Deus de Elite

Triângulo: o medo vem em ondas.


Vi esse filme aí, outro dia. Muito bom. É um suspense que, sem você perceber, te leva pra dentro duma espiral e te faz achar que ela não tem saída. Só quando o filme termina é que você vai tentar encontrar um meio pra sair daquela prisão intelectual em que ele te trancou.

Ficamos eu, meus dois irmãos, minhas duas irmãs e meu sobrinho de 12 anos discutindo uma maneira de fugir dali, enquanto os créditos subiam na tela.

Teve uma hora em que meu irmão caçula insistiu nessa pergunta:

— Mas e por que ela não faz X quando acontece Y?

A gente não conseguiu responder. Até que meu sobrinho disse algo que, de tão óbvio, só podia ser a única resposta:

— Porque, aí, não haveria filme.

É como se os humanos chegassem lá em Pandora e dissessem para o povo na’vi:

— É o seguinte, smurfs. Debaixo dessa árvore aí tem uma fonte imensa de unobtanium, um minério muito mais valioso pra nós, humanos, do que o ouro. Então, vocês vão ter que procurar outro lugar onde armar suas redes!

E o chefe deles respondesse:

— Ah, tudo bem! Eu tava mesmo pensando em mudar daqui. Você tá com pressa, ou a gente pode desocupar tudo amanhã?

E aí? Ora, e aí que adeus, Avatar!

Já imaginou se, no ato da Criação, um anjo tivesse olhado assim por cima do ombro de Deus e falado:

— Mas, Senhor, o senhor não acha melhor tirar aquela árvore dali do meio do jardim? E colocar a serpente bem longe de Adão e Eva?

E Deus:

— Caralho, anjo!! Quer me fuder, me beija, pô! Se eu fizer isso, não vai acontecer nada, seu animal! “Não vai ter filme”!

— Aaaaah… quer dizer que, com o fruto proibido… Eva e a serpente… o Senhor acha que assim vai dar um roteiro legal? Cheio de reviravoltas e com muitos pontos onde o Senhor vai poder brilhar para o estrelato? Entendi… Mas é certeza dar certo, Altíssimo?

— É 100%, anjo!

— Então senta o dedo nessa porra!!!


STIGMATA

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Toda igreja é uma empresa. E como toda empresa, uma igreja visa lucro. Só que, diferentemente de uma empresa comum, as igrejas têm a prerrogativa de serem isentas de pagar imposto sobre seus ganhos. Algum legislador imparcial e honesto deve ter pensado: “Como querer que o Estado cobre imposto de renda dessas casas de oração que sobrevivem de esmolas?”.

Acontece que essas casas de oração sobrevivem, e bem, não de esmolas, mas da venda de ilusões, mantidas à custa de muita fraude e burrice generalizada.   

Se eu passasse a usar a minha residência para, descaradamente, vender terrenos no Céu, e se, por acaso, começasse a ganhar muito dinheiro com isso, o Poder Público certamente iria tomar uma atitude, antes mesmo de eu juntar dinheiro suficiente para comprar o meu primeiro jatinho executivo. Eu seria processado e, muito provavelmente, preso por estelionato. Mas se eu for um pouco mais esperto e pagar uns quinhentos e poucos reais para legalizar uma igreja que, segundo sua própria doutrina de fé registrada em cartório, teve a permissão de Deus para lotear o Paraíso, o Estado não vai poder se meter no meu negócio, e sequer vai ter acesso ao montante que estou arrecadando com minhas vendas.

Eu ainda vou perguntar a algum evangélico se ele saberia dizer por que a igreja-empresa que ele frequenta precisa abrir duas, três filiais em cada bairro da cidade. Acho que a resposta obrigatoriamente fará menção a essa fala do filho de Deus: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho”. Entretanto, os cristãos, que receberam esse nome porque querem dar a entender que guardam os ensinamentos de Cristo, deveriam ter seguido o exemplo do seu mestre e espalhado sua palavra não de cima de um palco imponente dentro de um prédio suntuoso, mas falando do meio do povo, ou do alto de uma montanha. 

Se Deus existisse mesmo e fosse o que o cristão acha que ele é, acredite: não haveria necessidade de templos, nem de carnês abençoados que precisariam ser pagos para construí-los. Esse foi o tema do filme Stigmata, mostrando o desespero da Igreja Católica para impedir a divulgação de um suposto evangelho onde o próprio Deus ensinava que não precisava de intermediários:

 O reino de Deus está dentro de você e à sua volta; não em prédios de madeira ou de pedras. Rache uma lasca de madeira e Eu estarei lá; levante uma pedra e Me encontrará.”

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Um filme imperdível [documentário]

 

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Rocky Balboa – versão séc. 21

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Você não vai precisar entender o que significam as siglas UFC nem MMA para gostar desse filme. Não é uma história sobre vale-tudo. É uma história sobre os caminhos que a vida põe diante de nós, das escolhas que fazemos diante deles, e das consequências que teremos que levar para o resto de nossas vidas.

Esse não é um filme sobre um campeonato de artes marciais, nem de violência gratuita. Esse é um filme sobre algo que nenhum ser humano jamais poderia dispensar a deus algum, por maiores que fossem suas ameaças e chantagens; por piores que fossem os seus infernos.

Esse é um filme sobre amor, com um final imprevisivelmente emocionante.

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O Triunfo dos Nerds

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Quer saber o que acaba com qualquer deus? Informação específica processada honestamente.

Pessoas religiosas não são estúpidas, são apenas intelectualmente desonestas. Um cientista biomolecular com PhD em engenharia genética pode trabalhar com afinco de segunda a sábado, no seu laboratório, e ir à missa ao domingo. Acredite em mim quando eu digo que o cérebro é o mesmo, mas o uso é bem diferente.

Como uma pessoa só pode perceber que Deus é apenas mais uma invenção da fabulosa criatividade humana se tiver a decência de manter-se honestamente aberto às informações disponíveis, deixo aqui a sugestão para que você veja esses dois filmes que mostram no que uma dessas fabulosas invenções pode se transformar. Uma invenção que, felizmente, está popularizando a informação de uma maneira que sequer poderia ser imaginada, pela época em que se escrevia sobre alguém ter sido morto numa cruz e ressuscitado três dias depois, e ficava por isso mesmo: era tudo o que você poderia saber a respeito.

O Triunfo dos Nerds (imagem acima) e Piratas do Vale do Silício (abaixo) mostram tudo o que você precisa saber sobre o que possibilitou essa revolução digital que vivemos hoje: o computador pessoal.

Saiba quem foi o visionário que percebeu que o futuro da informação (e da humanidade) passaria por um “personal computer” (PC); saiba como Steve Jobs e Bill Gates iniciaram suas empresas e suas fortunas; saiba quem pirateou quem nessa história, e quem foi o autor da frase “Os bons artistas copiam; os grandes artistas roubam”.

Abaixo, cortesia do meu irmão Kleiton Barros, um pequeno passo a passo para fazer o download do filme “O Triunfo dos Nerds”, uma vez que nem todo mundo conhece o processo, e é pra isso que inventaram a internet: compartilhar informação.

1. Você vai precisar de um programa específico, chamado uTorrent, que serve para fazer esse tipo de download. Você pode baixar o programa Aqui, se for um MacUser, como eu, ou Aqui, se o seu sistema for Windows.

2. Vai precisar, também, de um “descompactador” para abrir o arquivo que o programa anterior vai baixar. Aqui você instala o Expander, para Macintosh, e Aqui, o Winrar, para Windows.

3. Agora você já pode pegar o “torrent” do filme nesse site Aqui, ou, se ele estiver offline, baixar direto Aqui.

4. Depois de baixado o arquivo torrent e descompactado, você só precisa renomear o arquivo de vídeo e o de legenda (o que tem a extensão .srt) com o mesmíssimo nome (ex.: otriunfodosnerds.avi, otriunfodosnerds.srt), colocá-los numa mesma pasta e tocar no seu player favorito.

Para ver algumas fotos sobre a “evolução” dos computadores da Apple, visite Esse site russo.

DeusILUSÃO recomenda; revista Veja aprova

A revista Veja dessa semana, na seção Artes & Espetáculos/Cinema, traz uma página inteira falando (muito bem, por sinal) de dois filmes que recomendei, recentemente, aos leitores do DeusILUSÃO:

Contra o Tempo

Moon

Contra o Tempo

Acabei de ver. Simplesmente imperdível. Mostra como o conhecimento que você adquire das coisas muda, inevitavelmente, a maneira como você vê o mundo em que vive.

Hoje muita gente ainda crê em Deus, mas já houve o tempo em que todo mundo acreditava que a Terra era plana. Ou seja: a opinião da maioria não tem o poder de mudar a realidade. 

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