Mente aberta (Pt. 4)

 

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Muitas vezes ouvimos alguém narrar uma situação pela qual passou e notamos certas incongruências ou exageros no relato, o que faz vibrar no mais interior do nosso ser uma desconfiança sobre a veracidade dos fatos. Pois é justamente por causa dessas incongruências e desses exageros que muitos americanos desconfiam que o pouso na Lua foi uma farsa, e que os ataques de 11 de setembro foram um trabalho interno, como eles dizem. Eu faço coro a essas pessoas, e escrevi esses textos de forma tendenciosa, imprimindo em certas frases a essência da minha dúvida, de propósito.

Entretanto, por mais que eu esteja convencido de que o meu ponto de vista é o correto, eu não demonstro um comportamento irredutível em relação a ele. Eu sei que estou avaliando a situação com o meu parco conhecimento de mundo, e talvez essa deficiência esteja me fazendo tirar conclusões erradas. Tudo bem. Aceito isso. Só preciso agora que alguém me aponte onde está meu equívoco, mas da forma correta. O que geralmente se faz é trazer o problema para a Terra: “Como você explica que os russos nunca denunciaram a fraude?”. Só que o verdadeiro problema está na Lua.

Por exemplo, nunca foi segredo que a NASA requisitou aos estúdios da Disney a construção de diversos cenários que deveriam reproduzir fielmente a superfície lunar, de forma que os astronautas pudessem fazer seus treinamentos, e de onde teria sido fácil fazer algumas fotos e filmagens fraudulentas. Mas, não, a viagem à Lua ocorreu mesmo, eles dizem.

Sim? E como foi possível evitar que os astronautas sofressem as terríveis consequências da radiação cósmica, que deveria tê-los matado em poucos meses? Por que as fotos não mostram uma cratera por baixo do módulo lunar, resultante do empuxo de 10 mil libras que o foguete estaria direcionando para o solo durante o pouso? Como foi possível dissipar o calor de dentro do traje espacial, bem como de dentro do módulo lunar, que, expostos ao Sol, alcançariam temperaturas de quase 120 °C? Por que os sensíveis filmes fotográficos fornecidos pela Kodak não foram de forma alguma afetados pela radiação cósmica, nem pelo calor? Por que o horizonte da Lua aparenta estar tão próximo dos astronautas, se eles estavam numa região reconhecidamente plana e extensa? Como se explica a discrepância de proporção entre o módulo lunar e a paisagem em volta em fotos de uma mesma missão? Essas e mais uma infinidade de outras perguntas nunca foram satisfatoriamente respondidas. Ou, se foram, soa como “Ora, a radiação no espaço não é tão intensa como se pensava”. Sério? Onde estão os estudos que comprovam isso? Desde o fim da década de 1950, o cientista americano James Alfred Van Allen demonstrou que o espaço sofre intenso fluxo de radiação, que seria letal para um ser humano. Em outras palavras, nenhum de nós poderia ir além da órbita da Terra e esperar voltar e viver uma vida longa e cheia de saúde, como foi o caso dos pioneiros da Lua.

Mas, por fim, eles sempre arrematam: “Como você acha que a NASA iria fraudar tudo aquilo numa transmissão ao vivo?”. E aqui vem a bomba: não era ao vivo. Todas as imagens chegavam, primeiro, a uma estação na Austrália para “tratamento” (devido incompatibilidade com o sistema de tevê da época), e só depois eram reenviadas, por satélite, para o resto do mundo. 

Os ataques de 11 de setembro levantam perguntas assim, que demonstram desconfiança, suspeita, dúvida. Coisas que dificilmente ocorreriam a tanta gente se todos tivessem presenciado um fato real. Mas, de novo, ninguém está sendo intransigente. As pessoas só querem ter suas perguntas respondidas, suas dúvidas eliminadas, sua inquietação acalmada pela indiscutível paz da razão. Algo muito fácil de se fazer, se tudo tivesse acontecido como eles querem que a gente acredite.

 

 

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10 Respostas

  1. A sonda japonesa Selene fotografou os rastros dos veículos elétricos usados na lua. E ainda tem os retrorefletores instalados na lua para medição com laser.

  2. Que o homem foi a lua eu creio, mas no 11 de setembro tenho minhas duvidas.

  3. ADAMANTDOG, pegue um rolo de filme virgem e coloque-o dentro de um recipiente de alumínio, como uma panela pequena tampada. Deixe a panela com o filme dentro próximo de uma fonte de calor, como uma fogueira grande, até que a temperatura dentro da panela passe de 100 graus centígrados. Espere, digamos, uns 10 minutos. Depois afaste a panela da fonte de calor, espere esfriar, e então retire o rolo de filme. Ponha o rolo dentro de uma máquina fotográfica, se conseguir, e tente tirar algumas fotos com ele…

    Esse é o questionamento que se faz, entende? Um deles. Dentro daquelas câmeras Hasselblad que a Kodak forneceu para todas as missões Apollo (11, 12, 14, 15, 16 e 17) o filme estaria cozinhando como dentro da panela da nossa experiência. Seria impossível o filme se manter íntegro. A questão é, nesse caso: eles podem até ter ido à Lua, mas falsificaram todas as fotos e filmagens.

  4. A maior parte da radiação solar é de ondas eletromagnéticas desde infravermelho até o ultravioleta.
    As radiações pesadas são raios alfa e beta onde a velocidade das partículas pode variar entre 400 e 800 km/s, com densidades próximas de 10 partículas por centímetro cúbico, facilmente blindadas por películas metálicas finas.
    A radiação infravermelha é a responsável majoritária pelo calor gerado, mas veja que não há atmosfera na lua para armazenar esse calor, assim sendo, os objetos só se aquecem pela incidência direta da luz. Blindagens reflexivas e filtros para radiações infravermelhas, ultravioletas e raios X resolveriam facilmente os problemas com a radiação incidente nas câmeras de filmes e na proteção de humanos.

  5. Não há atmosfera na Lua, mas o interior do módulo e o interior dos trajes espaciais continha ar.

    Os astronautas estariam também sujeitos à exposição letal de raios xis e raios gama, mas a NASA nunca revelou como os trajes (ou o módulo) os protegiam disso. O que é bem estranho porque ela poderia estar vendendo a tecnologia para as empresas que manipulam material radioativo.

    Você já pensou no que acarretaria uma “blindagem” num módulo lunar que precisaria ser transportado, por foguete, a partir da Terra? Já procurou dar uma olhada para saber quantos milhões de dólares se gasta por cada quilograma a mais que se manda pro espaço?

    “Por que não dá pra fabricar avião com o mesmo material de que são feitas as caixas-pretas?”

    Pra fabricar dá. Mas ele não vai decolar.

  6. Barros:

    Não há atmosfera na Lua, mas o interior do módulo e o interior dos trajes espaciais continha ar.

    Sim, mas eram estanques e blindados contra a radiação. Formando um sistema fechado, portanto.

    Os astronautas estariam também sujeitos à exposição letal de raios xis e raios gama, mas a NASA nunca revelou como os trajes (ou o módulo) os protegiam disso. O que é bem estranho porque ela poderia estar vendendo a tecnologia para as empresas que manipulam material radioativo.

    Muito provavelmente foram os estudos com radiações que propiciaram a criação das blindagens e trajes espaciais, não o contrário.
    Logo, a tecnologia de blindagem foi desenvolvida antes da saga lunar, com o estudo da radioatividade e suas utilidades.
    Devemos levar em conta que a densidade de radiação no espaço é bem menor do que a encontrada dentro de reatores nucleares que exigem blindagens complicadas estruturalmente e pesadas.

    Você já pensou no que acarretaria uma “blindagem” num módulo lunar que precisaria ser transportado, por foguete, a partir da Terra? Já procurou dar uma olhada para saber quantos milhões de dólares se gasta por cada quilograma a mais que se manda pro espaço?

    Tanto foi viável para o nível de radiação do espaço, que foi possível enviar homens para lá sem que morressem ”cozidos”.
    Aliás, a própria estrutura metálica da nave já seria uma blindagem eficiente pra maioria das radiações existentes.
    Evidentemente que custou caro e ninguém iria jogar esses milhões no lixo se não fosse possível blindar confiavelmente os aparelhos.
    Veja que a Estação Espacial Internacional que orbita a Terra, vai muito bem, com todas as blindagens que ela possui. E ainda devemos considerar que os astronautas ficam por lá por meses seguidos.
    A micro gravidade parece causar mais males ao corpo humano na ISS do que a radiação que é barrada pelas blindagens.
    Olha, isso não quer dizer que não haja radiação dentro da ISS, mas ela é mantida num nível aceitável para a vida humana.

    “Por que não dá pra fabricar avião com o mesmo material de que são feitas as caixas-pretas?”
    Pra fabricar dá. Mas ele não vai decolar.

    No caso da caixa-preta de aviões, elas foram planejadas para aguentarem grandes impactos e grandes temperaturas para poderem ”sobreviver” aos acidentes.
    Não se trata do mesmo caso das blindagens contra a radiação espacial.

  7. Veja que a Estação Espacial Internacional que orbita a Terra, vai muito bem, com todas as blindagens que ela possui. E ainda devemos considerar que os astronautas ficam por lá por meses seguidos.

    A Estação Espacial Internacional, todos os satélites, e todas as órbitas ao redor da Terra foram feitas a uma altura inferior ao “cinturão de Van Allen”, um turbilhão radioativo gerado pelo campo magnético da Terra nos ventos solares, que dá origem a uma proteção natural contra a radiação.

    Mas manda os links de onde você pegou essas informações. Vai ser interessante ler.

  8. Os meus links estão no fim do último texto da série.

  9. Algumas considerações:

    Radiação ionizante e calor
    Desafios e respostas
    Os astronautas não poderiam ter sobrevivido à viagem devido a exposição à radiação do cinturão de Van Allen e a radiação ambiente galáctica (veja envenenamento radioativo). Alguns teoristas da fraude sugerem que o Starfish Prime (teste nuclear a alta altitude em 1962) foi uma tentativa falha de romper os cinturões de Van Allen.
    :
    * A Lua está dez vezes mais alta que os cinturões radiativos de Van Allen. As espaçonaves atravessaram os cinturões em apenas 30 minutos, e os astronautas estavam protegidos da radiação ionizante pela carcaça de alumínio da espaçonave. Além disso, a trajetória da órbita de transferência da terra para a Lua pelos cinturões foi selecionada para minimizar a exposição à radiação. Mesmo o dr. James Van Allen, que descobriu os cinturões de radiação de Van Allen, refutou as alegações de que os níveis de radiação eram muito perigosos para as missões Apollo. Plait cita uma dose média de menos de um rem, o equivalente a radiação ambiente recebida por quem vive ano nível do mar por três anos.57 , pp. 160–162 A espaçonave passou pelo intenso cinturão interno em minutos e o cinturão externo com energia mais baixo em cerca de uma hora e meia. Os astronautas estavam protegidos da radiação pela espaçonave. A radiação total recebida na viagem era aproximadamente a mesma recebida por operários no campo nuclear em um ano.69
    :* A radiação é na verdade uma evidência que os astronautas foram à Lua. Irene Schneider relata que trinta e três dos trinta e seis astronautas da Apollo envolvidos nas nove missões Apollo que deixaram a órbita da Terra desenvolveram os primeiros estágios de cataratas que se demonstrou serem causados pela exposição à radiação dos raios cósmicos durante suas viagens.70 Entretanto, somente vinte e sete astronautas deixaram a órbita da Terra. Pelo menos trinta e nove ex-astronautas desenvolveram cataratas. Trinta e seis deles estavam envolvidos em missões de alta radiação como as missões lunares da Apollo.71

    Os filmes nas câmeras deveriam ter sido velados por esta radiação.

    :* O filme foi mantido em compartimentos metálicos para evitar que a radiação velasse a emulsão dos filmes.57 , pp. 162–163 Além disso, os filmes levados por sondas lunares não tripulares como do programa Lunar Orbiter e Luna 3 (que usava processos de revelação de filmes on-board) não foram veladas.

    A superfície da Lua durante o dia era tão quente que o filme da câmera teria derretido.
    :
    * Não há atmosfera para transferir de forma eficiente o calor da superfície lunar para dispositivos como as câmeras que não estavam em contato direto com o solo. No vácuo, somente a radiação funciona como mecanismo de transferência de calor. A física da transferência de calor por radiação é bem entendida, e o uso correto de acabamento óptico e pintura era o suficiente para controlar a temperatura do filme dentro das câmeras; a temperatura nos módulos lunares foi controlada com acabamentos similares que davam a elas a cor dourada. Além disso, enquanto a superfície lunar realmente fica bastante quente durante o meio-dia lunar, todos os pousos das Apollo foram feitos pouco tempo após o sol se levantar sobre o lugar do pouso. Durante as estadas mais longas, os astronautas perceberam o acréscimo na carga dos refrigeradores de suas roupas espaciais conforme o Sol continuava a se elevar e a temperatura superficial aumentava, mas o efeito era facilmente contrabalançado pelos sistemas ativos e passivos de resfriamento.57 , pp. 165–67 O filme não estava sob luz solar direta, por isto ele não superaqueceu.72
    :* Nota: todos os pousos lunares aconteceram durante o dia lunar. O dia lunar dura aproximadamente 29½ dias, e como consequência um dia (amanhecer até anoitecer) dura quase quinze dias. Assim não havia nascer ou por do Sol enquanto os astronautas estavam na superfície. A maior parte das missões aconteceram durante os primeiros dias terrenos do dia lunar.

    A tripulação da Apollo 16 não poderia ter sobrevivido a uma grande erupção solar que disparou quando eles estavam a caminho da Lua. “Eles deveriam ter sido fritos.”
    :
    * Nenhuma grande erupção solar aconteceu durante o voo da Apollo 16. Houve grandes erupções solares em agosto de 1972, depois que a Apollo 16 retornou à Terra e antes do voo da Apollo 17.

    Aspectos mecânicos
    Desafios e respostas
    Não há uma cratera ou outro sinal de que a poeira tenha sido espalhado como visto nos filmes de 16 mm de cada pouso.17 , p. 75
    :
    * Não deveria haver nenhuma cratera. O Descent Propulsions System (sistema de propulsão de descida) estava com a pressão mínima durante o final do pouso. O Módulo Lunar não estava mais desacelerando rapidamente, assim o motor de descida só precisava suportar o peso próprio do Módulo Lunar, que estava diminuído em 1/6 pela gravidade lunar e pela quase exaustão do combustível usado na descida. No pouso, o impulso divido pela área do nozzle é de cerca de 10 quilopascais (1,5 Psi).57 , p. 164 Além do nozzle do motor, o escape se espalha e a pressão cai rapidamente. (Em comparação, o primeiro estágio do Saturn V F-1 produzia 3,2 megapascais (459 Psi) na saída do nozzle.) Os gases de escape do foguete expandem muito mais rapidamente após deixar o nozzle do motor em um ambiente de vácuo do que na atmosfera. O efeito de uma atmosfera nos gases de um foguete podem ser facilmente vistos em lançamentos da Terra: conforme o foguete sobe sobre a atmosfera cada vez mais fina, o escape dos gases alarga de forma bastante perceptível. Para reduzir este efeito, os foguetes projetados para operações no vácuo tem sinos maiores que os projetados para uso na superfície da Terra, mas eles ainda assim não podem evitar este espalhamento. Os gases do Módulo Lunar, portanto, expandiram-se rapidamente bem além do local de pouso. Entretanto, os motores de descida espalharam muita da poeira extrafina da superfície, como pode ser visto nos filmes de 16mm de cada pouso, e muitos comandantes de missão comentaram seu efeito sobre a visibilidade. Os modulos de descida estavam se movendo não apenas na vertical, mas também na horizontal, e as fotos mostram o efeito na superfície dos gases durante o final da descida. Finalmente, o regolito lunar é bastante compacto logo abaixo de sua superfície de poeira, tornando impossível os motores criarem uma “cratera”.57 , pp. 163–165 De fato, uma cratera de descida foi medida sob o Módulo Lunar da Apollo 11 usando os comprimentos das sobmras dos sindos do motor de descida e as estimativas da quantidade que o equipamento de pouso comprimiu, e o quão profundo os apoios da cápsula pressionaram a superfície lunar, e o resultado encontrado foi que o módulo lunar erodiu uma camada de 10 a 15 cm de profundidade do regolito logo abaixo do sino do motor durante a descida final e pouso.75 ,pp. 97–98

    Veja mais em:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Acusa%C3%A7%C3%B5es_de_falsifica%C3%A7%C3%A3o_nas_alunissagens_do_Programa_Apollo#Radia.C3.A7.C3.A3o_ionizante_e_calor

  10. “Os ataques de 11 de setembro levantam perguntas assim, que demonstram desconfiança, suspeita, dúvida. Coisas que dificilmente ocorreriam a tanta gente se todos tivessem presenciado um fato real.”
    Parece que você não sabe como as teorias conspiratórias funcionam. Se houver milhões de pessoas em um evento, outras tantas bilhões ainda não estarão lá. Considere, como já disse Carl Sagan, que (se não me engano) 5% das pessoas veem coisas e fatos que não existem ou aconteceram de fato, então em um evento com milhões de pessoas, ainda é capaz que alguns milhares delas afirmem ter visto coisas que não ocorreram. Se algum conspiracionista soltar um hoax sobre o evento, é bem provável que uma parte dos esquizofrênicos presentes acabe confirmando o boato como verdadeiro. É possível criar teorias conspiratórias para tudo, algumas serão mais factíveis, outras não. Algumas terão milhões de adeptos, outras só algumas dezenas. Como disseram em outro blog ou no youtube, se o Obama peidar em uma coletiva, alguns malucos dirão que é uma mensagem secreta para os illuminati. rs

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