O vício mórbido das palavras vãs (parte 5)

 Diz o tolo em seu coração: Deus não existe.”

(Salmos, 14:1)

Das inúmeras discussões que já tive com religiosos, eu acabei tirando duas conclusões bem relevantes. A primeira: num debate com um crente, ele nunca entenderá o tema da discussão como sendo a crença em Deus, mas a falta dela. Isso porque ele está convencido de que está certo acerca de sua visão do mundo, convicção essa baseada na sua fé. Mas sendo a fé religiosa apenas a vontade de estar certo, essa vontade nunca poderá, por si só, gerar convicção nenhuma.

A segunda conclusão a que cheguei é a de que o Deus que o crente diz que existe não pode ser encontrado em parte alguma: nem mesmo na Bíblia. E se tem uma coisa que eu descobri que irrita os religiosos mais do que tudo no mundo, é um ateu citar seus versículos. “Ora, se você não crê nas escrituras, não pode se valer delas para fundamentar seus argumentos!”, é como geralmente eles ralham comigo.

Acontece que a Bíblia é a única prova física disponível que mostra que Deus é apenas uma invenção humana. O livro sagrado dos cristãos não passa de uma coleção de fábulas; plágios de mitos gregos, egípcios e de outras civilizações muito mais antigas do que a do povo escolhido. A criação do mundo, o pecado original, o dilúvio, a santíssima trindade, o messias salvador, tudo isso o povo de Deus ouviu contar de outros povos, durante os séculos que passou em cativeiro. Quando alguém resolveu escrever o primeiro capítulo do livro de Gênesis, estava recontando a estória que ouviu de seus pais, que a tinham ouvido de seus avós escravos, que a ouviram a primeira vez dos seus senhores na Babilônia.

A vantagem que sempre tive sobre o crente numa discussão é justamente essa: eu sei de onde a Bíblia veio, e sei o que ela realmente é. Como o cristão precisa entendê-la como sendo uma mensagem de um ser supremo, amoroso, perfeito e imutável, ele se vê em apuros quando teimo em lhe mostrar que essa perspectiva não encontra respaldo na realidade. A sujeição ao mundo real me obriga, por exemplo, a lembrá-lo que seria praticamente impossível, num tempo em que Deus falava diretamente aos humanos através das nuvens, e dava seguidamente provas incontestáveis de sua existência, ainda assim haver quem não acreditasse nele! 

 

 

 

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35 Respostas

  1. Bravo, bravo! Raciocínio e coerência que, quando aliados dão respostas exatas.

    Pois então Barros, vejo que você enriquece cada vez mais com a visita dos crentes que estão sempre “crentando” em seu espaço. Quanto mais eles falam, mais a verdade nos é revelada através dos discursos sobre suas fábulas.

  2. Barros:

    Acontece que a Bíblia é a única prova física disponível que mostra que Deus é apenas uma invenção humana.

    Você deve estar falando somente da parcela da população que acredita no velho testamento, correto? Não está examinando realmente se “Deus” existe, como um ser criador, com vontade, fora de nosso espaço e tempo. Seu artigo é simplesmente uma crítica ao Velho Testamento e as religiões que creem ser esse livro sagrado, o que alías, não é a maioria no grupo de religiões no mundo.

    A criação do mundo, o pecado original, o dilúvio, a santíssima trindade, o messias salvador, tudo isso o povo de Deus ouviu contar de outros povos, durante os séculos que passou em cativeiro. Quando alguém resolveu escrever o primeiro capítulo do livro de Gênesis, estava recontando a estória que ouviu de seus pais, que a tinham ouvido de seus avós escravos, que a ouviram a primeira vez dos seus senhores na Babilônia.

    Algum dado ou alguma fonte para demonstrar essa conclusão?

  3. O André Lopes é a primeira pessoa que eu vejo que trolla a si mesmo. Não perde uma chance de ser esculhambado,impressionante. Filho, nós vivemos numa cultura que segue o manual de instruções conhecido popularmente como bíblia, o qual usualmente é dividido em antigo e novo testamento, o que no fim das contas dá na mesma, já que o Jesus se autoproclama filho do deus do antigo. Decida-se sob qual manual de instruções você vive e vá procurar os ateus dele para contestar, que coisa!
    Fontes e dados tem por aí de monte, é só procurar. Comece pela história da Mesopotâmia.

    Ana Júdice gostei do crentando…rsrsr

  4. Ana Júdice, são os comentários dos crentes que me dão inspiração; são os crentes que me dão acesso aos absurdos e às idiotices de suas crenças. Meus parentes, conhecidos e leitores me criticam porque eu mantenho um blog para ridicularizar a religião alheia, ao que eu respondo: “A religião já é ridícula por si mesma; eu só aponto o livro, capítulo e versículo”.

    Shirley, vou terminar a série nesse fim de semana, pra que você possa publicar seu texto. Logo te mando meus comentários. Inté!!

  5. Valeu, Barros. Eu pensei em pedir que você contribuísse com suas valiosas “pitacadas”, mas não quis abusar do seu tempo e paciência.

    Esta parte de sua série, e o comentário do André me fizeram pensar numa das saídas que o cristão usa para contra-argumentar sobre a inexistência de Deus: o tempo de permanência dessa crença. Sempre dizem coisas do tipo, se Deus não existe, como você explica que dois mil anos depois tanta gente no mundo creia nele?
    Um dos problemas desse argumento já começa no fato de que os cristãos não estão falando de Deus, mas de Jesus, aparentemente sem dar pela coisa. Como você já demonstrou várias vezes, os cristãos trocaram Deus por Jesus.
    Outro problema é que esse não é o único caso de longa duração de uma crença.
    Além disso, há um fator que é geralmente ignorado, no sentido do desconhecimento histórico, que é o da associação do deus com o poder dominante.
    A civilização hebreia nunca foi relevante em termos de poder político e econômico e seu deus ficou circunscrito ao seu povo.
    O cristianismo, por outro lado, foi adotado pelo Império Romano e posteriormente pelos invasores do império, que vieram a formar a cultura hegemônica no Ocidente.
    Claro que os cristãos dizem que o imperador romano foi tocado pela graça de Deus (qual deles?) e o mais que segue, só que essa é a resposta que lhes convém, por que fica restrita ao âmbito das respostas fáceis.
    E respostas fáceis nunca dão conta de explicar questões mais complexas. Por exemplo, a “universalidade” desse deus termina sempre onde a cultura ocidental não conseguiu se impor.

  6. ssrodrigues:

    Não entendi, eu falei que o artigo critica o Velho Testamento e não a possibilidade física e filosófica de existência de um criador do universo. Parece que vocês não gostaram da pergunta, preferiram desconversar.

    Pedi por fontes dessa conclusão um tanto bombástica sobre a bíblia ser uma simples cópia de mitos anteriores e a resposta que recebi foi “fatos tem um monte”, mas se o Barros escreveu um artigo sobre isso, deve ter as fontes em mãos, poderia nos ajudar nominando-as.

  7. Ana Júdice:

    Pois então Barros, vejo que você enriquece cada vez mais com a visita dos crentes que estão sempre “crentando” em seu espaço. Quanto mais eles falam, mais a verdade nos é revelada através dos discursos sobre suas fábulas.

    É através do debate que podemos chegar mais perto da verdade, espero que você aprecie as diferenças de opiniões.

  8. ssrodrigues:

    O cristianismo, por outro lado, foi adotado pelo Império Romano e posteriormente pelos invasores do império, que vieram a formar a cultura hegemônica no Ocidente.

    Não esquecer que principalmente no início e por muitos e muitos anos o cristianismo foi exatamente perseguido pelo regime dominante. Mesmo assim não morreu, pelo contrário, floresceu até chegar aos dias de hoje.

  9. André Lopes,

    eu falei que o artigo critica o Velho Testamento e não a possibilidade física e filosófica de existência de um criador do universo.

    É verdade que o texto critica especificamente o deus bíblico, pois é a crença predominante em nossa sociedade. É por isso também que a maioria dos textos do blog falam sobre o deus bíblico.

    Mas, me corrija se eu estiver errado, o antigo testamento também é parte integrante da bíblia católica, não é?

    E você, como católico, presumivelmente acredita (ou deveria acreditar)no deus descrito na bíblia católica, correto?

    Se as duas assertivas anteriores estiverem corretas, não vejo sentido em você (enquanto católico) defender apenas a possibilidade física e filosófica da existência de um criador, pois a idéia do deus bíblico (católico) implica em uma série de características indissociáveis deste ser criador.

  10. Andre Lopes

    É mais construtivo discutir diferença de opiniões quando não está em foco a cegueira da fé religiosa que não permite enxergar a vida além das linhas de um milenar livro cheio de controvérsia que não oferecem provas dentro de um parâmetro lógico de raciocínio.
    É difícil trocar opiniões com pessoas que sustentam conceitos lendários de uma cultura importada que recontam estórias místicas de quando o homem era ainda quase primitivo e não conhecia nada mais além do horizonte que seus olhos alcançavam.
    Hoje a terra e outros planetas podem ser observados do alto por sondas a bilhões de km de distância e sabemos muito, muito mais do mundo em que vivemos o que racionalmente não nos comporta mais crer em historias narradas em pedaços de fragmentos escritos em papiros avulsos ou num rudimentar pedaço de couro de animal (a não ser que sejam comprovados pelos mesmos recursos das quais a ciência tem usado para nos revelar a coincidências dos fatos).
    Eu posso sim, ter uma discussão com você se pelo menos falarmos em fatos reias atuais, se nossos argumentos forem para nosso crescimento interior e não para regredir a 2 ou 4 mil anos no tempo em que se lapidavam pedra para fazer facas como nos tempos de Moisés, usadas para circuncidar os homens para as guerras bíblicas nas conquista de territórios.
    Apesar das diferenças, nada impede de termos um sentimento fraternal por sermos humanos, afinal, pertencermos a uma mesma espécie e falamos o mesmo idioma.

    Shirley, o “crentando” é um novo verbo que exprime toda e qualquer ação pretensiosa de alguns crentes. Aqui outro exemplo equivocado e hilário de um crente crentando que a gente tem encontrado nas ruas de nossas cidades.

    Um abraço.

  11. Marcos:

    Suas duas suposições estão corretas. Porém, o meu comentário é sobre o prisma do artigo, que não fala sobre a existência ou não de Deus como um ser criador independente de uma religião. É uma crítica ao Velho Testamento somente.

    Para uma pessoa não cristã, ou indecisa, este artigo não é válido para demonstrar a existência ou não de um Deus criador do universo.

  12. Ana Júdice:

    Entendi. Só fique atenta que normalmente quando discordamos de alguém temos a tendência a achar que o outro não vê algo óbvio que nós vemos, enquanto o outro está pensando exatamente a mesma coisa de nós. É possível num ambiente de respeito e cordialidade discutir idéias somente, de forma construtiva, sem ofender o outro lado. É difícil quando uma das partes parte para a agressão, mas temos que treinar o controle.

    Um abraço,
    André

  13. Andre Lopes

    Desculpe se, sem querer ou por falta de controle o ofendi com minha forma de pensar e não sei em que parte do comentário está a ofensa. Mas, se você está pensando exatamente a mesma coisa que eu, então estamos em concordância e me isento de estar sendo agressiva, porque como você mesmo disse:

    espero que você aprecie as diferenças de opiniões.

    Na verdade, é quase impossível haver aquiescência quando o assunto é sobre crenças religiosas porque há sempre a impressão de que houve agressão.
    É difícil debater ideias incrustadas principalmente quando o tema esbarra na fé de uma pessoa porque ela sempre vem acompanhada por sentimentos onde também todas suas esperanças estão sendo penhoradas em algum deus e não em seu próprio potencial.

    Gostaria muito de estar pelo menos ajudando as pessoas a amarem a si mesmas sem nenhuma culpa, sem aquela sensação de que se suas vidas não andam como deveria por causa do pecado original congênito e hereditário vindo do mal da imperfeição humana conforme as escrituras bíblicas reforçam, gerando aquele complexo de inferioridade por possuir uma “natureza pecaminosa e perversa”.

    Um abraço.

  14. Ana Júdice,

    Não se preocupe, em nenhum momento ofendeu a mim pessoalmente. Um abraço,
    André

  15. André Lopes

    Não esqueci que os cristãos sofreram perseguição, aliás, continuam sofrendo perseguição ainda hoje, só que agora ela é praticada por aquele povo que você diz que cultua o mesmo deus que os cristãos, os muçulmanos.

  16. ssrodrigues… será que são os cristãos que estão sendo perseguidos mesmos? http://por-que-deixei-o-cristianismo.blogspot.com.br/
    E se sentem perseguidos, por que reclamam? A Bíblia já não os tinha avisado sobre as perseguições? Assumam essa coroa de espinhos e parem de mimimi.

  17. ssrodrigues:

    Realmente, os muçulmanos gozam de toda a liberdade religiosa no ocidente e não dão a mesma liberdade para os cristãos, e muito menos aos ateus, nos país de maioria islamica. Isso já mostra que o Isla não é uma religião de tolerância.

    Quanto ao Deus, se qualquer um de nós acreditarmos num único Deus criador de todo o universo, estamos falando do mesmo Deus, ainda que chamemo-o de nomes diferentes. As religiões na terra podem interpretar a mensagem de Deus de maneiras diferentes, e claro, todas não podem estar certas ao mesmo tempo, porém isso não significa que o Deus não seja o mesmo. Imagine se temos um pai único, somos irmãos e cada um de nós chamamos o pai por um nome diferente e até discordamos sobre a sua vontade. Ainda assim, podemos dizer que falamos do mesmo pai.

  18. Ímpio:

    Esse blog que você indicou parece ser de um convertido ao Islam… não consegui achar a parte da perseguição. Você acha que os muçulmanos são perseguidos? Por quem?

    Os cristão encaram os sofrimentos da vida de uma forma resignada, pois entendem que assim como Cristo teve sua cruz, nós teremos as nossas. Isso não quer dizer sendo perseguidos não poderão falar a respeito.

  19. Ímpio

    Sim, os cristãos sofrem perseguição nos países islâmicos, onde são minoria; os muçulmanos não deixam por menos: destroem e queimam igrejas, matam, discriminam, prendem. Tudo em nome do deus deles, o tal de Alá. Esse tem sangue no zóio até hoje, não passou por um processo de “modernização”. Ao que podemos ver, o deus acompanha seu povo par e passo: quanto mais atrasado e pobre o povo, mais assassino o deus.
    Sorte minha que sou ateia aqui no Brasil, apesar dos pesares.

  20. André Lopes

    Sabe uma coisa que acho engraçada? Deus é o tal, transcendente, imanente, onipotente, onipresente, etc.,etc…

    Só que a hora que alguém aponta uma situação que esteja em contradição, ou que seja uma negação desses superpoderes todos, logo alguém se apressa a descer Deus até o nível humano.
    Vocês nunca se cansam de ficar arrumando desculpas e justificativas para Deus?

  21. ssrodrigues:

    qual situação que contradiz todas as qualidades de Deus que você citou?

  22. Você acabou de fazer isso, comparando-o com um pai humano.
    Não cabe a comparação, mesmo em se tratando de um ser fictício.

    Ow, falando nisso, que deus mais meia boca é esse que não dá conta de impedir uns filhos de matarem outros filhos?

  23. ssrodrigues:

    A questão do pai foi só um exemplo, exemplos servem para ilustrar e facilitar a compreensão de uma idéia, mas não se confundem com ela.

    Quanto a deixar os homens se matarem, é uma longa discussão e concordo de difícil explicação. Mas pense do ponto de vista do livre arbítrio do homem e de que Deus não deixará de amparar os mortos inocentes, pois Deus é justo. Este sería o raciocínio do ponto de vista cristão.

    Mas diga-me você, você tem certeza que Deus não tería nenhuma razão para permitir o mal na terra? Você acredita que é possível que de um mal surja um bem maior?

  24. André Lopes

    A questão aqui não é a forma de tratamento. Meu sogro teve doze filhos, todos vivos; alguns o tratam por “véio”, outros por “véio Jão”. Na presença dele é sempre “pai”. Sendo Deus onipresente e onisciente, todos estariam sempre na presença dele correto?
    Meu sogro tem suas preferências em relação aos filhos e os trata conforme essas preferências. Já teve atitudes injustas por causa disso.
    A questão é que meu sogro é um ser humano. Seres humanos erram. Deus não poderia errar certo? Sendo onipotente, onisciente e onipresente, além de ser (e não apenas ter) sabedoria, justiça e amor, a única coisa natural deveria ser ele impedir que seus filhos se matassem em nome dele.

    Livre arbítrio como justificativa para a omissão desse Deus não se aplica.
    Uma pessoa diante das consequências de seus atos tem livre arbítrio. A pessoa que sofre as consequências do exercício do livre arbítrio de outro não pôde exercer o seu próprio.

    Diga-me você como um ser que seria a própria bondade, justiça e amor poderia permitir o mal?
    Eu sou um ser humano, certo? Se estiver ao meu alcance intervir para evitar que algum mal aconteça a alguém eu o farei.
    Penso que a maioria das pessoas agirá da mesma maneira.
    Sendo Deus amor, bondade e justiça e tendo sido ele quem criou tudo, ele nunca deveria ter permitido a existência do mal. Tendo permitido, seria obrigação dele intervir para que muçulmanos não matassem cristãos em seu nome, por exemplo.

    Dizer que ele recompensará sofrimentos e injustiças numa outra existência é um escapismo recorrente das pessoas diante da inação de um ser que é apresentado como, nunca é demais repetir, amor, bondade, justiça. E que é onipotente, onisciente e onipresente.

    Digamos que você tem um filho pequeno. Um homem o mata, abre-lhe o abdome e leva seu fígado. Esse homem tem acesso a um centro cirúrgico, leva o fígado para lá e o transplanta em seu próprio filho, que sem um novo fígado morreria, sendo que até esta cirurgia a vida do filho tinha sido muito sofrida.
    O homem faz isso para que seu próprio filho possa viver.
    O assassinato e mutilação do seu filho será, para você, um mal. Para o filho do assassino será o bem maior, será o fim do sofrimento e o começo de uma vida muito melhor.
    Diga-me, é possível que você vá sentir assim, que de um mal (o causado a você e a seu filho) resultou um bem maior?

  25. ssrodrigues:

    Diga-me você como um ser que seria a própria bondade, justiça e amor poderia permitir o mal?

    Essa é uma das perguntas mais difíceis e eu, pessoalmente, ainda não estou em paz com essa resposta, continuo pesquisando. Porém, é uma razão contra várias outras razões que encontro para a existência de um criador do universo, por isso, esse ponto não me faz mudar de opinião.

    Acho que se fossemos robôs, e não tivessemos o livre arbítrio, nossas boas ações também não teriam valor, portanto, ao permitir o mal, Deus também passou a permitir o bem. Além disso, olhando a vida de fora, de um lugar onde espaço e tempo não existem, é possível que um sofrimento aqui na terra seja algo insuportável para nós, mas do ponto de vista da vida eterna, não seja algo tão ruim assim.

    Outra coisa a lembrar, é que segundo o cristianismo, o mal, o demônio, existe e está atuando, claro que não responde totalmente a questão, pois de certo modo Deus permitiu ao demônio existir.

    São todas dúvidas válidas, porém no exame geral dos argumentos a favor e contra, acho que não posso me tornar ateu por que não consigo explicar o mal no mundo, a menos que eu tenha certeza que Deus não teria razão para permitir o mal, e isso não sabemos.

  26. André Lopes

    “(…) nossas boas ações não teriam valor, portanto ao permitir o mal, Deus também passou a permitir o bem.”

    Você percebe que está dizendo que a Bondade permitiu que houvesse o mal antes de existir o bem?

  27. ssrodrigues:

    Eu acho que não, o que estou dizendo é que Deus permitiu a ‘possibilidade’ do bem e do mau ao mesmo tempo, independente do que ocorreu antes. Acho que é irrelevante saber o que ele permitiu antes, o principal é saber qual teria sido sua intenção.

  28. Oh? E qual teria sido a intenção dele? E mais importante, como saber qual teria sido a intenção dele? Não sei se você já notou, mas Deus não é um cara muito comunicativo. Depois da bíblia ele se fechou em copas e como vocês dizem que não vale o que está escrito lá literalmente, que é necessário “interpretar” e o mensageiro representante dele aqui na terra também precisa ser “interpretado”, receio que vocês terão que viver sem ter noção do que ele intenciona.

  29. ssrodrigues:

    Qual a sua tese? Já que Deus não aparece em horário nobre de TV para se explicar ele não existe?

  30. Rodrigues,

    A dificuldade de se expressar parece ser um hábito nas denominações que adotam a biblia como livro sagrado, a começar pela própria biblia que, aparentemente, deve ser interpretada através da inspiração divina.
    Será preciso inspiração divina também para interpretar as declarações do papa?

  31. Marcos:

    Não, não precisa inspiração divina, basta perguntar ao próprio o que ele quis dizer. Mas vocês não querem saber realmente o que ele quis dizer, vocês só querem polemizar, por isso preferem ficar nessas piadinhas sem graça.

  32. ssrodrigures e andre lopes: vejam o face!

  33. Ô Ìmpio, caso você não tenha notado, sou ateia. Isso significa que para mim Deus-Javé e Deus-Alá são tudo farinha do mesmo saco: são ambos produto de mentes primitivas apropriados por gente com vocação para mandar na vida dos outros sob o pretexto de saber o que é melhor para esses outros. Que haja montes de gente que engula essas invenções só demonstra que a maioria das pessoas nasceu para ser rebanho.
    Muçulmanos têm matado cristãos sim, assim como no passado os cristãos mataram muçulmanos, sempre em nome do deus de cada um.
    Se ainda hoje há cristãos matando muçulmanos também significa que a bestialidade humana não pode ser contida por quatro ou por três letras.
    Não sei se você é a pessoa que escreve esse blog. Se for e se sua intenção é fazer proselitismo do Islã está batendo na porta errada.
    Se você for essa pessoa está demonstrando apenas que a estupidez humana não tem limites nem senso de absurdo.
    Mostrar a “superioridade” do islamismo em relação ao cristianismo, da forma como esse blog faz só serve para demonstrar como as religiões se prestam a por a nu o pior que há nas pessoas.

  34. Marcos

    Como o principal parece ser interpretar, Deus deveria aparecer em rede nacional, em horário nobre, interpretando a si mesmo e finalmente dizendo de viva voz o que afinal de contas ele pretende.

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