“Saída pela direita”

Eu acho lindo ver uma teoria sendo comprovada. A minha é a de que o crente vive permanentemente drogado, e sustenta esse estado alucinatório mentindo para si e para os outros. Descaradamente. Como se ninguém tivesse um cérebro que pudesse usar para perceber o engodo. Isso é um troço que me revolta.

Vê só, nesse vídeo abaixo, o Jô Soares querendo tirar uma dúvida sobre as chamadas “línguas estranhas”, tema já abordado Aqui no blog, recentemente. O Jô, assim como eu, tem a impressão de que o dom de falar em línguas, concedido pelo Espírito Santo, é subutilizado pelos cristãos pentecostais, a ramificação cristã que — por algum motivo — foi a única premiada com esse dom de Deus.

Em vez de usarem o dom para saírem pelo mundo evangelizado outros povos, eles usam essa ferramenta utilíssima apenas para se comunicar com o Espírito Santo, coisa que já podiam fazer no seu próprio idioma, sem nunca ter recebido dom nenhum, ou até mesmo em silêncio, sem precisar proferir uma única palavra.

Vê que desperdício: um cristão pentecostal assalariado, que cursou apenas o Ensino Fundamental, poderia ser despachado num voo para a Rússia, ou para a China, mesmo sem nunca ter estudado russo nem mandarim. Ele chegaria lá e já poderia ser entendido pelos ateus locais, milagrosamente, podendo começar imediatamente o seu trabalho de catequese. Simples, prático, e divino!

Mas pra fazer um negócio desses seria preciso que Deus existisse. Daí que eles ficam fazendo pose de “iluminados” enquanto soltam os seus

Shalará bacântari malará shará bantúria…

que ninguém, nem mesmo eles, entende do que se trata, e esquecem que o dom bíblico também faz menção a ser entendido em outras línguas, qualquer uma — por mais “estranha” que seja a quem tem o dom. Foi isso que o Jô Soares quis saber do seu entrevistado religioso: por que eles não usam a parte “útil” do dom de falar em línguas?

Como, obviamente, não tinha nenhuma resposta honesta para dar, porque tudo se trata mesmo de uma grande e ridícula fraude, o entrevistado começa falando que essa experiência é uma das mais antigas registradas por Paulo, e, a partir daí, usa toda a sua técnica de enrolar e enrolar até o perguntador se esquecer qual foi mesmo a pergunta feita.

É uma técnica infalível para se usar num programa de tevê, onde o tempo é contado, e diante de um outro crente, que, percebendo ou não a embromação, certamente evitaria exigir uma resposta honesta. Religião e honestidade são duas palavras inconciliáveis.

O vídeo é o que segue:

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4 Respostas

  1. Eu nunca me esqueci dos vários ”oricandabasuriandalabaia” que ouvia quando criança. Quando crianças, acreditamos em tudo. Até mesmo quando adulto, o que não é mais o meu caso.

    Antes que eu me esqueça, gostaria de um dia ver um texto seu sobre a religião Wicca. Estou sempre acompanhando seus textos.

  2. naõ é só os evangelicos que estaõ variando, mas sim todas a populaçaõ que usa o ego do pensamento ao invês de usarem o raciocínio , a vaidade do pensamento é taõ variante que deixam as pessoas ridículas criando essas e outras fantasias de “falarem em linguas estranhas ” e etc…, o mundo só mudará para uma boa transformaçao quando seus viventes começarem a raciocionar , e nao usarem essa vaidade inútil do pensar .

  3. Impressao minha ou foi um enrolation tion tion foi no entolation tion tion.

  4. Barros, o Jô pergunta uma coisa, o cara enrola pra caramba, poe a culpa no capeta e no fim pede respeito, e a cereja do bolo é ver o Arlindo Cruz batendo palmas!! Ohdecantarebis!

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