A NORMAL (Pt. 1)

ateu

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Muito embora o ateísmo ainda não seja considerado uma religião, o ateu crê que Deus não existe e, portanto, ele também manifesta um certo tipo de crença.”

Desde algumas poucas décadas atrás, quando o catolicismo deixou de ser a única cerveja à venda no barzinho das ilusões, e as bocas de culto se tornaram muito mais numerosas nos nossos bairros do que farmácias e padarias juntas, os empresários da fé acharam esse raciocínio perfeito para convencer os dizimistas a continuarem contribuindo, sem precisar dar ouvidos ao que viesse a sair da boca de um ateu, do mesmo modo que não precisavam levar em consideração nenhum discurso de um crente de uma outra igreja. Não é difícil de imaginar por que um evangélico jamais vai aceitar os argumentos de uma testemunha de Jeová, por exemplo, que não casam com suas próprias convicções religiosas. Se a testemunha de Jeová é substituída por um mórmon, um católico ou um ateu, o resultado é o mesmo, e mais ou menos pelo mesmo motivo. Essa é a ideia.

Tal manobra desonesta perpetrada ao longo de tantos anos tinha mesmo que dar frutos. Não por acaso, já preenchi alguns formulários online que, requisitando meus dados pessoais, apresentavam Ateus como opção a se marcar no campo Religião. Quando não vinha nesse formato, eu tinha que escolher Outros, obriga-toriamente, uma vez que a página não aceitava que o campo Religião ficasse em branco. Isso me fazia chancelar o equívoco de que “sim, eu tenho uma religião, mas não está listada aqui”.

Quase sempre eu não tinha a quem reclamar, mas quando recebi uma ficha cadastral semelhante no meu próprio ambiente de trabalho, achei que alguém me devia uma satisfação. Imprimi uma cópia do formulário, à guisa de prova, catei minha edição de luxo de Deus, um delírio, encadernado em capa dura e com a borda de cada página pintada em ouro, e saí pelos corredores, pisando forte e bufando de ódio, pronto para iniciar uma Cruzada.

Olha, eu entendo a sua questão. Mas eu acho que a pessoa que elaborou o formulário entendeu que, se o senhor marcar Ateus no campo Religião, o senhor vai estar deixando subentendido que é porque não tem religião alguma.”

Claro que “a pessoa que elaborou o formulário” poderia muito bem ter substituído Ateus ou Outros por Não tem, sem precisar deixar nada subentendido, afinal, quem fosse ler meu cadastro observaria que, no campo ‘Religião’, eu havia marcado ‘Não tem’. A conclusão me parece bem mais óbvia. O problema é que, certamente, “a pessoa que elaborou o formulário” era uma pessoa religiosa, assim como a moça do RH que me atendeu, bem como o chefe dela, meu próprio chefe e toda a mesa diretora da empresa, então… eu achei melhor voltar pra minha sala sem causar escândalos.

Inevitavelmente, eu me vi filosofando sobre o tema, e tirei algumas conclusões talvez bem originais. O primeiro dado que considerei está representado na frase que abre esse texto e que, sem dúvida, serve perfeitamente para reforçar a blindagem da mente religiosa às investidas da razão. Mas também é um exemplo perfeito de sofisma, uma palavra que tem uma das mais belas definições que se pode encontrar num dicionário: 

sofisma 1. argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.

(Houaiss)

 

continua…

 

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35 Respostas

  1. Barros:

    Mas que problemão que você se tem, hein?? Não basta ter a opção “ateu”, tem que ter a opção “não tem”. Espero que você possa superar essa sem precisar fazer análise.

    O problema das minorias é que elas não entendem que vivem numa sociedade e que esta precisa de algum tipo de padronização. Será IMPOSSÍVEL dar voz a cada grupinho que se achar prejudicado pois sua opção não está na ficha.

    Veja ex. da atitude ridícula do Facebook que colocou 100+ opções para ‘Sexo’, além das antiquadas ‘masculino’ e ‘feminino’. E eles que se preparem pois se na Nova Guiné aparecer alguém que transa com pulgas, o Facebook que não se atreva a ignorar essa importante minoria.

  2. Atenção para a parte deliberadamente enganosa.

    É aí que nós vemos, no que toca a esse argumento imbecil de “ateus manifestando algum tipo de crença”, o quanto os crentes estão conscientes da falha da crença. Ela é um sistema de mentiras auto-alimentadas pelo crente; como ele está acostumado a não só aceitar mentiras, conscientemente, como mentir a si e aos demais para manter a crença de pé, parte do pressuposto que todo ateu é igual a ele.

  3. André Lopes, hoje eu estou de bom humor, então… vamos lá.

    Veja ex. da atitude ridícula do Facebook que colocou 100+ opções para ‘Sexo’, além das antiquadas ‘masculino’ e ‘feminino’. E eles que se preparem pois se na Nova Guiné aparecer alguém que transa com pulgas, o Facebook que não se atreva a ignorar essa importante minoria.

    Primeiro que sua mente religiosa, tão acostumada a coisas impossíveis, te trai sem dó nem piedade o tempo todo: não é possível uma pessoa transar com uma pulga. Eu sei, foi um “exemplo” absurdo, mas, mesmo assim, para sustentar seu raciocínio, você deveria ter escolhido algo como “transar com gorilas”, ou, sendo mais genérico, “transar com animais”. Transar com pulgas não faz sentido. Mas que surpresa, um crente elaborar um raciocínio sem sentido…

    Segundo.

    Ou você é muito ignorante, ou está apenas fazendo uso da sua desonestidade intelectual para fazer valer seu argumento esfarrapado. Eu aposto na segunda opção. Isso porque, tanto num formulário, que era o exemplo do texto, como no seu exemplo do Facebook, o campo “Sexo” não diz respeito às preferências sexuais de uma pessoa. Tanto faz se ela gosta de transar com gorilas ou com cavalos, ou se não faz sexo de jeito nenhum, nem com ninguém, esse campo tem um número limitado de opções: masculino/feminino.

    Vamos ver se você entendeu. Num formulário, por exemplo, no campo “Sexo”, está-se querendo saber se você é homem ou se você é mulher, e não se você gosta de transar com animais, ou com pessoas do mesmo sexo, ou se prefere apenas se masturbar pensando no Anderson Silva. Isso é problema seu.

    O problema das minorias é que elas não entendem que vivem numa sociedade e que esta precisa de algum tipo de padronização.

    A questão que eu levantei não tem nada a ver com minorias, mas com um campo do intelecto humano que você, como bom religioso que é, não dá muita (ou nenhuma) importância: a lógica.

    Está acompanhando… Ótimo.

    Então. Considere esse exemplo. Se na sua página do Facebook tem lá um campo a ser preenchido com o título de “Preferências Sexuais” e, quando você clica naquela setinha vê apenas Heterossexual, Bissexual e Homossexual, você pode sim alegar que está faltando a sua, que é se masturbar pensando no Anderson Silva. Aí, sim, é um problema de “minorias”, e você precisaria entender que vivemos numa sociedade e que esta precisa de algum tipo de padronização, sendo aquelas preferências listadas a padronização em vigor. Ou seja, ninguém tá a fim de saber mais do que isso.

    Outra coisa seria, por exemplo, haver um campo com o título de “Altura”. Aí, se você, digamos, mede 2,03 m, e as opções incluem uma variação de 1,5 m a 1,9 m, e uma “opção extra” chamada “Outras”, aí você clica nela sem medo de ser feliz, porque você está dizendo que a sua altura não está listada ali.

    Entendeu? Muito bem. Viu como não é difícil? Nem tudo dá pra explicar com fábulas e parábolas, não é mesmo?

    Mas, concluindo… Agora imagine o formulário com o campo “Religião” a ser preenchido, e as opções incluem um grande número de denominações mais comuns, além das “opções extras”, “Outras” e “Ateus”.

    Agora sim: se você tem uma religião e ela não aparece na lista fornecida, então você clica em “Outras”. Entretanto…

    En-tre-tan-to… Se ateísmo (ou “ateu”, ou “ateus”) não é um tipo de religião, então as “opções extras” disponíveis naquele campo para escolha obrigatória não servem, pois a minha condição de não ter religião só admitiria uma “resposta”, e esta seria “Não tem”.

    Pra fechar, porque eu sei que essa coisa de lógica mexe muito com a cabeça de gente que acredita em cobra falante e em maçã mágica:

    Imagine que, na página do seu Facebook, você precisa obrigatoriamente preencher um formulário em que aparece, agora, o campo “Marca e modelo do meu carro”. Só que você não tem carro, digamos, e de todas as opções listadas para escolha naquele campo, ou seja, inúmeras marcas e modelos, você encontra “Outros”. Ora, o Facebook não permite que aquele campo fique em branco, então, escolhendo uma marca qualquer ou a opção “Outros”, você vai ter que mentir e dizer que tem um carro.

    Vou trazer esse exemplo nos próximos textos da série.

  4. Barros:
    Que sacanagem você falar aquilo das pulgas, seu pulgofóbico.

  5. Andre, engraçado como você mesmo parece esquecer que o cristianismo em si já foi uma religião minoritária e restrita, tanto quanto os mórmons são hoje em dia. Alias, o próprio deus judaico-cristão chamado de Jeova e popularmente conhecido de forma genérica como “Deus” também está muito longe de ser uma unanimidade entre os povos desde o inicio da humanidade.

  6. Alyson:

    Eu falei alhos e você entendeu bugalhos. Eu não esqueci da perseguição aos cristãos, aliás eles são perseguidos até hoje em certas regiões do mundo.

    Agora esclarecendo o que eu disse e você não entendeu: você traça um paralelo entre os cristãos minoritários do inicio da era cristã, que simplesmente queriam ser LIVRES para VIVER e CRER em quem quisessem, com os minorias fedidas de hoje, que têm TODA A LIBERDADE de ser o que quiserem, mas NÃO BASTA, eles querem enfiar goela abaixo a SUA IDEOLOGIA. O ex. do Barros foi claro: quer transar com morcego? Do it! Eu não estou nem aí, mas não venha querer que o formulário do IBGE contemple a sua peculiar prefência sexual.

    Portanto, não queira comparar os dois grupos por que a situação é muito diferente.

  7. Quem tá misturando alhos com bugalhos é você, que tá misturando preferências sexuais com ideologia.

    E por falar em “enfiar goela abaixo”…

    Por que demônios os cristãos não deixam o Deus onipresente deles se revelar por conta própria aos seus filhos? Por que tanta preparação para “enxergar” Deus?

    Resposta: lavagem cerebral.

  8. Alyson

    Não é necessário voltar na pré-história do cristianismo.Hoje, agora, em uma porção de países no mundo, os cristãos estão reclamando de ser minoria. Está certo que eles têm razão em reclamar, pois o fato de serem minoria faz com que sejam mortos e perseguidos. O tal deus universal não parece ser muito universal por aquelas bandas e inspira os fiéis dele a perseguir e matar os fiéis do deus dessas bandas.

  9. Pois é, Shirley… Vai entender, né?

    Mas eu vou parar de discutir com o André Lopes porque, como é o caso também com o Criaturo, o “Deus” dele não é o Deus cristão. Na verdade, eu não sei nem como é o “Deus” do André Lopes, assim como também não faço ideia de como seja o do Criaturo. Eles montaram um “Deus” pra si, com algumas peças recauchutadas da Bíblia e não divulgam pra ninguém como ficou o franksteinzinho que eles conceberam…

  10. Tem que dar um desconto, Barros, eles são neófitos nessa coisa de inventar deus. Com a prática até eles vão conseguir saber como é o deus que cada um inventou para consumo próprio. Quando ficarem craques mesmo vão poder investir numa portinha de beira de bairro e não dá muito tempo já estarão com um belo templo rendendo…graças divinas.

  11. Ôôôôôooo, Shirley… Não concordo com você.

    Um novo “Deus” nessas alturas do campeonato… só serve para consumo domiciliar. Eles não teriam condições de concorrer com a megarrede de franquia do Deus bíblico, nem com a maciça campanha publicitária. Seria falência na certa, não importa o quanto fosse o capital inicial que eles quisessem investir.

    O “Deus” do AL e do Criaturo são pra consumo exclusivo, por isso, certamente, eles não divulgam muita coisa sobre ele.

  12. Uai Barros, como é que você acha que o mercado está em franca expansão? O sujeito cria um deus próprio aproveitando o ferro velho que vai sobrando do deus em uso, dá umas lustradas aqui, faz uma funilaria básica ali, “interpreta” alguma coisa cá e lá, faz uma releitura da bíblia, depois sai anunciando que a versão dele é que representa o verdadeiro, o dos outros é o anticristo, falando pela boca de hereges, essas coisas. O negócio funciona de tal maneira que se o cara que inventou o deus original aparecesse por aí não ia reconhecer a criação.

  13. Talvez você tenha razão. Afinal, não é como uma Coca-Cola que você pode aproveitar a marca para fabricar um refri no fundo do quintal. A Coca-Cola existe e fica difícil vender gato por lebre. Com Deus dá pra aproveitar a marca, porque ninguém pode mesmo experimentar o produto.

  14. Barros, Shirley:

    Legal o bate bola de vocês. Mas sobre o tal ‘meu Deus’, eu já expliquei, me diga UMA crença em que haja uninimidade de pensamento, i.e. na filosofia, NO PRÓPRIO ATEISMO, na política, etc, é muito simples para quem quer entender: nunca concordamos ou discordamos de algo 100%. Vocês mesmos, na tabelinha que acabaram de fazer discordaram um do outro.

    Portanto, se os religiosos pensassem unanimamente em tudo, vocês iam criticar, como discordamos, vocês criticam também, ou seja, melhor nem dar ouvidos a vocês.

  15. A propósito, a palavra “crença” não foi bem utilizada no contexto, substituo-a por ‘sistema de idéias ou conhecimento’.

  16. 1. A Bíblia Sagrada é a palavra de Deus, etc.

    2. Nem tudo o que está escrito na Bíblia é exatamente a palavra de Deus, pois foi escrita por “homens” e o ser humano é falho.

    3. Deus está “além” da Bíblia.

    E aqui temos um paradoxo: apesar das afirmações acima serem autoexcludentes, todas elas são verdadeiras, segundo a conveniência do crente.

  17. Barros

    Na Unidade da Divindade há três Pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sendo que estas Três Pessoas são distintas umas das outras. Assim, no Credo de Atanásio: o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, contudo não há três Deuses, mas um só Deus

    Enciclopédia Católica

    Diante disso, como é possível esperar coerência, lógica e sentido na religião?
    Se ajuntarmos o detalhe de um deus onipresente mas não cognoscível, que necessita “interpretação”, cujos “conhecedores” nunca se entendem sobre os desígnios dele; acrescentando que esse deus é onipotente mas precisa ficar fazendo truques de Mandrake em pedaços de pano e estátuas de gesso para demonstrar seu poder e ainda, sendo onisciente, precisa que confessemos nossos “pecados” a um homem igual a qualquer outro, que “vê” o que todos pensamos mas nunca mexe um dedo para impedir brutalidades indizíveis contra indefesos, mas que ama acima de tudo os “pequeninos”,o resultado é que além de faltar coerência, lógica e sentido na religião, falta também e em primeiro lugar, a verdade.
    E sobra gente disposta a mentir para si mesma e não bastasse, mentir para quantos seja possível.

  18. E o mais assombroso de tudo é que eles “dizem” achar essa “explicação” da Trindade muito compreensível…

    Vou começar a escrever agora a segunda parte da série. Nem tinha notado que fazia já tanto tempo desde a primeira parte. Tenho andado completamente absorto estudando umas partidas de xadrez. Grande parte com mais de 4 horas de duração. É como estar apaixonado: é um vício altamente extenuante, mas, justamente por estar apaixonando, você nem percebe que está esgotado.

  19. SS:
    O seu argumento foi de ataque à logica do Cristianismo. Espero que tenha consciência que nada ofereceu de argumento a favor da inexistencia de um ser criador do universo

  20. Essa aí foi o número 3.

  21. Barros,
    A sua contagem 1, 2, 3 em nada esclarece. Ataque o argumento com argumentos e quem sabe você me convença, mas eu sei que você vai desconversar.

  22. André

    Não considero que “ataquei a lógica” do cristianismo porque lógica não há.
    O que há é um amontoado de oportunismo argumentativo calcado na desonestidade.

    E não, não apresentei nenhum argumento a favor da inexistência de um suposto criador do universo, nem caberia, já que o assunto em pauta é religião, em especial a cristã; são coisas distintas.
    Especular sobre a possibilidade de existência de um criador do universo é apenas isso, especular, já que não há evidências nesse sentido, além de que seria necessário especular também sobre as possíveis naturezas, ou possíveis características e origem desse suposto criador.
    Eu não posso afirmar taxativamente que não existe ou existiu alguma espécie de criador do universo; como qualquer outra pessoa, não disponho de conhecimento suficiente para fazer tal afirmação.
    E como não me preocupo com essa possibilidade de possibilidade da existência de um criador do universo, não vejo sentido em procurar respostas para o que não me interessa.

  23. Barros,
    A sua contagem 1, 2, 3 em nada esclarece. Ataque o argumento com argumentos e quem sabe você me convença, mas eu sei que você vai desconversar.

    Antes de atacar o argumento, eu preciso saber “qual é o argumento”. No seu caso, o “argumento” não pode ser atacado porque eu nem sei que argumento é esse. O Deus cristão está na Bíblia e aí fica fácil. Mas o seu “Deus” está na sua cabeça. Por isso, pra começar, você precisaria me responder algumas coisinhas:

    1. Como você tomou conhecimento desse “Deus”?
    2. O que ele quer da gente?
    3. Ele interfere na vida das pessoas?
    4. Ele ouve orações?
    5. Ele já apareceu para alguma outra pessoa além de você?
    6. Ele deixou alguma coisa escrita, tipo, pra ser divulgada para toda a humanidade como expressão das suas vontades? (Aqui eu estou admitindo que ele está meio ocupado e não pode divulgar por si mesmo.)
    7. Ele tem algum plano pra gente depois da nossa morte?
    8. Ele planeja aparecer pra todo mundo antes que a gente se mate ou destrua todo o planeta?
    9. Ele gosta de babação de ovo? (Ovo dele)
    10. Ele já transou com alguma mulher casada?

  24. SOS:

    O nome do blog não é “DEUS-ILUSÃO”? Então tem que mostrar que Deus é uma ilusão, não somente o cristianismo.

    Mas se você não se interessa se Deus existe, ok, para mim o mais importante é saber se Deus existe e depois se o Deus é o Deus cristão ou não. Me parece o caminho lógico do conhecimento.

  25. Barros:

    Quando você falou “essa aí é o número 3”, você estava se referindo a uma colocação minha não era? Pois bem, essa colocação que deveria atacar. A colocação foi de que os argumentos da Shirley em nada tocavam no ponto principal, que é a existência ou não de Deus (ele só criticou o cristianismo). Até a Shirley já concordou, mas se você quiser discordar, dou-lhe uma segunda chance. Deixemos a grande dúvida se ele transou com mulher casada para uma outra oportunidade.

  26. Barros:

    Hoje estou de bom humor, é feriado, vou responder os seus argumentos:

    1. A Bíblia Sagrada é a palavra de Deus, etc.

    É o que os cristãos acreditam. Eu, pessoalmente, tenho minhas dúvidas, não é digamos um dogma para mim. Acho que Jesus não deixou livro escrito, mas sim discípulos. E antes que venha pegar no pé, eu sou livre para pensar

    2. Nem tudo o que está escrito na Bíblia é exatamente a palavra de Deus, pois foi escrita por “homens” e o ser humano é falho.

    Concordo, pode ser falha na escrita ou na interpretação, ambos feitos por homens falíveis.

    3. Deus está “além” da Bíblia.

    Claro que está, nem que você um dia prove que a bíblia não passa de uma fraude (o que eu dúvido), mesmo assim Deus ou existe ou não existe. Deus é um tema, bíblia é outro.

    E aqui temos um paradoxo: apesar das afirmações acima serem autoexcludentes, todas elas são verdadeiras, segundo a conveniência do crente.

    Acho a Bíblia um guia, mas somente uma das fontes do cristianismo. Como disse, Jesus não escreveu uma bíblia, mas sim formou discípulos, disse que o Espírito Santo estaria presente conduzindo a sua igreja. A Bíblia veio a ser conhecida como tal 400 anos depois da morte de Cristo, imagine que por 400 anos os primeiros cristãos, os mais próximos da vida de Jesus viveram o cristianismo sem uma bíblia. Foi o protestantismo que surgiu com a idéia de que não é de Deus se não provém da bíblia. Eu discordo.

  27. E antes que os ateus de plantão venham dizendo “tá vendo? Ele tem o seu próprio Deus”, aviso que o meu Deus não é próprio, simplesmente eu tenho a liberdade de pensar e ter minhas próprias conclusões. Acho muito estranho essa liberdade de pensamento ser criticada pelos ateus. Acho que vocês não estão acostumados com isso.

  28. André

    Você torna difícil, senão impossível, debater com você.
    Na sua cabeça, esse “Deus” e um hipotético criador do universo são a mesma coisa.
    Esse “Deus” é indubitavelmente uma ilusão. Todas as religiões que se penduram nele são, mais que ilusão, mentiras, pois não podendo justificar as incoerências naquilo que seriam as propriedades da natureza dele, escapam pela tangente, criam e recriam versões, e fazem essas coisas baseadas no oportunismo do momento histórico e no nível de conhecimento acumulado a cada momento histórico. Isso é válido para qualquer religião, mesmo a não-cristã.

    Um suposto – ênfase no suposto – criador do universo é coisa totalmente diferente desse “Deus”.

  29. O nosso dever de respeitar o seu direito a crer numa versão qualquer de deus não implica, necessária e automaticamente, no dever de respeitar o objeto da crença, ou a própria.
    Segue-se que quem não está acostumado a críticas é você e todos os crentes, pois estão convencidos de que sua visão de mundo é a única que deve prevalecer.
    Nós discordamos e expomos nossa discordância. Acostume-se, não há reversão nesse processo.

  30. […] ssrodrigues em A NORMAL (Pt. 1) […]

  31. SS Rodrigues:

    Ok, então deixemos de lado Deus e pergunto: a vida na terra tem um criador?

    Sobre ser dificil debater comigo, eu também acho dificil discutir com ateu, principalmente quando eles dizem: “Se Deus existe, então que se mostre para mim agora! Ah não se mostrou, então não existe”.

  32. André

    Essa sua pergunta me parece do tipo capcioso…
    Fico imaginando o rumo que nós seguiríamos se eu respondesse do jeito que você espera que eu responda.
    Eu diria: não há um criador da vida na Terra; você ripostaria: como você prova que não há? Ou: onde estão suas evidências de que houve geração espontânea da vida, qualquer coisa nessa linha. Depois de algumas idas e vindas nessa toada, você terminaria por dizer que eu sou tão crente quanto qualquer crente, mas meu deus é o acaso, por aí.
    Mas acho que essa não é uma pergunta de sim ou não, está mais para um não sei, permeado por considerações que obedeçam tanto à lógica quanto à honestidade e as evidências disponíveis.
    A hipótese do criador do universo torna mais lógico que ele é quem teria criado a vida, já que precisamos considerar os elementos químicos e as leis da Física. Para não ficarmos presos ao dogmatismo, poderíamos considerar a possibilidade de um segundo criador, que aproveitou a matéria prima disponibilizada pelo primeiro, para criar a vida na Terra.
    O problema é que ninguém nunca encontrou, em lugar algum, evidências nem de um criador, quanto mais dois.
    Por outro lado, quando pensamos em vida surgindo na Terra o que deve ser considerado é o organismo mais simples, que evolui para o mais complexo. E aí o problema é de coisas inorgânicas gerando coisas orgânicas, abiogênese.
    Parece absurdo e impossível, até que a gente pense que a “coisa inorgânica” é formada pelos mesmos elementos químicos que estão presentes nas “coisas orgânicas”.
    Se é verdade que não podemos dizer que sabemos qual foi o gatilho que deu inicio às reações químicas que resultaram em organismos, não é menos verdade que há uma cadeia de eventos que podem ser observadas, o que chamamos de Teoria da Evolução.
    Então, não posso dizer com absoluta certeza como a vida surgiu na Terra, apenas que para mim, diante das evidências disponíveis, a resposta que faz mais sentido é a que a ciência apresenta até o momento.

  33. Essa sua queixa baseia-se nalgum modelo de ateu de ocasião, que na primeira dor de barriga volta correndo para a religião.

    Ateus costumam ir um pouco além do choramingo. Por exemplo: um deus onipresente necessariamente seria matéria de conhecimento, não de crença.

  34. SS Rodrigues:

    No final vcs diz que fica com o que a ciência diz, o problema é que a ciência não consegue explicar o elo entre o orgânico e o inorgânico. Então você vai dizer “ainda não”, o que não é um argumento válido. Em resumo, voltamos à estaca zero.

  35. Para desespero dos religiosos, pesquisem quem foram as pessoas mais importantes para a história da humanidade, nomes como Platão, Sócrates, Isaac Newton, aparecem disparados na frente de Jesus, que veio ao mundo para ser o salvador do nosso planeta e do nosso universo. Se ele somente nasceu para salvar nosso mundo, não deveria ser ele a pessoa mais importante da história do mundo. Pois é, nessa disputa de religião x ciência, parece que o primeiro lugar ficou com a religião mais antiga do mundo, A CIÊNCIA, que tem um Deus chamado CÉREBRO HUMANO, esse sim é o única e capaz de salvar o nosso mundo, o resto é balela e mentira. a ciência é a única religião capaz de curar uma pessoa, com o milagre do conhecimento, o resto é mentira. a ciência é única capaz de salvar nosso mundo de qualquer problema, pois temos ciência em tudo que está a nossa volta, quem conseguir provar o contrário, a disposição.

    Saudações ,Manoel Cissé Barzini

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