Palavras ao acaso (4)

palavras ao acaso-fim

 

Sorte: um rótulo que você põe naquilo que te aconteceu de bom exatamente quando as chances de acontecer algo ruim eram bem maiores.

Azar: nome que você dá indiscriminadamente àquilo que te adveio por pura falta de sorte, ou apenas por incompetência.

Piedade: a vontade de interromper o sofrimento de uma outra criatura.

Inveja: pensamento idiota de que o mundo pegou tudo aquilo de que você precisa para ser feliz e deu de presente para as outras pessoas.

Cobiça: é querer algo que você sabe que não merece ter.

Arrependimento: desejo de voltar no tempo e fazer a coisa certa.

Ressentimento: sensação corrosiva provocada pela vergonha de pedir desculpa, ou pelo receio de desculpar.

Ingratidão: a defasagem descomunal que existe entre aquilo que recebemos e o que achávamos que merecíamos.

Flerte: ato sexual fortuito e intermitente realizado em público e a distância. 

Namoro: relação entre duas pessoas que, de comum acordo, só se encontram nos momentos em que estão dispostas, disponíveis e desejosas da companhia do outro, para assim desfrutarem breves momentos de intenso prazer.

Noivado: uma primavera que chega antes do inverno.

Orgulho: é a musculatura da nossa personalidade que precisamos desenvolver de forma que nem nos falte, nem nos sobre. 

 

Fotos em https://mymodernmet.com/baby-dont-cry-jill-greenberg/

7 Respostas

  1. Por que escolheu a foto de uma criança? Conte-me.

  2. Oi.

    Em oposição a um dicionário convencional, que dá as definições racionais, eu apresentei algumas definições emocionais, o que me lembrou o livro “Casa das Estrelas”, de Javier Naranjo, em que crianças dão suas definições das coisas. Vê no canal da Jout Jout, acho que com o título de “O melhor dicionário”; ela apresenta lá algumas definições.

  3. Ok, conheci esse canal recentemente. Andei procurando por esse livro. É difícil encontrar. O único que encontrei, achei caro. R$ 200.

  4. Interessante Barros!

  5. Legal estas frases, Barros, poste mais !!!!!!!!!

  6. Questionar a existência de deus, desde criança, sempre foi muito difícil. Me sentia, e ainda sou, única no meio em que vivo. Há alguns anos entrei no blog, não lembro bem, acho que em 2012, comentei em algumas publicações na tentativa de provar não para os leitores, mas para mim mesma que deus existe. Nos últimos anos amadureci. Me libertei das amarras religiosas e não sinto falta de um amigo imaginário. Reencontrei o blog durante uma busca no Google, será bom acompanhá-lo.

  7. Legal Maria. Sua histótia é muito parecida com a de muitos de nós! No auge do Blog, onde tinhamos quase um texto por dia, era emocionante a expectativa de um novo texto! Mas vale ler as palavras daqueles que passaram por experiências interessantes e diferentes daqueles que seguiam a “manada” religiosa!

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