O Mundo de Sofia

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Vi essa série adorável por duas vezes em 2009, emprestada por um colega de trabalho. Dividida em quatro capítulos com cerca de uma hora de duração cada, é absolutamente cativante desde os primeiros minutos. Como meu irmão ficou interessado em assistir, ele baixou uma cópia da internet e vi novamente com ele no fim do ano passado. Na bienal do livro que se seguiu, não resisti a um lindo volume da Cia. das Letras (abaixo) que acabei comprando para ler a história original na qual a série se baseava.

O livro tem 560 páginas e a leitura precisa ser feita sem pressa de ser concluída. O começo é bem interessante, o meio é um tanto cansativo, e o fim é arrastado e sem graça, se comparado com sua versão cinematográfica. Mas vale a pena ser lido.

Do capítulo Dois Círculos Culturais, extraí umas informações bem interessantes:

Os antigos indianos adoravam o deus celestial Dyaus. Em grego este deus se chama Zeus; em latim, Júpiter (na verdade iov-pater, ou seja, “Pai Celestial”).(p.167)

Quando os reis [israelitas] eram investidos no poder eles eram ungidos pelo povo. Por isso recebiam o título de Messias, que significava “aquele que foi ungido”. No contexto religioso, os reis eram vistos como mediadores entre Deus e o povo. Por isso é que os reis podiam ser chamados de “filhos de Deus”, e o país que governavam, de “reino de Deus”.(p.173)

Resumindo: o povo de Israel vivia feliz sob o reinado de Davi. Quando a situação ficou difícil para os israelitas, alguns profetas começaram a anunciar a vinda de um profeta da casa de Davi. Este “Messias” ou “Filho de Deus” viria para “redimir” o povo, restituir a Israel sua grandeza e fundar um “Reino de Deus”.(p.174)

E então aparece Jesus. Ele não é o único que aparece como o Messias prometido; e, como muitos outros, também ele usa as expressões “Filho de Deus”, “Reino de Deus”, “Messias” e “Redenção”.(p.174)

Os primeiros cristãos começaram então a espalhar a “boa-nova” da redenção pela fé em Jesus Cristo. Através dessa redenção, o Reino de Deus estava próximo.(p.177)

Naquela época, eram as mulheres que mais frequentemente se convertiam ao cristianismo.(p.179)

Uma questão importante dos primeiros anos depois da morte de Jesus era saber se os que não eram judeus precisavam passar pela doutrina judaica antes de se tornarem cristãos. Um grego, por exemplo, teria de observar as leis de Moisés? Para Paulo, isto não era necessário. O cristianismo era mais do que uma seita judaica. Ele se voltava para toda a humanidade através de uma mensagem universal de redenção. A “antiga aliança” entre Deus e Israel fora substituída pela “nova aliança” que Jesus estabelecera entre Deus e todos os homens.(p.179)

Uma pena Jesus, que segundo a concepção dos cristãos desceu à Terra para trazer a mensagem de Deus para a humanidade, ter se esquecido de esclarecer isso...

Sem dúvida, Paulo foi o inventor do cristianismo. Vi um documentário da BBC chamado A história de todos nós que descrevia a “boa-nova” que Paulo levou aos gregos nos seguintes termos:

E aí? Você quer aceitar Jesus e salvar sua alma, ou prefere passar a eternidade no Inferno?

Parece uma abordagem bastante imbecil, mas, vendo a coisa toda dois mil anos depois, eu posso garantir que funcionou.

 

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Leia também o meu plágio: AS  SACOLAS  DE  SOFIA.

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“A Mentira” [Republicação]

Na primeira vez que contaram que o mundo todo foi alagado, e que um velhinho tinha colocado um par de cada animal dentro de uma arca, navegado por meses e meses até que a terra firme aparecesse de novo, ninguém perguntou:

  O que os leões, tigres, lobos, chacais, hienas, etc. comeram depois que desembarcaram na terra firme e tiveram que ficar por sua própria conta? (Se o casal de leões tivesse almoçado o casal de zebras não teríamos zebras, certo?)

Ninguém fez esse tipo de pergunta, pelo mesmo motivo que ninguém nunca quis saber por que diabos o pé de feijão do Joãozinho cresceu tanto daquele jeito. Não se costuma perguntar essas coisas quando a gente tá ouvindo uma fábula.

A lenda de Noé, como fábula, não tem nada de mais. O problema foi quando as pessoas passaram a acreditar nela como um relato histórico.

O que acontece quando a gente conta uma mentira? Geralmente, precisamos contar mais e mais mentiras, para sustentar a mentira original. Eu fiz a pergunta acima para um leitor do blog. Ele respondeu que os leões, tigres, lobos, chacais, hienas, etc. comeram os corpos dos outros bichos afogados no dilúvio. Sim, os cadáveres dos animais mortos na inundação tinham o mundo todo para percorrer boiando, mas acharam melhor ir atrás da arca, em comboio. E o pior de tudo: ele arrematou com essa informação que não constava dos meus livros de biologia e história da época em que eu fiz o Ensino Médio:

Antes do dilúvio, todos os animais — leões, tigres, lobos, chacais, hienas inclusos — eram herbívoros.

Talvez para sustentar a mentira de você poder colocar numa arca um lobo ao lado de um coelho, um leão ao lado de uma zebra e tal.

Mas é isso.

Se você quiser mais informações de como as mentiras operam em nossas vidas, como elas se espalham, como aumentam, e como e por que as pessoas acreditam nelas, veja esse excelente filme abaixo. A sátira à fé religiosa é só um bônus: o filme em si já é muito, muito bom.

Diga-me como você agrada Deus…

…e eu lhe direi o tipo de idiota que você é !

RITUAL RELIGIOSO XIITA

ATENÇÃO: CONTEÚDO EXTREMAMENTE CHOCANTE

CLIQUE NA IMAGEM E VOCÊ SERÁ DIRECIONADO PARA A PÁGINA ONDE O VÍDEO ESTÁ HOSPEDADO. LÁ, VAI RECEBER UM NOVO AVISO DE CONTEÚDO IMPRÓPRIO, EM INGLÊS, E A OPÇÃO DE “CONTINUAR”.

NÃO RECOMENDADO PARA TODAS AS IDADES. 

idiota

Eu simpatizo com o Demônio

Porque até alguns filmes têm alma.

E eu não.

 

O Mundo de Sofia

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Vi essa série adorável por duas vezes em 2009, emprestada por um colega de trabalho. Dividida em quatro capítulos com cerca de uma hora de duração cada, é absolutamente cativante desde os primeiros minutos. Como meu irmão ficou interessado em assistir, ele baixou uma cópia da internet e vi novamente com ele no fim do ano passado. Na bienal do livro que se seguiu, não resisti a um lindo volume da Cia. das Letras (abaixo) que acabei comprando para ler a história original na qual a série se baseava.

O livro tem 560 páginas e a leitura precisa ser feita sem pressa de ser concluída. O começo é bem interessante, o meio é um tanto cansativo, e o fim é arrastado e sem graça, se comparado com sua versão cinematográfica. Mas vale a pena ser lido.

Do capítulo Dois Círculos Culturais, extraí umas informações bem interessantes:

Os antigos indianos adoravam o deus celestial Dyaus. Em grego este deus se chama Zeus; em latim, Júpiter (na verdade iov-pater, ou seja, “Pai Celestial”).(p.167)

Quando os reis [israelitas] eram investidos no poder eles eram ungidos pelo povo. Por isso recebiam o título de Messias, que significava “aquele que foi ungido”. No contexto religioso, os reis eram vistos como mediadores entre Deus e o povo. Por isso é que os reis podiam ser chamados de “filhos de Deus”, e o país que governavam, de “reino de Deus”.(p.173)

Resumindo: o povo de Israel vivia feliz sob o reinado de Davi. Quando a situação ficou difícil para os israelitas, alguns profetas começaram a anunciar a vinda de um profeta da casa de Davi. Este “Messias” ou “Filho de Deus” viria para “redimir” o povo, restituir a Israel sua grandeza e fundar um “Reino de Deus”.(p.174)

E então aparece Jesus. Ele não é o único que aparece como o Messias prometido; e, como muitos outros, também ele usa as expressões “Filho de Deus”, “Reino de Deus”, “Messias” e “Redenção”.(p.174)

Os primeiros cristãos começaram então a espalhar a “boa-nova” da redenção pela fé em Jesus Cristo. Através dessa redenção, o Reino de Deus estava próximo.(p.177)

Naquela época, eram as mulheres que mais frequentemente se convertiam ao cristianismo.(p.179)

Uma questão importante dos primeiros anos depois da morte de Jesus era saber se os que não eram judeus precisavam passar pela doutrina judaica antes de se tornarem cristãos. Um grego, por exemplo, teria de observar as leis de Moisés? Para Paulo, isto não era necessário. O cristianismo era mais do que uma seita judaica. Ele se voltava para toda a humanidade através de uma mensagem universal de redenção. A “antiga aliança” entre Deus e Israel fora substituída pela “nova aliança” que Jesus estabelecera entre Deus e todos os homens.(p.179)

Uma pena Jesus, que segundo a concepção dos cristãos desceu à Terra para trazer a mensagem de Deus para a humanidade, ter se esquecido de esclarecer isso...

Sem dúvida, Paulo foi o inventor do cristianismo. Vi um documentário da BBC chamado A história de todos nós que descrevia a “boa-nova” que Paulo levou aos gregos nos seguintes termos:

E aí? Você quer aceitar Jesus e salvar sua alma, ou prefere passar a eternidade no Inferno?

Parece uma abordagem bastante imbecil, mas, vendo a coisa toda dois mil anos depois, eu posso garantir que funcionou.

 

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Leia também o meu plágio: AS  SACOLAS  DE  SOFIA.

O Deus que não estava lá

Para um ateu: imperdível.

Para um crente: intragável.

Para um agnóstico: decisivo.

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NO YOUTUBE:

Parte 1 –  Parte 2Parte 3Parte 4 –  Parte 5 Parte 6 –  Parte 7 –  Parte final

TIVE QUE RETIRAR OS DEMAIS LINKS QUE DIRECIONAVAM PARA SITES DE HOSPEDAGEM POR DETERMINAÇÃO DA DIREÇÃO DO WORDPRESS, A QUE ESTÁ VINCULADO O MEU SITE DEUSILUSÃO.COM.

OBS: CONSIDERE A POSSIBILIDADE DE COMPRAR O DVD ORIGINAL.

O preço e o valor das coisas

No filme Mensagem para você, um funcionário de uma livraria mostra ao personagem de Tom Hanks um livro infantil em que o autor fez todas as ilustrações, e as colou, à mão, no volume.

 — É por isso que custa tão caro? — ele pergunta.

E o atendente responde:

  — Não. É por isso que vale tanto.

  O Sandae

Era um tempo em que sorvetes custavam centavos nos Estados Unidos. Um garoto entra numa lanchonete e ocupa uma mesa. A garçonete chega e pergunta pelo pedido.

— Quanto custa um sandae?

— Cinquenta centavos — responde a moça, mecanicamente.

O garoto tira umas moedas do bolso e as conta ali mesmo, na frente de uma garçonete cada vez mais impaciente. Quando o menino termina a sua soma, faz uma nova pergunta:

—  Tá… E quanto custa o sorvete de casquinha?

—  Custa 35 centavos — ela responde ríspida.

— Então… eu vou querer o de casquinha.

Ao acabar o sorvete, o garoto se dirige ao caixa, paga a conta de 35 centavos e vai embora. Quando foi limpar aquela mesa para um outro cliente, a garçonete viu uma coisa que inundou seus olhos. Junto do pratinho vazio, havia 15 centavos em moedas. Ela percebeu que o garoto queria e podia ter pedido o sandae, mas escolheu um sorvete mais barato só para que sobrasse o bastante para ele deixar de gorjeta.

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