável, por Jesus Cristo. Se você seleciona algumas passagens bíblicas que mostram claramente que o Deus-Pai tinha sérios problemas mentais, o cristão invariavelmente responde: “Mas isso é do Antigo Testamento”, o que, para mim, é como se ele quisesse dizer: “Esse Deus aí já morreu”.

Claro que nem todos os fiéis da Bíblia concordarão com ele: os judeus e muçulmanos desprezam os Evangelhos e Jesus Cristo, e seguem lá, com suas guerras e com seus inimigos, apoiados apenas pelo Deus monstruoso que os cristãos relegaram à história de sua própria religião. E como tem louco pra tudo, os mórmons, por exemplo, resolveram inovar e, além de desprezar o Deus do Antigo Testamento, como todo bom cristão, passaram também a desprezar toda a Bíblia convencional, já que o Criador se ocupou em mandar fazer uma só pra eles…

Mas essa coisa de substituir deuses não deu lá muito certo: o cristão trocou um Deus doente mental superpoderoso por um Jesus chantagista de moral duvidosa, que fascinou os tolos criadores de cabras do Oriente Médio com algumas mágicas de circo.

Jesus Cristo acabou sendo, a longo prazo, muito mais prejudicial para a humanidade do que o Deus de um povo só, o fazedor de guerras e motivador de chacinas do Antigo Testamento.

Nos vídeos abaixo, sugeridos pelo leitor Eddie, você vai entender por quê.

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6 Respostas

  1. A gravidade existe independente de sua crença, assim como Deus. Que o Senhor tenha misericórdia da sua vida e lhe envie muitos servos e profetas a fim de lhe pregar o verdadeiro evangelho de Cristo, e que você se converta dos seus pecados e maus caminhos e torne-se amorosa por Deus, que te ama incondicionalmente, se não você já teria sido consumida pelo inferno. Deus te abençoe e proteja.

  2. Acho interessante essa militância contra o cristianismo;ora,eu não acredito em unicórnios,todavia,não escrevi nenhum livro sobre o assunto,não passo tempo algum falando sobre unicórnios;vivo minha vida como se eles não existissem.O ateísmo é a mais irracional das escolhas.

  3. Douglas,

    “Acho interessante essa militância contra o cristianismo;ora,eu não acredito em unicórnios,todavia,não escrevi nenhum livro sobre o assunto,não passo tempo algum falando sobre unicórnios;vivo minha vida como se eles não existissem.O ateísmo é a mais irracional das escolhas.”

    De todos os argumentos utilizados por teístas, este talvez seja o mais xulo, do tipo “Se não concorda comigo, você só tem o direito de ficar calado”.

    Embora não acreditemos em deus, a crença propriamente dita existe e interfere danosamente na vida de quase todos os ateus, bem como na vida daqueles com crenças diferentes.

    Este é o motivo de falarmos sobre esta crença em particular e isto já foi exaustivamente respondido por quase todos no blog.

  4. A biblia com parabola diz que uma arvore nao pode dar bons e maus frutos, mas deus e o maior caso de duplucidade de humor da biblia…

  5. Marcos Kiyoji,

    “Embora não acreditemos em deus, a crença propriamente dita existe e interfere danosamente na vida de quase todos os ateus, bem como na vida daqueles com crenças diferentes.”

    Então porque os ateus não se manifestam somente quando de fato ha interferência em suas vidas,como também com os projetos da bancada religiosa que violam o estado laico, pois procuram privilegiar o seu grupo religioso em detrimento de outros, além de perseguir outras religiões e procurar impor os preceitos de sua religião a todas as pessoas?

    O que se nota são atitudes ANTIRELIGIOSAS e não uma luta de liberdade de crença e de pensamento!Atitudes essas que procuram abolir qualquer tipo de crença e não defender um estado laico,mas sim um ESTADO ATEU.O Brasil é um país profundamente religioso e o fato de a maioria das pessoas não compreenderem o ateísmo as leva a ver os ateus com desconfiança, como se fossem pessoas desalmadas, autômatos,à toas – como o senso comum gosta de expressar. A meu ver, esse tipo de ativismo só faz sentido quando se trata se levantar questões pontuais, quando parlamentares religiosos confundem política com interesses privados, por exemplo, e às vezes querem sancionar leis para difundir seus valores em clara violação aos princípios do estado laico.É preciso admitir: toda forma de militância é chata. Seja a militância de esquerda ou direita, gay ou feminista, ateísta ou religiosa.Vendo isso, pensei no ativismo ateísta muito em voga em nossa sociedade,sempre vi com desconfiança a forma como algumas pessoas rendem loas a Richard Dawkins nas redes sociais e em fóruns na internet. É como se fosse um sentimento religioso latente que elas transpõem para um autor ou visão de mundo antirreligiosa.

    Tenho visto sites e fóruns na internet que se rotulam de ateus e, vendo os textos que publicam, percebo bastante carência de conteúdo que vá além de simples posturas de escárnio contra a religião.No que diz respeito aos sites ateus o que vejo são pessoas profundamente revoltadas com a religião e que não conseguem reverter isso para uma tentativa de compreendê-la historicamente ou de tecer críticas que não se restrinjam a meros esculachos.Não podemos nos nivelar por essas pessoas nem agir de forma análoga. A militância ateísta faria muito sentido em lugares como Irã, Egito, Indonésia, as nações islâmicas de um modo geral. Em alguns deles, porém, como o Irã, ateus são punidos com prisões e mortes. Mas não faz sentido em nossa sociedade, onde crucifixos nos tribunais ou a frase “Deus seja louvado” em nossas cédulas são apenas caricaturas culturais que em nada ameaçam nossa liberdade de expressão ou a laicidade do Estado. Se os ateus não compreenderem isso correrão o risco de ficarem agindo como tolos, apenas provocando desnecessariamente reações de escárnio e ojeriza para si. Eles precisam se vacinar contra a intolerância para não serem o equivalente antirreligioso das atitudes religiosas que combatem.

  6. Mariana,

    “Então porque os ateus não se manifestam somente quando de fato ha interferência em suas vidas,como também com os projetos da bancada religiosa que violam o estado laico, pois procuram privilegiar o seu grupo religioso em detrimento de outros, além de perseguir outras religiões e procurar impor os preceitos de sua religião a todas as pessoas?”

    Talvez porque a maioria dos ateus acha que o pensamento religioso por si só é danoso para a humanidade e portanto se vêm na obrigação de disseminar suas idéias contrárias. Da mesma forma que a maioria dos religiosos se sentem na obrigação de tentar “salvar” as almas desgarradas.

    “Tenho visto sites e fóruns na internet que se rotulam de ateus e, vendo os textos que publicam, percebo bastante carência de conteúdo que vá além de simples posturas de escárnio contra a religião.”

    Perceba que em meu comentário ataquei tão somente o argumento utilizado, deixando intacta a integridade do interlocutor. Quis apenas mostrar que o ateu tem tanto de direito de ser militante quanto o teísta, direito este que o Douglas deu a entender que deveria ser suprimido.
    É claro que nem sempre são utilizados os melhores métodos nem de uma parte nem de outra, mas isso se dá porque estes grupos são formados por pessoas e portanto são orgulhosas, passionais e imperfeitas.

    ” Mas não faz sentido em nossa sociedade, onde crucifixos nos tribunais ou a frase “Deus seja louvado” em nossas cédulas são apenas caricaturas culturais que em nada ameaçam nossa liberdade de expressão ou a laicidade do Estado.”

    Esta é justamente a minha principal crítica quanto aos religiosos em geral. A alegação de que a intolerância religiosa no Brasil é muito leve e que ateus fazem tempestade em copo d’água.
    Recomendo a leitura de um poema de Eduardo Alves Ferreira entitulado “No Caminho, com Maikóvski”. Talvez ele te ensine a ter mais empatia pelos outros e entender suas lutas por seus direitos.
    Transcrevo abaixo um trecho dele.

    “Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor
    do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz, e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer nada.”

    No que se refere a atos mais extremos e que realmente já estão irremediavelmente arraigadas em nossa cultura, concordo que seria inviável qualquer mudança, por exemplo mudar o nome de uma cidade como São Paulo, ou ruas e Estados da Federação. Isto é impossível e sem efeito prático.
    Contudo, os exemplo por você mencionados não são, ao contrário do que você afirma, “apenas caricaturas culturais que em nada ameaçam nossa liberdade de expressão ou a laicidade do Estado”.

    A inscrição no real não é cultural e sim um ato bem recente determinado arbitrariamente e de forma inconstitucional pelo então presidente José Sarney e que pode facilmente ser abolida paulatinamente com a renovação das cédulas no mercado.

    Os crucifixos nos tribunais também não são um problema insolúvel e nem de menor importância. Se fosse um assunto sem importância não haveria tanta resistência por parte de religiosos na sua retirada. Ao mesmo tempo, são símbolos de intimidação. Imagine por exemplo alguma ação em julgamento envolvendo discriminação religiosa (o que ocorre frequentemente) em que uma das partes é umbandista e que ao chegar ao tribunal encontra uma imagem do cristianismo no alto da parede sobre o juiz. Não acha isso uma grave intimidação?

    Os problemas enfrentados pelos ateus não são tão simples e irrelevantes quanto pregam alguns religiosos. São problemas que, se não combatidos de imediato, gerarão frutos desastrosos no futuro.

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