“A palavra”

a palavra

 

Os crentes leem “a palavra”. Pregam “a palavra”. Consideram “a palavra” sagrada porque é “a palavra” de Deus. E “a palavra” é a Bíblia.

Mas para agirem assim, eles entendem a Bíblia — ‘os livros’, em latim — como um todo: o livro. Portanto “a palavra” de Deus é “o livro”. Uma coisa macro. Não vai adiantar nada apontar detalhes.

Deus só está nos detalhes quando convém. Ou nos detalhes que convêm.

Se você quiser saber se eles realmente estão querendo dizer que acreditam que uma cobra convenceu uma mulher a cometer um pecado; ou quando você mostra tal e tal contradição, tal e tal erro histórico, ou tal e tal absurdo, que seria absurdo em qualquer época ou em qualquer mundo, o crente vai sempre alegar que esse detalhe é uma alegoria, ou apenas um erro dos seres humanos falhos que Deus usou para escrever sua “palavra”. E esta, como um todo, permanece válida, perfeita e imutável.

Uma vez tive a coragem de perguntar a um amigo religioso como ele diferenciava o que era alegoria do que não era. Ele disse que o Espírito Santo iluminava a pessoa que lia a Bíblia com a intenção de entender “a palavra” para que ela própria fizesse essa diferenciação. Eu perguntei: O mesmo Espírito Santo que “iluminou” os que escreveram os textos? Se ele não conseguiu fazer com que os autores dos livros sagrados evitassem misturar sua natureza humana falha na hora de escrever, o que garante que não vai ocorrer o mesmo com os que vão lê-los? Meu amigo não me respondeu porque ficou muito aborrecido com a minha ignorância acerca dos desígnios divinos que, pelo que entendi, ele conhecia bem.

Eu, no lugar de Deus, se tivesse criado uns tantos bichinhos de estimação que já estariam, desde o nascimento, condenados ao Inferno que eu construí para os que não seguissem as minhas regras, acharia bem mais justo que eles soubessem que regras seriam essas através de um livro sagrado onde elas ficariam bem claras: “Quero isso assim, não assado.” E qualquer trecho que os meus robozinhos azarados lessem da minha Bíblia não iria mostrar nada dizendo o contrário. Chamo de “robozinhos” porque eles teriam que seguir à risca as minhas regras; senão, eu os lançaria no Inferno onde haveria pranto e ranger de dentes. E “azarados” porque essa seria a única opção.

Bom, pelo menos eu seria um deus bem mais honesto do que o Deus cristão: o que estivesse escrito no meu livro sagrado seria o que eu queria dizer. Nada de alegorias; nada de pegadinhas; nada de contradições. Se eu dissesse que quem trabalhasse no sábado deveria ser morto a pedradas, era assim que teria que ser. Sempre. Ninguém diria nada em contrário, nem eu mesmo se me transformasse no meu próprio filho. E se ele, por acaso, tivesse falado demais e prometido que voltaria da morte trazendo todo o seu reino ainda no tempo de vida daqueles que o ouviam, eu, como Pai, teria mantido a promessa. Teria antecipado o Juízo Final em 2 mil anos e resolvido tudo de uma vez. Não teria, de forma alguma, corrido o risco de ninguém ter percebido o óbvio: que se não aconteceu como o filho de Deus anunciara, só poderia ter sido porque deveria haver, dentre eles, um imortal.

Mas mesmo a Bíblia estando cheia dessas contradições, desses erros e desses absurdos, esse tipo de coisa não abala o crente, não perfura a blindagem da sua fé. Porque são apenas detalhes. E tão pequenos e sem importância que nenhum padre ou pastor dá atenção a eles. E “a palavra” permanece divina, sagrada, absoluta e perfeita. Mesmo que, nos detalhes, ela seja apenas ridícula.

Hermenêutica & Exegese: A Maior das Trapaças

Por Shirley S. Rodrigues

Uma das coisas que mais aborrecem o crente cristão é ser confrontado com as práticas brutais e/ou insensatas constantes em muitas passagens do Antigo Testamento, principalmente.

Perguntados, por exemplo, se consideram certo que Deus tenha ordenado o apedrejamento de adúlteros (Levítico, 20:10); ou se é procedente a orientação de não tocar em mulheres no período menstrual (Levítico 15:19); ou se Deus estava sendo pelo menos justo ao instruir o profeta sobre a forma de se tratar os escravos (Êxodo 21:21), visto que a prática da escravidão deveria, por sua própria natureza, ser terminantemente proibida por Deus, o crente minimamente instruído irá se irritar e responder que para tais questões é necessário levar em conta a exegese e a hermenêutica. E o fará com aquela expressão que diz: pensa que sabe de tudo, é? Com isso entenderá que respondeu magistralmente a questão e esperará que o interlocutor sinta-se encurralado.

Interessante notar que não serão poucos os que se deixarão intimidar, ao menos momentaneamente, por esse argumento enganador. Por que é enganador? Porque Deus é perfeito. A perfeição divina é a pedra angular da fé. Ou é o que alegam as religiões cristãs.

Nem mesmo o argumento do amor divino tem o status do argumento da perfeição divina. Quando se propõe que um crente considere o amor divino como real, tendo em vista o sofrimento de seus ‘filhos’, ele, crente, não se incomoda com a contradição. Afinal, o amor de um pai, por incondicional que seja, está sujeito ao comportamento do filho, isto é, um pai não poderá proteger seu filho de tudo e de todos, não raro de si mesmo, todo o tempo. De modo que esse é um argumento que encontra eco na experiência do crente enquanto ser humano, podendo então ser racionalizado.

Já a perfeição divina, esta, por paradoxal que seja diante dos fatos constantes na existência humana, é argumentação definitiva; é definitiva, novamente de forma paradoxal, porque o ser humano está sempre agudamente cônscio de sua própria falibilidade. Necessita desse porto seguro, de contar com alguém que é perfeito e em algum tempo e lugar resolverá de forma ideal todas as questões inerentes à condição humana.

É amparada na concepção da perfeição divina que a religião cristã em suas variadas confissões se sente autorizada a cooptar fiéis, pois é portadora da palavra divina; é amparada nessa concepção que a religião se permite determinar comportamentos e condutas como certos ou errados, interferindo também no comportamento e conduta de quem não professa a religião; é também a proverbial cenoura na frente do burro.

Dessa forma, no momento em que alguém alega a necessidade de interpretação e contextualização dos textos bíblicos, está agindo de forma enganadora. Ou Deus é perfeito ou não é. A hermenêutica e a exegese podem ser aplicadas a tudo, menos a Deus e sua palavra, a Bíblia. Se ele é perfeito, não pode haver dúvidas sobre o que quis dizer; nem mesmo se poderia argumentar, in extremis, que o veículo usado para expressar essa palavra ou entendeu mal ou exorbitou.

Sendo Deus perfeito, numa questão fundamental como seria transmitir suas orientações aos seus ‘filhos’, ele não poderia permitir engano de espécie alguma. De maneira que, se era válido apedrejar adúlteros milênios atrás, tem que continuar sendo válido hoje. Se ofendia o todo-poderoso, há dois, três mil anos, que seus ‘filhos’ trabalhassem no dia a ele dedicado, continua a ser ofensivo hoje. Ou é assim, ou Deus não sabe o que faz, ou não tem certeza do que faz; se assim é, ele não é perfeito.

Qualquer pessoa disposta a realizar esse exercício de pensamento com um mínimo de honestidade chega a essa conclusão, tão simples. Qualquer pessoa disposta a passar por cima da coerência e da honestidade em nome da fé, usando o argumento da necessidade da interpretação e contextualização, é um trapaceiro intelectual e nem mesmo a fé justifica tal coisa.

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A Bíblia como ela é

E se Moisés morasse em Nova York? Um jornalista americano decidiu passar um ano inteiro seguindo as leis bíblicas ao pé da letra

por Texto Marcos Nogueira

http://super.abril.com.br/religiao/biblia-como-ela-e-447269.shtml

 

Jesus respondeu, e disse-lhe: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus”.

Disse-lhe Nicodemos: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer”?

João, 3:3-4

Nicodemos não era burro nem ignorante. São Nicodemos, aliás, era um homem letrado, um rabino do sinédrio de Jerusalém – algo como o Supremo Tribunal da Judéia nos tempos bíblicos. Jesus falava de renascimento espiritual, mas o sábio tomou demasiado literalmente Suas palavras, como mostra o Evangelho de São João. Se até os contemporâneos de Jesus tinham problemas com tantas parábolas, metáforas e alegorias, imagine o que não ocorre às pessoas do século 21, desacostumadas ao estilo empolado em que os livros da Bíblia foram escritos, milhares de anos atrás.

Aqueles que interpretam a Bíblia ao pé da letra não apenas existem, como têm voz no gabinete presidencial dos EUA. São os fundamentalistas bíblicos. Eles crêem que o Universo foi criado em 7 dias de 24 horas e não duvidam que Matusalém tenha morrido aos 969 anos (e concebido um filho aos 187 anos). Mais: a palavra é a lei. Se os livros mandam dar o dízimo, lá se vão 10% da renda da pessoa; se os textos sagrados condenam a luxúria, é dever zelar pela castidade – a própria e a alheia.

O jornalista americano A.J. Jacobs fez uma lista de 72 páginas com mais de 700 regras, do Gênesis ao Apocalipse, que arbitram a conduta do homem comum. Decidiu que passaria um ano vivendo de acordo com os preceitos bíblicos, interpretando sozinho as escrituras. E encarnou o “fundamentalista máximo”, como ele define na introdução do livro que resultou desse projeto, The Year of Living Biblically (“O Ano em Que Vivi Biblicamente”, ainda sem previsão de lançamento no Brasil).

Jacobs, um judeu que se define como agnóstico no início do livro, dividiu sua missão da seguinte forma: apenas os 3 últimos meses seriam dedicados ao Novo Testamento, exclusivo dos cristãos; os 9 primeiros abordariam o Velho Testamento, que cobre um período histórico muito mais extenso e também é adotado pelo judaísmo. Muitos dos ditames dos livros mais antigos já são observados pelos judeus de correntes ortodoxas.

No decorrer do tal ano bíblico, Jacobs foi se metamorfoseando numa espécie de Moisés a perambular pelas ruas de Nova York. Parou de aparar a barba (Levítico, 19:27), usou azeite como condicionador capilar e passou a vestir uma túnica branca (Eclesiastes, 9:8). Ainda no quesito vestuário, livrou-se das peças cujo tecido misturava lã e linho, pois a lei sagrada proíbe tal combinação (Levítico, 19:19). Jacobs esperava ser o único americano do século 21 a cumprir tal norma, mas encontrou um inspetor religioso especializado em examinar as roupas alheias ao microscópio, para detectar as fibras proibidas.

Julie, a mulher de A.J., não ficou lá muito contente com o novo visual do marido, mas foi outra regra bíblica que balançou a casa dos Jacobs: a proibição de tocar mulheres durante o período menstrual (Levítico, 15:19). Da porta para fora, tudo era uma maravilha para Julie. Ele não encostaria em nenhuma outra mulher, sequer apertaria sua mão, já que não poderia saber se ela estava ou não naqueles dias – exceção feita para uma colega da redação da revista Esquire, que lhe enviou as datas por e-mail. Dentro de casa, porém, a coisa ficou feia. A regra é clara e diz que a impureza da mulher menstruada se transmite para onde ela repousar o traseiro. Para contagiar o marido com sua irritação, Julie passou a sentar em todas as cadeiras do apartamento. Nosso herói não teve outra saída senão comprar um banquinho portátil que, quando dobrado, vira um cajado. Nada mais bíblico.

A esta altura, você já deve ter notado que uma boa parte das citações deste texto tem origem no Levítico. Esse é o livro que descreve o episódio em que Deus chama Moisés para o topo do monte Sinai e lhe dita os 10 mandamentos. Mas a coisa não acabou aí: Moisés passou 40 dias escutando as leis que o Senhor tinha a passar para o povo de Israel. Algumas diziam respeito à alimentação. Porco não pode (11:7). Coelho não pode (11:5). Escargot não pode (11:30). Camarão não pode (11:12), independentemente do tamanho – por acreditar que existam crustáceos microscópicos na água encanada de Nova York, alguns rabinos de lá recomendam o uso exclusivo de água mineral.

Jacobs obedeceu a todas as proibições. Mas o que de fato chamou sua atenção foi um alimento permitido: insetos saltadores (Levítico, 11:22). E por que diabos (ops!) comer grilos e gafanhotos? “A única referência a esse hábito na Bíblia é a história de são João Batista, que sobreviveu à base de gafanhotos e mel”, diz Jacobs no livro. O autor, então, agiu como o santo: encomendou uma caixa de bombons de grilo e, mui biblicamente, repartiu a refeição com um relutante amigo. Nojento? Talvez, mas nada mais que isso.

Já a ordem bíblica para apedrejar adúlteros (Levítico, 20:10) induz ao crime de assassinato. O sagaz Jacobs encontrou um jeito para obedecer à lei divina sem cair nas malhas da lei mundana. “A Bíblia não especifica o tamanho das pedras”, afirma. O que ele fez, então? Encheu o bolso com pedregulhos e foi à cata de uma vítima, o que deveria ser a parte mais difícil da tarefa. Eis que um desconhecido de 70 anos ou mais agrediu verbalmente nosso aspirante a beato, perguntando por que ele “se vestia como uma bicha”. Jacobs explicou que estava lá para apedrejar adúlteros. “Eu sou um adúltero”, disse o homem – e levou uma pedrada de leve no peito. Ponto para o vingador bíblico.

Manter escravos também não pega muito bem no Ocidente do século 21, mas era  prática corrente em todo o mundo na Antiguidade. O Velho Testamento, inclusive, traz instruções para espancar o servo sem causar sua morte imediata (Êxodo, 21:21) e recomenda não arrancar seu olho (Êxodo, 21:26), sob pena de ter de libertá-lo. Jacobs já havia desistido do personal escravo quando recebeu o seguinte e-mail: um universitário se oferecia como estagiário particular. “Qual é a coisa mais próxima da escravidão nos EUA?”, pergunta o autor. “Estágio não remunerado”, responde ele mesmo. “Caiu do céu.” O rapaz aceitou a condição do escritor – que exigiu chamá-lo de “escravo” –, mas o pior castigo que recebeu foi tirar algumas cópias xerox.

Para que fazer tudo isso, afinal? O apedrejamento e o escravo foram apenas brincadeiras – embora o estagiário tenha realmente caído do céu. De resto, Jacobs não se ocupou somente de costumes exóticos e bizarros para faturar com o livro (a honestidade bíblica o obrigou a dizer que esse era, sim, um dos motivos de seu projeto). Ele impôs a si mesmo uma rotina de rezas (Salmos, 105:1), de caridade (Lucas, 11:41), de respeito às tradições de seu povo e aos idosos (Levítico, 19:32). Até palavrão ele parou de falar (Efésios, 5:4).

Essa parte menos espetacular do ano bíblico de Jacobs foi justamente a mais difícil. Para reprimir a luxúria (Oséias, 4:10), o autor cobriu com fita adesiva as imagens de potencial apelo sexual de sua casa – inclusive a foto de uma mulher vestida de gueixa numa caixa de chá. Não funcionou. O método mais eficiente de resistir à tentação, segundo ele, era pensar na própria mãe (aqui temos um claro abuso do voto de honestidade do autor).

Também a cobiça (Êxodo, 20:17) foi dura de controlar. Um dia, Jacobs listou as coisas que cobiçara desde a manhã: o cachê que outro escritor cobra por palestra, um computador PDA, a paz mental do fulano da loja de Bíblias, o jardim da vizinha, George Clooney e o roteiro do filme Como Enlouquecer Seu Chefe, de Mike Judd. E isso ele escreveu às 2 horas da tarde.

O maior desafio de A.J. Jacobs, contudo, foi a fé – que, convenhamos, é um requisito e tanto para ser plenamente bíblico. O escritor do início do livro é um homem de 38 anos, com um filho de 2 anos e uma enorme vontade de aumentar a família (Gênesis, 1:22). Ele não tem fé, mas sente falta de um alicerce moral para o próprio lar e mergulha na religião, um terreno desconhecido. Nos primeiros meses, sente-se desconfortável ao rezar; perto do fim do projeto, experimenta o êxtase místico – dançando feito um rabino louco ao som de Beyoncé, na festa de 12 anos (bat mitzvah) de uma sobrinha. Mas ainda se declara agnóstico.

Aparentemente, o cara conseguiu encontrar o sentido que buscava. E uma explicação, embora nem sempre convincente, para cada uma das regras bíblicas. A enorme barba, por exemplo, serve para indicar que se trata de um homem de paz. Um guerreiro nunca a usaria, pois o inimigo se agarraria aos seus pêlos – assim lhe disse um líder religioso em Jerusalém.

Jacobs encontra sentido até no mais estapafúrdio dos mandamentos, que ordena decepar as mãos da mulher que agarrar “as vergonhas” do oponente de seu marido em uma briga (Deuteronômio, 25:11-12). Aqui, a mensagem oculta é: a mulher causou vergonha tanto ao próprio marido (que venceu a luta injustamente) quanto ao inimigo dele. A interpretação rabínica das escrituras diz que a mulher que envergonha o marido deve pagar uma multa – a mutilação é metafórica.

Se os judeus aceitam como metáfora uma ordem divina e os cristãos ignoram muito do Velho Testamento – a vinda de Cristo teria anulado a necessidade de circuncisão, entre outras coisas –, quem segue a Bíblia ao pé da letra, de cabo a rabo? “Ninguém”, conclui Jacobs, “nem os fundamentalistas”. Quem se propõe a fazer uma leitura literal da Bíblia acaba sempre escolhendo o que vai obedecer.


Discussão sobre interpretação bíblica

O debate a seguir pode ser encontrado nos comentários de um post do blog Tubo de Ensaio.

[Texto original]


Diogo 16:08

Mauricio, você não sabe o bem estar que advêm da nossa decisão de obediência ao Senhor. Perto disso, qualquer outro prazer é irrelevante. O amor a Cristo produz em nós qualidade de vida. E, com isso, cria em nós uma postura de disciplina espiritual, saudável para a alma e para o corpo. Um ótimo modo de curtir a vida.

Barros 19:39

Diogo, 2 coisas. 1) Acredito no enorme “bem-estar” que a sua religião lhe proporciona, como acredito na enorme sensação de felicidade que a embriaguez proporciona, porque eu já tomei alguns porres… 2) Só que, assim como uma pessoa bêbada, ou drogada, pode se tornar muito perigosa, também o podem essas pessoas com essa “saudável postura espiritual” que pode ser muito boa para o corpo e a alma delas, mas causa sérios danos no corpo e na alma dos que, por acaso, queiram outro tipo de vida… Acho que, como está na Bíblia, uma ótima maneira de curtir a vida seja invadindo outros países e, caso descobrindo que o deus deles não é o mesmo seu, matando todos os habitantes, homens, mulheres e crianças, destruindo altares e bosques, não deixando um tijolo sobre o outro. Claro, Deus permite que as virgens sejam poupadas para o desfrute dos seus próprios exércitos. Como um prêmio! Para chegar nas 72 de Alá, é preciso morrer primeiro. Deus provê as dele aqui na Terra mesmo. É a concorrência! [Interessante notar que Deus nunca trata de negócios com as mulheres…]

Manzoni  11:29

Debater razões para se ser ateu sobre assertivas e idéias de Spinosa, Schopenhauer, Marx, Feuerbach ou Heiddegger é algo razoável. Agora, basear o debate sobre ateísmo nas interpretações bíblicas (ou mesmo científicas, teológicas e filosóficas (rs))de um Dawkins, Hitchens, Sagan et caeterva é insultar a inteligência…

Barros  11:45

Manzoni: suas palavras: “…basear o debate sobre ateísmo nas interpretações bíblicas(…) é insultar a inteligência”. 1) Concordo: não se deveria usar a Bíblia para tecer argumentos sobre ateísmo, bem como sobre coisa nenhuma; 2) Não dei nenhuma interpretação. O texto ao qual me referi é literalmente uma “ordem” de Deus, não sujeita a interpretações; 3) Concordo de novo: a Bíblia é mesmo um insulto à inteligência, mas só jogo a minha no lixo depois que vocês jogarem as suas primeiro.

Manzoni  12:12

Barros, 1) é razoável usar a Bíblia para falar sobre religião, não?; 2) a interpretação do texto bíblico de forma literal é, sim, uma interpretação – e não entendo porque esses cientistas preferem usá-la contra a tradição e o estudo de especialistas de “n” séculos – não é razoável, é apenas viesar o debate para atingir seus fins; 3)você não pode ter concordado comigo, pois não afirmei que a Bíblia insulta a inteligência. O que a insulta é usar as interpretações que esses cientistas dão a ela.

Barros  13:20

A interpretação literal é uma interpretação? Quer dizer que se Deus diz: “Mate aquele cara!” eu não devo interpretar “literalmente”, afinal, Deus pode estar querendo dizer outra coisa? Ah, entendi. Qual a sua interpretação disso?:

1: “Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o puseram em guarda; porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer.

2: Disse, pois, o Senhor a Moisés: ‘Certamente morrerá aquele homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial.’ Então toda a congregação o tirou para fora do arraial, e o apedrejaram, e morreu, como o Senhor ordenara a Moisés. (Números 15:32-36)”

3: Mas aí vem Jesus — que é o mesmo Deus — e diz que “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado”…

Manzoni 15:15

Barros, não, você não entendeu. Você, inspirado na interpretação dos neo-fundamentalistas do ateísmo, defende uma interpretação do texto bíblico (!) no qual se considera apenas a literalidade das palavras, despreza-se o contexto histórico-cultural dos povos que rodeavam o povo judeu (e dos quais é originário) e, ignorando por mero desconhecimento ou má fé, as outras possibilidades de exegese atribuem um juízo moldado pelos usos e costumes de nosso tempo. Só isso.

Lampedusa  15:19

O que esse “debate” entre o Manzoni e o Barros tem a ver com o tema do tópico? Vocês não estão debatendo no lugar errado, não?

Manzoni  15:23

Lampedusa, você tem razão. Não tem a nada a ver com o tema do tópico, mas é que se já me custa ver algumas razões interessantes e inteligentes que podem justificar o agnosticismo, quanto mais, razões ‘non sense’ para basear o ateísmo e ficar calado… Desculpe-me o Márcio e os outros leitores.

Barros  17:26

Sim, OK. Mas você não respondeu: Deus mandou ou não mandou apedrejar o homem que catava lenha? Que outra interpretação você faria das palavras de Deus? E se, no Antigo Testamento, Deus manda matar a pedrada quem trabalha no sábado e, no Novo, Jesus, que seria o mesmo Deus, diz que não é bem assim, o que as pessoas deveriam fazer com aquele adesivo de vidro traseiro de carro que diz que Deus é fiel? E o que a Lampedusa tem a ver com o debate do Barros e do Manzoni?? Se você quer postar algo sobre o assunto de hoje, por que não posta sem se incomodar com o que os outros estão fazendo? Não é interessante como as pessoas religiosas estão sempre se preocupando com o que os outros fazem? Será que é por isso que há tantas guerra inter-religiosas? Olha, pra não criar caso aqui, deixo meu próprio blog para continuar o debate: http://www.deusilusao.wordpress.com Lampedusa, você também. Eu sou ateu. Não fico regulando a vida de ninguém. Você pode falar o que quiser. Tchau!

Manzoni  00:17

Barros, uma diferença básica entre aqueles que buscam sinceramente a verdade e pessoas que adotam atitudes como a desses ateus fanáticos é que os primeiros procuram e analisam a opinião dos especialistas em outras matérias. Uma possível interpretação dessa passagem específica é que Deus mandou, sim, que se respeitasse o sábado como sinal de sua aliança com o povo judeu e que aqueles que o desrespeitasse deveriam estar sujeitos às penas dos que cometessem delitos graves à época. Dado que os delitos graves – pelos usos e costumes dos povos da época – eram pagos com a vida (apedrejamento) o escritor sagrado interpretou que Deus mandou especificamente o apedrejamento. Não sou exegeta e não conheço outras interpretações para essa questão específica. Mas, como qualquer pessoa de bom senso deveria fazer, imagino que se querer me aprofundar nesse tema deverei buscar em fontes judaico-cristãs antigas e renomadas e não em opiniões de biólogos (Dawkins?), físicos, médicos, etc. Já a mudança do dia de preceito do sábado para o Domingo parece-me mais óbvia: é o dia em que Cristo ressuscitou selando a nova aliança já não com um povo específico, mas com toda a humanidade.Quanto a pertinência ou não desse debate nesse tópico cabe, evidentemente, ao Márcio dizer. Não estou (e imagino que o Lampedusa também) regulando a vida de ninguém, apenas tentando seguir algumas regras básicas de educação e bom senso que pede que haja uma certa ordem e harmonia em qualquer agrupamento humano (que se respeite o tema do tópico, p. ex.). Já teve tópicos nesse blog mais apropriado para esse debate. Tão simples e educado assim.

Barros  03:15

Eu só consigo enxergar sincera e verdadeiramente três coisas:1) Deus parecia muito menos aterefado naqueles tempos para descer do Céu e vir resolver um problema de tão pouca monta. 2) Um Deus que desse tal ordem por causa de um crime bárbaro, já seria um Deus violento. Um que desse tal ordem porque alguém estava juntando lenha, só poderia ser qualificado de abjeto. 3) Deus parece que concorda comigo, uma vez que Jesus, que é Deus, ou seja, o próprio Deus, disse, depois, que não precisa ser desse jeito; talvez, quem sabe, até arrependido, lembrando do homem que ele mandou apedrejar alguns séculos antes… Eu não vou mais postar aqui. Vc pode visitar meu blog quando quiser. O endereço está nos posts mais antigos.

O Deus da Bíblia

Um leitor meu, muito inteligente e devoto, ficou divinamente enfurecido quando eu afirmei, em resposta a um comentário dele, que “tudo o que ele sabia sobre Deus vinha da Bíblia”. Ele, a princípio, suspeitou que eu me achava detentor de poderes sobrenaturais (Ha-ha-ha!), pois como eu poderia alegar saber tal coisa?

Pedi, então, que ele me dissesse uma única coisa que soubesse sobre Deus nas seguintes condições:

1. que não viesse da Bíblia;

2. que não viesse de sua doutrinação religiosa, imposta por pessoas já doutrinadas, que acreditavam na Bíblia;

3. que não viesse de qualquer outra fonte que se enquadrasse nas condições acima.

Meu leitor se saiu com esta:

“Diz-me alguma coisa sobre o passado dos teus pais que:

1. não te tenha sido dito por alguém;

2. ou que tu tenhas lido em algum lugar.

Respondendo à tua pergunta: a esmagadora maioria das coisas que eu sei de Deus enquadra-se nas opções que puseste em cima. Será que isso as torna falsas?”

Eu acho que o trecho “a esmagadora maioria” poderia muito bem ter sido substituído por “tudo”, afinal, eu pedi só uma coisa. Logo, ele poderia ter escolhido uma que estivesse fora da “esmagadora maioria”. Mas não procedeu assim, nem admitiu que eu estava certo, porque religiosos não aceitam perder um debate. Nem uma guerra. De que serviria ter um Deus que não lhes dá vitórias?

“Será que isso as torna falsas?” Não; não obrigatoriamente. Mas não era esse o ponto. A questão era que eu disse algo que havia sido refutado e que, depois, foi confirmado. Pela mesma pessoa! Será que eu tenho mesmo poderes sobrenaturais? Ha-ha-ha de novo!

“A esmagadora maioria das coisas” que eu sei sobre o passado dos meus pais eu soube por eles próprios. Que se conheceram durante um velório, por exemplo. Não vejo razão nenhuma para duvidar de que isso seja verdade, mas, se alguém me dissesse que eles haviam se conhecido numa “quermesse”, eu poderia querer saber como esse alguém sabia disso, que provas tinha e tal. Se fosse apenas palavra por palavra, eu ficaria com a versão dos meus pais. Eu teria Fé no depoimento deles. Acreditaria que a versão do velório seria a verdadeira.

Entretanto, eu não precisaria viver toda a minha vida em função disso, porque, em termos práticos, que diferença faz? Graças ao defunto, ou ao padre que organizou a quermesse, as coisas aconteceram e eu nasci.

O que se poderia contra-argumentar é que “existe” uma versão verdadeira. A Verdade não me interessaria? Nesse caso, especificamente, não, mas, de novo, não é esse o ponto. A questão é que, sobre o Deus que está dentro da Bíblia, as pessoas que acreditam nessa versão querem porque querem que todos acreditem nela também. A versão deles é, presumidamente — embora sem nenhum fundamento — , “A” verdadeira.

Há pessoas que têm outra versão e há quem não precise de versão nenhuma. Mas, curiosamente, esses nunca queimaram ninguém vivo, nunca fizeram Inquisições, nunca ameaçaram criancinhas com torturas eternas, nunca fizeram guerras não santas, nunca fizeram Cruzadas, nunca explodiram carros-bomba, nunca exterminaram ninguém.

Você só deve esperar esse tipo de coisa dos que creem em Deus. Porque ele, assim como o Alá do Corão, manda que os incrédulos sejam eliminados. E os que creem acham isso por demais conveniente, afinal, seria uma maneira de não precisar confrontar essas opiniões incômodas de que tudo aquilo em que eles acreditam é pura invenção. 

Como diz Alá: quando a “Palavra” não surtir efeito, use a espada!


Eu amo e acredito em Deus

[O título desse post se refere a um tópico que criei nessa comunidade do Orkut:

Eu amo e acredito em Deus

Lá pelas tantas, o “debate gramatical” descambou para o lado religioso e uma senhora, já bem idosa, chamada “Nêm”, que era mediadora, me expulsou. A seguir, os melhores momentos. kkkkkkkkkkkk]

3 fev excluir

 Barros

Essa Comunidade tem o nome gramaticalmente errado

É uma questão de regência: “Eu amo e acredito em Deus” tem dois verbos, amar e acreditar. Amar, segundo o poeta Vinícius de Morais, pode ser considerado intransitivo, ou seja, não pede um objeto, aquele a quem você amaria. ‘Eu amo’ já seria suficiente. Só que Evanildo Bechara talvez não entenda muito de poesia, nem de amor, e me mandou uns sinais de fumaça dizendo que Amar é transitivo direto: ‘Eu amo Jéssica’ sem preposição atrapalhando o romance. Só que existe um recurso estilístico pelo qual se pode admitir como correta a construção “Eu amo A Deus”, que, diga-se de passagem, só é usada nessa frase mesmo. Entretanto, quem acredita, acredita EM, que é uma preposição diferente do A divino inserido depois do verbo amar. Logo, no nome dessa Comunidade, você encontra dois verbos e cada um deles tem uma preposição: aem. Lembra da Matemática? — ax + bx = (a + b)x  — Você coloca o x em evidência porque ele aparece nas duas parcelas da soma. Só que não dá pra colocar o em em evidência na frase “Eu amo e acredito em Deus” porque essa preposição só aparece com o verbo acreditar; o verbo amar aqui, contradizendo o poeta e o Bechara ao mesmo tempo, é seguido pela preposição divina A. Logo, a Comunidade poderia se chamar:“Eu amo a Deus e acredito nele”.


3 fev

Nêm

eu acho que ficaria muito é feio esse nome ai  prefiro o que ja esta!

alem de amar e ou porque amo eu acredito Nele

ou

Porque acredito Nele eu o amo

é a isso que o nome remete!  


3 fev

Papa Lino

seria melhor

Eu amo e acredito em Deuses ou não.
.
.
.

3 fev excluir

 Barros

Nêm, vê esse:

“Eu acredito em Deus e amo-O” 


3 fev excluir

 Barros

e o do Adelar “Asher”?:

“Eu amo a Deus e acredito no mesmo” KKKKKKKKKKK


3 fev excluir

 Barros

A Santíssima Trindade:

“Eu amo a Deus e acredito em Deus, em Jesus Cristo e no Espírito Santo”


3 fev excluir

 Barros

A minha última sugestão:

“Eu amo acreditar em Deus” 


3 fev

bob

Mas será correto dizer gramaticalmente?

Não seria … Gramaticamente?  Saúde e Paz!
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3 fev excluir

 Barros

Boa pergunta!! Boa mesmo.

Se eu fosse religioso, obviamente, eu diria que a resposta é Deus e pronto. Encerraria o caso. Como eu sou ateu, eu tenho uma resposta mais simples: Eu não sei. Nem se “gramaticaLmente” está errado, nem se pode ser usado como uma forma variante de “gramaticamente”. Espero que alguém lance alguma luz sobre o assunto. Vai ser interessante. Enquanto esse alguém não aparece, eu só posso lembrar que temos finaLmente (de final),pessoaLmente (de pessoal), normaLmente (de normal), condicionaLmente (de condicional), etc.


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 Barros

gramatical + mente

Se essa construção estiver incorreta, eu terei cometido o que se chama de hipercorreção, que é quando o falante da língua monta uma determinada estrutura baseado em outro paradigma que já conhece. Ora, se social + mente dá sociaLmente, gramatical + mente dá gramaticaLmente. O falante nativo não se sentiria compelido a retirar o L dali, quando percebe que ele está nesse mesmo canto em situações semelhantes… Quer outro exemplo de hipercorreção?
Se você pergunta: “Fulano, você já saiu com tal garota?”, fulano poderá responder: “Sim, Já saí”.
Minha sobrinha de 4 anos, quando foi perguntada: “Larissa, já botou as bonecas no lugar delas?”, respondeu:
“Sim, já buti”.

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 Barros

para concluir…

Veja só isso: dramaticamente (= dramático + mente) significa “de forma dramática”;praticamente (= prático + mente) significa “de forma prática”; enfaticamente (= enfático + mente) significa “de forma enfática”; drasticamente (= drástico + mente) significa “de forma drástica”, etc.
Já globaLmente (= global + mente) significa “de forma global”.
Então, seguindo esse mesmo paradigma, o seu gramaticamente (= gramáticO + mente — não gramáticA) significaria “de forma gramática”? Já o meu gramaticaLmente significaria “de forma gramatical”, ou seja, de forma que se relaciona com os princípios da gramática. Faz mais sentido, né não?

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 Barros

Uma atitude bastante sensata e humilde seria alguém escrever aqui: Barros, realmente, o nome da Comunidade tem um erro gramatical. Percebemos isso sim, mas só bem depois da Comunidade ser lançada e não nos foi permitido alterar o nome, ou achamos que, em alterando o nome, iríamos criar contratempo para os nossos membros. Por isso resolvemos deixar o nome original, mesmo que com esse pequeno erro. Mas agradecemos a sua atenção e participação”
Sensatez e humildade.
Mas que absurdo esperar isso de pessoas que acreditam que todo o Universo foi “criado” para elas…

[Lá pelas tantas… o assunto foi desviando, desviando…]

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 Barros

A criancinha loira aí da foto da Comunidade

Tá ajoelhada, rezando para Deus… que bonitinho… Com certeza, ela reza a Deus da mesma forma e com a mesma convicção com que pede ao Papai Noel seus presentes de Natal. Não é triste saber que, um dia, vão dizer a ela que Papai Noel não existe, mas que vão deixar ela continuar a pensar que Deus existe?:
— Olha, neném, Papai Noel, a Mula-sem-cabeça, Coelhinho-da-Páscoa, Chapeuzinho-vermelho, as meninas-super-poderosas, tudo isso é invenção: não existe.
— Nossa! que triste que eu tô… então Deus tamb…
— Não!!!! Deus existe!
— Mas…
— Cala a boca!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas nada!!!!!!!!!!!!!! Senão você vai pro Inferno!!!!!!!!


4 fev

Diego

“A criancinha loira aí da foto da Comunidade”  Aliás, por que a criancinha tem que ser loira? E por que ainda hoje que não estamos na Europa da Idade Média e sabemos que os judeus mediterrâneos, assim como os árabes, são morenos claros e têm cabelo negro, ainda representamos Jesus como um europeu e muitas vezes até loiro?
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4 fev

DAVI

Diego

Boa observação!


4 fev

Rafaela

Diego

Isso é loucura!!!
Morro de rir qnd pintam Jesus de olhos azuis e cabelos loiros!

4 fev excluir

 Barros

Mas a resposta é bem simples:

Deus é machista, sexista, racista e escravocrata. Se o religioso considera a Bíblia sua palavra escrita, pode encontrar lá uma infinidade de versículos em que Deus demonstra essas qualidades que qualquer ser humano atual entenderia como abominável num igual. Deus dispõe sobre como, por quanto os escravos devem ser negociados, de quem comprá-los, como devem ser tratados, etc.   Deus vê a mulher como um subproduto do homem, criada exclusivamente para o seu prazer e conforto. Lembra do mandamento (não sei qual na sequência ) “Não cobiçarás a MULHER do próximo”? Pois é. Ou Deus, com uma pequena falha na sua onisciência, achava que a mulher nunca iria cobiçar o Homem da próxima, ou ele considerava a mulher como um pertence do homem, visto que no texto original esse mandamento (reduzido nas versões mais recentes por motivos óbvios) listava outras coisas que o Homem não deveria cobiçar: o jumento do próximo, o escravo do próximo, a casa do próximo, etc.

Não é um troço muito esquisito os humanos irem, com o passar do tempo, alterando a palavra original de Deus para que ela se ajuste aos valores morais vigentes? Por que não deixaram a tradução original? Será por interesse de receber, também, os dízimos daquela parcela da população que começava a se tornar economicamente ativa?

Que mulher iria pagar dízimos a um Deus que a nivela com um jumento?


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 Barros

Mulheres religiosas… tuché! rsrsrsssrs


4 fev

Nêm

Barros
é doloroso ver tuas conclusões estapafurdias
com certeza é por isso ninguem responda a estas bobagens sem fundamentos
só alguns ateus vem aqui se fazer de engraçadinhos quando voce fala estas aseniras
e vamos perder tempo respondendo?
Faça-me o favor.
Brincadeira é uma coisa e gostamos.Outra é ler bobagens e debocches desnecessarios
tem comunidades para isso esta entendendo?
Melhor ir para lá , não é mesmo?
esta achando que aqui é ligar para isso?
Ou para debates serios e algumas brincadeiras que possam realmente nos fazer rir?
este teu ultimo post foi de um mau gosto terrivel!
……………………..mediação…………………………
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4 fev

Anjo Solitário

Que tal?

Eu acredito em Deus e o amo
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4 fev

Nêm

Se não gosta do nome ou da foto
problema teu .
aaaaaaaaafffffffffffffffffffff
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4 fev

Anjo Solitário

Mas o nome tá errado, Nem……
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4 fev

Nêm

Para o barros anjo
não pra voce !
O post acima
que saudade de voce….
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4 fev

Nêm

Não sei se esta errado o nome anjo
me parece que não, porque soaria estranho se estivesse.
Porem não sou professora de portugues
O que estou na realidade chamando a atenção do Barros , é pelo post sem noção dele acima dizendo que a biblia compara mulher a jumento.
Poder não entender da biblia , pode
mas falar tamanha cretinice é demais, em comunidade teísta.
Ha que haver limites pra asneira , não é mesmo?
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4 fev

Anjo Solitário

A intenção dele a gente ver que é de zoar mas minha amiga disse é que ele tá certo…….. só num levei pra minha escola porque com começam as aulas semana que vem………..
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4 fev

Nêm

Não é problema brincadeiras e o topico começou bem
tanto que respondi.
Porem por diversas posts dele estou vendo que
e ele esta aqui para debochar
não permitiremos isso.
ele que se cuide se quer permanecer entre nós.
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4 fev

Anjo Solitário

Olha so quando a gente tira um dos verbos

Eu acredito em Deus (certo!)
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Eu amo em Deus (errado!)
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Foi isso que minha amiga me mostrou…….. são verbos de classes diferentes mas o dono da comu usou eles como se fossem de classes iguais………
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4 fev

Nêm

Barros
Temos o maior respeito por todos
e não fazemos aqui acepção de pessoas
a todos tratamos bem e aceitamos os que não creem.
acreditamos que perguntas e questionamentos são bons.
Este é um dos motivos dos ateus serem bem vindos em comunidade que é teísta.
O outro é que vivemos em sociedade com todo tipo de pensamento e exercemos aqui a tolerancia e a vontade de aprender com todos e de passar o que pensamos.
Mas aturar falta de educação , ninguem merece.em lugar nenhum do mundo.
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4 fev

Nêm

entendo anjo
mas tem um e
no meio , não?
Eu amo [a Deus] e creio em Deus
Bom
é melhor perguntar mesmo a professor de portugues
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4 fev excluir

 Barros

Falta de EDUCAÇÃO??

Deus põe as mulheres no mesmo patamar de um Jumento e você diz que eu estou sendo mal-educado?


4 fev excluir

 Barros

Sinto te decepcionar, querida, mas é assim que está no original. Os mandamentos de Deus são para o HOMEM, e nesse, Deus diz para o HOMEM que ele não deve cobiçar as coisas do seu próximo, MULHER inclusa. Se você não sabia disso, lamento ter te dado essa má notícia…

4 fev excluir

 Barros

Nêm: “O que estou na realidade chamando a atenção do Barros , é pelo post sem noção dele acima dizendo que a biblia compara mulher a jumento.”
Mas você está perdoada. Acho que você não leu direito o que escrevi. Talvez pessoas religiosas sofram desse problema crônico: leem uma coisa e entendem outra. Não disse que a Bíblia compara a mulher a um jumento, disse que o mandamento se resumiu a “NÃO COBIÇARÁS A MULHER DO PRÓXIMO” porque a Igreja achou, muito sensatamente, que se colocasse o mandamento como está no original, iria acabar perdendo as suas ovelhas mulheres, que, certamente, ficariam bastante ofendidas — como você ficou — de terem sido colocadas — por Deus, não pelo Barros — no mesmo nível de um animal doméstico.


4 fev

Nêm

Esta é uma interpretação tua e completamente sem noção, mesmo pra quem desconhece um minimo da biblia!
voce esta advertido e tome cuidado se quiser estar entre nos
so minha esta é a segunda advertencia se tiver outra voce estara suspenso por 3 dias da cmmm
…………………………………..mediação………………
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4 fev excluir

 Barros

Nêm, vê esse:

Mas não se preocupe. Eu entendo vocês, religiosos. É preciso sim fechar os olhos para um monte de coisas para poder manter a fé. Veja só que saia justa você teria que vestir se, numa hipótese muito improvável, admitisse que tudo que eu escrevi não foi uma opinião, mas um fato. Veja só quantos posts que, de repente, iriam se transformar em uma prova de arrogância, intolerância e má educação de sua parte!! Mas não… “Melhor não ler o que oBarros escreveu, ou melhor não entender direito, melhor entender como eu entendi porque, assim, eu mantenho minha fé, posso dizer que ele está errado, que isso não é como ele disse que é, e ainda posso xingá-lo a vontade de um monte de coisas…


4 fev

Nêm

Barros
gente com tua postura
acho que ninguem deveria se dar ao trabalho de refutar.
eu não me daria este trabalho.
sinto muito.
E não vou ficar de bate boca com voce
o recado esta dado.
abraços
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4 fev

fabiano e maria

Nem só para vc refletir

Deus fêz de uma mulher, o ser mais bem aventurado na terra (Maria).  Cristo, quando ressucitou apareceu primeiro para as mulheres.

No novo testamento está escrito “amai” vossas esposas.

Jesus impediu que uma prostituta fosse apedrejada (era muito comum isso na época)

4 fev excluir

 Barros

Sinto muito se você não sabia do texto original do mandamento divino. Mas ficar me ofendendo não muda nada. “NÃO COBIÇARÁS A MULHER DO PRÓXIMO” é a parte que a Igreja, sabiamente, traduziu para não ofender as mulheres. Mas mesmo assim, será que não dá pra notar que Deus está se dirigindo ao homem? Senão, haveria outro mandamento: “NÃO COBIÇARÁS O HOMEM DA PRÓXIMA”.

[Aqui eu fui EXPULSO !!!!!!!!!!! ]  KKKKKKKKKK

5 fev

Anjo Solitário

Puxa, o tpco era legal, mas o proprio dono mudou pra um assunto nada a ver no meio e esfriou tudo………..
[ E aqui abaixo, no comentário da senhora idosa que me expulsou, eu destaquei, em vermelho, a pergunta
em que ela admite a ignorância sobre o assunto que a levou a me expulsar. ]

5 fev

Nêm

Fabiano
o moço é que tem que relfetir sobre isso não?eu to careca de saber disso.
Mas onde mesmo que Deus compara mulher com jumento?
voce viu a logica dele?E isso é debochar da nossa crença.Nossa!
Pois é anjo, era sim, interessante.
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5 fev

DAVI

NÊM

Desculpe-me, mas desaprovo sua atitude com o Barros.  Ele não falou nada que não esteja na bíblia ou que não pudesse gerar inúmeras interpretações…

E inúmeros filósofos vêm debochando da sua crença, no decorrer dos séculos, e nem por isso seus livros foram retirados das prateleiras das melhores livrarias!

Mandou SUPER mal, Nêm!

O Deus de Israel

“E entraram na aliança para buscarem o Senhor Deus de seus pais, com todo o coração, e com toda a sua alma; E de que todo aquele que não buscasse ao Senhor Deus de Israel, morresse; assim o menor como o maior, tanto o homem como a mulher.” (2 Crônicas, 15:12-13)

O Deus Todo-Poderoso, criador do Céu e da Terra era o Deus de um povo só. O do povo escolhido: o povo de Israel. Eu, se fosse religioso, acharia isso muito, mas muito estranho mesmo. Como ateu, entretanto, percebo uma razão bem simples: o Deus da Bíblia, o Deus cristão, o Deus de Abraão e tal, foi inventado por aquele povo e eles sabiam que os outros povos já tinham seus próprios deuses, também inventados. Então, aquele seria só deles. Nada que impedisse, porém, que eles se apoderassem dos mitos já existentes nas outras religiões para criarem um “pano de fundo” para a sua divindade novinha em folha. A criação do mundo, o mito do dilúvio, o do envolvimento da divindade com uma mortal, donde nascia um “semideus”, as ideias de Paraíso e Inferno (ou Hades), tudo isso já era corrente na mitologia de outras religiões.

O que, acho eu, essa religião trouxe de novo foi “a palavra” escrita da sua divindade. Uma coletânea de textos escritos por seres humanos e atribuídos a ela. Isso parece ter dado tão certo que, tempos depois, os muçulmanos adotaram o mesmo expediente e, como fez o povo de Israel com relação a Deus, eles criaram uma “palavra” só deles, ditada pela divindade e redigida por um analfabeto. Mas para Deus, digo, para Alá nada é impossível, embora, ao que parece, ele queria por que queria transmitir sua palavra escrita em árabe e apenas em árabe. Quem quisesse ser salvo por Alá, teria que aprender esse idioma.

Além disso, esses novos crentes, os do Deus de Israel, conseguiram implementar uma estrutura de doutrinação da sua fé de um jeito totalmente novo. As crianças não teriam um contato gradual com essa nova divindade através do convívio social, da observação das tradições e através da cultura, como acontecia nos demais povos. Deus seria algo em que elas “aprenderiam” a acreditar muito antes de qualquer outra coisa. A expressão bonitinha “Papai do céu” não surgiu por acaso. É a primeira coisa que você, como eu, lembra da figura de Deus. Isso foi repetido para você à exaustão desde muito antes de você aprender a falar.

É um processo lento e trabalhoso, mas de comprovada eficácia. Uma vez que você tenha entrado nele na idade certa, não há como escapar. Fatalmente você vai acreditar em Deus, na Bíblia e em tudo o mais que lhe disserem. Mas nem todo mundo teve essa má sorte de nascer numa sociedade que se presta a aceitar, quando não incentivar, tal abuso infantil. Mas o “processo” também sabe como contornar tal problema. Apenas transmitir a crença não basta, é preciso que se prepare cada nova geração para “combater” os dissidentes.

Uma das maneiras é o que eu chamaria de “combate intelectual”. Combater argumentos em contrário com coisas do tipo: 

“Para quem não crê em Deus, nenhuma explicação é possível. Para quem crê, nenhuma explicação é necessária!”

Uma vez que as pessoas conseguem doutrinar as crianças para acreditarem que existe um Deus e que a Bíblia é a sua palavra, não vejo dificuldade em que elas consigam, também, colocar nas cabecinhas delas que isso aí é um “argumento”.

Uma outra maneira, mais prática, da qual tanto a Bíblia (como nos versos que abrem esse post) quanto o Corão trazem alguns bons exemplos em vários versículos e suras, é aquela que os muçulmanos também copiaram e da qual dão provas ao mundo de sua perícia: a imposição e divulgação da fé pela força bruta.

Ao que crê, chame de irmão. Ao que não crê, chame de inimigo. 


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