Não te ofenderás em vão

Ninguém jamais saberá o que Jesus escreveu na areia, mas, se você quiser saber qual a “Política de Conduta” do DeusILUSÃO, basta clicar na imagem:

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Duas vezes Sofia

As sacolas de Sofia

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Qual o sentido da vida?

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10

Parte 11

Parte 12

Parte 13

 

 

A véspera do amanhã


No deserto, uma princesa persa. No oceano digital, uma sereia chamada Liz. No topo de uma montanha, um passeio de asa-delta: aproveite ao máximo o voo e a vista, porque, de um jeito ou de outro, você vai acabar pousando; e o chão você já conhece bem.

Ela não preencheu sua autodescrição no perfil do Twitter para se poupar do trabalho de ter que atualizá-la todo dia.

Suas emoções correm nos trilhos de uma montanha-russa; seus pensamentos vêm em forma de tempestade.

Seu maior defeito talvez seja a sua total inabilidade em disfarçar suas emoções; sua maior qualidade, a de saber lidar com sua própria inconstância.

Não se culpa quando magoa (magoar os outros, às vezes, é simplesmente inevitável), nem definha em autopiedade quando é magoada. E não dá pra dizer qual das duas coisas é a causa ou consequência da outra.

Ninguém pode se dar ao luxo de ter muitos amigos sem se valer da poção mágica da hipocrisia; então ela os tem em pouca quantidade, sentindo-se perfeitamente segura para escolher com quem dividir uma pizza, e com quem dividir um segredo.

Às vezes, ela paga pra ver, noutras nem se arrisca; mas não saberia dizer por que, nem quando, uma atitude consegue sobrepujar a outra.

Pode dar um sim depois de meses de ponderações e conjecturas, e um não antes do café da manhã. E vice-versa. 

Não acredita em Deus, mas acredita no amor, embora nenhum dos dois faça o menor sentido.

Detesta rotina; não usa nem o mesmo perfume por duas vezes seguidas.

Adora dormir, mas prefere sonhar acordada.

Enfada-se com qualquer nhe-nhe-nhém.

Domina a arte do silêncio nos casos em que as palavras só atrapalham; e a da indiferença, quando os custos não compensam os benefícios.

Todos os olhares que esvoaçam em volta sempre pousam no seu sorriso. E, enquanto ela não sorri, eles aguardam pacientes como borboletas a sobrevoar um jardim.

Quando ela chega, as apostas aumentam, as vaidades se exaltam, os desejos afloram, as respirações descom-passam, e vários corações disparam às escondidas — ou descaradamente. É quando todos os sonhos valem o risco, e todos os riscos valem a pena.

Quando ela vai embora, o mundo todo parece ter sido comprado numa loja de 1,99.

É assim que eu a vejo. Como o menino de rua que contempla o brinquedo inalcançável atrás do vidro da vitrine; ou como o astrofísico que analisa em êxtase a composição de uma estrela, cujo verdadeiro brilho e beleza não podem ser sequer imaginados, pois tudo o que se tem dela são esses vestígios de luz que atravessaram distâncias inconcebíveis, e que servem menos para dizer de que ela é feita, do que para lembrá-lo de que o mínimo que ela se mostra já é muito mais do que ele merece ver.

Feliz aniversário.

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Religiões também morrem

Uma Ateia Lendo a Bíblia (parte 1)

Por Shirley S. Rodrigues

Imaginemos a seguinte situação.

De um lado está Deus, o criador de tudo que existe, ou que virá a existir unicamente por sua vontade de que exista.

Do outro, o ser humano. Bem, o ser humano ainda não existe, pois Deus ainda não o criou. Esse ser humano, que ainda não foi criado e, portanto, não existe, está pedindo a Deus que o crie, para que ele, ser humano, passe a existir.

Perfeito senhor meu único Deus. Com o devido respeito e toda deferência por tua perfeita, justa, amorosa e bondosa essência, eu peço que use tua divina vontade e me crie. Olhe, prometo, juro por ti: se me criares, eu me comprometo solenemente a fazer tudo que tu ainda vai determinar que eu faça, depois de me criar, bem como te pôr em primeiro lugar acima de todas as outras coisas e de todas as minhas necessidades e prometo que nunca, jamais, em tempo algum vou te desobedecer, te faltar com o respeito. Também nunca farei mal ao meu semelhante; nunca cobiçarei a mulher do próximo; nunca me apropriarei do que não tenha ganhado com o suor do meu rosto; nunca invejarei quem tem algo que eu queira, mas não tenha; jamais comerei um grão além da justa medida de minha fome; não farei sexo pelo sexo, avidamente; nem jamais pensarei em ter sexo com o meu gênero.

Nunca ajuntarei mais que o dinheiro suficiente para o provimento imediato dos meus e de mim mesmo. Não se dará jamais que eu me ire contra o próximo ou que seja tomado de soberba. Serei um igual na multidão, já que não me envaidecerei de mim, ornando-me para ser destacado, e serei tão laborioso que esquecerei o significado da palavra preguiça. Por falar em significado, a palavra guerra sequer constará de meus dicionários. Jamais deixarei de honrar pai e mãe, mesmo considerando que lá adiante, quando enviares a ti mesmo na forma humana para me resgatar dos pecados que nunca cometerei, me ordenares que os abandone, pai e mãe (e filhos e esposa…), por amor de ti.

E Deus, comovendo-se com o pedido do ser que ele ainda não criara, criou-o.

Por sua perfeita e divina vontade, Deus criou o ser humano.

E o ser humano foi uma decepção. Mal saído das fraldas da Criação, deu largas a tudo aquilo que, ainda não criado, prometera não fazer, como forma de persuadir o inocente, até ingênuo Deus, que é onisciente, a criá-lo, o nosso ser humano.

Isso faz sentido para alguém? Não? Que bom: não deve mesmo fazer.

O que deveria fazer sentido é a narrativa que segue.

Era uma vez o Nada. E neste Nada estava o Todo.

O Todo quis criar algo do Nada. E assim surgiu tudo que existe. A Terra, por exemplo, era sem forma e era vazia. Era sem forma e vazia, mas continha abismos e águas. Mais que isso, era possível fazer a separação entre as águas da Terra vazia e sem forma, tanto que o Todo as separou, formando assim o embaixo e o em cima. Ao em cima o Todo chamou Céus. Que não se apegue ninguém ao detalhe de que aqui se está narrando a formação de um corpo, que é um elemento no espaço, como se esse corpo fosse todo o espaço. Ou como se o espaço fosse gerado a partir desse corpo.

Ah sim. O Todo ordenou que houvesse luz, e usou a luz para separar as trevas em dias e noites; depois de haver assim feito, criou luminares (Sol, Lua, estrelas) para… separar o dia da noite. Mas não nos percamos em minúcias.

O Todo semeou a Terra com toda sorte de ervas e árvores frutíferas e criou todas as espécies de que se tem conhecimento. Logo após criou Homem e Mulher.

Não se sabe o que fez com Homem e Mulher, pois em seguida tomou uma porção de barro, soprou nela e fez Adão. Apesar de anteriormente já ter criado as árvores que dão frutos, tornou a criá-las. E tomando de uma costela de Adão, o Todo fez Eva. Daí em diante, o Todo passou a ser conhecido como Deus.

Deus ordenara a Adão que não comesse dos frutos de uma determinada árvore. Foi um dia, uma serpente convenceu Eva que seria proveitoso para ela e Adão se comessem aqueles frutos. Eles comeram e depois disso sua maior preocupação não foi o fato de ter desobedecido a Deus, mas o fato de estarem nus.

Aconteceu  então que Deus, em sua Onisciência, passeando pelo jardim onde alojara Adão e Eva, não vendo Adão, chamou-o perguntando onde Adão estava. Adão respondeu que por vergonha de sua recém-descoberta nudez, escondera-se do Onisciente. O Onisciente, só então descobrindo que fora desobedecido pelo casal e desafiado por uma serpente, irou-se e puniu todos. Desconsidere-se o detalhe de que em sua Perfeição, Justiça e Onipotência deveria nunca ter posto a tal árvore no jardim, ou poderia ter impedido a serpente de tentar Eva, ou, para simplificar tudo, poderia ter criado seres que não o desobedecessem e não ter criado serpentes que o desafiassem.

Daí em diante Eva teria seus filhos sentindo dores, o que faz supor que até então o parto humano ocorria de forma diversa da atual; Adão teria que trabalhar para ganhar o sustento. Sua pregressa vida em ociosidade não entra em confronto com o pecado capital da preguiça; isto é mero detalhe. E a serpente foi condenada a perder suas pernas, além de tornar-se inimiga da mulher; sendo a serpente o que é, tornou-se inimiga também do homem, por conta própria, já que não faz distinção entre ambos na hora de dar o bote.

Da inércia da mente dependente da fé.Ou: A roda dos Criacionistas é quadrada. Parte II – Final.

Os criacionistas sustentam que o Dilúvio bíblico é um fato que pode ser comprovado cientificamente. Para tanto se utilizam de variadas descobertas científicas mais ou menos como quem vai à feira na hora da xepa.

Escolhem o que acham ser aproveitável, descartando-se de tudo que não se encaixe no contexto da narrativa bíblica.

Assim, catam retalhos da paleoclimatologia para “explicar” que a composição atmosférica terrestre era diferente na era pré-diluviana, com muito maior concentração de vapor d’água, sendo daí que saiu boa parte das águas que cobriram a Terra; jogam fora, sem a menor cerimônia, todos os estudos que indiquem o período de tempo abrangido pelos estudos paleoclimatológicos, os quais giram em torno de bilhões de anos.

A tectônica de placas igualmente passa por esse processo. Serve para “demonstrar” como Deus teria convulsionado o interior do planeta a fim de obter a água suplementar para o dilúvio. Essa “explicação” diz que toda a conformação territorial do planeta era diferente, inclusive as formações montanhosas seriam convenientemente mais baixas.

Enquanto isso os criacionistas ignoram solenemente os estudos a respeito das formações dos supercontinentes (Rodínia, Pannotia, Pangeia, Laurásia, Gondwana) e das forças necessárias tanto à aglutinação quanto posterior fragmentação. Forças essas ainda atuantes e que nos falam de um planeta em constante mutação, não um pacote pronto sob encomenda. Precisam ignorar, é claro, já que tais processos demandaram pelo menos um bilhão de anos até chegarem ao estado atualmente conhecido. A palavra “bilhões” provoca urticária em criacionistas; o Universo para eles tem apenas seis mil anos.

Não podem passar por cima da orogênese (com perdão do trocadilho), principalmente porque a ascensão de cordilheiras como a do Himalaia é fato observável, então “criaram” a sua própria versão. O dilúvio, nem mais nem menos, é o responsável pelo surgimento das montanhas atuais.

E se são encontrados fósseis marinhos nos altos das montanhas é porque as “convulsões provocadas por Deus”, fazendo o solo submerso emergir, os trouxeram junto. Só não vá se atrever alguém a deliberar acerca das diferenças e possíveis semelhanças entre tais formas de vida e as que temos atualmente.

Deus criou tudo junto ao mesmo tempo e se essas formas de vida estão extintas é por que morreram afogadas no dilúvio ou foram eliminadas pela ação dos seres humanos, inclusive dinossauros. Por absurdo e risível que seja os criacionistas defendem não só que fomos contemporâneos dos dinossauros, mas que espécimes têm sido avistados de tempos em tempos. Convenientemente, sempre em locais distantes e por pessoas que não dispõem dos meios de registrar essas aparições.

É sintomático que criacionistas se aproveitem da parte do conhecimento que é incontestável e usem as questões ainda em aberto contra aqueles que, de saída, admitem não possuir o conjunto completo dos fatos.

Tentam caracterizar como questão de fé a preferência por dados consistentes, ainda que incompletos, à alternativa da crença movida pelo desejo de que as coisas sejam como se gostaria que fossem.

Num primeiro momento, movido até por compaixão, é possível pensar que não conseguem entender algo que não se baseie em crenças e fé e que automaticamente atribuem como universal uma característica específica.

Mas será mesmo assim? Dado o grotesco e estapafúrdio das alegações criacionistas, propostas por pessoas que dispõem de algum nível de conhecimento, não é descabido pensar que estamos diante de uma manobra desonesta e vigarista, movida a fanatismo.

Confrontados com a evidência de que seu conjunto de mitos não resistia aos fatos, cristãos fanáticos e radicais idealizaram o criacionismo como tentativa de resistência e refutação. Para tentar manter de pé essa nova variante, decidiram inverter as posições.

O argumento de quem os contrariava, notadamente os ateus, era que estes se baseavam na Ciência para buscar formas de explicação acerca das origens do Universo partindo de fontes muito mais consistentes, enquanto os cristãos dispunham apenas da crença para embasar sua própria versão.

A manobra consistiu em inverter o argumento: criacionistas são os legítimos detentores do conhecimento e ateus só dispõem da crença para sustentar suas alegações. Tão estrondosamente estúpida é a tese que seus adeptos a repetem incansavelmente na tentativa de fazê-la soar crível a seus próprios ouvidos.

E é uma manobra desonesta e vigarista por que se aproveita da honestidade que embasa a boa prática da Ciência e a usa contra a própria Ciência, sob o disfarce conveniente de combater os ateus.

Criacionistas não temem ateus; temem a Ciência, por ter o poder de abalar as fundações do dogma.

Nenhum pesquisador sério propõe que o resultado de seu trabalho seja aceito como verdade definitiva e absoluta, ou que seus meios e métodos sejam infalíveis.

Criacionistas aproveitam-se das admitidas incompletudes desses meios e métodos para debochar do trabalho de pessoas competentes e dedicadas, mas não se furtam a se apropriar das descobertas científicas que não conseguem negar.

É como tentam fazer o mundo girar com sua roda quadrada.

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Da inércia da mente dependente da fé. Ou: A roda dos Criacionistas é quadrada. Parte 1.

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A discussão entre quem defende a origem divina da Terra e quem adota a teoria da linha evolucionista serve, entre outras coisas, para destacar a diferença entre a mente que apenas crê e a mente que investiga.

A mente que apenas crê precisa de uma explicação de mundo que seja estática; não pode prescindir de um conjunto pergunta-resposta limitado e limitante.

Sendo a pergunta qual a origem de tudo e a resposta Deus.

Se existe uma resposta única para a pergunta qual a origem de tudo, fazer outros tipos de perguntas e procurar outros tipos de respostas causará profunda inquietação para a mente que depende exclusivamente da fé; para essa mente é necessário sobretudo que haja uma resposta, mas não importa a qualidade ou verossimilhança da mesma.

Essa mente, portanto, pode ser caracterizada como algo tendendo a um permanente status quo; em outras palavras, ao imobilismo.  

Situação totalmente diferente dá-se com a mente que investiga. Para essa mente importa não apenas que haja resposta, mas que se busquem as razões para fundamentar tal resposta. E não só. Enquanto não se possam estabelecer tais razões como fatos, tem-se como implícito que a busca está em aberto; admite-se a falibilidade dos métodos usados. Admite-se que a razão a ser estabelecida como fato pode não ser a que se esperava que fosse.

Não é necessário ir muito longe para verificar que o acúmulo de conhecimento durante a vigência da dominação cristã na Europa – centro irradiador dos princípios da Ciência conforme a conhecemos hoje – deu-se apesar da fé, não por sua causa.

Embora muitas das primeiras universidades tenham sido instituídas pela Igreja Católica, é quando se afastam, ainda que de forma não deliberada, da noção da bíblia como explicação suficiente e necessária, que os primeiros acadêmicos passam a produzir e sistematizar um corpo de conhecimentos que gradualmente veio aumentando nossa compreensão do meio no qual estamos inseridos. A mente que investiga é o movimento que faz o mundo girar. O imobilismo da mente dependente da fé acaba, ainda que involuntariamente, demonstrando as virtudes da mente que, investigando, se mostra mais eficiente como forma explicativa do mundo que ajuda a criar.

Por mundo deve-se ter claro que não se está falando do planeta Terra ou mesmo do Universo; estes existiriam ainda que nunca tivéssemos surgido tudo o mais constante.

Mundo é o que temos construído ao longo de nossa jornada como espécie, os significados que demos a tudo que nos rodeia e as múltiplas formas que temos encontrado para utilizar os recursos do meio. A observação e a experimentação nos levaram a adequar esse meio ao nosso melhor proveito.

Observação e experimentação são as bases da Ciência e esta, com pouquíssimas exceções que são ancoradas em fatos inescapáveis, não apresenta suas proposições e descobertas como definitivas, ou Ciência não seria, mas outra coisa, já que verdades absolutas e definitivas pertencem ao domínio do dogma, a pedra fundamental das religiões e Ciência não é religião.

Essa distinção, embora simples, não é captada ou absorvida pela mente que apenas crê; esta necessita, para manter-se crente, do imobilismo do dogma, enquanto que a Ciência é movimento; quando o dogma, por meio de seus crentes, tenta emular esse movimento, produz sofismas às mancheias.

Senão vejamos. Até o inicio da Era Moderna, a origem divina da Terra era aceita por seu valor de face. Tudo que está descrito em Gênesis, sobre o assunto, era verdade porque… estava escrito lá! Bastava acreditar.

A partir das pesquisas e descobertas de cientistas em variados campos de estudo, a versão da origem divina, no mundo ocidental, foi gradativamente sendo abandonada como a única explicação possível para o surgimento do planeta Terra, seus elementos e habitantes, e de tudo que o circunda, como o sol, outros planetas e estrelas, a respeito dos quais, aliás, muito pouco se sabia.

Pesquisadores como Charles Darwin, Alfred Wegener, Isaac Newton, Alexander Von Humboldt, Antoine Lavoisier, Nicolas Steno, James Hutton, para citar apenas alguns, demonstraram num espaço de tempo relativamente curto que o planeta compõe um sistema integrado, desde seu interior, passando por sua superfície e tudo que contém ou já conteve (tanto elementos orgânicos como inanimados), até o espaço exterior, cuja longevidade e complexidade não cabem na explicação da origem divina, uma vez que esta estabelece uma linha temporal exígua e apresenta um sistema limitado ao momento em que as Escrituras foram levadas a cabo, por pessoas desprovidas de qualquer base de conhecimento consistente.

Confrontados com as descobertas que demonstravam a impossibilidade da criação divina tal como está descrita na Bíblia, os crentes mais fervorosos dela tentaram se adaptar, procurando uma maneira de adequar a mitologia bíblica aos dados científicos, com resultados sempre constrangedores.

Dessa tentativa resultou o Criacionismo e seu derivado, o Design Inteligente.

Basicamente, seus defensores querem forçar a associação entre a criação divina e as descobertas da Ciência, mas utilizando-se de um oportunismo que torna legítimo a outros questionarem ao menos a idoneidade intelectual dos que fazem essa tentativa canhestra.

De que forma se caracteriza esse oportunismo?

Um bom exemplo é a questão do Dilúvio bíblico.

Continua…

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