Paulo Coelho faz piada sobre Deus

Mito: A mente pode curar tudo

Blog do Paulo Coelho – Coluna do G1.Globo.com

Isso não é verdade, e prefiro ilustrar este mito com uma história.  Há alguns anos, uma amiga minha – profundamente envolvida com a busca espiritual – começou a ter febre, passar muito mal, e durante toda a noite procurou mentalizar o seu corpo, usando todas as técnicas que conhecia, de modo a curar-se apenas com o poder do pensamento.

No dia seguinte, seus filhos, preocupados, pediram que fosse a um médico – mas ela se recusava, alegando que estava “purificando” seu espírito. Só quando a situação ficou insustentável foi que aceitou ir a um hospital, e ali teve que ser operada imediatamente – diagnosticaram apendicite.

Portanto, muito cuidado: melhor às vezes pedir que Deus guie as mãos de um médico, que tentar curar-se sozinho.

hahaha

 

Breviário de decomposição

 

Senhor,

Dá-me a faculdade de jamais rezar;

poupa-me a insanidade de toda adoração;

afasta de mim essa tentação de amor que me entregaria para sempre a Ti.

Que o vazio se estenda entre meu coração e o céu!

Não desejo ver meus desertos povoados com Tua presença,

minhas noites tiranizadas por Tua luz,

minhas sibérias fundidas sob Teu sol.

Mais solitário do que Tu, quero minhas mãos puras,

ao contrário das Tuas que sujaram-se para sempre ao modelar a terra

e ao misturar-se nos assuntos do mundo.

Só peço à Tua estúpida onipotência respeito para minha solidão

e meus tormentos.

Não tenho nada a fazer com Tuas palavras.

Concede-me o milagre recolhido antes do primeiro instante,

a paz que Tu não pudeste tolerar

e que Te incitou a abrir uma brecha no Nada

para inaugurar esta feira dos tempos,

e para condenar-me assim ao universo,

à humilhação e à vergonha de existir.

(Breviário de decomposição – Emile M. Cioran)

Texto indicado pela leitora Sônia.

oração

Deus criou a vida ou a morte?

 

Texto de autoria do leitor Greg


Morte

É proclamado em quase todas as religiões do mundo que a verdadeira vida está lá. Lááááá… em outro lugar. Um lugar bem distante do qual não se pode mais voltar. E esse lugar deve ser mesmo muito bom, afinal, não houve registro, até hoje, de alguém que voltou. As religiões, inegavelmente, preparam as pessoas para a outra vida, que infelizmente só se pode conhecer depois que se morre. E “essa” vida; como fica? Pelo que parece, essa vida está mais para morte. Se, como dizem, a “morte” é só uma passagem, um caminho, o que na verdade seria vida e morte?

Usando um racionalismo prático, vida seria a consciência da sua existência ou o seu “existir” simplesmente. E morte, a inconsciência ou o “não existir”. De acordo com as religiões, vida e morte são apenas momentos diferentes de um “existir”. Mas, se a parte boa e “divertida” está no momento “morte” do existir, o que podemos concluir da colocação de que Deus criou a “vida” e tudo o que há nela? Sei não, mas alguma coisa não cheira bem.

A partir do momento em que se dá valor à vida – aqui e agora — , o que as religiões vendem perde o apelo. Vá e viva a sua vida da melhor maneira possível nunca vai ser o desejo da religião, mas sim um tabu. Nunca ouvi falar de uma religião de caráter hedonista ou próxima a isso. As doutrinas religiosas se fundamentam mais no sofrimento e martirização de seus líderes e seguidores. Prazeres são coisas deste mundo, mas como a verdadeira vida e felicidade estão em outra dimensão, há um conflito aí. A pessoa de fé vai argumentar que Deus criou um belo e magnífico meio para que a vida surja e se expresse em suas mais variadas formas. Tudo perfeito, tudo organizado, tudo testado e aprovado. Será mesmo??

O mágico sistema funciona mais ou menos assim: todo ser vivente tem como necessidade básica se alimentar de algo, pois precisa de energia para continuar a existir. E de onde vem essa fonte de energia? Basicamente de outro ser vivo ou de algo que algum concorrente na saga da vida precise para viver também. Na grande maioria das vezes, mais de um ser vivente disputa a mesma fonte de energia, e é aí que a grande obra do criador não parece tão… como posso dizer… grandiosa.

Na natureza, a morte é de suma importância para manter a vida. No reino animal selvagem, a luta entre presa e predador é implacável e cruel. Mas a obra-prima do criador, conhecido por ser humano, na maioria dos casos não acredita estar tão envolvido nesta trama. Se acha especial, evoluído demais, quase que… divino. Mas não é esse tal de ser humano o maior predador do planeta?, o bicho-papão dos outros animais?, que come de tudo, não faz cerimônia em se tratando de alimento? Para essa espécie, não existe presa específica, tudo pode ser morto para um bem maior, para a sua missão divina neste mundo, o qual não é o “mundo” que ele tanto deseja. O irônico é que quanto mais ele mata, mais distante ele está do que realmente busca.

Uns mais iluminados da espécie vão dizer: “Eu não mato para comer, ou melhor, eu não como outros animais, sou vegano!”. Ah… tá bom, não mata. Não mata certos tipos de seres viventes, mas quantas vidas são ceifadas nas colheitas e lavouras agrícolas? Cerca de 1.000.000 de seres por metro quadrado são aniquilados pelos pesticidas e vários produtos contra “pragas”, para manter a vida desses iluminados. Pragas – depende de que lado você está, da caça ou do caçador. Lagartas que um dia viriam a ser borboletas, joaninhas, abelhas, grilos, formigas etc., etc., etc., quase que incontáveis. Esses só os que podem ser vistos a olho nu; fora os microscópicos, mas esses últimos não devem ser nem seres, né? São muito pequenos, simples e primitivos. Eles fazem parte de um plano maior, a morte deles mantém os evoluídos vivos.

O lugar mais estéril que podemos encontrar com certeza é de uma plantação cultivada por uma indústria de alimentos ou qualquer corporação agrícola. Será que o criador nunca pensou num jeito de todos ficarem vivos? Ou pelo menos não sofrerem quando o fatídico momento chegar? Só podemos concluir que não, porque até hoje o sistema não mudou um milímetro sequer.

Morte é a palavra-chave para a vida. Sem ela nada teria acontecido. A vida é produto da morte. Até o Deus-Jesus morreu para nos dar a “vida”. Fica claro que esse foi o melhor sistema criado por Deus, tanto é que ele morreu para mantê-lo. Meus olhos se enchem d’água quando penso que meu criador saiu de seu mundo mágico e perfeito para vir e salvar sua criatura preferida deste mundo mal e cruel que coincidentemente também foi feito por ele.

Vai entender.

 

“Minha Deusilusão”, by Ana Júdice

Jave-Deus

 

Sou a Ana Júdice, do site Ponderável, um espaço que reflete meus pontos de vista sobre variados temas, agora por último mais voltado aos enigmas da fé religiosa, suas consequências, conforme minha visão, como também do estudo de outros autores, quando às vezes coloco minhas apreciações pessoais.

Antes de mais nada digo: sou uma aprendiz consciente das minhas proposições. Minha descrença nesse Deus gerado pelo homem se deu de forma gradativa; não foi por frustração ou revolta relacionada a súplicas ignoradas, apesar de que isso também somou pontos, mesmo porque nunca cheguei a ser fanática, eu diria moderada, tanto é que não me foi necessário sair confrontando opiniões daqui ou dali.

Como não tinha lá muita vocação religiosa, me foi  mais prático ligar o desconfiômetro e detectar sinais de ausência de conexões ou exatidões. Eu simplesmente não acho que Deus existe. Mas ele chegou a existir quando certamente meus neurônios se encontravam em estado de dormência, ainda imaturos para a racionalidade, e é neste espaço em que se detecta uma brecha, é nela que Deus passa a existir. Foi por aí, também, que o homem em transe o idealizou e é dessa mesma forma que se passa a acreditar e a amar um ser que nunca viu, nem ouviu, que permanece em silêncio há milênios, e você só sente sua aproximação quando a fé, que é a firme opinião de que algo é verdadeiro, o faz crer em histórias fantásticas e incrivelmente surreais, revelando que você está em fase de baixa autoestima, ignorante do seu próprio potencial.

Bastou-me questionar as estórias bíblicas, colocar em parâmetros com a realidade, para classificá-las como fábulas da mesma forma quando li Pinóquio com seu Grilo Falante, cujo estilo é quase o mesmo, apesar de que, na do Pinóquio, é literatura para crianças e a Bíblia é um livro de ficção ou lendas focadas no divino para passar conversa, coletar ofertas, ocupar a mente de adultos incautos, frágeis ou convergentes a transgressões éticas e morais presentes em algumas espécies que, quanto mais tendenciosas, mais místicas se tornam.

Certa vez me propus a ler a Bíblia pelo interesse histórico, na esperança de obter mais esclarecimentos sobre a origem da humanidade, visto que em seu relato há um retrocesso de para mais de 3.500 anos, a contar de Moisés. Ledo engano. Não encontrei nada proveitoso além de estórias surreais e a inocente fábula de Adão e Eva.

Adao-e-Eva- Iluminura- Manuscrito- Hunterian- séc-XII

Nasci numa família de evangélicos (Cristã Evangélica) que até hoje conserva a tradição como consolo espiritual, e as palavras com as quais aprendi a conviver foram: Deus, pecado e Diabo. Não sei em que parte física do universo Deus vive em guerra com esse seu desafeto (sim, ele possui um inimigo com o qual está em constante e ferrenha luta entre o bem e o mal), e nós somos usados como o motivo de suas disputas. E mesmo assim nunca vi qualquer ação de Deus e nem do Diabo, senão da boca dos crédulos.

Meu caminho até ao ateísmo iniciou quando minha percepção foi se ampliando com as indagações que me vinham e, então, como a lógica não oferecia respostas, a própria Bíblia foi o meu descaminho com estórias que eu julgava descabidas desde o livro de Gêneses (Origem, Princípio). O Livro de Josué foi a gota d’água. É aí que a gente nota que as razões de tantas  guerras santas não eram pela causa de um Deus e sim por disputa de territórios e riquezas, com muita matança e carnificina no extermínio de nações inteiras, incluindo saqueamento de bens dos inimigos (para serem consagrados ao Senhor e depositados em seu tesouro), comandados por Josué sob orientação verbal de  Deus — o maior paradoxo.

As contradições nem preciso enumerar porque até os crentes sabem quais são, tanto é que já possuem argumentos de defesa para todo e qualquer imprevisto.

maos-em-fé

Ao levar minha vida mais a sério, deixei de crer no inexistente para ressaltar o existente ante minha perplexidade ao assistir as tragédias, desigualdades sociais, fome, doenças mortais incuráveis, e esse ser coisa nenhuma nem ao menos demonstra a menor misericórdia. Seres inexistentes não compartilham vida, não possuem sentimentos, o nada não possui conteúdo porque ele é vazio como todos os outros deuses, sejam eles: Allah, Tupã, Olorum, Javé, Zeus, Júpiter, Mazda, Amon-Rá, Brähma, Vixnu, Shiva, o Monstro de Espaguete Voador. Com eles ou sem eles as coisas boas e más continuam acontecendo, não existem seres superiores abstratos, a não ser na  imaginação das pessoas.

Não busquei Deus ou deuses nem mesmo quando em 2012, após uma cirurgia, fui levada à UTI por 3 dias devido a uma complicação (pneumotórax) decorrente da anestesia, porque está intrínseco em mim: abstração é um estado de alheamento. E para mim Deus é abstrato; melhor ainda: é o NADA, o vazio total.

Pelo menos temos a ciência que trabalha para o bem da humanidade sem fazer alarde, sem arrogância, passeatas.

O que vemos por aí promovido em nome de Deus são templos de ares poluídos com o cheiro do sofrimento, repletos de pessoas carentes e charlatões da fé simulando milagres. É fácil conferir o prodígio psicológico e contagiante da fé. Basta observar dentro das igrejas neopentecostais: mais parece um estouro de boiada. E o que vem a ser isso? O contágio da fé ou histeria coletiva; um fenômeno antigo também conhecido como “doença psicogênica de massa”.

Meu desprezo maior é pelo Deus cristão/judaico que, dentre outros, é o mais discordante por transportar consigo todas as deformidades humanas e, de todos os deuses, ele é o maior em assassinatos e destruição em massa da humanidade, por prometer e não cumprir; por não ouvir os clamores de desespero; e ele, indiferente, sempre pedindo uma prova de fogo para enaltecer seu enorme e poderoso EGO. Não. Esse ser definitivamente não pode existir, ou melhor, o homem o criou mal, conveniente e adaptável à sua própria natureza, com óbvios vestígios do seu DNA cerebral,  tamanha a compatibilidade.

E ainda não falei de Jesus Cristo, filho de Deus, que veio para desequilibrar o conceito inicial do monoteísmo, por possuir três divindades. Devido a tantas contradições e imprevistos nessa trajetória, acredito que já está passando da hora dos cristãos pararem de pegar carona no Velho Testamento, deixá-lo aos Judeus, por direito, e desmembrar a Bíblia começando tudo pelo Novo Testamento, já que eles afirmam que Jesus é Deus.

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Ana Júdice  é leitora do blog, e resolveu compartilhar sua “deusilusão”, assim como já fizeram outros leitores:

Um Deus sem bíblia

 

Texto enviado pelo leitor do blog que se denomina Criaturo, e publicado na íntegra, sem qualquer tipo de edição. Escreverei minhas considerações nos Comentários, abaixo, assim que Deus me der forças para ler tudo.
um deus sem biblia

 

 

Este tipo de mágica não existe.

Se o coelho saiu da cartola é porque antes ele já existia em algum lugar ignorado ou camuflado como se fosse outra coisa, o mágico no máximo pode descobri-lo ou manipula-lo de forma torna-lo visível.

NÃO EXISTE UM CRIADOR

Pelo menos não no sentido mágico de se  poder fazer existir algo vindo do inexistente, isto é mesmo impossível !

Nós crentes temos uma tendência natural em procurarmos por uma inteligência nas existências das coisas, pelo fato de enxergarmos na razão uma maior possibilidade de haver existências inteligentes, do que nas ações aleatórias não intencionais.

Ao contrario dos céticos que optaram pelo simplismo de Occam, assim acreditam serem “filhos da irracionalidade, porem que não herdaram a burrice por parte de mãe, graças a Deus !”

Isso nos leva tender acreditarmos que tudo deva ter tido um inicio, da mesma forma que a nossa percepção desse mundo.

Defendo que o Todo Existente em Deus é in criado  existindo desde sempre, alterando indefinidamente apenas as suas formas interligadas em sua única fonte, mas nada poderá ser acrescentado ou anulado nele, pois embora possua capacidade de apresentar-se de formas variáveis, sua essência é imutável, como um lego divino é capaz de apresentar-se em infinitas formas com funções e capacidades diferentes, no entanto sua composição essencial é sempre a mesma.

Se não? Então vejamos, lanço este desafio:

Fazendo uso da imaginação tente “criar” pelo menos uma forma que seja  totalmente inexistente ou que ainda não faça parte de nenhuma forma da  realidade Deus ja  existente ou conhecida ?

Se não conseguiu,  isto prova que a percepção que forma a razão humana, nem mesmo fazendo uso das abstrações, não pode perceber, conceber ou criar uma não inexistência fora de Deus, assim neste caso Deus é toda realidade existente e o inexistente pregado pelo ateísmo não pode ser considerado nem ao menos como uma hipótese lógica valida.

Na verdade quando causamos uma nova forma, não estamos criando no sentido de se poder trazer   algo do inexistente para o existente, estamos apenas alterando a forma do ja existente Deus, ou melhor dizendo, Deus esta auto modificando sua formas através de nós.

Seja Deus uma percepção inicial na sua origem passiva, ou de pensamentos formando ações ativas causando razões individualizadas intencionais, o deus na sua forma humana, ele é o todo existente e acreditar que algo possa existir além dele ou fora dele, é acreditar que o inexistente possa vir a ser alguma realidade concebível como um ateísmo.

Apenas e exclusivamente  o Existente Deus pode ser concebido como uma realidade , enquanto o ateísmo ilogicamente  tenta sair do Existente para o não existente.

Assim no inicio ele era uma única razão existente formado por um pensamento passivo sem ação, tempo, nem moral, apenas uma única percepção consciente.

A partir do momento  que formou o pensamento  ativo dividiu uma parte da sua consciência em diferentes níveis, também ativas e passivas , esta diferenças de potenciais conscientes foi a causa inicial das ações individualizadas e da percepção do tempo pela observação na memória de ações já executadas.

Note que por herança, nós as menores consciências, somos dotados do pensamento passivo da percepção (instinto, intuição, sistema nervoso autônomo), ou seja a razão gratuita desprovida do raciocínio próprio intencional, também herdamos da fonte da nossa origem o pensamento ativo responsável pela causa da nossa  razão e ações intencionais que nos levam ao conflito existencial entre  razão ativa x percepção passiva.

Eis que somos seres duais e também in criados, formados por uma das auto transformações divinas.

Uma maquina pode criar aleatoriamente outras maquinas com uma espécie de IA ? Sim , pode!

Mas, não sem inserir nelas seu próprios programas e rotinas já existente  em si mesma.

Se não houver ao menos uma consciência perceptiva, nenhuma existência poderá ser conscientizada como real.

Pois existência esta atrelada a consciência, algo só pode existir para alguma consciência perceptiva, pois algo não pode existir para nenhuma consciência existente.

Lavoisier  ”na natureza (Deus), nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”  Isso significa que  a essência que  firma esta realidade  existe “desde sempre” é incriada.

Em outras palavras a “existência” não pode passar para “inexistência”, nem a inexistência  pode passar para a existência, apenas o Todo Existente continuará se manifestando de “formas” diferentes dentro de si mesmo.

Seguindo este raciocínio podemos entender que  “o ser “  é eterno e  o  ”deixar de  ser”  é impossível e que  dentro das ações as transformações são inevitáveis.

Podemos conceber que  a liberdade absoluta  só é possível na unicidade do ser , antes da criação, onde existia uma única Razão justificando todas suas ações, na ausência de outras razões ainda inexistentes..

Este principio dificulta o entendimento da razão humana em se ver como partes desta única Razão no estado de liberdade mas, a divisão desta Razão em infinitas outras menores foi exatamente principio da criação que possibilitou a liberdade de “ser” para elas, com a auto ignorância induzida em uma parte da sua maior Razão Deus criou em si mesmo , seres livres da imposição da sua maior consciência ou vontade única e absoluta.

No principio do seres mais simples, suas ações eram  mecanizadas e livre da vontade própria, até evoluírem para os seres com a capacidade de “sentir” as reações das suas ações livres e justamente foram esses sentimentos que induziram “o desejo e a vontade própria” de direcionar suas ações no “sentido” que lhes “reagiam” os sentimentos que lhes agradavam mais, assim iniciou-se a  Razão da raça humana, na percepção, no sentido e no desejo de direcionar determinadas ações para reagirem “intencionalmente “ os sentimentos agradáveis e eternamente desejáveis.

Considero a humanidade todos os seres com capacidade de sentir , raciocinar e agirem  de acordo com afinidades da sua vontade.

A capacidade de associação permitiu a evolução dos  seres mais simples nos mais complexos , com capacidade de compartilharem ações e sentimentos colaborando para a evolução racional e física da espécie humana, porem essa vida social permitiu a interferências da vontade de umas sobre as outras, comprometendo a existências das livres ações, chegando a conclusão que :

O livre arbítrio existe apenas no sentido  do pensamento e da vontade  serem livres da imposição de um  Maior Nível da Consciência Deus, assim nossas ações dependem dos nossos sentimentos mas,  ainda também das ações e das vontades e dos sentimentos alheios, interferindo nos nossos sentimentos por consequência nas nossas ações.

Nós somos o livre arbítrio de Deus, ele sente em nós o prazer da liberdade proporcionado pela auto ignorância da sua onisciência.
Somos como deuses conhecedores de que um pássaro que ainda não nasceu fatalmente irá construir seu ninho e ao mesmo tempo também somos ignorantes pássaros iludidos pela mesma sensação de liberdade, Nós somos este tipo de ilusão divina acreditando-se livre da onisciência absoluta.
Mas há de se ter um equilíbrio, assim o preço pelo prazer de no sentirmos “livres”,  é o sofrimento também causado pela ignorância, estes sentimentos estão atrelados a vida eterna, mesmo sendo instintivo desejarmos sempre trabalharmos para obtermos apenas os sentimentos agradáveis, pois é isso que nos movimenta a vida eterna, a própria mecânica da vida nos mostra que viver sem dor é impossível, pois não existe anestesia, nem a morte eterna para isto.
A vida é uma constante transformação onde o prazer e o sofrimento andarão lado a lado como sendo nossos melhores amigos inseparáveis,pois chorando ou rindo o universo pulsa.

O o inicio do tempo, ação, movimento da consciência Deus deu-se a partir da sua divisão intencional (Big-Bang), formando diferentes níveis de consciência em si mesmo, este desnível de consciência Divina formou ao mesmo tempo

 

A Trindade Divina

30% deus mecânico (ação, movimento, tempo)

Responsável por manter a vida mecânica, desprovido de racionalidade própria, sentimentos ou moralidade, suas ações respeita as leis físicas padronizado dentro de um sistema, interfere na vida dos  seres vivos e também aceita ser manipulado por eles.

30% deus humano (todos os seres capazes de sentir e raciocinar)

A parte de Deus que  tornou-se  100% ignorante da sua maior Consciência onisciente, nós somos a parte divina que se ilude acreditando ser personalidades individualizadas de Deus, livre para agir e pensar conforme nossa vontade própria o preço que pagamos por essa ilusão são os sentimentos humanos, proporcionados pela livre inteiração com o deus mecânico..

40% Maior Consciência Deus

Apenas observa e sente dentro de si mesmo, infinitas transformações.

O deus mecânico sendo um sistema desprovido de auto inteligência, pode ocasionar falhas física dentro do processo de manutenção a da vida mecânica. Modificamos a genética do deus mecânico para atender a nossas vontades e nisto podemos sofrer efeitos colaterais indesejáveis.

Nós os  deuses humanos, podemos interferir no livre arbítrio dos outros, quanto maior o conhecimento maior é autoridade, por exemplo somos como deuses para animais menos racionais, provocamos neles alterações dos seus instintos naturais, sem que eles percebam que estejam sendo manipulados pelas nossa vontade, mas  quando ajudamos a torna-los mais racionais isto é valido.

Da mesma forma também impomos nossas vontades sobre os nossos semelhantes humanos, pela superioridade intelectual ou através da força bruta.

Assim como os animais também somos subjulgados pelo deus mecânico que nos impões sentimentos desagraveis malgrado todo nosso sentimento de repudio de suas ações não intencionais.

Como todo ser menos racional somos também subjulgado por seres já possuidores de um maior nível de intelecto já adquirido, seriam eles nosso irmãos humanos mais maduros, anjos ou espíritos superiores.

Eles usam seu conhecimentos superiores para manipularem nossas vidas de acordo com a vontade deles, exatamente como fazem os nosso pais.

 

Um convite a quem gosta de pensar.

Por Shirley S. Rodrigues

Bem caros frequentadores  do DeusIlusão. Sendo o Barros um cavalheiro muito gentil e de bom coração – embora eu não duvide que uns e outros ao lerem isso se perguntarão se ateus chegam a ter coração, quanto mais, bom – ele me fez um convite, para escrever um texto divulgando meu blog.

Que, como vocês podem ler, eu aceitei, muito agradecida.

As pessoas têm ideias e opiniões sobre várias coisas e nestes tempos de internet, uma porção delas fazem blogs para compartilhar essas ideias. Como eu sou uma pessoa, segue-se que tenho ideias e opiniões e estou entre aquela porção que faz blogs.

Todos que resolvem escrever num blog precisam eleger temas, escrevendo sobre assuntos que sejam do seu interesse, que tenham a ver com a forma como pensam o mundo.

Uma das formas como penso o mundo está evidentemente ligada ao meu ateísmo. Uma outra forma é a minha decidida inclinação pelo liberalismo e minha total rejeição da ideologia socialista, uma ideologia velha e mofada, cujos fungos estão envenenando o país há tanto tempo.

Estou entre os que pensam que quanto menos o Estado, o governo, se mete na vida da gente, tanto melhor; nós sustentamos o governo com nossos pesadíssimos impostos para que ele facilite nossas formas de cuidar de nossas vidas, não para ser esse misto de sanguessuga com Super Nanny. É outra “minoria” da qual faço parte, e essa minoria gostaria muito que aqui no Brasil as pessoas começassem a perceber que a responsabilidade por nossas vidas e nosso país é nossa, não dos “messias” que elegemos com promessas de salvação mais falsas que notas de três reais. Opa, já me entusiasmei…

Enfim, lá no blog escrevo misturando todos esses ingredientes, “pitacando”* sobre diversos assuntos: a forma como passamos a criar nossas crianças, a meu ver de forma totalmente equivocada, a tal ponto os pais e mães acabam parecendo servos dos filhos que crescem para se tornar pessoas sem civilidade nenhuma; a hipocrisia mentirosa do cristianismo reivindicando patente sobre a civilização ético-moral; a troca que muitos crentes fazem, da vida que têm para viver pela morte que esperam ter; as mazelas do Brasil, as quais sustento que são de nossa responsabilidade.

São temas que podem soar antipáticos a muita gente, bem sei, mas a todos que apreciam o debate, a troca de ideias, que gostam de pensar, deixo o convite para visitar meu blog:

http://srodriguesliberalateia.blogspot.com.br/

E a você Barros, muito obrigada!

* “pitacando” é um termo que aprendi com o Barros, que, aliás, é um excelente “pitacador” quando se trata de gramática e ortografia.

Uma Ateia Lendo a Bíblia (fim)

Mais tempo se passou. Sucedeu que o povo escolhido fora subjugado pelos romanos. Estes, mesmo não tendo sido escolhidos e nem sabendo da existência de Deus, eram muito mais ricos e poderosos que o povo eleito. Entre usar um ato de sua vontade e eclipsar esses romanos da face da Terra ou persuadi-los a deixar seu povo em paz, Deus optou por mudar de assunto.

Resolveu vir à Terra como filho de si mesmo. Enquanto andou por aqui não tomou nenhuma providência para auxiliar seu povo na tribulação por que passava. Aproveitou o tempo para, entre outras coisas, revogar algumas de suas leis imutáveis, providenciar a bebida numa festa de casamento, chicotear trabalhadores que desempenhavam um serviço de utilidade pública no Templo, facilitando a vida dos que vinham cumprir a ordem do próprio Deus de fazer-lhe sacrifícios.

Falou muito, fez muitos sermões. Em alguns deles apresentou como novidade conceitos que os seres humanos já conheciam, como a solidariedade; em outros aconselhou que os seres humanos retribuíssem com o bem o mal que lhes fizessem, o que até poderia parecer muito bonito na teoria, mas na prática ensinaria aos malfeitores que o malfeito compensa.

Também ordenou a seus discípulos que saíssem pelo mundo anunciando a boa-nova de que, a partir dali, todos passavam a ser considerados o povo dele, mesmo que se considerassem povo de outro deus, mandando às favas o livre arbítrio das pessoas, pois caso o recusassem como seu único Deus, seriam condenados ao tormento eterno.

Por fim deixou-se matar crucificado para que, de então em diante, todos os seres humanos fossem inocentados de um delito que não cometeram.

Em momento nenhum ocorreu-lhe  mencionar que transferia aos seres humanos a responsabilidade por tê-los criado.

Que transferia ao ser humano a responsabilidade de, em sua Perfeição, Sabedoria, Justiça, Amor e Bondade ter criado um ser tão imperfeito, responsabilizando-o também por ser tal como fora criado.

Mais ou menos como se o ser humano, usando de falsas promessas, tivesse convencido Deus a criá-lo. E isso nós já vimos que não tem nenhum sentido, lá atrás.

E, se parece que essa narrativa também não tem o menor sentido, isso se deve ao fato de que Deus escreve certo por linhas tortas, embora não se imagine por que usar linhas tortas quando se pode usar linhas retas. Mas tudo também pode ser explicado pela premissa de que ao ser humano não é dado conhecer os desígnios de Deus.

Amém, irmãos?

 

 

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