As flores do mal [Republicação]

Chamava-se Margarida. Era natural de Itabuna, Bahia; loira, muito bonita, e ganhava a vida como prostituta. Isso é tudo o que eu sei sobre a minha mãe.

Desde que me entendo por gente, sempre soube da história. Pelo menos do modo como ela me chegou aos ouvidos.

Minha mãe, já  comigo na barriga, embarcou na boleia do caminhão do meu “pai adotivo”, para ir morar com ele na cidade de Castanhal, no Pará. Como meu “pai” vivia viajando, depois que eu nasci minha mãe também não parava em casa (certamente ganhando seu próprio dinheiro com seu ofício) e, mui provavelmente, quem tomava conta de mim era a minha “avó”, D. Rosa.

Por conta de desentendimentos entre a minha mãe e a minha “avó”, que era viúva e morava na casa de meu “pai” também, D. Rosa, um belo dia, quando só estávamos os dois em casa, arrumou as trouxas e me levou no colo até a BR, onde fomos de carona até Belém. Lá ela pegou um ônibus até Sobral, no Ceará, de onde seguimos para Coreaú, uma cidadezinha minúscula onde moravam alguns dos seus parentes mais próximos.

Eu devia ter, então, uns 2 anos de idade e havia sido raptado. Mas eram os últimos anos da década de 70 e, ao que parece, a coisa ficou por isso mesmo.

Nós fomos morar na casa de um irmão da minha “avó”, que era um tipo de açougue: uma vendinha malcheirosa com peças de carne espalhadas por todo canto, penduradas em ganchos no teto e em cima de uma bancada de mármore repleta de moscas. Dizem que minha “avó” foi solicitada a ajudar na venda, ou nas tarefas da casa, que eram muitas, visto que, contando com nós dois, éramos oito pessoas dividindo uma casa de seis cômodos, e era preciso cuidar da venda, da casa e das crianças; eu incluso.

Minha “avó” não quis fazer nem uma coisa nem outra e, menos de um ano depois, voltou para Castanhal, com um peso a menos na bagagem: eu.


Morei na casa do açougue até os meus nove anos. Muito cedo fui engajado nos serviços domésticos e, quando já mais grandinho, o açougueiro encontrou em mim uma excelente serventia: ele me mandava ir até a casa da dona fulana saber se ela iria querer carne para o almoço; eu ia correndo, perguntava, e voltava correndo. Se a freguesa fazia o seu pedido, eu levava a encomenda e trazia o dinheiro. Quando o serviço de entregas findava, eu tinha a incumbência de ficar no açougue ajudando o homem e, no fim do dia, cabia a mim limpar a venda.

Passei a minha infância trabalhando como um escravo, mas embora levasse umas palmadas às vezes, não lembro de ter sofrido violência física. Pelo menos até quando o açougueiro descobriu que a sua filha mais velha estava me usando para um sem-número de brincadeirinhas sexuais. E ele só descobriu porque a segunda mais velha deu com a língua nos dentes, provavelmente porque a outra não queria que ela participasse dos folguedos… Levei a maior surra da minha vida. O homem só parou de me bater quando estava já sem forças. Sorte minha que era um gordo velho e asmático.

Depois disso, minha presença na casa ficou impossível. O homem queria me jogar na rua, sem eira nem beira, e a mulher queria que eu fosse levado de volta para a casa do meu “pai adotivo”, no Pará. Como não havia quem pudesse me levar, muito menos dinheiro disponível para a empreita, acabaram me despachando para ir morar com uma parenta da mulher do açougueiro, que era amigada com um pedreiro e morava numa casinha de dois cômodos no meio do nada. Como também não havia nada para fazer, a minha nova “mãe” resolveu me ensinar a ler e a escrever para passar o tempo. Ela conseguiu me alfabetizar antes que eu completasse onze anos e me deu o primeiro livro que li na vida: O Príncipe, de Maquiavel.

Mas logo estavam os dois discutindo o que fazer comigo, pois o pedreiro havia resolvido ir tentar a vida em São Paulo. Ele queria levar minha tutora junto, mas sem o pupilo. Acabou por se resolver que, no caminho para o sul do país, eles me deixariam com a mãe dela, na cidadezinha de Pacatuba, região metropolitana de Fortaleza, no Ceará.

Antes de fazer doze anos, numa noite de chuva forte, fui entregue aos cuidados de uma quarta família: a mãe da minha antiga tutora, seus dois filhos com suas respectivas esposas, e sua neta, filha de um dos casais, uma moreninha linda, uns dois anos mais velha do que eu, com cabelos castanhos longos que se desmanchavam em ondas cintilantes pelas suas costas e pelos seus seios voluptuosamente precoces de menina-moça.

Naquela primeira noite na minha nova casa, lembro de ter sentado na minha rede antes de dormir e de ter agradecido longa e fervorosamente a Deus, não pela sorte de ter encontrado um novo lar, mas por minha antiga tutora não ter tido tempo de contar para a minha nova família o episódio ocorrido com a filha do açougueiro, o motivo de eu ter estado sob a sua guarda.

Lembro da certeza que tinha de que Deus havia ouvido os meus sussurros por entre os trovões que ribombavam nos céus acima, e lembro de que fiz o sinal da cruz sorrindo, enquanto me acomodava na minha rede armada a menos de um metro da entrada do quarto sem porta da minha doce e linda Hortência.

Hydrangea macrophylla (Hortênsia)


Os trabalhos braçais a que sempre fui submetido desde pequeno me garantiram uma compleição física acima da média para a minha idade e, como já disse, minha mãe era uma mulher bem bonita e acho que herdei um pouco dos seus traços. Se por isso ou porque ela nunca havia tido por perto nenhum rapazinho loiro de olhos verdes tão afoito, eu nunca vou saber, mas Hortência se entregou a mim em menos de uma semana. Conhecemos o sexo um com o outro numa madrugada friorenta, na terceira ou quarta vez em que, sorrateiramente, eu deslizei da minha rede para dentro do seu quarto desprotegido. E ela precisou sufocar a dor da despedida da sua inocência em lençóis de retalho que cheiravam a sabão em barra.

Durante o dia, mal nos víamos e sequer nos falávamos, mas à noite, eu tinha sempre a oportunidade de deslumbrá-la com os truques que a filha do açougueiro havia me ensinado. Ela passava as manhãs na escola e as tardes na casa de uma tia, mais para o centro da pequena cidade. Voltava no começo da noite, de carona com o pai, e fingia que eu nem existia. Mas quando eu a despertava nas madrugadas, ela me abraçava em silêncio e me beijava longamente.

Nossos encontros clandestinos eram perigosamente ameaçados por qualquer barulho que houvesse, dentro ou fora da casa. Se ela, alguma vez, disse que me amava ou que gostava de mim enquanto eu a tinha em meus braços, eu nunca ouvi. Seus sussurros eram sempre mais fracos que o vento de inverno que soprava forte por entre as telhas da casa, ou eram abafados pelo pulsar violento do sangue nas minhas têmporas.

E assim se passavam os dias e eles eram sempre os mesmos: uma luta constante contra o sono e uma ânsia desesperada para que o sol logo sumisse no horizonte. As noites, por sua vez, nunca eram iguais. Às vezes a família estava muito estressada fosse com o que fosse, e as pessoas acordavam com frequência para tomar água, ou ir ao banheiro, ou mesmo para conversar de madrugada fumando cigarros intermináveis. Às vezes Hortência passava quase uma semana menstruada e não me deixava chegar perto. E as noites de lua cheia eram proibidas para nós, porque o interior da casa ficava por demais iluminado, e a consumação do nosso delito carecia do manto perfumado das trevas. Não fossem esses intervalos, eu provavelmente a teria engravidado e as coisas teriam sido diferentes. Pra pior, com certeza.

Desnecessário dizer que eu me apaixonei. Desnecessário dizer, também, que eu não sabia nada da vida; muito menos de mulheres.

Uns seis meses depois da minha chegada, a avó de Hortência, D. Dália, achou que minha ajuda nos serviços da casa e na lida com os animais era um luxo que ela podia dispensar, e me conseguiu um emprego com um vizinho dono de uma leiteria. Eu iria limpar o curral das vacas, todos os dias, e vender o esterco na cidade.

Não sei por que, mas não me pareceu a pior coisa do mundo à primeira vista. Mas quando, por acaso, passando pela rua do colégio dela, Hortência me viu empurrando meu carrinho carregado de bosta, a noção do mundo em que eu vivia desmoronou sobre mim, como um prédio desmorona ao ser implodido.

Enquanto eu passava na frente da escola, dificultosamente desencalhando o carro de estrume do atoleiro da rua de barro, vi e ouvi as garotas rindo alto enquanto me encaravam. Apesar de me acompanhar com os olhos surpresos enquanto eu desfilava a minha indigência à sua frente, percebi que Hortência não ria com as outras, nem tinha a menor expressão que denunciasse que pretendia fazê-lo.

Seu rosto era pura decepção. Ou vergonha. Ou as duas coisas juntas.

Era semana de lua cheia. Na lua nova seguinte, eu ouvi, pela primeira e última vez, a voz dela se elevar acima do vento que zunia por sob as telhas do quarto escuro. Ela disse apenas um “Sai daqui”, como se falasse a um cachorro, e nunca mais permitiu que eu a tocasse de novo.

Dahlia pinnata


Tudo bem, paremos por aqui. Essa biografia é falsa.

Por que eu estaria escrevendo uma relato fictício sobre a minha própria vida? Ah, essa resposta só eu tenho. Já dizia o poeta que “até nas flores se nota a diferença de sorte: umas enfeitam a vida, outras enfeitam a morte”. Mas como há o jardineiro que não conhece o destino de suas flores, também há o que as cultiva para um determinado fim.

Ainda que eu continuasse com a farsa e postasse toda a minha “biografia” aqui no site, não é difícil de imaginar que, se fosse do interesse de alguém, eu poderia ser desmascarado fácil, fácil. Um detetivezinho de subúrbio não passaria mais do que uma semana pesquisando meus rastros, reais e virtuais, até achar, pelo menos, algum documento meu que contivesse minha filiação, ou encontrasse um conhecido, um parente, um colega de trabalho, que pudesse, enfim, dizer-lhe que minha vida não tem nada a ver com essa história. Isso sem contar que ele não precisaria fuçar muito se tivesse escolhido investigar aqui mesmo no blog, uma vez que três ou quatro leitores já perceberam o embuste.

Agora, imagine que o Barros, com tempo e alguns rolos de pergaminho de sobra, tivesse tido a mesma ideia uns dois milênios atrás. Eu iria mostrar meus escritos a uma meia dúzia de pessoas (era uma época em que apenas uns poucos sabiam ler e escrever) e só. A brincadeira parava por aí. Entretanto, meus pergaminhos iriam, certamente, sobreviver a mim e seriam guardados com carinho, visto que toda produção literária naqueles tempos era um luxo, um sinal de status, e dali a pouco, numa sociedade em que a expectativa de vida era de três décadas e as pessoas sequer tinham sobrenome, tudo o que o mundo teria sobre mim seria justamente o que eu mesmo escrevi.

Algum leitor que tomasse meus textos para ler, nos séculos seguintes, não teria a quem recorrer, nem ao que recorrer, para se certificar se o que estava ali escrito seria ou não a verdade sobre o autor. Se ninguém mais havia escrito sobre o Barros, aquele leitor chegaria à conclusão de que o Barros teria sido uma figura bem comum de sua sociedade, sem absolutamente nada de extraordinário, e que teria que se conformar com a única coisa que havia sobrevivido a ele: sua autobiografia.

“ — Ora, por que uma pessoa deixaria para a posteridade uma história fictícia sobre sua própria vida? O mais provável é que esse Barros tenha relatado fielmente o que lhe aconteceu nos seus tristes dias sobre a terra…”

E a partir daí, se, por acaso, eu ganhasse a fama que nunca havia tido, tudo o que se escreveria sobre mim seria baseado naquele texto inicial, que só eu e os defuntos que me conheceram em vida sabiam se tratar de uma história inventada.

Quando um crente rechear seus argumentos e exaltar sua própria moral duvidosa com versículos de uns certos textos escritos há vinte séculos, tente pensar nas minhas Flores do Mal, uma história que eu criei e na qual você  se veria tentado a acreditar se a tivesse lido 2 mil anos após a minha morte. Acho que essa lembrança vai te inspirar a conduzir a discussão. E, sobre os Evangelhos, vale a pena dar uma lida nessa tradução que fiz, em que uma avaliação minuciosa revela que os seus autores eram apenas dois, e que não viveram na mesma época de Jesus.

Será que o que esses dois escreveram era a descrição fiel da realidade que foi presenciada por terceiros? Ou será que poderia ser apenas um história inventada com intenções que supomos, mas não podemos provar?

O resultado do trabalho deles está aí nas ruas, em cada esquina. Mas não se esqueça de lembrar a todos quantos puder: não há nada que não nos permita pensar que tudo isso não passa de uma grande mentira.

Publicado originalmente Aqui, em março de 2010, em quatro partes.

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Quando publicou, em 1857, As Flores do Mal (Lês fleurs du mal), o poeta francês Charles Baudelaire fincou o marco a partir do qual se estabelecia a poesia moderna e simbolista. Entretanto, sua obra-prima escandalizou a sociedade parisiense de então, despertou hostilidades na imprensa e foi considerada imoral, sendo, por fim, proibida de circular.

As Flores do Mal reuniam uma série de temas de toda a obra do poeta: a queda, a expulsão do Paraíso, o amor, o erotismo, a decadência, a morte, o tempo, o exílio e o tédio. A primeira edição era constituída por 1300 exemplares em papel Angoulème e 10 em papel Vergé. Os editores tinham guardados 200 exemplares da obra original e, para não terem que destruir os livros, condenados em sentença judicial, limitaram-se a destacar todos os poemas proibidos de todos os volumes. Nasciam assim os “exemplares amputados”, que valem uma fortuna atualmente.

Em 1992, As Flores do Mal foi, pela primeira vez, publicado com texto integral.

Neste livro atroz, pus todo o meu pensamento, todo o meu coração, toda a minha religião (travestida), todo o meu ódio.”

(Baudelaire)

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37 Respostas

  1. Ah Barros não sei se você é ingênuo ou ignorante meu caro descrente… não que você seja burro, porque inteligência “CREIO EU” você tem. O que te falta é sabedoria… Por isso que eu digo acreditar em Deus é fácil…difícil é provar que ele não existe! E isso queria ver você tentar nessas ilustrações desconexas. Só que nesse caso nem percebeu que o protagonista, a despeito de todo sofrimento, não lhe faltou abrigo, ou seja, não ficou desamparado. Apredeu a ler a partir de um livro clássico e universal do pensamento político, o que certamente poderia abrir horizontes e aprimorar sua mente. Teve treinamento sexual, porém descobriu que não era certo caindo numa armadilha que lhe rendeu uma boa surra, Conheceu o amor carnal, mas também seu lado perverso sendo abandonado, e veja só consegui até um emprego na flor da idade…É interessante como o autor coloca Deus no “negócio” transformando-o mesmo na ficção, no “articulador” dos acontecimentos pois pelo visto, nosso herói crê. Meu caro nescio, eu acho o princípio da descrença ou, mentalsomatologia para ser mais categórico, muito válido e porque não dizer obrigatório. Mas seu discurso é raso e desarticulado e por vezes infantil na ansia de descostruir a realidade das Escrituras Sagradas. Acho que teu público merece um melhor exclarecimento do que tua insólida opinião. Continuas lendo a Bíblia como um fim e não como um princípio. Se é que sabes ler e interpretar a sua epifania. Nos últimos tempos (séc XVIIII e XX principalmente) a ciência com base na arqueologia conseguiu através dos relados bílblicos encontrar centenas, repito centenas, de sítios arqueológicos que corroboram com personagens, cidades, e nações, descritos nas Escrituras Sagradas a milhares de anos. Fora isso estória primitiva da civilização mais exatamente no período, neolítico é ínicio da era dos metais é todo baseado em inscrições, afrescos e pergaminhos que descrevem episódios das pessoas daqueles tempos. Será que eles sairiam escrevendo fantasias só pra enganar todo mundo e nem se preocuparem com a posteridade… Só para constar, talvez você não saiba porque não pesquisa, mas um dos sítios arquelógicos mais famosos da humanidade apontam para existência de Tróia e outras cidades da mesma época que só na “IMAGINAÇÃO” de alguns crentes (aquele que crê) existiam. Descoberta pelo arqueólogo alemão Heinich Shliemann ele se baseou nos poemas de Homero escrito séculos AEC!! É.. aquela “estorinha” de Helena, Aquiles e um cavalo de madeira cheio de homens dentro serviu pra alguma coisa, porque ao que parece, a Ilíada não foi só fruto da imaginação do poeta… Por isso é que eu te perdoo amado ateu, não por desdenhar de um livro santo que ainda está para ser decifrado, pois isto é sacrilégio e aí não é comigo que vais ter que se entender… Mas porque o teu ateismo é tudo fruto de tua imaginação…
    Paz e benção!

    Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. João 13:7

  2. Mas porque o teu ateismo é tudo fruto de tua imaginação…

    Eu tenho uma imaginação muito fértil…

  3. Só para constar, talvez você não saiba porque não pesquisa, mas um dos sítios arquelógicos mais famosos da humanidade apontam para existência de Tróia e outras cidades da mesma época que só na “IMAGINAÇÃO” de alguns crentes

    Crente tentando bancar o sabido se dá mal pelas próprias palavras.
    Se a intenção foi “demonstrar” a veracidade da narrativa bíblica no tocante a Deus (qualquer um dos dois, Javé, Jesus), equiparando-a à descoberta de Troia, o tiro sai pela culatra, já que o raciossímio obriga a que se ateste a veracidade dos deuses gregos também e que de fato Aquiles era quase invulnerável.

  4. Amado sessrodrigo…Parece que você não entendeu minha análogia entre o poema de Homero e a narrativa bíblica que vocês ateus atribuem a uma fábula semítica ou delírio da fé cristã por desconsiderar as evedências. Cegueira espiritual é uma coisa, ignorar os fatos ou pelo menos questiona-los é falta de sapiência.
    Quanto a minha oniciência, meu pacóvio incrédulo, te garanto que pasei recentemente 25 anos da minha junventude mergulhado no esoterismo e nas ciências ocultas, buscando respostas e me considerando um sábio aprendiz. Fascinado, conheci mestres, magos, tratados alquimicos, rituais de magia branca, negra, cinza. satânismo, gnósticismo, e praticamente todas a as religiões pagâs e não pagâs de todas as eras e civilizações. Místicos de toda a ordens e um catálogo de terapias alternativas. Nada melhorou na minha vida, e no meu Ser. Muito pelo contrário “PIREI”. Continuava perdido e Sócrates assombrando a minha mente repetindo “só sei que nada sei”, com uma legião de obsessores escostados em mim, me empurrando para o abismo . Então um dia encontrei Deus e sua infinita sabedoria e tudo passou e fazer sentido na minha miserável existência… Por tudo isso meu caro, o ateísmo pra mim é tão inócuo que é matéria de meia página. Mas se quiser falar de Deus certamente precisaremos da eternidade… e é por isso que estou aqui…

    Paz e benção!

    “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. João 8:32

  5. Eis o eterno dilema: cristãos, como eu, não provam a existência de Deus (como se fosse preciso…). Ateus não provam a não existência (e alguns parecem ter raiva disso…)

    Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

    Quem é mais ridículo: cristão fanático ou ateu raivoso?

  6. Desconfio fortemente da seriedade de alguém que lê rodrigues e reproduz rodrigo.
    E, pessoa, ateus são muito bem capacitados (diria eu que muito mais que crentes) a distinguir entre o que há de histórico e o que há de mítico na narrativa bíblica.
    Você entendeu muito bem o que escrevi, mas preferiu, como se diz cá pelas minhas bandas, se fazer de mané. A sua analogia quis estabelecer, de forma enviesada, que, assim como foram encontradas evidências da existência de Troia, as evidências de sítios arqueológicos citados na bíblia comprovam, não a existência do povo hebreu, coisa que qualquer um com um mínimo de conhecimento está careca de saber, mas a realidade do deus bíblico.
    O que há de basicamente desonesto nisso é não assumir que a ser dessa forma, deuses gregos também têm de ser reais.
    Mas ser desonesto é o métier do crente metido a sabido, que tortura fatos para que confessem o que lhes pareça mais conforme suas crendices…

  7. Ateus não provam a não existência (e alguns parecem ter raiva disso…)

    Eu não tento provar nem a inexistência de Deus, nem a do Pinóquio. Pra mim a inexistência dessas figuras já é por demais evidente. Azar o de quem acredita.

  8. O pinoquio é um boneco de madeira, por lógica, analogia, dedutivamente e indutivamente, tudo leva a crer que o pinóquio nao tem vida como a nossa.

    Ja com Deus é diferente, há bilhoes de pessoas que dizem ter sentido sua presença, o big bang aponta para um inicio que necessita uma causa, ha as constantes fisicas ajustadas do universo, enfim, no mínimo não se pode dizer que sua inexistencia é algo certo tal como o pinóquio, por isso que atribuo aos ateus o mesmo onus da prova atribuido aos crentes

  9. Antes de exigir que os ateus sustentem algum ônus, faça-o você com estes:
    prove que a causa do Big Bang foi intencional; prove que as constantes estão em função da vida e não o contrário; prove que a tal presença sentida por bilhões não se trata de mentira, delírio, histeria, auto-sugestão.

  10. SS

    já que o raciossímio obriga a que se ateste a veracidade dos deuses gregos também e que de fato Aquiles era quase invulnerável.

    ha..ha…ha….ha…ha

  11. SS,
    Voce nao esta no direito de dizer “antes de exigir prova, prove você”. Eu poderia dizer a mesma coisa, prove antes você que ele não existe.

  12. Sempre achei muito estranho o fato de um Deus todo-poderoso precisar de tantos advogados na terra. Pessoas que defendam sua suposta existência e mensagem de amor a humanidade, quando ele poderia aparecer de uma vez e acabar com a duvida.

    Complicado entender porque raios o todo-poderoso projetou um universo tão complexo e deixou de fazer algo muito mais simples: aparecer e explicar sua obra.

    O todo poderoso parece preferir brincar de pique-esconde, se escondendo atrás de revelações, sonhos, milagres, visões, sensações, mistérios inexplicáveis, etc. Sempre em “lugares” onde não possa ser detectado.

    Um dia eu já gostei de brincar de pique-esconde, mas minha infância já passou. ( :

  13. Moisés,

    Quem sabe ele não quer se revelar ao meio dia com transmissão pela CNN. Aposto que ia ter gente dizendo que foi montagem, e o ateísmo ia continuar. E se você não quiser acreditar, o azar pode ser seu. Quem tem mais a perder: ele ou você? Sugiro você estudar o assunto, e não chegar a conclusões baseado no argumento “se você existe apareça para mim agora”.

  14. Moisés não foi voce quem conversou com Deus

    Complicado entender porque raios o todo-poderoso projetou um universo tão complexo e deixou de fazer algo muito mais simples: aparecer e explicar sua obra.

    se a obra divina fosse simples dispensaria cérebros e consciências

    Um dia eu já gostei de brincar de pique-esconde, mas minha infância já passou.

    prepotencia, pois suas duvidas permanecem

  15. Por trás das câmeras, qualquer exibição pode ser montagem. Sabemos disso. Mas se o todo-poderoso resolvesse se deixar encontrar como se encontra um ateu numa mesa de bar… (:
    Mas eu já sei qual é o problema. Deus é grande demais para caber num bar. Agora tudo ficou mais claro. :)

  16. Moisés, se eu digo “Moisés, se você existe, venha aqui agora” e você não vem, há um milhão de possibilidades: você não quer, você não pode, você está aqui mas eu não consigo ver, etc, etc, “você não existe” é só uma das possibilidades, mas no seu raciocínio parece ser a única possibilidade.

  17. «Mas se quiser falar de Deus certamente precisaremos da eternidade… e é por isso que estou aqui…»

    multiplaestratégia, vamos falar de Deus…Comece, portanto, sou toda a favor do conhecimento.

  18. Caro, sessrodrigues.. desculpe pela troca de seu nome.. mas pode ser uma questão de semântica (rsrs) Veja bem: não disse que não poderia haver alguma exegese nos deuses mitológicos. E a idéia que você tem de ser “desonesto” aquele que “crê” um tanto quanto inquisidora. Da mesma forma não é desonesto dizer que Deus não existe, apesar de eu e mais de 90% da populaçaõ mundial achar que isso não é verdade e tal afirmação pode ser considerada injúria. Inclua nesse universo de “crentes”, “sabidos” ilustres de caráter irretocável como o premiado filósofo Michael Kelle, o prestigiado matemático Jonh Lennox dentre outros contemporâneos. Ou ainda grandes genios da ciência como Michael Faraday, James Clerk Maxwell, e porque não dizer o maior de todos, Issac Newton ou Einstein. Como já disse o ateísmo tem uma única inferência “DEUS NÃO EXISTE” e suas refutações estão comumente baseadas na religião, que se encarada como oligarquia, pode ser perniciosa ao individuo. Nem mesmo no ateismo de Richard Dawkins encontrei argumentos que valecem alguma reflexão pois sua tese na maioria das vezes está focada e menosprezar a fé em um Deus do que explicar as razões de sua não existência. Você seria engraçado se não fosse patético, caro incrédulo, porque não consigo imaginar na minha santa ignorância alguém torturando os fatos, como você disse. Como se os fatos pudessem se trair(rsrs). Ninguém é obrigado a acreditar em Deus, mas provas de sua existência é o que não faltam. O meu prostesto é contra essa a ditadura sofista de ateus arrogantes, que não são todos diga-se de passagem, que acham que acreditar em Deus é sinal de ignorância e não exergam nada além deles mesmos…

    Albert Einstein
    “A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega”

    Paz e benção!

  19. Boas respostas André e Criaturo… hahaha

  20. Amada Maria: vou brindar a sua vontade com um pequeno texto.. pois mesmo que precise da eternidada para compreende-lo é necessário dar os passos em sua direção…

    Rousseau pensava que era possível estabelecer a lei moral prescindindo de Deus. Em sua obra ‘Julie ou la nouvelle Héloïse’ aparece um personagem – Wolmar -que pode ser considerado o paradigma do ateu virtuoso. O mito do ateu virtuoso implica sempre a não culpabilidade do seu ateísmo. Wolmar, segundo a obra de Rousseau não é culpado de não conhecer a verdade, a culpa é da verdade que foge dele. (ROUSSEAU. Julie ou la nouvelle Héloïse. Garnier, Paris, s/f, II, p. 344).
    Ora, chegar ao conhecimento da existência de Deus é não somente possível, mas é, sobretudo um dever moral. Responde a inclinação essencial da natureza humana a conhecer a verdade, e nessa inclinação se funda o dever de buscá-la. Deixando de lado as influências negativas que, desde os primeiros momentos da existência, possam ter sobre a pessoa as convicções dos pais, educadores, etc., queremos chamar a atenção sobre as causas internas que cerram a pessoa ao conhecimento de Deus.Santo Tomás explica que a culpabilidade dos que não conhecem a Deus não vem precedida da ignorância, senão o contrário: ‘a culpa engendra uma ignorância consequente, e neste sentido, esta ignorância possui também razão de culpa’. (In Ep. ad Rom.,cap.1,lect.7).
    A ignorância da existência de Deus se deve, ao menos em muitos casos, a que más disposições morais subjetivas que impedem o reto uso da inteligência, que, por natureza, não se detém até chegar ao seu Criador. E isto, porque, na busca da verdade está implicada toda a pessoa; não somente o entendimento, senão também a vontade, as paixões e sentimento, a cabeça e o coração.

    Quando uma verdade se apresenta ao entendimento, entra em jogo a vontade, que pode amar essa verdade ou rechaçá-la. Se a pessoa está bem disposta, moralmente disposta, sua vontade aceita como conveniente, e inclusive pode mandar ao entendimento que a considere mais profundamente, que busque outras verdades que a corroborem, e, por, último, se é necessário, ordena sua conduta de acordo com essa verdade. Mas ao contrário, se a pessoa está mal disposta, a vontade tem maior dificuldade para aceitar a verdade, e pode inclusive rechaçá-la como odiosa.

  21. Claro que eu estou no direito de exigir que você prove suas alegações tolas André.
    Vocês todos, os crentes, desde os mais simplórios até os mais eruditos, são absolutamente incapazes de explicar de forma minimamente articulada como é que um ser onipresente é totalmente indetectável. Vocês ficam no “achismo”, na manipulação de palavras, na enrolação, na verborragia.
    E como bem destaca o Moisés, esse ser onipresente precisa dessa falação oca de todos vocês, sendo incapaz de se manifestar pessoalmente.
    Que bilhões de pessoas acreditem na existência de algum deus não o torna mais factível que a lenda do boto cor de rosa. Aliás, bem disse Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra. No caso presente, Deus, burra, medrosa, vazia e interesseira.
    E eu continuo naquele meu exemplo bem simples: o sol não precisa ser acreditado, não precisa aparecer na CNN ao meio dia. Até os cegos simplesmente sabem que o sol existe. Já Deus, nem os bilhões de mentes crédulas são suficientes para fornecer nem um fio de evidência a respeito. É que mentes, por muitas que sejam, não são capazes de trazer para o concreto abstrações calcadas no impossível.

  22. Nem mesmo no ateismo de Richard Dawkins encontrei argumentos que valecem alguma reflexão pois sua tese na maioria das vezes está focada e menosprezar a fé em um Deus do que explicar as razões de sua não existência

    Explicar as razões de sua não existência? Para tanto seria necessário que primeiro vocês crentes explicassem as razões para a existência desse Deus, apresentando provas disso.A não existência desse Deus é auto evidente; a fé de vocês de que exista um não vale absolutamente nada.
    Aliás, como vocês são incapazes de lidar com os aspectos desagradáveis da narrativa referente a esse Deus e apelam às “interpretações” dos “doutores” em religião, constata-se que nem é nesse deus que vocês acreditam, mas nos “interpretadores”.

  23. MOISES

    Mas eu já sei qual é o problema. Deus é grande demais para caber num bar. Agora tudo ficou mais claro.

    Talvez Deus não seja um alcoólatra…ich…ich…hurra !

  24. Mult

    A SS é do gênero feminino

  25. SS

    Vocês todos, os crentes, desde os mais simplórios até os mais eruditos, são absolutamente incapazes de explicar de forma minimamente articulada como é que um ser onipresente é totalmente indetectável. Vocês ficam no “achismo”, na manipulação de palavras, na enrolação, na verborragia.

    o fato de um cegos de nascença serem desprovido da faculdade de perceber as cores não as torna inexistentes.
    digamos que todos nós somos “mais ou menos” cegos em relação a Deus.

  26. Mult

    A ignorância da existência de Deus se deve, ao menos em muitos casos, a que más disposições morais subjetivas que impedem o reto uso da inteligência, que, por natureza, não se detém até chegar ao seu Criador.

    A ignorância da existência de Deus, é uma condição imposta pelo próprio Deus que talvez não compartilhe do nosso orgulho humano, do tipo “cresça e apareça” , talvez Deus seja assim cresça e desapareça no sentido do ego ?

    E isto, porque, na busca da verdade está implicada toda a pessoa; não somente o entendimento, senão também a vontade, as paixões e sentimento, a cabeça e o coração.

    Exato ! é por isso que essa busca pela verdade Deus deverá ser eterna, para que possamos continuar existindo enquanto indivíduos.

  27. Salve Maria!

  28. SS

    Imaginemos uma caixa fechada, eu digo que tem algo dentro, voce diz que nao tem nada dentro. No seu raciocinio, eu tenho que provar mas voce nao, so pq na sua cabeça “nao se prova a inexistencia de algo”, nao tem logica.

  29. ghgh

  30. Poucas palavras, boa resposta… muita sabedoria André Lopes!!!

  31. André

    Por que eu iria dizer que não há nada dentro da tal caixa, antes de verificar?
    Por que você iria dizer que há algo dentro da tal caixa, antes de verificar?

    Encontre alguma forma de provar a inexistência de algo e o assunto estará logicamente resolvido.

  32. SS,

    No exemplo a caixa esta trancada e temos que usar de indução, dedução, ciencia e filisofia para termos uma opiniao. Certeza so teremos se um dia a caixa for aberta para nós. O meu ponto é que eu e vc igualmente temos o onus da prova.

    E sim, é possivel oferecer evidencias para a inexistencia de algo.

  33. Multiplaestrategia:

    Obrigado pelas palavras, a gente fazemos o que podemos.

  34. No exemplo a caixa esta trancada e temos que usar de indução, dedução, ciencia e filisofia para termos uma opiniao.

    Indução: temos uma caixa lacrada e não sabemos se há algo dentro dela.
    Dedução: como a caixa está lacrada e não sabemos se há algo dentro dela, temos que necessariamente chegar à conclusão de que não podemos afirmar que há algo dentro dela, nem que não há.

    Ciência: temos a caixa lacrada, não sabemos o que há dentro dela, nos perguntamos: de que meios dispomos para descobrir, sem abrir a caixa? Podemos sacudi-la, podemos descobrir o peso de uma caixa igual mas vazia e em seguida pesar e comparar com a caixa que temos; ou podemos usar Raio-X ou técnica similar. Caso não exista forma de abri-la, ou sondá-la, mandam os bons princípios da ciência que não se determine haver ou não haver algo dentro dela.

    Filosofia: temos uma caixa lacrada, não sabemos se há algo dentro dela, logo, não podemos afirmar que há ou que não há algo dentro dela, mas pode ser que tenha e pode ser que não tenha. Segue-se que um crente se contenta em “ter uma opinião”. Um ateu filosofa: o interior da caixa só permanecerá um mistério se (a): não houver nenhum meio de abri-la, ou enquanto não se encontre esse meio. Ou (b): o interior da caixa não precisa permanecer um mistério, se houver um meio de abri-la, pois sempre é melhor saber que ter opiniões sobre a caixa conter ou não algo, ou crer que contenha ou não algo.

    O meu ponto é que eu e vc igualmente temos o onus da prova.

    Necas, cara-pálida. Você apenas tem o ônus da prova, já que assume a priori que a caixa contém algo,. Como eu não saberia se a tal caixa conteria algo ou não, eu diria o óbvio: não sei.

    O Princípio da Incerteza até poderia, em tese, ser aplicado à hipótese de um criador, desconhecido, do universo, já que, a rigor, não sabemos como surgiu o dito cujo. Tanto pode ter tido uma causa intencional como pode não ter tido.
    Mas esse princípio não pode ser aplicado ao seu Deus na forma como ele é descrito, pois, na forma como é descrito, sua existência é impossível.

  35. SS,
    Você entao é agnóstica…. Nao sabe se Deus existe ou nao… Muito bem mas então pare de fazer tipo se vendendo como atéa por aí.

    Você esta surtando ao dizer que eu assumo a priori que Deus existe. Minha conclusão é fruto de estudos, analise detalhada.

    Sobre a existência do meu Deus ser impossivel, ou sua inteligencia esta acima dos bilhoes de cristaos e teologos ou você esta mentindo ou é coisa de (censurado pelo codigo de conduta do Barros). Voce pode ate discordar mas dizer que é impossivel forçou a amizade

  36. Multiplaestratégia, nota-se, no seu texto composto com muita dedicação e pesquisa, que não falou nada sobre Deus. Será que me vai dizer que é um preliminar e que a seguir virá mais substância?

  37. André

    Não, eu não sou agnóstica, sou ateia mesmo. Sabe como se define um ateu? Aquele que não crê na existência de deuses. E além de ateia, sou extremamente cética. Quando digo que, em tese, poderia haver um criador do universo, não estou assumindo que creio que há um, não sou crente nem tenho qualquer pendor a sê-lo. Estou apenas deixando margem à possibilidade das coisas que não sei. Embora faça isso, não vejo como plausível que pudesse haver um criador do universo, já que este demandaria seu próprio criador e assim retroativamente, ad infinitum. Algo como o proverbial cachorro correndo atrás do próprio rabo, em escala cósmica. Vocês crentes se saem com a eternidade do ser, recurso usual de quem se contenta com a saída mais à mão ou tem medo de se imaginar à deriva na existência da ordem geral das coisas. Para mim isso não é problema nenhum.

    A sua “conclusão fruto de estudos e análise detalhada” é, isto sim, uma espécie de cortina de fumaça que você coloca entre seus medos, sua busca por um sentido para a própria vida e sua recusa em se perceber insignificante na escala do universo e é para isso que lhe serve a crença nesse seu Deus.
    Quanto à impossibilidade da existência desse seu Deus, não é que eu seja mais inteligente que os bilhões e os teólogos. Trata-se apenas de que eu analiso a ideia Deus sem qualquer vínculo, necessidade, superstição, medo, deferência ou envolvimento emocional.
    É por isso que não me detenho por algum tipo de receio supersticioso/respeitoso para analisar os atributos que descrevem o deus da imaginação dos crentes. São tais atributos que tornam a existência desse deus impossível.

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