Revista Ateísta

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“A Criação do Deus Bíblico”, por Wagner Menke

Ninguém nasce racista

Em resposta ao vídeo abaixo (que, depois, foi marcado como “Privado”), segue o texto do médico psiquiatra e psicoterapeuta Telmo Kiguel, do blog Saúde Publica(da) ou não

Prezado Professor Hélio Santos

A sua bela explanação tem muito valor pela sua legítima e nobre preocupação pelo não avanço no combate ao racismo. Aliás, essa percepção é a mesma que já expusemos em vários posts aqui no blog.

A criminalização das condutas discriminatórias e os avanços nas políticas públicas a favor dos grupos discriminados não conseguem ter efeito de prevenção.

Existem três tipos de prevenção: primária, secundária e terciária. Quando falamos em prevenção, estamos nos referindo àquela que se antecipa à instalação do preconceito, a primária. Só teremos avanços verdadeiros e consistentes no combate ao racismo quando conseguirmos preveni-lo primariamente. E a prevenção em saúde só é possível quando se consegue conhecer, definir, entender o funcionamento do agente causador do sofrimento humano.

No caso da conduta discriminatória racista, o sofrimento infringido no discriminado é mental, sendo a ação somente verbal. E quando a ação, além de verbal, é também física, teremos sofrimento mental e físico.

Em medicina, sabe-se que o causador de sofrimento mental e/ou físico pode levar o outro ao suicídio. Sabe-se, também, que essa conduta não será modificada somente pela educação, pois esta corresponderia à prevenção secundária. Ao menos, não pela educação formal, rotineira, às quais estamos acostumados em todas as sociedades contemporâneas. Seria, mais ou menos, como dizer a um drogado que ele não deve se drogar. Se ela evitasse esse sofrimento, países com melhores indicadores de educação do que os nossos não teriam a ocorrência de condutas discriminatórias. Inclusive em escalas crescentes. E, aqui no Brasil, não teríamos manifestações discriminatórias originadas de pessoas com educação formal avançada/completa.

Quanto à sua interessante hipótese de que crianças nascidas numa ilha, na qual os educadores seriam “instrutores especiais, tais como judeus, ciganos, índios, negros, orientais” e que, em consequência, essas mesmas crianças não poderiam ser pessoas discriminadoras, leva-nos a concluir que educadores, de diferentes etnias e não discriminadores, não formariam filhos discriminadores. Porém, constata-se que filhos de casamento “misto” (branco/negro, religioso x não religioso, ocidental/oriental) não ficam imunes de serem discriminadores.

A sua afirmação de que “ninguém nasce racista” é muito pertinente para um bom debate. Nossa ideia é que, obviamente, o ser humano nasce psicobiologicamente imaturo e sem ideias pré-concebidas. As primeiras ideias ou conceitos – adequados ou não – são formados em casa e não nas escolas. E, se não amadurecer em casa para a aceitação/reconhecimento do outro diferente/diverso dele, poderá tornar-se um discriminador.

Um adequado amadurecimento mental de pais/educa-dores/sociedade, nessa ordem, certamente, pode ajudar a prevenir a formação de discriminadores. Quanto à sua afirmação de que o racismo é a instituição mais antiga do Brasil, caberia salientar o seguinte: caso consideremos a imagem da Primeira Missa como uma desconsideração com a religião dos índios, podemos entender aquele ato como uma imposição colonialista e discriminatória.

E, talvez, a conduta discriminatória mais antiga conhecida no Brasil!

Campeonato Mundial de Xadrez – Chennai 2013

FWCM 2013

Começou hoje o campeonato mundial de xadrez com um empate entre o atual campeão, o indiano Viswanathan Anand, e o desafiante (na foto acima) Magnus Carlsen, o garoto-gênio norueguês.

Inicialmente o confronto está previsto para 12 partidas, que serão transmitidas ao vivo no site oficial do torneio (*) a partir das 07h30min, hora de Brasília, nos dias 10, 12, 13, 15, 16, 18, 19, 21, 22, 24 e 26 de novembro.

(*) CLIQUE NA IMAGEM PARA SER DIRECIONADO AO VÍDEO DO PRIMEIRO JOGO.

Você está aqui

palebluedot

 Isso é aqui. Isso é a nossa casa. Isso somos nós. Nesse pálido ponto azul, todos a quem você ama, todos que você conhece, todos de quem já ouviu falar, cada ser humano que já existiu viveu sua vida. A soma de nossas alegrias e sofrimentos; milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas infalíveis; cada caçador e coletor, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilizações, cada rei e plebeu, cada casal de jovens apaixonados, cada mãe e pai, cada criança sonhadora; cada inventor e explorador, cada professor de moral, cada político corrupto, cada superstar, cada “líder supremo”, cada santo e cada pecador da história da nossa espécie viveu ali — naquele grão de poeira suspenso num raio de sol.”

Se Deus tivesse um mínimo de inteligência, teria escolhido gente como Carl Sagan para escrever sua Bíblia. E ela nos teria sido infinitamente mais útil, mais clara e mais bela.

 

Você pode adquirir o livro de graça pelo 4Shared:

um pálido ponto azul

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IV Encontro do Projeto Discriminação – Porque Os Profissionais De Saúde Mental Devem Se Apropriar Do Estudo Da Conduta Discriminatória

A conduta discriminatória é de origem emocional e provoca sofrimento mental no discriminado. Somente essas afirmações justificariam o nosso interesse pelo tema. Os operadores do Direito se apropriaram do seu estudo e a definiram como crime.

Com isso criaram uma importante barreira inibidora dessa conduta causadora de sofrimento. Estamos propondo que os profissionais de saude mental também se dediquem ao tema e tentem criar uma denominação e/ou definição que funcione como mais uma instância inibitória dessa conduta.

O evento acontece no dia 2 de abril de 2013, às 20 horas na sede da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul

Participantes:

Luiz Carlos Mabilde, Psiquiatra, Professor/Supervisor Convidado dos Cursos de Especialização em Psiquiatria, Psicoterapia e Supervisão do CELG/UFRGS; psicanalista Didata e Professor do Instituto de Psicanálise da Sociedade de Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA).

Sidnei Schestatsky, Psiquiatra e Psicanalista, Mestre em Saúde Pública, Doutor em Psiquiatria, Professor Associado do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da UFRGS e do Instituto dePsicanálise da SPPA.

Telmo Kiguel, Psiquiatra e Psicoterapeuta, Coordenador do Projeto Discriminação

Coordenador: Leonardo Della Pasqua, Psicólogo e Psicanalista. Presidente da SPRGS.

Qual o sentido da vida? (parte 1)

sentido_da_vida_traduzido

Eu sei a resposta.

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