Aborto: a batalha entre fé, moral e razão (Pt. 6)

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Você seria capaz de torturar uma criança por 7 dias, até matá-la, como forma de punição aos pais dela?

Você seria capaz de afogar todos os seus filhos se eles não estivessem se comportando de acordo com o que você esperava deles?

Você seria capaz de exigir que alguém matasse o próprio filho como uma prova de obediência a você?

Você seria capaz de permitir que alguém arrasasse — física, social e psicologicamente — a vida de uma pessoa que te ama, só para “testar” se o amor que ela sente é mesmo verdadeiro, e se ela ainda continuaria tendo essa devoção a você, mesmo estando no fundo do poço?

Você torturaria um inocente até à morte, como parte de um ritual planejado por você mesmo, para se sentir em condições de perdoar as outras pessoas por não seguirem as suas ordens?

Não? Parabéns. Eu também não. E acho que nenhuma pessoa minimamente decente que você conheça responderia o contrário.

Mas Deus não seria minimamente decente, se existisse. Não pelos nossos padrões. Segundo a Bíblia, ele não só praticou esses atos imorais (com os quais você, obviamente, não concordou), como centenas de outros que também não receberiam sua aprovação.

Donde se chega à inevitável pergunta: 

Para que diabos te interessaria, então, saber o que Deus acha ou deixa de achar com relação a assuntos que envolvam a nossa vida em sociedade, se, de fato, todos nós rejeitamos o código de conduta que ele nos impôs, justamente porque não concordamos com ele, por considerar o modo como ele trata a vida humana moralmente inaceitável?

E eis que só há uma inevitável resposta:

Porque, na sua cabeça, o universo é dele, as regras foram feitas por ele, é ele quem manda, e, caso você o contrarie, você vai se ferrar. Eternamente.

É essa a prisão intelectual a que o religioso se sujeita, precisando justificar os atos imorais de sua divindade imoral, devido a um medo pavoroso do castigo eterno que essa mesma divindade fez questão de apregoar, o máximo que pôde, enquanto esteve aqui embaixo com a gente, em forma humana.

Em todos os Evangelhos, Jesus Cristo sempre se ocupou mais em nos falar do Inferno.

…continua…

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5 Respostas

  1. Barros

    Você está chegando cada vez mais perto para desmascarar a hipocrisia de uma sociedade que se diz dona de uma ética vinda de um Deus que mata ou deixa morrer por omissão milhares de pessoas inocentes, principalmente crianças meio a guerra da desigualdade social o que acarreta a fome e doenças, se dizendo dona dos princípios morais vindos por ordem do seu Deus ou de uma religião conivente com a matança em série de nações inteiras intituladas de Guerras Santas quando eram eliminadas a fio de espada mulheres grávidas, crianças de peito (livro de Josué), por afogamento (Dilúvio) e fogo de enxofre (Sodoma e Gomorra) desmoronamento (A torre de Babel).

    Esses assassinatos ou genocídios em massa não poupavam as criancinhas, mulheres grávidas em várias fases de gestação e os hipócritas ainda vem falar que a ética moral veio da aplicação religiosa e ainda termina termina seus escritos com o assassinato de um homem que, dizem ter nascido para ser oferecido como sacrifício para salvar todos aqueles que nasceram com o pecado original. Sim, esse mesmo Jesus que falava tanto no Inferno.

    O homem sempre foi um ser sociável e a ética nasceu com ele desde os tempos primitivos quando ainda vivia nas cavernas. A moral e ética sempre fez parte dos conceitos do homem desde a “era cenozoica” no período “quaternário” há um milhão de anos atrás, ele sempre teve noções de bem e mal, bom e ruim independente de qualquer tipo de orientação religiosa, mas como o homem é um ser místico por natureza, a religião entrou como meio de persuasão como meio de organização desta feita através de um Deus poderoso que aplicava castigos a quem desobedecer e a bíblia ou sua PALAVRA o que nada mais é do que a cópia das regras de conduta de várias sociedades e suas histórias que foram adaptadas pela Igreja Católica há mil e quinhentos anos. Se não fosse a Igreja Católica, não existiria a Bíblia e outra: Igreja Católica nem sempre condenou o aborto. A interrupção da gravidez só se tornou pecado em 1869.

    Quanto ao aborto o que me rege é a consciência que está totalmente desapegada de regras religiosas. Cada caso é um caso a parte e cabe a cada um fazer suas próprias decisões o que é bem melhor do que parir filhos e jogá-los ao mundo, isso para mim é antiético e doloroso. Sou a favor do aborto quando ainda há apenas um pequeno agrupamento de células, quando anencéfalos, ou sem membros que o anula para qualquer aptidão a uma vida independente, digna e produtiva, mas, sou contra o aborto em estado avançado de gravidez, sou contra uma gravidez instalada pela violência do estupro, sou a favor da pílula do dia seguinte e dos meios contraceptivos.

    E quando a outros meios de aborto, cabe a cada um a revisão de sua própria consciência ou ética. Quem é contra então, não deve fazer pelo direito de liberdade de opção.

    Sou contra a imoralidade da hipocrisia praticada pela religião que acoberta seres imperfeitos representados por elementos que se dizem comprometidos com seu Deus e agem como monstros quando ardem de desejo e luxúria por baixo de suas batinas tornando-se promíscuos, pedófilos, homossexuais ou gananciosos pela hierarquia, pelo esplendor da ostentação e luxo, tomados pela arrogância e soberba, sentindo-se privilegiados ou protegidos por um ser superior, esses sim, jamais deveriam ter nascidos e sim abortados seja de que forma for.

    Esta é a minha visão.

    Abçs

  2. Ana Júdice, como eu sempre digo: religião é uma doença mental controlada pelo próprio paciente.

  3. Ana Judas:

    De onde você tirou essa de que a igreja Catolica passou a condenar o aborto somente em 1869?

  4. he…he…he..he

  5. uma coisa a Ana tem razão, os fariseus eram hipocritas afirmando que Deus, mandava matar crianças de peito, velhos e mulheres.
    Neste qussito a biblia depões contra um Deus lógico!

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