Mente aberta (Pt. 2)

9/11 

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Na manhã de 11 de setembro de 2001, a América acordou em choque: algo aparentemente inconcebível havia acontecido. Nos primeiros momentos de estupor generalizado que envolveu até seu presidente, os americanos não estavam certos do que realmente estava em andamento. Então eles confiaram plenamente no que a mídia lhes mostrou e lhes contou. Depois que passou um pouco do choque inicial, muita gente quis voltar a olhar aquelas imagens e ouvir de novo aquela história. E aconteceu algo ainda mais surpreendente: eles se convenceram de que foram enganados.

Sem o estresse emocional para lhes embotar os sentidos e o raciocínio, as pessoas começaram a notar que as imagens que haviam visto não podiam corresponder à realidade. Cenas de um mesmo evento filmado por duas diferentes emissoras de tevê ocorriam de forma diferente. Uma aeronave em voo a baixa altura numa manhã de sol aparecia na tela como um borrão escuro, sem nenhum detalhe à vista. As pessoas na rua davam conta dos mais diferentes relatos para o ocorrido. Ninguém parecia saber ao certo o que estava acontecendo, exceto a mídia televisiva. E eles se apressaram em divulgar. Poucos minutos depois do ataque à Nova Iorque, as imagens e a notícia de que os Estados Unidos estavam sendo alvo de aviões comerciais usados como mísseis, comandados pelos terroristas de Osama Bin Laden, já tinham cruzado o oceano Atlântico e eram retransmitidas nas tevês do Velho Mundo. Mesmo antes da primeira torre desabar, telejornais europeus já mostravam animações explicando por que os prédios “poderiam” vir abaixo. Uma estranha preocupação, uma vez que arranha-céus não costumavam desmoronar devido a incêndio. 

O resultado disso foram incontáveis vídeos, depoimentos, entrevistas, relatos de pessoas apontando um sem-número de incoerências que compunham a chamada versão oficial. As tentativas das autoridades de explicar essas incoerências foram tão ou mais absurdas do que elas próprias, mas mesmo assim a maioria da população se contentou em fazer coro para ridicularizar os autores de tais “teorias da conspiração”.

Autoproteção. Ilusória, mas reconfortante. Covarde, mas necessária. Momentânea, mas eficaz. 

Outro “fato” histórico altamente significativo que gerou (e ainda gera) uma polêmica de idênticas proporções é o pouso na Lua. Será que faz sentido duvidar de um episódio de interesse global tão bem documentado? Sim, faz; partindo do princípio de que todas as evidências vieram de uma única fonte: a NASA.

Mas para entender o motivo da desconfiança, é preciso um pouco de História. Como tudo isso começou é demais para a minha abordagem, mas basta dizer que a gota d’água foi o envio, pelos russos, do primeiro homem ao espaço, para orbitar a Terra.

Disso você já sabia, não é? Yuri Gagarin, o primeiro astronauta no espaço. O que talvez você não saiba é que ele não foi o primeiro. Foi o décimo. Os outros nove morreram tentando. Mas não convinha mencionar isso na “versão oficial”.

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6 Respostas

  1. Mente aberta é analisar os fatos e decidir por si mesmo? Então concordo. Mas se mente aberta for dar crédito (e muitas vezes ‘repassar’) qualquer teoria, por mais maluca que seja, só por que temos que ter ‘mente aberta’, então estou fora.

    A questão do homem ir a lua, os russos seriam os primeiros a ter interesse e informações para questionar o fato e não o fizeram, portanto… malucos beleza, contem outra.

    Quanto aos atentados de 11 de setembro, a mesma coisa, tem até video do Bin Laden comemorando e afirmando que foi idéia dele.

    Daqui a pouco, vai aparecer a galera da teoria que o Bin Laden não morreu e está sendo protegido pela CIA.

  2. Se três anos atrás alguém disesse que os Americanos espionavam os governos de outros países e vasculhavam os e-mails de presidentes como a Dilma, provavelmente muitos diriam que isso é coisa de malucos conspiracionistas, hoje sabemos muito bem que isso realmente acontecia. Eles inclusive diseram que iriam parar com isso, mas dá pra acreditar nos gringos?
    Parece que as pessas têm dificuldade em acreditar que os outros mentem, inclusive autoridades.

  3. Desculpe centralsanandreas, mas só os muito desligados ou muito ingênuos não saberiam que os americanos espionam tudo. E não só eles. Todos os países têm serviços de espionagem e o alcance da bisbilhotice só depende da capacidade de cada país em fazê-lo. O nosso também espiona o que pode.
    E só os muito ingênuos vão acreditar que os americanos vão parar de espionar. Vão é encontrar formas mais dissimuladas de fazê-lo.

  4. Andre Lopes

    pra quem acredita na teoria de que um homem que na verdade era o criador do universo viveu entre os mortais fazendo magica e passando a mensagem para salvar o homem do inferno que ele mesmo tinha criado, vivendo no meio do deserto entre pessoas simples , supersticiosas e reprimidas por um outro povo mais forte e nesta luta para impor seus ideias mesmo sendo Deus, foi enganado, traido, preso, julgado, crucificado e reviveu para mostrar aos seus conhecidos que realmenete era quem dissera e voou para o seu lar para vigiar as pessoas novamente e salvar e condenar ao inferno a sua criaçao durante esses 2.000 anos e que um dia voltara!
    Puxa!
    quem acredita nisso! pode acreditar em qualquer coisa!
    Homem a lua, 11 de setembro! é tranquilo!

  5. Então porque os russos não desafiaram os EUA em relação ao pouso na lua ? E porque a sonda japonesa Selene mostrou as fotos dos equipamentos pousados e as trilhas de movimentação na superfície lunar ?
    E quantos aos espelhos de reflexão de laser em solo lunar que são usados para pesquisa ? Foi algum “ovni” que colocou-os lá por bondade ?
    Aparecem uns malucos que postam teorias sem nenhum embasamento científico na net e depois vem uma porção de aprendizes de malucos para segui-los…

  6. NUNCA imaginei que concordaria com o André Lopes e discordaria do Barros em algum post. Que decepção com o Barros e boa surpresa com o André Lopes. Tenho que dar o braço a torcer pro André do Ceticismo.net que, digamos, menospreza as teorias de filósofos e sociólogos geradas com a “bunda no sofá”. Com todo o respeito, Barros. A propósito, tenho um filósofo na família que acredita também em uma ou outra teoria conspiratória, mas não na da suposta “fraude” da Apollo 11.

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