Deus e o Pequeno Príncipe [Republicação]

Meu texto “adorável” sobre o seu Deus detestável:

 

Eu moro sozinho num planeta, igual ao Pequeno Príncipe, e nunca me preocupei com a existência de deuses. Não mesmo! As coisas no meu planeta são tudo preto no branco. Eu me preocupo com a gravidade, com vulcões, com rosas e com baobás… Nenhum deus nunca interferiu em nenhuma dessas coisas e, portanto, eu nunca me interessei por eles. Muito menos pelo seu Deus em particular.

Aí, um dia, você desce aqui nesse meu planeta com a sua Bíblia debaixo do sovaco, e em vez de perguntar qual o meu nome, ou se eu coleciono borboletas, quer saber isso:

Você acredita em Deus, Nosso Senhor e Salvador?

Ao que eu, naturalmente, respondo:

Hein?

A partir desse diálogo esclarecedor, você passa a me relatar tudo o que há na sua Bíblia, no seu livro sagrado, que é a origem do seu “conhecimento” sobre esse Deus específico. Ao final desse curso intensivo, onde eu fui informado, através de você, que, por sua vez, foi informado disso através da sua Bíblia, que foi escrita por pessoas que, segundo outras pessoas, foram informadas daquilo tudo porque foram inspiradas pelo ser supremo sobre o qual o livro supostamente fala — [respire] —, bom, eu fui informado, então, sobre os seis dias da Criação, sobre as “vontades” de Deus, sobre suas regras para me livrar do Inferno… Fui informado, também, de que algumas coisas que estão nesse livro sagrado não devem ser levadas ao pé da letra, outras sim; fui informado de que algumas coisas não se aplicam mais nos nossos dias, mas outras ainda sim; e de que algumas coisas soam erradas, são contraditórias, estúpidas, ridículas, cruéis, perniciosas, degradantes, etc., mas só porque, especificamente nesses trechos, os homens que escreveram esses tais livros sagrados não estavam 100% conectados a Deus e, tendo perdido a conexão, escreveram o que lhes vinha à cabeça, o que não nos podia fazer esperar que fosse algo que prestasse!

Enfim, depois disso, e mesmo sem ter me explicado como ou de onde tirou esse discernimento aí sobre que trechos descartar, você me repete a pergunta:

— Você acredita agora em Deus, Nosso Senhor e Salvador?

Ao que eu respondo calmamente, depois de ter avaliado como as coisas sempre estiveram funcionando perfeitamente bem sem nada daquilo: “— Eu não!”.

E, aí, você se estressa, como se estressam todos os crentes ante uma atitude assim, em que a fé simplesmente não aparece para “iluminar” tudo, como faz o sol saindo por detrás de uma nuvem densa…

Você, então, torna-se mais alterado e começa a esbravejar e a falar alto, citando inúmeros versículos bíblicos dessa mesma Bíblia que você acabou de me confessar não ser lá muito confiável. Você se estressa, se revolta e se enfurece porque eu, de repente, virei um tipo de adversário a quem derrotar, pois me recuso a não querer abandonar essa minha “condição de ateu”, que — note-se — desembarcou junto com você no meu planeta.

E como parece que não há nada que me faça ceder e aceitar o que você aceita, você se vê obrigado a inverter a lógica das coisas e a querer passar para mim toda a responsabilidade de mostrar a você que o seu Deus não existe. E quando eu lhe informo que não vou me dar ao trabalho, porque não há como provar que “uma coisa que não existe” não existe, e mesmo que houvesse eu não me importaria em fazer isso — e por que me importaria se, até ontem, eu sequer tinha conhecimento da sua crença? — , enfim, quando eu lhe informo que não compartilho da sua fé e que o seu Deus não me interessa, você descarta seu trunfo:

— Você então acredita que Deus não existe, o que o torna, também, um crente, porque também tem fé.

O “argumento” mais recorrente. A UTI que mantém Deus vivo num mundo feito de átomos. O subterfúgio engenhosíssimo do autoengano.

:

Leia o meu texto completo: Fé & Autoengano

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29 Respostas

  1. Vou pegar um “gancho” desse texto para explicar uma coisa que confunde a cabeça de muita gente boa, como até a do webstar Pirulla: Ateus não acreditam que Deus não existe!

    Eu sei: frases com dupla negativa são uma merda de entender…

    Vamos lá…

    O argumento é: “Ateus ACREDITAM que Deus NÃO existe.

    E essa afirmação é uma afirmação idiota. O Pirulla concordou com ela por puro “deslize intelectual”. Está desculpado.

  2. O vídeo, a quem interessar ver. (Muito interessante por sinal)

  3. Barros:

    O rapaz do vídeo quis redefinir os termos ateus e agnóstico, porém, mudar o sentido das palavras não vale. Fui buscar a definição e NÃO é igual a defendida por ele:

    Agnóstico: a person who believes that nothing is known or can be known of the existence or nature of God or of anything beyond material phenomena; a person who claims neither faith nor disbelief in God

    Ateu: a person who disbelieves or lacks belief in the existence of God or gods

    Nas definições acima, ateus não creem na existência de Deus, enquanto agnósticos acreditam não ser possível saber sobre a existência de Deus.

    Portanto, o ônus da prova para mim como crente na existência de Deus é o mesmo que para você ou outro ateu que é ‘crente’ na não existência de Deus.

  4. Portanto, o ônus da prova para mim como crente na existência de Deus é o mesmo que para você

    Você inventa um amiguinho imaginário e eu que me lasque pra provar que você tá doido?

    Ó que puxa!

  5. Barros:

    Amiguinho imaginário é o que os novos ateus irônicos usam como tentativa de humilhar quem discorda deles.

    Há inúmeras razões científicas e filosóficas para crer que há um ser criador do universo. Só que a maioria dos ateus foge dessa discussão, preferem dizer “estou cagando e andando se Deus existe”, como disse o seu coleguinha do vídeo.

    Portanto, se você não tem provas da não existência de Deus, ok, eu também não tenho provas da sua existência. Mas eu admito que não há provas e que ambas as possibilidades estão à mesa. Porém não fico me escondendo atrás de bordões. Os ateus tem que parar com esse auto-negação da realidade, afinal, vocês não são os arautos da racionalidade?

  6. Há inúmeras razões científicas e filosóficas para crer que há um ser criador do universo.

    O que você chama de “razões filosóficas”, se bem medido e bem pesado, não passam de jogos de palavras.

    E o que você chama de “razões científicas” são apenas fruto da sua ignorância somada à sua vontade de estar com a razão.

    Na melhor das hipóteses, essas “razões científicas” sustentariam a existência de QUALQUER deus, não apenas “o seu Deus”.

  7. Olá, André Lopes, tudo bem?
    Sobre seu comentário, eu entendo que não dá pra provar cientificamente a existência dos Deuses, logo, o cerne da questão seria “tomar uma decisão”, “fazer uma escolha”. Suas experiências físicas, emocionais e psíquicas o levaram a crer em algum Deus e viver como se Este fosse importante para você, o Barros por exemplo, foi levado a não crer pelos mesmos motivos e os Deuses são irrelevantes para ele.
    Dito isto, o mínimo que poderíamos fazer, é respeitar um ao outro e viver nossas vidas sem imposições alheias, independente se existem outras vidas ou não, esta aqui é muito curta e perdemos muito tempo brigando. Mas cada um decide como bem entende usar seu tempo, afinal, é uma questão de escolha!
    Abraço a todos.

  8. se voce acredita em qq coisa mesmo as insignificantes , logo voce é um CRENTE ! pois acredita em algo como diz no inicio deste texto . entendeu ????

  9. Dizer que existem razões científicas para acreditar em um ser criador do universo é uma piada forte….rs

  10. Leandro:

    Concordo, esse foi o meu ponto, o ônus da prova é do crente tanto quanto do ateu, ambos os lados chegam a conclusões diferentes sobre uma ‘probabilidade’. Você acha que eu desrespeitei o Barros? Volte nas mensagens e veja. Temos sim que respeitar as pessoas, desde que sejamos respeitados. A vida é curta, por isso temos que pensar nas grandes questões da humanidade e não ficar gastando nosso tempo com coisas tolas. Abraço.

  11. Barros:

    E o que você chama de “razões científicas” são apenas fruto da sua ignorância somada à sua vontade de estar com a razão.

    Frase pastel de vento, já estou acostumado. Quando se fala de constantes físicas, como a gravidade que tem valor EXATO para permitir equilíbrio no universo e evitar que tudo não passe de poeira cósmica e nem quem tudo se atraia e se colida novamente, isso é uma razão física, cientificamente comprovada que leva a conclusão que a probabilidade de uma mera coincidência é extremamente pequena.

    Na melhor das hipóteses, essas “razões científicas” sustentariam a existência de QUALQUER deus, não apenas “o seu Deus”.

    Ja falei aqui antes que quando falo probabilidade da existência de um ser criador do universo, falo em nome do teísmo, não de uma religião ou outra. Portanto, não cabe falar em “meu Deus”, o Deus é único, independente da religião.

  12. Paul Muadib:

    Dizer que existem razões científicas para acreditar em um ser criador do universo é uma piada forte….rs

    Não vejo graça nenhuma na piada, vejo sim uma tentativa de sair por cima sem responder a minha colocação.
    Já respondi ao Barros sobre UMA das razões científicas, há outras, mas responda como você explica a gravidade ter um valor de exatidão milionésima, caso contrario os planetas não se formariam. Pare de rir e mãos a obra.

  13. André Lopes, qual a sua religião afinal?

  14. Olá, André Lopes, agradeço pela resposta.
    Se meu texto fez parecer que houve desrespeito de alguma parte, peço perdão, não foi minha intenção.
    Discutir um tema subjetivo e pedir provas objetivas do mesmo, acredito ser incoerente. Do mesmo jeito, atribuir subjetividade a fatos objetivos, também o acho. O interessante seria,ao meu ver, julgar cada tema dentro de seu campo.
    Abraço

  15. Barros:

    Eu não tenho religião, pois não há nenhuma que eu concorde 100%, mas dentre as que eu conheço, a católica é a que mais me identifico.

  16. Leandro:

    Obrigado pelos esclarecimentos. Quanto a sua colocação do tema subjetivo vs. objetivo, sei que quando há divergências sobre algo, o mais fácil é encerrar o assunto com algo do tipo “cada um acredita no que quer”. Essa solução ajuda a terminar a discussão, porém, o fato é que a realidade é objetiva, ainda que nossa análise seja sempre subjetiva. Portanto, Deus existe ou não existe, independente do que eu, você ou outros pensem. Encerrar o assunto não encerra a questão.

  17. Olá, Andre.
    Concordo com você, a realidade é objetiva. Já as deidades, não creio que sejam. Se você crê que sejam, sem problema pra mim. Abraço.

  18. Andre Lopes, on 12/04/2014 at 18:43

    Barros:
    Eu não tenho religião, pois não há nenhuma que eu concorde 100%, mas dentre as que eu conheço, a católica é a que mais me identifico.

    Para manter-se em seu sonho infatiloide, o crente precisa mesmo desses malabarismos impregnados de desonestidade intelectual. Veja o que você escreveu um pouco antes:

    Andre Lopes, on 12/04/2014 at 01:09

    Portanto, não cabe falar em “meu Deus”, o Deus é único, independente da religião.

    Sua desonestidade é patente no momento em que você usa e abusa das crenças cristãs, baseadas em toda a mitologia bíblica, mas, quando lhe convém, foge para um campo em que só você conhece o “deus” a que se refere.

    Quando mencionei que o seu raciocínio serviria para validar a existência de QUALQUER divindade, você escreveu “não cabe falar em ‘meu Deus’, o Deus é único”. Veja que derrapada: escrever “Deus” com “D”, que é justamente como os católicos de um deus só (ou 3 em 1) se referem à divindade deles. Resumindo, na sua desonestidade inconsciente, você quis dizer isso:

    Não existe esse negócio de “meu Deus”, pois só existe um deus e é aquele no qual eu acredito.

    Ora, como você pode achar que há um criador de tudo, que todos os deuses são apenas a mesma manifestação desse criador, ao mesmo tempo que se identifica com o catolicismo que só admite o Deus deles, com D, e nega todos os demais?

    Contradição mandou lembranças.

  19. Barros:

    Quanta ginástica para tentar complicar e tentar fazer aparecer que estou em contradição quando a minha posição é extremamente simples: eu não sei se o Deus cristão é o tal, até acho que seja, mas sei que é fé minha. Por isso admito que pode ser outro, ou pode ser o mesmo Deus se manifestando em diferentes épocas e locais de forma diferente. Enfim, eu creio num único criador do universo, se eu não tenho certeza do nome dele, se é Cristo, Jeová, Buda, o que for, e daí???

    Você que é infantil em querer vender para o seu público que basta você escrachar a Bíblia que isso de alguma forma escracha a existência de um criador do universo.

    Quando mencionei que o seu raciocínio serviria para validar a existência de QUALQUER divindade, você escreveu “não cabe falar em ‘meu Deus’, o Deus é único”. Veja que derrapada: escrever “Deus” com “D”, que é justamente como os católicos de um deus só (ou 3 em 1) se referem à divindade deles.

    Depois de muita frase vazia e eu te desafiando a falar algo com conteúdo, você finalmente aceitou o desafio e veio com esse “grande” argumento que eu estou errado por escrevi Deus com “D” e não com “d”. Vejo que não tem algo mais substancial para dizer.

    Ai você disse que eu disse:

    Não existe esse negócio de “meu Deus”, pois só existe um deus e é aquele no qual eu acredito.

    Quando o que eu disse foi exatamente o contrário, simplesmente disse que creio só haver 1 único criador do universo, o nome dele está em debate, eu creio no Cristianismo, mas admito que é questão de fé.

    Ora, como você pode achar que há um criador de tudo, que todos os deuses são apenas a mesma manifestação desse criador, ao mesmo tempo que se identifica com o catolicismo que só admite o Deus deles, com D, e nega todos os demais?

    Basta você voltar e ver que eu disse que não tenho religião, mas ‘me identifico mais’ com a católica, eu não disse que acredito em absolutamente tudo que diz a igreja católica.

  20. Andre Lopes, em 13/04/2014 at 22:59

    eu disse que não tenho religião, mas ‘me identifico mais’ com a católica, eu não disse que acredito em absolutamente tudo que diz a igreja católica.

    Mas é claro!

    É como o torcedor que só veste a camisa do time quando ele está bem no campeonato.

    É por isso que é tolice discutir com crentes como você porque “Deus” assume a forma que lhe convém para “ganhar” um debate.

    Mas isso não significa que você seja burro ou mau caráter. É apenas porque precisa manter essa desonestidade intelectual para sustentar seu sonho.

    Aliás, eu aposto que seu sonho de imortalidade, paraíso, presentinhos celestes seja o mesmo da igreja católica…

  21. Barros:

    O que você quer dizer então é que uma pessoa só tem 2 caminhos: ou aceita uma religião 100% ou a recusa 100%? Os Testemunhos de Jeová adoraram o seu conselho. Cadê o seu senso de liberdade intelectual? Acho que estou exercitando a minha liberdade, e fico surpreso ouvir de um ateu como você esse tipo de conselho à la Taliban.

  22. O que você quer dizer então é que uma pessoa só tem 2 caminhos: ou aceita uma religião 100% ou a recusa 100%?

    Não.

    O que eu quero dizer é que o crente junta as peças disponíveis de um mito e monta na cabeça o Deus que acha mais conveniente.

    Vou escrever daqui a pouco um texto sobre isso. Publico amanhã.

  23. Concordo com o Andre Lopes!

    Há sim muito mais evidências filosóficas, históricas e científicas favoráveis à existência de Deus do que à não existência; como já detalhei em tópicos anteriores, como: “To be, or not to be…”, etc.

    Penso, também, que um dia a Ciência pode chegar muito perto de provar a existência de Deus pelo estudo dos milagres permanentes; pois, os milagres permanentes podem ser objetos de estudo pela Ciência e são provas objetivas da existência de Deus ou, pelo menos, da existência do sobrenatural.

    É claro que a Ciência não pode afirmar que o autor de um milagre autêntico é realmente o Deus judaico/cristão; mas pode declarar se o milagre é autêntico ou não ou se viola ou não as leis da natureza e, portanto, se tem origem sobrenatural ou não. Já que podemos especular que o autor do milagre poderia ser um alienígena, um ser de outra dimensão, o administrador da Matrix, etc. Por isso, temos que usar o bom senso e ter fé que o autor do milagre é realmente o Deus judaico/cristão; ainda mais, se o milagre ocorreu justamente na Igreja supostamente fundada por Deus.

    Por outro lado, discordo que todas as religiões são verdadeiras; neste ponto, eu concordo com o argumento dos ateus quando questionam: “Se Deus existe, por quê há tantas religiões no mundo, cada uma com uma crença distinta?”.

    Pela lógica, se há tantas religiões no mundo com doutrinas tão divergentes entre si (inclusive, entre as doutrinas cristãs), então, ou todas são falsas (como argumentam os ateus) ou somente uma pode ser verdadeira!

    Ora, se existe um só Deus verdadeiro (que é o que a filosofia e a teologia afirma) e se religião significa religar o homem a Deus, então, só pode existir uma única religião verdadeira. Religião essa que tem que ser, necessariamente, fundada por Deus e não por homens; religião essa que tem que ter, necessariamente, profecias e milagres autênticos; pois, são coisas impossíveis aos homens e são como que a assinatura de Deus para comprovar sua existência, sua Igreja e sua verdadeira doutrina.

    É fato histórico que, de todos os fundadores das religiões existentes, o único que afirmou ser Deus e comprovou isso através de seus milagres e da sua ressurreição foi Jesus Cristo. E esse tal Jesus, que afirmou ser Deus, antes de partir, também fundou uma Igreja há quase 2000 anos atrás: a Igreja Católica Apostólica Romana.

    Não é a igreja do Zoroastro, do Buda, do Maomé, do Alan Kardec, do Edir Macedo ou do pastor da esquina; é a suposta igreja do próprio Cristo que afirmou ser Deus.

    E, por incrível que pareça, com milhares de religiões no mundo, somente numa (a Igreja Católica) parece ocorrer profecias e milagres autênticos que passam pelo crivo da própria Ciência moderna.

    Portanto, se tem uma religião no mundo com chance de ser verdadeira, é a Igreja Católica e nenhuma outra. E afirmo isso não para fazer apologia gratuita ao catolicismo ou para humilhar ou zombar da religião e da fé alheia; mas sim por causa da lógica e do fato de que somente nela há profecias e milagres autênticos comprovados pela própria Ciência.

    Qualquer um que, de mente aberta e sem preconceitos, estudar a história das religiões e fazer um estudo comparativo de seus milagres também vai chegar a esta conclusão.

    Não foi à toa que o grande Rui Barbosa, anti-católico em sua juventude, após muitos estudos concluiu ao fim da vida: “Estudei todas as religiões do mundo e cheguei a seguinte conclusão: religião, ou a católica ou nenhuma!”.

    Infelizmente, percebo que poucas pessoas dão interesse ao estudo dos milagres (não só ateus, mas até crentes). No entanto, a simples confirmação pela Ciência da autenticidade, por exemplo, do Santo Sudário trará incríveis consequências religiosas, filosóficas, científicas, culturais, políticas e sociais para toda a humanidade; como:

    – a prova da realidade espiritual para a Ciência;

    – a prova da existência histórica de Jesus e da existência de Deus para os ateus e agnósticos;

    – a prova de que existe ressurreição da carne e não reencarnação para os espíritas;

    – a prova de que Deus permitiu fazer sua imagem para os protestantes;

    – a prova de que Jesus é o Messias para os judeus;

    – a prova de que Jesus realmente foi crucificado e ressuscitou e que não foi apenas um profeta para os muçulmanos (como afirma o Alcorão);

    – a prova da autenticidade da Igreja Católica e da religião cristã para todas as outras religiões do mundo,

    – etc., etc., etc.

    E se o Homem do Sudário foi capaz de fazer o mais difícil, que é ressuscitar dos mortos, por quê não seria também capaz de curar os doentes, andar sobre as águas, multiplicar os pães e visitar o nosso mundo através do ventre de uma virgem?

    E se esse homem (que disse ser filho de Deus) morreu por nós pregado numa cruz; por quê duvidar do que ele disse nos Evangelhos e da Igreja que ele mesmo fundou?

    Aquele mesmo que disse:

    – “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!”

    – “CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ!”

    – “TU ÉS PEDRO, E SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA!”

  24. Já vi muita gente falando sobre milagres e mais milagres e o que é engraçado, que a doenças eliminadas pelos “milagres”, sempre são: tumores no fígado, tumores nos rins, sangramentos, etc etc mas nunca vi o sujeito nascer sem uma das pernas ou sem um dos braços e alcançar um milagre onde lhe devolvido o membro perdido ou não recebido no momento de seu nascimento……A pergunta é: Seria mais difícil pra deus??? ou deus não está com este poder todo???

  25. Anônimo,

    não é à toa que o Pe. Quevedo vem desafiando há muitos anos a qualquer médium, pastor ou curandeiro a lhe curar uma simples cárie de dentes.
    Milagres mesmo, no sentido da palavra, que violam as próprias leis da natureza, que são instantâneos e perenes ou permanentes, e que só podem ser atribuídos a Deus, são muito raros! E, segundo o Pe. Quevedo e outros pesquisadores do assunto, só ocorre na Igreja Católica e em nenhuma outra religião do mundo.

    De fato, não conheço um só MILAGRE PERMANENTE de outra religião (seja judaica, muçulmana, hindu, budista e até mesmo cristã) que tenha passado, até hoje, pelo crivo da própria Ciência.

    é por essas e outras que sempre temos que “ficar com um pé atrás” quando o assunto é milagres; e um pouco de ceticismo sadio nunca fez mal a ninguém! A primeira hipótese que temos que levar em conta, na investigação de supostos milagres, é a fraude, depois se não é um pseudo-milagre (como, por exemplo, cura de uma doença psicossomática e não fisiológica ou cura dos sintomas e não das causas da doença) e assim por diante.

    Infelizmente, a grande maioria desses testemunhos que vemos pela TV e em muitas igrejas (inclusive na ICAR) não podem ser considerados milagres autênticos. Pode até ser que alguns sejam milagres mesmo, mas não temos como saber sem uma investigação médica séria.

    Vejam o que, infelizmente, muitos evangélicos e até leigos católicos consideram milagre:

    Como comparar isso com o milagre do Coxo de Calanda, cuja perna reapareceu após ter sido amputada e enterrada por quase três anos!?

    Ou, então, com o incrível milagre de Gemma Di Giorgi, que nascera sem pupilas!?:

    “…
    Cega incurável; já garotinha foi visitar o famoso Pe. Pio de Pietralcina e, instantaneamente, a cega de nascença recuperou a visão. Até hoje em numerosas verificações, os oftalmologistas constatam que Gemma Di Giorgi (ainda viva!), hoje freira, enxerga normalmente. Mas constatam também, até estarrecidos, ‘a marca’ de Lourdes: Vê (PASMEM!!!) apesar de continuar sem pupilas.
    …”.
    FONTE: http://cceromoreira.blogspot.com.br/2011/12/parapsicologia-fenomenos-sobrenaturais.html

    Inclusive, seu testemunho pode ser encontrado no YouTube:

    E com tantos outros milagres da Igreja Católica que violam as próprias leis da medicina, da biologia, da física e da química e intrigam a própria ciência moderna!?

    FAÇAMOS UM TESTE:

    Peguemos os 10 maiores milagres da religião budista, hindu, muçulmana, protestante, da Igreja Mundial, etc.e comparemos com os da Igreja Católica (como Santo Sudário, Imagem de Guadalupe, Coxo de Calanda, Milagres de Lourdes, Milagre de Lanciano e outros milagres eucarísticos, corpos e órgãos incorruptos de santos, Sangue de São Genaro, Santa Casa de Loreto, etc). verifiquemos quais passaram por investigação médica e científica e quais foram os laudos técnicos.

    Se esses dez maiores milagres não forem autênticos, muito provavelmente, os menores também não o serão!

    Pelo menos os da Igreja Católica, os resultados têm sido realmente espantosos e surpreendentes! Quanto aos das demais religiões…

    EM TEMPO, UMA REFLEXÃO PARA SE PENSAR:

    Será que os padres da Igreja Católica são mais espertos do que os médiuns, rabinos, moádis, monges, gurus, sacerdotes e pastores das demais religiões do mundo, a ponto de conseguirem enganar e espantar os grandes cientistas do mundo e a própria Ciência moderna?

    Ou será que na Igreja Católica acontecem milagres realmente autênticos porque ela é a única religião do mundo fundada por um tal Jesus Cristo que dizia ser Filho de Deus Vivo e Verdadeiro?

    Ora, se Deus não existe, então, todos (repito: todos) os milagres da Igreja fundada por Ele têm de ser falsos. Caso contrário, …

  26. Sr. D.R e não são?! tem algum verdadeiro?!

  27. Arnaldo e Adamantdog,

    é justamente isso que eu dizia acima sobre o “milagre” da religiosidade popular e o milagre autêntico; milagre mesmo, que viola as próprias leis da natureza e que é instantâneo e perene ou permanente, é extremamente raro, mesmo na Igreja Católica. E quem tem autoridade e competência para confirmar ou negar a autenticidade de um suposto milagre não é a pessoa curada, nem o pastor, nem o padre, nem o médium, nem o Papa e nem a Igreja, mas sim a Ciência no conjunto de seus cientistas e especialistas. É por isso que pelo menos a Igreja Católica, antes de declarar se um milagre autêntico ou não, o entrega para estudo da Ciência.

    Para se ter um ideia, milhões de pessoas já visitaram o Santuário de Lourdes e milhares de supostos milagres já foram lá relatados. Porém, de todos os casos relatados, uns sete mil foram considerados cientificamente inexplicáveis pelo Bureau Médico de Lourdes e, até hoje, apenas (repito: apenas), 69 casos foram considerados milagres autênticos pela Igreja Católica. Ou seja, na confirmação de milagres, a Igreja Católica seja a ser muito mais cética e rígida do que os próprios especialistas que os estudam.

    Vale a pena ler:

    “Médica ateia confere 1.400 milagres e diz: “eles existem”

    http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/2014/03/medica-ateia-confere-1400-milagres-e.html

    Por isso, concordo em muito do que foi dito pelo autor do video que você indicou. Porém, nem tudo podemos atribuir às probabilidades; no caso da Terra ser propícia à vida pode sim ser uma mera coincidência já que existem uma infinidade de planetas no universo; mas, no caso do universo ser único, aí já fica praticamente impossível termos tanta sorte assim de ter surgido (“na primeira tacada”) um universo com cerca de 17 constantes cosmológicas finamente ajustadas. Um apostador acertar na mega sena, dentre milhões de jogares e apostas, é algo razoável; porém, se um único jogador fazer uma única aposta na mega sena e acertar logo de cara, aí já é quase impossível!

    Não é à toa que o famoso gênio físico e astrônomo Sir Fred Hoyle chegou a afirmar que seria muito mais fácil um furacão passar por cima de um ferro velho e montar um avião do que o universo ter sido montado por mero acaso”.

    Sobre a origem da vida, Hoyle calculou que a probabilidade de se obter a mais ínfima célula era de 1 em 10e40000. Como o número de átomos no universo é apenas 10e80, ele argumentou que mesmo um universo inteiro cheio de “sopa primordial” não teria nenhuma chance.

    Hoyle também comparou que a probabilidade de se obter uma simples proteína a partir da combinação aleatória de aminoácidos é a mesma de um sistema solar cheio de homens cegos resolverem o CUBO DE RUBIK simultaneamente.

    E qual a ‘brilhante’ resposta de Dawkins: “Ele confundiu (sic) ‘acaso’ com ‘seleção natural’!”.

    Procurem seu livro: “MATHEMATICS OF EVOLUTION” na Amazon.

    Já sobre o artigo do Santo Sudário, falando da trama do tecido, isso já foi refutado. O problema é que o tecido do Santo Sudário parece ser um exemplar único ou muito raro; já que não foi encontrado tecido equivalente nem na época de Cristo e nem na Idade Média!

    O Santo Sudário não tem nada de trivial e é algo tão sério que já é considerado o objeto MAIS ESTUDADO em toda a história da Ciência. É um assunto tão complexo que foi criado um ramo específico da ciência só para estudá-lo: a SINDONOLOGIA.

    Se o Sudário de Turim fosse uma mera falsificação medieval, com TODA CERTEZA, ele não teria passado nem na primeira bateria de testes da equipe científica do STURP. Cujo os membros, onde apenas sete eram católicos, se converteram ao catolicismo.

    Na verdade, os cientistas, depois de décadas de estudos, ainda não sabem como foi formada a imagem; mas já se sabe que não é uma falsificação feita por mão humanas.

    E (PASMEM!!!) muitos pesquisadores já estão reconhecendo que se trata mesmo do lençol que cobriu o corpo de Cristo após a crucificação; só que os mais céticos ainda tentam atribuir a formação de tal imagem a um fenômeno natural como a vaporografia cadavérica ou a radiação derivada de terremoto. Isso, no mínimo, significa que já estão desconsiderando a datação por C14 que indicou ser o tecido da Idade Média e (no caso do terremoto) que se trata mesmo de uma RADIOGRAFIA onde dá para ver até os ossos e raízes dos dentes da vítima.

    A coisa é tão séria que, recentemente, o ENEA (Agência Nacional Italiana para a Energia e as Novas Tecnologias) reuniu nada menos do que 40 CIENTISTAS E PROFESSORES (!!!) de diversas especialidades e países – EUA, França, Áustria, Canadá, Dinamarca, Alemanha, México, Israel, Polônia, Espanha e Itália – para estudar os aspectos químicos, físicos, mecânicos e médicos das mais famosas imagens “aqueropitas” (quer dizer, não feitas por mãos humanas), a saber, o SANTO SUDÁRIO DE TURIM, o MANTO OU “TILMA” DE GUADALUPE e o VÉU DE MANOPPELLO:

    http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/2013/04/o-veu-da-veronica-2-o-que-dizem-os.html

  28. D.R.

    Um apostador acertar na mega sena, dentre milhões de jogares e apostas, é algo razoável;

    É exatamente o caso da Terra. Poderia ter sido qualquer um dos milhares de planetas do universo. Calhou de ser aqui.

    Não é à toa que o famoso gênio físico e astrônomo Sir Fred Hoyle chegou a afirmar que seria muito mais fácil um furacão passar por cima de um ferro velho e montar um avião do que o universo ter sido montado por mero acaso

    Na ocasião ele não afirmou isso sobre o universo e sim sobre a célula e sobre a teoria da evolução. Hoyle era criacionista e orgulhoso e isso fazia com que seu potencial científico fossa severamente comprometido. Desde então, esta afirmação claramente falaciosa ficou batizada eternamente como “Falácia de Hoyle”.

    Sobre a origem da vida, Hoyle calculou que a probabilidade de se obter a mais ínfima célula era de 1 em 10e40000. Como o número de átomos no universo é apenas 10e80, ele argumentou que mesmo um universo inteiro cheio de “sopa primordial” não teria nenhuma chance.

    Isto se relaciona com a “Falácia de Hoyle”. Ele não me parece tão brilhante assim, não é mesmo?

    Hoyle também comparou que a probabilidade de se obter uma simples proteína a partir da combinação aleatória de aminoácidos é a mesma de um sistema solar cheio de homens cegos resolverem o CUBO DE RUBIK simultaneamente.

    Idem anterior.

    E qual a ‘brilhante’ resposta de Dawkins: “Ele confundiu (sic) ‘acaso’ com ‘seleção natural’!”.

    Exatamente. Hoyle não compreendeu a teoria da evolução adequadamente e acabou vendo um espantalho.

    Já sobre o artigo do Santo Sudário, falando da trama do tecido, isso já foi refutado. O problema é que o tecido do Santo Sudário parece ser um exemplar único ou muito raro; já que não foi encontrado tecido equivalente nem na época de Cristo e nem na Idade Média!

    Novamente, recomendo o livro de Thomas de Wesselow “O Sinal – O Santo Sudário e o Segredo da Ressurreição”.
    Este livro demonstra que “mesmo que o sudário fosse autêntico” ele poderia dar origem à crença da ressurreição mesmo sem nenhum fato milagroso.
    Já lhe sugeri este livro diversas vezes e se você não leu começo a achar que é por que você não se importa com os fatos mas apenas com suas conclusões pré-concebidas.

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