Deus, pobreza, riqueza, paz e guerra

eu vim trazer a espada

 

Por Shirley S. Rodrigues (do blog Livre para pensar)

‘ 

A Irlanda foi, durante muito tempo, um dos países mais pobres da Europa e um dos mais fervorosamente religiosos, principalmente a parte católica.

Enquanto foi um país extremamente pobre, foi um país extremamente religioso, mergulhado em conflitos armados e atos terroristas, que culminaram numa guerra civil. A causa da pobreza devia-se, em grande parte, à dominação da ilha pela Grã-Bretanha, que, além da exploração dos recursos irlandeses, proibia a posse de terras e a educação católica aos irlandeses católicos, favorecendo os habitantes do Norte, de maioria protestante.

A partir do momento em que a Irlanda torna-se um país autônomo, há um gradativo processo de melhora na vida dos irlandeses. Hoje é um dos países com melhor IDH no mundo; suas universidades são afamadas pela qualidade, e a renda per capita está em torno de 45 mil dólares. O terrorismo, que gerou o mundialmente conhecido IRA e que causou cerca de 3500 mortes, hoje em dia é praticamente inexpressivo.

Podemos ver os efeitos dessa prosperidade na religião: dados de uma pesquisa de âmbito mundial do Instituto WIN (Gallup International, de 2012*) mostra que na Irlanda menos da metade da população ainda é católica, e o país entrou para o ranking dos menos religiosos no mundo. Além disso, o número de ateus declarados vem crescendo.

O caso da Irlanda ilustra perfeitamente a correlação entre pobreza, religião e violência. Quanto mais pobre é uma sociedade, mais religiosa ela é; quanto mais pobre e religiosa, mais violenta ela é.

Uma pesquisa realizada pelo GPI – Global Peace Index – mostra que os países menos violentos são também os menos religiosos. A propósito, o índice relativo a 2014 coloca o Brasil na 91ª posição entre os 162 pesquisados. A Síria, com sua população islâmica quase fundamentalista, ocupa o último lugar; e a Islândia, o primeiro. Neste país, uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup, em 2011, mostra que cerca de 60% da população não dá importância para a religião.

As religiões majoritárias no mundo têm sua origem em sociedades primitivas e pobres, em busca de territórios para se estabelecer. Vicejaram na ignorância e na pobreza, que geraram a violência na busca pela posse territorial.

Atualmente, quanto mais pobres e mais ignorantes são as sociedades, mais facilmente são presas da religião, ainda mais quando essa mistura se junta à questão territorial. É assim com o islamismo e o hinduísmo. O judaísmo foi e tem sido causa de conflitos violentos, ainda hoje, motivados pela posse do território.

O cristianismo, derivado do judaísmo, civilizou-se na mesma medida em que as sociedades em que estava inserido civilizaram-se. Com o gradativo estabelecimento de fronteiras definitivas na Europa, quanto mais aumenta o nível de conhecimento e quanto maior o nível de riqueza material, menos preponderância ele tem.

No fim de contas, Deus – qualquer um – é o senhor da guerra, da violência, da pobreza e da ignorância. E não poderia ser diferente. É uma criação gerada pela luta humana para superar sua condição animal no que ela tem de pior.

 

* O estudo do WIN mostra que Gana, Nigéria e Armênia, com respectivamente, 96%, 93% e 92% da população declarando-se crentes, são os países mais religiosos do mundo. A colocação desses países no GPI é: Gana: 61ª posição; Nigéria: 151ª posição e Armênia: 97ª posição. Todos esses são países muito pobres.

 

 

Anúncios

39 Respostas

  1. Eu aposto minha alma imortal como os crentes têm uma justificativa para isso ser assim.

    Talvez seja um plano de Deus que, misteriosamente, quer fazer com que a gente acredite que ele não existe para que possamos ter certeza de que ele existe, porque, se ele não existisse, as coisas seriam como são, então, ele existe, porque, senão, as coisas seriam de outro jeito.

  2. Shirley

    A imagem que ilustra sua postagem cai bem na tão famosa afirmativa “Religião e Violência” que me faz lembrar a Santa Inquisição promovida pelo catolicismo na Idade Média.

    Carl Sagan escreveu no seu livro O mundo Assombrado pelos Demônios que, quanto mais atrasado é um povo, mais místico ele se mantém e mais ele acredita em seres sobrenaturais como também na pseudociência.

    A religião é um consolo porque prega o conformismo como desígnios de Deus, é um freio para o progresso tanto pessoal como material. #fato.

    Confirmando:

    ¶ Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
    Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
    Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Eclesiastes 3:1-3

    E por ai vai…

    Enquanto o mundo evolui eles estão na espera de que Deus ajeite as coisas dentro de um tempo, e como ele não é encontrado em nenhum lugar, só resta sofrer as consequências da desinformação pelo fato de viverem alienados.

  3. Já vi esse tipo de teoria antes. Antigamente ouvia dizer “o Brasil é pobre por que é católico, se fosse protestatante como os EUA seríamos ricos”. Há outras lendas também: se a França tivesse assegurado o Rio de Janeiro, falaríamos francês hoje e seríamos a França Antartica”. E ainda aquele que se os Holandes tivessem derrotado os Portugues em Natal, pronto, seríamos uma Holanda nos trópicos. Nem há menções sobre as ilhotas ex-colonias de França e Holanda que vivem hoje numa pindanhaba muito pior que a nossa.

    Todos essas teorias simplistas são bonitas no papel, mas simplesmente não funcionam. Eu poderia escrever um livro sobre como o ateísmo governamental da Coréia do Nortel gerou miséria e fome e como o capitalismo com liberdade religiosa gerou a prosperidade na Coréia do Sul. Simplesmente as causas de sucesso de um e fracasso do outro não seriam tão simples assim.

    O artigo, além do mais, não diz uma palavra sequer sobre os EUA, a maior potência do mundo e o país mais religioso do mundo. Eu até poderia dizer que a queda do império americano está tendo uma correlação com o crescimento do ateísmo nos EUA, portanto, ateísmo = pobreza. Se não gostaram, é o mesmo tipo de argumento defendido no artigo, com sinal trocado.

    O mundo é mais complexo, a Irlanda decolou depois de fazer parte da União Européia e ser um país de baixo custo, lingua inglesa, lugar ideial para as empresas americanas estabelecerem suas operações européias.

    Gostaria de ver ateu defendendo ateísmo pelos seus próprios méritos, mas estranhamente, é muito dificil de encontrar, o caminho escolhido é sempre criticar o cristianismo ou inventar teorias simplistas de “sua religião é a causa da sua miséria”.

    Nem vou entrar no mérito do tema verdadeiro do successo de um país, que é a FELICIDADE. Tamanho do PIB não quer dizer felicidade, e portanto, seria perfeitamente possível um país com PIB muito inferior ter um indice de felicidade superior aos países ricos.

  4. Oi Ana
    A imagem foi o Barros quem escolheu e ficou perfeita.
    A ideia Deus se encaixa no tripé pobreza, ignorância e violência muito naturalmente. Pobreza e ignorância levam à submissão diante de quem pareça ter algum domínio sobre a situação; esse alguém coincide, na maior parte dos casos, ser aquele que fala em nome do deus ou que tenha sido designado pelos sacerdotes dele. Quando você observa mais atentamente os fatos históricos, percebe que está sempre presente o culto ao personalismo e não há nada mais personalista que Deus, seja no aspecto do misticismo, seja como legitimador das ambições e ações de uma sociedade. Se esta sociedade estiver em busca da afirmação da própria identidade e de territórios onde se estabelecer ou a posse deste território estiver em disputa, situações em que a pobreza é implícita, a ideia Deus é uma aglutinadora dos interesses dessa sociedade e legitimadora também, pois fornece o argumento do direito à posse de território e dominação sobre os inimigos. Dessa mistura é que nasceram o deus judaico, o islâmico, o cristão, este como resultado da dominação romana sobre a Judeia, com os desdobramentos que conhecemos.Há casos em que o deus é substituído por um homem, como na Alemanha da época nazista e na Coréia do Norte. Na antiga União Soviética e na China maoista ocorreu igualmente o culto da personalidade. A gente nota que nos países que adotaram o protestantismo a situação já é diferente. A tendência tem sido a superação da pobreza, da ignorância e dos índices de violência. É bem possível que isto se deva ao fato de que o protestantismo acaba por focar na capacidade individual. Não será por acaso que países de maioria protestante são também os lugares onde o capitalismo vigora como sistema econômico e o capitalismo tem como motor a capacidade do indivíduo. Coincidência ou não, os Estados Unidos vem empobrecendo justamente na medida em que a afluência de outras denominações religiosas vai aumentando, junto com o aumento da influência de tendências esquerdistas. Aliás, quando a gente estuda o Socialismo, percebe que essa ideologia é também uma religião.

  5. Eu escrevi um texto com um título que tem tudo a ver com essa discussão: “Sobra fé quando falta dinheiro”.

  6. Gostei Shirley, como é bom ler algo de forma imparcial, livre de paixões, para não sair da realidade.
    O homem é o mesmo, o que varia é o seu Deus, sempre foi e assim será. É uma questão cultural, no passado adoravam deuses como os mitológicos: Poseidon, Hades, Ares, Afrodite, Hermes, Apolo, Íris, Hefaístos, cada um na sua época sem deixar de falar nos deuses brasileiros que merecem ser lembrados, tais como Tupã, Curupira, JACI, Yorixiriamori, Anhangá, Akuanduba, Macunaíma, Caapora, Aru etc…
    No caso dos cristãos ou Judeus, certamente o Deus Javé ou El Shadai será um deus mitológico como os outros porque o homem vai mudando seus conceitos de divindade, ou então ele será totalmente esquecido para dar o nome à Jesus Cristo.

    Bye

  7. Pois é Ana
    Há quem veja na perenidade da ideia de deuses criadores a “prova” da existência de algum. Mas o fato é que gerações, vão, gerações vêm, e só o ser humano permanece o mesmo.

  8. Texto perfeito sessrodrigues.

  9. Obrigada, Paulo.

  10. Sei que todos devem estar ocupados roendo as unhas pela seleção, mas quis deixar um exemplo dos absurdos da influência da religião no Brasil. Li há pouco que o uso da imagem do Cristo Redentor foi vetada, pela igreja católica, numa cena de um filme de José Padilha. A estátua (sobre a qual não consigo entender a razão de tanta onda, até hoje) está localizada num local que é patrimônio público, mas ao que demonstra o veto da igreja e a concordância da justiça, é na verdade propriedade privada da igreja. Em outras palavras, a igreja manda numa área de patrimônio público brasileiro.
    Há boatos por aí que o Brasil é um Estado laico. Com coisas assim, difícil acreditar…

  11. Shirley,
    Você poderia ter dado a notícia completa, que cena, qual o conteudo, etc. Se a justiça rconheceu a direito da igreja católica é por que essa estátua tem dono, ainda que seja a paisagem mais fotografada do Brasil. A menos que o Estado faça um processo de desapropriação, até que isso ocorra a estátua é de quem pagou por ela ou ganhou de presente. De qualquer forma, nao é por que algo é admirado por todos e visto como patrimonio cultural que a coisa vira pública e qualquer um pode fazer o que quiser nela. Daqui a pouco a Igreja Católica vai ter que deixar mulher pelada fazer foto nua nos braços do Cristo ” pois a estátua é de todos”. Se quiserem, vão comprar uma estátua para vocês, que tal um ateu gigante, o Brasil precisa de mais “patrimonios culturais”

  12. André

    Antes, uma retificação. Como havia, no texto, a palavra “veto” eu a associei automaticamente a decisões judiciais, mas não há menção à justiça.

    Eu não disse que a estátua em si é patrimônio público, pois ela não é, é propriedade da igreja. O que eu disse é que ela está localizada em patrimônio público, o Morro do Corcovado. A cena em questão mostra o ator numa asa delta passando pela estátua e fazendo comentários sobre a vida e a cidade, segundo li.Suponho que o personagem, para não fugir aos padrões dos filmes brasileiros, esteja usando palavrões, que é a única explicação possível para o tal veto; ainda não consta, ao que se sabe, que voar de asa delta constitua afronta a alguma religião.

    Daí que estando a estatua em patrimônio público e que o espaço aéreo é brasileiro, não “vaticanês” ou “catoliquês” a igreja está sim privatizando espaços do Estado brasileiro.

    Ótima sugestão sua, que deve ser estendida a todas as denominações religiosas do país, protestantes de variadas vertentes, umbanda, candomblé, espíritas, budistas, não só aos ateus. Vamos todos fazer estátuas sem graça, plantá-las em patrimônios públicos e decidir quem pode utilizar a imagem, vetando tudo que nos pareça inadequado.
    Se é válido para a igreja católica, tem que ser válido para todos.

    Ah sim, vi a notícia no site da Veja.

  13. Shirley:

    Agradeço os esclarecimentos. Acho dificil dar opinião embasada sem saber detalhes da tal cena, pois voar de ultra leve ao redor do Corcovado tudo bem, duvido que a Igreja ia se opor, porém passar ao lado do Cristo Redentor e travar um diálogo maroto com Deus, neste caso a atração principal não é o Concovado mas sim o diálogo entre o ator e a “estátua” no pano de fundo, e se a estátua tem dono, vão ter que pedir pro dono… por isso que sem saber os detalhes, ficamos na pura especulação.

    Quanto ao espaço aéreo, creo que a análise, até judicial, se for o caso, não será nessa base, vão realmente tentar decidir sobre a intenção da cena. Se quiser falar mal do Cristo, pode fazer, mas use uma estátua própria, não vá ganhar dinheiro em cima da estátua da Igreja Católica.

    Acho que os ateus, macumbeiros, a marcha das vadias, entre outros, poderíam começar uma campanha para construir seus monumentos, se eles virarem cartão postal, venderem o país lá fora e gerarem dividendos com o turismo, eu apoio.

  14. André

    Apenas para liquidar o assunto. Se a estátua estivesse num terreno comprado e pago pela igreja, pelo qual ela pagasse os devidos impostos, o que ela decidisse a respeito da tal estátua diria respeito apenas à instituição. Como são as coisas, é a igreja quem ganha dinheiro em cima do contribuinte. A manutenção do Parque da Tijuca, onde está localizado o Morro do Corcovado, é paga com o dinheiro do contribuinte.
    A parte que toca á igreja da exploração do turismo relativo à estátua é isenta de imposto.
    E duvido muito que qualquer outra religião ou ateus tivessem permissão para construir e explorar monumentos, ainda que estivessem no nível dum O Pensador, em termos esculturais, o que não é absolutamente o caso daquela estatua, num terreno público e ainda ser isentos de impostos.

  15. E só para constar, há precedentes para se duvidar da pureza das intenções da igreja católica. Ficou famoso o caso do filme 2012, em que não há nenhum desrespeito com o símbolo católico.

  16. Shirley,
    Como eu disse, somente vendo a cena para saber. Defendo a liberdade criativa, mas também defendo o respeito aos valores alheios (no caso, católico). Sobre as despesas aos cofres públicos, acho que todos concordam que o Cristo Redentor gerou muito mais do que custou para ser mantido. É o grande cartão postal do Brasil, se a igreja pagasse tudo, aí sim que seria injusto, afinal o turista que lá visita se hospeda em hoteis, chega de avião, come em restaurantes, gerando riqueza e impostos.

  17. Shirley

    O que diz o cientista político e Doutor em Ciências Sociais Alberto Carlos Almeida sobre as religiões e o atraso cultural que ela promove nas sociedades.

  18. Nunca ouvi tanta merda como ouvi desse sr. “Doutor” em Ciência Sociais. Nos EUA há inúmeras respeitadas universidades católicas, como o Notre Dame, no Brasil todos conhecemos as PUCs. Vir dizer que a Igreja Católica só educa a elite, dá licença, quantas escolas de maternal a faculdade educam a classe média brasileira. E há instituições evangélicas sim, não vou negar. Ainda bem. Tá faltando uma ateiszinha… vocês deveriam fazer algum bingo para começar a construir uma.

    Essa historinha que tudo seria melhor se deixássemos de ser católicos é mais uma daquelas soluções fáceis. O que o pobre cientista NÃO conta é que a Alemanha JÁ ERA um potência intelectual MUITO ANTES de Luteranismo. Oras, por que surgiu o Luteranismo lá e não em Portugal? Não pensem que Alemanha, Suécia, Dinamarca são o que são só por causa do protestantismo. Eles são o que são por que são o que são.

    É duro aceitar, mas com o nosso povinho, não tem jeito, sempre dá merda. Tentaram introduzir o protestantismo, pensa que viraram luteranos? Não, virou IGREJA UNIVERSAL. Até a Igreja Católica foi contaminada com o tal “Leonardo Boff” que tem cara de santinho mas é bem malvadinho.

    E sinto muito, se um dia formos ateus, continuaresmo atrasados, não adianta, asno é asno, pode ser asno protestante, asno ateu, asno católico, etc. Hey Shirley, HÁ EXCEÇÕES, ok? Estou falando dá média.

  19. Essa historinha que tudo seria melhor se deixássemos de ser católicos

    O menino que soltou o verbo para rebater os argumentos ateus dizendo que Deus está além da Bíblia, enfim, se revela pertencente a uma religião que se fundou, se mantém e se sustenta por causa dela!

    É um exemplo clássico de desonestidade intelectual. O que mais me espanta é a cara de pau deles, dos crentes, por achar que ninguém vai notar isso.

  20. Barros,

    Não seja asno como o brasileiro médio, quando eu digo ‘deixássemos’ (vejo o verbo na pessoa NÓS) me refiro a nação brasileira, a maioria, ou seja, eu estava respondendo o ‘doutor’ do vídeo.
    Tá vendo, é falta de escola básica, aulinhas de compreensão de texto,

    Sobre a desonestidade, eu já disse aqui várias vezes que a primeira pergunta a ser respondida é se Deus existe, só depois devemos nos preocupar se ele é católico, hindu, nenhum dos dois, etc.

    Só que vocês, sabendo da falta de argumentos, jogam “na retranca”, evitam esse debate e preferem ficar chutando cachorro morto batendo em cima do Velho Testamento.

  21. eu já disse aqui várias vezes que a primeira pergunta a ser respondida é se Deus existe,

    Errado.

    Para ser honesto, coisa que nenhum crente é, porque, se fosse, deixaria de ser crente, pra ser honesto a primeira pergunta teria que ser, obrigatoriamente: “algum” deus existe?

    A segunda, no caso hipotético da primeira ser respondida com um “sim”, teria que ser, também obrigatoriamente: “Por que esse ‘deus’ é o deus da minha religião e não um dos inúmeros outros deuses das inúmeras outras religiões?”.

  22. Ana

    Há uma coisa muito interessante que ele diz no vídeo, sobre a relação da oferta e demanda. Claro que o cientista tem muito mais formação do que eu, mas não chego a concordar inteiramente com ele sobre a melhor qualidade da demanda nos países protestantes, a partir da implantação do protestantismo. Eu penso que a própria implantação do protestantismo deveu-se ao temperamento daquelas sociedades, das origens delas. A gente não pode esquecer que essas sociedades foram formadas pelo que os romanos chamavam bárbaros e que venceram os romanos. O conformismo católico nunca se coadunou com a mentalidade desses povos. Mas no que diz respeito ao Brasil, está muito certo.
    O Brasil já nasceu moldado pelo conformismo e o elitismo católico. Não houve aqui um histórico de povo lutando por identidade, território. O que houve foi portugueses e espanhóis dividindo um continente a bel prazer, respaldados pela igreja, que teve o papel definidor na educação. Sempre houve uma clara divisão entre quem receberia ou não instrução, isso desde 1500 até o século passado, são quinhentos anos dessa situação. As Pontifícias Universidades Católicas são para a classe média e para os ricos, que formam a elite no país. Eu acho interessantíssimo que numa mentalidade predominantemente cristã, que prega a igualdade e fraternidade, vigore um egoísmo tão arraigado. O transporte público é uma porcaria? Quero nem saber, compro meu carro e dane-se a pobraiada. A saúde é um horror? Dane-se, pago meu plano e tô nem aí. A educação pública é trágica? Problema de quem precisa dela, eu pago a escola pros meus filhos.
    E quem depende de tudo que é público cresce ouvindo que as coisas ruins da vida fazem parte dos mistérios divinos, que Deus sabe o que faz, que os pobres herdarão o reino dos céus…
    Esse conformismo, combinado com os resquícios da mentalidade da época da escravidão, que era a submissão do escravo ao dono, com a deferência devida aos “superiores” e esperada pelos “superiores” criaram essa demanda de baixa qualidade pela educação.
    Brasileiro pobre não vê educação como um direito dele, mas um privilégio de quem está acima. E o inverso também é verdadeiro.

  23. Barros

    (…)a primeira pergunta teria que ser, obrigatoriamente: “algum” deus existe?

    Eu vou mais além. Se existir algum deus, com certeza não é esse deus judaico-cristão, pois como já disse em outras ocasiões, os próprios termos em que ele é descrito inviabilizam a existência dele.

  24. André

    Você está sempre insistindo na inferioridade do brasileiro e exaltando a superioridade do europeu. Seria interessante que você se explicasse. O que teria acontecido com a maioria europeia que formou o Brasil, para que este se tornasse um povo inferior? Alguma coisa na água, no clima, talvez?

  25. Shirley

    O mundo de alguém que não se ama é sempre projetado negativamente nas pessoas e fatos ao seu redor.
    Nada é perfeito, nem mesmo seu Deus, sua pátria, as pessoas que o rodeia ou que ele rodeia passam a ser de certa forma hostil para ele em consequência das situações que ele mesmo criou e então sua reação é sair dando coices e socos até no vento formado por seus movimentos enquanto guerreia com seus próprios demônios, produto de uma alma carregada de misticismo ou conflitos pessoais com o mundo em que vive.

    Tudo é reflexo do infeliz, pobre e isolado mundo em que ele mesmo criou e se posicionou conforme seus conceitos. Não posso saber exatamente o que acontece nessa mente e porque reage de forma tão agressiva. De uma coisa eu tenho certeza, essa criatura não tem ao seu lado o Deus que tanto defende, mais parece alguém em auto-penitência atormentado por atos que ele mesmo condena, sei lá….

    Já percebi que ele encontra força nas páginas do Barros porque aqui sente que tem companhia e respostas às suas reflexões contraditórias e desonestas, sua mais forte característica: a desonestidade. Se falar que ele defeca pela boca lhe dá a deixa para soltar seu vocabulário chulo por cima dos seus interlocutores. Topar uma discussão significa elogios ao seu ego, não tem medidas e isso o deixa extremamente envaidecido, necessita disso por uma questão de sobrevivência, sua perseguição aos ateus chega a ser patológica ele quer calar-lhes a boca porque imagina que ninguém pode e não tem o direito de pensar diferente dele por se achar o dono da palavra, o sabe tudo, simulando ares de burguês intelectual com grande carga de arrogância e traços de misoginia.

    “Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”[Friedrich Nietzsche]

  26. Ana Judas,

    Foi engraçado você escrever que nem coroinha, falando como ‘algumas pessoas’ (eu!) são amargas com a vida, agressivos, etc.

    Quem te viu e quem te vê… já até me falou para “mostrar a sua cara, seu advogadozinho”. Você acha que eu te apelidei de “Judas” pela sua docilidade?

    Quantas vezes você já me chamou de desonesto? Interessante, eu só uso minhas palavras, meu raciocínio, quem lê que tire suas conclusões. Não tem nada de desonesto, acho que você deveria desencanar disso e topar o debate.

    Eu só frequento o blog para tentar entender como os ateus pensam (e já entedi e não gostei!) mas mais ainda, gostaria que as pessoas que leem, tenham acesso ao contraditório. Você não acha chato vocês todos fazendo chazinho da tarde, todos falando em unissono como “crente é burro”? Aqui está um crente para vocês chamarem de burro, só que eu tenho a palavra também e vou fazer vocês serem responsáveis e justificarem o que vocês dizem sobre o teísmo. E é exatamente aí que a coisa pega, vocês ficam incomodados com isso.

    Eu nunca tomei espaço aqui para copiar partes da bíblia ou para dizer que vocês vão para o inferno. Comigo, o debate é franco e aberto, sem frescuras. Acho que é isso que você não gosta.

  27. Shirley,

    Eu amo o Brasil, porém não me iludo. Nosso país é lindo, o povo é generoso, simpático mas… na média… cabecinha.

    O que teria acontecido com a maioria europeia que formou o Brasil, para que este se tornasse um povo inferior? Alguma coisa na água, no clima, talvez?

    Maioria européia? Que bom se fosse a agua… mas a agua nada pode fazer a respeito, nosso povo é: 1/3 negros, 1/3 bugres e 1/3 europeus, e desses míseros 1/3, a maioria é Português, Espanhol e Italianos. Os tais europeus do norte que falava o tal “doutor”, não deve passar de 5% da população.

    Antenção, estou falando de média, há exceções, há muito Europeu do norte espírito de porco também.

  28. Barros,

    Então eu sou desonesto por que eu disse:

    eu já disse aqui várias vezes que a primeira pergunta a ser respondida é se Deus existe

    mas vocé é honesto por que você disse:

    Para ser honesto, coisa que nenhum crente é, porque, se fosse, deixaria de ser crente, pra ser honesto a primeira pergunta teria que ser, obrigatoriamente: “algum” deus existe?

    Eu disse “se existe” e você disse “algum existe”, será que é tão diferente assim?

    E você continuou:

    A segunda, no caso hipotético da primeira ser respondida com um “sim”, teria que ser, também obrigatoriamente: “Por que esse ‘deus’ é o deus da minha religião e não um dos inúmeros outros deuses das inúmeras outras religiões?”.

    Exato, não é possível que os Deus de todas as religiões estejam certos. Someone um está certo, ou ninguém está certo, não é possível que a maioria das religiões estejam certas.

    Daí você virar ATEU é um pulo muito grande. Você pode até dizer que não acredita em nenhuma religião, mas tem que examinar a questão “Deus existe?” independente de ter ou não religião.

  29. Deus não existe. Religião é um veneno e é sem dúvida uma força que provoca divisões, e essa é uma das principais acusações levantadas contra ela.
    A ciência nunca vai descobrir coisas ou seres inexistentes, ela não trabalha aparelhada com lendas ou fábulas de um livro que também não oferece embasamento satisfatório para a seriedade da ciência.
    Jesus Cristo é um mito.
    O Deus Javé foi uma criação do homem assim como todos os milhares de deuses existentes na terra.
    Esta é uma forte razão para pensar que nenhum deles existem…

    Eu sou ateia Graças a Deus, hehehe

  30. Ana Júdice,

    Não me leve a mal, mas você sabe que a sua fala acima não passa de uma fala sem argumentação nenhuma, correto?

    Meu avô costumava dizer “o papel aceita qualquer coisa” e ele queria dizer que você pode escrever o pior absurdo e o papel não vai reclamar.

    Quando você diz: “Jesus Cristo é um mito”, você quer que eu acredite só por que você disse, não é? É o famoso “la garantía soy yo”.

  31. André

    Acho que no fim das contas a Ana está fazendo uma avaliação, senão correta, muito aproximada, da sua personalidade. Este blog, para você, não passa de um meio de externar seus ódios e preconceitos.
    É uma coisa que já tinha me passado pela cabeça, mas prefiro sempre dar uma chance à pessoa, antes de formalizar meu julgamento.
    Você não quer debater ideias, isso já ficou bem claro há muito tempo, mas eu confesso que me divertia em provocá-lo, até para ver onde você é capaz de chegar com sua desonestidade. Bom, acho que vi o bastante.Você é uma pessoa muito preconceituosa; esse seu comentário sobre a miscigenação brasileira foi o que me faltava.
    Acho que a eugenia deve lhe parecer um conceito muito aprazível.

  32. Shirley,

    Veja que hilário, o mais corriqueiro nesse blog é chamar crente de burro, ofender os cristãos com os “cú de Jesus”e por aí vai, daí vem você, com a maior cara lavada, dizer que eu só estou aqui para externar meus ódios e preconceitos. Será que eu aprendi com vocês?

    Eu não quero debater idéias? Pode começar, diga aí uma idéia que estou pronto, mas por favor que não seja novamente a fixação anal do Velho Testamento.

    E sobre taxar-me de preconceituoso, dúvido que seja capaz de mostrar-me onde eu fui preconceituoso. Alías, essa é uma palavrinha que vocês adoram usar indevidamente: vocês tem ‘opinião’, crente tem ‘preconceito’.

  33. André

    Uma coisa é chamar pessoas que abdicam do direito de pensar e se deixam guiar por espertalhões e até criminosos, entregando a eles parte do próprio salário, de burros.
    Outra muito diferente é decretar a inferioridade de um povo devido à miscigenação ou localização geográfica de nascimento, inclusive relacionar a “qualidade” da adoração a esses mesmos fatores.
    Qual o seu problema com o ânus de Jesus? São vocês quem dizem que ele foi homem, logo. obrigatoriamente ele teve um, junto com a s funções excretoras. Se não, ele teria sido uma aberração. Dica de debate que você recusou: considerar que o tal Jesus era humano só quando interessava e divino quando não interessava, como no caso do ânus.
    Mas deixa pra lá. Tempo perdido é tempo perdido.

  34. Shirley,

    Responderei uma a uma das suas colocações, espero que você não abandone o debate.

    Uma coisa é chamar pessoas que abdicam do direito de pensar e se deixam guiar por espertalhões e até criminosos, entregando a eles parte do próprio salário, de burros.

    Ou seja, vocês podem chamar crente de burro, mas eu não posso chamar ateu de idiota, sem ser taxado de “cheio de ódio e preconceitos”.

    Outra muito diferente é decretar a inferioridade de um povo devido à miscigenação ou localização geográfica de nascimento, inclusive relacionar a “qualidade” da adoração a esses mesmos fatores.

    Pera aí, não foi o doutor lá que vocês adoraram que disse que Portugal, por ser católico, é cheio de problemas e tal e que Alemanha e Suécia são a sumidade? Oras, por que eu não posso dizer que no Brasil, a maioria dos Europeus é de origem portuguesa ou espanhola e italiana e todos os 3 tem similar origem católica. Primeiro vá criticar o doutor, depois a mim.

    E eu não decretei inferioridade POR CAUSA da miscigenação, isso é problema de interpretação de texto. Eu disse que o Brasileiro médio é intelectualmente fraco. Discorda? Por que nosso ranking escolar é um dos ultimos? Ou vocês, ateus, na hora que não interessa fecham os olhos para as estatísticas e ‘pensam com o coração’? E eu não critiquei a miscigenação, eu citei fatos. Vocês, por ex., disse que o Brasil é de maioria européia, ou seja, os negros devem ter vindo da Europa…

    Qual o seu problema com o ânus de Jesus?

    Absolutamente nenhum problema, acho que ele cagava e mijava como qualquer um. O problema é você falar do cú dele com a intenção de ofender, pois ninguém está interessado no cú dele que foi como de qualquer um. Mas vocês nessa hora fazem cara de faz de conta, ninguém admite, mas todos sabem, que a intenção era ofender, denegrir. Mas o tal ‘ódio e preconceito’, dizem, vem de mim.

    Dica de debate que você recusou: considerar que o tal Jesus era humano só quando interessava e divino quando não interessava, como no caso do ânus.

    Eu recusei esse debate? Obrigado por avisar, nem me lembrava. Vamos lá: qual o tema? Eu acho que Jesus era homem, cagava, mijava, dormia, acordava com o olho inchado, suava, tudo como qualquer outro homem. Porém, ele foi o mais sábio dos homens, fez milagres e apareceu para multidões após a sua morte, essa é a parte divina que eu acredito e você acredite se quiser. Qual é o ponto que você diz que ele era humano ou divino só quando nos interessava?

  35. André

    Tática de quem não está interessado em debater, mas em “ganhar o argumento”: misture alhos com bugalhos, inverta as situações, coloque na boca do outro palavras que nunca foram ditas e, por outro lado, jamais assumir aquilo que escreve, quando “fica mal na foto”.

    Mas antes, um esclarecimento. Qualquer coisa que eu escreva aqui sempre reflete o meu modo de pensar, não dos ateus todos. Eu não gosto das manadas, muito menos de ser enfiada no meio de uma à revelia.

    Então, eu chamei crente de burro e caracterizei o que eu considero um crente burro. Não retiro uma letra.
    Quando falei dos seus ódios e preconceitos, não me referia a alguma ocasião em que você tenha chamado algum ateu de idiota, me referia às inúmeras ocasiões em que você caracterizou os ateus como assassinos imorais apenas por serem ateus. Mas principalmente, me referia à sua desqualificação constante dos brasileiros, desde que você começou aqui, E que você deixou muito claro dever-se à miscigenação entre os europeus que você considera inferiores, negros e índios, enquanto ao mesmo tempo exalta os europeus que você considera superiores.Não adianta tentar negar, suas palavras estão aí para quem quiser ler.
    Em geral sou tolerante com um monte de coisas, mas tachar pessoas como seres inferiores por essa ou aquela razão eu não suporto. Caso tenha lhe escapado, a História está repleta de exemplos a que se chegou com ideias assim. É asqueroso, é inadmissível.

    O “doutor” aí do vídeo, em nenhum momento relaciona o local de nascimento com a baixa qualidade da educação. O que ele está relacionando é a cultura decorrente da religião predominante nos locais.
    Eu vejo muitos problemas no Brasil e nos brasileiros. Um deles é a falta de caráter quase generalizada, coisa aliás muito curiosa num país que foi, durante a maior parte de sua história, católico. Quando associo isso com o constante acobertamento de crimes pela igreja católica, já não me parece tão curioso assim. Mas isso não quer dizer incapacidade intelectual derivada de gente com origem de segunda classe. Quer dizer falta de educação e de caráter mesmo. A propósito, esses pastores das iurds da vida e seus seguidores, que você despreza tanto por terem nascido do lado errado do globo, praticamente todos têm suas origens no catolicismo.
    Mas ainda assim, esse é o meu país e não perco as esperanças de que algum dia as coisas sejam diferentes. Quanto a você, mude-se para algum país do que você considera o lado certo europeu.
    No que me diz respeito, você já foi.

  36. Shirley,

    Recapitulando os fatos:

    – O doutor diz que o atraso na educação de Portugal é devido ao catolicismo e o avanço da educação na Alemanha é devido ao protestantismo
    – Eu respondo dizendo que Alemanha, Suécia e países do norte europeu já eram mais desenvolvidos antes da revolução protestante, portanto, o doutor confundiu causa com efeito.
    – Eu digo que o brasileiro médio é intelectualmente fraco (os dados a respeito são fartos)
    – Você pergunta se foi a agua que emburreceu o brasileiro de ‘maioria européia’. Agora te pergunto: QUEM PRIMEIRO TRATOU A QUESTÃO DA RELAÇÃO BRASILEIRO BURRO COM A RAÇA DO BRASILEIRO? FOI VOCÊ!
    – Eu respondo que o Brasil não é de maioria européia. O que também é fato, basta pesquisar.

    Eu vejo muitos problemas no Brasil e nos brasileiros. Um deles é a falta de caráter quase generalizada, coisa aliás muito curiosa num país que foi, durante a maior parte de sua história, católico. Quando associo isso com o constante acobertamento de crimes pela igreja católica, já não me parece tão curioso assim.

    Querer associar a corrupção generalizada do Brasil a sua origem católica é de uma maldade (se intencional) ou burrice (se não intencional) sem tamanho. Para esse argumento ridículo, eu só digo que a corrupçã em países de dirigentes ateus é ainda pior, veja Rússia, Albania, China, etc.

    E sobre o Jesus divino/humano, nenhuma palavra, portanto, quem evitou o debate não fui eu.

  37. André

    Vou me dirigir a você ainda uma vez por considerar que suas afirmações, se deixadas sem resposta, são um desserviço ao conhecimento.

    O cara do vídeo não está dizendo que há uma inferioridade intelectual inata em função do local de nascimento.
    Está dizendo que a característica cultural que diferencia qualidade da demanda educacional nesse ou naquele país está em função da decisão dos protestantes de educar toda a população, ao contrário dos católicos, que optaram por educar a elite.

    Você troca capacidade intelectual por nível educacional. Os brasileiros têm nível educacional péssimo, não fraco. Isso não é, de maneira alguma, o mesmo que ter “intelectualidade fraca”.
    Os brasileiros se saem pessimamente em matemática, por exemplo, não por que lhes falte capacidade de aprendizado (intelecto), mas por não lhes ser ofertado o ensino adequado.

    A respeito da formação étnica brasileira, realmente, quem deveria fazer uma pesquisa básica antes de ser tão categórico é você. Para ajudá-lo, sugiro que se oriente por termos como marcadores genéticos. Quando falei em maioria europeia me referia não apenas ao fator cultural, mas também ao genético. Ambos são definidores quanto à formação da população brasileira e são sim de maioria europeia.

    Minha pergunta, sobre se seria algo na água ou no clima que teria provocado uma degeneração no “bom material europeu” foi uma provocação a você, pois eu tinha quase certeza que você responderia da forma como o fez, alegando que é a mistura de índios, negros e europeus que você define como inferiores que resultou num povo “intelectualmente fraco”. Termos como racista e eugenista definem tipos como você, tipos que abomino.

  38. André

    Não há maldade nem burrice quando associo a falta de caráter do brasileiro à corrupção católica. Há a lucidez e a independência de quem não está submetida a nenhuma narrativa ideológica.
    A corrupção nos países comunistas em nada difere da corrupção da igreja católica. É o que costuma acontecer quando um grupo detém o poder de forma autoritária e se arroga privilégios.

    Há, no entanto algumas marcantes diferenças. No caso dos países comunistas, a classe dirigente é ateia, mas não a maioria da população. O povo foi submetido pelo uso da violência, da intimidação e da supressão de direitos, inclusive o da expressão.
    Os comunistas, ao contrário dos cristãos, não se apresentam como origem dos valores ético-morais vigentes na sociedade, eles na verdade sustentam que tais valores devem ser eliminados e substituídos por valores socialistas/comunistas.

    E é precisamente aí que está a corrupção cristã e no caso brasileiro, a corrupção da religião católica que tem sido a religião predominante no país.
    Por um lado, mente quando se apresenta como a fonte dos valores ético-morais vigentes e por outro acoberta crimes e desvios de conduta. E nem a mais insana das pessoas pode dizer que os cristãos no Brasil foram obrigados à crença pelo uso de violência, intimidação e supressão de direitos. Pelo menos, não mais, há muito tempo. E, como se costuma dizer, o exemplo vem de cima. Se a igreja é corrupta, e qualquer que não seja total mentecapto percebe essa corrupção, por que todos não podem ser, em alguma medida?
    A igreja católica passou séculos acobertando os crimes de seus membros e só ultimamente, pela pressão advinda dos valores ético-morais seculares é que começa a puni-los.

    No caso do debate sobre a conveniência de um Jesus divino ou humano.
    Salvo engano, quando você fala de ridicularizar Jesus penso que está se referindo a um de dois textos, Quando Deus cagava no mato ou O paradoxo do ânus de Cristo

    Se for o primeiro, ao invés de debater as contradições apontadas no texto você preferiu ter reações histéricas expressadas em termos sempre muito vulgares.
    E fez isso por ter inteligência suficiente para entender que sua crença o mantém numa armadilha. Quando convém, ou seja, quando se fala do absurdo de um Jesus/Deus que poderia simplesmente ter aparecido e/ou se comunicado em sua forma natural, qualquer que ela fosse, mas que optou por se metamorfosear em humano através de uma espécie de inseminação artificial, a desculpa é que ele precisava se fazer entender ao nível humano, isso no ser que simplesmente criou tudo que existe, mas que para se fazer entender precisa apelar a um truque barato. O argumento aqui é aceitar a necessidade da humanidade desse Jesus/Deus.

    Mas quando alguém aponta o absurdo, a incoerência disso tudo, usando um termo que remete à essa “necessária humanidade”, passa a ser desrespeito com a divindade desse Jesus/Deus.

    Caso você esteja se referindo ao texto O paradoxo do ânus de Cristo, aí a coisa fica bem pior para você. Esse texto está se referindo à hipocrisia do cristão ao se esconder atrás da tal palavra divina para legitimar os próprios preconceitos. Vocês dizem que são contra a homossexualidade por que Deus disse que é contra as leis dele. Como a série deixa bem claro, há uma porção de leis desse deus que vocês ignoram solenemente e também que quando são questionados a respeito disso, usam a historinha da “nova aliança” que o deus Jesus instaurou.
    Ou costumam alegar ser contra as leis da natureza. O argumento de vocês, nesse caso, é que o homossexual o é por ter feito uma escolha deliberada pela perversão, pois admitir que alguém nasça homossexual implica admitir que o homossexual não está contra as leis da natureza, já que foi a própria que o originou.

    E ao invés de ao menos tentar refutar os argumentos contidos nos textos, você me sai com

    Porem ele foi o mais sábio dos homens, fez milagres e apareceu para multidões após sua morte

    como se a sua crença tivesse alguma relevância minimamente factual ou servisse de argumentos para refutar o que está exposto nos textos.

    Num debate, tem-se por implícito que as partes contrárias estão em desacordo. Mas cada uma tem que se orientar pela honestidade e se munir de um mínimo de conhecimentos, se não os tiver de antemão.

    Você não preenche nenhum dos requisitos nem parece disposto a tanto. É perda de tempo continuar.

  39. SS Burrides:

    Escrever suscintamente é um dos indicadores da inteligência de alguém. Quanto bla bla bla e não se consegue extrair argumentos das suas frases.

    E no fim uma frase de efeito (isso sim que é conhecimento de almanaque!) que nada agrega e somente enche linguíça dando a impressão ao leitor desavisado que você tinha muita coisa nova para acrescentar:

    “Num debate, tem-se por implícito que as partes contrárias estão em desacordo. Mas cada uma tem que se orientar pela honestidade e se munir de um mínimo de conhecimentos, se não os tiver de antemão.”

    Suponho que você seja a ‘honesta’ e eu o ‘desonesto, você a munida de ‘conhecimento’ e eu o ‘sem conhecimento’. Quanta infantilidade. Tenha no mínimo a coragem de debater francamente.

    E no fim:

    Você não preenche nenhum dos requisitos nem parece disposto a tanto. É perda de tempo continuar.

    OU seja, já estava preparando a saída pela tangente. Mais uma vez utiliza o argumento preferido do Barros e o Richard Dawkings: “você não esta a altura de debater comigo”.

    OU seja, ontem estava me jogando na cara que eu ‘fugi’ de debater o assunto sobre Jesus divino/homem com você, hoje diz que não sou digno de debater com você. Depois eu que sou o desonesto.

Deixe um comentário:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: