HOUAISS gratuito por 15 dias

 

Dicionário Houaiss e Dicionário Aurélio.jpg

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— Faça o cadastro no site e experimente de graça, por 15 dias, o Houaiss eletrônico —

Comprei o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa em 2001, no dia do seu lançamento. Sob qualquer critério de avaliação, é o melhor dicionário que há no nosso idioma, elaborado à quase perfeição, com tanto zelo a ponto de ter sido impresso numa fonte especialmente criada para ele: a fonte Houaiss, na versão em papel.

Quando veio à tona essa falcatrua do Acordo Ortográfico, em vez de comprar, em 2009, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa com a nova ortografia, optei por adquirir a 5ª edição do Vocabulário Ortográfico (VOLP) da Academia Brasileira de Letras, lançado naquele mesmo ano. Como eu já havia aprendido a usar todas as novas regras ortográficas desde o começo do ano de 2009, achei melhor continuar com o meu Houaiss de 2001, até porque o Houaiss de 2009, apesar de ter o mesmo nome do dicionário de 2001, trazia cerca de 82 mil verbetes a menos (a metade de verbetes de um Aurélio). Por conta disso, o Houaiss de 2001 passou a se chamar Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

Com o passar dos anos, aguardei impacientemente uma nova edição do Grande Houaiss, mas ela nunca chegou, uma vez que seria um prejuízo enorme lançar um dicionário desse porte e, mais dia menos dia, ter-se as regras ortográficas modificadas de novo. Sim, porque a se levar a sério os rumores, é o que vai acabar acontecendo. Nestes termos, a editora Objetiva achou melhor disponibilizar a 2ª edição do Grande Houaiss (revista, ampliada e na nova ortografia) apenas na versão eletrônica, na nuvem, com acesso às suas mais de 232 mil entradas somente on-line. Até aí, tudo bem. Antes isso do que nada.

Mas como todo paraíso está conectado a um inferno, o preço pela assinatura do dicionário é, para os meus bolsos, exorbitante. Setenta e cinco reais mensais.

O Grande H Corportivo é acessado através de login e senha disponibilizados enquanto os pagamentos estão sendo feitos. O valor de R$ 75 dá direito a três logins; se você juntar um grupo de 3 amigos, cada um pode entrar com uma cota de R$ 25. Para baixar o valor da assinatura por usuário, só aumentando o grupo: 10 logins custam R$ 150, o que daria R$ 15 para cada um dos dez participantes, e assim por diante.    

Caso você tenha interesse em testar o Grande Dicionário Houaiss versão eletrônica, ainda sem prazo para a versão em papel, precisará seguir os seguintes passos:

1º) Clique na imagem que abre esse texto (ou no link abaixo) para ser direcionado à página de cadastro; lá você precisará fornecer nome, CPF, endereço residencial, telefone e e-mail, através do qual receberá imediatamente um login e senha para acesso gratuito ao dicionário por 15 dias.

http://www.houaiss.net/corporativo/wizard.php

2º)  Baixe o aplicativo Grande H Corporativo (iOs ou Android);

3º) Entre no aplicativo (tablet ou celular) com o login e senha fornecidos no e-mail que você recebeu (para acesso a partir do seu computador, a página é essa: http://www.iah.com.br/sp/hcorporativo.php).

E divirta-se com o melhor dicionário do mundo.

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assinatura esotérica

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Nesse vídeo de um canal esotérico do YouTube, um “mestre” ensina como ter uma assinatura de sucesso. Eu fui lá ver, que de bobo eu não tenho nada, mas já me preparando para o pior, porque eu sei o que a palavra esotérico significa: é uma “ciência” (entre aspas, porque eu tenho vergonha na cara) fundamentada em conhecimentos de ordem sobrenatural.

O tal do mestre explica, por exemplo, que não se deve terminar a assinatura numa linha descendente, porque assinaturas que terminam assim dificultam a obtenção do sucesso. Isso me soou muito parecido com um conselho que minha avó me dava para nunca deixar viradas as minhas chinelas havaianas, porque uma chinela virada causa a morte de um dos nossos pais.

Ora bem! Se tem uma coisa que parece não importar muito aos esotéricos é a tal da fonte: de onde o mestre tirou aquela informação de que terminar uma assinatura com uma linha descendente vai atrapalhar a vida de alguém? Eles não se importam, como eu não me importei em perguntar à minha avó quantos pais já haviam morrido por conta daquele descuido dos filhos com suas sandálias de dedo.

O fato é que eu cresci e, por algum motivo, minha mente não consegue visualizar nenhuma mágica no mundo. Tudo tem sempre uma explicação lógica e racional ou, pelo menos, uma explicação lógica e racional para não ter uma explicação ainda. Para muita gente eu sei que deve parecer chato isso, mas eu não acho. Eu me sinto muito à vontade vivendo numa dimensão em que as relações de causa e efeito são sempre bem claras: se eu gastar mais do que ganho, vou ficar endividado; se comer bastante pizza e passar muito tempo vendo Netflix, eu vou ficar gordo. Por isso que, quando alguém me diz que meu sucesso depende do ângulo da linha com que eu termino minha assinatura, a coisa mais natural do mundo para mim é querer saber por quê.

O que geralmente ocorre, nesses casos, é que a resposta nunca é satisfatória. Quando muito, só gera mais perguntas que, ao fim e ao cabo, vão revelar o que eu já sei: toda afirmação “esotérica” é baseada apenas no alegado conhecimento oriundo de uma dimensão mágica, portanto, impossível de ser explicada. E eu diria também impossível de ser confirmada.

Eles têm olhos, mas não veem

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Jacyra foi chamada na senzala pela própria mãe: o senhor do engenho queria vê-la na casa-grande. A mãe não comentou nada, e nem precisava. Todos ali sabiam que a sinhá havia ido para a missa em Curralzinho, junto com os filhos e os agregados. O Senhor estava só na casa-grande.

Jacyra, apesar dos seus catorze anos, já possuía plena consciência tanto de sua condição de escrava quanto da lascívia dos homens. Mais que isso, ela já tivera amostras sem conta da violência com que seu Senhor tratava aqueles que lhe desagradavam minimamente. Sabia como ele era mesquinho, irascível, volúvel, injusto, maléfico. Melhor mesmo não contrariá-lo; talvez assim escapasse ilesa.

Vendo a apreensão conturbar o lindo rosto da filha, a mãe tentou reconfortá-la: «Alegra-te: o Senhor se agradou de ti» (Lc 1;28), mas não surtiu efeito. Jacyra andou até a casa-grande com os passos pesados de uma condenada. Poderia resistir aos caprichos de seu Senhor, mas não poderia resistir ao tronco! E o terror da lembrança de tantos corpos dilacerados pelo chicote deu-lhe ao menos forças para, diante de seu Senhor, pronunciar estas palavras que poderiam parecer de consentimento, mas que ouvidos mais atentos teriam percebido tratar-se de puro desespero:

«Eis aqui a tua serva.» (Lc 1;38)

amor à morte

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O cristão deveria encarar a morte, mal comparando, como o procedimento de check in para férias no exterior: algo que se enfrenta com bom humor, paciência e excitamento apesar da aporrinhação e desconforto envolvidos. Mas não. Embora exaltando e anunciando uma vida perfeita e maravilhosa numa dimensão mágica cujo portal é a própria sepultura, ele se agarra a este mundo como eu me agarro, e teme tanto a morte quanto eu mesmo temo.

Eu, sim, tenho razões para querer adiar a todo custo o meu aniquilamento, porque sou um ser mundano, finito e desalmado. As minhas razões, entretanto, jamais poderiam ser reivindicadas por criaturas que seriam premiadas com uma outra vida muito melhor do que essa num outro mundo muito melhor do que esse. Não há lógica em imaginar um cristão que não anseia pela própria morte. Eu, se acreditasse no que os cristãos acreditam, iria passar meus dias esperando a hora de deixar logo essa existência terrena tão desprezada por Jesus Cristo: «Não ameis o mundo, nem o que no mundo há» (1 João; cap. 2, v.15).

Richard Dawkins comentou várias vezes que, a se levar a sério as alegações em que se sustenta a fé religiosa, seria fácil distinguir, num velório, quem é ateu e quem é cristão, pois estes últimos teriam motivos de sobra para se alegrar com a partida de um ente querido. Apenas aos ateus seriam facultados a dor e o sofrimento que a contemplação da morte de um semelhante lhes traria da certeza de seu próprio fim.   

Quando o assunto é a Bíblia…

Quando o assunto é a Bíblia, o crente sabe quando um versículo tem que ser tomado ao pé da letra e quando precisa ser reinterpretado; sabe quando uma lei  divina ainda é válida para os nossos dias ou se só serviu para a época em que foi escrita; sabe quando uma passagem contém a exata palavra de Deus e quando foi indevidamente misturada às idiossincrasias do autor terreno que a escreveu, ou às peculiaridades e influências do seu próprio tempo; sabe quando ‘a Palavra’ está mesmo escrita no texto e quando está escondida nas entrelinhas; sabe diferenciar um relato ‘real’ de um ‘alegórico’; e sabe até quando Deus mandou escrever uma coisa e quis dizer outra.

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Tema de Natal

“Confia em Deus, mas tranca a tua casa”. A família Clutter confiava muito em Deus, isso era indiscutível. Mas tinha o péssimo hábito de não trancar as portas de casa. Mesmo numa cidadezinha do interior do Kansas, mesmo nos idos de 1959, não trancar as portas de casa era algo discutível sim. Por algum motivo, Deus tem essa estranha tendência estatística de proteger mais a quem toma certas precauções em prol da própria segurança.

Li “A Sangue Frio”, de Truman Capote, e descobri por que ele levou seu autor a se tornar um dos mais famosos escritores americanos. Só depois de lido o livro é que pesquisei o assunto na internet; só depois quis ver as fotos dos assassinos e da cena do crime. Dos crimes. Isso pra não influenciar meu processo de leitura. E só então vi o filme. “Capote”. Sobre como o livro foi feito. Foi então quando entendi por que Truman Capote, depois de ter alcançado a fama que sempre quis, nunca mais publicou outro livro.

É perturbador perceber que vivemos cercados de pessoas e monstros, pois frequentemente não dá pra distinguir uns dos outros.

 

Não te ofenderás em vão

Ninguém jamais saberá o que Jesus escreveu na areia, mas, se você quiser saber qual a “Política de Conduta” do DeusILUSÃO, basta clicar na imagem:

jesus

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